Os astronautas da missão Artemis II contemplaram partes da Lua nunca antes vistas por nenhum ser humano, informaram neste domingo membros da tripulação, à medida que a nave Orion ultrapassou dois terços do trajeto rumo ao aguardado sobrevoo lunar.
Artemis II: Astronauta relata sensação de ‘cair do céu’ em missão rumo à Lua; ‘Realmente fenomenal’
Irmãs no espaço? Separadas por 50 anos, Artemis herda prédio, engenharia e até a física das missões Apollo
Quando foram dormir nas primeiras horas do dia, ao fim do quarto dia da missão de dez dias, eles estavam a quase 200.000 milhas (321.869 quilômetros) da Terra e a cerca de 82.000 milhas da Lua, segundo dados da Nasa.
A agência espacial divulgou uma imagem capturada pela tripulação que mostra a Lua à distância, com destaque para a bacia Oriental.
“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, afirmou a Nasa.
Cratera inédita e lado oculto impressionam tripulação
Em conversa ao vivo com crianças canadenses, a astronauta Christina Koch afirmou que um dos momentos mais marcantes foi observar essa formação, às vezes chamada de “Grand Canyon” da Lua.
“É muito característica e nenhum olho humano havia visto esse cratera até hoje, realmente, quando tivemos o privilégio de vê-lo”, disse.
A tripulação também teve a primeira visão do lado oculto da Lua.
“Ontem à noite tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular”, afirmou Koch.
Segundo John Honeycutt, diretor do programa do Sistema de Lançamento Espacial da Nasa, partes observadas agora só haviam sido registradas por sondas.
“No extremo esquerdo é possível ver características da Lua que não haviam sido vistas por olhos humanos até ontem”, explicou.
Missão entra em fase decisiva com aproximação da Lua
O próximo marco está previsto entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, quando a Orion entrará na chamada esfera de influência lunar, ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra.
Se tudo ocorrer como planejado, os astronautas poderão se tornar os humanos que viajaram mais longe da Terra na história.
A tripulação — formada pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen — também realizou testes de pilotagem manual e revisou o plano de sobrevoo, incluindo os pontos geológicos que serão estudados e fotografados.
Rotina inclui testes, fotos e contato com a família
Antes das atividades, os astronautas começaram o dia com ovos mexidos e café e acordaram ao som de “Pink Pony Club”, sucesso de Chappell Roan.
“A moral a bordo é alta”, disse o comandante Reid Wiseman ao controle da missão em Houston.
Wiseman destacou ainda o momento em que conseguiu falar com suas filhas do espaço.
“Estamos aqui em cima, tão longe, e por um momento voltei a me reunir com minha pequena família”, afirmou. “Foi simplesmente o maior momento de toda a minha vida”.
Os astronautas receberam treinamento em geologia para identificar formações como fluxos de lava e crateras de impacto. A missão oferece uma perspectiva diferente das viagens Apollo, que voavam a cerca de 70 milhas da superfície lunar.
A Artemis II, por sua vez, passará a pouco mais de 4.000 milhas, permitindo observar a Lua como um todo, incluindo regiões próximas aos polos.
Missão abre caminho para presença permanente na Lua
A tripulação tem registrado imagens com câmeras e até smartphones, recentemente autorizados pela Nasa. Entre os registros já divulgados está uma imagem completa da Terra vista do espaço.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
Mesmo diante da complexidade técnica, a experiência mantém um componente emocional para os astronautas.
“Isso simplesmente me faz sentir como uma criança pequena”, disse Hansen ao descrever a sensação de flutuar no espaço.
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Quando foram dormir nas primeiras horas do dia, ao fim do quarto dia da missão de dez dias, eles estavam a quase 200.000 milhas (321.869 quilômetros) da Terra e a cerca de 82.000 milhas da Lua, segundo dados da Nasa.
A agência espacial divulgou uma imagem capturada pela tripulação que mostra a Lua à distância, com destaque para a bacia Oriental.
“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, afirmou a Nasa.
Cratera inédita e lado oculto impressionam tripulação
Em conversa ao vivo com crianças canadenses, a astronauta Christina Koch afirmou que um dos momentos mais marcantes foi observar essa formação, às vezes chamada de “Grand Canyon” da Lua.
“É muito característica e nenhum olho humano havia visto esse cratera até hoje, realmente, quando tivemos o privilégio de vê-lo”, disse.
A tripulação também teve a primeira visão do lado oculto da Lua.
“Ontem à noite tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular”, afirmou Koch.
Segundo John Honeycutt, diretor do programa do Sistema de Lançamento Espacial da Nasa, partes observadas agora só haviam sido registradas por sondas.
“No extremo esquerdo é possível ver características da Lua que não haviam sido vistas por olhos humanos até ontem”, explicou.
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O próximo marco está previsto entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, quando a Orion entrará na chamada esfera de influência lunar, ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra.
Se tudo ocorrer como planejado, os astronautas poderão se tornar os humanos que viajaram mais longe da Terra na história.
A tripulação — formada pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen — também realizou testes de pilotagem manual e revisou o plano de sobrevoo, incluindo os pontos geológicos que serão estudados e fotografados.
Rotina inclui testes, fotos e contato com a família
Antes das atividades, os astronautas começaram o dia com ovos mexidos e café e acordaram ao som de “Pink Pony Club”, sucesso de Chappell Roan.
“A moral a bordo é alta”, disse o comandante Reid Wiseman ao controle da missão em Houston.
Wiseman destacou ainda o momento em que conseguiu falar com suas filhas do espaço.
“Estamos aqui em cima, tão longe, e por um momento voltei a me reunir com minha pequena família”, afirmou. “Foi simplesmente o maior momento de toda a minha vida”.
Os astronautas receberam treinamento em geologia para identificar formações como fluxos de lava e crateras de impacto. A missão oferece uma perspectiva diferente das viagens Apollo, que voavam a cerca de 70 milhas da superfície lunar.
A Artemis II, por sua vez, passará a pouco mais de 4.000 milhas, permitindo observar a Lua como um todo, incluindo regiões próximas aos polos.
Missão abre caminho para presença permanente na Lua
A tripulação tem registrado imagens com câmeras e até smartphones, recentemente autorizados pela Nasa. Entre os registros já divulgados está uma imagem completa da Terra vista do espaço.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
Mesmo diante da complexidade técnica, a experiência mantém um componente emocional para os astronautas.
“Isso simplesmente me faz sentir como uma criança pequena”, disse Hansen ao descrever a sensação de flutuar no espaço.









