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Aproximadamente metade dos lançadores de mísseis do Irã ainda estão intactos e milhares de drones permanecem no arsenal do regime, apesar dos bombardeios diários dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra, de acordo com avaliações da Inteligência americana. A informação foi revelada pela rede americana CNN, que ouviu três fontes.
— Eles ainda estão muito bem preparados para causar estragos absolutos em toda a região — disse uma das fontes, referindo-se à capacidade aérea do Irã.
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Além dos lançadores, o Irã mantém um grande número de mísseis, segundo as informações de inteligência. Ainda de acordo com a CNN, uma grande porcentagem dos mísseis de cruzeiro permanece intacta — o que condiz com a estratégia dos EUA de não concentrar sua campanha aérea em alvos militares costeiros, embora tenham atingido navios. Esses mísseis representam uma capacidade fundamental que permite ao Irã ameaçar o tráfego marítimo, principalmente no Estreito de Ormuz, rota vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial e que está praticamente bloqueada desde o início da guerra.
Os dados, porém, contrastam com as avaliações de vitória militar divulgadas publicamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e por membros de seu governo. Em seu primeiro pronunciamento à nação sobre o conflito, na última quarta-feira, Trump afirmou que a “capacidade do Irã de lançar mísseis e drones está drasticamente reduzida” e que suas fábricas e lançadores estariam sendo destruídos, restando “muito poucos”. Até então, os EUA haviam atingido mais de 12.300 alvos dentro do Irã, segundo o Comando Central.
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Em declarações públicas, o Pentágono também tem apontado para uma redução no volume de ataques iranianos. Em 19 de março, por exemplo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “os ataques com mísseis balísticos contra nossas forças diminuíram 90% desde o início do conflito”, assim como os drones.
Procurada pela CNN, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, rebateu a avaliação e criticou o uso de fontes anônimas. Segundo ela, “fontes anônimas desejam desesperadamente atacar o presidente Trump e menosprezar o trabalho incrível das Forças Armadas dos Estados Unidos”.
“Eis os fatos: os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones diminuíram 90%, sua Marinha foi dizimada, dois terços de suas instalações de produção foram danificadas ou destruídas, e os Estados Unidos e Israel têm uma supremacia aérea esmagadora sobre o Irã” afirmou, em comunicado. “O regime está sendo dizimado militarmente, e sua única esperança é fazer um acordo e abandonar suas ambições nucleares”, acrescentou.
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O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também contestou a avaliação, classificando-a como “completamente errada”. “As Forças Armadas dos Estados Unidos desferiram uma série de golpes devastadores contra o regime iraniano. Estamos à frente do cronograma para atingir nossos objetivos militares”, disse Parnell.
Autoridades militares israelenses, por sua vez, estimam um número menor de lançadores ainda operacionais, entre 20% e 25%.
Apesar das declarações de enfraquecimento, Israel e alvos americanos em países do Golfo continuam a enfrentar ataques regulares de mísseis e drones iranianos desde o início da guerra. Muitos desses ataques causam danos a instalações, interrompem operações e deixam feridos ou mortos.
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A capacidade de operar no subsolo é um dos principais fatores que explicam a resistência do arsenal iraniano. Segundo duas fontes ouvidas pela CNN, o Irã esconde seus lançadores em extensas redes de túneis e cavernas, o que dificulta sua destruição. Além disso, o país tem conseguido mover plataformas móveis com frequência, dificultando o rastreamento — um desafio semelhante ao enfrentado pelos EUA contra os houthis no Iêmen.
Segundo Annika Ganzeveld, gerente do Projeto de Ameaças Críticas do Instituto Americano de Empreendedorismo, EUA e Israel têm intensificado ataques às entradas desses túneis e aos equipamentos usados para reabri-los.
— Certamente, ainda existem capacidades que permanecem intactas — disse. — O Irã demonstrou nos últimos dias que ainda consegue atacar navios no Estreito. Portanto, ainda há alvos que precisam ser eliminados se quisermos destruir completamente essas capacidades.
Diante da possibilidade de uma ofensiva terrestre dos Estados Unidos, o Irã iniciou uma ampla mobilização militar e civil, reforçando suas defesas em pontos estratégicos do Golfo Pérsico e ameaçando ampliar ataques na região, segundo o Wall Street Journal. O governo também passou a convocar a população para um esforço de guerra nos moldes do conflito contra o Iraque nos anos 1980, incluindo o recrutamento de menores de idade para funções de apoio.
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A medida é alvo de críticas de organizações internacionais. A Anistia Internacional afirma que o recrutamento de crianças a partir dos 12 anos para a força voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, pode configurar crime de guerra. Segundo a entidade, relatos de testemunhas e análise de vídeos indicam que menores foram mobilizados em postos de controle e patrulhas, alguns armados com fuzis de assalto.
O movimento ocorre após o presidente americano, Donald Trump, ordenar o envio de milhares de fuzileiros navais e tropas aerotransportadas ao Oriente Médio. Embora Washington não tenha confirmado planos de invasão, o deslocamento ampliou as opções militares dos EUA, levando Teerã a intensificar preparativos e retórica de confronto.
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Segundo analistas, o regime iraniano aposta em um cenário de combate prolongado e assimétrico, no qual poderia compensar sua inferioridade aérea frente aos EUA e Israel impondo custos elevados a uma eventual operação terrestre.
Defesa reforçada e cenários de confronto
Um dos focos da preparação é a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país e considerada um alvo provável em caso de invasão. Autoridades iranianas afirmam que o local teve suas defesas ampliadas, com reforço de sistemas de mísseis guiados, instalação de minas costeiras e preparação de armadilhas em instalações estratégicas.
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Especialistas avaliam que o Irã também vem transformando ilhas do Golfo em verdadeiras posições fortificadas, com túneis subterrâneos e arsenais prontos para resistir a ataques. Essas áreas seriam defendidas com mísseis, drones e outras munições, dificultando qualquer tentativa de avanço estrangeiro.
Outro ponto de atenção é o uso crescente de drones de visão em primeira pessoa (FPV), tecnologia já empregada por milícias apoiadas por Teerã no Iraque e que, segundo analistas, está disponível em maior escala para a Guarda Revolucionária. Nesse cenário, analistas apontam que uma eventual ofensiva americana poderia ter como alvo justamente Kharg, em uma tentativa de interromper ou controlar as exportações de petróleo iranianas. Outras hipóteses incluem a captura de ilhas no Estreito de Ormuz, como Abu Musa, ou operações de forças especiais voltadas ao programa nuclear, como a apreensão de estoques de urânio enriquecido.
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Em caso de ataque, o Irã poderia lançar mísseis e drones a partir de múltiplos pontos do território, incluindo a ilha de Qeshm e a região de Bushehr. A dispersão dessas bases dificultaria a neutralização rápida das capacidades ofensivas do país. Segundo especialistas, tropas invasoras enfrentariam resistência intensa a partir de túneis fortificados, com uso de drones de baixo custo e sistemas portáteis de defesa aérea.
— Não há meio-termo nesse tipo de operação. Qualquer alternativa limitada tende a resultar em pesadas baixas — avalia Gleb Irisov, ex-oficial da Força Aérea russa.
Estratégia iraniana
A estratégia iraniana não se limita à defesa territorial. O governo sinalizou que pretende ampliar o conflito para toda a região do Golfo, elevando o custo político e econômico de uma intervenção americana. Nos últimos dias, o país já conseguiu interromper boa parte das exportações de petróleo da região e atingir instalações e aeroportos. Autoridades iranianas indicaram a países vizinhos que poderão expandir os alvos para plataformas de petróleo em alto-mar caso suas ilhas sejam atacadas.
Infraestruturas críticas, como usinas de energia e plantas de dessalinização, essenciais para o abastecimento de água, também estão na lista de possíveis alvos.
— O Irã quer tornar qualquer desembarque americano o mais custoso e politicamente insustentável possível — afirma Sanam Vakil, diretora do programa para Oriente Médio da Chatham House. — A tendência é começar com ataques massivos de drones e, depois, ampliar a retaliação para países vizinhos.
Força militar e mobilização interna
De acordo com centros de análise militar, o Irã dispõe de cerca de um milhão de militares entre ativos e reservistas, incluindo aproximadamente 190 mil integrantes da Guarda Revolucionária. Apesar do grande contingente, boa parte dessas forças enfrenta limitações, como treinamento desigual e equipamentos considerados obsoletos em muitos casos.
Ainda assim, o país aposta em vantagens estratégicas, como o terreno montanhoso e a experiência acumulada em conflitos assimétricos ao lado de milícias regionais. Na faixa costeira, onde uma eventual invasão teria início, as tropas são consideradas mais experientes, já que o interior do país não registra combates diretos desde a guerra com o Iraque.
A Marinha da Guarda Revolucionária também é vista como peça-chave. Com centenas de embarcações rápidas equipadas com mísseis, torpedos e minas, a força tem histórico de confrontos e provocações no Golfo Pérsico, que se intensificaram no atual cenário.
Paralelamente à preparação militar, o governo iraniano intensificou o controle interno e iniciou uma campanha de mobilização popular. Em cidades como Isfahan, há relatos de novos postos de controle operados por forças de segurança.
No domingo, autoridades lançaram a campanha “Janfada” (“Sacrifício”), voltada ao recrutamento de voluntários para apoiar o esforço de guerra. A Guarda Revolucionária afirma que a iniciativa inclui adolescentes a partir de 12 anos, destinados a funções de apoio, como logística, atendimento médico e vigilância em postos de controle. Organizações de direitos humanos dizem ter recebido relatos de mortes de menores nessas atividades. Mesmo sem dados precisos sobre a adesão, agências ligadas ao governo falam em milhões de voluntários.
Analistas avaliam que, diante de uma invasão, o nacionalismo tende a prevalecer, unindo setores de uma sociedade marcada por divisões políticas.
— A integridade territorial é uma linha vermelha para a maioria dos iranianos, apoiem ou não o regime — afirma a ativista Azam Jangravi, que deixou o país após protestos contra o uso obrigatório do véu.
Em entrevista transmitida pela TV estatal de Burkina Faso, o capitão Ibrahim Traoré, líder militar que tomou o poder através de um golpe de estado há três anos, disse que o seu povo deveria “esquecer a democracia”, que o regime democrático “mata” e que “não é para nós”.
Quando tomou o poder depois em um contragolpe, a promessa era de que o regime democrático seria retomado até julho de 2024. No entanto, essa possibilidade foi descartada por uma junta que anunciou que seu governo seria estendido por mais 5 anos, na ocasião. Quando tornou-se presidente, o anúncio também foi feito pela televisão.
“As pessoas precisam esquecer a questão da democracia. A democracia não é para nós”, disse ele, em entrevista feita na noite da última quinta-feira (2).
O país vive uma uma escalada autoritária nos últimos meses. Em janeiro deste ano, as autoridades locais proibiram todos os partidos políticos como parte de um plano para “reconstruir o Estado”, segundo a BBC. Ele afirmou que os partidos são “divisivos”, “perigosos” e “incompatíveis com a proteção revolucionária”.
Nesta última entrevista, Traoré ainda comparou o país da África Ocidental à Líbia, no norte do continente, que foi governado por quatro décadas pelo coronel Muammar Gaddafi. Desde a morte do militar, em 2011, a Líbia não conseguiu realizar eleições e segue dividido entre duas administrações rivais, em meio a vários grupos armados.
O Capitão Traoré tem 38 anos e se diz um líder revolucionário que se opõe ao imperialismo ocidental. Ele afirmou que o sistema que sua junta construiu é baseado na soberania, no patriotismo e na mobilização revolucionária, com líderes tradicionais que dão centralidade às estruturas populares.
“Temos nossa própria abordagem. Não estamos tentando copiar ninguém”, explicou, sem dar maiores detalhes sobre o regime que terá o país.
A Casa Branca enviou ao Congresso, nesta sexta-feira, uma proposta de orçamento de Defesa de US$ 1,5 trilhão para 2027, em meio a despesas significativas enfrentadas pelos Estados Unidos devido à guerra com o Irã. Se aprovado, o gasto militar aumentará de US$ 1 trilhão em 2026 para US$ 1,5 trilhão em 2027, de acordo com o documento enviado ao Congresso. Este seria o maior aumento desde a Segunda Guerra Mundial, segundo a imprensa americana, e representaria 42% no orçamento geral do Pentágono.
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O pedido acontece em meio a demissões no Pentágono. Na noite de quinta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, foi afastado do cargo após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. A decisão não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo.
Segundo o documento enviado ao Congresso, os gastos não militares diminuiriam em 10% (aproximadamente US$ 73 bilhões) por meio da “redução ou eliminação de programas progressistas, politizados e dispendiosos”. Os Estados Unidos têm, de longe, o maior orçamento de defesa do mundo.
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Não se espera que o Departamento de Defesa divulgue os detalhes de sua proposta orçamentária antes do final de março, mas a proposta poderá estabelecer um quadro fiscal que adicione trilhões de dólares à crescente dívida federal na próxima década, caso seja aprovada pelo Congresso.
Ao preparar a divulgação da proposta, o presidente e seus assessores enfatizaram a urgência de aumentar os gastos com defesa, destacando a necessidade de reabastecer os estoques de armas e outros recursos militares devido à guerra no Irã.
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Pouco mais de um mês após o início da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos têm obstáculos claros para enfrentar antes de encerrar a operação militar contra o Irã no Golfo Pérsico. Uma das principais preocupações americanas é liberar a passagem no Estreito de Ormuz, bloqueado desde o dia 2 do mês passado por Teerã, o que tem impactado duramente a economia global. Além deste, Trump tem outro desafio fundamental: sair do conflito com prova de vitória. E em pouco tempo.
Especialistas têm destacado com ênfase que uma tomada de poder por uma ação militar terrestre em Teerã, como aconteceu no Iraque em 2003, seria quase impossível. Fatores como a geografia diferenciada do terreno, de relevo montanhoso, e a preparação intensa que o regime dos aiatolás tem executado para lidar com tal cenário diminuem substancialmente as chances de sucesso americano.
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Trump tem prazo apertado para finalizar esse conflito, visto que o governo americano tem muitos compromissos agendados para 2026. O primeiro deles, o encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping — inicialmente previsto para o início de abril e adiado para meados de maio por conta da guerra — não deve ser adiado novamente, analisa Mattos. Em junho tem início a Copa do Mundo da Fifa, sediada nos EUA, Canadá e México, que terá Nova York como palco da final, em 19 de julho. Ainda neste período, em 4 de julho, os EUA vão celebrar os 250 anos de sua independência com vários eventos importantes, inclusive militares. Poucos meses depois, o país entra em período eleitoral, com eleições legislativas — e algumas estaduais — marcadas para novembro.
O exército iraniano lançou uma operação de busca pelo piloto de um caça americano atingido por um sistema de defesa aérea, comunicou na sexta-feira a agência de notícias iraniana Fars. Este é o primeiro abatimento de um caça americano em território iraniano desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a república islâmica em 28 de fevereiro.
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“As forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto do caça americano que foi atingido hoje (sexta-feira) mais cedo”, informou a Fars.
Autoridades americanas confirmaram que o abatimento de um caça dos Estados Unidos sobre o território do Irã, segundo o jornal New York Times. O paradeiro da tripulação da aeronave é incerto.
Segundo o jornal, os Estados Unidos se mobilizam para montar uma operação de busca e resgate antes que forças iranianas consigam chegar a eventuais sobreviventes.
Um canal local da televisão estatal do Irã também afirmou que o piloto do caça americano teria se ejetado sobre o sudoeste do país. A informação foi divulgada sem detalhes adicionais.
Uma emissora de televisão local exibiu imagens do que, segundo afirmou, são os destroços de um avião de combate americano abatido. Indicou que a aeronave foi atingida no centro do Irã e que pode ter caído na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, citando um comunicado da polícia.
Durante a transmissão, o apresentador leu um anúncio incentivando a população a capturar eventuais pilotos inimigos, prometendo recompensa.
Em outra mensagem exibida na tela, o público era instado a reagir com violência caso identificasse aeronaves.
Este é o primeiro abatimento de um caça americano em território iraniano desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a república islâmica em 28 de fevereiro.
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O episódio ocorre em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio, que se aproxima do fim de sua quinta semana.
O Irã tem ampliado ataques na região, atingindo infraestruturas estratégicas, como uma refinaria no Kuwait e uma usina de dessalinização, enquanto enfrenta bombardeios de forças americanas e israelenses.
(Com AFP)
Um canal local da televisão estatal do Irã afirmou nesta sexta-feira que um piloto de caça americano teria se ejetado sobre o sudoeste do país. A informação, divulgada sem detalhes adicionais, não foi confirmada por autoridades dos Estados Unidos, que não responderam aos pedidos de comentário até o momento.
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Durante a transmissão, o apresentador leu um anúncio incentivando a população a capturar eventuais pilotos inimigos, prometendo recompensa. Em outra mensagem exibida na tela, o público era instado a reagir com violência caso identificasse aeronaves, em referência a imagens que circulam nas redes sociais.
Confira:
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O episódio ocorre em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio, que se aproxima do fim de sua quinta semana. Segundo informações da Associated Press (AP), o Irã tem ampliado ataques na região, atingindo infraestruturas estratégicas, como uma refinaria no Kuwait e uma usina de dessalinização, enquanto enfrenta bombardeios de forças americanas e israelenses.
Pressão militar e risco econômico global
Ainda de acordo com a AP, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural do mundo — tem provocado instabilidade nos mercados. O preço do barril do petróleo Brent subiu mais de 50% desde o início do conflito, elevando o risco de aumento no custo de produtos básicos.
No campo diplomático, surgem sinais de tentativa de negociação. O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, publicou proposta defendendo limites ao programa nuclear iraniano em troca do fim das sanções e da reabertura do estreito. A iniciativa reúne elementos de planos apresentados por Washington e Teerã, mas ainda não há indicativos de avanço nas negociações.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU deve discutir medidas para garantir a segurança da navegação na região. Propostas mais duras, que autorizariam o uso da força, enfrentam resistência de potências com poder de veto.
O conflito já deixou milhares de mortos e deslocados em diferentes países do Oriente Médio, com impactos humanitários e econômicos crescentes. A alegação sobre o piloto americano, ainda sem confirmação independente, surge nesse contexto de tensão elevada e guerra de narrativas entre as partes envolvidas.
Um espetáculo com quase mil drones iluminou o céu do porto de Belfast, na Irlanda, na noite desta quinta-feira (2), recriando a silhueta do RMS Titanic em uma apresentação aérea que marcou a data e o horário exatos da partida do navio, em 1912. A exibição foi transmitida às 20h (horário local) como parte da campanha “Made Of Here”, da BBC.
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A iniciativa celebra cidades e comunidades que inspiraram produções marcantes da emissora. Segundo um porta-voz, o projeto busca conectar o público por meio de narrativas nacionais, incluindo dramas, comédias e documentários.
Assista:
Série inspirou a homenagem
O espetáculo foi inspirado na série documental Titanic Sinks Tonight, produzida pela Stellify Media, com sede em Belfast. Lançada em dezembro de 2025, o docudrama reconstrói, minuto a minuto, as horas finais do Titanic, com base em cartas, entrevistas, memórias e depoimentos de investigações oficiais, desde a colisão com o iceberg até o naufrágio completo.
Drones recriam minuto a minuto a partida do Titanic
Reprodução/Redes sociais/BBC
A campanha “Made Of Here” já passou por cidades como Liverpool, Birmingham e Glasgow, e chega agora à Irlanda do Norte, destacando o papel de Belfast na construção do navio. Para Simon Young, envolvido na iniciativa, a cidade recebeu a produção com entusiasmo. “Não há melhor forma de celebrar a criação do navio mais famoso da história do que trazê-lo de volta à vida com luzes no porto”, afirmou.
O RMS Titanic foi um luxuoso transatlântico britânico que naufragou na madrugada de 15 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural entre Southampton (Inglaterra) e Nova York. Considerado “inafundável”, colidiu com um iceberg no Atlântico Norte, resultando na morte de mais de 1.500 das 2.224 pessoas a bordo.
Um instrutor de voo e um aluno piloto sobreviveram a um acidente aéreo após a aeronave em que estavam perder potência e colidir contra uma árvore em um parque residencial da Filadélfia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu nesta quarta-feira (1) e mobilizou equipes de resgate e autoridades de aviação.
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Segundo as autoridades locais, o avião modelo Piper Pilot 100i, pertencente à escola Fly Legacy Aviation, sofreu uma falha no motor enquanto retornava ao Aeroporto do Nordeste da Filadélfia, após cerca de 40 minutos de voo. Durante a tentativa de pouso de emergência, a aeronave atingiu uma árvore no Friends of Fluehr Park.
Assista:
Os dois ocupantes, o instrutor e um aluno de 43 anos, policial da Filadélfia com 17 anos de serviço, ficaram gravemente feridos. De acordo com o comissário do Corpo de Bombeiros, Jeffrey Thompson, ambos estavam conscientes no momento do resgate. Um pequeno vazamento de combustível levou ao acionamento de uma equipe especializada em materiais perigosos.
“Tivemos muita sorte de não ter havido incêndio. Este é um bairro residencial, então as coisas poderiam ter sido muito diferentes”, afirmou.
Comunicação com a torre indica urgência
Gravações de áudio obtidas pela NBC 10 mostram o momento em que o piloto reporta problemas ao controle de tráfego aéreo. “Estamos com alguns problemas no motor neste momento”, disse. Questionado sobre a necessidade de pouso de emergência, respondeu: “Precisamos pousar agora”.
O controlador ainda tentou orientar a aproximação à pista, mas o piloto indicou que não havia tempo suficiente. “Não vamos conseguir”, afirmou, antes de ser instruído a procurar uma área aberta para pouso.
Segundo Alex Souponetsky, gerente geral da Fly Legacy Aviation, a perda de potência ocorreu enquanto a aeronave sobrevoava o rio Delaware. O instrutor assumiu o controle e tentou planar de volta ao aeroporto. “Ele quase conseguiu”, disse.
Souponetsky destacou que a empresa opera há 11 anos sem registros anteriores de acidentes e mantém rígidos protocolos de manutenção. A aeronave envolvida havia sido fabricada em 2021 e, segundo ele, passava por inspeções regulares.
As causas da falha no motor ainda são desconhecidas. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) abriu investigação e informou que enviará um investigador ao local. A Administração Federal de Aviação (FAA) também participa da apuração, com equipes responsáveis pela documentação inicial do acidente.
Um adolescente de 13 anos morreu após ser atacado por um crocodilo ao entrar em um rio para recuperar uma bola de futebol, na província de Kutai Kartanegara, na Indonésia. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (30) no rio Mahakam, enquanto o jovem brincava com amigos na margem.
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Identificado como Muhammad Abidzhar, o estudante teria avançado cerca de 12 metros na água quando foi surpreendido pelo animal. Segundo relatos de testemunhas, ele chegou a pedir socorro antes de ser arrastado para debaixo da superfície. Os colegas, em pânico, retornaram à aldeia para acionar as autoridades.
Buscas dificultadas por correnteza e presença de animais
Segundo a imprensa local, equipes de resgate, policiais e voluntários iniciaram uma operação ainda pela manhã, utilizando barcos e equipamentos de mergulho. De acordo com Meiry Sulindra, chefe do posto de bombeiros e resgate de Anggana, as condições do rio dificultaram os trabalhos.
“O principal obstáculo no campo são os animais selvagens. Há muitos crocodilos naquele local”, afirmou em coletiva de imprensa Segundo ele, o nível do rio estava elevado, com correnteza forte, além da presença frequente de grandes predadores, alguns com até três metros de comprimento.
O corpo do adolescente foi localizado por pescadores no início da noite, a cerca de 1,5 quilômetro do ponto do ataque. Conforme as autoridades, ele foi encontrado à deriva, sem estar sob ação de animais no momento da descoberta. Em seguida, foi encaminhado para uma funerária.
Exames apontaram múltiplos ferimentos, incluindo lesões na mandíbula, nas costas e na parte posterior da cabeça.
A Indonésia é considerada uma das regiões com maior incidência de ataques de crocodilos no mundo, abrigando ao menos 14 espécies. Especialistas atribuem o aumento desses casos à degradação ambiental, como a destruição de habitats e a pesca excessiva, que aproximam os animais das áreas habitadas.
No mês anterior, outro episódio semelhante foi registrado no país: um menino de 10 anos morreu após ser atacado enquanto navegava em uma canoa improvisada. Segundo relatos, ele teria colocado a mão na água antes de ser mordido. A equipe responsável chegou a localizar e matar um crocodilo apontado como o responsável pelo ataque.
Um navio de guerra dinamarquês que o almirante Horatio Nelson e a frota naval britânica afundaram na Batalha de Copenhague há mais de 200 anos foi descoberto, informou o Museu de Navios Vikings da Dinamarca nesta quinta-feira (2).
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O museu anunciou a descoberta exatamente 225 anos após a batalha, afirmando ter localizado os destroços do Dannebroge no fundo do porto de Copenhague. A identificação foi possível a partir do lastro e da madeira utilizada na embarcação.
Os responsáveis pelo museu afirmaram que a descoberta confere ainda mais relevância a um momento crucial da história dinamarquesa.
“A defesa da Batalha de Copenhague se torna uma história de heróis”, disse Morten Johansen, chefe de arqueologia marítima do museu.
Um confronto decisivo nas Guerras Napoleônicas
Na Grã-Bretanha, a batalha é lembrada como uma das grandes vitórias de Lord Nelson. Ela também entrou para os livros de história por outro motivo: acredita-se que seja a origem da expressão “fazer vista grossa”.
Em 2 de abril de 1801, uma frota naval britânica fortemente armada aproximou-se da capital dinamarquesa. Durante as Guerras Napoleônicas, a Grã-Bretanha, já em guerra com a França, via a aliança entre Dinamarca, Suécia, Prússia e Rússia como um pacto antibritânico que poderia ameaçar o abastecimento proveniente do Mar Báltico. Em resposta, navios britânicos avançaram para tentar romper a aliança.
Em desvantagem numérica e de armamento, a frota dinamarquesa alinhou-se para formar uma “fortaleza flutuante” composta por navios-bloco, sem cordame, mas carregados de canhões, nos arredores do porto de Copenhague, segundo o museu. Os dinamarqueses pouco podiam fazer além de manter a linha, com 833 canhões contra 1.270 da frota britânica. Pescadores e artesãos também se juntaram à defesa após poucas horas de treinamento, temendo pela soberania do país.
O ataque e a destruição do Dannebroge
A frota britânica iniciou o bombardeio contra a linha dinamarquesa, e Nelson concentrou seus ataques na Ponte do Danúbio como alvo principal.
O Dannebroge, com cerca de 375 tripulantes, era o centro da defesa dinamarquesa e transportava o comandante Olfert Fischer. Dois navios britânicos mantiveram fogo contínuo contra a embarcação, destruindo rapidamente o convés superior e provocando um incêndio. Outros navios da linha também foram destruídos.
Ainda assim, a linha naval dinamarquesa conseguiu infligir alguns danos à frota britânica.
A origem de “fazer vista grossa”
Durante a batalha, Nelson era o segundo em comando do almirante Sir Hyde Parker, que adotava uma postura mais cautelosa.
Temendo grandes baixas, Parker ordenou a retirada. Nelson, no entanto, ignorou o comando. Segundo a tradição, ele ergueu um telescópio até o olho cego e declarou: “Não vejo nenhum sinal”. O episódio é apontado como a origem da expressão “fazer vista grossa”.
Cerca de seis horas após o início do confronto, com a vitória britânica próxima, Nelson enviou uma mensagem ao príncipe herdeiro Frederik exigindo rendição. Ele advertiu que, caso a derrota não fosse aceita, os britânicos incendiariam os navios dinamarqueses com marinheiros a bordo. A Dinamarca se rendeu, e o Dannebroge, ainda em chamas, afundou pouco depois.
Memória, arqueologia e futuro
Nelson foi elevado à condição de lorde e permanece até hoje como um dos maiores heróis de guerra britânicos.
Embora derrotada, a defesa de Copenhague passou a ser vista pelos dinamarqueses como uma espécie de vitória simbólica, segundo Johansen. Atualmente, o local da batalha integrará Lynetteholm, uma ilha artificial em construção que se tornará uma nova área residencial e também uma resposta à elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas.
Como parte do projeto, arqueólogos marítimos iniciaram escavações a cerca de 15 metros de profundidade, em uma área coberta por lama escura. “Assim que nos movíamos, uma nuvem preta surgia na água”, relatou Johansen.
No ano passado, a equipe já havia encontrado um navio de carga medieval de cerca de 600 anos, evidenciando a dimensão do comércio dinamarquês na Idade Média.
Vestígios das vítimas
A descoberta do Dannebroge também trouxe novas informações sobre as vidas perdidas na batalha. Arqueólogos encontraram fragmentos ósseos que puderam ser relacionados a descendentes atuais, além de objetos como “sapatos gastos dos artilheiros”, em número maior que botas atribuídas a oficiais.
“Isso indica que houve muito mais baixas entre os soldados rasos, os marinheiros comuns”, disse Johansen.
Segundo ele, retirar o navio do fundo do mar é impossível. Cerca de 50 anos após a batalha, autoridades portuárias desmontaram a embarcação para evitar que obstruísse o porto, já em tempos de paz.

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