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Uma nova regulamentação na cidade de The Dalles, cidade americana localizada no estado de Oregon, limita quantos cães adultos cada domicílio pode ter e obriga que todos estejam licenciados, vacinados contra a raiva e com coleira em espaços públicos.
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A medida, que busca reduzir conflitos entre vizinhos e melhorar o controle animal, acendeu o debate entre famílias que veem seus cães como parte da família e temem que esses limites mudem para sempre a forma de convivência com seus animais de estimação.
A nova lei estabelece um teto claro para o número de cães adultos por residência: até quatro em casas unifamiliares e apenas dois em apartamentos ou edifícios multifamiliares, além de permitir somente uma fêmea destinada à reprodução por domicílio. Essa regulamentação, que pode soar exagerada para muitas famílias latinas nos Estados Unidos, abre um debate que envolve tanto o afeto pelos animais quanto o peso das normas locais no cotidiano.
Em um país onde milhões de hispânicos transformaram seus cães em parte central da dinâmica familiar, qualquer tentativa de regular quantos podem viver sob o mesmo teto é percebida quase como uma interferência na intimidade do lar.
As autoridades insistem que a medida busca prevenir superlotação, conflitos com vizinhos e situações de negligência, em um contexto de convivência urbana cada vez mais tensa, no qual governos locais tentam impor ordem sem romper completamente o vínculo emocional entre a comunidade e seus animais.
Como é a nova lei no Oregon?
A nova lei atualiza o código municipal de controle de cães, e vigora desde 7 de janeiro de 2026. Na prática, estabelece uma distinção clara entre tipos de moradia: em casas unifamiliares, são permitidos até quatro cães adultos; já em duplex, prédios e outras residências multifamiliares, o limite cai para dois cães adultos por unidade, com apenas uma cadela destinada à reprodução em cada endereço.
O que acontece com quem já ultrapassa o limite?
Um dos pontos mais delicados diz respeito aos donos que, antes da vigência da norma, já conviviam com mais cães do que o permitido atualmente. A cidade criou uma regulamentação especial para esses casos, semelhante ao que nos Estados Unidos é conhecido como “grandfathering”, que permite manter os animais existentes sem sanções imediatas, desde que sejam cumpridos prazos e condições específicas.
Os proprietários devem informar formalmente sua situação ao serviço de controle animal dentro de 60 dias após o início da ordenança, com prazo final em 8 de março de 2026, e depois obter uma licença para cada cão até, no máximo, 1º de julho de 2026. Há um detalhe central: os cães registrados nesse regime não podem ser substituídos; à medida que morram, sejam doados ou deixem o domicílio por qualquer motivo, o número total deverá diminuir até se adequar ao limite legal. Para famílias que costumam resgatar cães de rua ou de abrigos, essa cláusula funciona como um freio, mesmo que, por ora, possam manter toda a “matilha”.
Licenças, vacinas e obrigações
A norma também reforça o sistema de licenciamento obrigatório de cães dentro da cidade. Para obter a licença, os donos precisam apresentar comprovante de vacinação antirrábica válida e pagar uma taxa definida na tabela municipal, em linha com o que já ocorre em outros condados do Oregon. Concluído o processo, cada cão recebe uma placa de identificação, que deve estar presa à coleira sempre que o animal não estiver sob supervisão direta do tutor, servindo como prova de registro e vacinação.
A lei não se limita ao ambiente doméstico e endurece as regras para cães nas ruas e em outros espaços públicos. A partir de agora, os animais devem estar sempre com coleira quando estiverem fora da propriedade do dono, exceto em áreas específicas destinadas a cães soltos. Aqueles que estiverem sem controle podem ser considerados “em circulação”, o que permite sua apreensão pelas autoridades.
Além disso, a lei prevê a apreensão de cães sem licença ou que fiquem sem supervisão. Esse ponto gerou críticas de defensores dos direitos dos animais, que temem que alguns acabem em abrigos superlotados ou até sejam sacrificados caso não encontrem adotantes a tempo.
Tendência em outras cidades e debate cultural
A atualização do código em The Dalles faz parte de uma tendência mais ampla nos Estados Unidos: um número crescente de cidades vem regulamentando de forma mais rigorosa a posse responsável de animais, com limites de quantidade, exigências de licenças e regras estritas sobre uso de coleira e circulação em espaços públicos. Entre moradores e organizações, as opiniões se dividem. Há quem comemore o combate à superlotação, aos maus-tratos e aos cães soltos que colocam pedestres e outros animais em risco; outros veem a medida como uma interferência na vida privada de famílias que cuidam bem de vários cães, mas não se enquadram no novo modelo.

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Um vídeo registrado por câmeras de segurança na região de Guangxi, no sul da China, mostrou o momento em que uma mulher quase foi levada pela correnteza durante as enchentes provocadas pelas chuvas torrenciais que atingem o país desde o fim de semana.
‘Sem precedentes’: temporais deixam ao menos 22 mortos e 20 desaparecidos no centro e sul da China
As imagens mostram a moradora tentando atravessar uma rua completamente inundada quando perde o equilíbrio e cai na água. Em poucos segundos, ela começa a ser arrastada pela correnteza, em uma cena de desespero. Vizinhos que perceberam o perigo correram para socorrê-la e conseguiram retirá-la da água antes que fosse levada.
Veja vídeo:
O episódio ocorreu em meio à onda de temporais que atinge o centro e o sul da China e já deixou ao menos 22 mortos e 20 desaparecidos, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa nesta quarta-feira.
A emissora estatal CGTN classificou as precipitações como “chuvas sem precedentes”. Em várias regiões, escolas, empresas e serviços de transporte foram interrompidos por causa das enchentes e dos deslizamentos provocados pelo excesso de chuva.
Na província de Guangxi, onde o vídeo foi gravado, dez mortes já foram confirmadas pelas autoridades locais. Em Hunan, cinco pessoas morreram e outras 11 seguem desaparecidas. Já em Guizhou, quatro mortes foram registradas, enquanto cinco pessoas continuam desaparecidas.
Mais ao norte, em Hubei, as enchentes deixaram três mortos e quatro desaparecidos.
As autoridades chinesas mobilizaram equipes de emergência e suspenderam aulas em diversas cidades afetadas. O governo central também anunciou a liberação de 120 milhões de yuans — cerca de R$ 86 milhões — para ações emergenciais nas regiões atingidas.
A enfermeira de voo Jamie Novick, de 33 anos, foi identificada como uma das vítimas da queda de um avião de resgate médico no estado do Novo México, nos Estados Unidos. O acidente ocorreu na madrugada de 14 de maio, durante um voo entre o Centro Aéreo de Roswell e o Aeroporto Regional de Sierra Blanca, e também provocou um incêndio florestal de grandes proporções na região.
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Além de Jamie, morreram os pilotos Keelan Clark e Ali Kawsara, da empresa Generation Jets, e a enfermeira de voo Sarah Clark, da Trans Aero MedEvac. Em comunicado conjunto, as companhias lamentaram a tragédia.
— Nossos corações permanecem com as famílias e entes queridos que enfrentam uma perda inimaginável — afirmou Matt Goertz, vice-presidente da Trans Aero MedEvac.
Segundo as autoridades locais, a queda da aeronave deu origem ao incêndio Seven Cabins, que já consumiu mais de 16 mil acres e tinha apenas 6% de contenção até quinta-feira. A causa do acidente ainda não foi determinada. O caso é investigado pela Administração Federal de Aviação (FAA) e pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).
Legado de serviço e dedicação
Moradora do Colorado e veterana da Força Aérea americana, Jamie deixou o marido, Ryan, e os filhos Lena e Josh. Em uma campanha criada no GoFundMe para ajudar a família, ela foi descrita como uma profissional dedicada e movida pelo cuidado ao próximo.
“A medicina de emergência não era apenas o trabalho de Jamie, era a sua vocação”, diz o texto da arrecadação, que também destaca sua “compaixão, força e dedicação inabalável” aos pacientes e colegas.
O pai da enfermeira, Greg Bunch, afirmou à emissora Fox21 News que a filha tinha uma vida “cheia de propósito”.
— Ela enfrentou coisas difíceis com coragem. Amou as pessoas com sinceridade. Cuidou dos que sofriam. Viveu com alegria e humildade — declarou.
O marido de Jamie também ressaltou o compromisso da enfermeira com o serviço público.
— Jamie dedicou sua vida a servir os outros como veterana da Força Aérea, enfermeira de pronto-socorro e, mais recentemente, enfermeira de voo. Ela se importava profundamente com todos que cruzavam seu caminho — disse Ryan.
A família revelou ainda que a morte ocorreu apenas 13 meses após o falecimento do irmão dela, Mark, em um acidente de carro. Segundo o pai, Jamie ficou profundamente abalada com a perda.
— A perda de Jamie trouxe uma dor indescritível. Mesmo em meio a essa dor, somos gratos pela vida que ela viveu e pelo amor que nos deu — afirmou Greg Bunch.
Três irmãs morreram afogadas na praia de Brighton, no sul da Inglaterra, em uma tragédia que ganhou contornos ainda mais dramáticos após familiares revelarem que a mãe delas também morreu afogada há 16 anos. Jane Adetoro, de 36 anos, Christina Walters, de 32, e Rebecca Walters, de 31, foram retiradas da água na manhã desta quarta-feira (20), após uma operação de resgate mobilizar equipes de emergência na região de Black Rock, próximo à Madeira Drive.
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Segundo a polícia de Sussex, as investigações continuam para esclarecer como as três mulheres foram parar no mar. Até o momento, as autoridades afirmam não haver evidências de participação de terceiros ou indícios de crime. A suspeita inicial é de que ao menos uma delas tenha sido surpreendida pela profundidade repentina da praia de seixos, conhecida pelas encostas íngremes e pelas mudanças bruscas no terreno submerso.
Uma fonte da Guarda Costeira britânica afirmou ao jornal The Sun que uma das irmãs pode ter entrado na água sem perceber o risco.
— Se você der um passo pensando que o terreno é plano, pode afundar sessenta centímetros ou mais muito rapidamente. Isso pode tornar as coisas muito perigosas muito rapidamente — disse.
Família fala em dor indescritível
As três irmãs moravam juntas em Uxbridge, em Londres, e eram descritas pela família como inseparáveis. A tia delas, Ajike Adetoro, afirmou ao jornal The Times que as jovens eram “irmãs muito unidas e melhores amigas, que faziam tudo juntas”. Ela também criticou teorias conspiratórias disseminadas nas redes sociais sobre o caso.
— Essas especulações absurdas estão causando ainda mais sofrimento à família — declarou.
O pai das vítimas, Joseph, publicou uma homenagem emocionada às filhas.
— Nenhuma palavra pode realmente descrever a dor. A tragédia de perder vocês três deixou um vazio que as palavras não conseguem preencher — afirmou.
— Hoje, com o coração cheio de tristeza e amor, presto homenagem às minhas amadas filhas, cujas vidas terminaram de forma tão trágica e prematura.
A madrasta das jovens, Genevieve Barnaby, também lamentou a perda.
— Nossos corações estão partidos. A dor é indescritível — escreveu.
Segundo familiares, Jane trabalhava como contadora e era vista como a mais responsável das irmãs, frequentemente assumindo um papel maternal dentro da família. Christina havia concluído recentemente a graduação na Universidade Brunel, enquanto Rebecca, a caçula, era lembrada pelo jeito expansivo e brincalhão.
O tio das vítimas, Adesoji, iniciou uma campanha de arrecadação para ajudar a família.
— Nenhum pai ou mãe deveria ter que enterrar um filho, muito menos os três — disse.
O superintendente-chefe Adam Hays, comandante da divisão de Brighton e Hove, afirmou que a investigação seguirá “com seriedade” para esclarecer os acontecimentos daquela manhã.
— Os pensamentos de todos na Polícia de Sussex estão com a família de Jane, Christina e Rebecca após esta perda devastadora — declarou.
Um homem australiano morreu após cair em uma ravina enquanto percorria a Trilha Inca até Machu Picchu, no Peru. A vítima foi identificada como Matthew Cameron Paton, de 52 anos, policial do estado de Victoria. O corpo foi localizado nesta quinta-feira por equipes da Unidade de Resgate em Alta Montanha da cidade de Cusco.
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Segundo as autoridades, Paton foi encontrado cerca de 300 metros abaixo de uma encosta íngreme próxima ao trecho conhecido pelo risco. Na quarta-feira, ele havia sido dado como desaparecido.
De acordo com a polícia peruana, o australiano caiu após uma grade de madeira quebrar enquanto ele atravessava uma área da trilha acompanhado de um grupo de turistas e de um guia.
Segundo a BBC, Matthew Paton havia chegado a Cusco cerca de 12 dias antes ao lado da esposa. As autoridades peruanas investigam as circunstâncias da queda.
Virgilio Velasquez, general e chefe da Região Policial de Cusco, afirmou que as buscas começaram logo após os relatos sobre o desaparecimento do turista.
— Temos informações indicando que ele aparentemente tropeçou ao atravessar uma ponte de madeira e provavelmente tentou se segurar na grade de madeira. Mas ela cedeu e ele escorregou junto para o abismo. Infelizmente, caiu na ravina — declarou à agência estatal peruana Andina.
Policial assumiria novo cargo no próximo mês
A Polícia de Victoria confirmou que Matthew Paton ingressou na corporação em 2009 e assumiria no próximo mês um novo cargo como sargento sênior.
Em comunicado, a família afirmou estar “arrasada” com a morte e disse que o policial “sempre quis viajar para o Peru”.
“A família era a coisa mais importante para Matt”, declararam os parentes. Segundo a BBC, Paton era casado havia 31 anos e deixa a esposa e três filhos. “Ele adorava sua família. E nós o adorávamos”, acrescentou a família.
O comissário-chefe da Polícia de Victoria, Mike Bush, afirmou que Matthew Paton “serviu com distinção por 16 anos”. Segundo Bush, o policial será lembrado pelo altruísmo, pelo “incrível senso de humor”, pela gentileza e pela capacidade de incluir todos ao redor.
A Associação da Polícia de Victoria (TPAV) também lamentou a morte do agente e afirmou que colegas ficaram chocados com “a perda de um de nossos membros em um trágico acidente no exterior”.
Segundo a entidade, Paton se destacou pelo trabalho no treinamento de policiais e pela atuação sindical dentro da corporação.
Um porta-voz do Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália informou que o governo presta assistência consular à família.
— Enviamos nossas mais profundas condolências à família neste momento difícil — afirmou o representante.
O alpinista britânico Kenton Cool alcançou nesta sexta-feira o topo do Everest pela vigésima vez e ampliou o próprio recorde de ascensões à montanha mais alta do mundo realizadas por uma pessoa não nepalesa.
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A informação foi confirmada por autoridades no acampamento-base da montanha.
— Foi informado que hoje, no início da manhã, ele alcançou o cume do monte Everest — declarou à AFP Khim Lal Gautam, funcionário do governo nepalês.
Cool, de 52 anos, escalou os 8.849 metros do Everest pela primeira vez em 2004 e, desde então, participou de expedições quase todos os anos.
O alpinista britânico Kenton Cool acena de dentro de um carro ao chegar ao aeroporto de Katmandu
Prakash MATHEMA / AFP
A trajetória do britânico inclui uma recuperação considerada improvável.
Em 1996, ele quebrou os dois calcanhares em um acidente durante uma escalada em rocha, e médicos chegaram a afirmar que ele talvez nunca mais andasse sem ajuda.
Mesmo assim, em 2022, tornou-se o estrangeiro com mais ascensões ao Everest ao atingir o 16º cume e superar o americano Dave Hahn.
Apesar do recorde, Cool minimizou a marca em comparação às conquistas dos montanhistas nepaleses.
“Estou realmente surpreso com o interesse (…) considerando que tantos sherpas têm muito mais ascensões”, afirmou à AFP em 2022.
Sete escaladores nepaleses já ultrapassaram a marca de 20 cumes no Everest.
O recorde absoluto pertence a Kami Rita Sherpa, conhecido como “Homem do Everest”, que alcançou o topo da montanha pela 32ª vez na semana passada.
Temporada no Everest registra recorde de permissões
Mais de 600 alpinistas chegaram ao cume do Everest desde o início da temporada de primavera neste mês, aproveitando uma breve janela de bom tempo e ventos mais amenos.
Nesta temporada, o Nepal emitiu um recorde de 492 permissões de escalada.
Ao redor do acampamento-base, foi montada uma cidade de barracas para receber montanhistas estrangeiros e equipes de apoio.
O alto número de expedições reacendeu preocupações sobre superlotação no Everest, especialmente em períodos de clima instável.
Na quarta-feira, cerca de 275 pessoas alcançaram o topo da montanha, no dia mais movimentado já registrado na vertente sul do Everest.
Segundo o texto, três alpinistas nepaleses morreram durante expedições nesta temporada.
O Nepal abriga oito das dez montanhas mais altas do planeta e recebe centenas de escaladores a cada primavera, em uma atividade considerada uma importante fonte de receita para o país.
Os quatro astronautas da missão Artemis II, da Nasa, foram confrontados no Capitólio dos Estados Unidos por um homem que os acusou de mentir sobre as missões espaciais e de participar de uma suposta “operação psicológica” contra o público.
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O incidente ocorreu após uma visita da tripulação ao Capitólio, onde os astronautas se reuniram com autoridades políticas americanas. Segundo o “20 Minutos”, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o homem se dirigindo aos integrantes da missão com frases como “parem de mentir”, “vocês nunca foram ao espaço” e “eu vejo através das suas mentiras”.
O homem também acusou os astronautas de enganar o público e insistiu que a suposta “operação psicológica” “não estava funcionando”. Durante a abordagem, fez ainda referências religiosas, dizendo aos membros da tripulação para “seguirem Jesus”, afirmando que “Deus está observando vocês” e exigindo que eles “se arrependessem diante de Deus”.
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Os astronautas mantiveram a calma durante todo o episódio e evitaram responder diretamente às provocações, seguindo pelo edifício.
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A missão Artemis II foi a primeira tripulada do programa Artemis e marcou o retorno de astronautas a uma viagem em torno da Lua, mais de 50 anos depois da era Apollo. A Nasa confirma que a missão foi lançada em 1º de abril de 2026 e terminou em 10 de abril, com a amerissagem da cápsula Orion no Pacífico, ao largo de San Diego.
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A tripulação foi formada pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta canadense Jeremy Hansen. Durante a missão, a cápsula Orion realizou uma viagem de quase dez dias em torno da Lua, sem pousar no satélite, testando sistemas essenciais para futuras missões lunares e para o objetivo de levar astronautas a Marte.
O programa Artemis é uma das principais apostas da Nasa para retornar à Lua de forma sustentada. Depois da Artemis II, a agência já prepara a Artemis III, missão que deverá avançar para uma nova fase da exploração lunar.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, saudou na sexta-feira o anúncio do presidente Donald Trump de que 5 mil soldados americanos seriam enviados para a Polônia, após um destacamento planejado anteriormente ter sido cancelado em meio à pressão para que a Europa se defendesse sozinha.
“É claro que saúdo o anúncio”, disse o secretário-geral a jornalistas antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da aliança na Suécia, acrescentando que os comandantes militares da OTAN “estão analisando todos os detalhes”.
No outono e inverno do ano passado, diplomatas israelenses de alto escalão contataram com urgência autoridades e emissoras de televisão em toda a Europa para abordar um tema delicado, ainda que inesperado: o extravagante Festival Eurovisão da Canção.
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As emissoras queriam banir Israel do Eurovision e ameaçaram boicotar o concurso devido à guerra na Faixa de Gaza. Algumas chegaram a acusar o governo israelense de influenciar injustamente os resultados por meio de uma campanha de votação em massa.
Israel tinha, sem dúvida, preocupações diplomáticas maiores do que uma competição de música pop, mesmo uma que alcança 166 milhões de telespectadores em todo o mundo. Uma comissão das Nações Unidas havia acusado recentemente Israel de cometer genocídio, o que o país negou veementemente. E líderes mundiais estavam reconhecendo a criação de um Estado palestino, algo a que Israel se opunha há muito tempo.
“Estou um pouco surpreso por que a embaixada está investigando esse assunto”, escreveu Stefan Eiriksson, chefe da emissora nacional da Islândia, a um diplomata israelense que queria discutir o Eurovision em dezembro passado.
Essa pressão diplomática, até então não divulgada, para manter Israel no Eurovision foi apenas um aspecto de um drama que se desenrolou ao longo do último ano em torno do evento cultural mais assistido do mundo. Para o governo israelense, o Eurovision tornou-se mais do que uma simples celebração de roupas brilhantes, orgulho gay e espetáculos pirotécnicos. Transformou-se em uma oportunidade, por meio de boas apresentações de seus cantores, de revitalizar a reputação decadente do país e angariar apoio internacional.
A competição começou após a maior crise nos 70 anos de história do Eurovision. A Islândia e outros quatro países boicotaram o evento em protesto contra a participação de Israel. A União Europeia de Radiodifusão (UER), organização sem fins lucrativos que organiza o concurso, enfrenta dificuldades financeiras.
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Uma investigação do New York Times revelou uma campanha bem organizada pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que adotou o Eurovision como instrumento de soft power, e um organizador do concurso que agiu em segredo e não estava preparado para responder à situação.
À medida que o concurso, normalmente descontraído, se transformava numa disputa indireta sobre assuntos do Oriente Médio e direitos humanos, o Eurovision lutava para defender um princípio fundamental: a política não tem qualquer influência no evento.
Os esforços de Israel para influenciar a votação do Eurovision foram mais amplos e começaram anos antes do que se sabia. Mesmo antes da controvérsia sobre a votação vir à tona, registros financeiros mostram que Israel gastou pelo menos US$ 1 milhão em marketing para o Eurovision. Parte desse dinheiro veio do escritório de “hasbara” de Netanyahu, um eufemismo para propaganda no exterior, para promover a cantora israelense.
Os governos não devem interferir na votação. O Eurovision é um concurso para emissoras públicas e cantores, não para governos.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel não respondeu aos pedidos detalhados de comentários. Um porta-voz do gabinete de Netanyahu disse que ele analisaria as perguntas e consideraria responder. Ele não respondeu.
O diretor do Eurovision, Martin Green, afirmou em entrevista que as ações de Israel no ano passado foram excessivas, mas não contribuíram para o inesperado segundo lugar conquistado pelo país.
Uma investigação do Times, baseada em dados de votação até então não divulgados, documentos do Eurovision e entrevistas com mais de 50 pessoas, descobriu, no entanto, que a campanha poderia facilmente ter alterado o resultado do concurso.
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A cantoraisraelense venceu nos votos populares em países onde as pesquisas mostram que Israel é profundamente impopular. Uma análise dos votos revela que, em alguns países, bastariam algumas centenas de votos para mudar o resultado, o que, por sua vez, pode influenciar o desfecho final devido ao sistema de votação do concurso.
Não há provas de que Israel, como alguns fãs do Eurovision especularam, tenha usado bots ou outras táticas secretas para manipular a votação.
Os organizadores mantiveram os dados completos da votação em segredo absoluto, até mesmo de suas próprias emissoras. Diante de uma revolta interna e ameaças de aliados israelenses para que abandonassem a disputa, eles minimizaram publicamente a campanha eleitoral de Israel e nunca a investigaram a fundo.
Os organizadores do concurso encomendaram um estudo sobre a opinião das emissoras em relação a Israel, mas mantiveram o relatório completo em segredo. Eles convocaram uma votação sobre a permanência de Israel no concurso e, em seguida, a cancelaram abruptamente. Desencorajaram as emissoras a falar com jornalistas.
— O governo israelense cooptou o Eurovision — disse Stefan Jon Hafstein, presidente do conselho da emissora pública da Islândia.
Comprar anúncios e coordenar mensagens nas redes sociais não é ilegal. Afinal, o Eurovision é apenas um concurso de canto — embora o maior do mundo. Mas, embora os governos frequentemente tentem capitalizar a publicidade que seus cantores proporcionam, nenhum esforço promocional liderado pelo governo foi tão extenso e controverso quanto o de Israel.
— A voz de Israel deve ser ouvida em todos os lugares — disse o presidente israelense, Isaac Herzog, cuja função é em grande parte cerimonial, e que levantou a questão do boicote em reuniões com líderes mundiais no ano passado. Devemos participar, devemos hastear nossa bandeira bem alto e devemos levar os melhores artistas para o Eurovision.
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O Eurovision, que outrora lançou as carreiras internacionais de artistas como ABBA e Celine Dion, enfrenta um futuro incerto. Projeções financeiras analisadas pelo The Times estimaram no ano passado que os boicotes custariam ao grupo de radiodifusão sem fins lucrativos centenas de milhares de dólares em taxas de participação. Green afirmou que as finanças da Eurovisão eram robustas, mas reconheceu a dificuldade em encontrar patrocinadores.
— É certamente um dos maiores desafios que enfrentamos — disse Green sobre a controvérsia com Israel. Mas o Eurovision, acrescentou, existe para demonstrar a harmonia global — Para mostrar o mundo como ele poderia ser”.
Esta é a história por trás da controvérsia que quase acabou com o Eurovision.
Eurovision como soft power
Em maio de 2024, fãs se reuniram na cidade costeira sueca de Malmö para o primeiro concurso Eurovision da guerra em Gaza.
Apesar do nome, o Eurovision reúne cantores e emissoras de todo o mundo. Israel estreou em 1973. Os músicos competem sob bandeiras nacionais, mas as apresentações são financiadas por emissoras de televisão.
Naquela época, não havia nenhuma regra clara que proibisse a promoção governamental, mas a independência é um princípio fundamental do Eurovision.
No entanto, o governo israelense vinha promovendo discretamente os artistas de sua emissora desde pelo menos 2018, segundo Doron Medalie, ex-compositor de músicas para o Eurovision representando Israel. O governo gastou mais de US$ 100 mil em promoção nas redes sociais naquele ano, afirmou ele. Israel venceu.
Medalie afirmou que a vitória convenceu os líderes israelenses de que o Eurovision, que é extremamente popular em Israel, era um bom investimento.
Registros mostram que o governo Netanyahu aumentou os gastos antes da eleição em Malmö.
A opinião pública europeia se opunha à guerra, e alguns grupos da indústria musical já pediam a expulsão de Israel do Eurovision. Uma boa apresentação israelense demonstraria que Israel era amado pelo público europeu, segundo autoridades israelenses. Elas, juntamente com algumas pessoas próximas à Eurovision, falaram sob condição de anonimato, seja por não estarem autorizadas a falar publicamente, seja por temerem represálias dos organizadores do concurso.
Em Malmö, o governo israelense gastou mais de US$ 800 mil em publicidade relacionada ao Eurovision, segundo dados da Agência de Publicidade do Governo de Israel. Os dados, obtidos pelo grupo de vigilância da mídia israelense The Seventh Eye e fornecidos ao The Times, revelam que a maior parte do dinheiro veio do Ministério das Relações Exteriores. Uma rubrica do gabinete de relações públicas do primeiro-ministro mostrou que também foram alocados fundos para “promoção de votos”.
A emissora pública israelense Kan disse ao Times que não tinha conhecimento prévio de campanhas publicitárias do governo e que, até onde sabia, “as regras da concorrência não foram violadas”.
Em 2024, a cantora israelense Eden Golan ficou em segundo lugar na votação popular e liderou a votação em muitos países onde o sentimento pró-Palestina é forte. “O mundo, ao que parece, não está contra nós”, escreveu o site de notícias israelense Ynet.
O Ynet observou que o Ministério das Relações Exteriores havia feito propaganda no YouTube durante o Eurovision. Mas a história, e os padrões de votação incomuns, receberam pouca atenção.
As emissoras do Eurovision estavam ocupadas. A ativista Greta Thunberg e milhares de outras pessoas lotaram Malmö, protestando contra a participação de Israel. No palco, vários cantores usavam símbolos palestinos. O rapper holandês Joost Klein foi expulso por uma altercação não relacionada com um operador de câmera.
Mas uma emissora da Eslovênia notou o resultado peculiar da votação e pediu ao Eurovision que divulgasse mais dados. Os organizadores nunca responderam, disse a emissora.
O Eurovision afirmou na primeira semana deste mês que não considerou excessivas quaisquer promoções israelenses a partir de 2024.
O Eurovision tinha deixado Malmö para trás, mas os seus problemas estavam apenas a começar.
‘Vote 20 vezes!’
No concurso Eurovision de 2025, em Basileia, na Suíça, Israel ficou em segundo lugar na classificação geral e venceu o voto popular — mais uma vez conquistando os países onde as pessoas se manifestaram abertamente contra as políticas de Israel.
Desta vez, os resultados inesperados foram notados.
Utilizando a biblioteca de anúncios do Google, jornalistas da emissora finlandesa Yle revelaram que o governo israelense comprou anúncios online em vários idiomas, convocando as pessoas a votarem no candidato israelense, Yuval Raphael, até o limite máximo de 20 votos.
Os números de gastos para essa disputa não estão disponíveis, mas a campanha de Israel foi mais ampla e coordenada do que em Malmö.
O próprio Netanyahu publicou uma imagem nas redes sociais incentivando as pessoas a votarem 20 vezes em Raphael. Grupos pró-Israel em toda a Europa publicaram imagens semelhantes e outras relacionadas. O vice-embaixador de Israel na Áustria, Ilay Levi Judkovsky, disse ao Times que havia entrado em contato com um grupo da diáspora para angariar apoio para Raphael.
Medalie, o compositor israelense, defendeu a estratégia. Israel gasta tanto com segurança, disse ele, que seria justo que o governo financiasse a promoção.
— Todo mundo está com inveja e se sente incomodado porque Israel está alcançando ótimos resultados — disse ele.
Os esforços de promoção de Israel poderiam ter facilmente influenciado o voto popular, segundo uma análise dos dados eleitorais. Isso porque, em alguns países, os registros mostram que tão poucas pessoas votam que apenas algumas centenas votando repetidamente poderiam mudar o resultado.
Após a votação, a emissora eslovena voltou a exigir os dados da votação e ameaçou retirar-se do ar. Outros, em privado, pediram uma investigação externa.
Green prometeu que o órgão dirigente do Eurovision analisaria a votação. Mas esse grupo nunca recebeu uma análise completa da votação, apenas dados “superficiais”, reconheceu Green.
Nem ele nem o sindicato das emissoras encomendaram uma investigação externa.
— Estamos muito, muito felizes que o resultado seja verdadeiro, justo e bem analisado — disse Green.
Em julho, durante um encontro de emissoras em Londres, a dissidência aumentou. A Espanha pediu um debate sobre a participação de Israel e a mudança de um sistema de votação que considerava suscetível a manipulação.
Em vez de investigar, o Eurovision contratou um consultor, o veterano da radiodifusão checa Petr Dvorak, para entrevistar membros sobre a participação de Israel.
As opiniões eram bastante diversas. “Às vezes, eles simplesmente sentiam que Israel, como Estado, estava usando esse evento como uma espécie de ferramenta de promoção”, lembrou Dvorak em uma entrevista. Outros queriam que o Eurovision cancelasse ou adiasse a edição de 2026. Alguns achavam que a Kan, emissora israelense, não deveria ser responsabilizada pelas ações de seu governo.
Posteriormente, as emissoras receberam apenas um resumo das conclusões de Dvorak, e não o relatório completo, reforçando a opinião de que o esforço foi uma perda de tempo.
No final de setembro, cinco emissoras — Islândia, Irlanda, Holanda, Espanha e Eslovênia — discutiam abertamente um boicote.
Uma controvérsia latente chega ao limite.
Uma reunião do Eurovision na Croácia, naquele mês, não dissipou as preocupações. Em vez disso, a equipe de Green fez duas apresentações aparentemente contraditórias, segundo dois participantes.
A primeira apresentação alegou que Israel não havia influenciado o resultado das eleições de 2025. Nenhum dado detalhado foi oferecido. A segunda apresentação orientou os profissionais de comunicação sobre como usar as mídias sociais para garantir mais votos.
Para alguns presentes na sala, os organizadores pareciam estar dizendo que as campanhas online poderiam influenciar a votação, mas que a de Israel não havia influenciado.
Os organizadores ficaram divididos entre lados rivais. Corriam rumores de que a Noruega e Portugal poderiam se juntar aos cinco países dissidentes caso Israel permanecesse no palco. Documentos mostram que aliados de Israel, incluindo a Alemanha e a Estônia, se opuseram à proibição.
Os organizadores calcularam os efeitos financeiros de ambos os cenários: perder os críticos de Israel ou perder Israel e seus defensores. Nenhum dos resultados foi bom, segundo os registros. De acordo com algumas estimativas, o Eurovision poderia perder mais de US$ 600.000 em taxas de inscrição.
A situação tinha ficado tão ruim que até o chefe da emissora pública austríaca cogitou, em uma conversa interna, a possibilidade de seu país se retirar em apoio a Israel, segundo uma fonte familiarizada com a discussão. Isso deixaria o concurso de 2026, marcado para Viena, sem sede.
(Um porta-voz da emissora austríaca afirmou que “sempre foi claro” que Viena sediaria o evento. O diretor da emissora renunciou ao cargo posteriormente.)
Em uma carta enviada aos seus membros no final de setembro, o Eurovision reconheceu que “nunca havia enfrentado uma situação tão divisiva” e anunciou uma votação de emergência sobre a participação de Israel.
Em conversas privadas, os advogados do Eurovision deram um conselho extraordinário: os organizadores poderiam excluir Israel legalmente, se quisessem.
Eurovisão, Dilacerado
Algumas semanas depois, o Eurovision cancelou a votação de emergência, alegando o novo cessar-fogo em Gaza. Isso adiou a questão para dezembro.
As emissoras ainda tinham dúvidas sobre os direitos humanos e a campanha de marketing de Israel. Mas, aparentemente, o Eurovision queria que a controvérsia desaparecesse. Sua equipe de comunicação havia enviado um e-mail desencorajando as emissoras a falar com jornalistas.
O atraso deu ao governo de Israel tempo para fazer uma investida diplomática.
Segundo documentos e entrevistas com pessoas envolvidas, as embaixadas israelenses entraram em contato com emissoras de televisão em pelo menos três países. Em um quarto país, o governo israelense contatou o Ministério das Relações Exteriores para discutir o Eurovision.
Finalmente, em dezembro, após meses de debate e atrasos, as emissoras se reuniram em Genebra para discutir a participação de Israel.
Mais uma vez, o Eurovision esquivou-se da questão.
O sindicato das emissoras organizou uma votação para decidir se limitaria cada telespectador a 10 votos e se “desencorajaria campanhas promocionais desproporcionais”.
Havia uma reviravolta: se os membros aprovassem as mudanças, estariam concordando em manter Israel no Eurovision — sem nunca votar explicitamente sobre a questão. (Alguns membros disseram a Dvorak que não queriam ser responsabilizados em seus países de origem por tal votação.)
A presidente do sindicato das emissoras, Delphine Ernotte Cunci, reconheceu que o acordo “pode ​​parecer um tanto bizarro”. Mas, explicou ela, não votar era “a solução mais democrática possível”, de acordo com a ata da reunião.
Frederik Delaplace, da emissora belga VRT, não se convenceu. Segundo ele, durante a reunião, o Festival Eurovisão da Canção estava “se escondendo atrás de diretrizes” em vez de discutir direitos humanos.
Por meio de votação secreta, as emissoras aprovaram as mudanças nas regras. Israel permaneceria no Eurovision, sem que ninguém precisasse votar sobre o assunto.
As cinco emissoras dissidentes rapidamente iniciaram um boicote.
Green afirmou que as novas regras abordavam “uma questão de percepção”, e não problemas reais.
Na edição deste ano do Eurovision, em Viena, outros países estão testando as novas regras, mobilizando suas diásporas para votar.
E uma propaganda israelense está mais uma vez gerando polêmica. A equipe por trás do candidato de Israel, Noam Bettan, divulgou nas redes sociais promoções pedindo que as pessoas votassem nele 10 vezes.
Os organizadores do Eurovision, correndo contra o tempo para evitar uma repetição do ano passado, advertiram formalmente a emissora e pediram a remoção das publicações. “Utilizar um apelo direto para votar 10 vezes no mesmo artista ou canção também não está de acordo com as nossas regras, nem com o espírito do concurso”, disse Green.
Ele reiterou o compromisso do público, afirmando que tais campanhas não podem influenciar o resultado.
Donald Trump sofreu um revés legislativo na quinta-feira com o adiamento da votação de um projeto de lei para financiar agências de imigração, após uma disputa entre senadores republicanos sobre um fundo adicional de US$ 1,8 bilhão destinado a compensar aliados do presidente que alegam perseguição por agências federais.
Os líderes republicanos esperavam aprovar quase US$ 70 bilhões para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), a Patrulha da Fronteira e outras agências antes do recesso legislativo de uma semana. Mas a divergência dentro das fileiras republicanas surgiu da proposta de Trump de um “fundo anti-manipulação política”, que poderia compensar centenas de seus apoiadores processados ​​pela invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Os republicanos “estão brigando abertamente por um projeto de lei que injetaria bilhões a mais na agenda imigratória extremista do presidente Trump e aprovaria quase US$ 1,8 bilhão (…) para um fundo opaco destinado a recompensar os aliados políticos de Trump”, disseram os senadores democratas Mark Warner e Tim Kaine em uma declaração conjunta. Os republicanos também estavam divididos sobre uma proposta de financiamento de até US$ 1 bilhão para o Serviço Secreto, vinculado à segurança do salão de baile da Casa Branca, conforme idealizado por Trump.
O adiamento dessa votação estende o prazo de 1º de junho estabelecido por Trump para aprovar um dos pilares de sua agenda interna.
Empresas de mineração em águas profundas enfrentarão uma avalanche de processos judiciais se prosseguirem com os planos “ilegais” apoiados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para extrair minerais críticos do fundo do oceano, disse à AFP, nesta sexta-feira, a chefe da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.
“Prevejo uma grande quantidade de processos judiciais se isso acontecer. Essa ação unilateral acionará muitos, muitos sistemas jurídicos”, disse Leticia Carvalho, secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.

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