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A Índia está considerando soltar cobras e crocodilos ao longo da fronteira com Bangladesh para conter o fluxo de migrantes sem documentos, afirmou a Força de Segurança de Fronteira nesta quarta-feira. Bangladesh é quase totalmente cercado pela Índia, com uma divisa que se estende por mais de 4 mil quilômetros, com amplos trechos atravessados por deltas onde os rios do Himalaia serpenteiam até o mar.
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Manoj Barnwal, da Força de Segurança de Fronteira, disse à AFP que “o uso de répteis” foi debatido em uma reunião com o Ministério do Interior em fevereiro.
— Nos foi pedido que avaliemos a viabilidade de implantar répteis como cobras ou crocodilos em áreas vulneráveis de rios — disse Barnwal, inspetor-geral adjunto da força paramilitar com base em Calcutá, perto da fronteira com Bangladesh. — O plano gira em torno de aproveitar dissuasores naturais como crocodilos e cobras em áreas propensas a inundações, ao longo de trechos sem cercas nos quais as barreiras tradicionais são ineficazes ou inviáveis.
Fronteira entre Índia e Bangladesh
Reprodução / Google Maps
Maior manguezal do mundo
O Sundarbans ocupa cerca de 10 mil km² e é formado por uma vasta rede de rios, canais e ilhas alagadas, na foz do Ganges, Brahmaputra e Meghna. É um ambiente extremamente dinâmico, com influência direta das marés e frequentes inundações. Ele é conhecido por sua enorme biodiversidade. Abriga espécies como o tigre-de-bengala, além de crocodilos, cobras, golfinhos de água doce e centenas de aves.
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Além da importância ecológica, o manguezal funciona como uma barreira natural contra ciclones e tempestades, protegendo milhões de pessoas que vivem nas áreas costeiras. Por isso, é considerado vital para o equilíbrio ambiental e a segurança da região. Ao mesmo tempo, enfrenta ameaças como mudanças climáticas, aumento do nível do mar e pressão humana, incluindo desmatamento e ocupação irregular.
— É uma medida inovadora, mas apresenta vários desafios e levanta preocupações de segurança —disse Barnwal, que questiona: — Como obteremos os répteis? Que impacto isso poderia ter nas pessoas das aldeias situadas ao longo da fronteira fluvial?
As relações entre Nova Délhi e Daca se deterioraram depois que protestos em 2024 em Bangladesh puseram fim ao governo autocrático da então primeira-ministra Sheikh Hasina, que fugiu para a Índia. O país, então, construiu cercas de fronteira que se estendem por centenas de quilômetros e deteve dezenas de bangladeshianos que tentavam cruzar a fronteira após a queda de Hasina.

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As autoridades japonesas confirmaram nesta sexta-feira a primeira morte causada por ataque de urso no país em 2026, enquanto a polícia investiga outros dois casos que também podem ter sido provocados pelos animais.
A vítima confirmada é uma mulher de 55 anos, que morreu em 21 de abril na província de Iwate, no norte do Japão, informou um funcionário do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo a imprensa local, a polícia apura ainda duas outras mortes suspeitas ligadas a ataques de urso, em meio ao aumento da presença desses animais em áreas próximas a centros urbanos.
Na quinta-feira, um corpo foi encontrado em outra área da província de Iwate. Já na terça-feira, outro cadáver foi localizado em uma floresta na província de Yamagata.
A polícia confirmou à AFP a morte de duas pessoas nesses episódios, mas afirmou que as causas ainda não foram oficialmente determinadas.
Escassez de alimento amplia risco
Especialistas apontam que a falta de alimento natural — especialmente bolotas, parte importante da dieta dos ursos — tem levado os animais, nos últimos anos, a avançar para áreas habitadas em busca de comida.
O fenômeno aumentou a preocupação das autoridades japonesas, sobretudo após a escalada de ataques fatais registrada recentemente.
Em 2025, o Japão enfrentou uma onda recorde de ataques de urso, com 13 mortes confirmadas — o maior número já registrado no país.
A Venezuela reconheceu nesta quinta-feira a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, nove meses após seu falecimento e depois de mais de um ano de desaparecimento forçado denunciado por sua família, segundo informou o Ministério dos Serviços Penitenciários.
Quero, de 51 anos, havia sido excluído da anistia promovida pelo governo venezuelano, de acordo com sua defesa. Sua mãe, Carmen Navas, afirmou ter procurado o filho de forma incessante, sem conseguir vê-lo durante todo o período de detenção.
Na tarde desta quinta-feira, Carmen, de 81 anos, foi levada por autoridades do Ministério dos Serviços Penitenciários ao local onde seu filho foi enterrado, no Parque Memorial Jardim La Puerta, cemitério em Caracas, constatou um jornalista da AFP.
Após depositar flores sobre o local apontado como sendo onde estariam os restos mortais de Quero, a mãe pediu a realização de um exame de DNA para confirmar a identidade do corpo.
Segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários, Quero morreu em 24 de julho de 2025, perto da meia-noite, “por insuficiência respiratória”, após ser transferido para o Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo, em Caracas, “ao apresentar hemorragia digestiva superior e síndrome febril aguda”.
O Ministério Público venezuelano anunciou “o início de uma investigação penal”, segundo comunicado divulgado na noite desta quinta-feira.
“Como parte da investigação, foi determinada a exumação com prontidão do cadáver”, acrescentou o MP.
Família contesta versão oficial
No local indicado como sepultura, um punhado de pedras e uma chapa de ferro enferrujada fincada em um terreno vazio são os únicos indícios da presença dos restos mortais. Em uma inscrição impressa em computador aparece o nome completo de Quero ao lado do de uma mulher.
A data de morte registrada no local é 27 de julho de 2025 — diferente de 24 de julho, data informada oficialmente pelo ministério.
Ativistas de direitos humanos denunciaram em janeiro que havia na Venezuela cerca de 200 pessoas em situação de “desaparecimento forçado”.
Desde então, 776 presos políticos foram libertados no país, segundo a ONG Foro Penal. Desse total, 186 deixaram a prisão após a promulgação da Lei de Anistia, em fevereiro.
‘É um caso gravíssimo’, diz ONG
Segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários, Quero “não forneceu dados sobre filiação e nenhum familiar se apresentou para solicitar visita formal”.
Familiares de presos políticos, porém, relatam frequentemente meses sem qualquer informação oficial sobre o paradeiro de parentes detidos, percorrendo presídios em busca de notícias.
“O privado de liberdade, estando sob tutela do Estado e diante da ausência de seus familiares, foi formalmente sepultado na data de 30 de julho de 2025 em cumprimento aos protocolos legais”, acrescentou o ministério.
Comerciante, Quero foi preso em 3 de janeiro de 2025 e acusado de supostos crimes de terrorismo.
— É um caso gravíssimo — afirmou à AFP Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal: — O próprio comunicado do Ministério dos Serviços Penitenciários é por si só indignante, porque indica que ele não havia informado sobre vínculos de filiação e que ninguém foi visitá-lo […] A mãe passava muito tempo procurando por ele e ninguém lhe dizia nada.
O advogado Eduardo Torres, defensor de direitos humanos e ex-preso político, afirmou que desaparecimento forçado e violação do direito à vida configuram crimes contra a humanidade.
— Infelizmente ele estava morto, como já nos haviam dito vários de seus companheiros de prisão — disse Torres à AFP.
Segundo levantamento do Foro Penal, 19 presos políticos morreram sob custódia do Estado venezuelano desde 2014. A organização calcula que havia 454 presos políticos no país no fim de abril.
Três excursionistas, entre eles dois estrangeiros, morreram nesta sexta-feira após a erupção de um vulcão na ilha indonésia de Halmahera, no leste do país, informou a polícia local. A explosão lançou uma enorme nuvem de cinzas no ar e desencadeou uma operação de busca em área montanhosa de difícil acesso.
— Há três mortos; dois estrangeiros e um morador da ilha de Ternate — afirmou Erlichson Pasaribu, chefe da polícia da província de Halmahera do Norte, à emissora Kompas TV, sem informar, até o momento, as nacionalidades das vítimas estrangeiras.
Segundo as autoridades, sete pessoas conseguiram descer da montanha sem ferimentos graves, enquanto outras 10 continuavam desaparecidas até a última atualização. A área onde estavam havia sido declarada de acesso proibido para visitantes no mês passado, depois que cientistas detectaram aumento da atividade vulcânica.
A agência indonésia de mitigação de desastres, BNPB, informou ainda que cinco montanhistas ficaram feridos na erupção.
Resgate é dificultado por terreno e novos estrondos
As equipes de resgate “continuam realizando buscas e evacuações de montanhistas na área montanhosa à medida que a atividade vulcânica aumenta”, disse o porta-voz Abdul Muhari em comunicado.
De acordo com Erlichson Pasaribu, a operação ocorre em terreno acidentado, onde veículos só conseguem avançar até determinado ponto da encosta.
— O restante do caminho, as vítimas precisam ser transportadas em maca. E ainda se ouvem estrondos da erupção. Isso atrasa nossa evacuação — afirmou.
Lana Saria, diretora da Agência Geológica do governo, informou que a erupção, registrada durante a madrugada, foi acompanhada por um “ruído estrondoso” e por uma espessa coluna de fumaça que se elevou a cerca de 10 quilômetros acima do cume do monte Dukono, com potencial de afetar populações vizinhas.
A Indonésia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região marcada por intensa atividade sísmica e vulcânica devido ao encontro de placas tectônicas. O país abriga quase 130 vulcões ativos.
Atualmente, o monte Dukono está no terceiro nível mais alto do sistema de alerta vulcânico de quatro níveis da Indonésia.
Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos (PVMBG) recomendava que turistas e montanhistas não se aproximassem a menos de 4 quilômetros da cratera Malupang Warirang.
Segundo a polícia, os excursionistas ignoraram os avisos instalados na entrada da trilha.
Um casal britânico de 20 anos foi preso, ao final de abril, no Aeroporto de Istambul, na Turquia, suspeito de tentar embarcar com 19,2 quilos de maconha escondidos em malas despachadas. Segundo autoridades alfandegárias turcas, a droga estava dividida em 17 pacotes selados a vácuo e tinha valor estimado em £ 280 mil, cerca de R$ 2 milhões. Holly Cooper, de Coseley, e Taylor Johnson, de Wednesbury, ambos da região de West Midlands, aguardam julgamento e podem ser condenados a até 30 anos de prisão.
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Imagens divulgadas, nesta semana, por agentes alfandegários mostram o momento em que os dois são retirados de um voo da Turkish Airlines com destino a Londres, no dia 26 de abril. De acordo com a Diretoria de Inteligência Aduaneira do Aeroporto de Istambul, o casal foi identificado após uma análise de risco envolvendo passageiros com passaporte britânico. Eles haviam saído da Tailândia e fizeram conexão na Turquia porque a rota seria mais barata do que um voo direto entre Bangkok e o Reino Unido.
Durante a inspeção, investigadores pediram que os dois recolhessem suas bagagens na esteira e os levaram para uma sala reservada na área internacional de desembarque. Em uma das malas, com 24 quilos, os agentes encontraram diversos pacotes pretos embalados a vácuo, cobertos por uma toalha cinza. Após a abertura de uma das embalagens, foi localizada uma substância vegetal verde que, segundo teste preliminar, foi identificada como cannabis. Em nota, uma fonte ligada à investigação afirmou que os pacotes continham “fragmentos de plantas verdes que, com base no odor e na cor, suspeitam ser cannabis”.
Prisão e investigação
Segundo reportagem exclusiv do The Sun, após a apreensão, Holly e Taylor foram separados e colocados em celas distintas antes de serem formalmente presos por um tribunal turco. Eles permanecem em presídios diferentes enquanto promotores constroem o caso. Peritos forenses e especialistas em impressões digitais analisam os 17 pacotes para identificar quem manuseou a droga, enquanto os celulares dos suspeitos também foram apreendidos para investigação.
Familiares afirmam que os jovens foram aliciados por uma quadrilha internacional de tráfico de drogas. Um amigo da família disse à imprensa britânica que eles seriam “bons jovens” explorados por criminosos maiores. Segundo essa fonte, Taylor teria inclusive sido agredido dentro da prisão superlotada onde está detido. A Turquia mantém uma das legislações antidrogas mais rígidas do mundo, com penas mínimas de dez anos para casos de tráfico internacional.
Um porta-voz do Foreign, Commonwealth & Development Office confirmou que o governo britânico presta assistência consular aos dois cidadãos e às suas famílias. O caso se soma a outros episódios recentes envolvendo britânicos presos por tráfico internacional após viagens à Tailândia, incluindo detenções nos Estados Unidos e na Geórgia, em investigações semelhantes sobre atuação de “mulas” do tráfico internacional.
Uma pequena ilhota no Loch Bhorgastail, na Ilha de Lewis, na Escócia, escondia sob sua superfície um vestígio monumental da pré-história europeia. Sob as águas rasas do lago, arqueólogos identificaram uma enorme estrutura circular de madeira com mais de 5 mil anos, construída entre 3800 e 3300 a.C., portanto, anterior a Stonehenge, e considerada uma das mais antigas estruturas artificiais da Europa Ocidental.
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A descoberta, anunciada por pesquisadores das universidades de Southampton e Reading e publicada em 27 de abril na revista Advances in Archaeological Practice, lança nova luz sobre a capacidade técnica e a organização social das comunidades neolíticas da região. O sítio, conhecido como crannog, desafia a visão tradicional de sociedades pré-históricas simples e isoladas.
Uma obra monumental sob a água
Durante a investigação, os cientistas encontraram uma plataforma circular de madeira com cerca de 23 metros de diâmetro. Sobre ela, galhos, arbustos e, posteriormente, grandes quantidades de pedra foram sendo acumulados ao longo do tempo, formando a aparência atual da ilha.
O estudo aponta ainda que a estrutura foi reutilizada durante as Idades do Bronze e do Ferro, indicando que o local permaneceu importante por milhares de anos. Uma antiga calçada de pedra submersa ligando a ilha ao continente reforça a hipótese de que o espaço tinha função social ou ritual, e não era apenas um ponto isolado.
Para chegar a essa conclusão, os arqueólogos precisaram superar um obstáculo técnico conhecido como “zona branca”, faixa de águas rasas onde métodos tradicionais de registro costumam falhar. A equipe desenvolveu um sistema com duas câmeras subaquáticas posicionadas a 29 centímetros de distância, permitindo captar imagens estereoscópicas detalhadas mesmo com baixa visibilidade.
Segundo Fraser Sturt, diretor do Instituto Marinho e Marítimo da Universidade de Southampton, a técnica permitiu um nível de precisão inédito. “A fotogrametria é muito eficaz em águas profundas, mas em áreas mais rasas surgem problemas devido aos sedimentos e à vegetação. Graças a esta técnica, conseguimos documentar o local com um nível de detalhe sem precedentes”, afirmou.
Cerâmica, alimentos e indícios de encontros coletivos
Ao redor e sobre a ilha, os pesquisadores também encontraram centenas de fragmentos de cerâmica neolítica, muitos deles com vestígios de alimentos. O material sugere que o crannog pode ter sido usado para banquetes, cerimônias ou encontros comunitários.
Para Stephanie Blankshein, pesquisadora principal do estudo, a escala da construção aponta para algo além de uma simples habitação. “Não sabemos exatamente por que esses crannogs foram construídos, mas o esforço envolvido e os materiais utilizados sugerem que eles tinham enorme valor simbólico ou social”, disse.
Com centenas de crannogs espalhados pelos lagos da Escócia e muitos ainda não escavados, os pesquisadores acreditam que a descoberta em Loch Bhorgastail pode mudar a compreensão sobre o início da transformação monumental da paisagem no período neolítico. Mais do que sobreviver, essas populações já planejavam e executavam obras de grande escala.
A Rússia anunciou na manhã desta sexta-feira (8) que destruiu 264 drones ucranianos desde o início do cessar-fogo unilateral de dois dias, que entrou em vigor à meia-noite, em comemoração à vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
“Entre meia-noite e 7h da manhã, horário de Moscou, os sistemas de defesa aérea em serviço interceptaram e destruíram 264 drones ucranianos”, escreveu o Ministério da Defesa em um comunicado na plataforma de mídia social russa Max.
Os drones foram interceptados em cerca de dez regiões, incluindo Moscou, segundo a mesma fonte.
Poucas horas antes, o prefeito da capital russa havia relatado em uma série de postagens nas redes sociais que 20 dessas aeronaves não tripuladas foram abatidas na cidade.
Os Emirados Árabes Unidos informaram nesta sexta-feira que suas defesas aéreas interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, horas depois de os Estados Unidos e a república islâmica trocarem tiros e tensionarem uma frágil trégua.
“As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão atualmente interceptando ataques de mísseis e drones originários do Irã”, afirmou o Ministério da Defesa na rede social X, acrescentando que sons da interceptação foram ouvidos “em várias partes do país”.
David Attenborough, um dos mais célebres divulgadores científicos do mundo e referência global na conscientização sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, completa 100 anos nesta sexta-feira. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, o apresentador britânico transformou a forma como o público enxerga a natureza, levando imagens inéditas da vida selvagem para milhões de pessoas e ajudando a popularizar a ciência em escala global.
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Segundo pesquisas, Attenborough é a personalidade favorita dos britânicos, à frente de nomes como Paul McCartney, Elton John e David Beckham — um reflexo da admiração conquistada por sua trajetória na televisão e por sua voz marcante, que se tornou sinônimo de documentários sobre o planeta.
A reverência ao britânico ultrapassou a cultura popular e chegou à ciência: espécies animais e vegetais receberam seu nome, como a pequena aranha australiana Prethopalpus attenboroughi e a planta carnívora gigante Nepenthes attenboroughii, encontrada em Palawan, nas Filipinas.
— Ele transformou a história natural em um tema de grande público, algo que pode ser tão popular quanto o esporte ou o futebol — explica Jean-Baptiste Gouyon, professor de Comunicação Científica da University College London (UCL).
O homem que levou a natureza para dentro de casa
A carreira de Attenborough começou na BBC no início dos anos 1950. Seu talento para contar histórias, aliado a uma voz calorosa e uma curiosidade contagiante, rapidamente conquistou os telespectadores.
Desde então, nunca deixou de trabalhar — nem perdeu o entusiasmo que marcou sua trajetória, como no célebre momento em que apareceu brincando com gorilas-das-montanhas em Ruanda, em 1978.
Ao longo das décadas, percorreu o planeta registrando selvas, desertos, oceanos e espécies raramente vistas pelo grande público. Estima-se que 500 milhões de pessoas tenham assistido, em 1979, à série Life on Earth (“A Vida na Terra”), um marco na história dos documentários sobre natureza.
“Tomara que o mundo fosse duas vezes maior e que metade dele ainda permanecesse por explorar”, dizia então.
— Ele levou a natureza para dentro de nossas salas de estar. Levou-nos a lugares aonde nunca teríamos ido de outra forma. É um presente imenso — afirma Sandra Knapp, botânica e diretora de pesquisa do Museu de História Natural de Londres.
Sandra Knapp acrescenta que Attenborough representa “uma verdadeira inspiração”.
— Ele consegue tornar muito simples conceitos científicos bastante complexos — afirma.
David Attenborough
AFP
Seu impacto foi além da televisão: também ajudou a formar gerações de cientistas.
— Muitos biólogos estão onde estão porque assistiram a seus programas quando eram crianças — assegura Jean-Baptiste Gouyon.
Embora tenha formação em ciências naturais pela Universidade de Cambridge, Attenborough sempre preferiu se definir como um homem de televisão — e não como cientista.
Da celebração da vida ao alerta sobre destruição
Nomeado cavaleiro em 1985 pela rainha Elizabeth II, com quem mantinha relação de amizade, Attenborough passou, nas últimas décadas, a usar sua visibilidade para alertar sobre os danos provocados pela ação humana sobre o planeta.
Em 2025, no documentário Ocean (“Oceano”), criticou os métodos de pesca industrial adotados por países ricos e classificou a prática como “colonialismo moderno do mar”.
A contundência do alerta carrega um peso simbólico: muitos dos lugares exuberantes que ele filmou ao longo da carreira foram posteriormente degradados ou destruídos.
Apesar da fama global, Attenborough sempre rejeitou a ideia de celebridade.
— É alguém que se coloca de lado, que sempre direciona o olhar dos espectadores para aquilo que quer mostrar — destaca Jean-Baptiste Gouyon.
Mesmo aos 100 anos, ele segue ativo. Em Wild London (“A Vida Selvagem de Londres”), documentário exibido no início de 2026 pela BBC, voltou seu olhar para a surpreendente fauna da capital britânica, sua cidade natal.
Depois de uma vida dedicada a explorar o planeta, Attenborough revelou que seu lugar favorito continua sendo Richmond, subúrbio arborizado no sudoeste de Londres, onde viveu a maior parte da vida com sua esposa Jane, mãe de seus dois filhos, morta em 1997.
O fim de maio reservará um fenômeno astronômico raro e cercado de curiosidade popular: a chamada “Lua Azul”. Segundo a Nasa, o evento ocorrerá no dia 31 e poderá ser observado a olho nu em diversas partes do mundo, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
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Apesar do nome, a Lua não ficará azul. O termo “Lua Azul” é utilizado para definir a segunda lua cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário — algo incomum, mas perfeitamente explicado pelo ciclo lunar.
Isso acontece porque a Lua leva cerca de 29,5 dias para completar um ciclo completo de fases. Quando uma lua cheia ocorre logo nos primeiros dias do mês, sobra tempo suficiente para que outra aconteça antes do encerramento daquele mesmo período. É exatamente o que ocorrerá em maio.
O fenômeno costuma chamar atenção justamente pelo caráter raro. Em média, a chamada Lua Azul aparece a cada dois ou três anos, o que ajudou a popularizar expressões como “uma vez a cada Lua Azul”, usada em inglês para se referir a acontecimentos incomuns.
Segundo especialistas, o evento poderá ser observado sem necessidade de telescópios ou equipamentos específicos. O ideal é procurar locais com pouca poluição luminosa, céu limpo e baixa nebulosidade, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
O fenômeno encerra um mês movimentado para os observadores do céu. No início de maio, astrônomos e curiosos já haviam acompanhado a chuva de meteoros Eta Aquáridas, associada aos fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley.
No momento em que Irã e dos EUA trocam propostas para o fim do conflito lançado no final de fevereiro pelo presidente americano, Donald Trump, os iranianos ofereceram concessões em alguns pontos cruciais, como o programa nuclear, deixando claro que não querem assumir sozinhos a conta da guerra. Os 40 dias de confronto aberto, do qual Israel também fez parte, provocaram estragos estimados em US$ 270 bilhões (R$ 1,3 trilhão), soma que não inclui os impactos do bloqueio em vigor desde abril. Mas as cobranças não ficam só em Teerã.
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Um mês depois do cessar-fogo, os iranianos ainda tentam fazer uma estimativa fiel dos danos causados por toneladas de bombas lançadas no país. O desafio é hercúleo.
Americanos e israelenses alegam que portos, bases militares e unidades de produção de armamentos — especialmente de mísseis e drones — foram arrasadas. Teerã garante manter capacidades de renovar seus arsenais, mas reconhece os danos extensos. A Marinha perdeu dezenas de embarcações, algo sempre notado pela Casa Branca e pelo Pentágono, e hoje recorre principalmente a barcos de pequeno porte em ações no Estreito de Ormuz.
Unidades de produção de gás natural no campo de South Pars, o maior do mundo, foram atingidas por ataques israelenses, assim como refinarias e instalações petroquímicas perto de grandes cidades, incluindo Teerã. Estimativas oficiais apontam que os bombardeios reduziram a capacidade de exportação do setor energético em até 85%, com prejuízos de US$ 50 bilhões (R$ 247 bilhões).
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Segundo levantamento do economista Hadi Kahalzadeh, pesquisador na Universidade Brandeis, 20 mil fábricas — 20% do total do país — foram danificadas,. No setor metalúrgico, pilar da economia nacional, as perdas aproximadas são de US$ 10 bilhões (R$ 49,4 bilhões), com corte de 70% na atividade. O governo reconhece que ao menos um milhão de pessoas perderam o emprego, e Kahalzadeh alerta que até 12 milhões têm seus meios de sustento sob ameaça.
Prédios, ruas, ginásios poliesportivos, aeroportos e pontes — como a B1, entre Teerã e Karaj— foram reduzidos a escombros. As ruínas também contam a história do desastre humano da guerra. Estimativas do Crescente Vermelho revelam que 316 unidades de saúde e 763 escolas (em Minab, 156 pessoas, na maioria crianças, morreram) foram danificadas ou destruídas, além de 32 universidades, 120 museus e monumentos e dezenas de delegacias de polícia e centrais de bombeiros. Em uma cifra impossível de traduzir em termos financeiros, quase 3,7 mil pessoas morreram, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).
Mapa de ataques contra instalações civis no Irã
Editoria de Arte
Em meados de abril, uma porta-voz de Teerã deu números preliminares: US$ 270 bilhões em danos, valor que não inclui os impactos econômicos provocados pelo bloqueio naval iniciado no mês passado. Para economistas ouvidos pelo jornal New York Times e pelo portal Iran International, ligado à oposição no exílio, o total real supera os US$ 300 bilhões (R$ 1,48 trilhão).
— Os danos geralmente precisam ser examinados em várias camadas — disse Fatemeh Mohajerani, em entrevista à agência russa RIA, antes de anunciar que seu governo não iria assumir os custos da reconstrução sozinho. — Uma das questões que nossa equipe de negociação está buscando, e que também foi abordada nas negociações de Islamabad, é a questão das reparações de guerra.
Nesta quinta-feira, em meio às negociações e ameaças de Trump sobre a retomada da guerra, um representante da linha dura do regime voltou ao tema.
— Sem dúvida, exigiremos nossos direitos e reparações, mesmo que as forças militares dos EUA retornem para casa e se retirem da região. Suportamos essa opressão por 47 anos e continuaremos trilhando o caminho da resistência — afirmou Mohsen Rezai, ex-chefe da Guarda Revolucionária, em entrevista à TV libanesa al-Mayadeen.acrescentando ser imperativo concluir as negociações com os EUA com “resultados tangíveis”.
Além de EUA e Israel, Teerã quer que seis países árabes — Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e Jordânia — ajudem na reconstrução, alegando que apoiaram a “Operação Fúria Épica”. As seis nações, por sua vez, exigem que o Irã pague pelos estragos causados por seus mísseis e drones e acionaram as Nações Unidas. Um levantamento da consultoria Rysten Energy aponta para US$ 58 bilhões (R$ 286 bilhões) em prejuízos apenas ao setor energético da região.
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O pagamento de reparações é um dos mais antigos elementos dos conflitos armados. Nas duas Guerras Mundiais, os derrotados foram obrigados a ressarcir as nações atacadas (e os vencedores) em centenas de milhões de dólares. Em 1991, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU ordenou o Iraque a pagar US$ 52,4 bilhões (R$ 259 bilhões) em danos a pessoas, entidades e ao Estado do Kuwait, relativos à invasão no ano anterior. A dívida terminou de ser quitada em 2022.
Nem sempre há acordo. Em 2025, a Corte Europeia de Direitos Humanos condenou a Rússia a pagar € 253 milhões (R$ 1,46 bilhão) à Geórgia, relativos à invasão de 2008, decisão ignorada por Moscou. Em dezembro, governos europeus estabeleceram uma comissão para coordenar a compensação à Ucrânia pela guerra lançada em 2022. Eles querem usar os cerca de US$ 300 bilhões em ativos russos congelados no continente, uma manobra que esbarra em questões legais e políticas.
Manifestantes com imagem do Aiatolá Khomeini em 1979
Arquivo/AFP
Quatro décadas antes, em 1982, durante a Guerra Irã-Iraque, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ruhollah Khomeini, condicionou a paz à queda de Saddam Hussein e ao pagamento de US$ 150 bilhões (US$ 513 bilhões em valores atuais, ou R$ 2,53 trilhões), mas a guerra se estendeu até 1988. Quando os dois lados chegaram a uma trégua, comparada a “um cálice de veneno” por Khomeini, ambos buscaram reparações, sem sucesso.
Nas negociações para encerrar a atual guerra, o Irã quer manter algum tipo de controle do Estreito de Ormuz, com a cobrança de pedágio, para financiar a reconstrução, assim como o descongelamento de fundos retidos no exterior, cerca de US$ 100 bilhões (R$ 494 bilhões). O americanos exigem a reabertura total da passagem: antes da guerra, transitavam por ali 20% das exportações globais de petróleo e gás, e seu fechamento causou um choque histórico nos mercados de energia. No começo da semana, Washington pausou uma operação chamada “Projeto Liberdade”, para reabrir o estreito, devido à recusa dos sauditas em permitirem o uso de seu espaço aéreo, segundo a rede NBC News.
Na quinta-feira, os dois países se acusaram mutuamente por ataques na região do Estreito de Ormuz. Os americanos dizem ter evitado ações “não provocadas” contra três embarcações da Marinha, enquanto os iranianos relataram explosões em cidades costeiras no sul do país e sobre Teerã, afirmando que os EUA violaram os termos do cessar-fogo — em comunicado, um porta-voz militar prometeu responder “de forma esmagadora a qualquer agressão, sem a menor hesitação”.

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