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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que Washington deixou claras suas “linhas vermelhas” a Teerã durante as negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio e que agora cabe ao Irã dar o próximo passo. Vance liderou a delegação americana que se reuniu com autoridades iranianas no Paquistão durante o fim de semana, conversas que terminaram sem acordo para encerrar o conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
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“Realmente acredito que a bola está no campo do Irã, porque colocamos muito sobre a mesa. De fato, deixamos muito claro quais eram nossas linhas vermelhas”, declarou Vance em entrevista à Fox News.
Segundo ressaltou, “há duas coisas em particular nas quais o presidente dos Estados Unidos deixou muito claro” que será inflexível: o controle americano do urânio enriquecido do Irã e um mecanismo de verificação que garanta que Teerã não desenvolva armas nucleares.
“Uma coisa é os iranianos dizerem que não vão ter uma arma nuclear. Outra coisa muito diferente é nós estabelecermos o mecanismo para garantir que isso não aconteça”, afirmou Vance.
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O vice-presidente lembrou que uma das condições acordadas entre os dois países para o cessar-fogo anunciado na semana passada é a reabertura completa do Estreito de Ormuz, vital para o mercado mundial de petróleo e que Teerã bloqueou.
O Comando Sul dos EUA, responsável por operações militares na América Latina e Caribe, anunciou nesta segunda-feira mais um ataque contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico, deixando dois mortos. Desde o ano passado, o governo americano, como parte de sua nova estratégia de combate aos cartéis na região, realizou 50 ataques, nos quais 170 pessoas foram mortas, mas jamais apresentou provas da ligação dos tripulantes com o crime.
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Em publicação na rede social X, os militares americanos afirmaram que “a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico”, sem detalhar de que tipo ou perto da costa de qual país ela ocorreu. Duas pessoas morreram, continua a mensagem. Um vídeo em baixa qualidade mostra o que parece ser um barco de pesca atingido por um míssil, seguido por uma explosão.
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Segundo levantamento da rede NBC News, desde o ano passado, quando os EUA posicionaram um grande contingente naval na região do Caribe e do Pacífico Oriental, 51 barcos foram destruídos em 50 ataques, deixando 170 mortos. Os tripulantes são descritos pelos militares americanos como “narcotraficantes” ou “combatentes”, mas Washington jamais detalhou as informações de inteligência que levaram a tais conclusões.
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Alguns carteis do tráfico foram classificados pelo governo americano como organizações terroristas, o que dá (em tese) argumentos legais para justificar as ações. As explicações não convenceram muitos além das lideranças em Washington e de aliados políticos na região, e a política da Casa Branca é alvo de duras críticas da comunidade internacional.
— Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para impedir a execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas — disse, em outubro do ano passado, Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. — Nenhum dos indivíduos nas embarcações visadas parecia representar uma ameaça iminente à vida de outras pessoas ou justificar o uso de força armada letal contra eles sob o direito internacional
Durante as fracassadas negociações sobre a guerra de EUA e Israel contra o Irã, no fim de semana, um ponto surgiu como o principal obstáculo a um acordo: o futuro do programa nuclear iraniano, acusado de ter fins militares (o que Teerã nega). Segundo a imprensa americana, os EUA exigiram a suspensão total do enriquecimento de urânio por 20 anos, além da retirada de material enriquecido do país. Na contraproposta, o Irã sugeriu nesta segunda-feira um prazo menor, de cinco anos, com menos restrições do que exigia Washington.
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De acordo com o jornal New York Times, citando fontes no governo americano, os iranianos se mostraram dispostos a uma pausa de cinco anos em suas atividades nucleares, mas rejeitaram se livrar do material enriquecido — estima-se que o país tenha cerca de 440 kg de urânio enriquecido dentro do país. Ao invés disso, relata a publicação, se ofereceram para diluir o material a um grau que impeça seu uso em armas nucleares, proposta similar à feita nas negociações interrompidas pela guerra, em fevereiro. A oferta foi recusada por Washington.
No fim de semana, como revelou o portal Axios, os americanos exigiram a suspensão do enriquecimento por 20 anos e que todo o material enriquecido em instalações iranianas seja retirado do país. Os russos, aliados de Teerã, já se ofereceram para receber o urânio como parte de um futuro acordo com os EUA. Em 2015, como parte do hoje finado acordo internacional sobre o programa nuclear do Irã, que limitava a quantidade de material enriquecido dentro do país, a Rússia recebeu 11 toneladas de urânio.
Diplomatas que acompanharam as discussões no Paquistão relataram que a questão nuclear foi o principal ponto de discórdia entre EUA e Irã. Um dos objetivos apresentados pelo presidente americano, Donald Trump, para a guerra é impedir que o regime em Teerã obtenha uma arma nuclear.
Durante os ataques de junho do ano passado ele determinou que instalações de enriquecimento fossem atacadas. Na ocasião, Trump disse que havia “obliterado” o programa nuclear iraniano, algo que seus serviços de inteligência não comprovaram. Na atual guerra, uma operação terrestre para capturar o material enriquecido dentro do Irã chegou a ser cogitada, afirmou a imprensa dos EUA.
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Embora os prazos sugeridos pelos dois lados sejam distintos, a sua discussão pelos negociadores mostra que o diálogo está aberto entre Teerã e Washington. Para mediadores ouvidos pelo Axios, um desafio a ser superado é a falta de confiança sobre a mesa. Ainda não há uma data para uma nova reunião, tampouco se sabe se haverá uma.
“As negociações de Islamabad lançaram as bases para um processo diplomático que, se a confiança e a vontade forem fortalecidas, poderá criar uma estrutura sustentável que atenda aos interesses de todas as partes”, disse o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, na rede social X.
Os diplomatas iranianos lembram que as últimas duas rodadas de negociações foram interrompidas por ações militares, e até pouco tempo havia a suspeita de que uma nova reunião serviria para assassinar os representantes de Teerã. Segundo o Axios, os representantes do Irã acreditavam, até a manhã de domingo, que um acordo preliminar era possível, mas foram surpreendidos pela saída da delegação americana, anunciada pelo vice-presidente, JD Vance, em Islamabad. Horas depois, Trump disse que iria impor um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor nesta segunda-feira.
— Os iranianos ficaram furiosos com aquela entrevista coletiva — disse uma fonte com acesso às discussões ao Axios.
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) divulgou nesta segunda-feira duas novas imagens da Lua feitas durante a missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos. A jornada, que durou dez dias e foi acompanhada por todo o mundo, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite de sexta-feira. A cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07, pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro tripulantes astronautas foram resgatados por equipes da Marinha dos EUA e da Nasa.
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Nas fotos inéditas divulgadas hoje é possível ver a superfície lunar a partir do seu lado oculto, que nunca fica visível da Terra. Por horas, o comandante, Reid Wiseman, e os astronautas Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen colaram os olhos e câmeras nas janelas da cápsula Orion para observar de perto nosso satélite natural, com detalhes que nem as missões anteriores conseguiram. No histórico dia 6 de abril de 2026, a Artemis II bateu um recorde, o da mais longa jornada espacial tripulada.
Foto do lado oculto da Lua capturada durante a missão Artemis II, da Nasa
Divulgação/Nasa
O ponto máximo de aproximação com a Lua ocorreu há uma semana, às 20h, pelo horário de Brasília, quando a Orion chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície, imersa no tenso silêncio do blecaute de comunicações, já previsto para quando a espaçonave cruzasse o lado mais distante da Lua. Desde a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972, humanos não chegavam tão perto de nosso satélite natural.
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A segunda imagem divulgada nesta segunda-feira mostra ainda a cápsula Orion, com o logo da Nasa, e o nosso planeta visto a partir dela como um fino crescente azulado no escuro do espaço.
A bordo da cápsula Orion, a tripulação coletou dados, registrou imagens e testou sistemas de suporte à vida durante a jornada de dez dias ao redor do satélite natural. Mas, para os astronautas, e para milhões de pessoas que acompanharam a missão a centenas de milhares de quilômetros de distância, a experiência foi além da ciência, despertando também reflexões sobre o lugar da Humanidade no universo.
Foto da Terra e da Lua vistas a partir da cápsula Orion, durante a missão Artemis II
Divulgação/Nasa
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Durante seu histórico sobrevoo lunar, astronautas da missão Artemis II, da NASA, testemunharam meteoritos atingindo a superfície acidentada da Lua — um fenômeno raro e pouco documentado por observação direta em órbita.
Segundo a Nasa, a equipe — que bateu o recorde de maior distância da Terra durante o sobrevoo — relatou um total de seis impactos de meteoritos na superfície lunar.
As equipes em solo agora trabalham para cruzar essas observações com dados de um satélite em órbita da Lua, disse Young, acrescentando que a maioria dos registros ocorreu durante um eclipse solar, quando a Lua passou em frente ao Sol.
Uma das menores nações do mundo, Tuvalu declarou estado de emergência nesta segunda-feira (13) devido a “riscos críveis” ao abastecimento de combustível decorrentes da guerra no Oriente Médio.
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Em um comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, o chefe de Estado de Tuvalu, Tofiga Vaevalu Falani, afirmou que o estado de emergência se limitará à principal ilha do país, Funafuti, por pelo menos duas semanas.
A decisão foi tomada “em vista da crescente instabilidade nos sistemas de geração e distribuição de eletricidade, juntamente com riscos críveis ao abastecimento de combustível, que, em conjunto, ameaçam a prestação confiável de serviços essenciais em Funafuti”.
Funafuti abriga a capital do país, onde residem dois terços dos 10 mil habitantes desta nação do Pacífico.
Tuvalu pretende fazer a transição da geração de eletricidade a diesel para um sistema 100% solar até 2030, mas ainda destina uma grande parte do seu orçamento anual aos combustíveis fósseis.
Em 2021, Tuvalu gastou o equivalente a 70% do seu PIB em combustíveis, mas essa percentagem caiu agora para cerca de 25%.
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Efeito da guerra no mundo
Os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, têm se expandido pelo mundo. Uma das principais preocupações, com o conflito que tem escalonado e afetado infra-estruturas importantes, é o aumento do valor dos combustíveis, um reflexo direto do impacto na produção e na venda do petróleo. Os altos preços têm levado países a repensarem suas rotinas. Alguns já adotaram a gratuidade em transporte público em seus grandes centros, a fim de desestimular o uso de veículos de passeio.
No Nepal, a medida anunciada no último dia 5 reflete diretamente na escala de trabalho. O país no sul da Ásia agora contará com fins de semana de dois dias. A mudança, na prática, significa reduzir a semana de trabalho de seis para cinco dias nos escritórios governamentais e instituições de ensino. Até agora, o sábado era o único dia de folga para os funcionários públicos do país. Agora, os escritórios do governo funcionarão das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.
O Nepal é conhecido mundialmente pela cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, ponto mais alto do planeta e atração cobiçada por aventureiros que o escalam todos os anos. O país não tem litoral e abriga uma população de 30 milhões de habitantes. Sem poços de petróleo ou outras fontes de combustíveis fósseis, depende da importação, sendo feita quase que exclusivamente através da Índia, o que o torna vulnerável a flutuações de valores do mercado internacional.
O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. O anúncio ocorreu após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro, no início deste mês.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta segunda-feira o general Vladimir Padrino López como novo ministro da Agricultura, quase um mês após sua saída do estratégico Ministério da Defesa, em meio a uma reestruturação do alto comando militar. Padrino López comandou as Forças Armadas venezuelanas por mais de uma década e era considerado um aliado fiel de Nicolás Maduro, deposto em uma operação dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
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A atual chefe de Estado promoveu mudanças em metade do gabinete herdado de Maduro.
Ela também substituiu todos os integrantes do alto comando militar e grande parte dos comandantes regionais do Exército.
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As medidas reduziram a presença de militares no governo, que agora tem seis dos 32 ministérios sob comando de integrantes das Forças Armadas.
“Informo que designei o GJ. Vladimir Padrino López como novo ministro do Poder Popular para a Agricultura Produtiva e Terras”, escreveu Rodríguez em mensagem no Telegram.
“A partir de agora, assume o compromisso de impulsionar a produção agrícola para garantir o abastecimento nacional e contribuir para o novo modelo econômico diversificado do país”, acrescentou.
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Rodríguez governa sob forte pressão dos EUA, que afirmam exercer influência sobre a Venezuela e sobre a comercialização de seu petróleo.
A presidente interina também impulsionou reformas nos setores de petróleo e mineração, abrindo espaço para investimentos estrangeiros após décadas de forte controle estatal nessas áreas.
As Forças Armadas declararam apoio a Rodríguez e às novas medidas, que vêm revertendo diversas políticas implementadas pelo chavismo nas últimas duas décadas.
A religião de Donald Trump voltou ao centro do debate público após novas controvérsias envolvendo o presidente dos Estados Unidos e o Papa Leão XIV. O Pontífice se tornou a maior autoridade na Igreja Católica desde o conclave, em maio de 2025. Embora se declare cristão, a relação de Trump com a fé é marcada por ambiguidades, disputas e questionamentos.
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Na madrugada desta segunda-feira, o presidente dos EUA atacou o Papa por meio de uma publicação em rede social em que chamava o religioso de “fraco” e “liberal demais”. O Papa Leão XIV é um dos mais influentes críticos globais da guerra dos Estados Unidos, iniciada junto com Israel, contra o Irã, em 28 de fevereiro. Nos últimos dias, o religioso condenou a idolatria de pessoas e do dinheiro, os perigos da arrogância e a “violência absurda e desumana” desencadeada pelo conflito, que aprofundou a instabilidade no Oriente Médio.
Leão XIV é o primeiro papa a ter nascido nos Estados Unidos. Em seu ataque ao Pontífice, Trump falou que a escolha para o alto posto na Igreja só aconteceu porque “acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump”, ainda afirmando que, se não fosse isso, o religioso não teria sido escolhido no conclave.
A controvérsia se intensificou com a repercussão de uma imagem gerada por inteligência artificial em que Trump aparecia representado como Jesus, o que gerou críticas inclusive entre aliados conservadores e grupos religiosos. Diante da repercussão, o presidente volta atrás e apagou a publicação.
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Qual a religião do presidnete Donald Trump?
Trump foi criado dentro do presbiterianismo, tradição protestante à qual esteve ligado durante boa parte da vida. No entanto, mais recentemente, passou a se identificar como um cristão sem denominação específica. Essa mudança foi contada por ele próprio em uma entrevista ao site Religion News Service, em 2020.
Apesar da autodeclaração cristã, sua religiosidade frequentemente é alvo de dúvidas. Observadores e até parte da opinião pública questionam o quanto suas crenças são, de fato, centrais em sua vida pessoal. Há avaliações de que Trump não demonstra familiaridade aprofundada com práticas ou ensinamentos religiosos, além de não manter uma frequência consistente em cultos ou atividades religiosas.
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Ao mesmo tempo, sua relação com o cristianismo tem forte dimensão política. Trump construiu uma base sólida entre eleitores cristãos conservadores, especialmente evangélicos, e frequentemente utiliza linguagem religiosa em discursos e campanhas. Ele também mantém proximidade com líderes religiosos destes grupos.
Em seu segundo mandato, no ano passado, criou um departamento voltado para a religião, que tem como responsabilidade “defender a liberdade religiosa”. Entre as ações já realizadas estão o perdão a ativistas antiaborto, reintegração de militares que se recusaram a tomar vacina durante a pandemia de Covid-19 e criação de um grupo de trabalho para “erradicar o preconceito anticristão”.
Foi em sua campanha presidencial em 2024, logo após sofrer um atentando que apenas o feriu na orelha direita em julho daquele ano, que Trump passou a falar mais abertamente sobre sua fé. O caso o levou a repetir que acreditava que Deus teria poupado sua vida para que ele retornasse à Casa Branca.
O grupo xiita Hezbollah pediu a suspensão das negociações previstas para esta terça-feira entre Líbano e Israel, de acordo com a agência AFP, em meio à escalada do conflito que já deixou mais de 2.089 mortos no território libanês desde o início de março, segundo o Ministério da Saúde do país. O apelo ocorre às vésperas de um encontro em Washington entre representantes dos dois países para discutir um possível cessar-fogo.
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Mesmo com a pressão contra o diálogo, o Benjamin Netanyahu mantém a ofensiva militar. O Exército israelense afirmou ter realizado cerca de 150 ataques contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano nas últimas 24 horas, segundo informações divulgadas pelas Forças Armadas de Israel e pela presidência libanesa.
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De acordo com os militares israelenses, as operações tiveram como alvo estruturas estratégicas do grupo xiita, incluindo centros de comando e pontos de lançamento de armamentos. Em comunicado nas redes sociais, o Exército afirmou ter desmantelado células do Hezbollah “que tentavam realizar um ataque terrorista contra soldados israelitas”.
Prédio em Tiro, cidade no Líbano, é bombardeado por Israel depois do cessar-fogo temporário
Kawnat Haju/AFP
No terreno, a ofensiva continua a produzir vítimas. O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que, apenas nas últimas 24 horas, 34 pessoas morreram e 174 ficaram feridas em diferentes regiões do país. Desde o início da campanha de bombardeios, no começo de março, o número total de mortos chegou a mais de dois mil mortos, com 6.762 feridos.
Apesar da movimentação diplomática, Netanyahu indicou que não pretende recuar na estratégia militar. Ele voltou a defender a criação de uma “zona de segurança sólida e mais profunda” no sul do Líbano e afirmou que “os combates continuam”, mesmo com a abertura de diálogo entre os países.
Após visitar tropas em território libanês no domingo, Netanyahu declarou que a presença militar israelense deve ir além das cinco bases já mantidas na região desde novembro de 2024. Segundo ele, o objetivo é impedir novas ameaças à segurança israelense. “Estamos a falar de uma zona de segurança sólida e mais profunda que previna o perigo de invasão e neutralize a ameaça dos mísseis antitanque”, afirmou.
Socorristas se aproximam de prédio atingido por míssil israelense em Nabatieh, no sul do Líbano
Abbas Fakih / AFP
A área em questão corresponde a cerca de 8% do território libanês, abrangendo a faixa entre a fronteira de facto entre os países e o rio Litani.
As negociações foram articuladas após um primeiro contato telefônico entre autoridades dos dois países, mediado por seus embaixadores nos Estados Unidos. A presidência libanesa informou que o encontro deve tratar “o anúncio de um cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel”.
O embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, confirmou o início de “negociações formais de paz na próxima terça-feira”, apesar de Israel não manter relações diplomáticas com o Líbano. Ele ressaltou, no entanto, que o governo israelense não pretende negociar diretamente com o Hezbollah.
O grupo xiita, aliado do Irã, segue fora das tratativas, embora continue sendo o principal ator armado no lado libanês do conflito. Entre a madrugada de domingo e a tarde desta segunda-feira, o Hezbollah reivindicou mais de 30 ataques contra alvos israelenses.
O cenário diplomático é ainda mais complexo devido às divergências sobre a abrangência de um cessar-fogo recente mediado por Estados Unidos e Irã. Enquanto Washington e Tel Aviv entendem que o acordo não inclui o Líbano, Teerã chegou a ameaçar abandonar negociações paralelas após discordâncias sobre o tema.
Do lado libanês, o presidente Josef Aoun afirmou que há uma janela de oportunidade para encerrar o conflito, mas condicionou o avanço das negociações a concessões mútuas.
“Existe agora uma oportunidade para alcançar uma solução sustentável, que é o que o Líbano deseja, mas isso não pode ser unilateral. Israel deve responder aos apelos libaneses, árabes e internacionais para cessar os ataques contra o Líbano e iniciar negociações”, declarou em comunicado divulgado pela presidência libanesa na segunda-feira, após reunião com o chanceler italiano.
Em reunião com o chanceler italiano, Antonio Tajani, Aoun reforçou a expectativa de que as hostilidades sejam interrompidas até terça-feira, abrindo caminho para um processo formal de paz.
O conflito se intensificou após a retomada dos ataques do Hezbollah em 2 de março, em resposta à ofensiva aérea lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, o cessar-fogo que vigorava desde novembro de 2024 foi rompido, em um cenário que mistura disputas regionais e tensões diretas entre os países envolvidos.
Mesmo proibido pelo governo libanês de realizar operações militares, o Hezbollah manteve ataques com projéteis e drones contra o norte de Israel e posições militares no sul do Líbano, ampliando o risco de escalada.
Netanyahu já afirmou reiteradamente que, caso o Líbano não consiga conter o grupo, Israel atuará diretamente para neutralizá-lo e disse ter instruído seu gabinete a iniciar conversas “diretas” com o país vizinho, com o objetivo de desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas “o mais breve possível”.
Alguns países se recusaram a receber hipopótamos do falecido barão da cocaína Pablo Escobar devido a uma mutação genética, uma das medidas, juntamente com a esterilização e o sacrifício de exemplares, de um plano lançado pela Colômbia para conter sua reprodução descontrolada. As tentativas de realocar espécimes do rio Magdalena não tiveram sucesso devido a uma mutação genética nos hipopótamos, disse a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, nesta segunda-feira (13).
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— Há uma mutação genética importante, por isso alguns países se recusam (a aceitá-los) — disse Vélez à BluRadio, após anunciar o início do plano de abate de cerca de 80 hipopótamos.
— Acreditamos que tem a ver com a pobreza genética (dos animais) — acrescentou a ministra.
Na Colômbia há cerca de 200 hipopótamos, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Eles são considerados uma espécie invasora e desestabilizam os ecossistemas nativos. Sem controle, estima-se que a população de hipopótamos possa chegar a 500 até 2030, segundo o ministério.
Descendentes de um pequeno rebanho introduzido por Pablo Escobar, esses hipopótamos vivem na natureza, em um lago próximo ao parque temático Hacienda Nápoles, antigo zoológico particular do narcotraficante, em Doradal, Colômbia
Raul Arboleda / AFP
Os hipopótamos colombianos apresentam malformações devido à endogamia, como uma registrada em sua boca, segundo Vélez.
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Esses animais chegaram ao país por um capricho de Escobar, que, em 1980, introduziu quatro exemplares em sua fazenda no Magdalena Medio (centro-norte), que foi transformada em um zoológico particular repleto de espécies exóticas.
As campanhas de sacrifício e esterilização são difíceis e caras. A morte de cada animal custa cerca de US$ 14 mil (aproximadamente R$ 70,3 mil) e as autoridades vão iniciá-las no segundo semestre de 2026. As esterilizações chegam a custar cerca de US$ 10 mil (R$ 50.238) cada uma e envolvem riscos como a morte dos veterinários ou dos animais devido a uma reação alérgica à anestesia.
Durante as trocas de farpas entre o presidente americano, Donald Trump, e o Papa Leão XIV, que também é nascido nos Estados Unidos, houve uma citação ao irmão mais velho do pontífice, Louis Prevost. Trump disse que prefere o irmão, que é seguidor do MAGA, movimento “Make America Great Again”, ligado ao mandatário da Casa Branca.
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Logo que Robert Francis Prevost foi eleito Papa, há quase um ano, a postura de Louis já foi destacada pela imprensa americana e global. Na ocasião, ele chegou a apagar alguns dos posts que fizera no Facebook, com discursos ofensivos a nomes como o de Nancy Pelosi, ex-presidente da câmara dos EUA e uma das líderes do Partido Democrata, considerado pelo jornal The New York Times como vulgares e sexistas. Entre as mensagens apagadas, haveria ainda afirmações de que os eleitores de Joe Biden teriam alguma “doença mental” e ataques homofóbicas ao marido de Pelosi, Paul, sugerindo que ele seria gay, algo que foi amplamente espalhado pela direita, em 2022.
O The New York Times classifica Louis como um homem de “família americana que pratica atos tipicamente americanos”. Aos 74 anos, ele vive em Port Charlotte, na Flórida, e tem o hábito de dançar com um grupo de amigos em um bar semanalmente, sendo apreciador de música country e rock.
Louis Prevost, Robert Prevost e John Prevost, durante entrevista à ABC
Reprodução
Em entrevista ao programa “Piers Morgan Uncensored”, Louis chegou a dizer que o irmão mais novo, o Papa Leão XIV, seria bem mais liberal que ele, embora não o considerasse um “woke”, termo que passou a ser usado como sinônimo de políticas liberais ou de esquerda, no país. Chegou a confirmar as publicações polêmicas feita nas redes sociais e afirmou que “pegaria mais leve” se já fosse irmão de um pontífice, naquela altura. Ao entrevistador, também se classificou como um “MAGA”.
Ao falar do irmão na entrevista, Louis lembrou como ele era um pacificador que preferia brincar de padre enquanto outras crianças fingiam ser cowboys ou ladrões de banco. Algo que esteve no centro do embate com Trump, já que a discussão começou com o Papa pedindo pela paz no Oriente Médio e também no Sudão.
— Mas ele sabe que eu sou quem eu sou — disse Louis Prevost sobre o irmão mais novo. — Ele está bem ciente das minhas posições. Sabe que provavelmente não vou mudar, e acho que não vou, a não ser para, como você disse, baixar o tom.

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