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Um homem de 78 anos percorreu de carro cerca de dois quilômetros pela linha do metrô do Porto, cidade do norte de Portugal, até ser parado por seguranças, informou fonte da empresa à agência portuguesa de notícias Lusa.
De acordo com a fonte, o veículo circulou pela via ferroviária, passando por um total de quatro estações. O alerta foi registrado por volta das 13h50 e, após a abordagem, foi constatado que o condutor “mostrava estar desorientado”.
O idoso recebeu atendimento de uma equipe do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Portugal e foi posteriormente encaminhado a um hospital.
O incidente provocou atrasos de cerca de 15 minutos na circulação dos trens. O carro foi removido para a plataforma da estação de Ramalde, na parte leste da cidade, onde permanecerá até a 1h de terça-feira, horário em que será retirado por um trem reboque, aproveitando a interrupção das operações do metrô.
A circulação dos trens subterrâneos já foi restabelecida, segundo a empresa.
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas operações nesta segunda-feira, após sete anos de relações diplomáticas interrompidas. No dia 5 de março, os EUA e a Venezuela anunciaram que restabeleceriam suas relações, mas, desde então, as atividades diplomáticas eram realizadas à distância, da embaixada em Bogotá.
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A reabertura “fortalecerá nossa capacidade de interagir diretamente com o governo interino da Venezuela, a sociedade civil e o setor privado”, informou o Departamento de Estado americano em comunicado, classificando-a como um “marco fundamental” na implementação do plano do presidente Donald Trump para a Venezuela desde que os militares dos EUA capturaram, nos primeiros dias de janeiro, o então líder venezuelano Nicolás Maduro. “Um novo capítulo em nossa presença diplomática na Venezuela”, acrescentou o comunicado.
A embaixadora Laura Dogu, principal diplomata dos EUA na Venezuela, que chegou a Caracas ainda em janeiro, vai liderar os esforços para restabelecer a presença diplomática do país no terreno. Sua equipe está trabalhando para restaurar o prédio e preparar o retorno do pessoal e a retomada dos serviços consulares. No último dia 14, a bandeira dos EUA foi içada na embaixada.
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Dogu foi embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua, cujo presidente Daniel Ortega é um dos poucos aliados da Venezuela na região. A diplomata chefiou essa delegação desde 2015. Entre 2012 e 2015, ela atuou como vice-chefe de missão na embaixada dos EUA na Cidade do México.
Laura Dogu, nova chefe de missão diplomática dos EUA na Venezuela
Foto por STRINGER / AFP
Em paralelo, segundo o jornal venezuelano El Nacional, a Venezuela também retomou o controle de sua embaixada em Washington. O vice-ministro para a América do Norte, Oliver Blanco, publicou um vídeo no X na semana passada, na sede da embaixada, ao lado do encarregado de negócios, no qual relatou reuniões no Departamento de Estado para “explorar oportunidades de fortalecer a relação bilateral”.
Os EUA já haviam retirado todos os seus diplomatas da Venezuela e fechado sua embaixada em 2019 por questões de segurança depois de reconhecer o então chefe do Legislativo, o líder opositor Juan Guaidó, como presidente interino de um governo que, na prática, foi simbólico. Na ocasião, Maduro foi declarado “usurpador” do cargo de presidente pela Assembleia Nacional. Os EUA denunciaram a primeira reeleição do líde chavista, em 2018, como fraudulenta.
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Desde a captura de Maduro, o governo Trump afirma que seu objetivo final na Venezuela é restaurar a democracia e realizar eleições livres e justas. Trump elogia a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que assumiu após a deposição de Maduro, por sua cooperação em relação às reservas de petróleo do país. Trump e Delcy assinaram acordos energéticos e de mineração que abrem a porta para o investimento privado e modificam o modelo estatista aplicado pelo chavismo.
Espanha concede cidadania a Leopoldo López
A Espanha vai conceder nacionalidade ao líder da oposição venezuelana Leopoldo López, exilado em Madri e a quem o governo de seu país queria destituir de sua cidadania, anunciou nesta segunda-feira o chanceler espanhol, José Manuel Albares.
— Confirmo que Leopoldo López fez esse pedido e que amanhã (terça-feira) ele será submetido ao Conselho de Ministros — explicou Albares em entrevista à rádio RAC1, esclarecendo que “normalmente as coisas que vão ao Conselho de Ministros são aprovadas”.
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Segundo ele, a concessão será feita pela via rápida e não pela convencional, porque há “alguns documentos que, pela situação tão especial em que se encontra Leopoldo López, eram impossíveis serem apresentados e, portanto, decidimos utilizar essa norma que está no Código Civil espanhol”.
Em outubro de 2025, Maduro pediu ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela que retirasse a nacionalidade venezuelana de López por seus comentários favoráveis ao desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe em uma operação antidrogas.
López foi condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar à violência nos protestos contra Maduro. Em 2017 passou a prisão domiciliar e, dois anos depois, participou de um levante militar fracassado. Terminou na residência do embaixador espanhol em Caracas, de onde fugiu em 2020 rumo a Madri.
(Com AFP)
O Supremo Tribunal da Espanha, a mais alta instância judicial do país, determinou que dar um beijo na mão pode ser considerado agressão sexual se não houver consentimento, segundo uma decisão consultada nesta segunda-feira (30) pela AFP.
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A decisão, proferida em 5 de março, confirmou a condenação de um homem por agressão sexual por ter feito toques não consentidos em uma mulher em um ponto de ônibus.
A defesa do acusado pretendia requalificar os fatos como um simples “assédio de rua”, mas os magistrados consideraram que qualquer contato físico com conotação sexual ultrapassava essa categoria e que ele deveria pagar a multa de 1.620 euros (R$ 9,7 mil reais) prevista em sua primeira condenação.
Mas, segundo os magistrados, “não se tratou de um mero ato de pegar na mão” da mulher. O acusado “agiu com intenção de atentar contra sua integridade sexual, pegou e beijou sua mão enquanto, por meio de gestos, pedia que o acompanhasse, oferecendo-lhe dinheiro”.
— Houve, por isso, um ato de agressão sexual, na medida em que a ação descreve um toque de natureza e tom sexuais que a vítima não tinha obrigação de suportar, com claro conteúdo sexual e ataque à vítima, reduzindo-a à condição de objeto — acrescenta a decisão.
A Espanha está na vanguarda da luta contra a violência de gênero e, em 2004, aprovou uma lei pioneira na Europa contra a violência dirigida às mulheres.
Em 2025, no caso conhecido como o do “beijo forçado”, o então presidente da federação espanhola de futebol, Luis Rubiales, foi condenado por agressão sexual por dar um beijo na jogadora Jenni Hermoso após a final da Copa do Mundo feminina em Sydney, em agosto de 2023.
Um recém-nascido foi encontrado morto dentro de um banheiro químico nesta quinta-feira (26) na cidade de Gretna, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. A polícia local aponta que o bebê nasceu com vida e morreu após ser abandonado no local. A mãe da criança é suspeita e pode responder por homicídio.
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De acordo com as autoridades, o caso aconteceu após uma chamada de emergência relatar que uma mulher havia dado à luz nas proximidades de um restaurante da rede Waffle House, na Westbank Expressway. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher, que afirmou ter tido o bebê, mas não soube informar o paradeiro da criança.
Os agentes então se deslocaram até um banheiro químico próximo, onde localizaram o recém-nascido já sem vida dentro do reservatório. Segundo a polícia em entrevista à TV americana, exames posteriores indicaram que o bebê nasceu vivo. A causa da morte foi apontada como asfixia por afogamento no líquido presente no tanque do banheiro químico. Havia produtos químicos de limpeza líquidos dentro do tanque.
A mulher, identificada como Lekesha Lemelle, de 37 anos, foi hospitalizada após o parto e deverá ser formalmente presa e indiciada por homicídio em segundo grau assim que receber alta médica.
O caso também reacendeu o debate sobre a chamada “Lei do Refúgio Seguro” (Safe Haven Law) vigente na Louisiana, que permite que recém-nascidos de até 60 dias sejam entregues anonimamente a autoridades — como bombeiros ou hospitais — sem que os pais sejam processados. Autoridades locais destacaram que, se o recurso tivesse sido utilizado, a morte poderia ter sido evitada.
O presidente da 63ª Vara do Trabalho da Argentina, juiz Raúl Horacio Ojeda, anunciou a suspensão de 82 artigos da chamada lei de “modernização trabalhista”, promovida pelo governo de Javier Milei. Apesar da decisão, favorável à Confederação Geral do Trabalho (CGT), ainda há possibilidade de recurso por parte do governo.
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Entre as disposições anuladas, estão a suspensão do Fundo de Assistência ao Trabalho (FAL), limitações ao direito de greve e revogação da Lei do Teletrabalho. A medida foi motivada por uma ação movida pela confederação sindical que denunciou “modificações pejorativas e permanentes” que violaram flagrantemente direitos constitucionais fundamentais, como a proteção contra demissão, o princípio da progressividade trabalhista e a liberdade de associação.
O juiz reconheceu a legitimidade da CGT para atuar como representante coletiva de toda a classe trabalhadora argentina e afirmou que a intervenção de um Judiciário independente é “indispensável”.
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Ojeda é juiz do trabalho desde 2012. Antes, foi funcionário do tribunal e atuou como assessor para assuntos legislativos do ex-ministro do Trabalho, Carlos Tomada, durante os governos Kirchner. Na decisão, o juiz alertou que não suspender a lei imediatamente poderia criar sérias incertezas jurídicas antes da emissão de uma decisão final.
Mudanças da suspensão
Entre os artigos que serão suspensos está o que se refere aos trabalhadores de plataformas digitais, que os excluiria do âmbito de proteção da lei, classificando-os como “independentes”. Também foi suspenso o artigo que removia o princípio da interpretação legal em favor do trabalhador e aqueles que permitiam a exclusão de pagamentos não mensais, como o abono de Natal, do cálculo das rescisões contratuais, e que implementavam o Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAL).
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A decisão também suspende a norma que ampliava os serviços mínimos em caso de greve e incluía uma nova categoria de “atividades de importância transcendental”, embora proíba medidas coercitivas nos serviços de segurança.
O artigo que eliminava a obrigação de aviso prévio durante o período probatório também foi suspenso. Este dava prioridade aos acordos de menor abrangência e permitia a negociação de cláusulas de redução salarial.
O juiz também suspendeu as regras que permitiam o fracionamento obrigatório das férias e possibilitavam a criação de um “banco de horas” por acordo individual e alteração das condições de trabalho.
Com a ação, a reforma trabalhista fica suspensa até que a inconstitucionalidade da lei seja definitivamente acatada, conforme solicitado pela CGT. O governo, por sua vez, pode solicitar a reavaliação da medida e reverter a suspensão por meio de recurso.
O CEO da Air Canada, Michael Rousseau, anunciou que se aposentará até o fim do terceiro trimestre deste ano, após enfrentar críticas por ter utilizado apenas o inglês em um vídeo de condolências sobre um acidente que matou dois pilotos da companhia. A mensagem foi divulgada na plataforma X após a colisão fatal no aeroporto LaGuardia, em Nova York.
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No vídeo, Rousseau expressou “profunda tristeza por todos os afetados”, mas falou apenas em inglês, apesar de o conteúdo contar com legendas em inglês e francês. Um dos pilotos mortos, Antoine Forest, era do Quebec, região de língua francesa.
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A escolha do idioma gerou críticas públicas e políticas.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que a atitude demonstrou “falta de compaixão”. Já o primeiro-ministro de Quebec, François Legault, declarou que Rousseau deveria deixar o cargo caso não fosse capaz de falar francês.
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AFP
Diante da repercussão, o executivo foi convocado a comparecer em Ottawa pelo comitê parlamentar canadense de Línguas Oficiais, com o objetivo de “se explicar” diante dos deputados.
Posteriormente, Rousseau divulgou um comunicado em inglês e francês no qual afirmou não ter conseguido se expressar “adequadamente” em francês. Ele declarou que sua limitação no idioma acabou “desviado a atenção” das famílias das vítimas e dos funcionários da empresa. Também afirmou que seu francês ainda é fraco “apesar de muitas aulas ao longo dos anos” e acrescentou: “Peço sinceras desculpas por isso, mas continuo meus esforços para melhorar”.
Saída do cargo e histórico de críticas
Ao anunciar sua saída, Rousseau declarou: “Foi uma grande honra trabalhar com as pessoas dedicadas e talentosas da Air Canada e representar nossa organização excepcional (…) Espero apoiar nossa empresa durante este importante período de transição”. A companhia informou que ele deixa o cargo “após quase duas décadas de liderança forte e dedicada”.
O acidente ocorreu após o pouso de um avião da Air Canada no aeroporto LaGuardia, quando a aeronave colidiu com um caminhão de bombeiros. Morreram os pilotos Antoine Forest e Mackenzie Gunther.
Antoine Forest e Mackenzie Gunther
Reprodução/Redes Sociais
Rousseau já havia sido criticado anteriormente por seu nível de francês, inclusive após sua nomeação como CEO, em 2021, quando pediu desculpas e afirmou que buscaria melhorar no idioma.
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O francês é um dos idiomas oficiais do Canadá, e a Air Canada, embora privatizada em 1988, está sujeita à Lei das Línguas Oficiais, que exige o uso do inglês e do francês em comunicações como anúncios a bordo.
Um voo da American Airlines que seguia de Nova York para Chicago precisou fazer um pouso de emergência em Detroit neste domingo, após um passageiro ameaçar explodir a aeronave em pleno trajeto. O incidente provocou pânico a bordo e mobilizou forças de segurança nos Estados Unidos.
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De acordo com relatos de passageiros à CBS News, o homem começou a gritar e a agir de forma agressiva durante o voo, chegando a afirmar que iria “explodir o avião” e “matar todos” a bordo. A situação se agravou quando ele tentou avançar contra comissários de bordo, levando a tripulação a solicitar ajuda e os pilotos a optarem pelo desvio da rota.
A aeronave, que fazia o trajeto entre o aeroporto JFK, em Nova York, e Chicago, foi redirecionada para o Aeroporto Metropolitano de Detroit, em Romulus, no Michigan, onde pousou por volta das 11h (horário local). Assim que aterrissou, o avião foi cercado por agentes de segurança e equipes médicas, que retiraram o passageiro e realizaram uma inspeção completa na aeronave por precaução.
Durante a operação, passageiros relataram momentos de tensão e incerteza. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível o momento em que agentes realizavam a abordagem na aeronave.
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Após a verificação, o FBI informou que não havia ameaça real à segurança pública. O suspeito foi retirado do voo, e o caso segue sob investigação. Com o incidente, os passageiros enfrentaram horas de atraso. O voo só chegou ao destino, em Chicago, cerca de oito horas depois.
Um promotor na Suécia apresentou acusação formal contra um homem de 62 anos por crimes relacionados à exploração sexual da própria mulher. Entre os crimes citados, estão proxenetismo com agravante, estupro e agressão sexual. O caso envolve a suposta venda de serviços sexuais da mulher para mais de 120 homens.
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O acusado foi detido no fim de outubro e permanece em prisão preventiva. A denúncia teve início após a própria mulher procurar a polícia no norte do país.
Segundo a acusação, o homem lucrou durante anos com a exploração da mulher e exercia pressão sobre ela “para que realizasse atos sexuais”. Ele teria publicado anúncios na internet, organizado encontros com clientes, vigiado a mulher e pressionado a realização de atos sexuais online para atrair mais interessados.
Acusações incluem estupros e ameaças
Além do proxenetismo com agravante, o acusado responde por oito casos de estupro, incluindo um envolvendo um cliente, quatro tentativas de estupro e quatro casos de agressão sexual. A acusação também aponta que ele foi violento, fez ameaças, explorou o medo da vítima e se aproveitou da dependência química da mulher.
O promotor classificou os fatos como uma “exploração impiedosa”.
De acordo com a promotora Ida Annerstedt, cerca de 120 pessoas foram identificadas como suspeitas de comprar serviços sexuais. O homem nega todas as acusações.
Investigação e julgamento
A mulher foi descrita como vítima de “crimes graves”, segundo sua advogada, Silvia Ingolfsdottir.
— Agora ela espera obter justiça.
Segundo a emissora pública SVT, o acusado teria sido anteriormente membro da organização de motociclistas Hells Angels.
O julgamento está previsto para começar em 13 de abril.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, comunicou nesta segunda-feira (30) que o plenário prevê analisar, em sessão presencial no dia 8 de abril, a vacância do cargo de governador do estado do Rio de Janeiro. Os ministros vão decidir se a eleição será indireta, feita pelos deputados estaduais, ou direta, quando a população vai às urnas votar.

“A deliberação do Plenário, orientada pelos princípios da legalidade constitucional, da segurança jurídica e da estabilidade institucional, terá por finalidade fixar a diretriz juridicamente adequada à condução do processo sucessório no Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com a ordem constitucional e a legislação eleitoral vigente”, diz o comunicado.

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Na noite de sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin concedeu uma decisão liminar que suspende a eleição indireta para o cargo. O pedido atende a uma reclamação do Partido Social Democrático (PSD) no Rio de Janeiro, que defende votação direta para a escolha de quem comandará o governo do estado no mandato-tampão até 31 de dezembro de 2026.

A decisão de Zanin foi tomada no mesmo dia em que outra decisão do próprio STF validou a eleição indireta para o governo fluminense, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942. 

Na decisão, Zanin cita seu entendimento em prol do voto direto, divergente da maioria do STF. Ele classificou a renúncia do governador Cláudio Castro, na segunda-feira (23), como uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral. 

Até que o assunto seja resolvido, Zanin determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, ocupe interinamente o posto de governador.

Na quinta-feira (26), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu um novo presidente da Casa que iria assumir o governo do estado interinamente após a saída do ex-governador Claudio Castro. Horas depois, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação. 

Nesse mesmo dia, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, marcou para a próxima terça-feira (31), às 15h, sessão que irá recontar os votos para o cargo de deputado estadual nas eleições de 2022. 

O tribunal determinou que os votos recebidos pelo deputado Ricardo Bacellar devem ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo. A medida ainda cabe recurso. Essa medida poderá impactar na composição para a Alerj.

O vácuo na sucessão de Castro começou com sua saída na segunda-feira (23) quando ele renunciou ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Na linha sucessória, deveriam assumir o cargo o vice-governador ou o presidente da Alerj, mas o vice Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), saiu em 2025 e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado do cargo.

Na terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Castro à inelegibilidade pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030. Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. 

Ele foi condenado em um processo por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Nessa mesma ação, Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa e o TSE também declarou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delarori, comunicou na sessão plenária da manhã dessa quinta-feira (26) que à tarde seria escolhido pelo plenário o novo presidente da Alerj. O eleito será o novo governador do estado até o dia 31 de dezembro de 2026.

 

O caminho para escolher o governador-tampão do Rio de Janeiro passou por mais uma reviravolta na noite de sexta-feira (27). O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma decisão liminar que suspende a eleição indireta para o cargo.

O pedido atende a uma reclamação do Partido Social Democrático (PSD) no Rio de Janeiro, que defende votação direta para a escolha de quem comandará o governo do estado no mandato-tampão até 31 de dezembro de 2026.

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O PSD é a legenda do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, que deixou o Executivo municipal no dia 20, para disputar a eleição para governador em outubro desde ano, visando o mandato de 2027 a 2030.

Na eleição indireta, em vez de a população ir às urnas, são os deputados estaduais que escolhem o governador.

Justificativa

A decisão de Zanin foi tomada no mesmo dia em que outra decisão do próprio STF validou a eleição indireta para o governo fluminense, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7942. 

Na decisão, Zanin cita seu entendimento em prol do voto direto, divergente da maioria do STF. Ele classificou a renúncia do governador Cláudio Castro, na segunda-feira (23), como uma tentativa de burlar a Justiça Eleitoral. 

Zanin republicou seu voto no processo anterior.

“A renúncia do governador eleito surge como mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor e, em consequência, o exercício da soberania popular, da escolha do titular para o cargo de governador do Estado, ainda que em período residual”, diz o ministro. 

“A soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”, sustenta.

Zanin defende que a suspensão da eleição indireta é uma medida para segurança jurídica. E pede que a decisão final da corte seja tomada após análise no plenário do Supremo.

“Reforço a necessidade de suspensão dos efeitos dos atos reclamados, em obediência ao princípio da segurança jurídica, para que tanto os fundamentos da ADI 7.942/RJ como os fundamentos deduzidos nesta reclamação sejam analisados de forma verticalizada e o STF assente o alcance daquele precedente vinculante e, por consequência, o formato das eleições a serem realizadas”, escreveu o ministro na decisão liminar.

Zanin também pediu destaque no julgamento da ADI 7942. No meio jurídico, um pedido de destaque retira o processo da votação eletrônica e o transfere para o plenário presencial.

A ADI é também ajuizada pelo PSD, questionando trechos da lei que trata das regras para a eleição indireta do governador. O PSD questiona também a determinação de que os parlamentares terão voto aberto em vez de secreto.

Até que o assunto seja resolvido, Zanin determina que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, ocupe interinamente o posto de governador.

Entenda 

Desde maio de 2025, o Rio de Janeiro não tinha vice-governador, uma vez que Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE)

Com a manobra, o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), passou a ser o primeiro na linha sucessória.

No entanto, em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi preso pela Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investigou a ligação de políticos com o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado.

Por ordem do STF, Bacellar foi afastado da presidência, mesmo depois de libertado da prisão. Na sexta-feira (27), ele foi preso novamente pela mesma operação.

Dessa forma, a Alerj passou a ser presidida, de forma interina, pelo deputado Guilherme Delaroli (PL). Mas, por causa da interinidade, Delaroli não ocupa lugar na linha sucessória.

Na segunda-feira (23), o então governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo, manifestando interesse em disputar uma vaga no Senado na eleição de outubro. 

A manobra era vista também de escapar de uma eventual inelegibilidade, uma vez que enfrentava um julgamento no TSE por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. 

O julgamento terminou de forma desfavorável para Castro, com o TSE o considerando governador cassado e inelegível até 2030.

A decisão também cassou e tornou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.

Na mesma decisão, a Justiça Eleitoral determinou então que a Alerj realizasse eleições indiretas para o governo do estado.

Na quinta-feira (26), o deputado estadual Douglas Ruas, do mesmo partido de Castro, chegou a ser eleito presidente da Alerj e alçado ao cargo de governador-tampão. Mas, no mesmo dia, uma decisão do TJRJ anulou a votação

A desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do TJRJ, entendeu que o processo eleitoral na Alerj só poderia ser realizado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme determinou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na decisão que cassou o mandato do então presidente da Alerj.

A retotalização consiste em contabilizar os votos das eleições de 2022 para deputado estadual, desconsiderando os votos recebidos por Rodrigo Bacellar, o que pode mexer na composição do Legislativo estadual. 

O TRE marcou a cerimônia para a próxima terça-feira (31).

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