“Quero manifestar minha mais profunda solidariedade ao Papa Leão XV, ao longo da história da humanidade, defensores da paz e dos oprimidos, tem sido atacados pelos poderosos que se julgam divindades a serem adorados pelos simples mortais. A mesma história tem demonstrado que mais vale um coração repleto de amor ao próximo do que o poder das armas e do dinheiro”, disse Lula em vídeo publicado nas redes sociais.
No domingo, Trump foi à redes sociais responder aos apelos por paz do papa com críticas ao primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos. Na publicação, Trump reivindicar para si o mérito pela ascensão de Leão ao papado:
— Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante — escreveu Trump em uma longa publicação na noite de domingo. — Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.
As críticas do Papa à guerra com o Irã tornaram-se mais incisivas à medida que o conflito avançou e autoridades americanas passaram a invocar argumentos teológicos para justificar a ofensiva ordenada por Trump sem autorização do Congresso, apoio popular ou adesão de aliados. O presidente também acusou o pontífice de “agradar a esquerda radical” e aconselhou que ele se concentrasse em “ser um grande Papa, não um político”.
Lula também fez menção direta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e destacou o papel na defesa da democracia e no enfrentamento à ditadura militar:
“Quero fazer uma saudação especial à CNBB, por ocasião de sua sexagésima segunda assembleia-geral. E reafirmar meu respeito e admiração por uma instituição que, nos momentos mais dolorosos da nossa história recente, esteve na linha de frente em defesa da democracia. A CNBB enfrentou a ditadura. Defendeu os perseguidos pelo regime militar. Apoiou as greves dos trabalhadores urbanos e a luta dos trabalhadores rurais pela posse da terra”, disse ainda Lula no vídeo de três minutos.
O presidente também afirmou que a Igreja Católica, ao longo de dois séculos, “vem atuando de forma extraordinária na sustentação aos mais necessitados, com a iniciativa que permanece como referência na construção de políticas públicas e de inclusão social. social. Hoje, a defesa intransigente da dignidade da vida renova e inspira a relação entre o governo do Brasil e a CNBB”, afirmou Lula.
Lula também defendeu o estado laico e a garantia da “plena de liberdade religiosa”:
“Quero terminar reafirmando o nosso compromisso com o estado laico e a garantia plena de liberdade religiosa. Desejo todo sucesso essa Assembleia Geral e que a CNBB seja sempre aliada do povo brasileiro na construção de um país mais justo, mais fraterno e mais feliz. Que Deus ilumina o Brasil e o povo brasileiro”, disse o presidente.









