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Enquanto a atenção internacional se concentra na escalada militar no Oriente Médio, relatos de palestinos indicam uma intensificação das operações militares e da violência de colonos judeus na Cisjordânia ocupada, num movimento que tem se aprofundado desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023. Além do aumento das incursões militares israelenses, há relatos de prisões, bloqueios de cidades e ataques em diferentes pontos do território. Desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, seis palestinos foram mortos a tiros em ataques de colonos na Cisjordânia, de acordo com dados do Ministério da Saúde local, com sede em Ramallah. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando Osveh Varastegan deixou o Irã em 2020, sentindo-se sufocada pelas rígidas restrições impostas às mulheres em seu país, mudou-se para a Holanda e seguiu sua paixão de ser personal trainer. Em seu novo lar, participou de protestos de solidariedade em 2022 em apoio às manifestações antigovernamentais no Irã. Contudo, nas semanas que antecederam o bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, ela percebeu que alguns de seus compatriotas iranianos na diáspora estavam defendendo a intervenção militar estrangeira para incitar a mudança de regime e sentiu-se compelida a se manifestar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quatro pessoas morreram, nesta quinta-feira (2), após a queda de um avião de pequeno porte em uma zona rural do estado mexicano de Puebla (centro), minutos após a decolagem do aeroporto internacional desta região, informaram autoridades de segurança.
O acidente ocorreu por volta das 12h locais (15h de Brasília), quando a aeronave monomotor caiu em áreas de cultivo, ao lado de um parque industrial em Santa Ana Xalmimilulco, segundo um relatório da secretaria de Segurança estadual.
Os tripulantes tentaram manobrar, mas a aeronave “caiu de frente”, disse à AFP Vicente Hernández, morador da região, que disse ter visto o acidente. “Tentaram (manobrar) e já estavam (voando) baixinho”, mas afinal o avião caiu a pique no terreno, relatou.
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O avião tinha como destino a cidade de Poza Rica, no estado de Veracruz (leste), segundo um boletim policial.
“No local foi confirmado o falecimento de três pessoas, enquanto uma ficou ferida e foi levada para receber atendimento médico”, informou, por sua vez, a secretaria do Governo (Interior) de Puebla, que horas depois confirmou a morte da quarta vítima.
No local do acidente foi montado um cordão de segurança para iniciar as investigações, mas também para minimizar os riscos devido ao vazamento de combustível do avião, constatou a AFP.
Um barco pesqueiro equatoriano que tinha desaparecido há uma semana com 20 pessoas a bordo foi localizado em águas salvadorenhas, informaram, nesta quinta-feira (2), parentes dos ocupantes da embarcação, que asseguraram que eles estão “bem”.
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O pesqueiro tinha perdido contato em 26 de março, depois de zarpar de Manta, principal porto pesqueiro do Equador, que também é usado por narcotraficantes para transportar drogas no Pacífico.
Inicialmente, os parentes tinham informado sobre 19 pessoas a bordo da embarcação, mas corrigiram o número nesta quinta-feira (2), após serem notificados de seu resgate em El Salvador e receberem um áudio de um deles.
— Estão bem e esperamos que voltem em breve para o Equador — afirmou Jorge Chiriboga, advogado dos pescadores.
— Nunca perdemos a fé — disse, em conversa com a AFP, Naomi Quijije, esposa e irmã de dois dos ocupantes da embarcação.
Os familiares tinham medo, depois que o dono da embarcação relatou o sobrevoo de “uns aviões” durante uma atividade de pesca na área, pois recentemente os Estados Unidos bombardearam lanchas supostamente de narcotraficantes no Pacífico.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, exigiu que o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, do país renuncie imediatamente, revelaram funcionários do Pentágono à imprensa americana. A decisão, tomada em meio à guerra contra o Irã, não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando oficiais de alta patente no processo.
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George foi indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, em 2023, e tinha mais um ano de mandato pela frente. Anteriormente, serviu como assessor militar para o então secretário de Defesa, Lloyd Austin, e combateu na primeira Guerra do Golfo, em 1991, e nos conflitos no Iraque (2003-2011) e Afeganistão (2001-2021). À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”.
O Pentágono não se pronunciou oficialmente, mas oficiais das Forças Armadas declararam à CBS News que a decisão de afastar Ford está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
No ano passado, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”. Já no contexto da ofensiva no Irã, declarou que “continuaremos pressionando, continuaremos avançando, sem trégua, sem misericórdia para com nossos inimigos”.
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Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
A ordem para que George deixe o posto ocorre em meio ao agravamento da guerra contra o Irã, travada com o apoio de Israel. Apesar das declarações de Trump e dos comandantes militares de que as capacidades dos iranianos estão “dizimadas”, centenas de mísseis e drones continuam a atingir países do Golfo Pérsico e Israel, e o Estreito de Ormuz segue fechado há mais de um mês. A decisão também ao mesmo tempo em que o Pentágono discute planos para uma invasão por terra, no que seria uma escalada crucial na guerra.
A Comissão Nacional de Planejamento da Capital, comandada por aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou o projeto orçado em US$ 400 milhões para um salão de baile na Casa Branca, mesmo diante de uma enxurrada de críticas públicas. Mas os obstáculos legais permanecem, uma vez que um juiz federal suspendeu a obra e determinou que ela só continuará se o Congresso der sinal verde.
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Na visão de Will Scharf, presidente da comissão e secretário de pessoal da Casa Branca, a decisão do juiz Richard Leon, indicado pelo presidente George W. Bush, não afeta a votação do órgão, tampouco os planos para seguir adiante com o projeto. Scharf, que por vezes apresenta ordens executivas para assinatura presidencial, diz acreditar que “o salão de baile será considerado um tesouro nacional, assim como os demais itens de destaque da Casa Branca”.
— Acredito que, em seu tempo, a nação e os próximos presidentes dos dois partidos, assim como todas as linhas políticas no futuro, serão gratos ao presidente Trump por dar os primeiros passos para esse projeto — afirmou.
Parte da Ala Leste da Casa Branca foi demolida para construção de um salão de baile
Doug Mills/The New York Times
Phil Mandelson, democrata que comanda a Assembleia Legislativa do Distrito de Columbia, onde fica Washington, votou contra e criticou o que chamou de “processo apressado”.
— É simplesmente grande demais — disse. — E se pudermos ter o mesmo modelo, mas não tão alto, sem competir em altura com a estrutura principal e com uma área construída menor, será melhor para nós.
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Antes da votação, a Casa Branca submeteu duas mudanças importantes, incluindo a eliminação das escadas adjacentes ao Pórtico Sul e uma alteração no modelo das escadas no canto sudoeste. A comissão deveria ter aprovado o plano no mês passado, mas a discussão foi adiada após mais de 32 mil comentários negativos sobre a obra.
A ordem do juiz Leon, em uma ação movida por grupos de preservação do patrimônio histórico, confirmou que Trump precisa pedir autorização ao Congresso.
“A menos que o Congresso aprove este projeto por meio de autorização legal, a construção precisa ser interrompida!”, escreveu o juiz em sua decisão, acompanhada por 19 pontos de exclamação.
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O Departamento de Justiça entrou com recurso, e Trump reluta em apresentar o projeto ao Congresso, onde não tem garantia de sucesso. Ao invés disso, apontou para um trecho da decisão em que o juiz permite a continuidade de “construções necessárias para garantir a segurança e a proteção da Casa Branca”.
Depois disso, o republicano alegou que o projeto é uma questão de segurança nacional.
— Temos defesas biológicas por toda parte — disse Trump a repórteres no Salão Oval esta semana. — Temos telecomunicações e comunicações seguras por toda parte. Temos abrigos antibombas que estamos construindo. Temos um hospital e instalações médicas muito importantes que estamos construindo. Temos tudo isso. Então, posso continuar construindo.
A Argentina declarou ‘persona non grata’ o conselheiro e encarregado de negócios interino do Irã, Mohsen Soltani Tehrani, e ordenou que ele abandone o país em um prazo de 48 horas, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores. A medida é uma resposta a um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano com “acusações falsas, ofensivas e improcedentes” contra a Argentina e suas autoridades, explica um comunicado.
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A embaixada iraniana em Buenos Aires é chefiada por um encarregado de negócios desde agosto de 1994, segundo pesquisa do especialista em relações internacionais Paulo Botta, publicada pela Universidade Nacional de La Plata. Tehrani era o principal representante diplomático do Irã na Argentina desde 2021.
A Argentina “não tolerará agravos, nem interferências de um Estado que não cumpriu de maneira sistemática suas obrigações internacionais e que persiste em obstruir o avanço da justiça”, acrescenta o texto. O governo argentino ressaltou ainda a “persistente recusa” do Irã em cooperar com a Justiça no caso do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994, assim como a violação de ordens internacionais de detenção e extradição.
Em 17 de março de 1992, uma caminhonete repleta de explosivos que avançou contra a embaixada de Israel deixou 22 mortes e mais de 200 feridos. Dois anos mais tarde, outro ataque contra a mutual judaica AMIA matou 85 pessoas. A Justiça argentina atribui os dois atentados, que permanecem impunes, ao Irã.
“Esta decisão, contrária à prática usual do governo argentino e aparentemente tomada sob a influência do regime de ocupação sionista genocida e dos Estados Unidos, não é apenas uma clara violação dos princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, mas também é considerada um erro estratégico e um insulto imperdoável à nação iraniana”, respondeu o governo iraniano em comunicado.
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Há dois dias, a Argentina havia declarado a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) como “organização terrorista”, uma posição alinhada com os interesses dos Estados Unidos e de Israel, aos quais o presidente, Javier Milei, oferece seu total respaldo na guerra no Oriente Médio.
Em janeiro, Buenos Aires designou de forma semelhante a Força Quds, um braço da IRGC do Irã. Milei afirmou que, de acordo com investigações judiciais locais, membros da Guarda Revolucionária Islâmica participaram do planejamento e da execução dos dois atentados na década de 1990.
O atual líder da IRGC, Ahmad Vahidi, é identificado pela justiça argentina como um dos responsáveis ​​pelo atentado à AMIA. Em comunicado, o Irã classificou a decisão da Argentina em relação à IRGC como “ilegal e infundada” e a considerou “um insulto imperdoável à nação iraniana”.
A cantora e compositora Jane Clukey estava fazendo uma viagem tranquila, voltando para a sua casa, no estado de Maine, depois das férias, quando o piloto do avião pediu para os passageiros olharem pela janela. A surpresa para os tripulantes foi ver o momento da decolagem da missão da Nasa Artemis II, que levará astronautas em direção à Lua depois de mais de 50 anos.
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“Fico maravilhada com as conquistas da humanidade. O piloto disse para olharmos pela janela e você vê a história sendo feita”, escreveu ela ao postar o vídeo, que chegou a mais de 400 mil curtidas no seu perfil de Instagram, onde tem cerca de mil seguidores.
A projeção do conteúdo fez com que ela agradecesse em uma segunda publicação, convidando a sua nova audiência a ouvir o seu último lançamento, a música, “Gandmother”, que entrou no ar no dia 27 de março.
“Este vídeo viralizou na minha outra página, mas me fez lembrar deste trecho da minha nova música. Se você também se sente atraído pelo poder da lua, por favor, ouça! Parabéns, Nasa!”, celebrou.
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A Artemis II decolou nesta última quarta-feira da doo Kennedy Space Center, em Cabo Canaveral, na Flórida, com quatro astronautas a bordo. Este é o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. Os escolhidos para tal tarefa são os americanos Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e o canadense Jeremy Hansen (especialista de missão). A previsão é para que dure 10 dias.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de secretária de Justiça nesta quinta-feira, encerrando um turbulento mandato de 14 meses à frente do Departamento de Justiça. Ela será substituída, por ora, pelo procurador-geral adjunto dos EUA, Todd Blanche. Segundo a mídia americana, Trump vinha demonstrando descontentamento com Bondi há meses, especialmente por causa da forma como ela lidou com os arquivos do caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se tornaram um calo político para o republicano e seus apoiadores.
Nos últimos dias, Trump conversou com aliados sobre a possibilidade de demitir Bondi e, na quarta-feira, falou pessoalmente com ela sobre essa possibilidade, segundo fontes. Na conversa, que uma fonte descreveu como “dura”, Trump indicou que Bondi não ficaria muito tempo no cargo e que ele a substituiria em breve, disseram as fontes.
Fontes disseram que Bondi foi informada de que receberia um cargo diferente posteriormente. Nessa conversa, segundo duas fontes, Trump mencionou a possibilidade de nomeá-la juíza após sua saída do Departamento de Justiça.
Em atualização
As monarquias árabes do Golfo Pérsico, que foram arrastadas para a guerra lançada por EUA e Israel contra o Irã, buscam aprovar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que abra caminho para o uso da força no desbloqueio do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã desde o mês passado. A proposta pode ser votada em breve, mas a linguagem do texto, já modificada algumas vezes, ainda incomoda Rússia e China e, em menor escala, a França.
— Essas ações colocam em risco a segurança energética, o abastecimento alimentar e o comércio global — afirmou o chanceler do Bahrein, Abdullatif al-Zayani, afirmando que o fechamento da passagem viola a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. — Estamos confiantes de que este projeto de resolução está em conformidade com o direito internacional. Aguardamos uma posição unificada deste estimado Conselho durante a votação que ocorrerá amanhã (sexta-feira).
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Em um tom acima, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, que reúne as seis monarquias árabes que margeiam o Golfo Pérsico), Jassim Albudawi, disse que “a conduta desestabilizadora do Irã no Golfo excedeu todas as linhas vermelhas”. Ele instou o Conselho de Segurança a “usar todos os meios necessários” para proteger as rotas navais e a segurança do comércio marítimo. Ele completou dizendo que o GCC busca “relações normais” com o Irã, embora a relação esteja extremamente abalada após semanas de retaliações iranianas.
— Os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo não buscam a guerra — continuou. — Eles buscam a paz, a segurança e a estabilidade que todos os povos merecem.
Mapa com navios que sofreram danos no Golfo Pérsico
AFP
De acordo com fontes diplomáticas, o rascunho de resolução apresentado pelo Bahrein prevê a autorização do Conselho de Segurança para que um Estado ou coalizão usem “todos os meios necessários” para reabrir Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás. O bloqueio, aliado a declarações dos envolvidos na guerra, como o presidente americano, Donald Trump, fez com que preços de combustíveis disparassem, adicionando uma nova camada de risco inflacionário à economia mundial.
Apesar da expectativa do Bahrein de colocar o texto em votação já na sexta-feira, não há garantias de que ele será aprovado. Três países com poder de veto no Conselho — Rússia, China e França — apresentaram objeções, em diferentes graus, sobre o uso de termos associados ao Capítulo VII da Carta da ONU, que rege sobre ações armadas. Segundo a rede al-Jazeera, houve alterações, mas o teor ainda incomoda russos e chineses. Para eles, a resolução serviria como um aval oficial para ataques contra o Irã. Paris também busca amenizar o teor do texto, e assessorou o Bahrein durante sua elaboração para “maximizar a probabilidade de adoção e implementação subsequente do texto”.
— É hora de parar com esse jogo perigoso de brincar com fogo — disse o embaixador russo, Vassily Nebenzia, acrescentando que seu governo não concorda com o “desejo de forças de fora da região” de lucrarem com a “multiplicação de pontos de instabilidade crônica” no Oriente Médio. — Washington e Jerusalém Ocidental (Israel) não poderiam deixar de reconhecer o impacto muito sério de sua incursão militar para os países da região.
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Pouco antes da reunião em Nova York, o Reino Unido liderou o encontro com representantes de 40 países em busca de soluções para o Estreito de Ormuz. Na abertura, a chanceler britânica, Yvette Cooper, disse que o Irã conseguiu “sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, destacando a “urgente necessidade” de reabrir a passagem.
— Essa imprudência iraniana em relação a países que nunca estiveram envolvidos neste conflito, que nós e 130 países em todo o mundo condenamos veementemente na ONU, não está apenas afetando as taxas de hipoteca, os preços da gasolina e o custo de vida aqui no Reino Unido e em muitos outros países do mundo, mas também está afetando nossa segurança econômica global — afirmou.
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz
LEON NEAL / AFP
Diplomatas europeus dizem que o foco neste momento é avaliar quais países estão dispostos a formar uma coalizão pró-reabertura, e analisar as ferramentas econômicas e políticas para convencer Teerã a liberar a passagem. Estima-se que cerca de 400 embarcações aguardem para fazer a travessia. Posteriormente, serão analisadas opções que envolvem ações militares — até agora, nenhum país se dispôs a se juntar à guerra de EUA e Israel no Golfo, tampouco a destacar seus contingentes para reabrir Ormuz à força, algo que a França diz ser inviável.
— Isso levaria um tempo indeterminado e exporia todos aqueles que se aventurassem por este estreito aos riscos costeiros da Guarda Revolucionária, bem como a mísseis balísticos — afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, durante visita à Coreia do Sul.

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