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Em meio ao avanço da disputa global pelo domínio do espaço, China e Europa se uniram em uma rara parceria científica para lançar uma missão dedicada a investigar como o campo magnético da Terra protege o planeta da radiação solar, segundo informações do jornal britânico Financial Times. O projeto, batizado de Smile, também busca melhorar a capacidade de prever tempestades geomagnéticas que podem afetar desde sistemas de comunicação até redes de energia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A missão Artemis II está em andamento e marca o primeiro voo tripulado ao redor da Lua desde 1972. Lançada em 1º de abril de 2026, a operação leva quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion em uma viagem de cerca de 10 dias, com sobrevoo lunar realizado nesta segunda-feira. Segundo a agência espacial americana, o objetivo é testar, em condições reais, os sistemas de suporte à vida e de navegação que serão usados nas próximas etapas do programa, que prevê o retorno de humanos à superfície lunar e, posteriormente, missões a Marte. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a suspensão das evacuações de pacientes da Faixa de Gaza após a morte de um funcionário ligado à entidade nesta segunda-feira.
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“A OMS lamenta profundamente confirmar que um funcionário contratado para trabalhar para a Organização em Gaza foi morto hoje”, publicou o Diretor-Geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X.
Outros dois funcionários da OMS estavam presentes no momento do incidente, mas escaparam ilesos, acrescentou.
“Após o incidente, a OMS suspendeu hoje a evacuação médica planejada de pacientes de Gaza para o Egito via Rafah. As evacuações médicas permanecerão suspensas até novo aviso.”
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Tedros afirmou que “as autoridades competentes” estão investigando o incidente, sem fornecer mais detalhes.
“Pedimos a proteção de civis e trabalhadores humanitários”, acrescentou em sua publicação.
Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro na Faixa de Gaza, após dois anos de guerra.
O Conselho de Segurança da ONU deve se pronunciar nesta terça-feira sobre um projeto de resolução relativo à navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos, disseram fontes diplomáticas à AFP nesta segunda-feira. Após vários adiamentos, o texto será submetido à votação na terça-feira às 11h00 locais (12h00 de Brasília), nove horas antes de expirar o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou destruir o Irã “completamente” na noite desta terça-feira caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento mundial de petróleo.
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Apoiada pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, apresentou uma proposta de texto que teria concedido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que desejasse usar a força para liberar essa via marítima.
Mas, diante das objeções de vários membros permanentes, o texto foi sendo modificado gradualmente, e a votação, inicialmente prevista para a última sexta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos da Rússia e da China.
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A última versão do projeto de resolução, à qual a AFP teve acesso nesta segunda-feira, condena os ataques iranianos contra navios e “encoraja fortemente os Estados” envolvidos a “coordenar esforços, de natureza defensiva e proporcionais às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive escoltando navios mercantes e comerciais”.
O texto também “exige” que o Irã “cesse imediatamente todo ataque contra os navios” que transitam por essa via marítima e “toda tentativa” de impedir a livre navegação. Além disso, indica que o Conselho poderá “considerar outras medidas” contra aqueles que a comprometam.
“A Terra lá fora parece um pequeno crescente. É magnífico”, afirmou o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, no momento em que a tripulação na cápsula Orion se preparava para o clímax de uma jornada crucial para os planos dos EUA de retornarem à Lua: a maior aproximação feita por uma missão tripulada em cinco décadas, realizada na noite desta segunda-feira. Por horas, Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen colaram os olhos e câmeras nas janelas para observar de perto nosso satélite natural, com detalhes que nem as missões anteriores conseguiram. Neste dia histórico, a Artemis II bateu um recorde, o da mais longa jornada espacial tripulada.
— Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro, mas, acima de tudo, escolhemos este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo — afirmou Hansen, durante a transmissão ao vivo da Nasa.
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O ponto máximo de aproximação ocorreu às 20h02, pelo horário de Brasília, quando a Orion chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície, imersa no tenso silêncio do blecaute de comunicações, já previsto para quando a espaçonave cruzasse o lado mais distante da Lua. Desde a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972, humanos não chegavam tão perto de nosso satélite natural.
— É um privilégio testemunhar vocês levando essa chama além do nosso alcance mais distante — disse Jenni Gibbons, astronauta canadense responsável pela comunicação com a Orion, pouco antes da perda da comunicação. — Obrigada. Que Deus os proteja.
Victor Glover, piloto da missão, pediu que o mundo orasse por eles e disse um “nos vemos do outro lado”. O contato foi retomado às 20h25, pelo horário de Brasília, com uma pequena e granulada imagem da Terra à distância. Naquele momento, a viagem de retorno já estava em curso.
— É maravilhoso poder ouvir a Terra novamente — disse Koch especialista da missão, no primeiro contato com o comando nos EUA. — Para a Ásia, África e Oceania, estamos olhando para vocês. Ouvimos dizer que vocês conseguem olhar para o céu e ver a Lua agora. Nós também vemos vocês.
Imagem capturada da transmissão ao vivo da Missão Artemis II mostra a Terra, em formato crescente, vista da órbita lunar
Reprodução/Nasa
A etapa mais importante da jornada começou na madrugada desta segunda-feira, quando a Orion ingressou na esfera gravitacional da Lua, e passou a ser “puxada”. Mesmo antes do início da fase de observação direta, na tarde desta segunda-feira, os tripulantes enviaram imagens de áreas como o Mare Orientale, uma bacia de impacto próxima à face oculta da Lua.
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Koch ao comando da missão. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
Imagem da Terra vista pela janela da capsula Orion, durante a Missão Artemis II
Nasa
No começo da manhã, a tripulação ouviu uma mensagem gravada de Jim Lovell, astronauta que participou das missões Apollo 8 e Apollo 13, e que morreu em agosto do ano passado. Na fala, deu as boas vindas “à sua vizinhança” e lembrou como as jornadas ao espaço “inspiraram e uniram pessoas ao redor do mundo”.
— Tenho orgulho de passar esse bastão para vocês enquanto orbitam a Lua e lançam as bases para missões a Marte, em benefício de todos. É um dia histórico, e sei o quanto vocês estarão ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista — completou.
Lua vista por uma das janelas da cápsula Orion, durante a Missão Artemis II
Nasa
Um dia histórico, como decretou Lovell, que teve na quebra de um recorde um dos ápices da jornada. Às 14h56, pelo horário de Brasília, a Orion superou a marca de 400,171 km percorridos, estabelecida em 1970 pela Missão Apollo 13, mais conhecida pela iminência do desastre. Às 20h07, os astronautas estavam a 406.771 km da Terra, a maior distância prevista na viagem.
— Ao ultrapassarmos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana — declarou Hansen.
Em um momento carregado de emoção, Hansen pediu, em nome da tripulação, que uma das crateras observadas fosse nomeada “Cratera Carroll”, em homenagem à mulher de Wiseman, Carroll Wiseman, que morreu de câncer em 2020. Durante o tratamento, o hoje comandante da Artemis II cogitou abandonar os planos de ir para o espaço, mas sua mulher o impediu.
Ao longo do sobrevoo, os astronautas, que se revezaram nas janelas com câmeras e tablets, repararam diferentes tonalidades nas sombras causadas pela luz solar — algumas crateras mais “novas”, como notou Koch, parecem mais brilhantes.
— Na verdade, parece um abajur com minúsculos furos, por onde a luz brilha —disse. — Eles são muito brilhantes em comparação com o resto da Lua.
Victor Glover, descrevendo a zona de crepúsculo, “linha” que divide as partes iluminadas e escuras do satélite, disse que “existem ilhas de terreno lá fora que estão completamente cercadas pela escuridão, o que indica uma variação real no relevo, e que ao norte, há uma cratera dupla muito bonita”.
— Parece um boneco de neve sentado ali — apontou. — Há tanta magia no terminador (outro nome para zona de crepúsculo), nas ilhas de luz, nos vales que parecem buracos negros. Você cairia direto para o centro da lua se pisasse em algum deles. É visualmente fascinante. Esse terminador é a coisa mais impressionante que já vi.
Missão Artemis II chega mais longe da Terra, quebrando o recorde da missão do Apollo 13, em 1970
Reprodução / YouTube / Nasa
As luzes internas da Orion foram reduzidas, criando um desafio a mais para os astronautas.
— É uma função muito cansativa para os olhos, olhar pela janela e ver a lua muito brilhante e depois voltar para a cabine escura e tentar operar câmeras e microfones, lidar com a logística, o almoço e coisas do tipo — disse Glover ao comando da missão.
Nasa lança missão Artemis II, que fará primeiro sobrevoo tripulado da Lua em 53 anos
Embora planejado, um momento crítico teve início às 19h44, pelo horário de Brasília: o corte das comunicações entre o comando em terra e a Orion por 41 minutos, devido ao bloqueio dos sinais de rádio na face oculta da Lua. Em 2019, Michael Collins, que permaneceu em órbita enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornaram as primeiras pessoas a pisarem no satélite natural, descreveu ao New York Times a sensação de isolamento no espaço quando ficou sem contato com a Terra.
— Eu tinha esse pequeno e belo domínio — declarou Collins, integrante da missão Apollo 11 (1969) e que morreu em 2021. — Era todo meu. Eu era o imperador, o capitão, e era bastante espaçoso. Eu tinha até café quentinho.
O blecaute de rádio é um dos grandes desafios não apenas para a Artemis II, mas para os planos futuros de exploração espacial. Como disse à rede BBC Matt Cosby, diretor de tecnologia da estação de Goonhilly, na Inglaterra, que ajuda a rastrear a espaçonave, “para uma presença sustentável na Lua, é necessário ter comunicação plena, 24 horas por dia, mesmo no lado oculto, porque o lado oculto também vai querer ser explorado”. Contudo, ele acredita que novas tecnologias tornarão este um “problema do passado” em breve.
Jeremy Hansen, astronauta da Missão Artemis II, se barbeia durante viagem à Lua
Nasa
Prevista para retornar à Terra no dia 10, a Artemis II foi uma aposta cara, arriscada e que envolveu seguidos atrasos, mas que a Nasa acredita ser um passo importante para viabilizar uma missão tripulada ao solo Lunar até 2028, como determinou o presidente dos EUA, Donald Trump, e futuramente construir uma base permanente. A pressa, que colocou em segundo plano uma expedição a Marte, tem nome: a China, que fez avanços em sua indústria aeroespacial, tem uma estação espacial, a Tiangong, e que pretende colocar seus taikonautas no satélite natural até 2030
— O tempo está correndo nesta competição entre grandes potências, e o sucesso ou o fracasso serão medidos em meses, não em anos — disse, no mês passado, o diretor da Nasa, Jared Isaacman.
Veículo lançador chinês Longa Marcha 2F é lançado na missão Shenzhou 15, que levou 3 taikonautas à estação espacial Tiangong
You Li/The New York Times
Segundo estimativas, Pequim pode suplantar as capacidades espaciais americanas até 2045.
— [A China] está observando atentamente tudo o que puder extrair das experiências da tripulação e da missão Artemis — disse ao jornal South China Morning Post Quentin Parker, professor de astrofísica da Universidade de Hong Kong, acrescentando que Pequim acompanha os desdobramentos da Artemis II “como um falcão”.
Um dos momentos mais delicados da missão da Artemis II, da Nasa, chegou ao fim após cerca de 40 minutos. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion concluíram o sobrevoo do lado oculto da Lua. Durante esse período, eles ficaram sem contato com a agência nos Estados Unidos, entre 19h47 e 20h26 (horário de Brasília), nesta segunda-feira (7).
‘Não é a mesma Lua que você vê da Terra’: Artemis II bate recorde e faz a maior aproximação lunar em cinco décadas
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A ruptura temporária aconteceu porque o satélite bloqueia sinais de rádio e laser entre a espaçonave e o controle da missão na Terra, assim, a comunicação constante com Houston, no Texas, foi suspensa. Essa perda de contato foi acompanhada com tensão pelas equipes em terra.
Antes de perder a comunicação, o piloto da missão, Victor Glover, leu uma carta que encerrou com a frase: “Nos veremos do outro lado”.
Durante esse intervalo, os astronautas ficaram mais distantes da Terra do que qualquer ser humano já esteve, sem qualquer contato externo.
Durante os cerca de 40 minutos sem sinal, o site da Nasa mostrava o radar 3D em tempo real da missão Artemis II fora do ar após acesso da espaçonave ao lado oculto da Lua.
Site da Nasa que mostra radar 3D em tempo real de missão Artemis II, que levou seres humanos à Lua, fora do ar após acesso da espaçonave ao lado oculto do satélite natural
Reprodução / Nasa
Na tarde desta segunda-feira, por volta das 14h58 (horário de Brasília), a tripulação superou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970, que havia chegado a cerca de 400 mil km de distância da Terra. O feito representa um momento-chave no retorno dos Estados Unidos ao satélite natural do nosso planeta.
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A tripulação entrou na fase final da missão na madrugada desta segunda quando a cápsula Orion ingressou na esfera gravitacional lunar.
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Mais cedo, o piloto da missão, Victor Glover, afirmou que a tripulação pretende aproveitar o momento de isolamento. Segundo ele, os astronautas planejam usar o período para reflexão, com orações e pensamentos positivos, enquanto aguardam o restabelecimento do contato.
— Quando estivermos atrás da Lua, sem contato com ninguém, vamos aproveitar isso como uma oportunidade — disse. Vamos rezar, ter esperança, enviar bons pensamentos e sentimentos para que possamos restabelecer o contato com a tripulação.
O lado ‘claro’ da Lua
Reprodução
A situação remete a um desafio histórico das missões Apollo. Na Apollo 11, o astronauta Michael Collins permaneceu no módulo de comando enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin estavam na superfície lunar. Durante a passagem pelo lado oculto, ele ficou sem comunicação por 48 minutos e descreveu a experiência como estar “verdadeiramente sozinho” e “isolado de qualquer forma de vida conhecida”, embora também tenha relatado tranquilidade.
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Na Terra, o período de silêncio será acompanhado com expectativa. A estação de Goonhilly, na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, terá papel importante ao captar sinais da cápsula Orion, determinar sua posição e enviar dados à NASA. O diretor de tecnologia da instalação, Matt Cosby, afirmou que a equipe ficará apreensiva durante a perda de sinal, mas destacou que o retorno da comunicação indicará que todos estão seguros:
— Esta é a primeira vez que estamos rastreando uma espaçonave com humanos a bordo — afirmou. — Vamos ficar um pouco nervosos quando ela passar por trás da Lua, e depois ficaremos muito empolgados quando a virmos novamente, porque saberemos que todos estão seguros.
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Ele também ressaltou que a limitação na comunicação ainda é um desafio para futuras missões, especialmente para uma presença humana sustentável na Lua, que exigirá cobertura contínua, inclusive no lado oculto. A Agência Espacial Europeia desenvolve o programa Moonlight, que prevê uma rede de satélites ao redor da Lua para garantir comunicação permanente.
— Para uma presença sustentável na Lua, você precisa de comunicação completa, precisa de 24 horas por dia, mesmo no lado oculto, porque esse lado também deverá ser explorado — afirmou.
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Com duração estimada de 10 dias, a Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa Artemis, iniciativa que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar até 2028 e estabelecer uma presença contínua como preparação para futuras missões a Marte.
O sobrevoo lunar, previsto para começar na tarde desta segunda-feira e durar cerca de seis horas, permitirá aos astronautas capturar imagens detalhadas da Lua e da Terra, incluindo um raro registro do planeta surgindo no horizonte lunar.
A missão é acompanhada por uma equipe de cientistas no Centro Espacial Johnson, que analisa os dados e observações coletados durante esta etapa crítica do voo.
‘Não se esqueçam de apreciar a vista’
Os astronautas começaram seu dia histórico com uma mensagem do falecido Jim Lovell, que participou das missões Apollo 8 e 13 e gravou a mensagem pouco antes de sua morte.
— Um dia histórico, e eu sei o quanto vocês estarão ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista — ouviram os astronautas de Lovell.
Falecido aos 97 anos, o capitão conseguiu salvar a missão Apollo 13 depois de uma explosão a caminho da Lua; o americano chegou até mesmo a ser imortalizado em um filme de Tom Hanks: “Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo”.
— Bem-vindos à minha antiga vizinhança — disse ele e concluiu: — Tenho orgulho de passar esse bastão para vocês enquanto orbitam a Lua.
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Os astronautas a bordo da Artemis II, que nesta segunda-feira quebrou o recorde histórico como a viagem espacial humana mais distante da Terra, viveram um momento emocionante na ao nomearem uma cratera lunar em homenagem à falecida esposa do comandante da missão, Reid Wiseman.
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“É um ponto brilhante na Lua”, disse o astronauta canadense Jeremy Hansen em uma transmissão ao vivo, com a voz embargada pela emoção. “E gostaríamos que se chamasse Carroll”.
A cratera pode ser vista “em certos momentos durante o trânsito da Lua ao redor da Terra”, acrescentou ele, enquanto Wiseman e seus colegas de tripulação enxugavam as lágrimas.
Os quatro astronautas se abraçaram silenciosamente, como se estivessem flutuando.
Carroll Taylor Wiseman faleceu de câncer em 2020 e, desde então, Reid Wiseman, um ex-piloto de caça, cria sozinho suas duas filhas.
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A tripulação da Artemis II também nomeou outra cratera de “Integridade”, o mesmo nome que deram à sua espaçonave.
“Crateras Integrity e Carroll, recebido forte e claro. Obrigado”, disse Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston.
Recorde histórico
Nesta segunda-feira, os astronautas se tornaram os seres humanos que viajaram mais longe da Terra, enquanto se preparavam para observar áreas da Lua nunca antes vistas a olho nu, como parte do histórico sobrevoo lunar da Nasa.
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A equipe da Artemis II bateu o recorde anterior de 400.171 km, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. Espera-se que, durante o dia de hoje, esta missão supere em mais de 6.600 km a marca anterior, alcançando 406.778 km de distância.
“Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão indo para além dessa fronteira”, disse Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston.
Este é um dos feitos de maior destaque da viagem até agora.
O astronauta Jeremy Hansen disse que o momento foi pensado “para desafiar esta geração e a seguinte, para que tenhamos certeza de que este recorde não dure muito tempo”.

Nos dias 8 e 9 de abril, as chancelarias dos países banhados pelo oceano Atlântico no Hemisfério Sul vão se encontrar no Rio de Janeiro na 9ª Reunião Ministerial da Zopacas – sigla para a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

A Zopacas é um mecanismo diplomático criado em 1986 pelas Nações Unidas para manter a região livre de armas de destruição nuclear ou de destruição de massa. Formam a zona de paz e cooperação, Brasil, Argentina e Uruguai e mais 21 países da costa oeste africana – do Senegal até a África do Sul.

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Conforme tem sido em 40 anos de existência, o país que sedia a reunião ministerial da Zopacas assume a presidência do mecanismo por dois ou três anos. O Brasil sucederá Cabo Verde.

Afastados perigos de conflito bélico entre 24 países da região, a expectativa da chancelaria brasileira é incrementar a cooperação.

“São 40 anos em que os países das Nações Unidas, por consenso, têm repetido essa declaração [da região sem armas de grande potencial destrutivo]. No entanto, [a Zopacas é também uma zona de paz e cooperação. E esse aspecto de cooperação, no nosso entendimento, não desenvolveu todo o potencial que tinha que desenvolver”, avalia o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores.

Três documentos

De acordo com o diplomata, os países deverão assinar três documentos no Rio: convenção sobre o ambiente marinho; estratégia de cooperação, estabelecendo três áreas de atuação (subdividida em 14 áreas temáticas); e Declaração do Rio de Janeiro, de teor político.

Apesar de ser uma “declaração política”, o embaixador Carlos Bicalho descarta que nos 30 a 40 parágrafos do texto em preparação haja referências aos conflitos no Oriente Médio ou no Leste Europeu. “Não se deve esperar declarações sobre todos os eventos da atualidade”, disse.

A reunião ministerial da Zopacas, no entanto, deve “reiterar e manter claro que esta é uma região pacífica e que os próprios países da região são capazes e interessados em mantê-la como uma região de paz e segurança” e “evitar que potências extrazona tragam os seus conflitos, os seus problemas para cá”, acrescentou o diplomata em briefieng com a imprensa no Palácio do Itamaraty, no início da tarde de hoje em Brasília.

A expectativa do Ministério das Relações Exteriores é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do encerramento da reunião.

A apresentadora de TV dos Estados Unidos Savannah Guthrie retornou ao programa “Today”, da rede NBC, na manhã desta segunda-feira (6). Ela estava afastada desde o início de fevereiro, quando ocorreu o desapareciemento de sua mãe, Nancy Guthrie.
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Até o momento, a principal hipótese é de que a idosa tenha sido sequestrada de sua casa em Tucson, Arizona, na noite de 31 de janeiro ou na madrugada de 1º de fevereiro.
Savannah retornou nesta segunda como coapresentadora. Assim que começou o programa, na bancada, a apresentadora disse que “era bom estar em casa”. Ela usava um vestido amarelo, que lembrava as flores e fitas amarelas colocadas na casa de sua mãe — símbolos de esperança para uma pessoa desaparecida, destacou a CNN.
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Do lado de fora do estúdio, os fãs exibiam cartazes de apoio. Em sua conta oficial no Instagram, a apresentadora compartilhou alguns desses momentos. Em um momento ela disse: “Vocês foram maravilhosos. Recebi tantas cartas, tantas demonstrações de carinho para mim e para toda a minha família”.
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Savannah é uma das apresentadoras do popular programa “Today” da NBC News, lançado em 1952, um dos programas americanos de maior duração ainda no ar.
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Bilhete de resgate
No início de fevereiro, o FBI indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento. As imagens divulgadas no último dia 10 pela corporação mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa da idosa.
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera. As autoridades locais relataram, dias após o desaparecimento, que câmera da campainha da casa de Nancy foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
O software detectou a presença de uma pessoa menos de 30 minutos depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
Cerca de 10 dias depois do sumiço de Nancy, autoridades dos Estados Unidos detiveram para interrogatório um homem suspeito pelo sequestro. À época, o homem negou que conhecesse a idosa e foi logo liberado, segundo o jornal The New York Times.
No início das investigações, a família já tinha divulgado que temia pela vida da idosa caso ela não seguisse o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.
Antes de o desaparecimento de Nancy completar um mês, a apresentadora foi a público anunciar que sua família oferecia até US$ 1 milhão por informações que levem ao resgate de sua mãe. Acredita-se que Nancy Guthrie tenha sido sequestrada de sua casa.
Uma celebração de casamento acabou fechando uma das pistas do Aeroporto de Orly, no sul de Paris, no último domingo (5). Ao se aproximar da pista para o pouso, um piloto observou pequenas explosões e fumaça, o que fez com que ele arremetesse e precisasse continuar sobrevoando a cidade, como medida de segurança, segundo o portal de notícias francês Le Parisien.
Ao reportar o caso para a torre de comando, a pista 3 do aeroporto foi fechada e permaneceu sem pousos por aproximadamente uma hora e meia. O voo que vinha de Viena, na Itália, acabou pousando em outra pista, que normalmente é usada apenas para decolagens naquele horário.
Tratava-se de uma procissão que saíra de um casamento e circulava pelas ruas próximas: 8-Mai-1945 em Villeneuve-le-Roi, soltando fogos. Uma patrulha policial foi deslocada para o local onde acreditava-se que os fogos de artifício estavam sendo disparados. Embora não tenham encontrado os convidados da celebração, uma testemunha mostrou um vídeo que havia feito do momento, onde aparecem carros com indivíduos que disparavam morteiros para o alto.
A testemunha ainda informou que contou cerca de 15 veículos, entre carros e quadriciclos. A polícia local investigará o caso para encontrar os autores dos disparos.
O trajeto feito pelo avião da EasyJet que vinha de Viena precisou arremeter por conta de fogos de artifício disparados perto da pista
Reprodução/Flightradar24
Ao site, a companhia aérea EasyJet informou que os passageiros ficaram em segurança durante toda a operação.
“Em nenhum momento a segurança dos passageiros a bordo foi comprometida. Os pilotos são altamente qualificados para realizar arremetidas como precaução e de acordo com nossos procedimentos, e o voo pousou normalmente. Em nenhum momento a aeronave foi atingida por qualquer projétil”, destacou a nota.

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