O Irã afirmou nesta segunda-feira que suas relações com a Venezuela permanecem inalteradas, apesar da saída do presidente Nicolás Maduro, exfiltrado para os Estados Unidos após uma intervenção militar norte-americana em Caracas para detê-lo. Além disso, o governo iraniano pediu a libertação do venezuelano e classificou a operação como ilegal.
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“Nossas relações com todos os países, incluindo a Venezuela, baseiam-se no respeito mútuo e continuarão sendo assim”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, em uma coletiva de imprensa. “Estamos em contato com as autoridades venezuelanas”, acrescentou.
Teerã também se manifestou em defesa de Maduro. O país, que mantém relações estreitas com a Venezuela, pediu a libertação do presidente venezuelano.
“O presidente de um país e sua esposa foram sequestrados. Não há motivo para se orgulhar, é um ato ilegal”, declarou Baqai. “Como o povo venezuelano destacou, seu presidente deve ser libertado”, acrescentou durante a coletiva.
Ameaça à Colômbia
Um dia após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou realizar uma ação militar contra o governo da Colômbia, enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificava como “sequestro” a captura de Maduro.
Em conversa com jornalistas, o republicano ainda comentou sobre a possibilidade de uma operação em território cubano e reforçou que Washington “precisa” da Groenlândia, território que vem sendo cobiçado pelo presidente desde antes do início de seu segundo mandato à frente da Casa Branca.
— A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de fazer cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito tempo — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, em uma aparente referência a Petro.
Questionado sobre a possibilidade de os EUA buscarem uma operação militar contra a Colômbia, Trump respondeu: “Parece bom para mim”.
Petro é um dos maiores críticos do presidente americano e tem questionado duramente as ações militares dos EUA na região sob justificativa de combate ao narcotráfico.
“Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro”, escreveu Petro neste domingo no X.
O presidente colombiano já travou diversos embates públicos com Trump e chegou a ser acusado pelo republicano de ser “conivente” com o narcotráfico. Durante a coletiva de imprensa de sábado, na qual detalhou a operação na Venezuela, o presidente americano intensificou a pressão sobre Petro e declarou que o colombiano “precisa ficar de olho no próprio traseiro”, em resposta à fala do colombiano indicando não teme ser o próximo alvo de Trump.
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Trump afirmou ainda que Cuba, país que está entre os aliados mais próximos de Caracas, está “prestes a cair”, e minimizou a necessidade de qualquer ação militar dos EUA no país.
— Cuba está pronta para cair — declarou o republicano, acrescentando que seria difícil para Havana “resistir” sem receber o petróleo venezuelano, que é fortemente subsidiado. — Não acho que precisemos de nenhuma ação. Parece que o país está prestes a sucumbir.
O presidente americano afirmou ainda que muitos cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro morreram durante a operação de sábado. O governo cubano informou no domingo que 32 cubanos morreram em combate durante o ataque americano na Venezuela.
No sábado, Trump havia sugerido que Cuba poderia voltar ao centro das discussões da política externa americana, em meio à escalada de tensões na América Latina. A sinalização foi reforçada por declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, que fez duras críticas ao governo cubano:
— Se eu morasse em Havana e estivesse no governo, eu estaria pelo menos preocupado — declarou.
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“Nossas relações com todos os países, incluindo a Venezuela, baseiam-se no respeito mútuo e continuarão sendo assim”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, em uma coletiva de imprensa. “Estamos em contato com as autoridades venezuelanas”, acrescentou.
Teerã também se manifestou em defesa de Maduro. O país, que mantém relações estreitas com a Venezuela, pediu a libertação do presidente venezuelano.
“O presidente de um país e sua esposa foram sequestrados. Não há motivo para se orgulhar, é um ato ilegal”, declarou Baqai. “Como o povo venezuelano destacou, seu presidente deve ser libertado”, acrescentou durante a coletiva.
Ameaça à Colômbia
Um dia após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou realizar uma ação militar contra o governo da Colômbia, enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificava como “sequestro” a captura de Maduro.
Em conversa com jornalistas, o republicano ainda comentou sobre a possibilidade de uma operação em território cubano e reforçou que Washington “precisa” da Groenlândia, território que vem sendo cobiçado pelo presidente desde antes do início de seu segundo mandato à frente da Casa Branca.
— A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de fazer cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito tempo — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, em uma aparente referência a Petro.
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“Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro”, escreveu Petro neste domingo no X.
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O presidente americano afirmou ainda que muitos cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro morreram durante a operação de sábado. O governo cubano informou no domingo que 32 cubanos morreram em combate durante o ataque americano na Venezuela.
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— Se eu morasse em Havana e estivesse no governo, eu estaria pelo menos preocupado — declarou.










