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Uma baleia-jubarte de cerca de 12 toneladas foi resgatada após passar aproximadamente 24 horas encalhada no estuário de Wallis Lake, na costa de New South Wales, na Austrália. O animal, ainda jovem, foi libertado na tarde da última terça-feira após uma operação que mobilizou equipes de resgate e autoridades ambientais.
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A jubarte havia sido avistada pela primeira vez no domingo à tarde, nadando sob a ponte de Forster-Tuncurry Bridge, antes de ficar presa em um banco de areia durante a noite. Após a maré baixa, o animal permaneceu encalhado, o que exigiu uma ação coordenada para evitar complicações.
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Equipes do parque nacional, voluntários e especialistas da Sea World viajaram da Gold Coast para reforçar o resgate, ao lado da Organização para o Resgate e Pesquisa de Cetáceos na Austrália (ORRCA) e da Marine Rescue NSW.
— O que tentamos inicialmente foi afastá-la do banco de areia, nos aproximando por trás para forçá-la a seguir em frente, mas não funcionou — disse Doug Beckers, gerente interino da região Manning Great Lakes do serviço de parques.
Sem sucesso na primeira tentativa, os socorristas recorreram a uma técnica de reboque com o uso de cintas especiais posicionadas sob as nadadeiras peitorais do animal. Mesmo após uma primeira retirada, a baleia voltou a ficar presa em outro banco de areia, exigindo uma nova operação.
— As equipes precisaram trazer grandes cintas, posicioná-las sob as nadadeiras e conectá-las à embarcação. O barco conseguiu arrastá-la para fora do banco, e dessa vez deu certo — afirmou Beckers.
A libertação ocorreu por volta das 15h (horário local). Após o resgate, embarcações de apoio passaram a guiar a baleia pelo estuário, entre bancos de areia, em direção ao mar aberto.
As autoridades chegaram a considerar o fechamento temporário da ponte para reduzir ruídos e interferências, caso fosse necessário facilitar a saída do animal, lembrando um episódio semelhante em 2021, quando outra baleia entrou no estuário e teve dificuldades para retornar ao mar.
A porta-voz da ORRCA, Jessica Fox, destacou que o resgate representa um desfecho positivo, embora ainda não se saiba por que a baleia entrou na área.
Durante toda a operação, uma zona de exclusão foi estabelecida, e as autoridades pediram que embarcações mantivessem distância, destacando que apenas equipes treinadas devem atuar nesse tipo de resgate, por questões de segurança e bem-estar do animal.
Um petroleiro suspeito de integrar a chamada “frota fantasma” usada pela Rússia para exportar petróleo deixou o porto francês onde estava retido desde março, após o pagamento de uma multa, informaram autoridades nesta quinta-feira.
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O caso ocorre em meio ao monitoramento crescente de embarcações utilizadas por Moscou para contornar as sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia, em 2022. Países europeus mantêm esses navios sob vigilância por suspeitas de transporte irregular de petróleo.
O navio “Deyna”, que partiu de Murmansk, no noroeste da Rússia, navegava sob bandeira de Moçambique e estava detido em Marselha. A embarcação foi interceptada pela França, com apoio do Reino Unido, nas proximidades das ilhas Baleares, na Espanha.
Segundo a prefeitura marítima e a promotoria local, o petroleiro foi liberado após seu proprietário se declarar culpado na quarta-feira por “não apresentar provas da nacionalidade do navio” e efetuar o pagamento de uma multa, cujo valor não foi divulgado.
Rota para a Ásia e vigilância europeia
O “Deyna” deixou o porto assim que a ordem de detenção foi suspensa. Nesta quinta-feira, a embarcação já se encontrava a mais de 300 quilômetros ao sul da costa francesa, entre a Sardenha e as ilhas Baleares, com destino à China, de acordo com os portais Vesselfinder e Marinetraffic.
Desde setembro, a França já abordou três embarcações suspeitas de integrar a “frota fantasma” russa, incluindo o “Deyna”. Esses navios costumam alterar frequentemente suas bandeiras ou operar com registros considerados inválidos, estratégia usada para dificultar a identificação e driblar restrições internacionais.
Os líderes de Israel e do Líbano devem conversar nesta quinta-feira, afirmou na noite de quarta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dia após as primeiras conversas diretas entre representantes dos dois países.
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“Estamos tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não se falam, cerca de 34 anos. Será amanhã. Excelente!”, anunciou Trump em sua rede Truth Social.
O anúncio ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, que se agravou após o Líbano ser arrastado para a guerra em 2 de março, quando o movimento pró-iraniano Hezbollah atacou Israel.
Desde então, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão no Líbano, apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo.
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Trump não detalhou quais líderes participariam do diálogo anunciado para quinta-feira.
Contradições
Apesar da declaração do presidente americano, o governo libanês afirmou não ter conhecimento de qualquer contato iminente com Israel.
“Não estamos cientes de um contato previsto com a parte israelense e não fomos informados disso pelos canais oficiais”, declarou uma fonte oficial à AFP.
A fala mostra o desencontro de informações sobre a possível abertura de negociações entre os dois países, que permanecem formalmente em estado de guerra.
Pressões diplomáticas e objetivos em disputa
Um alto funcionário dos Estados Unidos afirmou anteriormente que o país “quer ver uma paz duradoura, mas não exige um cessar-fogo”, acrescentando que “as negociações entre Estados Unidos e Irã não estão condicionadas ao diálogo de paz entre Israel e Líbano”.
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou na quarta-feira dois objetivos centrais nas tratativas com o Líbano: “Primeiro, o desmantelamento do Hezbollah; segundo, uma paz sustentável (…) alcançada pela força”.
A polícia turca anunciou nesta quinta-feira a emissão de ordens de detenção contra dezenas de pessoas acusadas de alterar a ordem pública ao fazer apologia, nas redes sociais, a dois tiroteios em centros escolares registrados nesta semana.
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Segundo as autoridades, as investigações miram conteúdos publicados na internet que teriam exaltado os ataques e seus autores, ampliando a repercussão dos episódios de violência.
“Foram emitidas ordens de detenção contra 83 pessoas que realizaram publicações e atividades que fazem apologia de crimes e criminosos, afetando negativamente a ordem pública, e foram iniciadas ações legais contra elas”, afirmou a polícia em um comunicado.
Dois ataques
Um ataque a tiros em uma escola deixou nove mortos, incluindo oito estudantes, e 13 feridos nesta quarta-feira na província de Kahramanmaraş, no sudeste da Turquia, segundo o ministro do Interior, Mustafa Çiftçi, nesta quarta-feira. Seis dos feridos estão em estado grave, sendo três em condição crítica. O autor dos disparos era um aluno do ensino fundamental que utilizou armas do próprio pai, levadas em uma mochila, de acordo com autoridades locais ouvidas pela agência Reuters.
O ataque ocorreu em uma escola de ensino fundamental e foi o segundo caso do tipo registrado no país em apenas dois dias. O atirador, identificado como Isa Aras Mersinli, também morreu após o ataque, segundo o governador da província, Mükerrem Ünlüer.
O agressor tinha 14 anos, cursava o oitavo ano e portava cinco armas e sete carregadores, que, segundo as autoridades, pertenciam ao pai, um policial aposentado. A polícia prendeu o pai do jovem, Ugur Mersinli, para interrogatório, informou a agência oficial Anadol
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— Um estudante foi à escola com armas que acreditamos pertencerem ao pai dele na mochila. Ele entrou em duas salas de aula e abriu fogo ao acaso, deixando feridos e mortos — afirmou Ünlüer.
As salas de aula atingidas abrigavam alunos com cerca de dez anos de idade, segundo o governador.
— Ele atirou em si mesmo. Ainda não está claro se foi suicídio ou se aconteceu em meio ao caos — declarou.
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As circunstâncias do caso ainda são investigadas, incluindo como o estudante teve acesso às armas utilizadas.
O ministro da Justiça, Akın Gürlek, informou que promotores iniciaram uma investigação imediata sobre o ataque.
— Três procuradores-gerais adjuntos e quatro procuradores foram designados para a investigação. O procurador-geral e os procuradores seguem trabalhando no local. Foi decretada a proibição de divulgação de informações para preservar o andamento do caso, e é importante que os veículos de imprensa respeitem a confidencialidade — afirmou.
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As autoridades também proibiram a transmissão de imagens consideradas “traumáticas” do ataque, orientando a imprensa a se limitar às informações oficiais e dizendo que novos detalhes sobre o ataque devem ser divulgados conforme o avanço das investigações.
Pais correram para a escola no distrito de Onikisubat após relatos de um ataque armado, segundo a emissora NTV.
Na terça-feira, um adolescente armado com uma espingarda de caça deixou 16 feridos em uma escola técnica na província de Sanliurfa, no sudeste do país.
O atirador, um ex-aluno nascido em 2007, tirou a própria vida, informou o governador Hasan Şıldak. Segundo a emissora estatal TRT, entre os feridos estão estudantes e professores.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram alunos fugindo da escola.
— Ele abriu fogo de maneira aleatória no pátio e depois dentro da escola — disse uma testemunha à agência IHA.
Esse tipo de ataque é relativamente raro na Turquia, embora, segundo estimativas de uma fundação local, circulem dezenas de milhões de armas de fogo no país, a maioria de forma ilegal.
As forças russas lançaram 659 drones e 44 mísseis contra cidades de toda a Ucrânia em um período de 24 horas, informou nesta quinta-feira a força aérea ucraniana. A ofensiva, concentrada principalmente durante a noite, deixou ao menos 14 mortos.
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De acordo com a força aérea, as unidades de defesa antiaérea conseguiram derrubar 636 drones e 31 mísseis. Os principais alvos dos ataques foram a capital, Kiev, e a cidade portuária de Odesa.
Diante da escalada, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a Rússia não deve ser beneficiada com qualquer flexibilização de sanções internacionais.
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O ocorrido “demonstrou que a Rússia não merece nenhum alívio na política mundial nem o levantamento das sanções”, afirmou Zelenski em suas redes sociais.
A declaração ocorre após os Estados Unidos suspenderem certas sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar. A medida teve como objetivo conter a alta dos preços do petróleo, pressionados pela guerra no Oriente Médio.
O destino da vida na Terra é uma incógnita que a ciência tentou decifrar por meio de complexos modelos matemáticos e simulações computacionais de grande escala. Recentemente, uma pesquisa científica lançou luz sobre os limites temporais da nossa biosfera, sugerindo que a sobrevivência dos organismos no planeta tem um limite muito mais próximo do que se projetava anteriormente.
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O estudo, publicado originalmente na revista Nature Geoscience e posteriormente divulgado por fontes especializadas, sustenta que o oxigênio atmosférico, componente fundamental para a vida como a conhecemos, desaparecerá de forma drástica em um futuro distante.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores Kazumi Ozaki e Christopher T. Reinhard executaram um sistema de modelagem biogeoquímica e climática que realizou cerca de 400 mil simulações. O objetivo central era determinar a duração das condições ricas em oxigênio na nossa atmosfera. Os resultados indicaram que o tempo médio de vida de uma atmosfera com níveis de oxigênio superiores a 1% dos valores atuais é de aproximadamente 1,08 bilhão de anos, com uma margem de erro estatística. Esse processo de desoxigenação é, segundo os autores, uma consequência inevitável do aumento do fluxo solar à medida que o Sol evolui.
Historicamente, a comunidade científica estimava que a habitabilidade terrestre se estenderia por cerca de dois bilhões de anos, baseando esse período no brilho constante do Sol. No entanto, as novas projeções da NASA reduzem esse tempo quase pela metade. — Por muitos anos, a vida útil da biosfera da Terra foi discutida com base no brilho constante do Sol — explicou Kazumi Ozaki, autor principal do estudo. O especialista alertou que, à medida que o astro aumenta sua emissão de calor, a Terra se transformará em um ambiente hostil, no qual o ciclo de carbonatos e silicatos levará a uma atmosfera pobre em dióxido de carbono e, eventualmente, a uma queda abrupta na disponibilidade de oxigênio.
Embora o imaginário coletivo frequentemente associe o fim do planeta à expansão final do Sol — um processo que ocorrerá em cerca de cinco bilhões de anos, quando o astro se tornar uma gigante vermelha e engolir a Terra —, a realidade biológica será muito mais breve. Antes que a água dos oceanos evapore completamente ou que a superfície terrestre se torne inabitável devido às altas temperaturas solares, o colapso da atmosfera eliminará todas as formas de vida complexa que dependem da respiração aeróbica. A pesquisa aponta que essa desoxigenação ocorrerá antes da fase de efeito estufa úmido, marcando um ponto de não retorno para a biosfera.
É importante destacar que essa projeção científica se refere à viabilidade global da biosfera e não necessariamente ao destino da civilização humana. Diversos fatores ambientais, mudanças climáticas causadas pelo homem e eventos astronômicos imprevisíveis atuam como variáveis que podem alterar drasticamente o futuro da humanidade muito antes de o Sol esgotar seu ciclo de habitabilidade. Ainda assim, o estudo reforça que, em escala geológica, o destino da Terra está intrinsecamente ligado à evolução estelar e à estabilidade atmosférica que hoje permite a nossa existência.
Uma tecnologia desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) foi utilizada pela Nasa para monitorar astronautas da missão Artemis II, com foco no acompanhamento de sono e ritmos biológicos durante o voo.
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O dispositivo, chamado actígrafo, é usado no pulso, como um relógio, e realiza monitoramento contínuo de variáveis como movimento corporal, exposição à luz e padrões de atividade, permitindo analisar o funcionamento do organismo em ambientes extremos.
Actígrafo
Universidade de São Paulo (USP)
Como funciona o actígrafo?
Entre os dados registrados estão padrões de sono, nível de atividade e exposição à luz, além de medições da intensidade luminosa e da composição espectral da luz. Um dos principais diferenciais é a capacidade de monitorar a luz azul, fator diretamente ligado à regulação do ciclo sono-vigília.
Essas informações permitem avaliar os ritmos circadianos dos astronautas, essenciais para manter desempenho cognitivo, saúde e segurança durante missões espaciais.
O actígrafo foi desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia.
A tecnologia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas financiadas pelo programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São (Fapesp) e posteriormente foi aprimorada e produzida pela empresa Condor Instruments.
Diferentemente de dispositivos comerciais, o equipamento tem foco científico e é amplamente utilizado em áreas como cronobiologia, neurociências e saúde pública, com capacidade de monitoramento contínuo e alta precisão.
Uso além do espaço
No contexto da missão Artemis II, o dispositivo ajuda a entender como o corpo humano reage à ausência de ciclos naturais de luz e escuridão.
A adoção da tecnologia pela Nasa representa reconhecimento internacional da pesquisa brasileira.
Além das aplicações espaciais, o actígrafo também é utilizado em estudos sobre distúrbios do sono e pode contribuir para políticas públicas relacionadas à organização dos tempos sociais e à qualidade de vida da população.
Daniil, um estudante russo, tirou licença médica de seus estudos em São Petersburgo e acabou perdendo sua vaga na universidade. Então, em fevereiro deste ano, mais de um ano depois, recebeu um e-mail inesperado da instituição, dizendo que poderia ser readmitido. Para isso, bastava assinar um contrato para servir por um ano na força de drones do Exército da Rússia. A proposta incluía ainda outros incentivos: ao retornar à universidade após o serviço, ele teria direito a ensino gratuito, vaga em alojamento estudantil e admissão em um programa de mestrado custeado. Além disso, receberia ao menos 6,52 milhões de rublos (aproximadamente R$ 422 mil) pelo período, cerca de 4,5 vezes o salário médio local. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O embate entre o Papa Leão XIV e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu de tom nas últimas semanas e expôs uma disputa incomum entre dois dos líderes mais influentes do mundo. Em meio à guerra no Irã, o Pontífice tem se colocado como uma das principais vozes críticas à postura de Washington e, até agora, segue sem recuar diante das investidas do republicano. A crise marca um confronto raro na história recente. Desde os tempos de Napoleão Bonaparte, no início do século XIX, poucos líderes políticos desafiaram o Vaticano de forma tão direta. À época, o Papa Pio VII resistiu ao imperador francês e, agora, analistas veem paralelos com a postura adotada por Leão XIV, segundo o Wall Street Journal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Departamento de Estado dos EUA acusou o governo cubano de facilitar o recrutamento de cinco mil pessoas para lutar ao lado das tropas da Rússia na Ucrânia. De acordo com um documento obtido pelo portal Axios, os cubanos já são identificados como um dos maiores contingentes estrangeiros nas linhas russas, apesar das autoridades locais não incentivarem oficialmente o recrutamento. A revelação ocorre em meio a uma severa crise entre Havana e Washington, que envolve um bloqueio quase total e pedidos por mudança de regime.
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Pelo relatório de cinco páginas enviado ao Congresso, “os registros públicos não comprovam que Havana tenha enviado oficialmente todos os combatentes cubanos”, mas “existem indícios significativos de que o regime tolerou, permitiu ou facilitou seletivamente esse fluxo de forma consciente”, como demonstração de “apoio diplomático e político a Moscou”.
“Os cidadãos cubanos aparecem como um dos maiores grupos identificáveis ​​de combatentes estrangeiros que apoiam as operações militares russas na Ucrânia”, afirma o relatório, enviado ao Congresso no dia 8 de abril. “As estimativas variam, mas a maioria das informações de fontes abertas sugere que entre 1.000 e 5.000 cidadãos cubanos estão lutando na Ucrânia […] e fontes da inteligência ucraniana estimam que vários milhares estejam destacados diretamente na linha de frente.”
Além dos cubanos, as tropas russas lutam ao lado de combatentes vindos da Coreia do Norte — com aval de Pyongyang —, Índia, Nepal, Sri Lanka e Quênia, muitas vezes atraídos por promessas de dinheiro ou por ofertas falsas de empregos longe das linhas de frente. Segundo levantamentos independentes, cerca de 3,3 mil estrangeiros morreram do lado russo desde 2022. A Ucrânia também mantém sua legião estrangeira, com apoio estatal, que atraiu milhares de recrutas, inclusive do Brasil.
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A presença de recrutas cubanos na Ucrânia foi revelada pela primeira vez em 2023 pelo jornal The Moscow Times. Na época, a publicação revelou que recrutadores atraíam os potenciais combatentes com promessas de dinheiro, realocação e a cidadania russa para eles e seus parentes.
Há um considerável número de cubanos na Rússia, resquício dos tempos da União Soviética, e eles se tornaram os primeiros “alvos”. Publicações em grupos usados pela comunidade no Facebook traziam ofertas de salários de 204 mil rublos (R$ 13 mil), além da cidadania russa. Em outra frente, os representantes do Exército entravam contato com civis em Cuba dispostos a lutar na guerra — cidadãos cubanos não precisam de visto para a Rússia, e há voos regulares entre os dois países.
— Muitos jovens vêm direto de Cuba para ganhar dinheiro aqui. Eles não são cubanos locais. Não ficam em Moscou, assinam contratos imediatamente e vão lutar”, disse um tradutor que trabalha com diáspora cubana, em entrevista ao Moscow Times, em 2023. — E depois desaparecem. Seus parentes tentam encontrá-los através da diáspora cubana ou das redes sociais. Mas não temos nada a ver com isso. Muito provavelmente, foram mortos.
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Na ocasião, o governo cubano anunciou o desmantelamento de uma rede de recrutamento e a abertura de processos contra 40 pessoas. Mas na opinião do Departamento de Estado, “o sistema judicial opaco do regime torna essas afirmações inverificáveis”.
As acusações engrossam a ofensiva contra o governo de Cuba, alvo de um bloqueio econômico e sob ameaça direta de uma intervenção destinada à mudança de regime, propagandeada pelo presidente Donald Trump. Desde o início do ano, petroleiros e navios com outros bens essenciais são proibidos de atracar em portos cubanos, agravando a crise energética e econômica na ilha. Algumas das poucas exceções foram concedidas à Rússia, que obteve permissão para atracar um petroleiro no final de março e que anunciou um novo carregamento de petróleo.
— Enviamos o primeiro navio-tanque com 100 mil toneladas (700 mil barris) de petróleo para Cuba. Claro que isso provavelmente durará alguns meses, não sou especialista — disse o chanceler russo, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva na China nesta quarta-feira, acrescentando esperar que os EUA não retornem aos tempos das “guerras coloniais”.
Indultos em xeque
Nesta quarta-feira, a Anistia Internacional exigiu mais transparência no processo de soltura de prisioneiros iniciado no começo do ano e viabilizado após negociações com o Vaticano.
Na última rodada de libertações, durante a Semana Santa, 2.010 pessoas receberam indulto, mas a ONG criticou a ausência de uma lista dos beneficiados, e pediu que Havana “deixe de usar a liberdade como moeda política”, acrescentando que nenhum dos identificados pela Anistia como “presos de consciência” foram soltos. Na terça-feira, a ONG Cubalex relatou que 24 presos políticos, quase todos detidos nos protestos de julho de 2021, ganharam a liberdade recentemente.
“Chegou a hora de substituir os anúncios parciais, obscuros, revogáveis ​​e sem garantias pela libertação imediata e incondicional de todas as pessoas presas unicamente por exercerem seus direitos humanos”, disse Ana Piquer, diretora da Anistia Internacional para as Américas.
Recentemente, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que não há presos políticos no país.
(Com AFP)

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