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Depois de criticar o Papa Leão XIV em uma longa publicação nas redes sociais no domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, compartilhou nesta segunda-feira uma imagem gerada por inteligência artificial que o retrata como uma figura semelhante a Jesus.
A imagem, publicada em sua plataforma Truth Social, mostra Trump vestido com vestes brancas e vermelhas. Na ilustração, as mãos do presidente emitem luzes brilhantes, e sua mão direita toca a testa de um homem deitado em uma cama, vestindo uma bata hospitalar. A imagem evoca a arte religiosa que retrata Jesus curando os enfermos.
A ilustração foi publicada sem comentários, menos de uma hora depois de Trump ter criticado o Papa Leão XIV em outra publicação, chamando-o de “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”. O papa, o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos a liderar os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, condenando a “violência absurda e desumana” desencadeada pelos combates.
Em resposta aos comentários de Trump, o Papa disse na segunda-feira que não tem “nenhum medo da administração Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão aqui”.
Na imagem divulgada no domingo, o homem na cama está rodeado por figuras que olham para o Sr. Trump, incluindo uma pessoa com uniforme médico e um estetoscópio no pescoço, uma mulher em oração e um homem com uniforme camuflado. O fundo da imagem inclui a Estátua da Liberdade, um edifício semelhante ao Lincoln Memorial, aviões de combate, águias, fogos de artifício e uma bandeira americana tremulando ao vento.
Ao longo do último ano, o Sr. Trump publicou diversas imagens aparentemente geradas por inteligência artificial de si mesmo nas redes sociais, o que por vezes gerou forte reação negativa. Em maio de 2025, após a morte do Papa Francisco, o Sr. Trump publicou uma imagem de si mesmo como pontífice , atraindo críticas, inclusive de católicos.
Em fevereiro de 2025, o Sr. Trump publicou uma imagem sua usando uma coroa na capa de uma revista semelhante à Time, mas intitulada Trump, comparando-se a um rei .
O prazo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o início de um bloqueio naval contra o Irã termina nesta segunda-feira, às 11h (no horário de Brasília), aumentando a tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo e gás. A medida foi anunciada após o fracasso das negociações entre representantes dos dois países, realizadas no Paquistão, e mesmo diante de um cessar-fogo ainda em vigor.
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Trump afirmou nas redes sociais que os EUA começariam a “bloquear toda e qualquer embarcação” que tentasse entrar ou sair do estreito, além de interceptar navios que tenham pago taxas ao Irã para garantir passagem. Há dias tem sido noticiado que uma taxa na faixa dos US$ 2 milhões está sendo cobrada por Teerã para garantir uma passagem segura, tornando a iniciativa uma importante fonte de receita para o país.
“Também instruí nossa Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago pedágio ao Irã. Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, escreveu Trump, acrescentando que os EUA começariam a destruir as minas que, segundo ele, o Irã colocou no estreito. “Qualquer iraniano que atire contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será MANDADO PARA O INFERNO!”.
Trump afirmou que “em algum momento” será alcançado um acordo sobre passagem livre, mas que “o Irã não permitiu que isso acontecesse ao simplesmente dizer ‘Pode haver uma mina em algum lugar’, algo que ninguém conhece além deles”. Em outra publicação, ele afirmou que “o Irã prometeu abrir o Estreito de Ormuz, e conscientemente deixou de fazê-lo”: “Como prometeram, é melhor que comecem o processo para tornar esta HIDROVIA INTERNACIONAL ABERTA E RAPIDAMENTE!”, disse.
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Mesmo com o anúncio do presidente americano, porém, o valor ainda poderia ser pago em criptomoeda não rastreável, mantendo a dúvida sobre como separar aqueles que compraram a passagem segura daqueles cujos governos a negociaram. Posteriormente, o Comando Central dos EUA indicou que a operação deve se concentrar em navios que deixem ou tentem atracar em portos iranianos, permitindo a circulação de embarcações com destino a outros países.
Como um bloqueio funcionaria na prática?
Segundo a definição adotada pela Marinha americana, um bloqueio naval é uma “operação beligerante” destinada a impedir que embarcações e aeronaves entrem ou saiam de portos controlados por um Estado inimigo. Na prática, isso significa que forças militares podem interceptar navios em alto-mar e impedir sua continuidade.
Especialistas avaliam que os navios de guerra dos EUA não devem se posicionar diretamente diante de portos iranianos, como Bandar Abbas ou Jask, o que os tornaria vulneráveis a ataques com mísseis, drones ou lanchas rápidas. Em vez disso, o monitoramento seria feito por satélites e outros meios de inteligência para identificar embarcações que deixem portos do Irã. Uma vez em águas abertas, esses navios poderiam ser interceptados.
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A operação, no entanto, envolve riscos significativos. Abordar uma embarcação em alto-mar é considerado um ato hostil e pode ser interpretado como um ato de guerra. Juristas consultados pela imprensa americana afirmaram que um bloqueio desse tipo pode violar o direito marítimo internacional e até mesmo o acordo de cessar-fogo em vigor.
Outro ponto sensível é a nacionalidade dos navios. Interceptar embarcações com bandeira iraniana é uma coisa; outra, mais complexa, seria abordar petroleiros registrados em países terceiros. Navios chineses, por exemplo, têm representado parte relevante do tráfego que ainda consegue atravessar a região, o que levanta o risco de tensões diplomáticas com potências como China e Rússia.
O Irã classificou a ameaça como “ato de pirataria” e advertiu que poderá agir contra portos de países vizinhos no Golfo caso a medida seja implementada. Já aliados dos EUA demonstraram cautela. O Reino Unido indicou que não participará do bloqueio, enquanto países europeus discutem alternativas para garantir a liberdade de navegação sem ampliar a escalada.
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O impacto econômico também é uma preocupação. O Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do fluxo global de petróleo. Ao restringir o acesso aos portos iranianos, Washington busca cortar uma fonte importante de receita de Teerã, que vinha cobrando valores elevados para permitir a passagem de alguns navios. No entanto, a medida também pode elevar os preços internacionais de energia.
Analistas avaliam que o bloqueio pode ter efeito limitado no curto prazo, já que o tráfego pelo estreito já vinha reduzido desde o início do conflito. Ainda assim, o anúncio aumenta o risco de uma nova escalada militar em uma região considerada estratégica para a economia global.
O nome da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, voltou a movimentar as redes sociais neste sábado, quando foi ao X para fazer uma série de desabafos (e ameaças). Em resposta a um vídeo de Melania Trump em que ela negava ter relação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, Amanda afirma que esteve “ao redor” do casal Trump por 20 anos e que vai tomar medidas legais contra Melania e “seu marido pedófilo”, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Mas quem é Amanda Ungaro?
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Amanda Ungaro em início de carreira
Divulgação
Deportada pelo ICE
Amanda chegou ao Brasil em outubro de 2025 deportada pela polícia de imigração americana, o ICE, depois de 23 anos nos EUA. Uma medida que, em entrevista exclusiva ao GLOBO em fevereiro, ela creditou à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.
Uma reportagem do New York Times confirmou a afirmação da brasileira, apontando que Zampolli de fato procurou um alto funcionário da imigração para que Amanda fosse levada a um centro de detenção do ICE antes que ela fosse libertada da prisão sob fiança. De acordo com a publicação, Zampolli tinha como objetivo recuperar a guarda do filho, Giovanni, de 15 anos, que ele e Amanda disputam na Justiça.
Entrevista de Amanda Ungaro
O ex-marido e a proximidade com Trump
Acima da esquerda para a direita: Donald Trump, Melania Trump, Paolo Zampolli e Amanda Ungaro. Abaixo, da esquerda para a direita: Amanda Ungaro, Donald Trum e Melania Trump
Arquivo Pessoal
Nascido em Milão, Zampolli chegou a Nova York em meados dos anos 1990, mesma época em que conheceu Donald Trump. Os dois começaram a trabalhar oficialmente juntos em 2004, mas foi nas eleições presidenciais de 2016 que a camaradagem virou lealdade. Diante de sua defesa de políticas migratórias mais duras, Trump viu a imprensa questionar se sua esposa, Melania, trabalhara como modelo nos EUA com um visto inadequado antes de conhecê-lo. Zampolli então se apresentou como o responsável pela documentação da atual primeira-dama, afirmando ter usado sua posição como agente de modelos na época para garantir o visto de trabalho dela. Em 1996, ano da emissão do documento, Zampolli atuava junto à americana Metropolitan Models. No ano seguinte, ele fundou sua própria agência de modelos, a ID Models.
Amanda descreve Zampolli como a persona ostentatória que agrada a Trump: almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de aniversário extravagantes com direito a filhotes de tigre entre as atrações e um círculo social composto por modelos, champanhe e a atenção dos tabloides. Nos 19 anos em que estiveram juntos, ela conta que Zampolli a levou a noitadas comandadas pelo rapper e produtor americano Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por transportar mulheres para prostituição, e a festas em iates em que a lista de convidados incluía celebridades e integrantes da realeza europeia. Nesses eventos, diz ela, Zampolli costumava levar o próprio garçom para ter certeza de que ninguém colocaria drogas em sua bebida.
No avião de Jeffrey Epstein
Documento indica que o nome de Amanda Ungaro aparece na lista de passageiros do Lolita Express. A imagem mostra dezenas de nomes no voo de 27 de junho de 2002, entre Paris e Nova York, incluindo o do próprio Jeffrey Epstein (“JE”), de Ghislaine Maxwell (“GM”) e de Brunel
Departamento de Justiça dos EUA
O círculo social de Zampolli e Trump envolvia ainda um terceiro personagem: Jeffrey Epstein, financista morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A ID Models, agência de Zampolli, era frequentemente visitada por Epstein em Nova York, e os dois tentaram, juntos, comprar em 2004 a Elite Models, uma das maiores agências de modelos do mundo. Zampolli aparece dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
A ex-modelo Amanda Ungaro acusa o ex-companheiro, Paolo Zampolli, de abuso sexual e violência doméstica
Márcia Foletto
Amanda já foi convidada, mas ainda não intimada, a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso americano que investiga o caso. A brasileira esteve uma vez com Epstein, em 2002, quando embarcou no Lolita Express, um dos aviões do financista, de Paris para Nova York, onde participaria de um casting. Ela viajou acompanhada de seu agente na época, o francês Jean-Luc Brunel, conhecido como o olheiro de Epstein no Brasil. No mesmo ano, em 2002, Amanda encontraria com Zampolli também em Nova York.
— Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo — conta Amanda.
Ameaças à Melania
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“Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, acusou Amanda, no X.
Em outro comentário, a ex-modelo disse que vai “expor tudo” o que sabe sobre o casal e que pretende tomar medidas legais contra Melania e o presidente americano, quem chamou de “pedófilo”.
“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (…) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, acrescentou.
A demolição de um dos hotéis mais conhecidos de Miami movimentou uma área nobre da cidade neste domingo. Em uma operação rápida, que levou menos de 20 segundos, o edifício de 23 andares que abrigava o antigo Mandarin Oriental, em Brickell Key, veio abaixo após uma implosão controlada.
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A ação foi resultado de um planejamento que se estendeu por cerca de dois anos e, segundo a agência Associated Press, é considerada a maior implosão realizada na cidade na última década. A área ao redor da ilha artificial teve acesso restrito durante o procedimento.
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Como medida de segurança, moradores em um raio de até 244 metros receberam orientação para permanecer dentro de casa, mantendo portas e janelas fechadas. Ainda assim, houve quem acompanhasse a demolição de pontos liberados pelas autoridades.
O hotel, inaugurado há aproximadamente 25 anos, dará lugar a um novo projeto imobiliário de alto padrão. O complexo, batizado de “Residências Mandarin Oriental”, deve combinar unidades residenciais e um novo hotel, com entrega prevista até 2030.
O momento da implosão foi registrado por moradores e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, com imagens que mostram o prédio colapsando em questão de segundos e formando uma densa nuvem de poeira.
Um vídeo que mostra um robô bípede com luzes azuis perseguindo javalis em uma área urbana da Polônia viralizou nas redes sociais nos últimos dias. As imagens, gravadas à noite, mostram o equipamento circulando por ruas pavimentadas, atravessando gramados e se aproximando de prédios residenciais enquanto direciona um grupo de animais para fora da região.
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Ao longo da gravação, o robô mantém deslocamento contínuo e controlado, avançando sempre na direção dos javalis. Em alguns momentos, os animais se espalham pelas calçadas e áreas verdes, mas voltam a se reagrupar e seguem em retirada conforme o equipamento se aproxima. A iluminação azul na “cabeça” do robô se destaca na escuridão e parece funcionar como elemento de intimidação, fazendo com que os javalis evitem o confronto direto e recuem gradualmente.
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O caso foi registrado em Varsóvia, onde a presença frequente desses animais em bairros residenciais tem se tornado um problema recorrente. A expansão urbana e a oferta de alimento em áreas habitadas têm levado javalis a circular por ruas e condomínios, causando danos a jardins, revirando lixo e gerando preocupação entre moradores.
A iniciativa de usar o robô surge como uma alternativa para afastar os animais sem recorrer a métodos agressivos.
Uma britânica de 26 anos foi impedida de embarcar de Amsterdã para Luton no dia 6 de abril, na Holanda, após mudanças nas regras de entrada do Reino Unido, que passaram a exigir passaporte britânico ou certificado de residência para cidadãos com dupla nacionalidade. Natasha Cochrane De La Rosa, nascida em Londres, acabou retida na Espanha depois de ser barrada no portão de embarque, mesmo após apresentar documentos pessoais.
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A jovem, que vive no norte de Londres, havia saído do Reino Unido sem enfrentar problemas, mas foi impedida de embarcar no voo de volta mesmo após passar por check-in, segurança e controle de passaporte. Segundo relatos, funcionários da companhia aérea entraram em contato com autoridades de imigração antes de negar o embarque.
A situação está ligada a uma mudança nas regras britânicas em vigor desde o fim de fevereiro, que determina que cidadãos com dupla nacionalidade não podem mais entrar no país utilizando apenas passaporte estrangeiro. Agora, é obrigatório apresentar um passaporte britânico ou irlandês, ou um certificado de direito de residência.
Natasha tem cidadania britânica e espanhola, mas afirma que enfrenta um “vácuo legal” por causa das circunstâncias de seu nascimento. Filha de pai britânico e mãe espanhola, ela não teve a cidadania automaticamente reconhecida pelo lado paterno porque seus pais não eram casados quando ela nasceu, em 1999.
— Eu fui criada em Londres, estudei, trabalhei, paguei impostos e votei. Tenho nacionalidade britânica, mas agora estão dizendo que isso não é suficiente — afirmou.
Mesmo apresentando documentos como certidão de nascimento, registros fiscais e documentos de trabalho, ela foi impedida de embarcar por não possuir o passaporte britânico ou o certificado exigido pelas novas regras.
Após ser barrada em Amsterdã, Natasha passou uma noite na cidade antes de seguir para Sevilha, na Espanha, onde permanece hospedada com conhecidos enquanto tenta resolver sua situação.
— Meu mundo inteiro está no Reino Unido. Tenho carreira, família e amigos lá — disse.
Para retornar ao país, ela terá que solicitar um passaporte britânico — processo que pode levar semanas e ainda ser negado — ou pagar cerca de 589 libras por um certificado digital de direito de residência.
— Eu estava mostrando minha certidão de nascimento, meu número de seguro nacional, meu P45, a certidão do meu pai, e ainda assim fui impedida de embarcar — disse ao portal Manchester Evening News.
O caso gerou debate no Reino Unido sobre os impactos das novas regras para cidadãos com dupla nacionalidade, especialmente entre aqueles que, por anos, viajaram utilizando passaportes estrangeiros sem restrições.
— Se eu soubesse, teria resolvido isso antes de viajar. Ninguém foi avisado de forma clara — declarou.
Segundo ela, a situação pode afetar outros cidadãos que desconhecem as novas exigências e dependem apenas de documentos estrangeiros para viajar ao Reino Unido.
França e Reino Unido organizarão, “nos próximos dias”, uma conferência sobre uma “missão internacional pacífica destinada a restaurar a liberdade de navegação” no estreito de Ormuz, anunciou nesta segunda-feira o presidente francês, Emmanuel Macron.
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— Esta missão, estritamente defensiva e alheia às partes beligerantes, terá a vocação de ser implantada assim que a situação permitir e estará aberta aos países dispostos a contribuir — afirmou Macron na rede social X.
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A iniciativa ocorre após os Estados Unidos anunciarem a imposição de um bloqueio naval ao Irã a partir desta segunda-feira, depois do fracasso das negociações realizadas no Paquistão entre representantes americanos e iranianos para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Macron, que conversou no domingo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não comentou diretamente a decisão americana sobre o bloqueio naval no estratégico ponto do Golfo. Starmer, por sua vez, já declarou que não apoia a medida.
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Em sua mensagem, o presidente francês defendeu que não se poupem esforços para alcançar rapidamente uma solução “sólida e duradoura” para o conflito na região por meio da diplomacia.
Segundo Macron, as negociações devem oferecer uma resposta duradoura às atividades nucleares e balísticas do Irã e às suas ações desestabilizadoras, além de permitir que o Líbano “retome o caminho da paz”, com respeito à sua soberania.
O líder francês também destacou a necessidade de garantir, “o mais rapidamente possível”, uma navegação livre e sem obstáculos no estreito de Ormuz — rota estratégica por onde costumava passar cerca de um quinto do petróleo mundial.
Durante o voo de Roma para a África na segunda-feira, o Papa Leão XIV respondeu a um ataque feito durante a madrugada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, afirmando que não teme o governo americano e que busca promover o valor evangélico da paz.
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— Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer — disse o Papa a jornalistas durante o breve voo para a Argélia nesta segunda-feira.
— Não somos políticos, não lidamos com assuntos externos sob a mesma perspectiva que ele pode compreender, mas acredito na mensagem do Evangelho como promotor da paz — afirmou.
À Reuters, o Pontífice declarou que pretende continuar se posicionando contra a guerra, e afirmou que a mensagem cristã vem sendo “deturpada”.
— Não quero entrar em um debate com ele — disse Leão à Reuters ao cumprimentar jornalistas no avião. — Não acredito que a mensagem do Evangelho deva ser usada de forma indevida como algumas pessoas estão fazendo.
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— Vou continuar me posicionando de forma firme contra a guerra, buscando promover a paz, incentivando o diálogo e relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas — afirmou, em inglês.
— Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E acredito que alguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor — acrescentou.
— A mensagem da Igreja, a minha mensagem, a mensagem do Evangelho: bem-aventurados os pacificadores. Não vejo meu papel como político, como um homem político — disse.
Declarações de Trump
Na madrugada desta segunda-feira, o presidente americano teceu críticas ao Pontífice em longa publicação na sua rede social, Truth.
— Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante — escreveu Trump em uma longa publicação na noite de domingo. — Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.
Horas antes, no domingo, Trump disse a repórteres que não é um “grande fã” do Papa Leão XIV.
— Não sou um grande fã do Papa Leão. Ele é uma pessoa muito liberal e não acredita em acabar com o crime — disse Trump na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. Trump acusou o pontífice de “brincar com um país que quer uma arma nuclear”.
O Exército dos Estados Unidos afirmou que imporá um bloqueio a todos os portos iranianos a partir desta segunda-feira, após o fracasso das negociações no Paquistão devido à recusa do Irã em abandonar seu programa nuclear, segundo o presidente americano Donald Trump.
— Os Estados Unidos imporão um bloqueio aos navios que entrem e saiam dos portos iranianos no dia 13 de abril às 10h (11h, no horário de Brasília) — escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
A circulação de embarcações que não partam do Irã nem tenham o país como destino será autorizada, informou o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio.
Trump afirmou à Fox News que o Reino Unido “e alguns outros países” enviarão navios de desminagem.
A resposta do Irã foi imediata. Para o Exército iraniano, o bloqueio seria “ilegal” e um ato de “pirataria”, e advertiu que, caso seja implementado, nenhum porto do Golfo estará “a salvo” de represálias. Alguns países, como Espanha e China, também demonstraram oposição.
— É algo sem sentido, sem razão (…) mais um episódio de toda essa deriva em que fomos colocados — afirmou a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, referindo-se a Trump.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, pediu a restauração de uma navegação “sem obstáculos” no estreito de Ormuz e a continuidade da resolução de disputas por meios políticos e diplomáticos, evitando “reativar a guerra”.
O anúncio do bloqueio e o fracasso do diálogo em Islamabad durante o fim de semana para encerrar o conflito no Oriente Médio geram preocupação.
O preço do barril de petróleo começou a semana acima do patamar simbólico de US$ 100, com alta de mais de 7% para o Brent do Mar do Norte e superior a 8% para o West Texas Intermediate (WTI).
A incapacidade das partes de chegar a um acordo aumenta o temor de retomada dos ataques na guerra iniciada em 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e que se expandiu por toda a região devido às represálias da república islâmica contra países vizinhos. Desde então, mais de 6 mil pessoas morreram no conflito, principalmente no Irã e no Líbano.
O cumprimento do cessar-fogo de duas semanas, que expira em 22 de abril, permanece incerto. O Paquistão, mediador das negociações, pediu que a trégua seja respeitada, mas Estados Unidos e Irã ainda não se pronunciaram.
O papa Leão XIV é um dos mais influentes críticos globais da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Nos últimos dias, ele condenou a idolatria de pessoas e do dinheiro, os perigos da arrogância e a “violência absurda e desumana” desencadeada pelo conflito, que aprofundou a instabilidade no Oriente Médio.
Suas repetidas advertências ao longo da última semana parecem ter chegado ao presidente Donald Trump, que respondeu aos apelos por paz com críticas duras ao primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos em uma postagem nas redes sociais, além de reivindicar para si o mérito pela ascensão de Leão ao papado.
— Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante — escreveu Trump em uma longa publicação na noite de domingo. — Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.
Ao fazer a publicação, o presidente vinha de um fim de semana em que assistiu a uma luta de MMA em Miami e passou tempo com apoiadores em seu clube de golfe, após o fracasso das negociações com o Irã. Ele criticou Leão como “fraco contra o crime” — insulto que costuma direcionar a prefeitos democratas — e “péssimo para a política externa”. Disse ainda preferir o irmão do papa, Louis, por seu apoio ao movimento MAGA — “Ele entende!”, escreveu Trump. O presidente também acusou o pontífice de “agradar a esquerda radical” e aconselhou que ele se concentrasse em “ser um grande papa, não um político”.
A postagem hostil indicou que praticamente não há limites para os alvos de Trump — nem mesmo o líder dos 1,4 bilhão de católicos no mundo. Pouco depois de publicar a mensagem, ao desembarcar do Air Force One, Trump afirmou a jornalistas que não considera que o papa esteja fazendo um bom trabalho e sugeriu que Leão “gosta de crime, eu acho”. Também o acusou de apoiar armas nucleares e o classificou como “uma pessoa muito liberal”.
A reação enfurecida de Trump ao tom moderado de Leão, nascido Robert Francis Prevost, em Chicago, evidenciou estilos opostos de lidar com conflitos. Enquanto um pede resolução, o outro eleva imediatamente a tensão.
Em seu primeiro ano como pontífice, Leão evitou críticas diretas ao presidente e recusou discretamente um convite inicial para visitar Washington. Em janeiro, porém, manifestou preocupação com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo Trump.
As críticas do papa à guerra com o Irã tornaram-se mais incisivas à medida que o conflito avançou e autoridades americanas passaram a invocar argumentos teológicos para justificar a ofensiva ordenada por Trump sem autorização do Congresso, apoio popular ou adesão de aliados.
Em março, o secretário de Defesa Pete Hegseth convocou os americanos a rezarem pela vitória na guerra e pela segurança das tropas “em nome de Jesus Cristo”. Pouco depois, o papa advertiu contra o uso do nome de Jesus para justificar batalhas, afirmando que Ele “não escuta as orações de quem faz guerra, mas as rejeita”.
Durante uma homilia antes da Páscoa, na semana passada, Leão afirmou que a missão cristã havia sido “distorcida por um desejo de dominação, totalmente estranho ao caminho de Jesus Cristo”.
No domingo de Páscoa, renovou o apelo pela paz:
— Neste dia de celebração, abandonemos todo desejo de conflito, dominação e poder, e peçamos ao Senhor que conceda sua paz a um mundo devastado por guerras — disse, diante de dezenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro.
Na semana passada, também circularam relatos de que um integrante do governo Trump teria se reunido com o cardeal Christophe Pierre, ex-embaixador do Vaticano nos EUA, para reclamar das críticas do papa. Tanto o governo quanto o Vaticano negaram o encontro.
Na terça-feira, a ameaça de Trump de destruir a civilização iraniana caso Teerã não aceitasse abrir o Estreito de Ormuz levou a uma rara resposta direta do papa, que classificou a declaração como “verdadeiramente inaceitável” e contrária ao direito internacional.
— É um sinal do ódio, da divisão e da destruição de que os seres humanos são capazes — afirmou. — Todos queremos trabalhar pela paz.
No domingo à noite, Trump voltou a atacar o pontífice após cardeais americanos participarem do programa “60 Minutes” para explicar por que apoiavam as críticas do papa aos conflitos internos e externos associados ao governo.
— É um regime abominável e deve ser removido — disse o cardeal Robert McElroy, referindo-se ao governo iraniano. — Mas esta é uma guerra de escolha, e estamos diante da possibilidade de guerra após guerra.
Líderes saem em defesa
Após os ataques, líderes católicos saíram em defesa do pontífice. O arcebispo Paul S. Coakley afirmou em nota:
“Lamento que o presidente tenha escolhido escrever palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre. O papa Leão não é seu rival, nem um político. Ele é o Vigário de Cristo.”
O padre jesuíta James Martin também criticou Trump nas redes sociais:
“Duvido que o papa perca o sono com isso. Mas nós deveríamos. Isso é descontrolado, sem caridade e não cristão.”
Em maio passado, após a eleição de Leão, seu irmão John Prevost afirmou que o pontífice não permaneceria em silêncio diante de discordâncias com Trump:
— Sei que ele não está satisfeito com o que acontece na imigração. Até onde vai levar isso é incerto, mas ele não ficará calado.

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