Um ex-vereador britânico acusado de estuprar a ex-esposa ao longo de 13 anos, após supostamente dopá-la, comparece nesta sexta-feira à Justiça ao lado de outros cinco homens, também suspeitos de abusos sexuais contra a vítima.
Comoção: Miss de cidade britânica morre aos 21 anos após acidente no sul da Inglaterra
Veja: Imagens revelam cárcere onde mulher manteve vítima em trabalho análogo à escravidão por 25 anos no interior da Inglaterra
Assim como a francesa Gisèle Pelicot, que se tornou símbolo da luta contra a violência sexual ao se recusar a um julgamento a portas fechadas no processo contra o marido, a vítima neste caso, Joanne Young, de 48 anos, renunciou ao direito ao anonimato.
O ex-marido dela, Philip Young, de 49 anos, que está em prisão preventiva, deve comparecer ao Tribunal Penal de Winchester, no sul da Inglaterra. Na audiência, o juiz deverá questioná-lo sobre eventual declaração de culpa ou inocência.
Ex-vereador do Partido Conservador britânico, Young foi detido e acusado no fim de dezembro passado de 56 crimes sexuais, segundo a imprensa local. As acusações incluem múltiplos estupros, voyeurismo e posse de imagens pornográficas de menores. Ele também responde pela acusação de ter administrado à ex-esposa “uma substância com a intenção de atordoá-la ou submetê-la para manter relações sexuais”.
Os crimes denunciados teriam ocorrido entre 2010 e 2023. Em uma audiência anterior, realizada em dezembro, o acusado limitou-se a confirmar nome, data de nascimento e endereço.
Outros cinco homens, com idades entre 31 e 61 anos, que respondem em liberdade sob fiança, também devem comparecer ao mesmo tribunal. Eles são acusados, entre outros crimes, de estupros e agressões sexuais contra Joanne Young. Dois deles já se declararam inocentes em audiência anterior.
A polícia não divulgou detalhes adicionais, como os locais onde as agressões teriam ocorrido, mas informou que o principal acusado viveu temporariamente na cidade de Swindon, a cerca de cem quilômetros a oeste de Londres, assim como três dos outros suspeitos.
Caso Pelicot
O caso remete ao episódio ocorrido na França envolvendo Gisèle Pelicot, estuprada durante uma década em sua casa, na cidade de Mazan, no sul do país, por dezenas de homens recrutados pela internet por seu então marido, Dominique Pelicot, que a dopava. Ao recusar um julgamento a portas fechadas, Pelicot deu visibilidade internacional ao caso.
Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto os demais réus receberam penas que variaram de três a 15 anos.
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O ex-marido dela, Philip Young, de 49 anos, que está em prisão preventiva, deve comparecer ao Tribunal Penal de Winchester, no sul da Inglaterra. Na audiência, o juiz deverá questioná-lo sobre eventual declaração de culpa ou inocência.
Ex-vereador do Partido Conservador britânico, Young foi detido e acusado no fim de dezembro passado de 56 crimes sexuais, segundo a imprensa local. As acusações incluem múltiplos estupros, voyeurismo e posse de imagens pornográficas de menores. Ele também responde pela acusação de ter administrado à ex-esposa “uma substância com a intenção de atordoá-la ou submetê-la para manter relações sexuais”.
Os crimes denunciados teriam ocorrido entre 2010 e 2023. Em uma audiência anterior, realizada em dezembro, o acusado limitou-se a confirmar nome, data de nascimento e endereço.
Outros cinco homens, com idades entre 31 e 61 anos, que respondem em liberdade sob fiança, também devem comparecer ao mesmo tribunal. Eles são acusados, entre outros crimes, de estupros e agressões sexuais contra Joanne Young. Dois deles já se declararam inocentes em audiência anterior.
A polícia não divulgou detalhes adicionais, como os locais onde as agressões teriam ocorrido, mas informou que o principal acusado viveu temporariamente na cidade de Swindon, a cerca de cem quilômetros a oeste de Londres, assim como três dos outros suspeitos.
Caso Pelicot
O caso remete ao episódio ocorrido na França envolvendo Gisèle Pelicot, estuprada durante uma década em sua casa, na cidade de Mazan, no sul do país, por dezenas de homens recrutados pela internet por seu então marido, Dominique Pelicot, que a dopava. Ao recusar um julgamento a portas fechadas, Pelicot deu visibilidade internacional ao caso.
Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto os demais réus receberam penas que variaram de três a 15 anos.










