Horas depois do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um cesser-fogo no Golfo Pérsico, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, usou seu habitual tom maximalista para declarar que o Irã “implorou pela trégua”, e que o país foi derrotado no campo de batalha. Hegseth repetiu as alegações de que as Forças Armadas iranianas foram “dizimadas”, e que houve uma “mudança de regime” em Teerã, aparentemente ignorando que as autoridades no poder seguem fiéis à República Islâmica.
— A Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha — disse Hegseth, em entrevista coletiva no Pentágono.
Hegseth, um ex-apresentador da rede Fox News, afirmou que o programa de mísseis iraniano foi “funcionalmente destruído”, que a Marinha “está no fundo do mar” e que os Estados Unidos estão no controle dos céus iranianos. Contudo, países árabes e Israel afirmaram que os lançamentos de mísseis de drones continuaram mesmo depois do anúncio do cessar-fogo — segundo analistas, resultado do modelo descentralizado de comando, que dificulta o contato com algumas unidades — e o Estreito de Ormuz segue sob controle iraniano. Na terça-feira, horas antes do anúncio da pausa nos combates, os EUA realizaram cerca de 800 ataques contra o território iraniano, completou Hegseth.
Na noite de terça-feira, depois do anúncio de um acordo preliminar para suspender as hostilidades por duas semanas (que também envolve Israel), os dois lados declararam vitória. Pelo lado iraniano, a confirmação feita por Trump de que seu plano de 10 pontos iria guiar as negociações foi uma conquista após mais de um mês de resistência aos bombardeios — a proposta prevê o fim das sanções, a manutenção do direito ao enriquecimento de urânio e algum tipo de controle sobre Ormuz. Veículos de imprensa do país estamparam suas capas com frases sugerindo que os EUA capitularam.
Para a Casa Branca, foi uma “uma vitória para os Estados Unidos, conquistada pelo Presidente Trump e pelas nossas incríveis Forças Armadas”, disse a Secretária de Imprensa Karoline Leavitt em comunicado. No texto, ela diz que “Trump estimou que seria uma operação de 4 a 6 semanas”, e que “graças às capacidades extraordinárias dos nossos guerreiros, alcançamos e superamos os nossos principais objetivos militares em 38 dias”. Em publicação na rede Truth Social, na manhã desta quarta-feira, o presidente declarou que trabalhará “em estreita colaboração com o Irã”, citando sua versão questionável de que houve uma mudança de regime e prometendo discutir “o alívio de tarifas e sanções com o Irã”.
Em atualização
— A Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha — disse Hegseth, em entrevista coletiva no Pentágono.
Hegseth, um ex-apresentador da rede Fox News, afirmou que o programa de mísseis iraniano foi “funcionalmente destruído”, que a Marinha “está no fundo do mar” e que os Estados Unidos estão no controle dos céus iranianos. Contudo, países árabes e Israel afirmaram que os lançamentos de mísseis de drones continuaram mesmo depois do anúncio do cessar-fogo — segundo analistas, resultado do modelo descentralizado de comando, que dificulta o contato com algumas unidades — e o Estreito de Ormuz segue sob controle iraniano. Na terça-feira, horas antes do anúncio da pausa nos combates, os EUA realizaram cerca de 800 ataques contra o território iraniano, completou Hegseth.
Na noite de terça-feira, depois do anúncio de um acordo preliminar para suspender as hostilidades por duas semanas (que também envolve Israel), os dois lados declararam vitória. Pelo lado iraniano, a confirmação feita por Trump de que seu plano de 10 pontos iria guiar as negociações foi uma conquista após mais de um mês de resistência aos bombardeios — a proposta prevê o fim das sanções, a manutenção do direito ao enriquecimento de urânio e algum tipo de controle sobre Ormuz. Veículos de imprensa do país estamparam suas capas com frases sugerindo que os EUA capitularam.
Para a Casa Branca, foi uma “uma vitória para os Estados Unidos, conquistada pelo Presidente Trump e pelas nossas incríveis Forças Armadas”, disse a Secretária de Imprensa Karoline Leavitt em comunicado. No texto, ela diz que “Trump estimou que seria uma operação de 4 a 6 semanas”, e que “graças às capacidades extraordinárias dos nossos guerreiros, alcançamos e superamos os nossos principais objetivos militares em 38 dias”. Em publicação na rede Truth Social, na manhã desta quarta-feira, o presidente declarou que trabalhará “em estreita colaboração com o Irã”, citando sua versão questionável de que houve uma mudança de regime e prometendo discutir “o alívio de tarifas e sanções com o Irã”.
Em atualização








