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O partido do primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinian, venceu as eleições legislativas, segundo os primeiros resultados divulgados nesta segunda-feira, consolidando a guinada do país do Cáucaso em direção ao Ocidente, apesar das ameaças da Rússia. O chefe de governo vem tentando reduzir a dependência da ex-república soviética em relação a Moscou, ao mesmo tempo em que intensifica as relações com a União Europeia e os Estados Unidos.
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Pashinian celebrou a “vitória histórica” de seu partido, que “garantirá a eternidade e o desenvolvimento da Armênia”.
Ele prometeu prosseguir com a “aproximação com o Ocidente” e, ao mesmo tempo, desenvolver as relações de Erevan com Moscou.
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A Rússia, acusada de interferência na votação, denunciou as “pressões” sobre a oposição e a “interferência” da União Europeia nas eleições.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou na rede social X que a UE estava “ao lado da Armênia”, que, segundo ela, “se aproxima cada vez mais” do bloco.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que visitou Erevan no mês passado para transmitir uma mensagem veemente pró-Europa, também expressou o desejo de acompanhar a “aproximação” da Armênia da Europa.
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O partido de Pashinian, Contrato Civil, recebeu 49,8% dos votos nas eleições de domingo, com ampla vantagem sobre a aliança Armênia Forte, do bilionário russo-armênio Samvel Karapetian (23,3%), informou a Comissão Eleitoral Central.
O Parlamento será completado por outras duas forças de oposição: a aliança Armênia, do ex-presidente Robert Kocharian (9,9%), e o partido Armênia Próspera (4%).
A taxa de participação na eleição foi de 59%, informou a comissão.
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Samvel Karapetian chamou a eleição de “vergonhosa” e denunciou irregularidades e repressão, alegando que dezenas de membros de sua equipe de campanha foram detidos.
O Comitê de Investigação da Armênia informou que abriu 59 processos penais por supostas violações eleitorais — incluindo voto múltiplo — e anunciou a detenção de nove pessoas.
Ressentimento e ameaças
Oficialmente, Armênia e Rússia, unidas por dois séculos de história em comum dentro do império russo e da União Soviética, continuam aliadas, mas Pashinian se distanciou de Moscou nos últimos anos.
O pequeno país de maioria cristã segue abalado por sua derrota militar para o Azerbaijão em 2020 e pela perda da região de Nagorno-Karabakh em 2023, que provocou o êxodo de dezenas de milhares de armênios do território montanhoso disputado há décadas.
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O primeiro-ministro armênio critica a Rússia, que tem forças de manutenção da paz na região, por não ajudar a Armênia e por não evitar a tomada de Nagorno-Karabakh, preocupada em preservar suas relações com o Azerbaijão.
Diante desse cenário, Pashinian congelou a participação armênia em uma aliança regional liderada por Moscou e buscou reforçar os laços com Bruxelas e Washington, chegando inclusive a mencionar uma possível adesão de seu país à UE.
A Rússia reagiu com irritação diante da possível perda de mais um aliado no que considera sua área de influência.
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Em maio, o presidente russo, Vladimir Putin, fez uma ameaça velada.
— Todos vemos o que está acontecendo agora com a Ucrânia. Como tudo começou? Com a tentativa da Ucrânia de aderir à UE — afirmou.
Na véspera das eleições, surgiram acusações de que o Kremlin tentou influenciar a votação.
Além disso, nas semanas que antecederam a votação, a Rússia proibiu a importação de vários produtos da Armênia, medida interpretada como uma tentativa de exercer pressão econômica sobre o país.
Alunos de uma escola em Digos, no sul das Filipinas, correram para se proteger quando uma estrutura externa desabou durante o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a costa da ilha de Mindanao. Em vídeos registrados no momento do tremor, crianças aparecem assustadas e é possível ouvir gritos enquanto o chão balança. A escola informou, em comunicado publicado no Facebook, que ninguém ficou ferido e agradeceu a funcionários e estudantes por “permanecerem calmos e organizados durante toda a situação”.
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O abalo, um dos mais fortes registrados recentemente no país, deixou ao menos 32 mortos e mais de 130 feridos, segundo relatos iniciais de autoridades locais. Os números ainda precisam ser verificados pela agência nacional de desastres, responsável por consolidar os dados enviados por diferentes fontes regionais.
O terremoto teve epicentro no mar, perto de Mindanao, a 35 quilômetros de profundidade, de acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS). Mais de 130 tremores secundários foram registrados após o abalo principal, com magnitudes entre 1,3 e 6,7.
Em diferentes cidades da região, casas e prédios desabaram. “Vários edifícios desabaram, algumas casas também desabaram”, declarou o sargento Robert Dagon, da polícia da Cidade de General Santos, na província de Mindanao. Vídeos publicados no Facebook mostraram ainda uma lanchonete desabando e outro prédio escolar atingido em Malita, na província vizinha de Davao Ocidental.
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As autoridades filipinas disseram que ainda verificavam relatos de novas vítimas. Em Sarangani, Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, relatou à Reuters que o prédio da polícia apresentou rachaduras logo após o tremor.
— Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos — afirmou Ancheta, por telefone.
Diante do risco de ondas gigantes, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu para possíveis tsunamis “nas próximas horas” ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. O alerta foi cancelado cerca de três horas depois.
O presidente filipino, Ferdinand Marcos, ordenou a suspensão das aulas nas áreas afetadas de Mindanao e pediu que moradores deixassem as regiões costeiras.
“Sigam para áreas elevadas. Não esperem. A vida de vocês é mais importante do que qualquer coisa que deixem para trás”, declarou Marcos.
Após o terremoto, o Japão também emitiu alerta de tsunami para a costa do Pacífico. A Agência Meteorológica do país informou que ondas de até um metro poderiam atingir diferentes regiões do arquipélago a partir das 23h30, no horário de Brasília. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também alertou para ondas de um a três metros ao longo da costa das Filipinas e de 0,3 metro a um metro na Indonésia e na Malásia. Japão, Taiwan, Papua-Nova Guiné e outras regiões poderiam ser atingidos por ondas menores, de até 0,3 metro.
Terremotos são frequentes nas Filipinas, arquipélago localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e à costa do Pacífico.
Para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, os novos confrontos com o Irã trouxeram ganhos políticos claros — pelo menos no curto prazo. A ofensiva mostrou a sua base política, cada vez mais inquieta, que ele estava disposto a enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia repreendido Israel no domingo pelos bombardeios nos arredores de Beirute e defendido moderação após a República Islâmica responder aos ataques com o lançamento de mísseis contra território israelense.
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Resistir a Trump — ou ao menos demonstrar que o fazia, já que não está claro exatamente o que os dois líderes discutiram em uma conversa telefônica na noite de domingo — era vital para Netanyahu, que aparece atrás nas pesquisas de opinião às vésperas de uma difícil disputa pela reeleição.
Apenas uma semana antes, Trump o havia constrangido em uma ligação marcada por irritação e palavrões, na qual, segundo o próprio presidente americano confirmou posteriormente, chamou Netanyahu de “louco”.
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Netanyahu também teme que o acordo que o governo Trump busca negociar com o Irã seja prejudicial para Israel, pois poderia, entre outras consequências, limitar sua liberdade de ação contra o Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerã que domina o Líbano. Se a troca de ataques aéreos com o Irã corre o risco de evoluir para uma guerra em larga escala, ela também pode dificultar a concretização de um acordo mais amplo.
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Alguns analistas israelenses sugeriram que alguns dias de ataques de Israel poderiam ajudar o país a obter condições mais favoráveis nas negociações com o Irã, ao impor novos danos e custos ao regime iraniano.
— Agora tudo depende do que os iranianos fizerem — afirma Eyal Hulata, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Israel e atualmente pesquisador sênior da Foundation for Defense of Democracies.
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Segundo Hulata, a postura triunfalista adotada por Teerã após o conflito — ao afirmar que venceu a guerra contra os EUA e Israel por ter resistido aos ataques e por assumir o controle do Estreito de Ormuz — esconde os danos significativos sofridos pelo país.
— Presumo que eles queriam demonstrar força, não passar algumas semanas vendo caças israelenses sobrevoando seus céus. Eles parecem fortes, mas isso não significa que sejam fortes — destaca.
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Sem boas opções
Apesar dos possíveis benefícios de curto prazo, outros analistas alertam que a escalada pode trazer consequências negativas para Israel. Embora o governo israelense considere inevitável responder aos ataques, isso pode colocá-lo em rota de colisão com Trump mais cedo ou mais tarde.
— Não há boas opções aqui — diz Danny Citrinowicz, ex-oficial da inteligência militar israelense especializado em assuntos iranianos.
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Segundo ele, se Trump permitir que Israel amplie a ofensiva, o Irã poderá expandir sua resposta por meio de aliados regionais. Além do Hezbollah, no Líbano, e dos houthis do Iêmen — que lançaram dois mísseis contra Israel na segunda-feira e ameaçaram embarcações ligadas ao país no Mar Vermelho — milícias xiitas no Iraque também podem ser arrastadas para o conflito.
Por outro lado, se Trump exigir que Israel recue, isso poderá consolidar uma dinâmica estratégica que o Irã tenta estabelecer há anos. Na prática, reforçaria uma ligação direta entre os cenários iraniano e libanês, permitindo que ataques israelenses contra o Hezbollah em Beirute ou seus arredores sejam respondidos por ataques iranianos contra Israel.
— E a realidade estratégica será pior para Israel — conclui Citrinowicz.
A retomada dos confrontos entre Israel e Irã expõe a preocupação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com o acordo que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta negociar com Teerã. Para analistas israelenses, a escalada militar pode servir para aumentar a pressão sobre a República Islâmica nas negociações e dificultar um entendimento que, na visão de Israel, poderia limitar sua capacidade de agir contra adversários como o Hezbollah, grupo armado pró-iraniano que domina o Líbano.
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Netanyahu teme que um eventual acordo entre Washington e Teerã acabe restringindo a liberdade de ação israelense na região. Se a troca de ataques entre Israel e Irã corre o risco de evoluir para uma guerra em larga escala, ela também pode tornar mais difícil a concretização de um pacto mais amplo defendido pela Casa Branca.
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Alguns analistas israelenses avaliam que alguns dias de ataques podem fortalecer a posição de Israel nas negociações ao impor novos custos ao Irã.
— Agora tudo depende do que os iranianos fizerem — afirma Eyal Hulata, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Israel e atualmente pesquisador sênior da Foundation for Defense of Democracies.
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Segundo Hulata, a postura triunfalista adotada por Teerã após o conflito — ao afirmar que venceu a guerra contra os EUA e Israel por ter resistido aos ataques e por assumir o controle do Estreito de Ormuz — esconde os danos significativos sofridos pelo país.
— Presumo que eles queriam demonstrar força, não passar algumas semanas vendo caças israelenses sobrevoando seus céus. Eles parecem fortes, mas isso não significa que sejam fortes — destaca.
Cálculo político
A retomada dos ataques também trouxe ganhos políticos imediatos para Netanyahu.
A ofensiva mostrou a sua base eleitoral que ele está disposto a desafiar Trump, que no domingo criticou Israel pelos bombardeios nos arredores de Beirute e, após a resposta iraniana com mísseis, defendeu que os israelenses agissem com moderação.
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Demonstrar independência em relação ao presidente americano tornou-se especialmente importante para Netanyahu, que enfrenta uma disputa eleitoral difícil pela reeleição e aparece atrás nas pesquisas de opinião.
A relação entre os dois líderes também atravessa um momento delicado. Apenas uma semana antes, Trump havia repreendido duramente o premier israelense em uma conversa telefônica marcada por irritação. Posteriormente, o presidente americano confirmou ter chamado Netanyahu de “louco”.
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Sem boas opções
Apesar dos possíveis benefícios de curto prazo, especialistas alertam que a escalada pode trazer consequências negativas para Israel.
— Não há boas opções aqui — diz Danny Citrinowicz, ex-oficial da inteligência militar israelense especializado em assuntos iranianos.
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Segundo ele, se Trump permitir que Israel amplie a ofensiva, o Irã poderá expandir sua resposta por meio de aliados regionais. Além do Hezbollah, no Líbano, e dos houthis do Iêmen — que lançaram dois mísseis contra Israel e ameaçaram embarcações ligadas ao país no Mar Vermelho — milícias xiitas no Iraque também podem ser arrastadas para o conflito.
Por outro lado, se a Casa Branca pressionar Israel a recuar, isso poderá consolidar uma dinâmica estratégica que o Irã busca estabelecer há anos: a de que ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano possam ser respondidos diretamente por ações iranianas contra Israel.
— E a realidade estratégica será pior para Israel — conclui Citrinowicz.
O grupo rebelde Houthi, aliado do Irã no Iêmen como parte do “Eixo da Resistência”, anunciou nesta segunda-feira ter disparado mísseis contra Israel e que passaria a impedir a circulação de navios do Estado judeu no Mar Vermelho — ameaçando aprofundar o conflito regional e dificultar a navegação em uma rota comercial global crucial. O anúncio acende um alerta sobre um possível bloqueio no Estreito de Bab al-Mandab, que fica na extremidade da Península Arábica oposta a Ormuz — via marítima já afetada pela guerra.
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Os Houthis estiveram ausentes de grande parte da guerra entre a aliança EUA-Israel contra o Irã, porém a ameaça feita nesta segunda-feira parece indicar uma mudança de postura que pode causar ainda mais perturbações aos mercados de energia e transportes marítimos. O porta-voz militar houthi Yahya Saree declarou em uma publicação nas redes sociais que um bloqueio naval parcial entraria em vigor imediatamente, e afirmou que o grupo havia lançado uma “salva de mísseis” contra Israel em resposta à agressão contra Irã, Líbano, os palestinos e outros alvos.
Houthis controlam rota alternativa do petróleo no Mar Vermelho
Editoria de Arte / O Globo
Não ficou claro o que a ameaça contra navios israelenses significaria na prática. O território controlado pelos rebeldes no Iêmen está localizado ao lado de Bab al-Mandab, uma estreita passagem marítima que conecta a extremidade sul do Mar Vermelho. Navios de carga que não conseguem atravessar essa área precisam contornar o extremo sul da África para viajar entre a Ásia e os mercados da Europa e das Américas, aumentando significativamente o tempo de viagem. Muitas empresas de navegação já vinham evitando a região.
Durante a guerra de Israel em Gaza, os Houthis atacaram regularmente embarcações no Mar Vermelho, alegando que buscavam pressionar Israel a encerrar seus bombardeios contra o enclave palestino. Desde que EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, o Mar Vermelho tornou-se uma importante rota alternativa para a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, alcançar os mercados internacionais evitando Ormuz.
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Mohammed al-Bukhaiti, alto dirigente político houthi, afirmou que o grupo atacaria apenas navios ligados a Israel, mas advertiu outros países, como a Arábia Saudita, a não intervirem, afirmando em uma entrevista por telefone que “qualquer país que se envolver será alvo”.
Segundo Farea al-Muslimi, pesquisador especializado no Iêmen da organização britânica Chatham House, não seria necessário muito esforço para que os Houthis prejudicassem o transporte marítimo ao aumentar os riscos para navios que transitam pelo Mar Vermelho, o que também elevaria os custos dos seguros para as empresas de navegação.
Principais rotas de abastecimento global de petróleo
Editoria de Arte / O Globo
— Eles podem simplesmente enviar um sinal, e basta que ocorra um único ataque para provocar um choque em todo o setor de seguros — afirmou al-Muslimi. — Não ficarei surpreso se houver um bloqueio conjunto de Ormuz e Bab al-Mandab.
Rashid al-Haddad, analista econômico baseado no Iêmen, afirmou que, caso as Forças Armadas dos EUA ou de outros países fossem mobilizadas para o Mar Vermelho para enfrentar os Houthis, toda a via marítima poderia se transformar em um “teatro de confronto militar”.
— Isso também elevaria os custos dos seguros marítimos e desviaria uma parcela significativa do comércio global — disse o analista. — Se as hostilidades se intensificarem, os Houthis recorrerão ao fechamento total do estreito.
Pelo menos 32 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas após um forte terremoto de magnitude 7,8 atingir o sul das Filipinas, provocando desabamentos de casas e prédios e levando autoridades a emitir alertas de tsunami em países banhados pelo Pacífico. O epicentro do tremor foi localizado no mar, a cerca de 24 quilômetros a oeste da ilha de Mindanao, uma das principais regiões do arquipélago filipino.
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“Vários edifícios desabaram, algumas casas também desabaram”, declarou o sargento Robert Dagon, da polícia da cidade de General Santos, em Mindanao. Vídeos publicados no Facebook mostraram uma lanchonete desabando na cidade, enquanto outro registro exibiu a queda de um prédio escolar em Malita, na província vizinha de Davao Ocidental.
Veja imagens dramáticas durante terremoto de magnitude 7,8 registrado nas Filipinas
Segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos, o USGS, o terremoto ocorreu a 35 quilômetros de profundidade, perto de Mindanao. Nas horas seguintes, vários tremores secundários atingiram a região, sendo o mais forte deles de magnitude 6,5.
A intensidade do abalo foi descrita por moradores e autoridades locais como incomum. Em entrevista à agência Reuters, Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, em Sarangani, afirmou que o prédio da polícia apresentou rachaduras logo após o tremor.
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— Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos — informou em chamada por telefone.
Entenda a escala Richter
Para entender a dimensão de um terremoto como o registrado nas Filipinas, é preciso compreender o que representa a chamada Escala Richter. Criada em 1935 pelo sismólogo americano Charles F. Richter, ela foi desenvolvida para medir a magnitude dos terremotos a partir dos dados registrados por sismógrafos, aparelhos que detectam movimentos no solo e captam as ondas sísmicas geradas por falhas geológicas.
Terremoto de magnitude 7,8 é registrado na costa sul das Filipinas, deixa 15 mortos e gera alerta de tsunami; vídeos
Reprodução: AFP
A principal característica da escala é seu funcionamento logarítmico. Isso significa que cada ponto a mais na magnitude representa um aumento de dez vezes na amplitude das ondas sísmicas registradas. Em termos de energia liberada, a diferença é ainda maior: um terremoto de magnitude 8 libera cerca de 32 vezes mais energia do que um de magnitude 7. Por isso, pequenas variações nos números podem representar diferenças enormes no potencial de destruição.
Embora a expressão “graus na Escala Richter” ainda seja amplamente usada, muitos sismólogos utilizam hoje a Escala de Magnitude de Momento, considerada mais precisa para medir grandes terremotos. Na prática, porém, a ideia central permanece a mesma para o público: quanto maior a magnitude, maior tende a ser a energia liberada pelo abalo.
A magnitude, no entanto, não é o único fator que determina a gravidade de um terremoto. A profundidade do hipocentro, a distância em relação a áreas povoadas, a qualidade das construções e a infraestrutura local também influenciam diretamente o número de vítimas e o tamanho dos danos. Um terremoto de magnitude 7,0, por exemplo, pode ser devastador se ocorrer perto da superfície e atingir uma cidade vulnerável, como ocorreu no Haiti em 2010.
Nas Filipinas, o risco também é ampliado pela localização geográfica. O país fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa área de intensa atividade sísmica e vulcânica que vai do Japão ao Sudeste Asiático e à costa oeste das Américas. Por isso, terremotos são frequentes no arquipélago.
Terremoto de magnitude 7,8 atinge a costa sul das Filipinas
Captura de tela/USGS
Alerta nas Filiipinas
Após o tremor, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu para possíveis ondas “nas próximas horas” ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. O alerta foi cancelado cerca de três horas depois.
O presidente filipino, Ferdinand Marcos, ordenou a suspensão das aulas nas áreas afetadas de Mindanao e orientou moradores de regiões costeiras a buscar locais mais altos.
“Sigam para áreas elevadas. Não esperem. A vida de vocês é mais importante do que qualquer coisa que deixem para trás”, declarou Marcos.
O Japão também emitiu alerta de tsunami para a costa do Pacífico. A Agência Meteorológica do país informou que ondas de até um metro poderiam atingir diferentes regiões do arquipélago a partir das 23h30, pelo horário de Brasília. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também divulgou comunicado, prevendo ondas de um a três metros ao longo da costa das Filipinas e de 0,3 metro a um metro na Indonésia e na Malásia. Japão, Taiwan, Papua-Nova Guiné e outras regiões poderiam ser atingidos por ondas menores, de até 0,3 metro.
O Papa Leão XIV pediu nesta segunda-feira, em um discurso no Congresso dos Deputados em Madri, uma resposta mundial ao “trágico drama migratório”, principal tema de sua visita à Espanha, e alertou para os riscos do rearmamento na Europa. Na mesma agenda, o Pontífice também classificou os abusos sexuais cometidos por membros do clero como uma “praga” e defendeu que a Igreja continue ajudando as vítimas com “escuta, verdade, justiça e reparação”. Durante os discursos, Leão XIV ainda voltou a defender a proteção da vida “desde a concepção”.
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— Nenhuma nação pode enfrentar sozinha um desafio desta magnitude. Por isso, é indispensável uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhida e oportunidades reais de integração — disse o Pontífice diante dos parlamentares espanhóis.
Leão XIV, que encerra sua visita à Espanha nas Ilhas Canárias, uma das principais portas de entrada da imigração na Europa, fez da questão migratória o eixo central de sua passagem pelo país. Na quinta e na sexta-feira, ele participará de homenagens aos milhares de migrantes que morreram tentando chegar ao continente europeu.
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O discurso, que foi muito aplaudido pelos parlamentares ao final, com direito a gritos de “Viva o Papa”, teve como principal tema a dignidade do ser humano, com referências históricas aos juristas da Universidade de Salamanca, a Dom Quixote e a Miguel de Unamuno.
— Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida de sua concepção até o seu ocaso natural — afirmou. — Quando esta certeza se obscurece, os mais vulneráveis são as primeiras vítimas.
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O sumo Pontífice fez o apelo no momento em que o governo de esquerda do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deseja que o direito ao aborto seja incluído na Constituição, após aprovar uma lei de eutanásia em 2021.
O Papa também afirmou que “as armas podem impor um silêncio temporário, mas nunca poderão edificar uma paz autêntica e duradoura”.
— Por isso, preocupa que, em diversos lugares do mundo, e também na Europa, volte a apresentar-se o rearmamento como resposta quase inevitável diante da fragilidade do cenário internacional — completou.
Abusos sexuais
No terceiro dia de sua visita à Espanha, Leão XIV voltou a abordar os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero. Ao falar sobre “aqueles que foram feridos justamente por quem deveria cuidar deles”, o Pontífice afirmou que a comunidade eclesial deve responder ao problema com “escuta, verdade, justiça e reparação”.
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O Papa defendeu ainda “um compromisso cada vez mais firme com a prevenção e a cultura do cuidado” para que as vítimas encontrem “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais de cura”.
Segundo a imprensa espanhola, Leão XIV também deverá se reunir nesta segunda-feira, a portas fechadas, na Nunciatura Apostólica, em Madri, com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero.
No entanto, várias associações de vítimas que há anos denunciam a falta de transparência da Igreja sobre o tema lamentaram não ter sido convidadas e se reuniram diante da sede da Nunciatura para manifestar seu descontentamento.
— Acredito que o Papa está perdendo uma oportunidade de ouro para se comprometer com as vítimas na Espanha e deixa o país com uma visão muito parcial da situação — disse Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infancia Robada.
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Durante o voo que o levou a Madri no sábado, o Papa, de 70 anos, afirmou que “os abusos ainda são uma ferida aberta” para a Igreja.
De acordo com um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo da Espanha, mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos cometidos por religiosos católicos desde 1940. Em março, o governo espanhol e a Igreja firmaram um acordo para indenizar vítimas desses crimes.
A visita de Leão XIV à Espanha, sua primeira desde a eleição ao papado, começou no sábado e terminará na próxima sexta-feira. Após passar por Madri e Barcelona, ele seguirá para Gran Canaria e Tenerife, duas das Ilhas Canárias, onde se encontrará com migrantes que realizaram a perigosa travessia marítima a partir da África em embarcações precárias.
O petróleo disparou depois que Irã e Israel voltaram a trocar ataques, apesar dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ambos os lados interrompessem os combates. A nova escalada ocorre em uma guerra que já ultrapassou a marca de 100 dias.
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O petróleo Brent, referência global, chegou a subir até 5,4%, ultrapassando US$ 98 por barril. No momento, o barril do Brent é negociado a US$ 96,62, com alta de 3,79%. Já o petróleo tipo Texas (WTI), referência do mercado americano de petróleo bruto, estava cotado a US$ 94,41 o barril, alta de 4,27%.
Israel informou que atingiu alvos militares no Irã em retaliação aos ataques anteriores com mísseis lançados por Teerã, mesmo após o presidente Trump ter pedido ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que evitasse uma resposta militar.
“Ambos os países devem parar de atirar imediatamente”, reiterou Trump nesta segunda-feira, em uma publicação na rede Truth Social.
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Os rebeldes houthis do Iêmen afirmaram que imporão uma proibição total à navegação de embarcações israelenses no Mar Vermelho. No entanto, uma importante associação do setor marítimo avaliou que a medida provavelmente terá pouco impacto adicional sobre o transporte marítimo, já que muitas embarcações já vêm evitando essa rota.
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Trump havia pedido anteriormente que Teerã retornasse às negociações após os ataques contra Israel, informou a Fox News. Separadamente, o presidente dos EUA disse ao Axios que pressionaria Netanyahu para que não realizasse retaliações.
As Forças de Defesa de Israel avaliam que a campanha militar contra o Irã poderá durar vários dias e estão se preparando para mobilizar soldados da reserva, segundo informou a Army Radio.
Embora o petróleo tenha registrado forte alta no dia, permaneceu abaixo de US$ 100 por barril, sinal de que o mercado conseguiu evitar os piores impactos do que a Agência Internacional de Energia (AIE) descreve como a maior interrupção de oferta já registrada. No auge do conflito, o Brent, referência global, chegou perto de US$ 130 por barril.
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Ainda assim, com os ataques voltando a ocorrer, o risco de novos bombardeios contra a infraestrutura energética voltou ao centro das atenções.
— Apesar do otimismo recorrente da administração dos EUA, um acordo de paz duradouro parece cada vez mais difícil de alcançar — afirmou Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank A/S. — A contínua falta de progresso na restauração dos fluxos normais de energia provenientes do Oriente Médio está reforçando as expectativas de um período prolongado de preços elevados do petróleo.
Na última semana, houve uma nova escalada das hostilidades em todo o Oriente Médio, ameaçando comprometer uma trégua e dificultar as negociações para encerrar a guerra. O conflito levou ao quase fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, interrompendo grande parte do fornecimento de petróleo bruto, combustíveis e gás natural para consumidores em todo o mundo.
No fim de semana, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter abatido dois drones iranianos de ataque que representavam ameaça ao tráfego marítimo internacional no Estreito de Ormuz. O incidente ocorreu após o lançamento de seis mísseis balísticos contra Bahrein e Kuwait na sexta-feira. Esses mísseis foram interceptados, enquanto os EUA atacaram instalações de radar de vigilância costeira do Irã.
Gás natural em alta na Europa
O principal índice de referência do gás natural na Europa também registrou forte alta nesta segunda-feira, à medida que o risco de um conflito prolongado ameaça interromper as exportações globais de gás natural liquefeito (GNL), justamente em um momento em que a região deveria estar recompondo seus estoques.
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O presidente dos Estados Unidos disse ao Financial Times que o líder israelense terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a firmar com o Irã.
— Eu dou as cartas. Eu tomo todas as decisões — afirmou Trump.
Na semana passada, Israel e o Líbano concordaram com uma trégua, condicionada à interrupção das hostilidades por parte do Hezbollah. No entanto, a milícia apoiada pelo Irã rejeitou o cessar-fogo. Os combates entre as tropas israelenses e o Hezbollah continuaram durante o fim de semana.
Mesmo que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã seja alcançado, diversos obstáculos dificultarão a retomada normal dos fluxos de petróleo. Entre eles estão a remoção de minas no Estreito de Ormuz, a reativação de campos de produção que foram interrompidos — um processo que pode levar meses — e a necessidade de reparar os danos causados à infraestrutura energética por ataques com drones e mísseis.
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Uma análise inicial apontou isquemia cardíaca como a possível causa da morte de Sofia Barillà, estudante italiana de 20 anos que morreu de forma súbita em Portugal, onde fazia intercâmbio pelo programa Erasmus. A jovem, natural de Palermo, estava nas Caldas da Rainha, no centro do país. O resultado oficial da autópsia, no entanto, só deverá ser conhecido dentro de cerca de três meses, após a conclusão de exames complementares.
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Segundo o jornal italiano Palermo Today, a hipótese foi levantada a partir dos primeiros exames realizados após a morte da estudante. A publicação ressalta, porém, que a conclusão ainda não é definitiva. O corpo de Sofia chegou a Palermo no sábado. O funeral da estudante está marcado para esta segunda-feira, às 16h, no horário local, na Igreja de Santa Teresa.
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Sofia morreu no dia 31 de maio. Ela estava sozinha em casa quando começou a se sentir mal durante uma ligação telefônica com a tia, Fiorella Barillà.
“Eu e a Sofia tínhamos uma relação muito próxima e conversávamos várias vezes durante o dia”, contou a familiar ao Palermo Today.
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De acordo com o relato da tia, a estudante havia acabado de voltar para casa quando disse: “Tia, estou me sentindo mal, ligo para você mais tarde”.
Fiorella afirmou que tentou tranquilizar a sobrinha. “Eu respondi: ‘Tudo bem, querida. Vai para a cama e coloca as pernas para cima’, achei que fosse algo passageiro”, recordou.
A ligação terminou normalmente, o que levou a tia a acreditar que Sofia havia ido descansar. Horas depois, sem conseguir contato com a jovem, Fiorella pediu a amigos da estudante que fossem até a casa para verificar se estava tudo bem.
“Enviei várias mensagens, mas não apareciam como vistas. Fiquei preocupada e ligamos para os amigos dela para saber se alguém podia ir ver como ela estava. Infelizmente, não havia nada que pudéssemos fazer”, afirmou.
Quando as autoridades portuguesas entraram na residência, encontraram Sofia em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi declarada no local.
Entenda o quadro
A isquemia é uma condição provocada pela redução ou interrupção do fluxo sanguíneo e do fornecimento de oxigênio a uma área do corpo, geralmente causada pelo estreitamento ou bloqueio de artérias. Quando atinge o coração, pode provocar dor no peito, conhecida como angina, especialmente durante esforços físicos. A gravidade depende da rapidez com que o quadro se instala e da região afetada.
Sofia estava em Portugal para um período de seis meses de intercâmbio. Segundo a imprensa italiana, ela decidiu se candidatar ao programa Erasmus depois de ter visitado o país no verão passado. A Embaixada da Itália em Lisboa acompanhou o caso e prestou apoio à família desde os primeiros momentos após a morte.
Após receberem a notícia, os pais da estudante viajaram imediatamente para Portugal. O traslado do corpo para a Itália, porém, enfrentou obstáculos. Segundo o Palermo Today, a família relatou dificuldades relacionadas ao seguro disponibilizado pela universidade aos estudantes que participam do Erasmus.
“Durante dias, a Europe Assistance nos manteve, os familiares, à espera de notícias, atendendo todas as nossas chamadas com a promessa de ‘ligaremos de novo em 10 minutos’. Essas chamadas nunca aconteceram”, afirmou Fiorella Barillà ao jornal italiano.
A familiar disse ainda que a família não teve um contato direto para acompanhar o processo e precisava explicar repetidamente a situação a diferentes atendentes.
Diante dos atrasos, os familiares decidiram agir por conta própria para acelerar o repatriamento do corpo. Com apoio das autoridades consulares italianas e após a emissão da documentação necessária em Portugal, o processo foi concluído antes do prazo inicialmente previsto.
A disputa do segundo turno presidencial no Peru continua indefinida na manhã de segunda-feira, com a apuração dos votos indicando uma margem mínima de vantagem para a candidata de direita Keiko Fujimori — filha do ex-ditador Alberto Fujimori —, em relação ao adversário Roberto Sanchez. Com pouco mais de 90% das seções eleitorais apuradas, Keiko mantinha uma vantagem inferior a um ponto percentual.
A contagem indica uma liderança para a candidata de direita, com 50,4% contra 49,6%. Aliados de Sanchez, por outro lado, demonstravam otimismo com o fato da apuração ainda estar em andamento em zonas rurais, onde ele dominou amplamente.
Em declarações na noite de domingo, os candidatos evitaram antecipar anúncios de vitória. Keiko afirmou que “teremos dias longos pela frente”, enquanto Sanchez disse a apoiadores que a disputa estava em “empate técnico” e que tudo ainda estava em aberto. Pesquisas de boca de urna e contagens rápidas também indicavam ser impossível apontar um vencedor claro.
Muitos eleitores esperavam que a eleição colocasse um ponto final em anos de caos político, período em que uma sucessão de presidentes foi presa, destituída ou sofreu impeachment. No entanto, o Peru continua profundamente dividido entre a costa mais populosa e o sul rural e indígena.
— O resultado reflete as divisões do país — afirmou Paulo Vilca, analista político do Instituto de Estudos Peruanos. — Quem vencer terá metade do país contra si.
(Com AFP)
*Matéria em atualização

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