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Uma turista alemã morreu após se afogar em uma praia conhecida pelas correntes perigosas no litoral da Inglaterra, segundo conclusão de um inquérito conduzido na região, nesta semana. O caso ocorreu em 10 de agosto, na baía de Porthcothan, na Cornualha, na Inglaterra.
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Anja Wolf, de 53 anos, estava em viagem com o marido, Johannes Wolf, e havia planejado explorar a costa sudoeste do país de bicicleta. De acordo com depoimento prestado ao Tribunal do Legista da Cornualha, o casal já havia entrado no mar três vezes antes do incidente. Johannes afirmou que a esposa era uma nadadora experiente e habituada a águas frias.
Correntes e isolamento agravaram risco
Na manhã do ocorrido, os dois pedalaram até a praia, uma área descrita pelas autoridades como isolada e sujeita a correntes de retorno intensas, agravadas pelas marés. Segundo o relato, eles não tinham conhecimento dos riscos. Em determinado momento, se separaram, e Anja seguiu em direção à Escadaria de Bedruthan.
Johannes permaneceu cerca de 20 minutos na água e, ao sair, iniciou buscas pela esposa. Sem encontrá-la, tentou contato por telefone e mensagens enquanto retornava ao carro.
Uma testemunha relatou ter visto uma mulher nadando sozinha nas proximidades da Ilha de Diggory por volta das 15h. Segundo o depoimento, ela entrou em um dos túneis naturais da ilha e permaneceu ali entre 10 e 15 minutos. Na última vez em que foi vista, não apresentava sinais de dificuldade.
Horas depois, a guarda costeira recuperou o corpo de uma mulher no local. Anja foi levada à estação de botes salva-vidas de Newquay, onde foi declarada morta às 17h.
O laudo apontou o afogamento como causa principal da morte. A polícia informou não haver indícios de participação de terceiros.
A assistente do legista da Cornualha e das Ilhas Scilly, Emma Hillson, afirmou que, com base nas evidências, é provável que a vítima tenha enfrentado dificuldades ao nadar devido ao mar agitado, à maré crescente e à localização. Segundo ela, Anja possivelmente morreu enquanto tentava resistir às condições adversas.
O caso foi registrado como morte acidental.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país continuará realizando ataques contra o Hezbollah “sempre que for necessário”, mesmo diante de um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos que, segundo Israel, não inclui o Líbano.
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A declaração reforça a posição israelense de manter ações militares em território libanês, em contraste com a interpretação do Irã, que considera os ataques uma “grave violação” do acordo.
Netanyahu também indicou que Israel responderá a qualquer ação contra sua população civil. “Nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que aja contra civis israelenses será alvo”, disse.
O premier reiterou que a ofensiva contra o Hezbollah seguirá até o cumprimento de um objetivo específico: “Continuaremos a atacar o Hezbollah onde for necessário, até restaurarmos plena segurança aos moradores do norte”.
Divergência sobre alcance da trégua
Segundo o governo israelense, o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos não se aplica ao território do Líbano, posição já manifestada anteriormente.
As declarações de Netanyahu ocorreram após anúncio das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre a morte de Ali Yusuf Harshi, identificado como secretário e sobrinho de Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah.
Israel diz ter matado sobrinho de líder do Hezbollah
O Exército de Israel comunicou, nesta quinta-feira, que realizou um ataque durante a noite na cidade de Beirute e afirmou ter matado Ali Yusuf Harshi, descrito como sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, líder do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã.
Segundo os militares israelenses, a ação ocorreu na área de Beirute e teve como alvo direto Harshi, que mantinha relação familiar e profissional com Qassem, identificado como secretário-geral do Hezbollah.
Em comunicado oficial divulgado pela agência Reuters, as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam ter feito um ataque “na área de Beirute” e eliminado “Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando punir alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que, segundo ele, não apoiaram Washington e Israel na guerra contra o Irã, praticamente interrompida por um frágil acordo de cessar-fogo estabelecido na noite da última terça-feira. A informação foi revelada pelo Wall Street Journal (WSJ), que citou funcionários do governo Trump, na quarta-feira, mesmo dia que o republicano recebeu o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na Casa Branca para uma reunião a portas fechadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Milhares de iranianos prestaram homenagem nesta quinta-feira ao falecido líder supremo Ali Khamenei, que governou o país durante quase quatro décadas até sua morte em um ataque dos Estados Unidos e de Israel no início da guerra no Oriente Médio.
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Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi nomeado sucessor, mas não foi visto em público desde antes da guerra, e parece pouco provável que esteja presente nas cerimônias realizadas nesta quinta-feira em todo o país.
Imagens divulgadas pela televisão estatal mostram multidões em concentrações com retratos do líder em cidades como Urmia, Gorgan e na capital, Teerã.
A homenagem nacional começou às 09h40 (06h10 GMT), horário em que Khamenei morreu em 28 de fevereiro, em sua residência na capital iraniana, junto com numerosos altos funcionários do país.
Morte marcou início da guerra
O ataque que matou Khamenei marcou o início da guerra no Oriente Médio, que se espalhou pela região, com represálias do Irã contra interesses americanos no Golfo e ataques a Israel.
Na terça-feira, Washington e Teerã chegaram a um cessar-fogo de duas semanas, considerado frágil por analistas e autoridades.
Devido ao conflito em curso, ainda não foi realizado um funeral de Estado para o líder iraniano.
Reaproximação diplomática
No campo diplomático, Irã e Arábia Saudita retomaram contato direto pela primeira vez desde o início do conflito. O ministro saudita das Relações Exteriores, Faisal bin Farhan, conversou por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, em um movimento que sinaliza tentativa de reabertura de canais entre potências rivais da região.
Na Europa, a Espanha anunciou que reabrirá sua embaixada em Teerã, fechada desde março por causa da guerra. Segundo o chanceler José Manuel Albares, a decisão busca contribuir, “a partir da própria capital do Irã, para esse esforço pela paz”.
Já a França rejeitou a possibilidade de cobrança de pedágio no estreito de Ormuz, ideia mencionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
— Não, não é aceitável porque a liberdade de navegação em águas internacionais é um bem comum, um bem comum da humanidade — afirmou o ministro Jean-Noël Barrot.
Risco ao cessar-fogo
Reino Unido e França também pressionaram por ampliação do cessar-fogo ao Líbano, após ataques israelenses em Beirute que deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ministra britânica Yvette Cooper disse estar “profundamente preocupada”, enquanto Barrot classificou os ataques como “intoleráveis” e afirmou que a França se soma ao luto nacional libanês.
Apesar da trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, a situação segue instável. O presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas permanecerão posicionadas perto do Irã até que seja cumprido um “acordo real”.
“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em, e perto do, Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump.
A ONU alertou para o risco de colapso do cessar-fogo. Segundo o secretário-geral António Guterres, a atividade militar israelense “em curso no Líbano representa um grave risco para o cessar-fogo” e compromete “os esforços para alcançar uma paz duradoura e ampla na região”.
No terreno, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra Israel em resposta a uma suposta “violação” da trégua. O grupo disse ter atingido a “zona de Manara [do outro lado da fronteira com Israel] com uma chuva de foguetes às 02h30 de quinta-feira”.
O aumento da tensão também afeta o transporte marítimo global. A Guarda Revolucionária do Irã orientou navios a utilizarem rotas alternativas no estreito de Ormuz, citando risco de “minas” na via habitual.
A chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Líbano, Agnes Dhur, afirmou que a organização está “indignada com a devastadora perda de vidas e a destruição” provocadas pelos ataques israelenses em áreas densamente povoadas do país.
Um homem de 58 anos foi condenado a 11 anos de prisão após provocar a explosão da casa da companheira em um suposto ato de vingança, na cidade de Derby, na Inglaterra. O caso ocorreu na noite de 10 de junho do ano passado, na Eden Street, no bairro de Alvaston, e deixou um rastro de destruição que afetou toda a vizinhança.
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Imagens divulgadas pela Polícia de Derbyshire, nesta quarta-feira (8), mostram o momento em que a fachada do imóvel é arremessada para a rua, atingindo a via por onde passava um carro. A explosão, causada por um vazamento de gás, danificou gravemente a residência e imóveis vizinhos, dois deles precisaram ser demolidos.
Impacto devastador na comunidade
Segundo as investigações, Paul Solway desligou o registro de gás no porão da casa e ateou fogo a uma cadeira na cozinha, provocando a explosão. Ele estava sozinho no imóvel e sofreu queimaduras graves, enquanto um cachorro foi resgatado dos escombros.
A companheira, Joanne Waterfall, havia deixado a casa pouco antes após pedir que ele se mudasse. Ela saiu ilesa, mas perdeu todos os seus bens. “Não tenho nada. Tive que começar do zero absoluto”, afirmou após a sentença. Sem seguro residencial, ela agora está sem moradia.
De acordo com a BBC, durante o julgamento, Solway admitiu seis acusações de danos à propriedade com risco à vida. O juiz Shaun Smith KC classificou os efeitos do crime como “devastadores”, destacando que moradores perderam economias e passaram a depender de assistência pública para habitação.
O promotor Paul Raudnitz KC afirmou que o réu apresentava sinais de descontrole antes da explosão, chegando a dizer a um vizinho que “estaria morto naquela noite”. Para a vítima, no entanto, o ato foi premeditado. “Ele planejou isso. Nunca pediu desculpas, não demonstra remorso”, declarou.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou uma ordem de restrição que impede qualquer contato entre Solway e Waterfall. Segundo a polícia, quase um ano após o incidente, famílias ainda enfrentam as consequências materiais e emocionais da explosão.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto apenas “depois que os Estados Unidos realmente cessarem essa agressão”.
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A declaração ocorre em meio a novas tensões na região mesmo durante o cessar-fogo estabelecido em acordo entre os Estados Unidos e o Irã. No relato, a referência à “agressão” aparentemente se relaciona aos ataques de Israel no Líbano.
Em entrevista à emissora BBC, Khatibzadeh destacou que o Estreito de Ormuz esteve “aberto por milênios”, mas afirmou que essa condição mudou desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O vice-ministro também declarou que o Irã pretende assegurar a navegação no local e afirmou que o país “garantirá segurança para a passagem segura”. Segundo ele, essa atuação seguirá “normas internacionais e o direito internacional”.
Apesar disso, Khatibzadeh afirmou que o Estreito de Ormuz não está em águas internacionais e que sua utilização depende “da boa vontade do Irã e de Omã”.
Controle da rota e tensões no Golfo
Durante a entrevista, o vice-ministro foi questionado se a garantia de segurança não significa que o Irã iria “cobrar uma taxa de cada navio que passe, ou ameaçar explodi-lo”.
Em resposta, o vice-ministro afirmou que o Irã deseja que o Estreito de Ormuz seja “pacífico” e definiu a passagem como uma relação de reciprocidade, uma “via de mão dupla”.
Khatibzadeh também indicou que o país não aceitará que o Golfo seja “utilizado de forma indevida por navios de guerra”.
Ponto central das negociações
Ponto central das negociações sobre um cessar-fogo temporário e, provavelmente, dos termos para o fim da guerra no Irã, a reabertura completa do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações de petróleo do mundo, é um desejo de boa parte da comunidade internacional, e chegou a ser citada na publicação em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a trégua. Um alívio para as centenas de embarcações que aguardam o momento de cruzar a área e chegar a seus portos.
Mas se depender de Teerã, o cenário pré-Operação Fúria Épica não será retomado tão cedo. Ao longo dos 39 dias de conflito, o regime aplicou com sucesso uma estratégia planejada por décadas para o estreito, virtualmente bloqueou a passagem e agora quer exige poderes para controlar a rota, decidindo quem pode transitar e quanto deve pagar pelo “privilégio”.
Uma pequena amostra do “dedo no gatilho”, usando uma expressão da Guarda Revolucionária, veio nesta quarta-feira, quando o tráfego foi interrompido após ataques israelenses contra o Líbano, que deixaram mais de 200 mortos.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta quinta-feira (9), um restaurante localizado na plataforma da estação ferroviária de Oulton Broad North, em Lowestoft, no condado de Suffolk, na Inglaterra, e provocou a interrupção total dos serviços de trem na região.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas por volta da meia-noite e encontraram o telhado do estabelecimento já em chamas. O fogo foi controlado apenas cerca de seis horas depois, por volta das 6h (horário de verão britânico), após uma operação que mobilizou diferentes unidades de resgate.
Danos e impacto na circulação ferroviária
Segundo a BBC, aoperadora ferroviária Greater Anglia informou que o “incêndio grave” causou danos significativos a um edifício da estação, levando à suspensão dos serviços entre Lowestoft, Norwich e Ipswich. Já a Network Rail alertou que as interrupções deveriam persistir ao menos até o fim da manhã.
As rotas afetadas incluem os trechos entre Ipswich e Lowestoft, além da ligação entre Norwich e Lowestoft. Sem a circulação de trens, passageiros foram orientados a utilizar ônibus locais, que passaram a aceitar bilhetes ferroviários.
Segundo as autoridades, o telhado do prédio foi em grande parte destruído pelas chamas. Imagens registraram colunas densas de fumaça enquanto o fogo consumia o restaurante.
Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. Equipes da polícia de Suffolk e do serviço de ambulâncias do Leste da Inglaterra também foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência.
Área isolada e orientação aos moradores
Mesmo após o controle do incêndio, os bombeiros permaneceram no local para eliminar focos remanescentes e garantir a segurança da estrutura. As ruas ao redor da estação começaram a ser reabertas ao longo da manhã, mas autoridades locais recomendaram que a população evite a área devido ao grande número de veículos de emergência.
Em nota, o conselho do condado de Suffolk reforçou o pedido para que moradores se mantenham afastados, a fim de reduzir o congestionamento na região.
As causas do incêndio ainda não foram divulgadas e deverão ser investigadas pelas autoridades competentes.
O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã entrou em seu segundo dia nesta quinta-feira (9) sob incertezas e sinais de fragilidade, com redução de ataques diretos entre os dois países, mas escalada da violência em frentes paralelas. No Líbano, o conflito entre Israel e o Hezbollah expôs os limites do acordo.
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Segundo o New York Times, o ministro da Saúde do Líbano afirmou que o número de mortos nos ataques israelenses de quarta-feira subiu para 203, com mais de mil feridos. Foi o dia mais sangrento da guerra entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, desde a intensificação dos confrontos no mês passado.
Divergência sobre alcance do cessar-fogo
A crise é agravada por versões conflitantes sobre os termos da trégua. O governo iraniano sustenta que o acordo inclui o Líbano e acusa Washington de não cumprir o compromisso. Já a Casa Branca rejeita essa interpretação, alinhando-se à posição de Israel de que o cessar-fogo não se estende ao confronto com o Hezbollah.
A tensão diplomática ocorre às vésperas de negociações previstas para começar no sábado, em Islamabad, mediadas pelo Paquistão. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem participar das conversas, embora sinais de desconfiança persistam, inclusive após a exclusão de uma publicação oficial iraniana que mencionava a chegada de sua delegação.
Apesar do cenário instável, o anúncio da trégua teve impacto imediato nos mercados globais. O preço do petróleo recuou, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 94,75, embora ainda cerca de 30% acima do nível anterior ao início da guerra.
Estreito de Ormuz segue como ponto crítico
Outro foco de incerteza é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás. O Irã afirmou que permitiria a passagem de embarcações mediante coordenação militar, mas, até a manhã desta quinta-feira, não havia registro de travessias desde o início do cessar-fogo, segundo dados de monitoramento marítimo.
Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, sinalizou que forças militares dos EUA permanecerão posicionadas na região até que um acordo definitivo seja alcançado, advertindo que, caso contrário, os combates podem retornar em escala ampliada.
Mesmo com a redução de ataques diretos entre Irã e Estados Unidos, o segundo dia de cessar-fogo deixa claro que o conflito permanece longe de uma solução estável, com frentes paralelas de combate e interesses divergentes ameaçando a continuidade da trégua.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de quarta-feira que as forças militares dos Estados Unidos posicionadas perto do Irã permanecerão na área até alcançar um “acordo real”. Embora tenha assegurado que era “altamente improvável” que o acordo de cessar-fogo fracasse, Trump ameaçou com golpes “maiores, melhores e mais fortes”.
“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em e perto do Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Os dois países acordaram na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas que, desde o início, tem sido considerado frágil.
“Enquanto isso, nosso grande exército está se reabastecendo e descansando, aguardando, de fato, sua próxima conquista”, escreveu Trump.
O Irã concordou em reabrir a passagem pelo estreito de Ormuz, um ponto-chave para o cessar-fogo de duas semanas. No entanto, disse que manteria “seu domínio” sobre a rota por onde normalmente passa um quinto do petróleo do mundo.
Em um comunicado publicado pela imprensa estatal iraniana, a república islâmica também insistiu que Washington aceitou que Teerã mantenha seu programa de enriquecimento de urânio.
Mas, antes das negociações de paz que começarão na sexta-feira no Paquistão — país mediador da trégua —, Trump afirmou que o Irã “não terá armas nucleares”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu na quarta-feira que a atividade militar israelense no Líbano coloca em “grave risco” a frágil trégua entre Irã e Estados Unidos, disse seu porta-voz em um comunicado.
“A atividade militar em curso no Líbano apresenta um grave risco ao cessar-fogo e aos esforços para alcançar uma paz duradoura e ampla na região. O secretário-geral reafirma seu apelo a todas as partes para cessar imediatamente as hostilidades”, indicou o porta-voz do chefe da ONU.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques israelenses realizados na quarta-feira deixaram 182 mortos e 890 feridos.
A declaração ocorre em meio à escalada de tensão na região, apesar do anúncio recente de trégua entre Irã e Estados Unidos, e amplia a pressão internacional por contenção do conflito.

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