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Apesar da pressão dos Estados Unidos por uma abertura política na Venezuela, militares rebeldes acusados de conspiração continuam presos e fora do alcance da lei de anistia promovida pelo governo interino. Segundo levantamento do Foro Penal, ao menos 187 ex-integrantes das Forças Armadas seguem detidos, mesmo após a libertação de centenas de civis classificados como presos políticos.
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Os relatos foram apurados pelo The Wall Street Journal, que detalha como a anistia, anunciada sob influência de Washington, tem sido aplicada de forma desigual, excluindo principalmente oficiais militares.
Analistas ouvidos pelo jornal apontam que a permanência desses militares na prisão está ligada ao temor do governo interino de que eles possam reorganizar a dissidência dentro das Forças Armadas. Muitos dos detidos são vistos como profissionais respeitados e capazes de exercer liderança em um eventual processo de reconstrução institucional.
“Por enquanto, eles não vão sair”, disse Carlos David Guillén, ex-militar e ex-preso político, ao The Wall Street Journal. “Eles representam a espinha dorsal moral das Forças Armadas. Eles poderiam desempenhar um papel de liderança nas Forças Armadas. Isso é algo que o governo não pode permitir.”
Relatórios do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas apontam que militares presos enfrentam condições severas, incluindo tortura, isolamento prolongado e negação de atendimento médico.
Um dos casos mais emblemáticos é o do ex-tenente-coronel Igbert Marín Chaparro, preso desde 2018 sob acusação de conspiração. Ele teria sido submetido a espancamentos, asfixia com sacos plásticos e exposição a gás lacrimogêneo durante interrogatórios.
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De acordo com sua irmã, Ignell Marín, ele permanece em uma cela de 2,7 por 1,8 metros, dividida com outro detento e sem condições sanitárias adequadas. O governo venezuelano não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelo jornal.
A exclusão de militares da anistia também levanta questionamentos sobre a própria legislação. Juan Pappier, vice-diretor da Human Rights Watch, afirmou ao Wall Street Journal que o texto abre margem para interpretações seletivas. “A lei está repleta de brechas que podem ser aplicadas a critério do governo”, disse. “E, no fim, os tribunais decidem — tribunais que o regime controla.”
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AFP
Embora a anistia tenha sido defendida como um gesto de reconciliação — “Temos que saber pedir perdão”, afirmou a presidente interina Delcy Rodríguez na época —, na prática o processo tem sido lento e opaco. Ainda segundo o Foro Penal, 303 civis permanecem presos, além dos militares.
Especialistas avaliam que manter esses oficiais detidos também funciona como mecanismo de controle interno. Para John Polga-Hecimovich, da Academia Naval dos EUA, a mensagem é clara. “Ao manter essas pessoas prisioneiras, você está dizendo a todos os outros: ‘Sim, os EUA podem estar dando as ordens, mas adivinhem? Ainda podemos mantê-los na prisão se vocês nos desobedecerem ou se mostrarem desleais.’”, afirmou ao Wall Street Journal.
Familiares dos presos contestam as acusações. Ana Raquel Velázquez, esposa do tenente-coronel Victor Soto, disse ao jornal que muitos militares foram detidos apenas por questionar condições internas das Forças Armadas. “Esses oficiais eram obstáculos para o sistema”, afirmou. “Qualquer policial que não entoasse slogans ou se identificasse com o governo era tachado de traidor.”
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Em alguns casos, segundo os relatos, mesmo após o cumprimento da pena, os militares seguem detidos sob novas acusações. Soto, por exemplo, deveria ter sido libertado em 2025, mas foi transferido para uma prisão de segurança máxima. “Ele simplesmente desapareceu”, disse sua esposa.
Já Marín Chaparro permanece preso há oito anos em um caso considerado arbitrário por uma missão especial da ONU, que apontou falta de base legal para sua detenção. Segundo sua irmã, ele tenta manter a rotina dando aulas informais a outros detentos. “Quem conseguiu sair me liga e diz que ele é como o Google”, disse ao Wall Street Journal. “Uma enciclopédia que sabe tudo.”
O menino de nove anos mantido sequestrado durante mais de um ano dentro de uma van na França após “desaparecer de um dia para o outro” não tomava banho desde 2024, segundo os investigadores. O pai, um homem de 43 anos apontado como responsável pelo crime, foi indiciado nesta sexta-feira. A criança foi encontrada na última segunda-feira, nua e desnutrida, segundo o Ministério Público.
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Militares encontraram o menino em Hagenbach, uma pequena localidade com 800 habitantes no nordeste do país, após serem alertados por uma moradora que ouviu “barulhos de criança” no veículo estacionado em um pátio privado com várias casas.
Depois de destravarem o veículo, os agentes o encontraram “deitado em posição fetal, nu, coberto por uma manta e sobre um monte de lixo e perto de excrementos”, segundo nota do promotor de Mulhouse, Nicolas Heitz.
“Devido à posição sentada por um longo período”, o menino, “pálido e manifestamente desnutrido”, já não conseguia andar, detalhou o promotor. Ele foi levado imediatamente para um hospital em Mulhouse.
A criança contou aos investigadores que a companheira de seu pai “não o queria no apartamento e queria que o internassem em um hospital psiquiátrico”, e que o pai o trancou no veículo “para não interná-lo”.
Privação de cuidados
O menino tinha uma trouxa de roupas e precisava urinar em garrafas plásticas e fazer suas necessidades em sacos de lixo.
O pai vivia com sua companheira, de 37 anos, e duas meninas de 10 e 12 anos — uma filha dele e outra dela — e reconheceu que manteve o filho sequestrado e privado de cuidados desde “novembro de 2024”, alegando que queria protegê-lo da mulher, segundo o promotor.
O menino frequentou a escola até o ano letivo de 2023-2024 em Mulhouse, e a instituição “arquivou o seu processo” após a família informar que ele passaria a estudar de outra forma.
O acusado, que está em prisão preventiva, afirmou ainda que deixou o menino sair em maio de 2025 e permitiu acesso ao apartamento em meados daquele ano, quando a família estava de férias.
Companheira também é investigada
A companheira do homem, que não é mãe da criança, também é alvo de investigação e pode responder por não denunciar maus-tratos, privação ou agressão sexual, segundo o Ministério Público.
Ela negou as acusações e afirmou não saber que o menino estava mantido no veículo.
“Nenhum elemento médico” atestou problemas psiquiátricos na criança, informou o promotor.
As autoridades assumiram provisoriamente a custódia dos três menores, enquanto o caso segue sob investigação.
Um frágil cessar-fogo começa a vigorar enquanto o Irã tenta dimensionar os estragos provocados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel, que atingiram duramente a infraestrutura civil do país. Um levantamento do New York Times identificou danos em 22 escolas e 17 unidades de saúde, apenas uma fração da devastação causada pela guerra até agora. A escala real da destruição, porém, deve ser muito maior. A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, principal organização humanitária do país, afirmou em 2 de abril que ao menos 763 escolas e 316 unidades de saúde foram danificadas ou destruídas desde o início do conflito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com o retorno da missão Artemis II à Terra nesta sexta-feira, após dez dias no espaço e um sobrevoo lunar, programas espaciais voltam a evidenciar que seus impactos vão além da exploração fora do planeta. Apesar de ainda estar em fase inicial, os testes realizados na cápsula Orion já apontam para novas aplicações, especialmente na área de comunicações. Ao longo das décadas, iniciativas como o programa Apollo deixaram um legado incorporado ao cotidiano, com contribuições que atravessam áreas como a indústria, a saúde e a engenharia. De materiais mais resistentes a tecnologias que ajudaram a viabilizar eletrônicos modernos, muitas dessas soluções nasceram de demandas da corrida espacial e seguem presentes na vida na Terra. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Artemis II: Astronautas pousam no Pacífico após 10 dias de missão lunar histórica; Siga ao vivo Histórica viagem de 10 dias ao redor da lua teve capítulo final — e mais delicado — com o pouso da cápsula dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen no Oceano Pacífico
A missão Artemis II, lançada no dia 1 de abril, fez a maior aproximação da Lua em pouco mais de cinco décadas. A espaçonave Orion, que levou quatro astronautas a bordo, retornou à Terra nessa sexta-feira, dia 10, com transmissão ao vivo da Nasa, depois de sobrevoar a Lua e registrar imagens inéditas e em altíssima nitidez tanto do satélite como da Terra. O GLOBO quis saber dos leitores qual foi o aspecto mais marcante da missão.
As respostas enviadas comentam aspectos variados, mas principalmente a oportunidade de conseguirem ter visto a face oculta da Lua.
Veja abaixo algumas das respostas:
“A gente admira a Lua de tão longe que vê-la mais próxima do possível torna-se esplendoroso.” (Ana de Moraes)
“Para mim, o mais impactante foi poder ver o lado oculto da Lua. Além de inédito, é um privilégio que poucos seres humanos poderão ter.” (Celso Côrtes )
“O que eu achei mais marcante foi o cuidado que a NASA teve treinando astronautas para baterem fotos excelentes durante o voo. Foram dois anos de treinamento, incluindo fotografarem uma Lua inflável. Além disso eles cuidaram de mandar equipamentos que possibilitassem fotos incríveis, como por exemplo a capa antirreflexo colocada na janela para bloquear a luz interna e impedir que o reflexo no vidro atrapalhasse a qualidade fotográfica. Citemos também a escolha cuidadosa das câmeras e lentes. Uma das que podemos ver nas fotos divulgadas pela NASA é uma teleobjetiva, que possibilitou uma foto aproximada da Lua mesmo a uma relativa longa distância.” (Aurélio Emmerick Ferreira)
Cápsula com os astronautas da missão Artemis II pousa no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, Califórnia
Nasa / AFP
“Foram momentos marcantes os vividos pelos astronautas da missão Artemis II, tendo sido esta aventura espacial-lunar acompanhada por nós, presos a este mundo em conflitos, graças à publicidade da imprensa e da mídia em geral. Entre os fatos marcantes da missão está a bateria de fotos obtida pela tripulação da espaçonave. Em especial, a Terra azul de corpo inteiro e o pôr da Terra visto da perspectiva lunar.” (Carlos Henrique Louzada)
“Visualizar o lado oculto da Lua por inteiro.” (Marcelo José Chueiri)
“A volta do interesse humano pelos mistérios do universo.” (Júlia Garcia de Campos)
Após dez dias de uma jornada acompanhada por bilhões de pessoas na Terra, a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite desta sexta-feira. Embora não tenha chegado ao solo lunar, a missão era considerada uma das mais importantes das últimas décadas para o retorno humano a nosso satélite natural, e para sua potencial ocupação permanente.
— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes “verdes” (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.
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A Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07 , pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro serão resgatados pelo navio USS John P. Murtha, com o apoio de embarcações menores. Para que deixem a cápsula em segurança, há uma espécie de balsa, apelidada de “varanda da frente”. Em seguida, serão levados para um período de recuperação e exames médicos antes de serem liberados.
“Os Estados Unidos estão de volta à ativa, enviando astronautas à Lua e trazendo-os de volta em segurança”, escreveu, na rede social X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman. “Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da Humanidade junto às estrelas.”
Tal como sua missão preparatória, a Artemis I, lançada sem tripulantes no final de 2022, a Artemis II conviveu com atrasos, alterações nos planos e uma troca na Casa Branca que colocou novamente a Lua no centro das prioridades espaciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, que em seu primeiro mandato queria colocar astronautas no satélite natural até 2024, estabeleceu como nova meta 2028, seu último na Presidência. Até 2032, deseja ver uma base permanente. Por isso, demonstrar que os EUA tinham capacidade para recolocar humanos na Lua era crucial, em uma corrida contra um programa espacial chinês que também quer as pegadas de seus taikonautas ali até 2030.
— Estamos voltando à Lua. E vamos ficar. Estamos construindo uma presença duradoura. Vamos dominar as habilidades necessárias na superfície lunar para que um dia possamos realizar missões a Marte. É um momento emocionante, incrivelmente empolgante. E não estamos fazendo isso sozinhos. Estamos levando todos conosco — disse Isaacman a jornalistas, a bordo do USS John P. Murtha, enquantoa aguardava o resgate.
Como será o retorno da Artemis II para a Terra
Antes da data inicial de lançamento, em março, foram detectados problemas como um vazamento de hidrogênio, e o consenso foi pelo adiamento para o dia 1º de abril. Desta vez, sem sustos, imprevistos ou questões técnicas: às 19h35, pelo horário de Brasília, o foguete levando a cápsula Orion e seus quatro tripulantes — Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen — rompeu a atmosfera rumo à órbita lunar.
— Gostaria de começar parabenizando a equipe da Nasa e nossos bravos astronautas pelo lançamento bem-sucedido da Artemis II. Foi algo realmente extraordinário — disse Trump, no dia 1º de abril, no mesmo pronunciamento em que exaltou a guerra contra o Irã.
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Fora da atmosfera, os astronautas tinham diante de si o planeta azul onde todos os seres humanos, desde o início da História, nasceram, viveram e construíram suas trajetória. A primeira imagem, feita por Wiseman, foi batizada de “Olá, Mundo”. A bordo, os quatro “brigavam” pelos melhores lugares da Orion: as janelas.
— Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid disse que não aguenta mais — disse Jeremy Hansen, durante uma entrevista a veículos de comunicação, por videoconferência.
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A queima de injeção translunar direcionou a espaçonave em uma rota que não era usada por humanos desde 1972. A Lua crescia nas janelas, ao mesmo tempo em que a Terra ficava mais distante. Além dos exercícios, obrigatórios para enfrentar os impactos da ausência da gravidade nos músculos, a tripulação revisava ordens e preparava equipamentos da etapa mais aguardada da missão: fotografar e filmar de perto a Lua, inclusive seu lado oculto.
— É uma visão belíssima — disse Christina Koch, especialista da missão, ao controle da missão na Terra. — Estamos vendo cada vez mais do lado distante [da Lua], e é simplesmente emocionante estar aqui.
O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril
NASA/Divulgação
Mas nem só de sorrisos se fez a aproximação lunar. Na noite de sexta-feira, a Nasa revelou problemas com o banheiro da Orion, um equipamento de US$ 23 milhões que parou de funcionar logo depois do lançamento. A função de “encanador espacial” ficou com Koch, e no sábado a Nasa confirmou que tudo funcionava perfeitamente — até então, os dejetos produzidos foram armazenados em sacolas próprias, como as usadas nos anos 1960.
— Acho que essa fixação com o banheiro é meio que da natureza humana —disse John Honeycutt, líder da equipe de gerenciamento da missão da Nasa. — E é mais difícil de administrar no espaço.
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Nasa
Com todos equipamentos a bordo funcionando, na segunda-feira a Orion entrou na esfera de influência lunar, quando a espaçonave passou a ser “puxada”, e bateu o recorde de mais longa distância viajada no espaço — 400.771 km —, um feito que pertencia à Apollo 13, em 1970. Àquela altura, detalhes reservados a poucos mortais começaram a se apresentar.
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Koch ao comando da missão. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
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No ponto máximo de aproximação, a Orion chegou a 6,5 mil km de distância da superfície. Contrastes de luz e sombra nas crateras foram notados em suas nuances mais sensíveis. O “terminador”, limite entre as partes clara e escura da Lua, foi descrito como “visualmente fascinante” pelo piloto da missão, Victor Glover. Em um dos momentos mais emocionantes da jornada, Hansen pediu, em nome da tripulação, que uma das crateras observadas recebesse o nome de Carroll, em homenagem à mulher de Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
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O aguardado e temido blecaute de comunicações durante a passagem pelo lado oculto da Lua, anunciado pelo “pôr da Terra” no horizonte lunar, durou cerca de 40 minutos, sem sustos. Neste período, a tripulação conseguiu observar o impacto de meteoritos no solo, um fenômeno raro que rendeu alguns gritos de comemoração na Orion e no centro de comando de terra.
— [O fenômeno é] algo que não testemunhamos com frequência — disse a astronauta reserva da missão, Jenni Gibbons. — Eles eram uma prioridade científica muito alta para nós, então o fato de terem visto quatro ou cinco foi simplesmente extraordinário.
Em um presente de despedida, os quatro testemunharam um eclipse solar visto apenas para quem estava a bordo da Missão Artemis II. Era hora de aproveitar o impulso do nosso satélite natural de volta à Terra, na etapa considerada a mais arriscada da jornada.
A calmaria do espaço foi substituída pelo caos da reentrada, quando a cápsula que percorreu 406 mil km foi envolta por uma bola de fogo, uma onda de choque e uma temperatura no escudo térmico de 3.000ºC, voando 30 vezes mais rápido do que a velocidade do som. A bordo, ficaram sem comunicação por seis minutos, sem controle direto e sem banheiro, desativado cerca de três horas antes do pouso. Em novembro de 2022, a cápsula da Artemis I – um voo de teste não tripulado – sofreu uma perda inesperada de carbono no escudo térmico, mas os engenheiros garantiram ter encontrado as causas e sanado o problema para o voo seguinte.
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De acordo com os planos atuais da Nasa, a Missão Artemis III, que também não pousará, tem lançamento previsto para 2027, enquanto a Artemis IV, que deve levar os primeiros astronautas à Lua desde 1972, tem como meta ganhar o espaço em 2028.
Os representantes de Israel e Líbano nos EUA conversaram por telefone nesta sexta-feira, o primeiro contato direto entre os dois lados para discutir o fim da nova ofensiva militar israelense no país árabe. Uma reunião em Washington está marcada para a próxima semana, mas o diplomata israelense antecipou que um tema não estará na pauta: o cessar-fogo contra o Hezbollah, sugerindo que os bombardeios e a ofensiva terrestre continuarão, uma ameaça também à trégua na guerra contra o Irã.
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Em comunicado, Yechiel Leiter confirmou a conversa com a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Maacoud, assim como a reunião na próxima terça-feira, em Washington, dando início a “negociações formais de paz”, com o apoio do goverrno americano. Mas ele acrescentou que “Israel se recusou a discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah, que continua a atacar Israel e é o principal obstáculo para a paz entre os dois países”. Sem citar o grupo político-militar, a Presidência do Líbano confirmou a reunião “para analisar o anúncio do cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel, sob os auspícios dos EUA”.
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Horas depois do anúncio de uma trégua de duas semanas na ofensiva de EUA e Israel contra o Irã, na segunda-feira, as forças israelenses lançaram um violento ataque contra o Líbano, nominalmente contra o Hezbollah, mas que atingiu áreas densamente povoadas onde a organização não está presente militarmente. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, 357 pessoas morreram. Novos bombardeios ocorreram nos dias seguintes, assim como lançamentos de foguetes do Hezbollah contra o território israelense. Desde o começo do mês passado, quando teve início a ofensiva de Israel no país árabe, quase duas mil pessoas morreram.
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Os combates no Líbano, uma frente secundária da guerra contra o Irã, são hoje o maior risco à manutenção da trégua no Golfo Pérsico. Inicialmente, o Paquistão, que media o diálogo entre Teerã e Washington, afirmou que o território libanês estava incluído no cessar-fogo. Israel, com o apoio dos EUA, negou a alegação e prosseguiu com os ataques. O Irã afirmou que se tratava de uma violação do acordo, voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou retomar os lançamentos de drones e mísseis.
Na véspera da primeira reunião entre representantes de EUA e Irã no Paquistão, neste sábado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a interrupção dos combates no Líbano, além do descongelamento de bilhões em fundos iranianos no exterior, eram condições obrigatórias para que se sentasse à mesa. As delegações já estão em Islamabad.
— Considero a conversa telefônica entre os embaixadores [libanês e israelense] uma boa notícia — disse Henry Ensher, ex-embaixador americano, à rede catariana Al Jazeera. — Se os iranianos querem uma desculpa para iniciar as negociações, esta seria a ideal. Afinal, os libaneses já concordaram em dialogar diretamente [com os israelenses], então por que os iranianos não deveriam seguir em frente e negociar com os americanos que estão no Paquistão?
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Segundo o portal Axios, EUA e Libano pediram, antes da reunião da semana que vem, que Israel pause os bombardeios temporariamente, e que adote o mesmo entendimento de novembro de 2024, determinado ao final de outra guerra contra o grupo xiita: o de que ações armadas só devem ser realizadas contra ameaças iminentes. O jornal libanês L’Orient Le Jour alega que o experiente embaixador Simon Karam, que já negociou com Israel, pode participar do encontro, e que os EUA exigem um compromisso de Beirute sobre o desarmamento do Hezbollah — na véspera, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “negociações [com o Líbano] se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações de paz entre Israel e o Líbano”.
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A casa de Sam Altman, CEO da empresa de inteligência artificial OpenAI, em São Francisco, foi alvo de um ataque com um coquetel molotov na madrugada desta sexta-feira (10), horário local. Um homem de 20 anos encontrado cerca de uma hora depois foi preso suspeito de ter lançado o explosivo, segundo a empresa de tecnologia e a polícia.
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O dispositivo incendiou o portão externo da casa de Altman, no bairro de Russian Hill, antes do amanhecer, informou o Departamento de Polícia de São Francisco em um comunicado. O suspeito fugiu a pé, mas foi encontrado cerca de uma hora depois, pouco depois das 5h da manhã (9h horário de Brasília), ameaçando incendiar a sede da OpenAI.
Ninguém ficou ferido e não ficou claro se Altman estava em casa. A OpenAI é mais conhecida por executar o aplicativo de inteligência artificial (IA) ChatGPT. A empresa confirmou o caso e emitiu um comunicado falando sobre o incidente, o qual o Tha Gardian teve acesso. A nota dizia:
“Na madrugada de hoje, alguém lançou um coquetel molotov na casa de Sam Altman e também fez ameaças à nossa sede em São Francisco . Felizmente, ninguém ficou ferido”, disse um porta-voz. “Agradecemos profundamente a rapidez com que o Departamento de Polícia de São Francisco respondeu e o apoio da cidade para ajudar a manter nossos funcionários em segurança. O indivíduo está sob custódia e estamos auxiliando as autoridades policiais na investigação.”
Allison Maxie, porta-voz do departamento de polícia, disse que acusações estavam pendentes contra o suspeito, cujo nome ela não revelou.
Ainda na manhã desta sexta-feira, a OpenAI enviou um comunicado aos funcionários, o qual assegurava não haver ameaça imediata para as equipes do local ou para outros escritórios. O comunicado também mencionava o aumento da presença policial e de segurança nos arredores dos escritórios da empresa em Mission Bay.
(Com The New York Times)
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