Um ex-policial acusado de omissão por não ter agido para impedir um massacre em uma escola do Texas foi absolvido na quarta-feira, para grande frustração das famílias das crianças mortas no ataque. Após várias horas de deliberação, um júri em Corpus Christi, no sul do Texas, considerou o policial Adrian Gonzales, de 52 anos, inocente, de acordo com o veredicto lido em tribunal.
Relembre: Polícia teve ‘falhas críticas’ durante massacre a escola em Uvalde, conclui o Departamento de Justiça dos EUA
Resposta: familiares de vítimas de ataque a escola do Texas serão indenizados em R$ 10 milhões
Gonzales enfrentava 29 acusações relacionadas a abandono ou negligência de crianças durante o ataque de 2022 na Escola Primária Robb, em Uvalde, no estado americano do Texas, onde 19 crianças entre 9 e 11 anos e dois professores foram mortos. O atirador de 18 anos foi morto pela polícia. Alguns familiares presentes na audiência expressaram sua frustração com a decisão.
“Eles falharam com as crianças novamente”, disse Javier Cazares, pai de Jackie Cazares, a menina que morreu no ataque. “Sinto raiva, mas preciso manter a calma, pela minha filha. Estou emocionalmente devastado desde o primeiro dia, mas, novamente, tínhamos que nos preparar para o pior. Tínhamos uma pequena esperança, mas não foi suficiente”, acrescentou ele em um comunicado à imprensa.
O caso contra Gonzales foi uma rara tentativa de responsabilizar um policial por suas ações durante um tiroteio em massa. 376 policiais — incluindo agentes da patrulha da fronteira, policiais estaduais e municipais, departamentos de xerife locais e forças de elite — responderam ao incidente. Mas foram necessários 77 minutos e a chegada de uma unidade especializada para neutralizar o atirador.
De acordo com seus acusadores, Gonzales ignorou seu treinamento e não tentou impedir o agressor antes que ele entrasse na escola. Eles pediram ao júri que o considerasse culpado como forma de enviar uma mensagem às forças da lei para que cumpram seu dever. Os advogados de Gonzales insistiram que ele arriscou a própria vida.
“Quero agradecer a Deus por isso, à minha família, à minha esposa e aos advogados… Agradeço ao júri por considerar todas as provas”, disse Gonzales após o veredicto. Nico LaHood, um dos advogados de Gonzales, disse que entendia a angústia da família. “É uma dor genuína para eles; este resultado foi agridoce. Não há vencedores nesta situação porque eles ainda estão de luto, e eu entendo isso”, disse ele.
Outro policial, Pete Arredondo, ex-chefe de polícia do distrito escolar de Uvalde, enfrenta dez acusações e está sendo julgado separadamente.
“Honestamente, a mesma coisa vai acontecer com ele”, lamentou Cazares.
Um relatório do Departamento de Justiça de janeiro de 2024 afirmou que houve uma “cascata de falhas na cadeia de comando” durante o tiroteio.
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“Eles falharam com as crianças novamente”, disse Javier Cazares, pai de Jackie Cazares, a menina que morreu no ataque. “Sinto raiva, mas preciso manter a calma, pela minha filha. Estou emocionalmente devastado desde o primeiro dia, mas, novamente, tínhamos que nos preparar para o pior. Tínhamos uma pequena esperança, mas não foi suficiente”, acrescentou ele em um comunicado à imprensa.
O caso contra Gonzales foi uma rara tentativa de responsabilizar um policial por suas ações durante um tiroteio em massa. 376 policiais — incluindo agentes da patrulha da fronteira, policiais estaduais e municipais, departamentos de xerife locais e forças de elite — responderam ao incidente. Mas foram necessários 77 minutos e a chegada de uma unidade especializada para neutralizar o atirador.
De acordo com seus acusadores, Gonzales ignorou seu treinamento e não tentou impedir o agressor antes que ele entrasse na escola. Eles pediram ao júri que o considerasse culpado como forma de enviar uma mensagem às forças da lei para que cumpram seu dever. Os advogados de Gonzales insistiram que ele arriscou a própria vida.
“Quero agradecer a Deus por isso, à minha família, à minha esposa e aos advogados… Agradeço ao júri por considerar todas as provas”, disse Gonzales após o veredicto. Nico LaHood, um dos advogados de Gonzales, disse que entendia a angústia da família. “É uma dor genuína para eles; este resultado foi agridoce. Não há vencedores nesta situação porque eles ainda estão de luto, e eu entendo isso”, disse ele.
Outro policial, Pete Arredondo, ex-chefe de polícia do distrito escolar de Uvalde, enfrenta dez acusações e está sendo julgado separadamente.
“Honestamente, a mesma coisa vai acontecer com ele”, lamentou Cazares.
Um relatório do Departamento de Justiça de janeiro de 2024 afirmou que houve uma “cascata de falhas na cadeia de comando” durante o tiroteio.










