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A horas do fim do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz ser finalizado antes de um prometido ataque contra infraestruturas civis na nação persa, a Casa Branca se envolveu em um esforço para desmentir especulações de que o uso de armas nucleares estaria sendo considerado para as possíveis operações na noite desta terça-feira. A suposta articulação foi apontada por ativistas e políticos democratas após falas de Trump e de seu vice, JD Vance, sobre as ações militares contra Teerã — com alguns parlamentares sugerindo que as ameaças sejam usadas como argumento para afastar o presidente do cargo.
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As falas de Trump e Vance aconteceram em contextos diversos. O presidente fez uma publicação na Truth Social, em que escreveu que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, referindo-se à falta de acordo com o Irã. Em viagem à Hungria para apoiar a nova candidatura do líder de extrema direita Viktor Orbán, Vance se referiu à proximidade do encerramento do prazo do ultimato e às dificuldades na negociação, e citou possíveis desdobramentos militares.
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— Temos ferramentas em nosso conjunto que, até agora, não decidimos usar. O presidente dos EUA pode decidir usá-las. E ele decidirá usá-las se os iranianos não mudarem seu curso de conduta — disse Vance a repórteres.
O trecho da fala do vice-presidente foi recortado e repercutido nas redes sociais após a publicação de Trump na Truth Social. Uma conta ligada a ex-vice-presidente Kamala Harris afirmou que a fala de Vance “reforça a nova publicação de Trump que ameaça ‘toda uma civilização morrerá esta noite’ e insinua que Trump pode usar armas nucleares”. A acusação foi rejeitada pela conta de Resposta Rápida da Casa Branca.
“Literalmente, nada do que o @VP disse ‘dá a entender’ isso, seus palhaços absolutos”, reagiu à publicação.
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A suspeita não ficou restrita à militância. Deputados e senadores do Partido Democrata exigiram explicações adicionais sobre a pretensão de usar o arsenal nuclear do país, e ameaçaram iniciar um movimento para tirar o presidente do cargo.
“A ameaça do presidente de destruir a civilização iraniana sugere que ele está considerando usar uma arma nuclear ou quer que o Irã acredite que ele o faria. Israel e Irã já atacaram instalações nucleares próximas uma da outra”, escreveu o deputado democrata Joaquin Castro (Texas) no X, exigindo explicações.
Aliados históricos dos EUA na Europa e especialistas em direito internacional expressaram nos últimos dias preocupação de que as ameaças públicas de Trump ao Irã indicassem uma predisposição ao cometimento de crimes de guerra. Em meio às críticas, o republicano afirmou na segunda-feira, na Casa Branca, que “não se importava” com as repercussões das ações militares, e que crime de guerra seria permitir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
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Apelos pelo afastamento
Vários democratas citados pelo jornal The Hill, especializado na cobertura política em Washington, pediram que parlamentares republicanos se opusessem a Trump ou que ele fosse destituído do cargo, seja por meio de impeachment ou pela invocação da 25ª Emenda — que permite que um presidente seja destituído do cargo por diversos motivos, inclusive em caso de incapacidade.
“A ameaça genocida do presidente dos Estados Unidos de cometer crimes de guerra é ilegal sob as leis federais e internacionais”, escreveu o deputado democrata Jim McGovern, chamando a ameaça de Trump de “pura maldade”. “As Forças Armadas dos EUA juram fidelidade à Constituição, não ao presidente. [O Estado-Maior Conjunto] é obrigado a desobedecer a todas as ordens ilegais. O presidente da Câmara, Mike Johnson, deve convocar imediatamente o Congresso de volta a Washington e conter este presidente insano.
O deputado Hakeem Jeffries, líder da minoria na Câmara, disse em entrevista na manhã de terça-feira que os democratas pretendem forçar uma nova votação sobre uma resolução para conter o uso da força militar no Irã.
— Precisamos apenas de mais um ou dois republicanos, e acho que estamos no caminho certo para conseguir isso — disse o deputado por Nova York. — O Congresso deve votar imediatamente para pôr fim à guerra irresponsável escolhida por Donald Trump e impedi-lo de nos arrastar para a Terceira Guerra Mundial. (Com NYT e AFP)
A jornalista americana Shelly Kittleson, de 49 anos, sequestrada em Bagdá por uma milícia aliada ao Irã, foi libertada após uma semana em cativeiro, segundo autoridades iraquianas e o próprio grupo responsável, o Kataib Hezbollah. A soltura ocorreu sob a condição de que ela deixe imediatamente o Iraque.
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Em comunicado divulgado no aplicativo Telegram, o chefe de segurança da milícia, Abu Mujahid Al-Asaf, confirmou a decisão: “Autoridade de segurança Abu Mujahid al-Asaf, em nome de Deus, o Altíssimo, e em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro cessante, decidiu libertar a ré americana, Shelley Kittleson, sob a condição de que ela deixe o país imediatamente”.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio
Reprodução: X
O dirigente acrescentou: “Esta iniciativa não será repetida no futuro; estamos em um estado de guerra travado pelo inimigo sionista-americano contra o Islã, e em tais situações muitas considerações são desconsideradas”.
Segundo duas autoridades de segurança do Iraque, a libertação foi resultado de uma negociação que incluiu a soltura de membros do Kataib Hezbollah que estavam presos. O grupo também afirmou que pretende divulgar um vídeo “ilustrando o papel [de Kittleson] e suas atividades no Iraque”.
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Correspondente com mais de uma década de atuação no Oriente Médio, Kittleson já cobriu conflitos em países como Afeganistão, Iraque e Síria. Sua captura mobilizou forças de segurança iraquianas em uma operação de busca e levou o governo dos Estados Unidos a intensificar esforços diplomáticos por sua libertação.
O sequestro ocorreu em meio ao aumento das tensões envolvendo grupos armados alinhados ao Irã na região. O Kataib Hezbollah, considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque e ligado à Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, tem protagonizado ataques frequentes contra alvos americanos no país e em nações vizinhas, incluindo investidas com foguetes e drones.
Em março, diante da escalada de violência, a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá recomendou que todos os cidadãos americanos deixassem o Iraque imediatamente, citando ataques a instalações civis e governamentais ligadas aos EUA e a seus aliados.
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Este foi o segundo sequestro de estrangeiros atribuído ao grupo. Em 2023, a milícia raptou Elizabeth Truskov, estudante de doutorado com dupla nacionalidade israelense e russa, mantida refém por mais de dois anos.
Classificado por Washington como organização terrorista estrangeira desde 2009, o Kataib Hezbollah integra a linha de frente das ações de retaliação relacionadas ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, ampliando o clima de insegurança na região.
A Rússia e a China vetaram um projeto de resolução do Golfo, de autoria do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, que incentivava esforços defensivos e coordenados para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial e praticamente bloqueada pelo Irã desde o início da guerra. Na votação, que aconteceu nesta terça-feira, 11 países votaram a favor, e Paquistão — que atua como mediador do conflito — e Colômbia se abstiveram.
A proposta do Bahrein autorizaria os países a usar “todos os meios necessários” para garantir o trânsito pelo Estreito e impedir tentativas de fechá-lo.
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Após o final da votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu a reunião, afirmou que, além de seu país, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Jordânia “expressam seu pesar pelo fato de a resolução não ter sido adotada”.
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— O Conselho não assumiu sua responsabilidade em relação a uma conduta ilegal que exige ação decisiva sem demora — disse o chanceler. — Tínhamos esperança de que o projeto representasse um passo rumo a uma solução permanente que garantisse a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Em declaração feita antes da votação, ele disse aos membros do Conselho que o projeto não criava uma nova realidade, mas era uma resposta séria a um padrão recorrente de comportamento hostil por parte do Irã, que precisava cessar. Ele ainda questionou se a comunidade internacional aceitaria ser “mantida refém de chantagem econômica”, apontando para as ameaças do Irã ao comércio global e à segurança alimentar ao bloquear o Estreito.
Além disso, ele afirmou que a falha do Conselho de Segurança em responder à instrumentalização dessa via navegável vital como forma de pressão teria graves consequências para o mundo e poderia ser replicada em outros estreitos, transformando o mundo em uma selva.
A votação ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, — que apoiou a proposta desde o início — ter feito uma nova ameaça ao Irã, dizendo que “toda civilização morrerá esta noite” se o regime não reabrir o Estreito e não chegar a um acordo antes das 21h (horário de Brasília) desta terça-feira.
(Com AFP e New York Times)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a convocação do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e do secretário adjunto de Economia do governo do Distrito Federal, Daniel Izaías de Carvalho, para prestarem informações sobre a situação financeira do banco.

A convocação foi decidida após os dois terem faltado à audiência pública agendada para esta terça-feira (7), descumprindo acordo feito anteriormente com o legislativo local – o que gerou críticas de deputados distritais.

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Os dois tinham sido chamados à convite para a sessão desta terça-feira porque inicialmente tinham dito publicamente que compareceriam espontaneamente à audiência para explicar a operação fracassada de aquisição do Banco Master e as medidas de governança adotadas pela instituição.

Ao abrir a sessão da CCJ da Câmara Distrital, o presidente da comissão, deputado distrital Thiago Manzoni (PL),  lembrou que a convocação havia sido convertida em convite após “compromisso público” de que o comparecimento se daria na data de hoje, 7 de abril.

“A ausência dos convidados, especialmente diante da gravidade dos fatos, não é apenas um desrespeito a esta comissão. É, sobretudo, um desrespeito ao cidadão do DF, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB, uma instituição financeira pública que movimenta bilhões de reais e que desempenha papel central na economia do DF”, disse Manzoni.

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A ausência dos dois convidados também foi criticada pelo deputado Fábio Félix (PSOL). Após citar uma série de reportagens que mostravam “a gravidade dos fatos” envolvendo o banco público, ele lamentou a forma como autoridades do DF têm respondido às demandas sobre o caso.

“Não só meu gabinete, mas todos os gabinetes desta Casa têm feito uma série de requerimentos de informação para ter acesso a documentos. A resposta do BRB tem sido desrespeitosa com a Câmara Legislativa. É sempre um ‘não’ taxativo, com base em argumentos de sigilo, dizendo que essas informações não podem ser prestadas a ninguém”, argumentou o deputado do PSOL.

Félix acrescentou que, sem essas informações, não há como os parlamentares ficarem a par da real situação do banco, e que esses depoimentos são fundamentais para saber o que está, de fato, acontecendo tanto no governo do DF como no BRB.

Segundo o deputado do PSOL, “é óbvia a responsabilidade [pelo ocorrido]”, uma vez que é o governo do DF o controlador do BRB. Félix argumentou  que quem mandou os dois projetos de lei para a Câmara Legislativa, em favor da operação, foi o ex-governador Ibaneis Rocha.

“Quem atuou politicamente para que os dois projetos fossem aprovados com muita rapidez e celeridade foi o governador Ibaneis Rocha. Então não se trata de pré-julgamento jurídico. A responsabilidade política está clara”, acrescentou.

CMPI do Congresso

Já na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, no Congresso Nacional, era esperado para depor nesta terça-feira o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, que também não compareceu à sessão

Ele já não havia comparecido, como convidado, a duas outras reuniões. Em reação, o colegiado também aprovou a convocação. O ex-governador também era esperado para falar sobre as negociações do BRB para a compra do Banco Master, negócio que foi impedido pelo Banco Central.

Entenda o caso 

O banco estatal do DF enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.  

 

 

Um comboio de ajuda do núncio apostólico no Líbano destinado a aldeias cristãs deu meia-volta ao ser alvo de disparos nesta terça-feira, informou uma fonte de segurança à AFP. O comboio estava escoltado pelo batalhão francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) e se dirigia ao povoado de Debl, perto da fronteira com Israel, precisou a fonte. Mais cedo o Papa havia enviado mensagem aos moradores da região: “não percam o ânimo”.
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Ao se aproximar da área, o comboio foi atingido por disparos que causaram danos aos veículos, acrescentou a fonte, sem registrar feridos. Várias aldeias cristãs na fronteira estão presas nos combates entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
Segundo a agência de notícias libanesa NNA, o comboio do núncio apostólico “teve que recuar depois de mais de duas horas de espera” em uma localidade “próxima a Bint Jbeil (…) devido a tiroteios e à intensificação dos combates” entre Israel e Hezbollah.
Os moradores dessas localidades cristãs se recusam a evacuar, como solicita o exército israelense, que avança na zona fronteiriça do sul do Líbano. Eles carecem de produtos de primeira necessidade, medicamentos e leite infantil, segundo uma campanha de doações divulgada pelo município de Rmeich nas redes sociais.
Em uma mensagem assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, aos habitantes da aldeia de Debel (Líbano), o Papa Leão XIV “tem o prazer de lhes manifestar, neste dia de Páscoa e nas circunstâncias dramáticas que vivem, sua proximidade e seu carinho paternal”. O texto foi lido na televisão pelo núncio no Líbano, Paolo Borgia.
Mensagem do Papa
O Papa enviou uma mensagem de esperança ainda pela manhã sobre as condições enfrentadas pelos moradores da aldeia de Debel.
— Em meio à sua infelicidade, à injustiça que sofrem, ao sentimento de abandono que experimentam, vocês estão muito próximos de Jesus — afirma Leão XIV.
O Papa pede também aos fiéis libaneses que “não percam o ânimo! Nenhuma de suas orações, nenhum de seus gestos de solidariedade, nenhum suspiro de cansaço que expressam é perdido”.
Manifestantes estão formando correntes humanas ao longo de pontes e ao redor de usinas elétricas em todo o Irã nesta terça-feira, horas antes do fim do prazo do ultimato dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a República Islâmica ceda a um acordo de cessar-fogo imediato ou reabra de forma unilateral o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques abrangentes contra infraestruturas civis. O prazo final para cumprimento do ultimato de Trump se encerra às 21h (em Brasília) desta terça.
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As mobilizações foram registradas em vídeos e fotos por agências de notícias iranianas. Não está claro se os protestos são espontâneos ou planejados, uma vez que o governo iraniano tem organizado manifestações em apoio à resistência do país ao longo da guerra — e reprimido focos de resistência ao regime.
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Em muitas das imagens, populares agitam bandeiras da República Islâmica ou exibem cartazes do aiatolá Ali Khamenei, o ex-líder supremo, morto no primeiro dia de guerra em um bombardeio coordenado por Israel e EUA.
Na cidade de Kermanshah, no oeste do país, fotografias da agência de notícias semioficial Mehr mostram manifestantes em frente a uma usina elétrica carregando uma faixa com os dizeres: “Ataques à infraestrutura elétrica são considerados crimes de guerra”. Especialistas em direito internacional revelaram temores de que as ações descritas por Trump nos últimos dias resultem no cometimento de crimes de guerra. Lideranças de aliados tradicionais dos EUA, como na União Europeia, expressaram preocupações e declararam contrariedade a ações contra instalações civis.
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No norte, manifestantes em frente à usina de Semnan gritavam “Morte à América. Morte a Israel”, segundo um vídeo publicado pelo jornal reformista Shargh. Ainda de acordo com a agência Mehr, também foi registrada uma mobilização na White Bridge, em Ahvaz, no sul do país, em meio às ameaças crescentes de EUA e Israel — as Forças Armadas israelenses anunciaram ter explodido oito pontes em território iraniano nesta terça, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que ferrovias e pontes no Irã “usadas pela Guarda Revolucionária” foram atingidas.
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Trump renovou as ameaças ao Irã nesta terça-feira, um dia após dizer que o país poderia ser destruído por inteiro em uma única noite. Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano disse que “uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser recuperada”, em uma referência a falta de acordo para uma interrupção do conflito.
As negociações entre o Irã e os EUA têm sido mediadas pelo Paquistão e outros aliados regionais, que propuseram um cessar-fogo de 45 dias. Na segunda-feira, o Irã entregou aos Estados Unidos e a Israel um plano separado de 10 pontos para encerrar a guerra, segundo a mídia estatal iraniana, mas parece improvável que ele resolva as principais divergências entre as partes antes do prazo estipulado por Trump. O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou que as negociações se aproximam de “uma etapa crítica”. (Com NYT e AFP)
*Matéria em atualização
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Pereira Júnior: não serão punidos o compartilhamento de boa-fé e as sátiras

O Projeto de Lei 212/26 criminaliza a produção e a divulgação de conteúdos em áudio ou vídeo gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, para interferir indevidamente nas eleições.

A proposta altera o Código Eleitoral, o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados.

Quem produzir ou veicular conteúdo sintético para difamar candidatos, partidos ou agentes públicos e influenciar a vontade dos eleitores será punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa.

A punição aumenta em um terço se a conduta ocorrer entre o registro das candidaturas e o dia da votação.

Exceções
Quem compartilhar o conteúdo de boa-fé, sem conhecimento da falsidade, não será punido.

Também não haverá responsabilidade penal para o uso de inteligência artificial em sátiras, paródias ou pesquisas acadêmicas, desde que o material seja identificado e não tenha a intenção de enganar o eleitor.

Liberdade e soberania
O autor do projeto, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), argumenta que o avanço tecnológico possibilita a produção massiva de falsificações que podem enganar o eleitor.

Segundo ele, as normas atuais são insuficientes para garantir uma resposta rápida contra a contaminação do debate democrático. “A proposta busca compatibilizar dois valores constitucionais relevantes: a liberdade de expressão e a proteção da soberania do voto e da própria democracia”, afirma o parlamentar.

Remoção de conteúdos
Plataformas digitais e provedores de aplicação deverão remover conteúdos denunciados em até 24 horas após notificação da Justiça Eleitoral ou do titular do direito afetado.

As empresas também ficam obrigadas a manter registros de acesso e metadados por 12 meses para fins de investigação.

Em caso de descumprimento, os provedores estão sujeitos a sanções administrativas, que incluem multas de até 1% do faturamento bruto no país.

A Justiça Eleitoral poderá determinar, de forma liminar, a retirada imediata de perfis e a suspensão de conteúdos para mitigar riscos às eleições.

Próximas etapas
A proposta será analisada pelas comissões de Comunicação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Mais de 57 anos após o célebre registro do “amanhecer da Terra” (“Earthrise”), feito pela missão Apollo 8, os astronautas da Artemis II capturaram uma nova perspectiva do planeta: um “pôr da Terra” visto do espaço. A imagem foi divulgada nesta terça-feira pela Nasa.
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A foto mostra a Terra se ocultando atrás do horizonte lunar, fenômeno conhecido como “Earthset”, e reforça o caráter histórico do sobrevoo realizado pela missão.
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Os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen iniciaram nesta terça-feira o retorno à Terra após completarem o voo ao redor da Lua, durante o qual observaram regiões pouco exploradas do satélite.
O novo registro dialoga diretamente com uma das imagens mais icônicas da exploração espacial. A fotografia do “Earthrise” foi feita em 24 de dezembro de 1968 pelo astronauta Bill Anders, durante a missão Apollo 8, no primeiro sobrevoo lunar tripulado da história, ao lado de Frank Borman e Jim Lovell.
A cinco dias de uma eleição considerada decisiva para o futuro político da Hungria, a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, a Budapeste, nesta terça-feira, evidenciou o peso internacional do pleito e o alinhamento direto de Washington com o primeiro-ministro Viktor Orbán. A viagem ocorre às vésperas das eleições parlamentares de domingo, em um cenário de queda nas pesquisas para o partido governista Fidesz e avanço da oposição. O movimento é interpretado como uma tentativa de influenciar o resultado eleitoral em um país com menos de 10 milhões de habitantes, mas com relevância estratégica em meio a tensões globais.
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De acordo com o The New York Times, a presença de Vance na Hungria “deixa claro que a Rússia não é o único país empenhado na vitória” de Orbán, que governa desde 2010 e enfrenta seu maior desafio eleitoral em 16 anos. O vice-presidente chegou ao país na manhã de terça-feira, apenas cinco dias antes da votação, considerada a mais importante desde o fim do regime comunista, em 1989.
Durante coletiva de imprensa, Vance afirmou que há uma convergência ideológica entre os governos húngaro e norte-americano, sob a liderança do presidente Donald Trump. Segundo ele, os dois países estão unidos por uma “cooperação moral” na “defesa da civilização ocidental”. Na mesma ocasião, declarou: “Viktor Orban, é claro, vai vencer”. Em resposta, o premiê húngaro interrompeu: “Isso é um fato.”
O presidente Trump e o vice-presidente JD Vance em um almoço com o primeiro-ministro Viktor Orban, ao centro à esquerda, na Casa Branca, em Washington
Tierney L. Cross/The New York Times
O vice-presidente também elogiou Orbán, chamando-o de “sábio e inteligente”, e criticou a União Europeia. Ele afirmou que os “burocratas” europeus “tentaram destruir a economia húngara” para influenciar o resultado eleitoral “porque odeiam esse cara”.
Em outra declaração, reforçou: “Quería enviar una señal a todo el mundo, especialmente a los burócratas de Bruselas, que han hecho todo lo que han podido para reprimir al pueblo de Hungría porque no les gusta el líder que, de hecho, se ha plantado por el pueblo de Hungría”. Apesar do apoio explícito, ponderou: “No le diré a los húngaros cómo votar”.
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A viagem ocorre após visita do secretário de Estado Marco Rubio, em fevereiro, quando desejou “éxito” a Orbán. Segundo analistas, os movimentos refletem uma estratégia mais ampla da administração Trump de aproximação com lideranças nacionalistas europeias, descrita em um documento de segurança nacional como alinhamento com “partidos patrióticos europeus”.
Disputa interna, pesquisas e oposição em ascensão
Apesar do apoio internacional, pesquisas independentes indicam que o Fidesz enfrenta desvantagem significativa. Levantamentos citados pelo The New York Times apontam uma diferença de 10 pontos percentuais ou mais em favor do partido Tisza, liderado por Peter Magyar, um ex-aliado de Orbán que rompeu com o governo em 2024. O movimento, de perfil conservador pró-europeu, ganhou força em menos de dois anos e passou a ameaçar a hegemonia do atual premiê.
Já institutos ligados ao governo indicam cenário oposto, projetando vitória da coalizão Fidesz-KDNP. Orbán, de 62 anos, venceu com facilidade as quatro eleições anteriores e é visto como referência por movimentos nacionalistas na Europa, sendo associado a políticas de restrição à imigração e enfrentamento a pautas progressistas.
O Sr. Vance, à esquerda, reunindo-se com Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, o terceiro da esquerda para a direita, e o Sr. Orban em Budapeste na terça-feira
Jonathan Ernst
A campanha do primeiro-ministro tem enfatizado a segurança nacional e a oposição à Ucrânia, apontada como uma ameaça regional. Segundo o The New York Times, essa narrativa coloca o Fidesz como “único garantidor de segurança” diante do que Orbán considera riscos vindos do país vizinho.
Interesses geopolíticos e influência internacional
O pleito húngaro também mobiliza interesses de outras potências. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vê Orbán como aliado estratégico dentro da União Europeia, especialmente por sua atuação em temas como sanções econômicas e apoio financeiro à Ucrânia. Moscou mantém colaboração com o governo húngaro e tem contribuído para sustentar a economia do país por meio do fornecimento de energia.
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Na véspera da chegada de Vance, o Kremlin apoiou alegações do governo húngaro sobre um suposto ataque a um gasoduto que liga a Sérvia à Hungria. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a Ucrânia tem histórico de sabotagem e que “é muito provável que sejam encontrados indícios do envolvimento do regime de Kiev” no episódio.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, aliado de Orbán, declarou que explosivos de “poder devastador” foram encontrados no trecho sérvio do gasoduto. A oposição húngara contestou a narrativa. Peter Magyar questionou a veracidade da informação e acusou o governo de tentar influenciar o eleitorado com base no medo às vésperas da votação.
Uma visita agendada do vice-presidente JD Vance deixa claro que a Rússia não é o único país interessado na vitória do líder húngaro, Viktor Orbán
Akos Stiller/The New York Times
Segundo o The New York Times, o envio de Vance à Hungria indica que o governo Trump acredita na possibilidade de reverter o cenário apontado pelas pesquisas. O próprio presidente norte-americano já afirmou ter capacidade de influenciar eleições estrangeiras. Em entrevista à Politico, citou o apoio ao presidente argentino Javier Milei como exemplo: “Ele estava perdendo a eleição, e eu o apoiei e ele venceu com uma margem esmagadora”.
No entanto, diferentemente do caso argentino, não há confirmação de apoio financeiro direto à Hungria. Orbán afirmou ter discutido com Trump um “escudo financeiro” de dezenas de bilhões de dólares, mas o presidente dos EUA negou: “Não, eu não prometi a ele, mas certamente ele pediu”.
Os Estados Unidos confirmaram a prisão de duas mulheres identificadas como parentes do falecido general iraniano Qassem Soleimani, em um caso que reacendeu as tensões com Teerã, nesta semana. São elas Hamideh Soleimani Afshar, apontada como sobrinha do ex-comandante da Força Quds, e sua filha, sobrinha-neta do general.
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Afshar, de 47 anos, morava em Los Angeles e mantinha presença ativa nas redes sociais, onde, segundo o Departamento de Estado, divulgava conteúdo alinhado à narrativa oficial de Teerã. As autoridades americanas afirmam que ela não apenas reproduzia mensagens do regime iraniano, como também as ampliava com comentários próprios, celebrando ataques contra soldados e bases dos EUA no Oriente Médio e se referindo ao país como o “Grande Satã”.
Entre as postagens citadas por Washington estão mensagens nas quais ela elogiava as capacidades militares do Irã contra os Estados Unidos, compartilhava conteúdos sobre divisões internas na política americana no contexto do conflito e endossava ameaças contra iranianos exilados considerados “traidores”.
Em uma das publicações, comemorou a possibilidade de o regime receber “reparações de guerra”, enquanto, em outra, defendeu medidas punitivas contra opositores. Também divulgou conteúdo de forte carga simbólica, como imagens e charges contra figuras da oposição iraniana no exterior — incluindo o exilado Reza Pahlavi — retratando-os como aliados de potências estrangeiras.
Em outras postagens, amplificou anúncios relacionados à liderança iraniana, incluindo referências à ascensão de Mojtaba Khamenei, acompanhando essas mensagens com conteúdo de cunho religioso e nacionalista.
O contraste entre sua retórica e seu estilo de vida foi outro ponto destacado pelas autoridades americanas. Segundo o Departamento de Estado, Afshar exibia nas redes sociais uma vida luxuosa nos Estados Unidos, com imagens usando roupas de grife, joias e frequentando ambientes sofisticados — incluindo viagens de helicóptero e consumo de bebidas premium —, argumento usado por Washington para apontar um suposto “duplo padrão”.
Encomenda direta de Marco Rubio
Ambas as mulheres foram presas por agentes federais em solo americano após o secretário de Estado, Marco Rubio, ordenar a revogação de suas autorizações de residência permanente. Elas permanecem sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), aguardando deportação.
Rubio foi enfático ao justificar a medida. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Afshar “celebrou ataques contra americanos” e chamou os EUA de “Grande Satã”, expressão historicamente associada à liderança iraniana. O político também criticou o “estilo de vida luxuoso” que, segundo ele, ambas mantinham em cidades como Los Angeles enquanto defendiam o governo iraniano.
Confira:
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“Esta semana revogamos o status legal de Afshar e de sua filha; ambas estão agora sob custódia do ICE, aguardando deportação dos Estados Unidos”, escreveu Rubio, acrescentando que o governo Trump não permitirá que o país seja “um refúgio para estrangeiros que apoiam regimes terroristas anti-americanos”.
O Departamento de Estado, no entanto, não informou se há acusações criminais formais contra as detidas, o que reforça a avaliação de que se trata de uma medida de natureza imigratória, e não judicial.
Como ocorreu a prisão
Segundo a versão oficial, a prisão ocorreu na noite de sexta-feira, imediatamente após a revogação dos chamados “green cards”. Agentes federais localizaram as duas mulheres e efetuaram a detenção sem incidentes.
Afshar entrou nos Estados Unidos em 2015 com visto de turista. Posteriormente, obteve asilo em 2019 e residência permanente em 2021, status revogado na semana passada por decisão direta do Departamento de Estado.
Sua filha, Sarinasadat Hosseiny, também ingressou no país em 2015, com visto de estudante, e recebeu residência permanente em 2023.
As autoridades informaram ainda que o marido de Afshar foi proibido de entrar nos Estados Unidos, ampliando o alcance das sanções administrativas.
Resposta do Irã
Em Teerã, a reação foi imediata. Veículos da mídia estatal e agências ligadas ao governo negaram qualquer vínculo das mulheres com a família de Qassem Soleimani.
Zeinab Soleimani, filha do líder militar, declarou que “as pessoas presas nos Estados Unidos não têm nenhuma ligação com o mártir Soleimani” e classificou como falsas as alegações do Departamento de Estado.
Narjes Soleimani, outra filha do general e integrante do Conselho Municipal de Teerã, afirmou que nenhum parente direto do militar viveu em território americano.
O precedente Larijani
O episódio ocorre em meio ao aumento da pressão sobre cidadãos iranianos com conexões políticas relevantes. Dias antes, o governo dos EUA adotou medidas semelhantes contra parentes de Ali Larijani, figura influente do establishment iraniano.
Na ocasião, o status imigratório de Fatemeh Ardeshir-Larijani — filha do ex-funcionário — e de seu marido foi revogado, além da proibição de retorno ao país.
A decisão foi interpretada como parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento contra indivíduos ligados, direta ou indiretamente, à liderança iraniana.
Larijani, ex-chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, havia morrido recentemente em um ataque aéreo durante a escalada da tensão regional, o que adicionou ainda mais sensibilidade política ao caso.

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