Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
As urnas fecharam neste domingo no primeiro turno das eleições conduzidas pela junta militar de Mianmar, conforme apurou um jornalista da agência AFP, encerrando a fase inicial de uma votação que durou um mês e que, segundo observadores da democracia, foi uma manobra para reformular o regime militar. O correspondente do veículo viu uma seção eleitoral fazer um último apelo aos eleitores por meio de alto-falantes antes de fechar às 16h na hora local (6h no horário de Brasília) no centro de Yangon, perto do local de enormes protestos pró-democracia em 2021, após os militares tomarem o poder em um golpe de Estado.
Ataque militar: Pelo menos 31 pessoas morrem em bombardeio a hospital em Mianmar
Veja também: Um em cada quatro jornalistas mortos em 2025 trabalhava na América Latina, afirma ONG Repórteres Sem Fronteiras
A junta militar birmanesa organizou eleições legislativas que apresenta como uma etapa rumo à reconciliação, quase cinco anos após tomar o poder com um golpe que desencadeou uma guerra civil em Mianmar. A ex-chefe do governo civil e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, está presa desde o golpe militar de fevereiro de 2021, que pôs fim a uma década de democracia no país asiático. A ONU e vários países criticaram o processo eleitoral, que consideram uma tentativa da junta de limpar sua imagem.
As eleições, em três turnos, ocorrerão ao longo de um mês e foram precedidas por uma onda de repressão contra qualquer indício de oposição. Mianmar, com cerca de 50 milhões de habitantes, está mergulhada em uma sangrenta guerra civil, e a votação não será realizada nas zonas controladas pelos rebeldes.
— Os militares estão apenas tentando legalizar o poder que tomaram pela força — declarou um habitante da cidade de Myitkyina, no norte. — Quase ninguém se interessa por esta eleição. Mas alguns temem ter problemas caso se abstenham.
Initial plugin text
O chefe da junta, Min Aung Hlaing, não respondeu aos pedidos de entrevista da agência de notícias AFP. No entanto, nos meios de comunicação estatais, ele apresenta as votações como uma oportunidade de reconciliação, ao mesmo tempo que admite que o exército “continuará desempenhando um papel na condução política do país”.
Ex-chefe de governo civil presa
O exército governa Mianmar desde a sua independência, exceto durante um período democrático entre 2011 e 2021, que gerou uma onda de reformas e otimismo quanto ao futuro do país. Porém, quando a Liga Nacional para a Democracia (LND), de Aung San Suu Kyi, superou amplamente os candidatos próximos aos militares nas eleições de 2020, o general Min Aung Hlaing tomou o poder alegando uma fraude eleitoral generalizada.
Aung San Suu Kyi cumpre uma pena de 27 anos de prisão por várias condenações, que vão de corrupção até violação das normas anticovid.
— Não acredito que ela considere estas eleições significativas, de modo algum — declarou seu filho, Kim Aris, do Reino Unido.
A legenda comandada pela opositora ao regime foi dissolvida, assim como a maioria das siglas que participaram das eleições de 2020. Enquanto isso, o Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), favorável aos militares, representa mais de 20% dos candidatos, segundo a rede ‘Asian Network for Free Elections’.
A junta anunciou que está processando mais de 200 pessoas por “tentarem sabotar o processo eleitoral”, mirando qualquer manifestação ou crítica contra as eleições, em um país com cerca de 22 mil presos políticos, informou uma associação birmanesa de assistência a estes detidos.
Votação questionada
Após o golpe de Estado, muitos opositores pró-democracia uniram-se a guerrilhas para combater ao lado de grupos étnicos armados. Há vários meses, a junta trava uma ofensiva militar para conquistar mais território antes das eleições, mas reconhece que a votação não será possível em uma de cada sete circunscrições.
— Existem muitas maneiras de alcançar a paz no país, mas não as escolheram. Preferiram organizar eleições — observou Zaw Tun, da pró-democracia Força de Defesa do Povo na região de Sagaing — Continuaremos lutando.
Segundo o grupo ‘Armed Conflict Location & Data’ (Acled), que registra os atos de violência reportados pela imprensa, 90 mil pessoas morreram em Mianmar de todos os lados. A guerra civil também provocou 3,6 milhões de deslocados, de acordo com dados das Nações Unidas, e metade da população vive abaixo da linha da pobreza.
— Não creio que alguém acredite que estas eleições contribuirão para resolver os problemas de Mianmar — afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Veja outras postagens

As autoridades dos Estados Unidos prenderam David Rush, descrito em documentos judiciais como ex-alto funcionário de uma agência do governo americano com acesso a informações ultrassecretas, após agentes do FBI encontrarem lingotes de ouro avaliados em mais de US$ 40 milhões em sua residência, no estado da Virgínia.
Segundo o jornal The New York Times, que cita pessoas ligadas à investigação, Rush era um ex-alto funcionário da CIA.
Durante a operação, agentes apreenderam cerca de 303 lingotes de ouro, além de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e aproximadamente 35 relógios de luxo.
Rush foi preso em 19 de maio e acusado de roubo de recursos governamentais. Um advogado do investigado se recusou a comentar o caso ao New York Times.
Investigação aponta fraudes e desaparecimento de ouro
Segundo a declaração juramentada apresentada pelo FBI, Rush teria mentido sobre sua formação acadêmica e experiência militar ao se candidatar ao cargo.
A investigação concluiu que ele forneceu informações falsas sobre diplomas universitários e alegou, indevidamente, ter atuado como piloto da Marinha americana.
Os investigadores também afirmam que Rush fraudou registros de horas trabalhadas e recebeu cerca de US$ 77 mil relacionados a licenças militares ao declarar falsamente ser integrante da reserva da Marinha.
O documento descreve o acusado como um ex-funcionário com autorização de segurança de nível ultrassecreto e acesso a informações classificadas.
Entre novembro do ano passado e março deste ano, segundo a investigação, Rush apresentou pedidos ao empregador para receber “uma quantidade significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em lingotes de ouro para despesas relacionadas ao trabalho”.
A declaração afirma que ele recebeu o dinheiro e o ouro, embora não detalhe quais atividades justificariam a solicitação.
Posteriormente, as autoridades descobriram que o ouro e a maior parte do dinheiro haviam desaparecido de um depósito ligado ao local de trabalho do funcionário.
A suspeita levou agentes federais a realizarem buscas na residência de Rush, onde foram encontrados os lingotes avaliados em mais de US$ 40 milhões, além do dinheiro em espécie e dos itens de luxo apreendidos.
Pelo menos 16 pessoas, a maioria estudantes, morreram e outras 73 ficaram feridas após um incêndio atingir o dormitório de um internato feminino no Quênia, comunicou nesta quinta-feira uma fonte policial à Agência France-Presse (AFP).
Até o momento, as autoridades não divulgaram balanço oficial nem detalhes sobre a idade das meninas alojadas na instituição.
O incêndio começou por volta das 3h30 da madrugada desta quinta-feira (21h30 da noite de quinta-feira, no Brasil), na escola feminina Utumishi, em Gilgil, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros ao norte de Nairóbi.
Initial plugin text
A Cruz Vermelha informou ter mobilizado equipes de emergência para o local, mas não apresentou números próprios de vítimas.
Gilgil abriga um importante quartel do Exército queniano.
Segundo um correspondente que acompanhava a situação, pais chegaram em estado de desespero à escola em busca de informações sobre as filhas e se concentraram no pátio da instituição.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o vice-chefe da polícia, Eliud Lagat, estiveram no local, segundo a polícia queniana em publicação na rede X.
O chefe do Departamento de Investigações Criminais (DCI), Mohammed Amin, supervisiona em Gilgil os trabalhos iniciais para apurar as causas do incêndio.
Quênia acumula histórico de incêndios fatais em escolas
Internatos femininos e masculinos são comuns no sistema educacional queniano, e incêndios em dormitórios escolares já provocaram tragédias no país nos últimos anos.
Em setembro de 2024, um incêndio destruiu durante a noite o dormitório de uma escola próxima à cidade de Nyeri, cerca de 160 quilômetros ao norte de Nairóbi, deixando 21 estudantes mortos.
O episódio mais fatal ocorreu em 2001, quando 67 alunos do ensino médio morreram em um incêndio em uma escola no distrito de Machakos, no sul do Quênia.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, elogiou a resistência de Cuba à pressão dos EUA durante uma reunião com seu homólogo, Bruno Rodríguez Parrilla, em Nova York, informou seu gabinete na quinta-feira.
Cuba, sob embargo dos EUA desde 1962, tem enfrentado pressão adicional do governo Trump nos últimos meses.
Washington impôs um embargo total ao petróleo em janeiro e, em 1º de maio, o presidente republicano assinou uma ordem executiva endurecendo as sanções contra a ilha caribenha, que ele alega representar “uma ameaça extraordinária” à segurança dos EUA.
O Departamento de Justiça dos EUA também indiciou o ex-presidente Raúl Castro, irmão mais novo do falecido Fidel Castro, em maio, pelo assassinato de americanos em 1996, quando dois aviões pertencentes a um grupo anticastrista foram abatidos, resultando na morte de quatro cidadãos americanos.
O povo cubano “conquistou o respeito da comunidade internacional ao demonstrar uma vontade inabalável de resistir ao bloqueio e à interferência externa”, disse Wang a seu homólogo nas Nações Unidas na quarta-feira. Ele reafirmou o compromisso da China com um sistema internacional centrado na ONU e sua oposição a “qualquer forma de política de poder e intimidação”.
O gigante asiático demonstra frequentemente seu apoio à ilha latino-americana. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou no fim de semana o recebimento de um carregamento inicial de 15 mil toneladas de arroz enviado por Pequim, que, segundo ele, prometeu um total de 60 mil toneladas.
“A China continuará a defender a justiça e a se manifestar em favor de Cuba, apoiando a justa causa do povo cubano e contribuindo para o desenvolvimento da economia cubana, bem como para a melhoria das condições de vida de seu povo”, acrescentou Wang.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na quarta-feira (27), sanções contra a agência recém-criada pelo Irã para controlar o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
“A mais recente tentativa das forças armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global é prova de que [a operação] Fúria Econômica deixou o regime desesperado por dinheiro em espécie”, disse em comunicado o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Teerã criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para cobrar taxas pela passagem por esse estratégico corredor marítimo. O comunicado estendeu a ameaça de sanções a qualquer um que pagar, porque “poderia estar oferecendo apoio e recebendo serviços” da Guarda Revolucionária do Irã.
Na televisão, em murais de rua, em cartazes de obras em andamento e até em brinquedos distribuídos em bairros pobres. O rosto de Nicolás Maduro reinou na Venezuela por anos. Mas agora, meses depois de sua queda, o novo governo o apaga pouco a pouco. “O início de uma nova etapa” foi o sugestivo slogan escolhido pela máquina de propaganda da presidente interina, Delcy Rodríguez, para celebrar, em abril, seus primeiros 100 dias de gestão. Ficaram para trás os apelos pela libertação de Maduro lançados imediatamente depois de ser capturado, em 3 de janeiro, por forças americanas junto com sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram transferidos para uma prisão em Nova York, acusados de narcotráfico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No final de fevereiro, quando anunciou o início da “Operação Fúria Épica” e lançou, ao lado de Israel, toneladas de bombas sobre o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, garantia que seria um conflito rápido, e que deixaria a República Islâmica de joelhos. Três meses depois, e em meio a um tenso cessar-fogo anunciado em abril, a “vitória completa” não se concretizou. O regime, embora ferido, segue em pé, pode conseguir um acordo favorável. O Estreito de Ormuz está praticamente fechado, e o status de outras passagens marítimas é reavaliado. E o Oriente Médio, que Trump prometeu remodelar, traça caminhos não necessariamente benéficos aos americanos.
— Trump se colocou em uma situação de xeque porque ele chamou para jogar xadrez um adversário, o Irã, que tem menos a perder. E eles aprenderam a gostar do conflito — explica ao GLOBO Gustavo Macedo, professor de Economia do Insper. — Depois dos primeiros dias, com a perda das lideranças políticas, os iranianos entenderam que a extensão de um conflito controlado joga a favor deles.
Diálogo em curso: Trump reúne gabinete em Washington em meio a negociações com o Irã e disputa sobre Ormuz
Retórica bélica: Líder supremo do Irã afirma que países do Golfo não serão mais ‘escudo’ para os EUA enquanto ataques pressionam negociações
Nos primeiros atos da guerra, as perdas nos altos escalões em Teerã foram elevadas, a começar pelo líder supremo, Ali Khamenei. Mas um dos objetivos velados do republicano, a mudança de regime, sequer soou como uma possibilidade real. Como o próprio Trump reconheceu em seu discurso no dia 28 de fevereiro, essa era uma guerra para a qual Teerã se preparava desde 1979, quando a Revolução Islâmica afastou o governo pró-Washington do xá Reza Pahlevi.
A tática descentralizada de comando foi eficaz para superar as baixas nos altos escalões, e o uso de foguetes e drones de baixo custo foi crucial para manter o Estreito de Ormuz praticamente fechado. A passagem que dá acesso ao Golfo Pérsico se tornou arma estratégica contra a maior potência militar do planeta. As ameaças de “obliteração civilizacional” até hoje não passaram de retórica.
— Para os iranianos, o poder de dissuasão dos EUA e de Israel acabou. O regime sobreviveu aos ataques, e isso torna a liderança iraniana que emerge desse conflito muito mais radical, e muito mais disposta a assumir riscos — afirmou ao GLOBO o professor de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) Sandro Teixeira Moita.
Irã aperta controle sobre Estreito de Ormuz e impõe vitória estratégica no conflito contra os EUA e Israel
Editoria de Arte/O Globo
Nas negociações com os EUA, a reabertura do estreito, por onde passavam 25% das exportações globais de petróleo e gás, é a principal meta. Mas o retorno a algo parecido ao status quo pré-conflito não virá de graça: os iranianos querem mais tempo para discutir o futuro do programa nuclear, não aceitam falar sobre seus mísseis ou milícias aliadas na região — o Eixo da Resistência — e exigem o fim do bloqueio econômico e o desbloqueio dos fundos congelados no exterior.
Com uma economia dilacerada, o dinheiro ajudaria na reconstrução e, em um ponto criticado por Israel, a reerguer as capacidades militares. Como demonstrado em alto-mar, os americanos não conseguiram reabrir Ormuz, e outros países — em especial os da Otan — tampouco querem assumir o risco.
Diz jornal: EUA subestimaram eficiência militar do Irã, que atingiu 228 bases e equipamentos americanos na região
Neste cenário, a discussão sobre o futuro dos estreitos marítimos — que inclui a cobrança de pedágio, tal como quer o Irã — se pôs à mesa. Em abril, o ministro das Finanças da Indonésia levantou a ideia de cobrar pelo trânsito de navios pelo Estreito de Malaca, principal rota entre os oceanos Pacífico e Índico, sob críticas de outras duas nações da área, Malásia e Cingapura. A Somália e os houthis no Iêmen não raro ameaçam e barram embarcações que transitam pelo Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho. Um comentarista britânico afirmou recentemente que se cada navio que passar pelo Canal da Mancha pagar £ 1 milhão, geraria £ 288 bilhões anuais a Londres.
— Ficou evidente que os países continuam sendo reféns da geografia. É uma expressão clássica das relações internacionais, em um mundo hiperconectado e com uma cadeia de valor que depende da ligação entre os países. E essa cadeia de produção é mais sensível e vulnerável do que alguns atores econômicos gostariam de reconhecer — opina Macedo.
O caos em Ormuz não estava entre os desfechos apresentados pelo premier de Israel, Benjamin Netanyahu, quando tentou convencer Trump a atacar o Irã. Ele alegou que o regime estava em seu estado mais frágil desde 1979, e que era hora de agir. As mortes das lideranças nos primeiros dias pareciam confirmar os argumentos, mas a resiliência iraniana e as retaliações regionais soaram como surpresa. Especialmente para as monarquias árabes do Golfo, que desde o início tentam evitar confusão.
— Esse conflito trouxe uma insegurança estrutural na região, envolvendo países relativamente seguros e protegidos, e que recebiam um elevado fluxo de investimento de empresas estrangeiras, especialmente dos EUA — afirma Macedo.
O desmantelamento da imagem de ilhas de prosperidade impôs a países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos um custo difícil de estimar em termos econômicos e políticos. Segundo Moita, as monarquias começam a questionar se valia a pena abrigar bases americanas em troca de uma suposta segurança prometida por Washington — durante os 40 dias de conflito aberto, alvos como instalações civis e de energia sofreram danos.
— O que fica para alguns é que talvez a aliança não seja a melhor situação. Talvez seja hora de trabalhar em outros acordos de segurança e em outros arranjos — explica Moita.
Os Emirados Árabes Unidos ampliaram sua parceria com Israel, e foram o primeiro país a receber baterias do sistema de defesa aérea Domo de Ferro. Os sauditas, embora restritos por compromissos duradouros com Washington, dão passos consistentes rumo à China, país que, em 2023, mediou o processo de reaproximação entre Riad e Teerã. Catar e Omã, ambos atingidos durante a guerra, abrem conversas com os iranianos — nos últimos dias, os catarianos assumiram o papel de mediação nas conversas para o desbloqueio de fundos pelos EUA. E outros atores, como Ucrânia e Coreia do Sul, querem aproveitar o mal-estar local com os americanos para ampliar a venda de armamentos a uma região que deve ampliar os gastos com Defesa no futuro próximo.
— Esse conflito vai gerar uma reconfiguração de toda a arquitetura de poder da região — afirma Moita.
Na segunda-feira, Trump disse que qualquer acerto diplomático deveria prever a adesão de países como Jordânia, Paquistão e Catar aos Acordos de Abraão, destinados à normalização dos laços com o Estado israelense. No Oriente Médio e regiões próximas, apenas os Emirados e o Bahrein aderiram — os demais alegam já terem acordos próprios ou condicionam a assinatura à criação de um Estado palestino. A menção foi um aceno a Israel, no momento em que Netanyahu está insatisfeito com um potencial acordo com Teerã para cuja elaboração não foi chamado.
O premier usa a ofensiva no Líbano para atacar o Hezbollah, aliado de Teerã, e manter uma frente de guerra ativa, em paralelo a ataques na Faixa de Gaza e ao incentivo à violência de colonos na Cisjordânia. A retomada unilateral dos bombardeios contra o Irã não foi descartada, nem pela oposição, e é tratada sob uma das óticas favoritas de Netanyahu: a da ameaça existencial. Mesmo sem o aval da Casa Branca.
— Netanyahu tentará de diversas maneiras manter um estado de inimizade com o Irã, porque há uma percepção de que o momento do confronto é agora, quando o tabu de um ataque direto ao Irã foi rompido — aponta Moita. — Para Israel, o Irã é um problema que tem que ser resolvido logo. Senão, avaliam que poderá chegar o momento em que os iranianos conseguirão uma certa paridade em capacidades militares.
O próximo domingo será palco de um fenômeno astronômico raro e cercado de curiosidade popular: a chamada “Lua Azul”. O evento poderá ser observado a olho nu em diversas partes do mundo, desde que as condições climáticas sejam favoráveis, incluindo no Brasil.
Posicionamento de drones: Nasa começa a ‘marcar território’ no Polo Sul lunar e acirra disputa com a China pelo terreno mais cobiçado da Lua
Shenzhou-23: China lança missão com três astronautas e prevê permanência inédita de um ano em órbita; veja
Apesar do nome, a Lua não ficará azul. Trata-se, na verdade, da segunda lua cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário — algo incomum, mas perfeitamente explicado pelo ciclo lunar.
Uma vez a cada Lua Azul
Isso acontece porque a Lua leva cerca de 29,5 dias para completar um ciclo completo de fases. Quando uma lua cheia ocorre logo nos primeiros dias do mês, sobra tempo suficiente para que outra aconteça antes do encerramento daquele mesmo período. É exatamente o que ocorrerá em maio.
O fenômeno costuma chamar atenção justamente pelo caráter raro. Em média, a chamada Lua Azul aparece a cada dois ou três anos, o que ajudou a popularizar expressões como “uma vez a cada Lua Azul”, usada em inglês para se referir a acontecimentos incomuns.
Segundo especialistas, o evento poderá ser observado sem necessidade de telescópios ou equipamentos específicos. O ideal é procurar locais com pouca poluição luminosa, céu limpo e baixa nebulosidade, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
O fenômeno encerra um mês movimentado para os observadores do céu. No início de maio, astrônomos e curiosos já haviam acompanhado a chuva de meteoros Eta Aquáridas, associada aos fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley.
Enquanto a Rússia não consegue avançar na guerra na Ucrânia, o presidente Vladimir Putin parece estar buscando um conflito mais amplo na Europa, visando cada vez mais infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos, afirmou uma das mais altas autoridades de inteligência britânicas em um discurso preparado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As forças iranianas dispararam contra quatro navios que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz, informou a emissora estatal IRIB, mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram novos ataques aéreos no sul da República Islâmica.
“Quatro embarcações tentaram cruzar o Estreito de Ormuz e entrar no Golfo Pérsico sem coordenação com as forças de segurança”, publicou a IRIB na plataforma de mensagens Telegram, indicando que o incidente ocorreu por volta das 00h35, horário local, mas sem fornecer detalhes sobre a condição dos navios.
“Eles foram avisados, mas como ignoraram o aviso, tiros de advertência foram disparados, forçando-os a retornar”, acrescentou.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para o Senado onde serão necessários os votos de no mínimo 49 senadores.

Notícias relacionadas:

O texto da PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, das quais uma preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta. 

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

>> Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses). 

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na ordem do dia da Casa.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress