Incêndio nos Alpes: polícia identifica 24 das 40 vítimas de tragédia na Suíça, entre elas menores e estrangeiros
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O acidente ocorreu por volta das 13h (horário local), quando o menino tentava voltar para casa por um atalho. Ao perceber que o gelo começava a se romper, Tayvion ficou preso, segurando-se em placas instáveis que continuavam a quebrar. Sem conseguir sair sozinho, passou a gritar por socorro, chamando a atenção de vizinhos, que acionaram o serviço de emergência pelo telefone 911.
Três policiais que estavam nas proximidades correram até o local e iniciaram a tentativa de resgate. “A água chegou à altura do peito dele, e as condições do gelo tornaram difícil, senão impossível, a sua saída”, afirmou o comissário de Polícia do condado de Suffolk, Kevin Catalina. Segundo a CBS News, o menino permaneceu preso por vários minutos até que a operação fosse concluída.
Veja o momento:
Resgate improvisado no gelo
Os policiais James Rizzo, Andrew Tirelli e Michael Santillo precisaram improvisar para retirar a criança da água. Um deles montou rapidamente um dispositivo de resgate com um colete salva-vidas e uma corda de reboque, mas, ao ser lançada, a boia não pôde ser alcançada por Tayvion. “Não consigo!”, gritou o menino, enquanto era orientado a manter a calma, de acordo com relatos divulgados pela imprensa local.
Diante da dificuldade, o sargento Michael Santillo decidiu avançar sobre o gelo para alcançar a criança. “Quando cheguei até ele, acabei caindo no gelo, mas consegui ficar de pé”, relatou o policial durante uma coletiva de imprensa neste sábado (3), na qual Tayvion reencontrou os agentes que participaram do salvamento. Em seguida, Santillo segurou o menino e caminhou até a margem.
Já em terra firme, Tayvion estava molhado e com frio, mas sem ferimentos aparentes. Segundo a FOX 5 New York, ele foi levado ao hospital e permaneceu em observação por um curto período, recebendo alta pouco depois e retornando para casa ainda no feriado de Natal.
Dias depois, na sexta-feira (2), o menino teve a oportunidade de agradecer pessoalmente aos policiais e aproveitou o encontro para deixar um alerta a outras crianças: “Não andem no gelo!”. O comissário Kevin Catalina classificou o episódio como um “milagre de Natal” e elogiou a atuação da equipe envolvida.
O sargento Santillo, por sua vez, minimizou o reconhecimento. “É legal”, disse ele, segundo o News12. “Mas eu não faço isso para receber agradecimentos. É o nosso trabalho.” Autoridades aproveitam casos como o de Tayvion para reforçar os riscos de lagos e rios congelados, especialmente durante o inverno.
Dados citados pelo Corpo de Bombeiros de Cottleville indicam que cerca de 250 pessoas morrem todos os anos nos Estados Unidos após caírem em cursos d’água cobertos de gelo. O choque térmico provocado pela água gelada pode levar rapidamente à hipotermia, e a perda de destreza e da função motora pode ocorrer em cerca de dez minutos, reduzindo drasticamente as chances de sobrevivência.









