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“Os russos foram à nossa escola, pegaram crianças de 5 a 17 anos e nos levaram a um lugar desconhecido, que mais tarde descobrimos ser um campo para órfãos”, afirmou Artem, um jovem morador de Kharkiv, de 16 anos, descrevendo o local onde foi mantido por em condições precárias e sob ameaça constante.
— Toda vez que falava em ucraniano, me mandavam falar em russo — disse em depoimento à ONG Bring Kids Back, que trabalha pelo retorno dos menores ucranianos ao país. — Todas as manhãs, nos davam a letra do hino russo para cantar, mas eu rasgava o papel. Eles ainda ameaçavam me mandar para uma família adotiva na Rússia.
Artem, liberado seis meses depois, foi um dos cerca de 20 mil menores ucranianos retirados dos braços de suas famílias pelas forças russas e enviados para escolas, acampamentos e outras instituições desde o início da invasão ordenada por Vladimir Putin, em fevereiro de 2022. Desses, menos de 2 mil retornaram para casa.
— Quando as crianças são repatriadas para a Ucrânia, elas ficam em estado de choque. Elas não conseguem entender as circunstâncias ao seu redor. Disseram a elas que a Ucrânia não se importa com elas. Que o país está destruído, que não existe mais. E, de repente, elas voltam para Kiev e veem que é uma cidade perfeitamente funcional — disse ao GLOBO Hratche Koundarjian, chefe de comunicações da ONG War Child, que presta apoio a crianças e adolescentes em áreas de conflito.
Repetindo um enredo de guerras passadas, os menores são as maiores vítimas das armas, e no caso ucraniano o impacto consegue ir além da violência que deixou quase 600 crianças e adolescentes mortos e dezenas de milhares feridos. A própria Rússia alega que “abrigou” até 700 mil menores, mas que o fez para garantir a segurança deles. Em 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu uma ordem de prisão contra Putin e Maria Lvova-Belova, comissária para os Direitos da Criança da Federação Russa. A medida apenas fez com que o líder russo reduzisse suas viagens ao exterior, escolhendo países onde não seria preso, como a China e os Estados Unidos.
O governo ucraniano trata o tema como existencial. O presidente Volodymyr Zelensky, em paralelo aos seus apelos por armas e verbas, tenta extrair de líderes aliados gestos de apoio e promessas de pressão sobre Moscou. Em reunião recente com o Papa Leão XIV, no Vaticano, agradeceu o apoio da Santa Sé na questão. Dias antes, uma resolução patrocinada por Kiev e outros 27 países foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU, na qual exigia o retorno imediato e incondicional das crianças. O texto passou com o apoio de 91 países, com 12 votando contra e 57 abstenções, incluindo a do Brasil.
— O que estamos testemunhando, portanto, não é apenas uma tragédia envolvendo algumas crianças, mas uma violação do direito internacional — disse a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, citando o Artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, que veta a transferência forçada de civis de áreas ocupadas em tempos de guerra.
Na versão inicial de um plano de paz apresentado pela Casa Branca, no mês passado, a “reunificação familiar” seria relegada a uma comissão que discutirá o tema posteriormente. Termos similares aos de uma proposta alternativa apresentada pelos europeus.
— Precisamos de um mecanismo verificável, que não dependa apenas da Rússia, mas que conte com outros governos e organismos internacionais autorizados a entrar na Ucrânia ocupada, ou na própria Rússia, para contatar diretamente essas crianças de forma contínua para garantir seu bem-estar e segurança. No momento, não temos isso — diz Koundarjian.
A Rússia já sinalizou que não aceitará ultimatos.
— Embora a Europa expresse a vontade de que essas crianças voltem para casa, para seus pais, ela não está disposta a assumir riscos de uma escalada do conflito com a Rússia. Mas para a Ucrânia não há escalada, ela já está em uma guerra pela própria existência — disse ao GLOBO Kai Lehmann, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP).
Kira, com 11 anos quando a invasão começou, por pouco não se tornou mais uma criança levada a um outro país contra sua vontade. Durante um bombardeio em Mariupol, viu o pai morrer na sua frente, e acabou em um hospital militar russo, sozinha.
— Eles (russos) me disseram que se ninguém viesse me buscar, me mandariam para um lugar remoto, um orfanato, na Rússia — revelou a jovem, de 14 anos, à Bring Kids Back.
No depoimento, se disse tão abalada que esqueceu, por mais de uma semana, que tinha um telefone celular. Quando conseguiu recarregá-lo, ligou para seu avô — que cuidava dela após a morte de sua mãe, quando ainda era bebê — e ele a buscou em um hospital de Donetsk, de fato sob poder russo desde 2014. Em um desabafo, afirmou que os russos tiraram dela “sua infância, sua cidade e seu pai”.
— O risco de impunidade é elevado, e quanto mais tempo levar para recuperar essas crianças que foram levadas ilegalmente para a Rússia, mais difícil será devolvê-las para seus pais e para a Ucrânia — afirma Lehmann. — Elas estão indo para a escola, sendo “russificadas” a cada dia, e isso faz com que uma repatriação seja mais complicada.
Em setembro, um relatório do Laboratório de Pesquisa Humanitária da Universidade Yale apontou para 210 instalações na Rússia e nos territórios ocupados para onde as crianças ucranianas foram levadas. Mais da metade dos menores — 62% — passou por atividades de “reeducação”, e 18% foram incluídos em programas militares. Em depoimento ao Congresso dos EUA, uma representante de Kiev disse que há pelo menos dois casos de menores enviados a um campo de doutrinação na Coreia do Norte, aliada de Moscou.
O ataque à juventude ucraniana não vem apenas através das deportações. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 340 estabelecimentos educacionais foram destruídos em 2025, e mais de 2,8 mil desde fevereiro de 2022. Ao todo, 4,6 milhões de menores em idade escolar enfrentam barreiras educacionais, desde a interrupção de aulas por ataques aéreos até a mudança de currículos em áreas ocupadas: como parte da estratégia de Moscou, regiões anexadas assam a seguir seus sistemas legal, político e educacional, o que inclui a adoção obrigatória do idioma russo. Um processo traumático e que visa borrar a identidade nacional ucraniana.
— Essas crianças enfrentam um conjunto único de fatores que impactam seu bem-estar e sua saúde mental. E vimos exemplos de tortura, de violência sexual, muitos exemplos de crianças que receberam treinamento militar — afirma Koundarjian. — O que estamos vendo é uma geração de crianças sob controle russo, particularmente os jovens, os meninos, que temem ter que lutar contra seu próprio país. E essa é uma questão extremamente grave que viola diversas leis internacionais.
Mas como disse Munir Mamazadze, representante do Unicef no país, as crianças ucranianas ainda “têm esperança em um futuro onde possam realizar seus sonhos”. É o caso de Sofia, de 17 anos, moradora de Kharkiv que desde pequena queria se tornar médica. Em 2023, ela ingressou em um programa do Unicef que ajudava alunos com dificuldades, e mais tarde se juntou a amigos para lançar uma iniciativa semelhante e voluntária para beneficiar outras crianças. Sofia foi aprovada em uma faculdade de Medicina em Vinnytsia, e não pretende deixar a Ucrânia depois de formada.
— Às vezes, é preciso esquecer-se de si mesmo para salvar alguém. Os médicos ucranianos são os heróis do nosso tempo. E agora, esse é o meu sonho. Quero me tornar uma médica de valor — afirmou, em depoimento ao Unicef.

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Um dia após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar “terminar o trabalho” caso o Irã não aceite um acordo para encerrar a guerra, os Estados Unidos e a República Islâmica trocaram novos ataques — ameaçando um já frágil cessar-fogo entre os dois países —, enquanto Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano contra o Hezbollah.
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Em comunicado, as Forças Armadas americanas anunciaram ter derrubado quatro drones iranianos de ataque na região do Estreito de Ormuz e atingido uma instalação militar em Bandar Abbas, cidade portuária estratégica no sul do Irã. Segundo autoridades americanas, o alvo incluía uma estação de controle terrestre que estaria prestes a lançar um quinto drone.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que as ações foram “medidas puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo”. Autoridades americanas disseram ainda que os drones representavam ameaça à navegação e às forças dos EUA na região.
Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana “que serviu como origem do ataque” contra Bandar Abbas. O Irã não informou qual instalação havia sido atingida, mas o Kuwait — que abriga bases militares americanas — disse ter interceptado “ameaças hostis de mísseis e drones”. A emissora estatal iraniana IRIB informou que o ataque foi uma retaliação aos bombardeios dos EUA.
Entraves no Estreito de Ormuz
É a segunda vez em três dias que os EUA atacam alvos no Irã. Washington descreve as operações como “legítima defesa”, feitas contra plataformas de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas no estreito. O Centcom afirmou que esses ataques foram planejados para “proteger nossas tropas das ameaças” do Irã.
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A Guarda Revolucionária, por sua vez, afirmou que forças iranianas dispararam contra quatro embarcações que tentavam atravessar o estreito sem coordenação com as autoridades locais. Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã estava cobrando taxas por “serviços de navegação” e continuaria administrando o tráfego da rota, essencial para o comércio de petróleo e gás natural.
Em resposta, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, descreveu a medida como “a mais recente tentativa das Forças Armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global” e uma “prova” de que o Irã está “desesperado por dinheiro”. Os Estados Unidos também impuseram sanções à “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, órgão iraniano encarregado de cobrar pagamentos de navios que atravessem o Estreito de Ormuz.
Negociações prolongadas vêm sendo realizadas para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro e que, desde então, fez disparar os preços globais da energia. Embora tenha dado sinais positivos de avanço nas tratativas desde o fim de semana, Trump afirmou, em reunião de Gabinete na quarta-feira, que Teerã está “negociando no limite” — e insistiu que sua estratégia de guerra não será impactada pelas eleições de meio de mandato.
Diz jornal: EUA subestimaram eficiência militar do Irã, que atingiu 228 bases e equipamentos americanos na região
O presidente declarou que um acordo de paz com o Irã havia sido “amplamente negociado”, mas que os EUA ainda “não estão satisfeitos”. Ele também disse que o Irã está “empenhado” em chegar a um acordo, mas que “até agora eles não chegaram lá”, repetindo a disposição de Washington de retomar os ataques caso um acordo não seja alcançado.
Trump ainda afirmou que o estreito de Ormuz estará “aberto para todos” e sugeriu que Omã, aliado dos EUA e citado em discussões sobre uma eventual administração conjunta da hidrovia com o Irã, “vai se comportar como todo mundo ou teremos de explodi-los”. A Casa Branca não esclareceu posteriormente se o presidente havia se expressado mal.
Ataques no Líbano
Enquanto isso, no Líbano, Israel intensificou ataques aéreos e operações terrestres contra o Hezbollah. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido mais de 135 alvos do grupo nas regiões de Tiro, Vale do Bekaa e sul do país nas últimas 24 horas, incluindo plataformas de lançamento de foguetes, campos de treinamento e instalações militares. Ao todo, o Exército disse ter bombardeado 550 alvos desde o início da semana.
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Na madrugada desta quinta-feira, ondas de ataques atingiram Tiro, uma das maiores cidades libanesas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram explosões, incêndios e edifícios destruídos, enquanto moradores cobertos de poeira se reuniam nas ruas. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano e a agência estatal NNA, ao menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas no sul do país, incluindo mulheres, crianças e um soldado libanês.
Em Sidon, um drone israelense atingiu um prédio residencial que abrigava famílias deslocadas, matando cinco pessoas e ferindo outras 21. Entre os mortos estava Hossan Zeidan, ex-correspondente da emissora iraniana al-Aalam. Na cidade costeira de Adloun, outro ataque de drone atingiu um carro que transportava uma família que tentava fugir da região, matando seis pessoas, entre elas duas crianças e seus pais.
Antes da ofensiva, os militares israelenses emitiram ordens de evacuação em larga escala para moradores do sul do Líbano, instruindo a população a seguir para o norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira israelense. A medida abrange aproximadamente 14% do território libanês e cerca de 300 cidades e vilarejos, tornando-se a maior ordem de retirada desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em meados de abril.
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Abrigos em Sidon já atingiram a capacidade máxima, segundo autoridades locais, enquanto moradores de Tiro foram orientados a seguir até Beirute. O Hezbollah afirmou que seus combatentes entraram em confronto “à queima-roupa” com forças israelenses em Zawtar al-Sharqiyeh, ao norte do rio Litani. O grupo também reivindicou dezenas de ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.
Os militares israelenses disseram que um soldado morreu em um ataque de drone do Hezbollah no norte do país e que dois reservistas ficaram feridos. A intensificação da ofensiva ocorreu após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a ampliação das operações militares no Líbano, citando ataques do Hezbollah com drones explosivos de fibra óptica contra tropas israelenses e cidades próximas da fronteira.
Autoridades militares israelenses e libanesas devem realizar nesta sexta-feira, em Washington, suas primeiras negociações de segurança desde o início do conflito. O Hezbollah rejeitou as conversas e declarou apoio às negociações conduzidas pelo Irã com os EUA, insistindo que qualquer acordo precisa incluir o Líbano.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3,2 mil pessoas morreram desde o início da guerra, enquanto mais de 1 milhão foram deslocadas. Israel afirma que ao menos 23 soldados e quatro civis israelenses morreram no mesmo período. (Com AFP)
Um touro que escapou do dono invadiu uma barbearia em Istambul, na Turquia, nesta quarta-feira (27), derrubou objetos no interior do estabelecimento e provocou correria entre clientes e funcionários. O caso foi registrado por câmeras de segurança e repercutiu nas redes sociais.
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O animal corria por ruas da cidade quando atingiu a entrada do salão e entrou no local. Nas imagens que circulam online, pessoas deixam o estabelecimento às pressas enquanto o touro atravessa o espaço e esbarra em móveis e equipamentos.
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Depois de sair da barbearia, o animal continuou circulando por vias da região, o que levou agentes de segurança e equipes da prefeitura a iniciarem uma perseguição. Vídeos gravados por moradores mostram o touro correndo entre carros e pedestres em ruas movimentadas de Istambul.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, o animal foi interceptado após vários minutos e devolvido ao dono. Até o momento, não há informações sobre feridos graves, mas houve danos materiais no estabelecimento atingido.
Os vídeos da invasão passaram a acumular milhares de visualizações nas plataformas digitais ao longo do dia.
O alpinista americano Tyler Andrews bateu nesta quinta-feira o recorde de ascensão mais rápida ao Monte Everest com uso de oxigênio ao percorrer em menos de dez horas a rota entre o acampamento-base, a 5.364 metros de altitude, e o cume da montanha mais alta do mundo, a 8.848 metros.
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Segundo integrantes de sua equipe, Andrews completou o trajeto em 9 horas.
— Ele alcançou o cume em apenas 9 horas e 55 minutos — afirmou à AFP David Stephen Sherpa, responsável pela empresa Asia Trekking, organizadora da expedição.
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O recorde homologado anterior nessa categoria pertencia ao escalador nepalês Lhakpa Gelu Sherpa, que em 2003 havia concluído o mesmo percurso em 10 horas e 56 minutos.
De acordo com a Asia Trekking, Tyler Andrews, de 36 anos, realizou a ascensão sozinho, mas contou com apoio logístico de dois guias, responsáveis pelo fornecimento de oxigênio, água e equipamentos ao longo do caminho.
Temporada histórica no Everest já registra outros recordes
A conquista ocorre em uma temporada considerada histórica nas encostas do Everest.
Segundo autoridades do Nepal, mais de 950 escaladores chegaram ao topo durante a temporada de primavera, aberta em 13 de maio e marcada por condições climáticas favoráveis.
O volume supera o recorde anterior registrado pelo Livro Guinness, de 872 ascensões em uma única temporada, marca estabelecida em 2019.
Outros recordes também foram registrados neste ano, incluindo o maior número de ascensões em um único dia — 275, em 21 de maio — e o total de permissões concedidas a estrangeiros, que chegou a 494.
Apesar do movimento intenso e das condições favoráveis, a temporada também registrou mortes na montanha.
Cinco escaladores — dois indianos e três nepaleses — morreram neste ano nas encostas do Everest.
Como comparação, 2023 continua sendo a temporada mais mortal já registrada, com 18 mortes.
Uma menina de quase 2 anos morreu após ser atropelada em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos, onde a circulação de veículos é autorizada em determinadas áreas. O caso aconteceu no sábado (23), durante o feriado de Memorial Day, em New Smyrna Beach, no condado de Volusia.
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Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Volusia, Avery Lynn Sexton estava na praia com a família quando correu em direção à via e acabou atingida por um carro. A criança foi socorrida e levada para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
As autoridades afirmaram que, até o momento, não há indícios de excesso de velocidade ou embriaguez por parte do motorista, que permaneceu no local até a chegada das equipes de emergência. Em algumas faixas da praia, a circulação de veículos é permitida.
Testemunhas relataram momentos de desespero logo após o acidente. À emissora WESH 2, Mia Lepore descreveu a reação das pessoas que estavam no local.
— Houve gritos, choro. Obviamente foi um evento muito traumático — afirmou.
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Família pede mudanças nas regras da praia
Abalado, o pai da menina, Dante Sexton, lembrou da filha como uma criança alegre e carinhosa. Em entrevista à Fox 35 Orlando, ele disse que a família jamais imaginou enfrentar uma tragédia semelhante e passou a defender o fim da circulação de carros na praia.
— Ela era a luz do dia de qualquer pessoa que a conhecesse. A garotinha mais feliz que você poderia encontrar — declarou.
A tia da criança, Alyssa Jasmine, também sugeriu mudanças nas regras de tráfego no local, como a criação de faixas de mão única e a redução do limite de velocidade de 10 para 5 milhas por hora.
— Não há espaço suficiente para dois carros seguirem em direções opostas — disse à WESH 2.
Familiares afirmaram que Avery gostava da praia, da água e da cor rosa. Um memorial improvisado foi montado próximo ao local do atropelamento, com flores, um laço rosa e uma fotografia da menina.
Uma campanha de arrecadação criada na plataforma GoFundMe ultrapassou US$ 16 mil. O valor será utilizado para custear o funeral e a cerimônia em homenagem à criança. Segundo a mãe de Avery, Felicity Dionisi, a menina será cremada, e uma cerimônia privada está prevista para este domingo.
A Itália anunciou nesta quinta-feira o confisco de bens avaliados em mais de 200 milhões de euros ligados ao já falecido chefe mafioso Matteo Messina Denaro, em uma operação que alcançou diversos territórios fora do país.
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Segundo comunicado da polícia italiana, os ativos haviam sido acumulados desde a década de 1980 “em benefício de Matteo Messina Denaro”, capturado em 2023 após três décadas foragido e morto na prisão no mesmo ano.
A apreensão ocorreu em Andorra, Ilhas Cayman, Gibraltar, Líbano, Luxemburgo, Mônaco, Espanha e Suíça, além da própria Itália. Três pessoas também foram presas durante a investigação.
Chefão da Cosa Nostra ficou 30 anos foragido
Messina Denaro foi um dos chefes mais implacáveis da Cosa Nostra, a máfia siciliana retratada nos filmes da saga O Poderoso Chefão.
Ele foi condenado por participação no assassinato dos juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em 1992, e pelos atentados a bomba realizados em Roma, Florença e Milão, em 1993.
Uma de suas seis penas de prisão perpétua estava ligada ao sequestro e assassinato do filho de 12 anos de uma testemunha no caso Falcone.
O mafioso desapareceu em 1993 e passou os 30 anos seguintes foragido, enquanto o Estado italiano ampliava a ofensiva contra a máfia siciliana.
Durante esse período, permaneceu no topo da lista dos criminosos mais procurados do país e se transformou em uma figura cercada de notoriedade.
Tratamento contra câncer levou à captura
A longa fuga terminou por causa da busca por tratamento médico.
Messina Denaro foi preso em 16 de janeiro de 2023 ao comparecer a uma clínica de saúde em Palermo, na Sicília, para tratar um câncer.
As investigações revelaram depois que ele vivia perto de sua cidade natal, Castelvetrano, no oeste da ilha.
Após a prisão, o mafioso foi interrogado sob custódia e chegou a negar ligação com a Cosa Nostra.
Ele cumpriu pena inicialmente em uma penitenciária na cidade de L’Aquila, onde continuou o tratamento contra o câncer, mas acabou transferido para um hospital em agosto daquele ano sob forte esquema de segurança.
Messina Denaro morreu meses depois, ainda sob custódia do Estado italiano.
As autoridades dos Estados Unidos prenderam David Rush, descrito em documentos judiciais como ex-alto funcionário de uma agência do governo americano com acesso a informações ultrassecretas, após agentes do FBI encontrarem lingotes de ouro avaliados em mais de US$ 40 milhões em sua residência, no estado da Virgínia.
Segundo o jornal The New York Times, que cita pessoas ligadas à investigação, Rush era um ex-alto funcionário da CIA.
Durante a operação, agentes apreenderam cerca de 303 lingotes de ouro, além de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e aproximadamente 35 relógios de luxo.
Rush foi preso em 19 de maio e acusado de roubo de recursos governamentais. Um advogado do investigado se recusou a comentar o caso ao New York Times.
Investigação aponta fraudes e desaparecimento de ouro
Segundo a declaração juramentada apresentada pelo FBI, Rush teria mentido sobre sua formação acadêmica e experiência militar ao se candidatar ao cargo.
A investigação concluiu que ele forneceu informações falsas sobre diplomas universitários e alegou, indevidamente, ter atuado como piloto da Marinha americana.
Os investigadores também afirmam que Rush fraudou registros de horas trabalhadas e recebeu cerca de US$ 77 mil relacionados a licenças militares ao declarar falsamente ser integrante da reserva da Marinha.
O documento descreve o acusado como um ex-funcionário com autorização de segurança de nível ultrassecreto e acesso a informações classificadas.
Entre novembro do ano passado e março deste ano, segundo a investigação, Rush apresentou pedidos ao empregador para receber “uma quantidade significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em lingotes de ouro para despesas relacionadas ao trabalho”.
A declaração afirma que ele recebeu o dinheiro e o ouro, embora não detalhe quais atividades justificariam a solicitação.
Posteriormente, as autoridades descobriram que o ouro e a maior parte do dinheiro haviam desaparecido de um depósito ligado ao local de trabalho do funcionário.
A suspeita levou agentes federais a realizarem buscas na residência de Rush, onde foram encontrados os lingotes avaliados em mais de US$ 40 milhões, além do dinheiro em espécie e dos itens de luxo apreendidos.
Pelo menos 16 pessoas, a maioria estudantes, morreram e outras 73 ficaram feridas após um incêndio atingir o dormitório de um internato feminino no Quênia, comunicou nesta quinta-feira uma fonte policial à Agência France-Presse (AFP).
Até o momento, as autoridades não divulgaram balanço oficial nem detalhes sobre a idade das meninas alojadas na instituição.
O incêndio começou por volta das 3h30 da madrugada desta quinta-feira (21h30 da noite de quinta-feira, no Brasil), na escola feminina Utumishi, em Gilgil, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros ao norte de Nairóbi.
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A Cruz Vermelha informou ter mobilizado equipes de emergência para o local, mas não apresentou números próprios de vítimas.
Gilgil abriga um importante quartel do Exército queniano.
Segundo um correspondente que acompanhava a situação, pais chegaram em estado de desespero à escola em busca de informações sobre as filhas e se concentraram no pátio da instituição.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o vice-chefe da polícia, Eliud Lagat, estiveram no local, segundo a polícia queniana em publicação na rede X.
O chefe do Departamento de Investigações Criminais (DCI), Mohammed Amin, supervisiona em Gilgil os trabalhos iniciais para apurar as causas do incêndio.
Quênia acumula histórico de incêndios fatais em escolas
Internatos femininos e masculinos são comuns no sistema educacional queniano, e incêndios em dormitórios escolares já provocaram tragédias no país nos últimos anos.
Em setembro de 2024, um incêndio destruiu durante a noite o dormitório de uma escola próxima à cidade de Nyeri, cerca de 160 quilômetros ao norte de Nairóbi, deixando 21 estudantes mortos.
O episódio mais fatal ocorreu em 2001, quando 67 alunos do ensino médio morreram em um incêndio em uma escola no distrito de Machakos, no sul do Quênia.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, elogiou a resistência de Cuba à pressão dos EUA durante uma reunião com seu homólogo, Bruno Rodríguez Parrilla, em Nova York, informou seu gabinete na quinta-feira.
Cuba, sob embargo dos EUA desde 1962, tem enfrentado pressão adicional do governo Trump nos últimos meses.
Washington impôs um embargo total ao petróleo em janeiro e, em 1º de maio, o presidente republicano assinou uma ordem executiva endurecendo as sanções contra a ilha caribenha, que ele alega representar “uma ameaça extraordinária” à segurança dos EUA.
O Departamento de Justiça dos EUA também indiciou o ex-presidente Raúl Castro, irmão mais novo do falecido Fidel Castro, em maio, pelo assassinato de americanos em 1996, quando dois aviões pertencentes a um grupo anticastrista foram abatidos, resultando na morte de quatro cidadãos americanos.
O povo cubano “conquistou o respeito da comunidade internacional ao demonstrar uma vontade inabalável de resistir ao bloqueio e à interferência externa”, disse Wang a seu homólogo nas Nações Unidas na quarta-feira. Ele reafirmou o compromisso da China com um sistema internacional centrado na ONU e sua oposição a “qualquer forma de política de poder e intimidação”.
O gigante asiático demonstra frequentemente seu apoio à ilha latino-americana. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou no fim de semana o recebimento de um carregamento inicial de 15 mil toneladas de arroz enviado por Pequim, que, segundo ele, prometeu um total de 60 mil toneladas.
“A China continuará a defender a justiça e a se manifestar em favor de Cuba, apoiando a justa causa do povo cubano e contribuindo para o desenvolvimento da economia cubana, bem como para a melhoria das condições de vida de seu povo”, acrescentou Wang.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na quarta-feira (27), sanções contra a agência recém-criada pelo Irã para controlar o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
“A mais recente tentativa das forças armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global é prova de que [a operação] Fúria Econômica deixou o regime desesperado por dinheiro em espécie”, disse em comunicado o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Teerã criou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para cobrar taxas pela passagem por esse estratégico corredor marítimo. O comunicado estendeu a ameaça de sanções a qualquer um que pagar, porque “poderia estar oferecendo apoio e recebendo serviços” da Guarda Revolucionária do Irã.
Na televisão, em murais de rua, em cartazes de obras em andamento e até em brinquedos distribuídos em bairros pobres. O rosto de Nicolás Maduro reinou na Venezuela por anos. Mas agora, meses depois de sua queda, o novo governo o apaga pouco a pouco. “O início de uma nova etapa” foi o sugestivo slogan escolhido pela máquina de propaganda da presidente interina, Delcy Rodríguez, para celebrar, em abril, seus primeiros 100 dias de gestão. Ficaram para trás os apelos pela libertação de Maduro lançados imediatamente depois de ser capturado, em 3 de janeiro, por forças americanas junto com sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram transferidos para uma prisão em Nova York, acusados de narcotráfico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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