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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de secretária de Justiça nesta quinta-feira, encerrando um turbulento mandato de 14 meses à frente do Departamento de Justiça. Ela será substituída, por ora, pelo procurador-geral adjunto dos EUA, Todd Blanche. Segundo a mídia americana, Trump vinha demonstrando descontentamento com Bondi há meses, especialmente por causa da forma como ela lidou com os arquivos do caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se tornaram um calo político para o republicano e seus apoiadores.
Nos últimos dias, Trump conversou com aliados sobre a possibilidade de demitir Bondi e, na quarta-feira, falou pessoalmente com ela sobre essa possibilidade, segundo fontes. Na conversa, que uma fonte descreveu como “dura”, Trump indicou que Bondi não ficaria muito tempo no cargo e que ele a substituiria em breve, disseram as fontes.
Fontes disseram que Bondi foi informada de que receberia um cargo diferente posteriormente. Nessa conversa, segundo duas fontes, Trump mencionou a possibilidade de nomeá-la juíza após sua saída do Departamento de Justiça.
Em atualização
As monarquias árabes do Golfo Pérsico, que foram arrastadas para a guerra lançada por EUA e Israel contra o Irã, buscam aprovar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que abra caminho para o uso da força no desbloqueio do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã desde o mês passado. A proposta pode ser votada em breve, mas a linguagem do texto, já modificada algumas vezes, ainda incomoda Rússia e China e, em menor escala, a França.
— Essas ações colocam em risco a segurança energética, o abastecimento alimentar e o comércio global — afirmou o chanceler do Bahrein, Abdullatif al-Zayani, afirmando que o fechamento da passagem viola a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. — Estamos confiantes de que este projeto de resolução está em conformidade com o direito internacional. Aguardamos uma posição unificada deste estimado Conselho durante a votação que ocorrerá amanhã (sexta-feira).
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Em um tom acima, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, que reúne as seis monarquias árabes que margeiam o Golfo Pérsico), Jassim Albudawi, disse que “a conduta desestabilizadora do Irã no Golfo excedeu todas as linhas vermelhas”. Ele instou o Conselho de Segurança a “usar todos os meios necessários” para proteger as rotas navais e a segurança do comércio marítimo. Ele completou dizendo que o GCC busca “relações normais” com o Irã, embora a relação esteja extremamente abalada após semanas de retaliações iranianas.
— Os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo não buscam a guerra — continuou. — Eles buscam a paz, a segurança e a estabilidade que todos os povos merecem.
Mapa com navios que sofreram danos no Golfo Pérsico
AFP
De acordo com fontes diplomáticas, o rascunho de resolução apresentado pelo Bahrein prevê a autorização do Conselho de Segurança para que um Estado ou coalizão usem “todos os meios necessários” para reabrir Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás. O bloqueio, aliado a declarações dos envolvidos na guerra, como o presidente americano, Donald Trump, fez com que preços de combustíveis disparassem, adicionando uma nova camada de risco inflacionário à economia mundial.
Apesar da expectativa do Bahrein de colocar o texto em votação já na sexta-feira, não há garantias de que ele será aprovado. Três países com poder de veto no Conselho — Rússia, China e França — apresentaram objeções, em diferentes graus, sobre o uso de termos associados ao Capítulo VII da Carta da ONU, que rege sobre ações armadas. Segundo a rede al-Jazeera, houve alterações, mas o teor ainda incomoda russos e chineses. Para eles, a resolução serviria como um aval oficial para ataques contra o Irã. Paris também busca amenizar o teor do texto, e assessorou o Bahrein durante sua elaboração para “maximizar a probabilidade de adoção e implementação subsequente do texto”.
— É hora de parar com esse jogo perigoso de brincar com fogo — disse o embaixador russo, Vassily Nebenzia, acrescentando que seu governo não concorda com o “desejo de forças de fora da região” de lucrarem com a “multiplicação de pontos de instabilidade crônica” no Oriente Médio. — Washington e Jerusalém Ocidental (Israel) não poderiam deixar de reconhecer o impacto muito sério de sua incursão militar para os países da região.
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Pouco antes da reunião em Nova York, o Reino Unido liderou o encontro com representantes de 40 países em busca de soluções para o Estreito de Ormuz. Na abertura, a chanceler britânica, Yvette Cooper, disse que o Irã conseguiu “sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, destacando a “urgente necessidade” de reabrir a passagem.
— Essa imprudência iraniana em relação a países que nunca estiveram envolvidos neste conflito, que nós e 130 países em todo o mundo condenamos veementemente na ONU, não está apenas afetando as taxas de hipoteca, os preços da gasolina e o custo de vida aqui no Reino Unido e em muitos outros países do mundo, mas também está afetando nossa segurança econômica global — afirmou.
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz
LEON NEAL / AFP
Diplomatas europeus dizem que o foco neste momento é avaliar quais países estão dispostos a formar uma coalizão pró-reabertura, e analisar as ferramentas econômicas e políticas para convencer Teerã a liberar a passagem. Estima-se que cerca de 400 embarcações aguardem para fazer a travessia. Posteriormente, serão analisadas opções que envolvem ações militares — até agora, nenhum país se dispôs a se juntar à guerra de EUA e Israel no Golfo, tampouco a destacar seus contingentes para reabrir Ormuz à força, algo que a França diz ser inviável.
— Isso levaria um tempo indeterminado e exporia todos aqueles que se aventurassem por este estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária, bem como a mísseis balísticos — afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, durante visita à Coreia do Sul.
A Rússia vai enviar um segundo petroleiro a Cuba, submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Energia russo, Serguêi Tsivilev. Na última terça-feira, após o sinal verde do presidente americano, Donald Trump, o navio-tanque russo Anatoly Kolodkin, com 730 mil barris de petróleo, atracou no porto de Matanzas, a leste de Havana.
Desde 6 de janeiro, quando o México entregou um carregamento após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, Cuba não recebia carga de petróleo, o que afundou o país em uma crise econômica e energética. Com a chegada do Kolodkin, especialistas avaliam que o carregamento pode oferecer apenas um alívio temporário.
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— Um navio da Federação Russa atravessou o bloqueio. Agora, está sendo indo um segundo. Não deixaremos os cubanos em dificuldades — afirmou Tsivilev, citado pela mídia estatal, em unidade com declarações recentes do Kremlin e do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Antes da chegada do primeiro petroleiro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o tema já havia sido discutido previamente com Washington e, por isso, Trump autorizou a entrega, sem que isso representasse uma mudança formal na política de sanções americanas contra o país caribenho.
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Em visita à Rússia, na quarta-feira, o vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, afirmou que Havana e Moscou iniciaram negociações “para alcançar estabilidade no fornecimento de combustível” à ilha e exploraram oportunidades de cooperação no setor energético.
— Avançamos nas conversas para ampliar a participação de empresas russas na exploração e produção de petróleo em nosso país e em projetos de geração de eletricidade com fontes renováveis — disse Pérez-Oliva ao canal RT, após reunião com autoridades e empresários russos em São Petersburgo.
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No último domingo, Trump afirmou que não via “nenhum problema” no envio de petróleo russo à ilha, após ter impedido a chegada de combustível venezuelano e também de outros países, como o México, sob ameaça de tarifas.
— Cuba está acabada, tem um regime ruim, líderes muito ruins e corruptos, e conseguir ou não um navio com petróleo não vai fazer diferença — disse o presidente americano.
Cuba, de fato, atravessa uma profunda crise energética, que provocou apagões frequentes, racionamento severo de combustível e redução do transporte público. A crise já provocou apagões prolongados, escassez de transporte público e aumento da inflação. Desde o fim de 2024, Cuba enfrentou ao menos sete blecautes nacionais, incluindo dois apenas neste mês.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).

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De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.

“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.

Investigação

No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.

O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.

O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.

Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.

VLT de Salvador

Lula participou hoje de entregas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de mobilidade urbana em Salvador, na Bahia, e visitou obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital baiana. Um trecho do transporte público já funciona em testes operacionais.


02.04.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entregas do Novo PAC na área de mobilidade urbana em Salvador - BA.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entregas do Novo PAC na área de mobilidade urbana em Salvador – Ricardo Stuckert / PR

O projeto do VLT concentra R$ 1,1 bilhão de investimentos do governo federal. Também foram autorizados editais e estudos já para a ampliação do sistema sobre trilhos.

O evento também foi o último ato como ministro do chefe da Casa Civil, Rui Costa, que deixa o cargo nesta quinta-feira. Ele deve disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições e, para isso, precisa se desincompatibilizar da função no Executivo. A secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o posto.

Especialistas da ONU pediram, nesta quinta-feira, uma investigação internacional após a morte de três jornalistas libaneses em um ataque israelense, dizendo que Israel não apresentou “provas confiáveis” sobre sua suposta associação a grupos armados. O Exército israelense afirmou que um dos jornalistas mortos, Ali Shoeib, integrava o Hezbollah, mas a acusação foi contestada por autoridades libanesas e organizações internacionais.
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O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah, movimento pró-iraniano, lançou foguetes contra Israel. O grupo afirmou agir em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o país.
Os três jornalistas, entre eles Ali Shoeib, correspondente do canal Al-Manar, do Hezbollah, morreram em 28 de março em um ataque israelense no sul do país.
Os relatores especiais, embora nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, são especialistas independentes e não se expressam em nome da ONU.
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“Denunciamos firmemente o que está se tornando uma prática habitual e perigosa de Israel de mirar e matar jornalistas e, em seguida, alegar, sem apresentar provas credíveis, seu vínculo com grupos armados”, indicaram em um comunicado.
Israel também confirmou ter matado Fatima Ftouni, uma jornalista da Al-Mayadeen, um canal próximo ao Hezbollah, e seu irmão, o câmera Mohammed Ftouni, qualificando-o como “terrorista do braço militar do Hezbollah”.
Os especialistas consideram que, segundo o direito internacional humanitário, trabalhar como jornalista para um meio de comunicação ligado a um grupo armado não constitui participação direta nas hostilidades.
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou o ataque como “um crime flagrante” que viola normas internacionais de proteção a jornalistas. O primeiro-ministro, Nawaf Salam, também afirmou que a ofensiva representa uma violação do direito internacional humanitário.
A morte dos três profissionais ocorre em meio a uma sequência de casos semelhantes. Desde o início das hostilidades recentes entre Israel e o Hezbollah, diversos jornalistas foram mortos no sul do Líbano.
Em episódios anteriores, ataques israelenses já haviam atingido equipes de imprensa, incluindo um bombardeio em outubro de 2024 que matou três profissionais da Al-Manar e da Al Mayadeen, além da morte do jornalista da Reuters Issam Abdallah, em 2023, enquanto cobria o conflito na fronteira.
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Pelo menos 259 jornalistas e profissionais da comunicação morreram em ataques israelenses desde 2023, entre eles 210 em Gaza e 14 no Líbano.
O governo russo afirmou na quarta-feira ter assumido o controle total da região de Luhansk. no leste da Ucrânia, no momento em que as tropas do país se preparam para uma nova ofensiva terrestre. É a terceira vez desde 2022 que Moscou afirma ter conquistado por completo a região, um de seus principais objetivos do conflito.
“Unidades do grupo militar ocidental concluíram a libertação da República Popular de Luhansk”, disse o Ministério da Defesa russo, em comunicado, acrescentando que houve avanços na vizinha Donetsk, outro ponto central da ofensiva de Vladimir Putin no país vizinho.
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A maior parte das duas regiões está sob controle de fato russo desde 2014, quando teve início a guerra civil ucraniana, e ambas serviram como bases para as incursões das tropas no território do país. Em 2022, Donetsk e Luhansk, assim como Zaporíjia e Kherson, foram unilateralmente anexadas à Federação Russa, um ato não reconhecido pela comunidade internacional.
Em publicação no Telegram, uma brigada ucraniana que atua na área afirmou que uma pequena área de Luhansk, próxima à região de Kharkiv, de cerca de 80 km², segue sob seu controle.
“Simbolicamente, em 1º de abril, o Ministério da Defesa russo anunciou mais uma vez a completa captura da região de Luhansk por suas tropas. Na realidade, as forças ucranianas — unidades da Terceira Brigada de Assalto — permanecem no território da região”, escreveu a unidade do Exército ucraniano na rede social. “Não nos juntamos aos ‘parabéns’ pelo feriado profissional dos propagandistas russos, porque estamos na defesa das últimas linhas de defesa da região de Luhansk!”
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A Rússia havia anunciado o controle total de Luhansk em outras duas ocasiões: em julho de 2022, no que foi apresentada como uma das grandes vitórias russas no conflito; e em julho de 2025, já em meio ao contexto de um conflito travado nas trincheiras. Para alguns blogueiros militares pró-Kremlin, as idas e vindas da propaganda oficial não passam de tentativa de esconder a “incompetência” do comando militar.
O anúncio ocorre em meio aos primeiros sinais de uma nova ofensiva militar russa, que coincide com a primavera no Hemisfério Norte, centrada na conquista de Donetsk e na manutenção de posições ao longo dos 1,2 mil km da linha de frente. Hoje, há 700 mil militares russos em solo ucraniano, mas isso não é garantia de sucesso em uma guerra de atrito, que cobra milhares de vidas em avanços simples, por vezese de alguns quilômetros.
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Em paralelo, a Rússia quer aproveitar que as atenções da Europa e dos EUA estão voltadas ao Irã para elevar sua posição quando as negociações de paz com Kiev forem retomadas (o que não parece provável a curto prazo). Na terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ter recebido de intermediários americanos um ultimato para que retire suas tropas do leste do país em dois meses, sob ameaça de medidas “ainda mais severas” — um dia depois, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Zelensky “deveria tomar uma decisão hoje”, que “poderá salvar muitas vidas e, mais importante, interromper essa fase ativa da guerra”.
— E então a Ucrânia tem dois meses para sair. E então a guerra terminará. E se a Ucrânia não sair, a Rússia tomará Donbas (leste ucraniano), e então os termos serão diferentes. Uma pergunta lógica é: se o único objetivo deles é Donbas, por que eles dizem que irão mais longe se conseguirem tomar Donbas? Ou seja, a questão não é Donbas — disse Zelensky ao portal Unian. — Acredito que a Rússia está pressionando os Estados Unidos hoje porque as eleições estão se aproximando. É evidente que os EUA precisam tomar diversas medidas, tanto interna quanto internacionalmente. Esperamos sinceramente que a Rússia volte a priorizar a lógica em vez da emoção nas negociações.
Banhistas precisaram evacuar a Praia de Dorset, na cidade de Lyme Regis, no sul da Inglaterra, depois de a Guarda Costeira receber um chamado sobre uma possível bomba da areia. O aviso foi recebido às 13h05 desta quinta-feira, no horário local, quando imagens mostravam um dia de sol, com diferentes grupos reunidos, segundo o jornal britânico The Sun.
Os serviços de emergência isolaram um grande trecho da praia. Além da Guarda Costeira e da polícia local, uma equipe do esquadrão antibombas da Marinha Real foram até o local. Depois da análise do objeto, que estava parcialmente submerso, a equipe constatou que se tratava de uma panela antiga de lados retos, de acordo com o portal local Mirror. O comunicado da Marinha Real agradeceu ao informante e pediu que a população entre sempre em contato com a Guarda Costeira, na dúvida sobre a identificação de um artefato explosivo..
Lyme Regis é conhecida por receber ingleses que procuram uma praia com areias finas e mar azul, além de turistas que passam pelo sul do país. Ela é uma cidade histórica e foi refúgio da escritora Jane Austen , romancista inglesa do século XVIII conhecida por obras como “Orgulho e preconceito”, além de ser uma das regiões mais ricas em fósseis da Inglaterra e do mundo, incluindo o de dinossauros. A região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2001, por sua história geológica, que data de 185 milhões de anos.
Sites de viagens indicam uma série de passeios pela região, chamada também de Costa Jurássica, onde também se destacam as formações rochosas e arquitetura local.
O Irã conseguiu “sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, disse a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, durante uma cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz nesta quinta-feira. A chanceler destacou a “urgente necessidade” de garantir novamente a segurança do tráfego marítimo na passagem, por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados globalmente. O encontro virtual ocorre sob pressão dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem instado países dependentes do petróleo que passa pelo Estreito a agir para desbloqueá-lo.
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Ao abrir a reunião, Cooper afirmou que a “imprudência” do Irã ao bloquear a via marítima desde o início da guerra, que já dura mais de um mês, afeta a “segurança econômica global”.
— Contamos com mais de 40 países para discutir o Estreito de Ormuz, as consequências de seu fechamento, a urgente necessidade de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional e a firmeza de nossa determinação em ver o Estreito reaberto — acrescentou a chefe da diplomacia britânica, que preside o encontro, dizendo que o Reino Unido busca liderar uma iniciativa diplomática.
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Ela afirmou que houve, até agora, mais de 25 ataques a embarcações no Estreito e que 20 mil marinheiros ficaram presos em 2 mil navios.
— Essa imprudência iraniana em relação a países que nunca estiveram envolvidos neste conflito, que nós e 130 países em todo o mundo condenamos veementemente na ONU, não está apenas afetando as taxas de hipoteca, os preços da gasolina e o custo de vida aqui no Reino Unido e em muitos outros países do mundo, mas também está afetando nossa segurança econômica global — afirmou.
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz
LEON NEAL / AFP
Em declarações feitas antes da reunião, Cooper afirmou que planejadores militares estão sendo convocados para analisar como desminar o Estreito.
— Paralelamente às discussões, também estamos reunindo planejadores militares para analisar como podemos mobilizar nossas capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como desminagem ou medidas para — disse ela, segundo a agência de notícias Associated Press.
Em visita a Seul, capital da Coreia do Sul, também nesta quinta, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ser “irrealista” reabrir o Estreito de Ormuz com meios militares, dizendo que a segurança da rota só poderia ser garantida “em coordenação com o Irã”, após um cessar-fogo.
Presidente francês, Emmanuel Macron, fala com a imprensa durante visita ao Memorial da Guerra da Coreia, em Seul
Ludovic Marin/AFP
— Essa nunca foi a opção que escolhemos — disse ele, referindo-se a reabertura de Ormuz pela força. — Isso só pode ser feito em conjunto com o Irã. Portanto, antes de mais nada, deve haver um cessar-fogo e a retomada das negociações.
Além disso, Macron criticou seu homólogo americano, Donald Trump, afirmando que ele estava minando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao criar “dúvidas diárias sobre seu compromisso” com a aliança.
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No dia 19 de março, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram um comunicado conjunto no qual se declararam “dispostos a contribuir” para garantir a segurança no Estreito. Ao todo, 37 países aderiram ao documento. Estados Unidos, China e a maioria dos países do Oriente Médio não figuram entre os signatários. A Espanha também não assinou, mas Panamá e Chile estão na lista, segundo o governo britânico.
EUA ameaçam sair da Otan
Desde o início da guerra, Washington tem acusado os aliados de não fazerem o suficiente para garantir a segurança do Estreito de Ormuz ou para apoiar seu esforço no conflito. Em entrevista ao jornal britânico Telegraph, publicada na quarta-feira, Trump afirmou que considera retirar os EUA da Otan, devido ao que classificou como apoio insuficiente de aliados à sua guerra contra o Irã, classificando a aliança como “tigre de papel”.
Trata-se da mais recente ameaça do republicano, que há muito critica o propósito e a eficácia da organização, que já chamou de “obsoleta”, contra seus aliados após a relutância dos países europeus em ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz.
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Na entrevista, o presidente criticou o Reino Unido, dizendo que o país nem “sequer tem Marinha”, e mandou um recado direto ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
— Não vou dizer a ele o que fazer. Ele pode fazer o que quiser. Não importa. Tudo o que Starmer quer são turbinas eólicas caras que estão elevando os preços da energia às alturas — disse o republicano.
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Questionado sobre a entrevista de Trump ao Telegraph, Starmer afirmou que o Reino Unido está “totalmente comprometido com a Otan”, que garantiu a segurança do continente europeu durante 80 anos, chamando-a de “aliança militar mais eficaz que o mundo já viu”.
— Ela (Otan) nos manteve seguros durante muitas décadas. Independentemente da pressão sobre mim e sobre os outros, agirei sob o interesse nacional britânico em todas as decisões que tomar — afirmou o premier na quarta-feira.
Ao anunciar a cúpula desta quinta, o premier disse que a reunião avaliaria “todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis” para “restabelecer a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e dos marinheiros retidos e retomar o fluxo de mercadorias essenciais”.
Quatro astronautas da missão Artemis II partiram, na quarta-feira, a bordo de um enorme foguete da Nasa em uma viagem que os levará ao redor da Lua, o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. No entanto, pouco tempo após o lançamento, equipes identificaram uma série de problemas a serem resolvidos na espaçonave Orion.
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Após a decolagem, um problema foi identificado “no controlador do vaso sanitário quando foi colocado em funcionamento”, segundo o administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, em uma coletiva de imprensa. A falha foi sinalizada por uma luz de alerta piscando no sistema.
O contratempo mobilizou rapidamente as equipes em terra, já que a cápsula Orion conta com apenas um banheiro a bordo. Apesar da agenda intensa desde a decolagem, os astronautas realizaram testes para investigar a falha com o apoio do controle da missão.
A astronauta da Nasa Christina Koch conduziu os procedimentos, que apresentaram resultados positivos. Com isso, o sistema foi restabelecido, garantindo o funcionamento do sanitário, um alívio para a tripulação em uma missão prevista para durar cerca de dez dias.
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Este é o primeiro voo ao espaço profundo com um banheiro instalado. Nas missões Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, os astronautas utilizavam sacos de coleta de resíduos durante a viagem até a Lua, que eram descartados na superfície lunar.
Pouco antes do período de descanso, Koch voltou a consultar o centro de controle em Houston para confirmar se o uso do banheiro estava liberado ao longo da noite. A resposta foi direta: “Vocês podem usar o banheiro a noite toda”, informou a equipe em terra.
Em ambiente de microgravidade, o uso do banheiro exige cuidados específicos. A cápsula conta com barras de apoio e suportes para os pés que ajudam a manter os astronautas estáveis, além de um sistema com fluxo de ar que direciona os resíduos para compartimentos separados e reduz odores. O sistema é descrito como bastante barulhento, exigindo o uso de proteção auditiva durante o uso.
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O diretor da Nasa, Jared Isaacman, também relatou um problema temporário de comunicação com a espaçonave, que já foi solucionado.
Além disso, os astronautas enfrentaram dificuldades técnicas em sistemas internos. Um dos dispositivos de computação pessoal usados pela tripulação apresentou falhas, incluindo problemas no funcionamento do cliente de e-mail Outlook, o que exigiu suporte do controle da missão.
Os contratempos não se limitaram ao período após a decolagem. Na última hora antes do lançamento, a Nasa também precisou lidar com alguns problemas, entre eles, um no sistema de aborto de lançamento, mecanismo responsável por ejetar a tripulação em caso de falha. A contagem regressiva chegou a ser pausada a 10 minutos do lançamento, enquanto engenheiros trabalhavam para resolver a questão, o que foi feito a tempo.
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Missão histórica
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JOE RAEDLE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Chamas intensas marcaram a decolagem, acompanhadas por um estrondo potente enquanto o foguete ganhava o céu, deixando um rastro de fumaça para trás. No local, um público de cerca de 400 mil pessoas reagiu com aplausos e comemorações à medida que a nave subia rapidamente.
— Temos um belo nascer da Lua. Estamos indo direto em sua direção — disse o comandante da missão, Reid Wiseman.
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A tripulação representa um marco inédito na exploração espacial: pela primeira vez, um homem negro, uma mulher e um não americano participam de uma missão tripulada à órbita da Lua. A bordo estão Wiseman, os americanos Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen.
O voo também marca a estreia tripulada do SLS (Space Launch System), peça central da estratégia dos Estados Unidos para retomar a exploração lunar. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que sirva como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
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Desta vez, os astronautas não vão pousar no satélite natural, mas a viagem é considerada uma etapa essencial de preparação para futuras missões que pretendem levar humanos novamente à superfície lunar.
Se tiver sucesso, a Artemis II pode não apenas reaproximar o programa espacial americano do feito que mais lhe deu notoriedade, como também reforçar a disputa com a China, que planeja um pouso tripulado na Lua até 2030. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado pela aceleração do programa americano e defende a meta de levar astronautas à superfície lunar antes do fim de seu segundo mandato, em 2029.
Veja as imagens do ano da Nasa
A previsão de um pouso já em 2028, no entanto, gera ceticismo entre especialistas, em parte por depender de avanços tecnológicos ainda em desenvolvimento no setor privado.
A Artemis II deve repetir, em linhas gerais, o trajeto da missão Apollo 8, de 1968, realizando um sobrevoo da Lua e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, auxiliada pela gravidade lunar.
Artemis II: qual é o objetivo da Nasa com nova missão tripulada à Lua após mais de 50 anos?
Como o plano prevê uma passagem em grande altitude ao redor da Lua, diferente de parte das missões Apollo, há a possibilidade de que esta seja a viagem tripulada mais distante da história.
A cápsula Orion foi lançada a bordo do foguete SLS, um conjunto de cerca de 98 metros de altura. Após a separação dos estágios em órbita, os astronautas devem realizar testes de manobrabilidade da espaçonave, validar sistemas de suporte à vida e conduzir experimentos científicos ao longo da missão.
(Com AFP e New York Times)
Quatro crianças morreram esfaqueadas nesta quinta-feira em Kampala, capital de Uganda. O autor do ataque, um homem de 34 anos, teria se passado por pai de um aluno para conseguir acesso à creche. A motivação do crime ainda é desconhecida, segundo a polícia.
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Segundo o jornal ugandês Monitor, as crianças tinham entre dois e três anos. A porta-voz da polícia de Kampala, Racheal Kawala, explicou em comunicado que o “fato trágico” ocorreu em uma creche no bairro de Ggaba, “onde um suspeito esfaqueou brutalmente e matou quatro menores”.
— O suspeito foi detido e a motivação desses assassinatos segue sob investigação — acrescentou a porta-voz da polícia local.
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Policiais e militares efetuaram disparos de ‘advertência’ para dispersar multidão que se reuniu após o acontecimento nos arredores da creche.

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