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Os astronautas da missão Artemis II contemplaram partes da Lua nunca antes vistas por nenhum ser humano, informaram neste domingo membros da tripulação, à medida que a nave Orion ultrapassou dois terços do trajeto rumo ao aguardado sobrevoo lunar.
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Quando foram dormir nas primeiras horas do dia, ao fim do quarto dia da missão de dez dias, eles estavam a quase 200.000 milhas (321.869 quilômetros) da Terra e a cerca de 82.000 milhas da Lua, segundo dados da Nasa.
A agência espacial divulgou uma imagem capturada pela tripulação que mostra a Lua à distância, com destaque para a bacia Oriental.
“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, afirmou a Nasa.
Cratera inédita e lado oculto impressionam tripulação
Em conversa ao vivo com crianças canadenses, a astronauta Christina Koch afirmou que um dos momentos mais marcantes foi observar essa formação, às vezes chamada de “Grand Canyon” da Lua.
“É muito característica e nenhum olho humano havia visto esse cratera até hoje, realmente, quando tivemos o privilégio de vê-lo”, disse.
A tripulação também teve a primeira visão do lado oculto da Lua.
“Ontem à noite tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular”, afirmou Koch.
Segundo John Honeycutt, diretor do programa do Sistema de Lançamento Espacial da Nasa, partes observadas agora só haviam sido registradas por sondas.
“No extremo esquerdo é possível ver características da Lua que não haviam sido vistas por olhos humanos até ontem”, explicou.
Missão entra em fase decisiva com aproximação da Lua
O próximo marco está previsto entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, quando a Orion entrará na chamada esfera de influência lunar, ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra.
Se tudo ocorrer como planejado, os astronautas poderão se tornar os humanos que viajaram mais longe da Terra na história.
A tripulação — formada pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen — também realizou testes de pilotagem manual e revisou o plano de sobrevoo, incluindo os pontos geológicos que serão estudados e fotografados.
Rotina inclui testes, fotos e contato com a família
Antes das atividades, os astronautas começaram o dia com ovos mexidos e café e acordaram ao som de “Pink Pony Club”, sucesso de Chappell Roan.
“A moral a bordo é alta”, disse o comandante Reid Wiseman ao controle da missão em Houston.
Wiseman destacou ainda o momento em que conseguiu falar com suas filhas do espaço.
“Estamos aqui em cima, tão longe, e por um momento voltei a me reunir com minha pequena família”, afirmou. “Foi simplesmente o maior momento de toda a minha vida”.
Os astronautas receberam treinamento em geologia para identificar formações como fluxos de lava e crateras de impacto. A missão oferece uma perspectiva diferente das viagens Apollo, que voavam a cerca de 70 milhas da superfície lunar.
A Artemis II, por sua vez, passará a pouco mais de 4.000 milhas, permitindo observar a Lua como um todo, incluindo regiões próximas aos polos.
Missão abre caminho para presença permanente na Lua
A tripulação tem registrado imagens com câmeras e até smartphones, recentemente autorizados pela Nasa. Entre os registros já divulgados está uma imagem completa da Terra vista do espaço.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
Mesmo diante da complexidade técnica, a experiência mantém um componente emocional para os astronautas.
“Isso simplesmente me faz sentir como uma criança pequena”, disse Hansen ao descrever a sensação de flutuar no espaço.
Durante a Semana Santa, fiéis cristãos costumam lotar as ruas da Cidade Velha de Jerusalém. Este ano, porém, foi diferente. Os locais religiosos mais importantes do Oriente Médio estavam praticamente vazios devido à guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os países do Golfo também foram seriamente afetados pela drástica queda no número de turistas internacionais.
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“Jerusalém sem peregrinos é incompleta. Um lugar de vida, mas sem vida neste momento”, diz o cardeal italiano Pierbattista Pizzaballa, administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém.
No Domingo de Ramos, a polícia israelense o impediu de entrar e celebrar a missa na Igreja do Santo Sepulcro por “razões de segurança”, alegando a guerra no Irã. A missa é celebrada todos os anos diante de centenas de fiéis que vêm de todo o mundo à Cidade Velha para refazer os últimos passos de Jesus. Este ano, havia apenas silêncio e uma forte presença militar.
A guerra no Irã colocou todo o Oriente Médio em alerta máximo. Embora certamente não seja a primeira vez que bombas e balas dominam a região, nunca antes tantos países foram alvos de mísseis e drones. O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã não só desencadeou uma crise energética global, com a disparada dos preços dos combustíveis, como também impactou severamente o turismo na região, um fato que se torna ainda mais evidente durante esta Semana Santa, um período crucial para os cristãos.
“Durante a Semana Santa, o Domingo de Ramos é um dos eventos mais festivos e coloridos, pois é uma procissão que começa no Monte das Oliveiras, com pessoas caminhando e carregando ramos de palmeira. E depois há a solenidade das procissões, com grupos carregando cruzes. Tudo isso desapareceu”, diz Antonio Pita, correspondente do jornal “El País” em Jerusalém.
Devido aos bombardeios que o Irã vem realizando contra alvos israelenses, os três principais locais sagrados de Jerusalém estão sob rígidas medidas de segurança. Além da Igreja do Santo Sepulcro, o acesso ao Muro das Lamentações e ao Monte do Templo também foi fechado.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa em ruas de Jerusalém, no Domingo de Páscoa
Marco Longari / AFP
E não é só Jerusalém. Outras cidades sagradas, como Nazaré e Belém, viram uma redução significativa no turismo. Belém, localizada em território palestino, já sofria bastante com a falta de visitantes devido à guerra em Gaza, e esse novo conflito agravou ainda mais a situação. Países europeus e asiáticos, assim como os Estados Unidos, alertaram os viajantes para não viajarem para a região, causando uma onda de cancelamentos no último mês.
“O setor de viagens global está passando por uma drástica reconfiguração. A escalada do conflito gerou ondas de choque que estão afetando tanto a logística quanto a percepção de segurança para viajantes internacionais”, diz Tito Alegría, diretor executivo da ProTurismo, ao El Comercio.
“O impacto para estes dias da Semana Santa já está sendo avaliado e é severo. Os relatórios atuais indicam que Jerusalém, Belém e Nazaré parecem praticamente vazias, sem a presença habitual de peregrinos ou as tradicionais grandes procissões”, acrescentou.
Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), a guerra no Irã está custando ao Oriente Médio cerca de 600 milhões de dólares por dia, valor que representa os gastos de turistas internacionais com hospedagem, transporte e consumo.
Impacto também em outros países
E essa crise afeta não apenas Israel e os territórios palestinos, mas também os demais países do Golfo Pérsico impactados pela guerra. Os Emirados Árabes Unidos, o Catar, o Bahrein e a Arábia Saudita sofreram ataques que colocaram em risco o valor estratégico que essas monarquias vêm cultivando há décadas: estabilidade e segurança.
“Destinos como Dubai, Catar e Bahrein, que até recentemente eram comercializados como ‘zonas de amortecimento’ seguras e paraísos fiscais para investimentos, agora enfrentam um cenário em que vários ministérios das Relações Exteriores europeus recomendam evitar viagens não essenciais para a região”, afirma Alegría.
Para Gloria Guevara, presidente do WTTC, a recuperação é mais lenta quando há incerteza e a confiança dos viajantes é afetada.
“O Oriente Médio conecta leste e oeste, sul e norte. Embora receba apenas 5% dos viajantes internacionais, conecta 14%”, disse ela à CNN.
O Aeroporto Internacional de Dubai, por exemplo, é um dos mais movimentados do mundo, com milhares de voos de todos os continentes fazendo conexão ali. Dubai, Abu Dhabi, Doha e Bahrein, juntos, recebem cerca de 526 mil passageiros por dia.
Como Alegría destaca, a instabilidade no Oriente Médio está forçando uma mudança drástica no turismo, já que “uma grande parcela de viajantes internacionais com orçamentos está buscando ativamente destinos percebidos como estáveis, pacíficos e distantes da zona de conflito”.
Na verdade, não é que os turistas estejam parando de viajar, mas sim mudando seus destinos, optando por lugares que consideram mais seguros, mais acessíveis ou mais previsíveis. O turismo não está desaparecendo; está simplesmente se transformando.
Segundo dados analisados ​​pela Civitatis, plataforma online de reservas de visitas guiadas, os turistas estão priorizando o eixo Atlântico: Europa Ocidental, com destinos tradicionais como Espanha, Itália, França e Portugal; e as Américas, especialmente o Caribe.
Para Alegría, essa situação pode ser aproveitada pelo Peru: “Nesse cenário, nosso país tem uma janela de oportunidade inestimável. Consolidar a imagem do Peru como um destino seguro, com uma oferta cultural e gastronômica de classe mundial, nos permite capturar essa demanda redirecionada. Para quem opera serviços turísticos de alto impacto, como passeios pelo centro histórico de Lima, este é o momento ideal para garantir padrões que fidelizem esse viajante exigente”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que o aviador resgatado em território iraniano está “gravemente ferido”. Horas antes, Trump havia anunciado que o segundo piloto do caça F-15E abatido no Irã havia sido resgatado “são e salvo”, em uma operação que classificou como uma das “mais audaciosas da história” do país.
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A aeronave americana, um caça-bombardeiro, havia caído no sudoeste do Irã na sexta-feira. O exército iraniano afirma ter abatido o aparelho, cujos dois ocupantes se ejetaram em pleno voo.
As forças armadas do Irã também afirmaram neste domingo que três aeronaves militares dos Estados Unidos foram abatidas durante a operação de resgate do piloto. A mídia estatal iraniana divulgou imagens de destroços queimados em uma área desértica, de onde ainda saía fumaça.
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Autoridades militares iranianas também contradisseram Trump, sobre o sucesso da ação, dizendo que a operação de resgate “fracassou completamente”.
“A suposta operação de resgate do exército americano, planejada como uma missão de engano e fuga em um aeroporto abandonado no sul de Isfahan sob o pretexto de recuperar o piloto de um avião abatido, foi completamente frustrada”, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando central militar iraniano.
O primeiro piloto do caça abatido foi resgatado pouco depois da queda por forças especiais americanas. O segundo permaneceu desaparecido por mais tempo, enquanto autoridades iranianas chegaram a prometer recompensa por sua captura.
“NÓS O TEMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país, para um de nossos incríveis membros da tripulação, que também é um coronel muito respeitado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Tenho grande satisfação em informar que agora está SÃO E SALVO”, acrescentou.
A baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha, segue viva neste domingo (5), mas permanece em estado crítico após quase duas semanas desde o início das operações. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR, o quadro do animal não apresentou mudanças significativas em relação ao dia anterior, mantendo o cenário de incerteza.
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De acordo com o Ministério do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a baleia continua presa em águas rasas no lago Kirchsee, próximo à ilha de Poel. Para aliviar o sofrimento, equipes mantêm aspersores que lançam água do Mar Báltico sobre o corpo do animal, ajudando a reduzir sua temperatura e protegendo a pele já comprometida.
O ministro Till Backhaus afirmou que os dados coletados indicam diferença significativa de temperatura entre áreas irrigadas e não irrigadas do corpo da baleia, o que reforça a importância da medida paliativa. Amostras de água também começaram a ser coletadas para entender melhor o impacto da baixa salinidade no estado do animal.
Decisão adiada e novos exames previstos
Segundo a NDR, uma decisão sobre eventuais novas medidas foi adiada e deve ser tomada apenas na terça-feira (7), após consulta a especialistas internacionais e veterinários. Até lá, a orientação é manter o monitoramento contínuo e evitar intervenções que possam aumentar o estresse do animal.
Os fortes ventos registrados nos últimos dias chegaram a dificultar as operações, obrigando a reposicionar os equipamentos usados para manter a baleia hidratada. Ainda assim, autoridades afirmam que a vigilância segue ininterrupta.
Ferimentos e agravamento do quadro
A queda do nível da água revelou novos ferimentos no corpo da baleia, que não eram visíveis anteriormente. Segundo Backhaus, há indícios de lesões possivelmente causadas pela hélice de uma embarcação, além de marcas associadas a redes de pesca.
Especialistas destacam que o estado exato do animal ainda não pode ser determinado, já que não é possível realizar exames internos. Há suspeitas de infecção ou danos a órgãos, o que pode explicar a debilidade prolongada.
Sem resgate, operação entra em fase final
As tentativas de resgate foram oficialmente encerradas na última quarta-feira, após avaliação de que as chances de sucesso eram mínimas. Autoridades e cientistas passaram, desde então, a priorizar o bem-estar do animal, evitando intervenções consideradas invasivas.
Apesar disso, a situação continua mobilizando a população local. Segundo a NDR, manifestações foram realizadas em Wismar, com moradores cobrando novas alternativas para salvar a baleia ou ao menos garantir um desfecho menos doloroso.
O ministro do Meio Ambiente rejeitou a possibilidade de eutanásia, afirmando que o animal deve ser mantido sob cuidados até o fim. Uma zona de exclusão de 500 metros foi estabelecida ao redor da área para evitar interferências externas.
Preparativos e investigação científica
Paralelamente, autoridades já se preparam para um possível desfecho fatal. Um navio de pesquisa foi enviado para analisar o fundo do mar, visando facilitar a eventual remoção do corpo. A carcaça deverá ser levada para Stralsund, onde passará por autópsia.
O esqueleto poderá ser preservado pela Universidade de Rostock para fins científicos e educativos, contribuindo para o estudo de encalhes e conservação de mamíferos marinhos.
O que se sabe até agora
A baleia jubarte não é uma espécie típica do Mar Báltico, ambiente considerado desfavorável devido à baixa salinidade, menor disponibilidade de alimento e ausência de outros indivíduos da mesma espécie. Esses fatores podem comprometer sua orientação e saúde.
O animal foi visto pela primeira vez na região em 3 de março e, desde então, passou por uma sequência de deslocamentos e encalhes. Após conseguir nadar livremente em alguns momentos, voltou a ficar preso em áreas rasas, o que agravou seu estado ao longo dos dias.
Especialistas apontam que a baleia pode ter se perdido ao seguir cardumes de peixes ou devido à desorientação causada por ruídos subaquáticos. Há também indícios de que tenha se envolvido com redes ou cordas, o que pode ter contribuído para os ferimentos.
Mesmo sendo capaz de sobreviver semanas sem se alimentar, o animal apresenta sinais claros de debilidade, agravados por possíveis lesões e pelo ambiente hostil.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR, o caso segue sem definição. A decisão sobre os próximos passos — inclusive se haverá alguma nova tentativa de intervenção — deve ser tomada nos próximos dias, enquanto a baleia permanece sob monitoramento constante.
Na guerra na Faixa de Gaza e em seus confrontos recentes com o Irã, Israel passou a utilizar inteligência artificial para aperfeiçoar seu sistema de alerta precoce contra mísseis, tornando os avisos mais precisos e menos abrangentes.
A mudança altera diretamente a rotina da população, que passou a enfrentar menos interrupções, embora o risco continue constante.
Durante o conflito de doze dias com o Irã, em junho do ano passado, sirenes eram acionadas em toda a cidade sempre que um míssil era detectado, obrigando moradores a correr para abrigos várias vezes ao dia.
Agora, os alertas são mais sofisticados e localizados, graças ao uso de IA.
Alertas deixam de ser gerais e passam a ser ultralocalizados
Sarah Chemla, mãe de 32 anos que teve seu segundo filho em um bunker subterrâneo em Tel Aviv durante a guerra de 2025, relata a mudança.
— Passamos menos tempo nos abrigos, embora o estresse continue — afirma.
Segundo ela, o sistema anterior acionava alarmes para toda a cidade, independentemente do ponto de impacto.
— Antes, os alarmes soavam em todo Tel Aviv cada vez que um míssil se dirigia à área — explicou à AFP: — Agora os alertas são ultralocalizados. Se um projétil se dirige ao sul da cidade, recebo apenas um pré-alerta e já não preciso acordar meus filhos.
Desde 28 de fevereiro, quando ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã desencadearam a atual guerra no Oriente Médio, o país voltou a viver sob constante alerta. Ainda assim, segundo moradores, a nova tecnologia permite noites menos interrompidas.
IA analisa milhares de dados para prever impacto
A modernização do sistema foi impulsionada pela capacidade da inteligência artificial de prever onde os projéteis devem cair.
Desde o ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas, mais de 60 mil mísseis, foguetes e drones foram lançados contra Israel, segundo o ex-comandante da defesa aérea Ran Kochav.
“Cada lançamento foi objeto de uma análise completa (…) que incorpora todas as suas características: trajetória, tempo, meteorologia, ângulo de lançamento e assinatura de radar”, afirmou.
Esses dados são processados por sistemas que utilizam IA para estimar o ponto de impacto e acionar alertas apenas nas áreas sob risco.
A empresa Elbit Systems também implementou o sistema SkyEye, segundo a imprensa local.
— A IA coleta milhões de dados e realiza o que se conhece como fusão de dados — explicou Yehoshua Kalisky, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv.
País passou de 25 para 1.700 zonas de alerta
A evolução tecnológica também ampliou a divisão territorial dos alertas.
Durante a guerra de 2006 com o Hezbollah, Israel tinha apenas 25 zonas de alerta. Hoje, esse número chega a 1.700, segundo fonte do Comando da Retaguarda.
As principais cidades foram subdivididas em áreas menores, o que evita que milhões de pessoas precisem buscar abrigo sem necessidade.
App com mais de 4 milhões de usuários envia alertas em tempo real
A principal ferramenta de comunicação com a população é um aplicativo que envia notificações geolocalizadas em tempo real.
A plataforma já foi baixada em mais de quatro milhões de celulares e se tornou essencial na rotina de civis em meio à guerra.
Para especialistas, o uso de inteligência artificial não elimina o risco, mas redefine a forma como a população convive com ele — com mais precisão e menos interrupções, mesmo sob ameaça constante
Um homem de 40 anos foi morto dentro do próprio apartamento em Washington D.C., em um crime que, segundo autoridades, envolveu agressões, estrangulamento e tentativa de ocultação por meio de incêndio. Dois suspeitos foram formalmente acusados de homicídio em primeiro grau na quinta-feira (3).
De acordo com a promotoria federal, Rico Barnes, de 36 anos, e Alphonso Walker, de 39, são apontados como responsáveis pela morte de Syed Hammad Hussain, ocorrida em 11 de fevereiro em um imóvel avaliado em cerca de US$ 480 mil, na região próxima ao Logan Circle.
Ataque dentro de casa
Imagens de segurança mostram a vítima entrando no prédio durante a madrugada, seguida pelos dois suspeitos. A polícia afirma que Hussain teria permitido a entrada dos homens, possivelmente sem desconfiar da situação.
O corpo foi encontrado horas depois, com sinais de violência intensa. Segundo laudos, a morte foi causada por traumatismo e estrangulamento. As autoridades também identificaram queimaduras no corpo, mas indicaram que elas ocorreram após o óbito.
O apartamento apresentava sinais de incêndio e havia sido revirado. Objetos pessoais, como eletrônicos e documentos, desapareceram.
Investigação e prisão
A investigação avançou a partir de imagens e rastreamento de celular, que ajudaram a localizar os suspeitos. Um dos acusados utilizava tornozeleira eletrônica, o que reforçou sua presença no local do crime, segundo os autos.
Relatos obtidos pela polícia indicam que os dois homens teriam confessado o roubo a um conhecido, mencionando que invadiram o imóvel, amarraram a vítima e a agrediram repetidamente.
Walker já estava sob custódia por outros crimes, enquanto Barnes aguarda audiência marcada para maio. O caso segue em andamento na Justiça do Distrito de Columbia.
Eles bebem milk-shake, tiram fotos com o celular, gerenciam e-mails e até consertam banheiro — a rotina dos astronautas da missão Artemis II, a caminho da Lua, tem momentos banais e também é marcada por imprevistos. Gente como a gente.
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A bordo da nave Orion, os quatro tripulantes enfrentam até alguns “perrengues” enquanto cumprem uma missão histórica no espaço profundo.
Um dos principais problemas surgiu logo no sistema sanitário da cápsula, que conta com apenas um banheiro — e que apresentou falhas.
Diferentemente das missões Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, quando astronautas utilizavam sacos para coleta de dejetos, a Orion dispõe de um sistema mais moderno. Ainda assim, o equipamento precisou de ajustes.
A solução veio da especialista da missão Christina Koch, a primeira mulher a viajar ao espaço profundo.
— Estou orgulhosa de me chamar a encanadora do espaço — disse: — Gosto de dizer que é, possivelmente, a peça mais importante do equipamento a bordo. Então, respiramos aliviados quando tudo acabou ficando bem.
O banheiro fica em um cubículo barulhento, exigindo proteção auditiva durante o uso. Ainda assim, é o único espaço de privacidade na nave.
— É o único lugar ao qual podemos ir durante a missão onde podemos sentir como se estivéssemos sozinhos por um momento — afirmou o canadense Jeremy Hansen.
Falhas tecnológicas incluem até e-mail
Nem mesmo os sistemas digitais escaparam. O comandante Reid Wiseman relatou problemas com o e-mail durante a missão.
— Também vejo que tenho dois Microsoft Outlook e nenhum deles funciona — disse em transmissão ao vivo da Nasa.
A falha foi resolvida posteriormente pelo Centro de Controle da Missão, em Houston.
Dormir no espaço exige adaptação extrema
Outro desafio é o sono em microgravidade. Os astronautas dormem em sacos presos às paredes da cápsula para evitar que flutuem.
— Christina esteve dormindo de cabeça para baixo no meio do veículo, como um morcego pendurado no nosso túnel de acoplamento — relatou Wiseman: — É mais confortável do que se poderia pensar.
A missão não prevê descanso. Os tripulantes seguem uma rotina rígida que inclui manobras, testes e observações científicas, além de 30 minutos diários de exercícios físicos para evitar perda de massa muscular e óssea.
Eles utilizam um dispositivo semelhante a um ioiô, que permite atividades aeróbicas e de resistência.
Entre tarefas técnicas, momentos de leveza
Apesar dos desafios, há espaço para momentos cotidianos. A alimentação inclui 58 tortilhas, 43 xícaras de café, carne de churrasco bovino e cinco tipos de molho picante.
A especialista Christina Koch comparou a preparação da missão a uma viagem de acampamento.
— Representa união e algo um pouco fora do comum — disse.
A Nasa também liberou o uso de celulares, permitindo que os astronautas registrem imagens e compartilhem a experiência.
Mesmo em meio à pressão, a experiência desperta entusiasmo.
Hansen descreveu a sensação de flutuar como algo quase infantil:
— Simplesmente me faz sentir como um menino.
Para Victor Glover, a decolagem foi o ponto alto.
— Foi uma viagem na qual você tenta se manter profissional — afirmou: — Mas o menino que leva dentro de si quer sair e começar a gritar.
O Papa Leão XIV denunciou em sua mensagem de Páscoa a “indiferença” diante das guerras e dos milhares de mortos. Ele também fez um apelo direto “àqueles que tem poder”, e pediu que esses líderes “escolham a paz”.
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Leão XIV já havia afirmado que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e criticou o uso da religião para justificar conflitos, em um discurso contundente durante a celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, diante de dezenas de milhares de fiéis.
Sem citar nomes, o Pontífice fez referência a governantes envolvidos em conflitos e declarou que Jesus “não escuta as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: ‘Mesmo que façam muitas orações, não as ouvirei: suas mãos estão cheias de sangue’”.
Crítica à guerra e pressão por cessar-fogo
Ao abordar a guerra envolvendo o Irã no Domingo de Ramos, o Papa classificou o conflito como “atroz” e afirmou que ele tem atingido diretamente populações da região. Segundo ele, cristãos no Oriente Médio “estão sofrendo as consequências de um conflito atroz”, o que dificulta inclusive a celebração da Páscoa.
O Pontífice também reforçou sua posição de rejeição à guerra como princípio.
— Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra — afirmou.
Em sua homilia, o Papa recorreu ao exemplo de Jesus para sustentar sua posição. “(Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem travou guerra alguma”, disse, acrescentando que ele “revelou o rosto sereno de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de se salvar, permitiu ser pregado na cruz”.
Nos últimos dias, o pontífice tem intensificado críticas às ações militares no contexto do conflito, incluindo bombardeios aéreos, que classificou como indiscriminados, e defendeu que sejam proibidos. Ele também reiterou o pedido por um cessar-fogo imediato.
As forças armadas do Irã afirmaram neste domingo que três aeronaves militares dos Estados Unidos foram abatidas durante a operação de resgate de um piloto americano em seu território. A mídia estatal iraniana divulgou imagens de destroços queimados em uma área desértica, de onde ainda saía fumaça.
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O episódio ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o segundo piloto abatido no Irã havia sido resgatado “são e salvo”, em uma operação que classificou como uma das “mais audaciosas da história” do país. Segundo ele, o militar sofreu ferimentos, mas não corre risco de morte.
A aeronave americana, um caça-bombardeiro F-15E, havia caído no sudoeste do Irã na sexta-feira. O exército iraniano afirma ter abatido o aparelho, cujos dois ocupantes se ejetaram em pleno voo.
O primeiro piloto foi resgatado pouco depois por forças especiais americanas. O segundo permaneceu desaparecido por mais tempo, enquanto autoridades iranianas chegaram a prometer recompensa por sua captura.
“NÓS O TEMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país, para um de nossos incríveis membros da tripulação, que também é um coronel muito respeitado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Tenho grande satisfação em informar que agora está SÃO E SALVO”, acrescentou.
Conflito se amplia e atinge países do Golfo
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios israelo-americanos contra o Irã, entrou no segundo mês e já provoca impacto na economia global. O fechamento do estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — elevou a tensão nos mercados.
No domingo, países do Golfo voltaram a relatar ataques. Nos Emirados Árabes Unidos, houve incêndio em uma instalação petroquímica após interceptação de disparos iranianos.
No Bahrein, um drone iraniano atingiu um depósito da companhia petrolífera estatal. O Kuwait informou danos em usinas de energia, instalações de dessalinização e um complexo ministerial.
O exército iraniano afirmou ter atacado alvos militares no Kuwait e instalações industriais nos Emirados, que, segundo Teerã, estariam ligadas à produção de equipamentos militares.
Mísseis contra Israel e nova frente no Líbano
Alertas voltaram a ser acionados em Israel após lançamento de mísseis iranianos.
No Líbano, o Hezbollah afirmou ter disparado um míssil de cruzeiro contra um navio de guerra israelense, no primeiro ataque desse tipo desde o início do conflito. O exército israelense disse “não ter conhecimento” do incidente.
Os bombardeios israelenses no território libanês já deixaram mais de 1.400 mortos desde o início de março, segundo autoridades locais.
‘Ultimato”
No sábado, Trump deu ao Irã um ultimato de 48 horas para aceitar um acordo que permita a reabertura do estreito de Ormuz. Caso contrário, prometeu desencadear o “inferno” sobre o país.
“O tempo está se esgotando: 48 horas antes de que todo o inferno se desencadeie sobre eles”, afirmou.
Autoridades iranianas reagiram. O general Ali Abdollahi Aliabadi classificou a ameaça como “uma ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida” e disse que “as portas do inferno se abrirão para eles”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, manteve conversas com representantes do Paquistão e do Egito, que tentam mediar uma saída diplomática para o conflito.
Em meio à guerra, o Irã executou dois homens acusados de atuar em nome de Israel e dos Estados Unidos durante protestos recentes, segundo o Judiciário.
A capital Teerã continuava sob bombardeio. Um jornalista da AFP relatou uma espessa camada de fumaça cobrindo o céu da cidade.
Um grupo de cerca de cinco pessoas invadiu um pub na região da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, e agrediu frequentadores na noite de Sexta-feira Santa (3). O caso ocorreu por volta das 22h30 no White Hart Hotel, em Launceston, e deixou várias pessoas com ferimentos leves, principalmente no rosto.
Segundo testemunhas, os suspeitos atacaram clientes que estavam do lado de fora do estabelecimento, sem qualquer motivo aparente. “Várias pessoas” teriam sido atingidas enquanto fumavam na área externa do bar. Ainda de acordo com relatos, o grupo tentou acessar o local pelos fundos, danificando uma porta durante a ação.
Histórico de conflitos no local
Funcionários do pub afirmaram que o grupo já vinha causando problemas há semanas e que esta não foi a primeira ocorrência envolvendo os mesmos suspeitos. Um membro da equipe relatou que, horas antes do ataque, os indivíduos já haviam sido impedidos de entrar no estabelecimento. Em um dos episódios, um deles teria sacado um cinto e tentado agredir clientes.
No sábado (4-) o grupo voltou a aparecer no local, aumentando o receio entre os funcionários de novos episódios de violência.
De acordo com a polícia de Devon e Cornwall, os agentes foram acionados às 22h25 após denúncias de tentativa de invasão e agressões no pub, localizado na Broad Street. Quando equipes — incluindo policiais armados — chegaram ao local, os suspeitos já haviam fugido.
Em nota, a corporação informou que “os homens agrediram várias pessoas no bar e danificaram uma porta no início da noite”. As autoridades acrescentaram que as investigações seguem em andamento para identificar e localizar os responsáveis.

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