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Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da proposta que garante recursos mínimos para a assistência social marca um dia histórico para o Brasil. “Se eu, enquanto presidente, não tivesse votado nenhuma matéria importante, me daria por satisfeito com a votação desta emenda constitucional”, disse.

Aprovada nesta terça-feira (28) no Plenário da Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/17 vincula 1% da receita corrente líquida da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). O texto segue para o Senado.

Motta destacou que a Câmara, independente de questão partidária, demonstrou compromisso com o Sistema Único da Assistência Social. “Só as pessoas que mais precisam podem dimensionar o que este aumento do investimento na assistência irá representar no cuidado, na atenção às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, que necessitam da mão do Estado para amparar quando mais precisam”, declarou.

 

 

 

Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Um juiz federal em Nova Jersey condenou a empresa farmacêutica americana Purdue Pharma nesta terça-feira, responsabilizando-a pela origem da crise dos opioides nos Estados Unidos, antes que seu plano de falência entre em vigor. A empresa e seus proprietários, a família Sackler, foram acusados ​​de promover o analgésico OxyContin, ocultar seu alto potencial viciante e pagar propinas a médicos, gerando bilhões de dólares em lucros.
Leia mais: ‘A discussão não pode se limitar às drogas ilegais’, diz autor de livro sobre analgésico OxyContin
Nelson Motta: família fez fortuna nos EUA com um analgésico poderoso, que provocou milhares de mortes
A empresa terá que pagar mais de US$ 8 bilhões neste caso, de acordo com o plano de falência. A Purdue Pharma deverá ser dissolvida em 1º de maio, e uma nova empresa independente chamada Knoa Pharma assumirá seus ativos e expertise com a missão de combater a crise dos opioides.
Por mais de seis horas nesta terça-feira, o juiz ouviu depoimentos de dezenas de vítimas e seus familiares antes de instar o presidente da Purdue Pharma, Steve Miller, a se desculpar. A juíza também pediu desculpas em nome do governo dos EUA, que “falhou” em proteger o público das práticas “motivadas pela ganância” da Purdue Pharma, cuja “estratégia era comparável à de uma organização criminosa”.
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Várias vítimas presentes no tribunal pediram a rejeição do acordo — exigindo especificamente acusações criminais contra a família Sackler ou uma indenização maior —, mas a juíza considerou essa a “melhor medida possível” à sua disposição. Por fim, ela instou os advogados da empresa falida a cumprirem o acordo.
De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), quase 727 mil pessoas morreram nos Estados Unidos entre 1999 e 2022 devido a overdoses relacionadas a opioides, sejam eles prescritos ou consumidos ilegalmente.

Um pedido de vista adiou a análise da representação contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS)  no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro. Os deputados são investigados pelo colegiado no episódio da invasão da mesa diretora da Câmara em agosto do no ano passado. 

Na ocasião, os deputados impediram o presidente da Casa, Hugo Motta de ocupar sua cadeira no plenário.

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O relator do processo, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE) votou por suspender por dois meses o mandato três parlamentares que participaram do ato em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia a atos golpistas do 8 de Janeiro.

“Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, defendeu o deputado Moses Rodrigues.

“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, acrescentou.

Pollon responde ainda a outro processo relacionado ao mesmo episódio. O relatório da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA) apresentou documento em que recomenda a suspensão do mandato de Marcos Pollon por 90 dias. 

Em outra representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de proferir ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, também durante a ocupação do Plenário.

O pedido de vista foi feito pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Com isso, o colegiado deverá deliberar sobre as punições na próxima semana.

 

Um pedido de vista adiou a análise da representação contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS)  no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro. Os deputados são investigados pelo colegiado no episódio da invasão da mesa diretora da Câmara em agosto do no ano passado. 

Na ocasião, os deputados impediram o presidente da Casa, Hugo Motta de ocupar sua cadeira no plenário.

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O relator do processo, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE) votou por suspender por dois meses o mandato três parlamentares que participaram do ato em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia a atos golpistas do 8 de Janeiro.

“Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, defendeu o deputado Moses Rodrigues.

“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, acrescentou.

Pollon responde ainda a outro processo relacionado ao mesmo episódio. O relatório da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA) apresentou documento em que recomenda a suspensão do mandato de Marcos Pollon por 90 dias. 

Em outra representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de proferir ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, também durante a ocupação do Plenário.

O pedido de vista foi feito pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Com isso, o colegiado deverá deliberar sobre as punições na próxima semana.

 

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputados na sessão do Plenário desta terça-feira

Deputados da base governista defenderam a manutenção do veto integral ao projeto da dosimetria (PL 2162/23), que trata da redução das penas dos condenados por envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Já a oposição pede a derrubada do veto. O tema é o item único da pauta desta quinta-feira (30) do Congresso Nacional, em sessão marcada para as 10 horas.

Para o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), vice-líder do governo, responsabilizar penalmente quem tentou um golpe contra a democracia é “fazer justiça por um lado e proteger a democracia por outro”.

Parlamentares governistas alertaram que a redução de penas prevista no projeto vetado também pode valer para crimes hediondos. “Neste mesmo texto, aqui aprovado contra o nosso voto, eles aprovaram a redução de pena de estupradores, autores de crimes hediondos, do crime organizado, de todos os crimes seguidos de morte, de feminicidas, além de aliviar a pena daqueles que atentam contra a democracia”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Porém, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), vice-líder da oposição, defendeu a derrubada do veto. “Nós queremos votar, na verdade, a anistia ampla, geral e irrestrita para todos. Essa dosimetria é um arranjo que criaram para dizer que vão diminuir a pena de muitos do 8 de Janeiro e do presidente Bolsonaro”, declarou.

Já a deputada Dandara (PT-MG) criticou a votação do veto e questionou se não seria crime invadir Brasília, financiar atos golpistas, fazer um plano que incluía matar o presidente da República. “Não podemos ter um País em que a Justiça pesa e é dura apenas para os pobres e alivia para os poderosos”, afirmou.

Lula veta projeto que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado

O deputado Messias Donato (União-ES) considerou, no entanto, que o veto foi “vergonhoso” e o que o Congresso deve fazer justiça com a derrubada. “Estamos falando de pessoas condenadas idosas, doentes, sem ficha criminal”, disse o parlamentar, ao avaliar que a proposta não é o ideal.

Segundo o deputado Bibo Nunes (PL-RS), é urgente derrubar o veto presidencial. “Trata-se de patriotas inocentes, condenados politicamente. Tem cabimento a pessoa, por riscar com um batom uma estátua, receber a pena de 14 anos de prisão?”, questionou.

Para derrubar o veto presidencial, são necessários 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado Federal.

Dosimetria
A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso. O projeto vetado havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado no fim de 2025 e fixa regras para esse cálculo. O texto prevê a possibilidade de redução das penas dos acusados de envolvimento na depredação das sedes dos três Poderes.

Ao vetar integralmente a proposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumentou que “a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no artigo 1º da Constituição”.

Ainda segundo a mensagem de veto, o texto aprovado poderia comprometer o ordenamento jurídico e o sistema de garantias fundamentais, ao contrariar princípios como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade.

Acervo Câmara dos Deputados
Motta: possível fim do imposto tem efeito na geração de emprego e renda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o governo está dividido sobre o fim da chamada “taxa das blusinhas” – um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. Ele concedeu entrevista à CNN Brasil no início da noite desta terça-feira (28).

Segundo Motta, ministros da área política são favoráveis ao fim do imposto. Já os da área econômica dizem que esses recursos são importantes para a arrecadação fiscal, além de afetar a produção nacional, caso o imposto seja retirado.

“Quando esses produtos entram sem pagar impostos, isso tem efeito na geração de emprego e renda no Brasil. Medidas que reduzem impostos são bem recebidas, mas essa medida em efeito na produção nacional; isso requer responsabilidade sobre o tema”, declarou.

Desoneração
O presidente reafirmou que não considera correto discutir desoneração ou redução de impostos para os setores impactados com o fim da escala de trabalho 6×1.

Segundo ele, esses instrumentos fiscais geram um forte impacto na arrecadação do país. “Não se resolve um problema criando outro. Precisamos encarar a decisão política de reduzir a jornada de trabalho”, disse.

Veto do PL da Dosimetria
Motta voltou a defender a derrubada, pelo Congresso, do veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao projeto que permite a redução de penas pelos condenados pela tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023. Segundo o parlamentar, a redução vai permitir virar essa página da história do Brasil.

“Vai dar condições para o Poder Judiciário reinterpretar penas exageradas dos que participaram desse ato. Saímos de um projeto de anistia para um projeto de dosimetria, para não causarmos uma crise institucional no nosso país”, afirmou Motta.

Regulamentação da IA
Hugo Motta afirmou ainda que o relatório do texto que regulamenta o uso de inteligência artificial no Brasil vai ser apresentado no dia 19 de maio e será votado no Plenário em 27 de maio.

“Claro que vamos construir com os líderes, mas esse é o desejo do presidente da Câmara”, afirmou.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado Moses Rodrigues (E), relator no Conselho de Ética

O deputado Moses Rodrigues (União-CE) apresentou nesta terça-feira (28), no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, parecer em que recomenda a suspensão, pelo período de dois meses, do mandato dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

Eles são acusados pela Mesa Diretora de tentar impedir o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir o controle do Plenário durante ocupação de deputados da oposição em agosto de 2025, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia a atos do 8 de Janeiro.

“Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, defendeu Moses Rodrigues.

“Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, acrescentou.

Ofensas
Já o deputado Ricardo Maia (MDB-BA) apresentou relatório em que recomenda a suspensão do mandato de Marcos Pollon por 90 dias. Em outra representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de proferir ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, também durante a ocupação do Plenário.

O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), pediu vista dos relatórios, que devem ser analisados apenas na semana que vem.

Pauta de amanhã
Nesta quarta-feira (29), o Conselho de Ética vai sortear os relatores de nove representações encaminhadas neste ano contra diversos deputados.

Veja aqui os nomes e as representações

O presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), Antonio Florencio de Queiroz Junior, afirmou nesta terça-feira (28) que a possível redistribuição dos royalties do petróleo representa uma grave ameaça à economia fluminense e pode gerar consequências irreversíveis para o estado.

Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Antonio Queiroz disse que a mudança nas regras pode provocar uma retração de quase R$ 20 bilhões no PIB do Rio e eliminar até 311 mil postos de trabalho no comércio.

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“Esta lei, além de ser inconstitucional, também não resolverá a crise estrutural das finanças municipais e estaduais pelo país afora, mas certamente, vai provocar uma tragédia econômica para o Rio de Janeiro”.

Antonio Queiroz reforçou que a perda de arrecadação teria efeito imediato sobre o consumo, com reflexos diretos no comércio, nos serviços e na geração de empregos. “Não há estado que resista a uma perda dessa magnitude”, afirmou.

O presidente da Fecomércio RJ avaliou que o aumento do desemprego tende a ampliar a pressão sobre os serviços públicos, ao mesmo tempo em que reduz a arrecadação das prefeituras, agravando ainda mais o cenário fiscal em todo o estado.

De acordo com Antonio Queiroz, o Rio de Janeiro sempre respeitou o pacto federativo, inclusive em momentos em que foi prejudicado por decisões semelhantes. Para ele, a atual proposta compromete não apenas as contas públicas, mas toda a dinâmica econômica do estado.

Outro ponto destacado pelo presidente da Fecomércio RJ é a natureza dos royalties, que, segundo ele, não podem ser tratados como receita comum de arrecadação, mas como reparação pelos impactos da exploração petrolífera.

Royalties não são receita, são compensação. Dizer o contrário é uma desonestidade intelectual”.

Debate

A audiência na Alerj discutiu o direito do estado de continuar recebendo os royalties do petróleo diante do julgamento, marcado para o próximo dia 6 de maio, no Supremo Tribunal Federal (STF), da Lei 12.734/12. A norma altera as regras de redistribuição desses recursos entre os estados.

Convocada pela Comissão de Orçamento da Alerj, o encontro reuniu representantes do governo estadual, parlamentares e prefeitos de municípios afetados pela possível mudança.

Segundo o procurador-geral do estado, Renan Miguel Saad, caso a nova regra seja confirmada, o estado poderá perder cerca de R$ 8 bilhões, enquanto os municípios fluminenses terão impacto estimado em R$ 13 bilhões. O procurador classificou a legislação como inconstitucional e afirmou que a aplicação traria desequilíbrios severos para a administração pública estadual e municipal.

Durante a audiência pública, o presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, deputado André Corrêa (PSD), apresentou um manifesto que será encaminhado ao STF. O documento, assinado por entidades do setor produtivo, prefeitos e parlamentares, sustenta que a alteração das regras pode gerar efeitos gravíssimos e irreversíveis, com amplas repercussões econômicas e sociais. O texto reforça que o Rio de Janeiro não pleiteia privilégios, mas justiça federativa.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA determinou uma revisão de todas as licenças de transmissão de emissoras locais da rede ABC, e determinou um prazo de 30 dias para que a documentação necessária seja apresentada. Oficialmente, a FCC credita a medida, rara nos Estados Unidos, a um inquérito sobre políticas de diversidade dentro da ABC, mas o real alvo da ofensiva é o comediante Jimmy Kimmel, autor de uma piada sobre a primeira-dama, Melania Trump, considerada um insulto pela Casa Branca.
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Na ordem, emitida nesta terça-feira, a FCC afirma que “vem investigando as emissoras ABC da Disney por possíveis violações da Lei de Comunicações de 1934”, que regula as comunicações interestaduais e internacionais nos EUA, e “das normas da FCC, incluindo a proibição da agência à discriminação ilegal”, uma referência ao veto determinado pelo presidente Donald Trump a políticas de diversidade.
A agência afirma ter poder para exigir que uma empresa sob investigação apresente os documentos para a renovação de licenças de transmissão antecipadamente, “permitindo que a FCC conduza sua investigação em andamento e possibilite que a FCC assegure que a emissora esteja cumprindo suas obrigações de interesse público de forma mais ampla”.
Segundo a agência, a ABC deve fornecer “os pedidos de renovação de licença para todas as suas emissoras de TV licenciadas dentro de 30 dias — ou seja, até 28 de maio de 2026”. Ao todo, oito emissoras foram citadas, todas com licenças ainda válidas por mais alguns anos.
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A ojeriza às políticas de inclusão e diversidade pelo governo Trump é notória, e levou muitas empresas americanas e de capital estrangeiro que operam no país a mudarem suas ações internas para evitar a ira da Casa Branca. Os impactos também foram sentidos em escolas, universidades e nas Forças Armadas, sob a égide do “combate à cultura woke”.
Mas no caso da ABC, o alvo real chama-se Jimmy Kimmel, um dos mais populares apresentadores dos Estados Unidos, e que mais uma vez entrou para a lista de indesejáveis do governo Trump por uma piada, agora sobre Melania Trump.
— Nossa primeira-dama, Melania, está aqui. Olhem para Melania, tão linda. Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva — disse Kimmel em seu programa na quinta-feira passada.
Dois dias depois, um homem armado tentou invadir o salão onde Trump participava de um jantar de jornalistas que cobrem a Casa Branca, supostamente com a intenção de matá-lo, e a piada de Kimmel rapidamente foi resgatada e notada pelo entorno do presidente.
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Na segunda-feira, Melania Trump disse na rede social X que “pessoas como Kimmel não deveriam ter a oportunidade de entrar em nossas casas todas as noites para espalhar ódio”, e perguntou até quando “a direção da ABC vai tolerar o comportamento atroz de Kimmel às custas da nossa comunidade”. No mesmo dia, Trump foi ao seu Truth Social acusar o comediante de incitação à violência, e terminou a mensagem com um pedido que soou como ordem: “Jimmy Kimmel deveria ser demitido imediatamente pela Disney e pela ABC”.
A gigante do entretenimento não respondeu à determinação de Trump, e o programa de Kimmel foi exibido normalmente na segunda-feira. Como esperado, ele mencionou a pressão pela demissão.
— Aquela foi uma piada bem leve sobre o fato de ele [o presidente Trump] ter quase 80 anos e ela ser mais jovem do que eu. Não foi, de forma alguma, um incitamento ao assassinato, e eles sabem disso. Há muitos anos me manifesto veementemente contra a violência armada, em particular — disse o comediante. — Concordo que discursos de ódio e violência são algo que devemos rejeitar. Acho que um ótimo ponto de partida para diminuir esse discurso é conversar com seu marido sobre isso.
Nesta terça-feira, após a determinação da FCC, a Disney disse, em comunicado, que a ABC sempre seguiu as normas federais de comunicação, que está confiante na renovação das licenças e que está preparada “para demonstrar isso pelos canais legais apropriados”.
Especialistas dizem que as chances de sucesso da ofensiva da FCC — inédita em tal escala — são pequenas, mas alertam que esse é mais um sinal de como a agência está sendo usada para propósitos que vão além de regular as telecomunicações, sob liderança de Brandon Carr, um advogado fiel a Donald Trump.
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Em setembro passado, o próprio Kimmel foi afastado temporariamente do ar após comentários considerados nocivos sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk: na ocasião, disse que os trumpistas estavam “tentando desesperadamente caracterizar esse garoto que assassinou Charlie Kirk como qualquer coisa que não fosse um deles”, na esperança de “ganhar pontos políticos”. Meses antes, em fevereiro, uma investigação foi lançada contra a rede CBS, sob acusação de favorecimento à candidata democrata na eleição presidencial de 2024, Kamala Harris. No mês passado, Carr ameaçou cassar licenças de emissoras por causa da cobertura crítica da guerra no Irã.
“A Primeira Emenda [à Constituição, que trata da liberdade de expressão] e o mandato da FCC não permitem que a agência use licenças de transmissão como armas para punir emissoras por conteúdo constitucionalmente protegido que veiculam”, disse, em comunicado, Seth Stern, da Fundação pela Liberdade de Imprensa, nesta terça-feira. “A decisão de Carr de abandonar seus princípios para bajular Trump e alavancar sua carreira não muda a lei que Carr sabe muito bem que se aplica. A FCC não é a polícia do jornalismo nem a polícia do humor. Isso não passa de uma manobra ilegal para intimidar a ABC e fazê-la ceder.”
A foto de Donald Trump aparecerá em breve em alguns passaportes dos Estados Unidos, em uma edição limitada para comemorar o 250º aniversário da Declaração de Independência que se celebra este ano, confirmou o Departamento de Estado nesta terça-feira (28).
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Um artigo da Fox News, compartilhado por um porta-voz do Departamento de Estado, mostra uma imagem de Trump no passaporte, sobreposta à Declaração de Independência, com sua assinatura abaixo.
— Enquanto os Estados Unidos celebram seus 250 anos em julho, o Departamento de Estado se prepara para emitir uma quantidade limitada de passaportes americanos especialmente concebidos para comemorar esta ocasião histórica — disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
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Há poucos precedentes modernos no mundo, e menos ainda em uma democracia, de fotos de líderes em exercício que aparecem nos passaportes, já que a maioria dos países prefere representar imagens históricas ou da natureza. Os passaportes americanos atuais mostram várias cenas da história do país, como o primeiro pouso na Lua, junto com lugares ou monumentos históricos como a Estátua da Liberdade.
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Desde que voltou ao cargo em 2025, vários edifícios governamentais em Washington instalaram banners e cartazes com a imagem de Trump, que também emprestou seu nome ao Kennedy Center e ao extinto Instituto da Paz dos Estados Unidos.
No mês passado, o Departamento do Tesouro disse que a assinatura de Trump começaria a aparecer nas cédulas de dólares, em outro feito sem precedentes.
O artigo da Fox News dizia que a expedição dos passaportes com a temática de Trump ocorreria apenas em Washington e que os documentos deixariam de ser emitidos quando se esgotasse a sua disponibilidade.

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