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O príncipe Prince Harry está sendo processado por difamação pela organização beneficente africana Sentebale, que ele próprio ajudou a fundar, em mais um capítulo da crise interna que envolve a instituição. A ação foi apresentada no Tribunal Superior de Londres e também inclui como réu o ex-conselheiro da entidade Mark Dyer. Em resposta, ele rejeitou “categoricamente” à acusação, informou um porta-voz à AFP nesta sexta-feira.
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O filho mais novo do rei Charles III e um ex-membro do conselho da ONG, Mark Dyer, são citados como réus no processo.
— Como cofundadores da Sentebale e membros fundadores do conselho, eles rejeitam categoricamente essas alegações ofensivas e prejudiciais. É extraordinário que fundos de caridade estejam sendo usados agora para promover uma ação judicial contra as próprias pessoas que construíram e apoiaram a organização por quase duas décadas — afirmou o porta-voz em comunicado.
O processo judicial ocorre após uma série de desentendimentos públicos entre Harry e a atual direção da ONG, especialmente com a presidente do conselho, Sophie Chandauka. O príncipe havia deixado o cargo de patrono da organização em 2025, após uma disputa considerada irreconciliável.
Criada em 2006 em homenagem à princesa Diana, a Sentebale atua no apoio a jovens afetados pelo HIV e pela AIDS no sul da África, especialmente em países como Lesoto e Botsuana.
Registros judiciais indicam que a ação foi protocolada como um processo padrão de difamação, dentro das regras civis britânicas. Os detalhes específicos das acusações ainda não foram divulgados publicamente.
O embate entre Harry e a liderança da entidade se agravou nos últimos anos, incluindo acusações de má gestão e conflitos sobre governança. Investigações anteriores de autoridades britânicas não encontraram evidências de assédio sistêmico, mas apontaram falhas administrativas e criticaram a exposição pública do conflito, que afetou a reputação da instituição.
A oposição da Venezuela pediu nesta sexta-feira a convocação de novas eleições presidenciais, alegando a existência de uma “ausência absoluta” do ex-presidente Nicolás Maduro após o fim do prazo de 90 dias previsto na Constituição para substituições temporárias no comando do país.
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O pedido ocorre mais de três meses após a saída de Maduro do poder. A atual presidente interina, Delcy Rodríguez, que era vice do ex-mandatário, assumiu o cargo em 5 de janeiro, dois dias depois de sua captura por forças dos Estados Unidos. Maduro responde a acusações de narcotráfico em Nova York.
Em comunicado, o partido Vente Venezuela, liderado pela opositora María Corina Machado, afirmou que o prazo constitucional foi esgotado e que cabe agora à Assembleia Nacional reconhecer formalmente a vacância do cargo.
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“Já transcorreram, desde a data em que ocorreu a retirada de Maduro, mais de 90 dias que estabelece o artigo 234 constitucional para que a Assembleia Nacional passe a considerar o que todo o país e a comunidade internacional democrática sabem e constatam: a existência de uma ausência absoluta na Presidência da República”, afirmou o partido.
O partido também afirmou que, conforme a Constituição, “devem ser convocadas eleições presidenciais nos 30 dias seguintes a essa declaração”.
María Corina Machado, líder oposicionista da Venezuela
Brendan Smialowski/AFP
Pelas regras constitucionais venezuelanas, a ausência temporária do presidente pode ser suprida pelo vice por até 90 dias, prazo que pode ser prorrogado uma vez. Caso esse período seja ultrapassado, o Parlamento deve decidir se a situação configura uma ausência definitiva, o que abre caminho para novas eleições.
Pressão política e impasse institucional
Até o momento, a convocação de eleições não entrou na pauta da Assembleia Nacional, controlada por aliados do governo. Rodríguez também não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de um novo pleito.
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A pressão por eleições, no entanto, tem crescido entre partidos e organizações políticas, que também pedem mudanças no Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado pela oposição de favorecer o governo.
A crise eleitoral remonta à disputa presidencial de julho de 2024, quando Maduro foi declarado vencedor para um terceiro mandato sem a divulgação detalhada das atas de votação. O órgão eleitoral alegou um ataque hacker. A oposição denunciou fraude e reivindicou a vitória do candidato Edmundo González Urrutia, que posteriormente se exilou após ser alvo de processos judiciais.
Sob liderança de María Corina Machado, a oposição chegou a reunir e digitalizar atas eleitorais para contestar o resultado, embora o governo tenha classificado o material como fraudulento.
Protestos e pressão por transição
Em meio ao impasse, manifestações voltaram às ruas. Segundo a oposição, mais de 2 mil pessoas participaram de um protesto recente em Caracas.
“Ontem, nas ruas de Caracas, ficou demonstrado mais uma vez que a transição para a democracia é urgente, IMPOSTERGÁVEL”, escreveu Machado na rede X.
Especialistas avaliam que, do ponto de vista constitucional, o prazo para convocação de eleições já poderia estar em curso. Para o cientista político Nicmer Evans, do Centro de Estudos Estratégicos Democracia e Inclusão (CEEDI), há expectativa por um processo eleitoral rápido, embora condicionado a mudanças institucionais.
Segundo ele, seria necessário um processo de “depuração” do sistema eleitoral antes da realização de um novo pleito. Nesse cenário, eleições poderiam ocorrer até o fim deste ano ou, no mais tardar, no início de 2027, com maior confiança de eleitores e observação internacional.
A política americana remete a um esporte de contato, mas uma das inimizades políticas mais ferrenhas de Washington pode, literalmente, terminar no ringue, depois que o filho do presidente Joe Biden desafiou os dois irmãos Trump mais velhos para uma luta.
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Após anos de trocas de farpas, Hunter Biden declarou em um vídeo publicado on-line na quinta-feira (9) que estaria “100% disposto” a participar de um combate contra os filhos mais velhos do presidente Donald Trump, Don Jr. e Eric.
O canal Channel 5, dirigido pelo influenciador de esquerda Andrew Callaghan, publicou na quinta-feira em sua conta no Instagram um vídeo no qual o caçula dos Biden anuncia que participará de vários eventos durante a próxima turnê da empresa de mídia pelos Estados Unidos.
“Acho que (Callaghan) está tentando organizar uma luta em jaula: eu contra Eric e Don Jr. Eu disse a ele que faria isso; estou 100% dentro, desde que ele consiga concretizar”, afirmou o filho do ex-presidente democrata.
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Os detalhes do eventual desafio seguem imprecisos; entre outras incógnitas, não está claro se os irmãos Trump lutariam juntos ou separadamente, nem onde o evento poderia ser realizado.
Até o momento, não houve resposta pública de Don Jr. nem de Eric, que – com 48 e 42 anos, respectivamente – têm vantagem de idade sobre seu eventual oponente, de 56 anos.
A rivalidade entre o atual ocupante da Casa Branca e seu antecessor – que se acirrou quando Biden derrotou Trump em 2020 – foi marcada por ataques pessoais.
Trump ridicularizou reiteradamente seu adversário democrata com apelidos como “Sleepy Joe” (Joe Sonolento) e acusou seu governo – sem apresentar provas – de fraudar as eleições de 2020 e “instrumentalizar” as agências federais contra os republicanos.
Biden, por sua vez, apresentou Trump como uma ameaça à democracia e chegou a afirmar que gostaria de “lhe dar uma surra” se os dois tivessem estudado juntos no ensino médio, por causa de seus comentários grosseiros sobre as mulheres.
Segundo o USA Today, Callaghan sugeriu que a ideia do combate pode ter sido proposta em parte em tom de brincadeira.
No entanto, afirmou que ficaria “mais do que feliz” em organizar o confronto se todas as partes estivessem dispostas a entrar no octógono.
Após a conclusão da missão Artemis II, cuja nave tem pouso previsto para a noite desta sexta-feira, os astronautas não podem retornar imediatamente para casa devido a protocolos médicos rigorosos e aos efeitos físicos causados pela exposição à microgravidade, que comprometem temporariamente funções básicas do corpo humano.
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Assim que a cápsula Orion amerissa no Oceano Pacífico, a tripulação é resgatada e encaminhada diretamente para avaliação médica. O procedimento é padrão em missões espaciais e visa monitorar possíveis impactos da reentrada e da readaptação à gravidade terrestre.
A principal razão para a restrição está nas alterações fisiológicas provocadas pelo ambiente espacial. Durante dias em microgravidade, os astronautas sofrem perda de massa muscular, redução da densidade óssea e alterações no sistema cardiovascular e no equilíbrio. Ao retornar à Terra, esses efeitos tornam tarefas simples — como caminhar — difíceis ou até impossíveis nos primeiros momentos.
Relatos de missões anteriores indicam que os tripulantes podem apresentar tontura, náusea, fadiga extrema e desorientação logo após o pouso. Em alguns casos, o corpo leva semanas ou meses para se readaptar completamente à gravidade. O Programa de Pesquisa Humana da Nasa trabalha para compreender — e, às vezes, até neutralizar — essas mudanças, para que os astronautas possam se adaptar e ter bom desempenho em futuras missões no espaço.
Além disso, os astronautas passam por testes físicos logo após o resgate, incluindo avaliações de mobilidade e equilíbrio, para medir a capacidade de funcionamento do organismo após o voo espacial. Esses exames são essenciais para garantir que não houve comprometimentos mais graves e para orientar o processo de reabilitação.
A Artemis II, primeira missão tripulada do programa após mais de 50 anos sem voos humanos ao redor da Lua, tem duração de cerca de 10 dias e funciona como um teste para futuras missões mais complexas, incluindo o retorno à superfície lunar.
Dessa forma, o retorno à Terra marca apenas o início de uma nova etapa para os astronautas: a recuperação física. Até que estejam plenamente reabilitados, eles permanecem sob supervisão médica.
Um homem de 43 anos foi indiciado na França por manter seu filho de nove anos sequestrado durante mais de um ano dentro de uma van, onde foi encontrado na última segunda-feira, nu e desnutrido, anunciou nesta sexta-feira o Ministério Público.
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Militares encontraram o menino em Hagenbach, uma pequena localidade com 800 habitantes no nordeste do país, após serem alertados por uma moradora que ouviu “barulhos de criança” no veículo estacionado em um pátio privado com várias casas.
Depois de destravarem o veículo, os agentes o encontraram “deitado em posição fetal, nu, coberto por uma manta e sobre um monte de lixo e perto de excrementos”, segundo nota do promotor de Mulhouse, Nicolas Heitz.
“Devido à posição sentada por um longo período”, o menino, “pálido e manifestamente desnutrido”, já não conseguia andar, detalhou o promotor. Ele foi levado imediatamente para um hospital em Mulhouse.
A criança contou aos investigadores que a companheira de seu pai “não o queria no apartamento e queria que o internassem em um hospital psiquiátrico”, e que o pai o trancou no veículo “para não interná-lo”.
O menino, que tomou banho pela última vez no fim de 2024, tinha uma trouxa de roupas e precisava urinar em garrafas plásticas e fazer suas necessidades em sacos de lixo.
Investigação
O pai vivia com sua companheira, de 37 anos, e duas meninas de 10 e 12 anos — uma filha dele e outra dela — e reconheceu que manteve o filho sequestrado e privado de cuidados desde “novembro de 2024”, alegando que queria protegê-lo da mulher, segundo o promotor.
O menino frequentou a escola até o ano letivo de 2023-2024 em Mulhouse, e a instituição “arquivou o seu processo” após a família informar que ele passaria a estudar de outra forma. Segundo vizinhos, ele “desapareceu de um dia para o outro”.
O acusado, que está em prisão preventiva, afirmou ainda que deixou o menino sair em maio de 2025 e permitiu acesso ao apartamento em meados daquele ano, quando a família estava de férias.
Companheira também é investigada
A companheira do homem, que não é mãe da criança, também é alvo de investigação e pode responder por não denunciar maus-tratos, privação ou agressão sexual, segundo o Ministério Público.
Ela negou as acusações e afirmou não saber que o menino estava mantido no veículo.
“Nenhum elemento médico” atestou problemas psiquiátricos na criança, informou o promotor.
As autoridades assumiram provisoriamente a custódia dos três menores, enquanto o caso segue sob investigação.
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira que o Irã “não tem cartas” nas próximas negociações com os Estados Unidos — além do controle efetivo de Teerã sobre o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte marítimo de petróleo.
— Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, além de uma extorsão de curto prazo do mundo ao usar vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual ainda existem hoje é para negociar — escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
Em outro post, ele também afirmou que “os iranianos são melhores em lidar com a mídia de notícias falsas e com ‘relações públicas’ do que em lutar”.
Um passageiro inesperado chamou atenção a bordo da missão Artemis II: um pequeno boneco de pelúcia chamado Rise, que flutuou na cabine da cápsula Orion e se tornou símbolo do momento em que a nave entrou em gravidade zero.
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Quando os motores do foguete foram desligados, cerca de oito minutos após o lançamento, o brinquedo começou a flutuar, indicando aos astronautas que a fase de ausência de peso havia começado. O objeto é conhecido entre entusiastas como “indicador de gravidade zero”.
O mascote não é um item comercial. Ele foi criado por Lucas Ye, de 8 anos, morador da Califórnia, vencedor de um concurso promovido pela NASA que reuniu milhares de participantes de mais de 50 países.
Lucas Ye, de 8 anos, criador do mascote Rise, da missão Artemis II
The New York Times
Sua criação, Rise, é uma lua sorridente com boné que exibe metade da Terra — uma referência à icônica foto “Earthrise”, registrada em 1968 durante a missão Apollo 8.
Comparação de uma imagem mostrando o nascer da Terra sobre a Lua, tirada em 1968, durante o Apollo 8; e uma imagem vista da espaçonave Orion em 6 de abril de 2026
NASA / AFP
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“Esse carinha, o Rise, realmente nos conquistou”, disse a astronauta Christina Koch ao revelar publicamente o vencedor.
O boneco reúne ainda diversos símbolos da exploração espacial: dois veículos — representando os programas Apollo e Artemis —, estrelas formando a constelação de Órion e, na parte traseira, uma pegada que remete à marca deixada por Neil Armstrong na superfície lunar durante a missão Apollo 11.
A escolha do projeto surpreendeu o jovem criador. Antes do anúncio oficial, a NASA enviou um e-mail aos pais de Lucas, Fan Ye e Clara Zhao, que planejavam surpreendê-lo. No entanto, a mensagem apareceu em um iPad da família e foi vista pelo irmão mais velho, que contou a novidade.
A reação do garoto foi imediata: “Muito, muito, muito, muito, muito, muito surpreso”, disse.
Apaixonado por espaço, Lucas demonstra conhecimento avançado para a idade e lista rapidamente planetas anões como “Eris, Plutão — claro— e Makemake, e também Sedna e Haumea”.
A ideia do boneco surgiu após sua mãe buscar atividades para estimular esse interesse e encontrar o concurso da NASA. Inicialmente, Lucas pensou em um conceito inspirado em “Guerra nas Estrelas”, mas precisou abandoná-lo por questões de direitos autorais. Foi então que, ao conhecer a foto “Earthrise”, desenvolveu o conceito final de Rise.
Embora o concurso exigisse apenas um desenho, Lucas e sua família criaram um protótipo usando materiais simples, como uma bola de secadora.
A tradição de levar pequenos objetos para indicar gravidade zero remonta à primeira viagem espacial da história, em 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin levou uma pequena boneca. Nos Estados Unidos, a prática se popularizou mais recentemente, inclusive em voos da SpaceX, que transportaram brinquedos como parte das missões.
Na Artemis II, Rise também carrega um microchip com os nomes de mais de 5,6 milhões de pessoas que se inscreveram para participar simbolicamente da missão.
Convidada pela NASA, a família de Lucas esteve na Flórida para acompanhar o lançamento de perto. O menino, que já sonha alto, projeta seu futuro na exploração espacial: “Eu provavelmente gostaria de me tornar engenheiro da NASA. Quando eu crescer, provavelmente estarei projetando uma estação espacial em Marte ou algo assim.”
A tripulação da Artemis II retornará à Terra nesta sexta-feira, amerissando no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, às 21h07. Depois de atingirem uma distância recorde de 406.771 quilômetros do nosso planeta, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen serão submetidos a uma temperatura de 3.000°C e uma velocidade de 40 mil km/h durante a reentrada da cápsula na atmosfera, encerrando sua histórica missão à Lua que durou 10 dias. O repórter Leonardo Marchetti, do GLOBO, explica como será a viagem de regresso, considerado um dos momentos mais críticos da missão, que trará os quatro astronautas de volta à Terra. Veja:
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A reentrada na atmosfera envolve diversos riscos, mas a Orion está equipada para enfrentá-los. Durante a volta, a cápsula fica envolta por uma bola de fogo, devido a compressão violenta do ar, e o calor extremo bloqueia temporariamente os sinais de rádio, deixando os astronautas sem contato com a base da Nasa.
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Então, uma onda de choque envolve a espaçonave, criando temperaturas do ar de 10.000°C ou mais – cerca de duas vezes a temperatura da superfície do Sol –, mantendo uma temperatura máxima na superfície do escudo térmico de de 3.000°C
Missão Artemis II: imagem divulgada pela NASA mostra a espaçonave Orion e a Lua
Divulgação/NASA/AFP
A cápsula Orion, que reentrará na atmosfera viajando a mais de 30 vezes a velocidade do som, possui um sistema de proteção térmica. Trata-se, na prática, de uma espécie de manta isolante que protege a espaçonave e sua tripulação do intenso fluxo hipersônico externo.
Problema no escudo térmico
Em novembro de 2022, a cápsula da missão Artemis I – um voo de teste não tripulado – rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto. No entanto, após longas inspeções e análises, os engenheiros decidiram prosseguir com o mesmo tipo de escudo térmico na missão Artemis II.
cápsula da missão Artemis I rachou e perdeu mais material do que os engenheiros da Nasa haviam previsto
Divulgação / Nasa
Eles acreditam que a Artemis I perdeu partes de seu escudo térmico devido a um acúmulo de pressão dentro do material durante a fase de “salto” de sua reentrada, onde a espaçonave saiu da atmosfera para resfriar antes de realizar uma segunda reentrada, na qual pousou.
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Para a Artemis II, os engenheiros decidiram modificar ligeiramente a trajetória da cápsula para utilizar a sustentação, mas incluindo um “salto” menos definido. Os engenheiros, portanto, concluíram que uma trajetória de reentrada mais íngreme e curta minimizaria o tempo durante o qual o veículo seria exposto a altas temperaturas e ajudaria a manter os astronautas em segurança.
— Tenho confiança na abordagem e na solução da Nasa — afirmou Jud Ready, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Espacial da Geórgia, em entrevista à Scientific American, revista americna de divulgação científica. — Foi um estudo rigoroso que utilizou experimentação em solo com pressões, temperaturas e taxas de variação de temperatura representativas.
Amerissagem
Em 13 minutos, a espaçonave Orion cairá de uma altitude de 121 km e percorrerá quase 3.218 km sobre o Oceano Pacífico até o “pouso na água” na costa da Califórnia. Durante quase metade desse tempo, a comunicação deles com a equipe da Nasa em terra será completamente interrompida, e os astronautas suportarão temperaturas de até 3.000°C.
O astronauta Victor Glover já disse que vem pensando nessa reentrada desde o dia em que foi selecionado para a missão, há mais de três anos.
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Nasa
Aproximadamente 20 minutos antes da reentrada, o módulo de serviço que deu suporte e forneceu energia à tripulação durante a missão se separará da Orion. Ele acaba se desintegrando na atmosfera antes de retornar à Terra por conta própria.
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Assim que a nave estiver na água, um sistema de cinco airbags laranja inflará ao redor da parte superior da espaçonave e a colocará na posição vertical, para que a tripulação possa sair.
Resgate
Liliana Villarreal, diretora do programa Artemis de pouso e recuperação, está liderando uma equipe a bordo do USS John P. Murtha, um navio de transporte que será usado para resgatar os astronautas após o pouso.
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Segundo ela, o navio, juntamente com pequenas embarcações, ficará posicionado a uma distância segura do local de pouso da Orion. Após uma rápida avaliação do ar e da água ao redor da cápsula, as embarcações abrirão a escotilha da Orion e ajudarão os astronautas a sair para uma balsa inflável chamada “Front Porch”.
E depois?
Então, dois helicópteros os levarão para as instalações médicas, onde recebem exames médicos imediatos. A cápsula será carregada no USS John P. Murtha e retornará à base naval mais próxima em até 24 horas após o pouso na água.
Na base, a Orion passa por algumas inspeções rápidas e, logo em seguida, será carregada em um caminhão de volta para a Nasa, na Flórida.
A missão da Nasa que leva astronautas a contornar a Lua reacendeu uma dúvida linguística: afinal, o correto é dizer “Ártemis” ou “Artêmis”? E por que a viagem ganhou esse nome?
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O nome do programa espacial tem origem na mitologia grega. Batizado de Programa Artemis (já em sua segunda edição), o projeto faz referência à deusa Ártemis, irmã gêmea de Apolo, que nomeou missões anteriores da Nasa, como a Apollo 11, famosa pelo pouso na Lua. Na tradição mitológica, ela é associada ao satélite da Terra, à natureza e à caça — elementos que inspiraram a escolha do nome para a nova fase de exploração lunar dos Estados Unidos.
A escolha também cria um elo simbólico com o programa Apollo, responsável por levar o homem à Lua entre as décadas de 1960 e 1970. Na mitologia, Apolo representa o Sol, enquanto Ártemis está ligada à Lua — uma dualidade que reforça a continuidade entre passado e futuro da exploração espacial.
Pronúncia em português
No Brasil, a forma correta de pronunciar o nome da deusa grega é com a tônica na primeira sílaba: Ártemis. E sim, com acento — como, via de regra, se escrevem as palavras proparoxítonas. A grafia de Ártemis segue o Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), de Rebelo Gonçalves e o Vocabulário Onomástico da Língua Portuguesa (1999), da Academia Brasileira de Letras.
Curiosidade: em inglês, idioma oficial da missão, a pronúncia é “AR-te-mis”, com ênfase na primeira sílaba, assim como no português — só não tem acento.
Origem e significado do nome
O nome “Artemis” tem origem antiga e etimologia incerta, mas está ligado à cultura grega pré-clássica. A deusa era uma das principais divindades do panteão olímpico, filha de Zeus e associada à proteção, à natureza e à independência feminina.
Ao adotar o nome, a Nasa também buscou refletir valores contemporâneos: o programa prevê levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície lunar, ampliando a diversidade em missões espaciais.
— Ela personifica nosso caminho para a Lua como o nome dos esforços da Nasa para levar novamente astronautas, além de uma nova leva de cargas científicas e demonstrações tecnológicas, à superfície lunar. Quando pousarem, os astronautas pisarão em um local onde nenhum ser humano esteve antes: o Polo Sul da Lua — publicou a Nasa em seu site oficial.
Missão rumo à Lua
O programa Artemis marca o retorno de missões tripuladas ao entorno lunar após mais de 50 anos. A missão Artemis II leva astronautas a orbitar a Lua, em um voo que atua como preparação para futuras tentativas de pouso no satélite natural.
Mais do que uma viagem, o nome “Ártemis” simboliza uma nova etapa da exploração espacial — conectando mitologia, ciência e ambição humana em torno do mesmo objetivo: voltar à Lua e avançar rumo a Marte.
Um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos, o MQ-4C Triton — considerado o mais caro da frota americana — desapareceu nesta quinta-feira sobre o Estreito de Ormuz, pouco depois de emitir um alerta de emergência em voo.
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De acordo com relatos, a aeronave não tripulada, que pode chegar a custar US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), havia concluído cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na região do estreito e aparentava estar retornando à sua base, a Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do site de rastreamento aéreo Flightradar24 indicam que o drone fez uma leve curva em direção ao Irã no momento em que transmitiu o código 7700, usado para emergências gerais, e iniciou uma descida. Em seguida, perdeu altitude rapidamente até desaparecer.
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Reprodução: FlightRadar
Ainda não está claro se o equipamento caiu ou foi abatido, algo nunca antes registrado com o modelo.
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O incidente ocorre dois dias após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, com a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo por parte de Teerã.
Um modelo do MQ-4C da Força Aérea Australiana
Reprodução: Northrop Gumman
Criado pela americana Northrop Grumman, o MQ-4C Triton é projetado para missões estratégicas de vigilância de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. Diferentemente de aeronaves convencionais, o modelo é capaz de operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de aproximadamente 13,7 mil quilômetros.
O equipamento também atua em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, funcionando como plataforma de observação de grande altitude. Até 2025, a Marinha dos EUA contava com cerca de 20 unidades do Triton, com planos de ampliar a frota.

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