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O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais nesta sexta-feira (3), após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
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“Todo o transporte público em Islamabad será gratuito para o público em geral pelos próximos 30 dias, a partir de amanhã (sábado)”, escreveu o Ministro do Interior, Mohsin Naqvi, em comunicado.
O anúncio ocorre após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif reverteu a decisão na noite de sexta-feira, anunciando uma redução no imposto e fixando o preço da gasolina em 378 rúpias por litro (US$ 1,36, cerca de R$ 7,01 na cotação atual).
“Essa redução estará em vigor por pelo menos um mês”, disse ele em um pronunciamento televisionado.
Sharif não reduziu o preço do diesel, que permanecerá em 520 rúpias por litro (US$ 1,87, cerca de R$ 9,64 na cotação atual) após um aumento de 54,9%.
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A guerra comercial entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.
Reflexo mundial
Outros países também têm adotados medidas para reduzir o consumo de combustíveis. Na Austrália, ou menos dois estados decidiram liberar o transporte público gratuitamente por períodos determinados.
Em Victoria, estado onde fica Melbourne, trens, bondes e ônibus serão gratuitos durante todo o mês de abril. A primeira-ministra estadual, Jacinta Allan, afirmou que a medida busca aliviar o impacto imediato sobre a população.
Na Tasmânia, a gratuidade começou na última segunda-feira e segue até o fim de junho, abrangendo ônibus, transporte rodoviário e balsas. O pacote inclui ainda a liberação de ônibus escolares pagos, com economia estimada em cerca de 20 dólares australianos por semana para famílias.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.
O chefe da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, foi nomeado presidente nesta sexta-feira, em uma decisão já aguardada após um processo eleitoral questionado pela comunidade internacional, que permite prolongar seu controle do país sob uma fachada de governo civil. O resultado da votação em um parlamento amplamente favorável aos militares não deixa margem para dúvidas: Min Aung Hlaing recebeu 429 dos 584 votos e seguirá à frente da nação do sudeste asiático.
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O general, de 69 anos, derrubou em um golpe de Estado em 2021 o governo eleito da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida desde então. A manobra mergulhou o país em uma guerra civil. Antes do golpe, Min Aung Hlaing já era uma figura polêmica no cenário internacional por seu papel na repressão contra a minoria rohingya em 2017, que provocou sanções contra o militar e acusações de crimes contra a humanidade.
Após cinco anos de regime autoritário, a junta militar organizou eleições legislativas no início de 2026, apresentadas como um retorno à democracia. A votação não aconteceu em muitas áreas controladas por grupos rebeldes e terminou com uma vitória esmagadora, sem oposição, dos partidos pró-Exército.
O pleito foi denunciado por vários países e observadores internacionais como uma manobra para garantir uma transferência de poder do Exército para o próprio Exército, sob uma fachada de regime civil. Min Aung Hlaing “não tem legitimidade, mas busca desesperadamente aparentar que a tem”, afirmou na segunda-feira o analista Naing Min Khant, quando já não havia dúvidas sobre as ambições presidenciais do general.
Com base no que determina a Constituição birmanesa, Min Aung Hlaing foi obrigado a abandonar suas funções militares para se tornar presidente.
Na segunda-feira, ele foi substituído no cargo de comandante das Forças Armadas por um de seus principais auxiliares, Ye Win Oo, ex-chefe da inteligência militar, considerado durante anos como “os olhos e ouvidos” de Min Aung Hlaing dentro do aparato militar. A nomeação permitirá que ele continue controlando o Exército nos bastidores, segundo os analistas.
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‘Legitimidade de fachada’
Desde a independência em 1948, o Exército domina a vida política de Mianmar, apresentando-se como a única garantia de estabilidade e prosperidade para a nação. Os generais flexibilizaram seu controle durante a década de interlúdio democrático entre 2011 e 2021, um período que impulsionou uma onda de reformas e alimentou o otimismo graças à enorme popularidade de Aung San Suu Kyi. Mas os militares retomaram o poder alegando uma fraude eleitoral nunca comprovada.
Segundo analistas, a manobra concluída nesta sexta-feira com a eleição de Min Aung Hlaing como presidente busca, em parte, melhorar as relações diplomáticas de Mianmar e atrair mais investimentos estrangeiros. Em janeiro, o especialista da ONU Tom Andrews considerou que as eleições legislativas eram uma tentativa de “fabricar uma legitimidade de fachada, enquanto a violência e a repressão prosseguiam sem trégua”.
O país está dilacerado por uma guerra civil desde o golpe de Estado de 2021, com militantes pró-democracia que pegaram em armas contra a junta, ao lado de movimentos armados de minorias étnicas historicamente em confronto com o poder central.
Não há um balanço oficial e as estimativas divergem amplamente. Segundo o grupo de monitoramento ACLED, mais de 90 mil pessoas morreram desde o início do conflito. A ONU calcula que mais de 3,7 milhões de pessoas foram deslocadas pela guerra e que quase metade dos 50 milhões de habitantes de Mianmar vive abaixo da linha da pobreza.
A embaixada dos Estados Unidos no Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah está em guerra com Israel, afirmou, nesta sexta-feira, que o Irã e seus grupos aliados poderiam atacar universidades no país.
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“O Irã e suas milícias terroristas aliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano”, indicou um alerta de segurança, sem identificar nenhuma instituição específica.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o exército ideológico do Irã, ameaçou atacar universidades americanas no Oriente Médio após afirmar que os ataques dos Estados Unidos e de Israel destruíram duas instituições de ensino superior iranianas em bombardeios.
O Líbano abriga, entre outras, a Universidade Americana de Beirute, uma das principais instituições americanas da região, cujo campus e hospital estão localizados no centro da capital. Muitas universidades americanas possuem unidades nos países do Golfo, como a Universidade Texas A&M, no Catar, e a Universidade de Nova York nos Emirados Árabes Unidos.
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Na ocasião, a IRGC aconselhou, em particular, “funcionários, professores e estudantes das universidades americanas na região a permanecerem afastados em um raio de um quilômetro” dos campi que podem ser alvos de ataques.
Há uma semana, na noite de sexta-feira, explosões sacudiram Teerã, atingindo especialmente a Universidade de Ciência e Tecnologia, no nordeste da cidade, danificando os edifícios, mas sem deixar vítimas, segundo a imprensa iraniana.
Um dia depois de a chefe do Departamento de Justiça, Pam Bondi, ser demitida do cargo pelo presidente Donald Trump , o seu retrato oficial teria sido encontrado dentro de uma lixeira do departamento, segundo canal de notícias americano MS Now. O portal publicou a foto da lixeira coberta com um plástico e apenas com este item dentro dela. Trata-se do retrato oficial, que ficava em lugar de honra na parede, ao lado das fotografias do presidente e do vice-presidente, JD Vance.
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Segundo a publicação, a imagem reflete o quão profundamente impopular Bondi era entre os funcionários de carreira e agentes da Justiça americana. Muitos deles preferiram deixar o departamento em vez de seguir suas ordens.
Pam Bondi teria sido demitida depois de uma suposta insatisfação com a condução do caso Epstein. Ela passou 14 turbulentos meses no cargo, marcados por tentativas de perseguição judicial contra algozes do republicano, além da atuação nos desdobramentos do processo que envolve o financista que morreu na prisão, em 2019. A divulgação dos arquivos do caso Jeffrey Epstein foi uma promessa de campanha de Trump, mas passou a ser uma pedra no sapato do republicano, quando ele começou a tentar evitar o assunto, já na Casa Branca.
No começo do ano passado, ela sugeriu que teria em mãos a suposta lista de clientes do financista, o que era reivindicado pela própria base trumpista, mas mudou o discurso posteriormente, afirmando que não tinha os nomes. Donald Trump e Jeffrey Epstein mantiveram uma relação próxima por vários anos, embora tenham rompido em determinado momento.
A Nasa divulgou nesta sexta-feira as primeiras imagens feitas pela equipe que integra a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua desde os anos 1970. As fotos, tiradas pelo comandante da missão, Reid Wiseman, dão uma visão privilegiada sobre o planeta, em uma viagem prevista para durar dez dias e marcada pela expectativa de ser o primeiro passo para um retorno humano ao satélite natural.
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Na primeira imagem, intitulada “Olá, Mundo”, a Nasa afirma que “é possível ver duas auroras (canto superior direito e canto inferior esquerdo) e a luz zodiacal (canto inferior direito) enquanto a Terra eclipsa o Sol”.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
A segunda foto foi tirada de uma das janelas da cápsula Orion, “após a conclusão da queima de injeção translunar em 2 de abril de 2026.”, afirma a agência espacial americana.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
Wiseman também capturou o “lado escuro da Terra”…
Imagem do lado escuro da Terra, tirada da bordo da espaçonave Orion
Reid Wiseman/Nasa
..assim como a transição do dia para a noite em nosso planeta.
Imagem da Terra vista da cápsula Orion, veículo usado na Missão Artemis II
Reid Wiseman/Nasa
Em outro registro, feito pelas câmeras da Nasa, os astronautas da missão, Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover conversam com a imprensa a bordo da cápsula Orion.
— Você está incrível, você está linda — disse Victor Glover, piloto da Artemis II e primeiro homem negro em uma missão além da órbita terrestre, em declarações à rede ABC News, se referindo à Terra. — Não importa de onde você seja ou sua aparência, somos todos um só povo.
Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, astronautas da Missão Artemis II, conversam com a imprensa por videoconferência
Nasa
Christina Koch, primeira mulher a participar de uma missão lunar, declarou aos jornalistas que “depois de ter tido vistas incríveis do planeta Terra, e de ver o planeta inteiro através de um único painel da janela, saber que em breve teremos vistas semelhantes da Lua dessa mesma forma está definitivamente me deixando ainda mais animada”, disse ela.
— Eu sabia que era isso que veríamos. Mas nada nos prepara para o aspecto deslumbrante de ver nosso planeta natal iluminado durante o dia e também com o brilho da Lua à noite, com o belo raio do pôr do sol. E saber que teremos vistas semelhantes da Lua… Estou realmente muito animada com isso — afirmou, citada pela rede CNN.
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Segundo Wiseman, as janelas da Orion já estão sujas porque, a todo momento, os tripulantes param para observar o espaço do lado de fora da cápsula.
— Estamos tendo uma vista simplesmente deslumbrante do lado oculto da Terra iluminado pela Lua — disse Jeremy Hansen, o primeiro astronauta não americano (ele é canadense) a participar de uma jornada lunar, citado pela CNN. — Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid [Wiseman] disse que não aguenta mais.
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A Artemis II é a primeira missão tripulada à Lua desde 1972, e embora não preveja um pouso no satélite lunar, seu sucesso pode ser um passo crucial para os planos americanos de retornarem ao solo lunar, e potencialmente estabelecer uma base permanente. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quer ver astronautas da Lua antes do fim de seu atual mandato, em 2029 — tal feito daria aos americanos vantagem sobre a China, que quer mandar seus taikonautas ao satélite até 2030 — nessa nova corrida espacial.
— Se concentrarmos os extraordinários recursos da Nasa nos objetivos da Política Espacial Nacional, eliminarmos os obstáculos desnecessários que impedem o progresso e liberarmos o poderio da força de trabalho e da indústria de nossa nação e parceiros, então retornar à Lua e construir uma base parecerá insignificante em comparação com o que seremos capazes de realizar nos próximos anos — disse, no final do mês passado, o chefe da agência espacial, Jared Isaacman.
A missão tem duração prevista de 10 dias, mas desde o lançamento, na quarta-feira, enfrentou algums problemas. Após a decolagem, foi identificada uma falha “no controlador do vaso sanitário quando ele foi acionado”, sanada pouco depois — nas missões anteriores à Lua, nos anjos 1960 e 1970, os astronautas usavam sacos para os dejetos, que eram lançados na superfície lunar. Houve ainda problemas pontuais envolvendo sistemas de comunicação, acesso à internet e relacionados às câmeras e à temperatura na cabine, com Wiseman relatando a persistência de “alto fluxo de ar e sensação de frio”. Contudo, a Nasa afirma que as falhas não comprometem a segurança dos astronautas ou colocam em risco os objetivos de uma missão considerada histórica.
Os Estados Unidos estão dobrando, para US$ 40 bilhões, seu compromisso de fornecer garantias de resseguro a navios dispostos a atravessar o Estreito de Ormuz, com a inclusão de novos parceiros de seguros, incluindo AIG e Berkshire Hathaway.
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A medida, anunciada na sexta-feira, é o mais recente esforço dos EUA para reduzir preocupações em torno dessa via marítima vital e incentivar a retomada do tráfego, apesar de um bloqueio de fato pelo Irã e das hostilidades contínuas na guerra que já dura cinco semanas.
A Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) havia anunciado no mês passado um programa de resseguro de US$ 20 bilhões. Na sexta-feira, a agência informou que Travelers, Liberty Mutual Insurance, Berkshire Hathaway, AIG, Starr e CNA se juntarão à seguradora americana Chubb para fornecer US$ 20 bilhões adicionais em resseguro para a estrutura marítima da agência.
O anúncio de sexta-feira traz os primeiros detalhes significativos divulgados publicamente pela DFC sobre o programa desde sua criação, há quase um mês. O fechamento efetivo do estreito — que responde por cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito — tem abalado os mercados e desencadeado uma ampla crise energética.
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— Junto com a Chubb, essas seguradoras americanas de ponta trazem ampla experiência em subscrição nos segmentos marítimo e de guerra marítima, fortalecendo nossos esforços para restaurar a confiança no comércio marítimo — afirmou o CEO da DFC, Ben Black, em comunicado.
Donald Trump reiterou na sexta-feira sua frustração com o fechamento do estreito e com a falta de apoio de aliados para ajudar os EUA a reabrir a via marítima.
“Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e fazer uma fortuna”, disse Trump em uma postagem nas redes sociais. Não ficou claro quais ações o presidente estaria considerando.
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Ainda assim, empresas de transporte marítimo permanecem céticas quanto a uma retomada ampla das operações no Estreito de Ormuz, mesmo após a promessa de Trump de proteger navios e seu discurso em horário nobre na quarta-feira, no qual afirmou novamente que a guerra deve terminar em breve. A principal preocupação ao atravessar a rota marítima é o risco à vida das tripulações, já que o Irã continua a ameaçar embarcações com ataques de drones, mísseis e minas marítimas.
A DFC também informou que a agência e os parceiros de seguros definirão quais embarcações serão elegíveis para o programa de resseguro. Para se qualificar, a DFC exige que os solicitantes forneçam, entre outros dados, o país de origem e destino da embarcação; os principais beneficiários econômicos do navio e seu domicílio; o proprietário da carga e seu domicílio; e informações sobre os financiadores das embarcações.
Restaurar a confiança de operadores dispostos a navegar pelo Estreito de Ormuz é um dos objetivos mais urgentes dos EUA. Os preços globais de energia vêm subindo à medida que países enfrentam escassez de uma rota essencial de abastecimento de petróleo. A Índia — terceiro maior consumidor de petróleo do mundo e grande compradora de gás — foi particularmente afetada pela crise.
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Nos EUA, os preços da gasolina ultrapassaram US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022, aumentando ainda mais a pressão sobre consumidores já afetados pelo alto custo de vida.
Embora a duplicação do compromisso de resseguro amplie as garantias financeiras, o programa ainda não inclui promessa de escolta naval, que teoricamente daria mais proteção às tripulações. Mesmo assim, pode não ser suficiente para convencer embarcações a retomar viagens pelo estreito.
— As taxas de seguro cairão, e a disposição de operadores comerciais de segurar e enviar cargas pelo Estreito aumentará, apenas depois que as capacidades militares do Irã forem reduzidas — disse Bob McNally, presidente do Rapidan Energy Group, consultoria sediada em Washington, à Bloomberg News no início da semana.
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A baleia jubarte que mobiliza autoridades no norte da Alemanha permanece praticamente imóvel nesta sexta-feira (3), após mais de dez dias de tentativas de resgate no Mar Báltico. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR, o animal segue encalhado em águas rasas próximas à ilha de Poel, na região de Wismar, sem sinais claros de recuperação.
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De acordo com as informações, a baleia está há quatro dias no mesmo ponto, com parte do dorso exposta acima da linha d’água. Diante da situação, o ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, determinou que bombeiros utilizassem mangueiras para manter o corpo do animal úmido.
Assista:
ONG diz que esperanças para baleia jubarte encalhada na costa alemã estão diminuindo
Resgate suspenso e cenário irreversível
Ainda segundo a NDR, as autoridades decidiram interromper definitivamente as tentativas de resgate, após avaliação de especialistas do Museu Oceanográfico Alemão e de organizações ambientais. O entendimento é que novas intervenções poderiam aumentar o sofrimento do animal, cujo estado já é considerado crítico.
O secretário de Estado do Meio Ambiente da Alemanha, Jochen Flasbarth, afirmou que, apesar do desfecho desfavorável, a decisão de suspender as ações foi a mais adequada. “Agora ele deve ser deixado em paz”, declarou, conforme a emissora.
Especialistas ressaltam que não é possível determinar com precisão o tempo de sobrevivência da baleia, já que exames diretos não podem ser realizados. Há suspeitas de infecção ou danos internos, mas o diagnóstico permanece incerto.
Preparação para análise após a morte
Com a piora do quadro, autoridades e cientistas já se preparam para a remoção e estudo do animal após a morte. Segundo a NDR, a carcaça deverá ser levada para Stralsund, onde será submetida a autópsia pelo Museu Oceanográfico Alemão, com apoio de especialistas independentes.
O transporte, no entanto, apresenta desafios logísticos devido ao peso do animal e às condições do local, com presença de lama no fundo do mar. Uma das possibilidades é o uso de embarcações com guindaste para içamento.
O esqueleto da baleia já foi oferecido à Universidade de Rostock para fins científicos e educativos. A análise do caso é considerada relevante para ampliar o conhecimento sobre encalhes e ameaças a mamíferos marinhos.
Repercussão, protestos e medidas de segurança
A situação tem gerado forte comoção pública na Alemanha. Segundo a NDR, cerca de 40 pessoas chegaram a se manifestar na ilha de Poel pedindo novas tentativas de resgate. Ao mesmo tempo, autoridades relataram aumento de ataques e ameaças contra integrantes da operação, incluindo mensagens nas redes sociais.
Uma zona de exclusão de 500 metros foi estabelecida ao redor da baleia para evitar interferências, e a polícia monitora o cumprimento da medida.
O que se sabe até agora: perguntas e respostas
A baleia jubarte não é uma espécie típica do Mar Báltico, ambiente considerado inadequado devido à baixa salinidade, menor oferta de alimento e ausência de outros indivíduos da mesma espécie. Esses fatores podem comprometer sua orientação e saúde.
Especialistas apontam que o animal provavelmente se perdeu ao seguir cardumes de peixes ou por desorientação causada por ruídos subaquáticos. Há indícios de que tenha se envolvido com redes ou cordas, o que pode ter agravado seu estado.
Desde o início de março, a baleia foi avistada em diferentes pontos da costa alemã, encalhando pela primeira vez em 23 de março, próximo a Niendorf. Após conseguir se libertar com ajuda de equipes de resgate, voltou a encalhar sucessivas vezes, até ficar presa na região de Poel, onde permanece.
Mesmo sendo capaz de sobreviver semanas sem se alimentar, graças às reservas de gordura, o animal apresenta sinais claros de debilidade. O fato de ter encalhado repetidamente ao longo dos últimos dias reforça a avaliação de que seu estado é irreversível.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR, a expectativa é de um desfecho iminente, enquanto equipes mantêm apenas monitoramento à distância, sem novas intervenções.
No ZOOM Erlebniswelt, na Alemanha, tratadores prepararam uma programação especial de Páscoa com o objetivo de estimular o comportamento natural dos animais, nesta semana. A iniciativa incluiu a distribuição de ovos coloridos, cestos e objetos com alimentos escondidos nos recintos, promovendo desafios sensoriais e cognitivos.
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Entre os destaques, os macacos da espécie Macaca nemestrina observaram atentamente a preparação do ambiente antes de explorarem o espaço. Assim que tiveram acesso ao recinto externo, os animais rapidamente localizaram os itens escondidos e consumiram os alimentos. “Normalmente damos ovos cozidos como parte da dieta, mas desta vez estavam pintados”, afirmou o tratador Markus Kirchberg à Reuters.
Enriquecimento ambiental e estímulo cognitivo
De acordo com os responsáveis, a ação vai além da celebração simbólica da data. Embora a Páscoa não tenha significado para os animais, mudanças na rotina são rapidamente percebidas. Para isso, foram utilizados materiais naturais, como papel machê e vime, garantindo segurança durante a interação.
Os macacos também receberam ovos maiores recheados com sementes, fibras e outros itens, que foram rapidamente destruídos durante a exploração. Segundo Kirchberg, a resposta dos animais foi imediata e positiva. “É interessante ver como eles reagem a novidades e como interagem com os objetos”, disse.
Outras espécies também participaram da programação. Leões receberam sacos de juta com odores de outros animais, o que estimulou comportamentos investigativos e brincadeiras. Já uma tartaruga foi alimentada com legumes decorados, adaptando a atividade à sua rotina.
O zoológico informou que iniciativas como essa fazem parte de práticas de enriquecimento ambiental, voltadas para manter os animais mentalmente ativos e reduzir o estresse em cativeiro. O espaço permanece aberto ao público durante todo o ano, incluindo o período de feriados.
O Ministério do Desenvolvimento e Inclusão Social do Peru (MIDIS) confirmou a morte de Marcelino Abad Tolentino, conhecido como “Mashico”, apontado como a pessoa mais idosa do país e candidato a reconhecimento como o homem mais velho do mundo. Ele morreu em 30 de março, enquanto dormia, em um lar de idosos na cidade de Huácar, na região de Huánuco, poucos dias antes de completar 126 anos.
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Segundo o governo peruano, Mashico nasceu em 5 de abril de 1900, embora não possuísse certidão de nascimento, o que impediu a validação oficial da idade por entidades como o Guinness World Records. Ainda assim, autoridades locais estimavam que ele tinha 125 anos e 360 dias no momento da morte.
Vida marcada por isolamento e trabalho rural
Morador do distrito remoto de Chaglla durante toda a vida, Mashico cresceu em situação de extrema pobreza após perder os pais aos sete anos, quando tentavam atravessar um rio. Sem acesso à educação formal, trabalhou desde cedo na agricultura, na criação de animais e também como pedreiro.
De baixa estatura, com cerca de 1,27 metro, ele viveu de forma reclusa e só foi identificado oficialmente pelo Estado peruano durante a pandemia de Covid-19, quando recebeu seu primeiro documento de identidade por meio do programa social Pensão 65. Já com cerca de 120 anos, passou a receber benefício estatal e ganhou notoriedade naciona
Após se aposentar, sofreu uma lesão grave no quadril que o obrigou a usar cadeira de rodas. Ele nunca se casou nem teve filhos.
Mashico atribuía sua longevidade a hábitos simples, como o consumo frequente de frutas, carne de cordeiro, ervas naturais e plantas medicinais, além do costume de mastigar folhas de coca, prática comum na região andina para aumentar a disposição durante o trabalho.
Em nota divulgada em 2024, o governo peruano destacou que sua longevidade estaria associada a um estilo de vida tranquilo, em contato com a natureza de Huánuco, aliado a uma rotina considerada saudável.
Apesar da repercussão de sua história, a idade de Mashico não foi reconhecida oficialmente. De acordo com o Guinness World Records, o homem mais velho já registrado foi Juan Vicente Pérez Mora, que morreu em 2024 aos 114 anos. Atualmente, o homem mais velho vivo é o brasileiro João Marinho Neto, com 113 anos, enquanto o título de pessoa mais velha do mundo pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.
Aproximadamente metade dos lançadores de mísseis do Irã ainda estão intactos e milhares de drones permanecem no arsenal do regime, apesar dos bombardeios diários dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra, de acordo com avaliações da Inteligência americana. A informação foi revelada pela rede americana CNN, que ouviu três fontes.
— Eles ainda estão muito bem preparados para causar estragos absolutos em toda a região — disse uma das fontes, referindo-se à capacidade aérea do Irã.
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Além dos lançadores, o Irã mantém um grande número de mísseis, segundo as informações de inteligência. Ainda de acordo com a CNN, uma grande porcentagem dos mísseis de cruzeiro permanece intacta — o que condiz com a estratégia dos EUA de não concentrar sua campanha aérea em alvos militares costeiros, embora tenham atingido navios. Esses mísseis representam uma capacidade fundamental que permite ao Irã ameaçar o tráfego marítimo, principalmente no Estreito de Ormuz, rota vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial e que está praticamente bloqueada desde o início da guerra.
Os dados, porém, contrastam com as avaliações de vitória militar divulgadas publicamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e por membros de seu governo. Em seu primeiro pronunciamento à nação sobre o conflito, na última quarta-feira, Trump afirmou que a “capacidade do Irã de lançar mísseis e drones está drasticamente reduzida” e que suas fábricas e lançadores estariam sendo destruídos, restando “muito poucos”. Até então, os EUA haviam atingido mais de 12.300 alvos dentro do Irã, segundo o Comando Central.
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Em declarações públicas, o Pentágono também tem apontado para uma redução no volume de ataques iranianos. Em 19 de março, por exemplo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “os ataques com mísseis balísticos contra nossas forças diminuíram 90% desde o início do conflito”, assim como os drones.
Procurada pela CNN, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, rebateu a avaliação e criticou o uso de fontes anônimas. Segundo ela, “fontes anônimas desejam desesperadamente atacar o presidente Trump e menosprezar o trabalho incrível das Forças Armadas dos Estados Unidos”.
“Eis os fatos: os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones diminuíram 90%, sua Marinha foi dizimada, dois terços de suas instalações de produção foram danificadas ou destruídas, e os Estados Unidos e Israel têm uma supremacia aérea esmagadora sobre o Irã” afirmou, em comunicado. “O regime está sendo dizimado militarmente, e sua única esperança é fazer um acordo e abandonar suas ambições nucleares”, acrescentou.
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O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também contestou a avaliação, classificando-a como “completamente errada”. “As Forças Armadas dos Estados Unidos desferiram uma série de golpes devastadores contra o regime iraniano. Estamos à frente do cronograma para atingir nossos objetivos militares”, disse Parnell.
Autoridades militares israelenses, por sua vez, estimam um número menor de lançadores ainda operacionais, entre 20% e 25%.
Apesar das declarações de enfraquecimento, Israel e alvos americanos em países do Golfo continuam a enfrentar ataques regulares de mísseis e drones iranianos desde o início da guerra. Muitos desses ataques causam danos a instalações, interrompem operações e deixam feridos ou mortos.
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A capacidade de operar no subsolo é um dos principais fatores que explicam a resistência do arsenal iraniano. Segundo duas fontes ouvidas pela CNN, o Irã esconde seus lançadores em extensas redes de túneis e cavernas, o que dificulta sua destruição. Além disso, o país tem conseguido mover plataformas móveis com frequência, dificultando o rastreamento — um desafio semelhante ao enfrentado pelos EUA contra os houthis no Iêmen.
Segundo Annika Ganzeveld, gerente do Projeto de Ameaças Críticas do Instituto Americano de Empreendedorismo, EUA e Israel têm intensificado ataques às entradas desses túneis e aos equipamentos usados para reabri-los.
— Certamente, ainda existem capacidades que permanecem intactas — disse. — O Irã demonstrou nos últimos dias que ainda consegue atacar navios no Estreito. Portanto, ainda há alvos que precisam ser eliminados se quisermos destruir completamente essas capacidades.

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