A Marinha iraniana ameaçou destruir os navios que tentassem atravessar o Estreito de Ormuz sem a autorização de Teerã, acrescentando que a passagem estratégica continua limitada, de acordo com informações do The Wall Street Journal.
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Apesar da liberação, cerca de mil navios seguem retidos no Golfo Pérsico, segundo levantamento da empresa multinacional de notícias Euronews, e companhias de navegação demonstram cautela diante da possibilidade de retomada das operações, destacando a necessidade de regras claras antes de autorizar novas travessias.
À Associated Press, a dinamarquesa Maersk, segunda maior operadora de contêineres do mundo, afirmou que “o cessar-fogo pode criar oportunidades de trânsito, mas ainda não fornece total segurança marítima”. A empresa acrescentou, ainda, que precisa “entender todas as possíveis condições envolvidas” e está “trabalhando com urgência” para esclarecer como será a passagem de embarcações pelo estreito.
A alemã Hapag-Lloyd, que calcula perdas semanais de cerca de US$ 55 milhões (cerca de R$ 285 milhões), adotou tom semelhante. Também segundo a Associated Press, o CEO da empresa, Rolf Habben-Jansen, afirmou a clientes que ainda é cedo para medir o impacto da reabertura e alertou que a normalização completa das operações pode levar pelo menos seis semanas, mesmo que alguns navios consigam deixar o Golfo em breve.
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O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a passagem marítima está aberta, enquanto oficiais iranianos de alto escalão afirmam que o Irã deve conduzir a reabertura do Estreito de maneira restrita e controlada a partir desta sexta-feira, a depender de um resultado satisfatório na reunião marcada no Paquistão entre a República Islâmica e os Estados Unidos, segundo a Reuters, o que dá a entender que a passagem marítima ainda não foi reaberta.
Apesar das incertezas, sinais de retomada já começaram a surgir. Dois navios mercantes foram os primeiros a atravessar o estreito após o anúncio do cessar-fogo. O graneleiro grego NJ Earth cruzou a via às 08h44 (horário local), enquanto o Daytona Beach, de bandeira liberiana, realizou a travessia às 06h59, pouco depois de deixar o porto iraniano de Bandar Abbas, segundo dados da plataforma MarineTraffic.
Mapa do Estreito de Ormuz de acordo com plataforma de monitoração de navios MarineTraffic
Reprodução: MarineTraffic
Horas depois, o fluxo de embarcações aumentou no Estreito, com navios trafegando nos dois sentidos entre o Golfo Pérsico e o oceano.
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À Associated Press, a dinamarquesa Maersk, segunda maior operadora de contêineres do mundo, afirmou que “o cessar-fogo pode criar oportunidades de trânsito, mas ainda não fornece total segurança marítima”. A empresa acrescentou, ainda, que precisa “entender todas as possíveis condições envolvidas” e está “trabalhando com urgência” para esclarecer como será a passagem de embarcações pelo estreito.
A alemã Hapag-Lloyd, que calcula perdas semanais de cerca de US$ 55 milhões (cerca de R$ 285 milhões), adotou tom semelhante. Também segundo a Associated Press, o CEO da empresa, Rolf Habben-Jansen, afirmou a clientes que ainda é cedo para medir o impacto da reabertura e alertou que a normalização completa das operações pode levar pelo menos seis semanas, mesmo que alguns navios consigam deixar o Golfo em breve.
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Apesar das incertezas, sinais de retomada já começaram a surgir. Dois navios mercantes foram os primeiros a atravessar o estreito após o anúncio do cessar-fogo. O graneleiro grego NJ Earth cruzou a via às 08h44 (horário local), enquanto o Daytona Beach, de bandeira liberiana, realizou a travessia às 06h59, pouco depois de deixar o porto iraniano de Bandar Abbas, segundo dados da plataforma MarineTraffic.
Mapa do Estreito de Ormuz de acordo com plataforma de monitoração de navios MarineTraffic
Reprodução: MarineTraffic
Horas depois, o fluxo de embarcações aumentou no Estreito, com navios trafegando nos dois sentidos entre o Golfo Pérsico e o oceano.










