Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, rejeitou um pedido dos Estados Unidos para realizar uma conversa telefônica direta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial libanesa à AFP.
Guga Chacra: Nós brasileiros na guerra do Líbano
Sem o Hezbollah: Entenda a rodada de negociação histórica entre Israel e Líbano nos EUA e o passado conflituoso entre os países
“O presidente libanês rejeitou uma conversa telefônica direta com Netanyahu” e informou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acrescentou a fonte, segundo a qual o governo dos Estados Unidos “entendeu a postura” do Líbano.
A recusa ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os “líderes” de Israel e do Líbano conversariam nesta quinta-feira.
Conversa direta proposta por Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite de quarta-feira (madrugada de quinta em Brasília) que os líderes de Israel e Líbano participarão de uma conversa direta nesta quinta-feira, no que seria o contato de mais alto nível entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas desde a fundação do Estado judeu.
O anúncio de Trump, em uma publicação on-line que não ofereceu qualquer detalhe sobre o formato do diálogo, provocou respostas divergentes em Beirute e Tel Aviv — enquanto o governo israelense confirmou os planos para uma conversa telefônica entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente libanês, Joseph Aoun, autoridades libanesas disseram “não estar cientes” da tratativa, em um momento em que o país é alvo de intensos bombardeios das Forças Armadas israelenses.
Fontes militares de Israel afirmaram que uma ordem para um cessar-fogo a partir da noite desta quinta-feira teria sido encaminhada pelo comando político, o que atenderia à condição apresentada pelo governo libanês para progredir com as conversas.
O comunicado de Trump na Truth Social afirma que o diálogo entre as lideranças seria parte de uma tentativa de “criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e Líbano”, países que aceitaram abrir um processo direto de diálogo com mediação americana, com um encontro entre diplomatas tendo sido realizado na terça-feira em Washington. O anúncio logo provocou manifestações distintas por parte de autoridades dos dois governos, que mostraram não estar na mesma página sobre a tratativa.
Initial plugin text
A ministra de Ciência e Tecnologia de Israel e integrante do Gabinete de Segurança, Gila Gamliel, afirmou em uma entrevista à Rádio do Exército nesta quinta-feira que Netanyahu conversaria com Aoun, apontando a movimentação na frente político-diplomática como complementar às ações militares no solo.
— O primeiro-ministro vai conversar pela primeira vez com o presidente do Líbano após tantos anos de ruptura total do diálogo entre os dois países. Esperamos que a iniciativa conduza finalmente à prosperidade e ao desenvolvimento do Líbano como Estado — disse a ministra integrante do partido Likud, liderado por Netanyahu, acrescentando que o país vizinho precisaria de “assistência” para “atender à necessidade de desarmar o Hezbollah”.
Em Beirute, a reação foi adversa. Fontes do governo libanês ouvidas por agências internacionais ainda na manhã desta quinta-feira disseram não estar “cientes” da iminência de uma conversa entre Aoun e Netanyahu, negando qualquer comunicação oficial. O canal de TV libanês Al Jadeed chegou a noticiar que os preparativos para uma ligação telefônica estaria em curso, e incluiria o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Horas depois, meios de comunicação libaneses e israelenses publicaram que Aoun teria dito a Rubio que não falaria com Netanyahu
Em meio às especulações sobre as conversas diretas, o presidente libanês se manifestou nas redes sociais. Sem citar o possível diálogo com Netanyahu, afirmou que um cessar-fogo seria o “ponto de partida natural” para negociações diretas entre os países, em uma reiteração da principal demanda apresentada pelo governo de Beirute, que não se envolveu militarmente no conflito entre as forças israelenses e o movimento Hezbollah.
“O Líbano está empenhado em reduzir a tensão no sul e em todas as regiões libanesas, para que os ataques contra pessoas inocentes e indefesas – mulheres, homens e crianças – cheguem ao fim, e a destruição de casas em vilas e cidades libanesas cesse”, escreveu o presidente, acrescentando que as negociações seriam conduzidas “exclusivamente pelas autoridades libanesas”, excluindo uma participação do Hezbollah.
Embora o governo israelense tenha rejeitado ao longo da semana aceitar um cessar-fogo imediato no Líbano, antes do desarmamento do grupo armado de orientação xiita, fontes militares ouvidas pelo jornal israelense Haaretz indicaram que uma mudança de planos estaria em curso. Comandantes de alta patente teriam recebido instruções para preparar uma trégua no sul do país vizinho, segundo as fontes, a ser iniciada entre às 19h e 00h — um movimento que poderia destravar a resistência libanesa.
Apesar do governo libanês tenha se mostrado aberto a uma negociação, o cenário envolvendo o fim da ação militar israelense contra o país envolve um cenário mais complexo que um acerto entre as duas partes. O Hezbollah, cujo braço armado é amplamente apontado por especialistas em temas militares como mais poderoso que as Forças Armadas do Líbano, rejeita as negociações com Israel, que exige o total desarmamento do grupo — algo que Beirute não conseguiu garantir em oportunidades passadas.
Em entrevista à agência de notícias francesa AFP, o deputado Hussein Hajj Hassan, ligado ao Hezbollah — que como movimento político tem representação no Parlamento libanês — classificou a decisão do governo de negociar diretamente com Israel “um grave erro”, fazendo um apelo para que não houvesse concessões ao Estado judeu ou aos EUA.
— Negociações diretas com o inimiga são um grave pecado e um grave erro… E não serve a nenhum interesse do país, afirmou Hassan.
Outros obstáculos se apresentam quando o conflito no Líbano é inserido no contexto regional, em que Israel e EUA travam uma guerra com o Irã, principal patrocinador do Hezbollah. Teerã tenta associar as negociações por um cessar-fogo definitivo que garanta a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim dos ataques israelenses contra o território libanês — algo que Netanyahu já rejeitou publicamente, tentando dissociar as duas frentes. Beirute também já manifestou incômodo com a interferência iraniana nas questões envolvendo o país.
Pouco mais de um mês após Israel lançar sua ampla ofensiva contra o Líbano, cidades e vilarejos no sul do país foram arrasados por demolições israelenses, segundo imagens de satélite e vídeos obtidos pela BBC Verify. A análise, divulgada nesta quinta-feira, identificou mais de 1,4 mil edifícios destruídos desde 2 de março com base em evidências visuais verificadas. O levantamento, no entanto, é descrito como apenas um recorte dos danos totais, já que o acesso ao terreno é limitado e a disponibilidade de imagens de satélite é parcial.
Guga Chacra: A geografia religiosa do Líbano e o risco de uma nova guerra civil
Trump anuncia diálogo entre Israel e Líbano: Gabinete israelense confirma, mas governo libanês diz não estar ciente
As demolições ocorrem após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ordenar, em 22 de março, a aceleração da “destruição de casas libanesas” perto da fronteira com Israel, citando o “modelo de Gaza” a ser adotado como parte da campanha contra o Hezbollah. Especialistas em direito internacional disseram à rede britânica BBC que a demolição sistemática de cidades e vilarejos pode configurar crime de guerra.
Initial plugin text
Ainda assim, nesta quinta-feira, pelo menos 11 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas em ataques israelenses, e o Exército de Israel destruiu a ponte Qasmiyeh, a última que ligava o sul do Líbano ao restante do país. Segundo um alto funcionário de segurança libanês, a ação “despedaçou” a estrutura e não deixou possibilidade de reparo. Israel já havia atingido a ponte em 23 de março, acusando o Hezbollah de utilizá-la para deslocar combatentes e armas. Na ocasião, Beirute classificou a ofensiva como uma “escalada perigosa”.
Nas últimas semanas, as Forças Armadas de Israel emitiram repetidos alertas para que civis no sul do Líbano evacuem para o norte do rio Zahrani, que fica ao norte do rio Litani. Segundo o governo libanês, mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas desde o mês passado, o que corresponde a aproximadamente um quinto da população local. O ritmo de deslocamento nesta fase do conflito foi descrito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) como mais acelerado do que durante a escalada de 2024.
“A destruição deliberada de casas é uma arma de guerra e uma forma de punição coletiva, particularmente em áreas xiitas no sul rural do país. Também aponta para limpeza étnica”, alertaram especialistas da ONU. “O deslocamento forçado de uma população civil constitui crime contra a Humanidade e é um crime de guerra sob o direito internacional”.
Conflito: Israel ataca ao sul de Beirute e Hezbollah lança foguetes um dia após início de negociações de paz
O Exército de Israel, por sua vez, afirmou operar de acordo com a Lei dos Conflitos Armados, conjunto de normas internacionais que visa limitar os efeitos das guerras, proteger civis e não combatentes, e restringir os métodos de combate, e disse não permitir a destruição de propriedades a menos que haja necessidade militar imperativa. Também alegou, sem provas, que o Hezbollah instalou infraestrutura militar em áreas civis.
Destruição total
A escalada no conflito foi iniciada em 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes e drones contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano no início da guerra contra a República Islâmica. Na ocasião, as forças israelenses responderam com uma onda de ataques em todo o Líbano e iniciaram uma invasão terrestre no sul do país. Autoridades do Estado judeu ordenaram que civis libaneses próximos à fronteira deixassem suas casas, um alerta que foi ampliado para moradores ao sul do rio Litani dias depois.
O Ministério da Saúde do Líbano afirma que mais de 2 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra, e que outras 6,5 mil ficaram feridas. Autoridades israelenses disseram que 13 soldados e dois civis foram mortos pelo Hezbollah nas seis semanas anteriores. Em cidades e vilarejos fronteiriços situados em colinas, vídeos verificados mostram áreas antes marcadas por ruas sinuosas e edifícios de pedra agora cobertas por poeira e destroços.
Guga Chacra: Trump é incapaz de controlar Netanyahu
Usando imagens verificadas e análise de satélite, a BBC Verify encontrou evidências de demolições controladas em pelo menos sete cidades e vilarejos fronteiriços. A cidade de Taybeh, a cerca de quatro quilômetros da fronteira, foi alvo de demolições intensas, com vídeos mostrando seções inteiras sendo explodidas simultaneamente. Uma comparação entre imagens de satélite de 28 de fevereiro e 11 de abril mostra que mais de 400 edifícios, incluindo uma mesquita, foram arrasados na região.
Em Khiam e nos vilarejos de Qouzah, Deir Seryan, Markaba e Aita al-Shaab, vídeos verificados também mostram explosões coordenadas atingindo vários prédios. Apenas neste último, mais de 460 edifícios foram demolidos, e imagens de satélite também mostram escavadeiras e veículos blindados no local. Na cidade costeira de Naqoura, explosões israelenses danificaram a sede da missão de paz da ONU.
A demolição deliberada de estruturas já foi empregada em áreas de Gaza após o ataque liderado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Renad Mansour, da Chatham House, disse haver uma estratégia para revisar o equilíbrio de poder na região, enquanto a porta-voz da Força Interina da ONU no Líbano, Kandice Ardiel, disse observar demolições regulares de vários edifícios ao mesmo tempo desde o início de abril. Análises de satélite indicam que pelo menos 100 edifícios foram arrasados em Naqoura nas últimas semanas.
— Não são apenas edifícios, eles representam uma comunidade — afirmou Ardiel, ao descrever a escala da destruição como “verdadeiramente devastadora”.
Sem provas: Israel acusa Hezbollah de usar ambulâncias para fins militares e ameaça reação de acordo com o direito internacional
O plano de Katz para uma “zona de segurança” controlada por Israel, da fronteira até o rio Litani, ocuparia cerca de 10% do território libanês. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a medida serviria para “frustrar a ameaça de invasão”. Especialistas jurídicos ouvidos pela BBC, porém, afirmam que a destruição de propriedades é proibida pelo direito internacional humanitário, salvo quando exigida por necessidade militar. A professora Janina Dill disse que o critério é mais elevado do que vantagem militar.
— Certamente não abrange arrasar vilarejos inteiros como condição para a segurança nacional de longo prazo — afirmou.
O especialista Yuval Shany disse que a avaliação deve ser feita caso a caso para determinar quais edifícios têm relevância militar, acrescentando que o possível uso militar de estruturas civis não justifica uma política ampla de destruição. Também à rede britânica, a jurista Lawrence Hill-Cawthorne reiterou que objetos civis não devem ser alvo e que a criação de uma zona de amortecimento não justifica destruição total.
— Não é uma defesa admissível afirmar que a destruição total de cidades e vilarejos é necessária para criar uma zona de amortecimento — disse.
As forças israelenses responderam dizendo que qualquer sugestão de “limpeza” de populações civis ou punição com base em religião ou seita é “categoricamente falsa”. Também afirmaram que os avisos não têm a intenção de deslocar permanentemente civis.
Imagens de câmeras de segurança que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o diretor de uma escola nos Estados Unidos enfrenta um atirador armado e impede um possível massacre. O caso ocorreu na Pauls Valley High School, nesta terça-feira (14).
Homem que derrubou árvore símbolo em área da Unesco é solto antes do previsto na Inglaterra
Mãe morre ao salvar filha de guindaste solto em acidente na Inglaterra
No vídeo, um homem encapuzado aparece entrando no saguão da escola com uma pistola em mãos. Em seguida, o diretor Kirk Moore surge e derruba o suspeito sobre um banco, segurando firmemente seu pulso enquanto pede ajuda. Um funcionário chega logo depois, e o agressor acaba soltando a arma.
Assista:
Initial plugin text
Ação rápida evitou tragédia
De acordo com a declaração juramentada de prisão, o suspeito, identificado como Victor Lee Hawkins, de 20 anos, entrou na escola armado com duas pistolas automáticas. Ele teria ordenado que estudantes se deitassem no chão e tentou atirar em um deles, mas a arma falhou. Após destravá-la, disparou contra outro aluno, sem atingi-lo.
Segundo os investigadores, os dois estudantes chegaram a implorar por suas vidas e foram liberados pelo agressor pouco antes de Moore agir por trás e contê-lo. Durante o confronto, o diretor foi atingido na perna e precisou ser hospitalizado.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/X
Em declaração após o episódio, Moore afirmou estar “saudável e se recuperando” e agradeceu pela “enorme demonstração de amor e apoio”. Ele disse ainda que pretende retornar ao trabalho o mais breve possível.
Ainda conforme os autos, Hawkins é ex-aluno da escola e teria declarado não gostar do diretor. Promotores afirmam que ele manifestou o desejo de realizar um ataque semelhante ao massacre de Columbine, ocorrido em 1999, no Colorado. O suspeito também admitiu ter levado as armas do pai sem autorização, com a intenção de matar alunos e funcionários, além de planejar assassinar Moore antes de tirar a própria vida.
O chefe de polícia de Pauls Valley, Don May, afirmou que a atitude do diretor foi decisiva. “Não tenho dúvidas de que ele salvou a vida de crianças”, disse.
Hawkins foi preso e encaminhado ao Centro de Detenção do Condado de Garvin, com fiança fixada em US$ 1 milhão. Ele responde por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e porte de arma em local público, e deve comparecer à Justiça no próximo dia 8 de maio para audiência preliminar.
A Justiça britânica anulou nesta quinta-feira a condenação de Benjamin Field, acusado de drogar e matar o professor aposentado Peter Farquhar para obter cerca de 170 mil libras (cerca de R$ 1,1 milhão), e determinou a realização de um novo julgamento. Field, que havia sido sentenciado à prisão perpétua em 2019, seguirá preso enquanto aguarda a análise de um possível recurso ao Supremo Tribunal do Reino Unido.
Mãe morre ao salvar filha de guindaste solto em acidente na Inglaterra
Espanhol perde a perna após ataque de tubarão em lua de mel nas Maldivas
A decisão foi tomada pelo Tribunal de Apelação após o caso ser reavaliado pela Criminal Cases Review Commission (CCRC), que apontou que a condenação poderia ser considerada “insegura”. Os juízes entenderam que o júri original não recebeu orientações adequadas durante o julgamento, o que comprometeu o veredicto.
“Os jurados não foram devidamente instruídos e as diretrizes apresentadas foram falhas”, afirmou o colegiado, ao justificar a anulação da condenação.
Segundo a acusação apresentada no julgamento original, Field teria adulterado alimentos e bebidas de Farquhar com substâncias psicoativas e álcool, levando o professor a um estado de confusão mental severa antes de sua morte, em 2015. A promotoria sustentou que o réu tentou encobrir o crime simulando um quadro de alcoolismo.
A defesa, no entanto, argumentou que não havia provas de que Field tenha forçado a vítima a ingerir qualquer substância ou causado diretamente sua morte.
“Não há evidência de que ele tenha provocado a morte de Peter Farquhar”, disse o advogado David Jeremy, que representa Field.
Já a acusação contestou a tese e afirmou que o comportamento do réu contribuiu de forma decisiva para o desfecho do caso.
“Ele não foi um mero espectador, mas teve papel ativo na morte”, declarou o promotor David Perry.
O caso ganhou notoriedade no Reino Unido e foi retratado na série “The Sixth Commandment”, produzida pela BBC em 2023. A nova etapa judicial ainda não tem data definida para ocorrer.
O papa Leão XIV afirmou que o mundo está “sendo devastado por um punhado de tiranos”, em declarações feitas nesta quinta-feira durante visita a Camarões. O tom incomumente duro do pontífice ocorre em meio à escalada de críticas públicas trocadas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A fala do papa foi proferida após Trump intensificar ataques contra o líder da Igreja Católica, motivados por posicionamentos reiterados do Vaticano sobre a guerra no Irã. Sem citar diretamente o presidente americano, Leão XIV também criticou governantes que recorrem à linguagem religiosa para justificar conflitos armados e defendeu uma “mudança decisiva de rumo” na condução da política internacional.
Troca de críticas públicas
Em resposta, Trump classificou o pontífice como “uma pessoa muito liberal” e afirmou que ele seria “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”. As declarações foram dadas a jornalistas enquanto o presidente desembarcava do Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews.
O republicano também sugeriu que a eleição de Leão XIV ao papado teria sido influenciada por sua nacionalidade americana. “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, disse. Em tom ainda mais incisivo, Trump acrescentou: “Não acho que ele esteja fazendo um bom trabalho. Acho que ele gosta de crimes”.
O presidente também criticou posições que atribui ao papa, afirmando não apoiar “um papa que diz que é aceitável ter uma arma nuclear” ou que considere o crime tolerável. “Não sou fã do Papa Leão”, declarou
As declarações ampliam um embate raro entre a Casa Branca e o Vaticano, em um momento de tensão internacional. Trata-se de uma notícia em desenvolvimento, e novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas.
O britânico Adam Carruthers, de 33 anos, condenado por derrubar a icônica árvore de Sycamore Gap, no norte da Inglaterra, foi libertado após cumprir apenas 10 meses de uma pena de quatro anos e três meses. A soltura antecipada, ocorrida em março deste ano, provocou reação negativa entre moradores da região, que classificaram a decisão como “inacreditável”.
Mãe morre ao salvar filha de guindaste solto em acidente na Inglaterra
Veja vídeo: Baleia jubarte de 12 toneladas é resgatada após 24 horas encalhada na Austrália
Carruthers havia sido condenado em maio de 2025 ao lado de Daniel Graham, de 40 anos, após os dois percorrerem cerca de 64 quilômetros desde Carlisle até o local para cortar a árvore em setembro de 2023. Segundo a acusação, Carruthers utilizou uma motosserra para derrubar o exemplar, enquanto Graham registrava a ação em vídeo.
Patrimônio mundial e símbolo cultural
De acordo com a AFP, A árvore de Sycamore Gap ficava ao lado da Muralha de Adriano, monumento que integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Esse reconhecimento internacional é concedido a locais considerados de valor histórico, cultural ou natural excepcional para a humanidade, o que amplia a gravidade do crime para além do impacto local.
Muito popular entre turistas e caminhantes, a árvore era vista como um dos cenários mais emblemáticos da paisagem britânica. Sua queda causou danos estimados em £622 mil, além de prejuízos adicionais à estrutura histórica da muralha.
De acordo com as autoridades, a libertação ocorreu dentro do regime de prisão domiciliar com toque de recolher, que permite a saída antecipada de detentos mediante condições rigorosas. Carruthers passou a usar tornozeleira eletrônica e deve permanecer entre nove e doze horas por dia em casa. Caso descumpra as regras, poderá retornar à prisão.
Um porta-voz do Ministério da Justiça afirmou que todos os beneficiados por esse regime seguem sob monitoramento e estão sujeitos a sanções em caso de violação.
Após deixar a prisão, Carruthers retomou seu antigo emprego em uma empresa na região de Cumbria. Em entrevista à ITV News, afirmou estar satisfeito por estar em liberdade e já ter voltado à rotina de trabalho.
A decisão, no entanto, gerou forte reação entre frequentadores e moradores de Northumberland. Um caminhante ouvido pela imprensa local afirmou que o responsável pela destruição “não deveria estar em liberdade”, citando o impacto cultural do ato.
Durante o julgamento, jurados assistiram às imagens gravadas por Graham, que mostram o momento em que a árvore é cortada e cai sobre a muralha romana. A Promotoria classificou a ação como uma “missão imbecil” que chocou o país. Segundo a investigação, os dois ainda teriam levado um pedaço da árvore como troféu, objeto que nunca foi recuperado.
Inicialmente próximos, Carruthers e Graham passaram a se acusar mutuamente após a prisão. Ao proferir a sentença, a juíza Sra. Justice Lambert afirmou que ambos eram “igualmente culpados” pela destruição do marco histórico.
Uma mulher de 30 anos morreu após ser atingida por um equipamento de guindaste que se desprendeu de um caminhão enquanto ela caminhava com a filha em uma calçada em Willingham, no condado de Cambridgeshire, na Inglaterra. Rebecca Ableman chegou a empurrar o carrinho de bebê para longe no momento do impacto, salvando a criança, mas sofreu ferimentos graves na cabeça e no cérebro e morreu três semanas depois.
Vídeo: Caminhoneiro despeja lixo de volta em casa após suposta falta de pagamento nos EUA
Baleia jubarte de 12 toneladas é resgatada após 24 horas encalhada na Austrália
O caso ocorreu em setembro de 2022, quando o motorista Kevin Miller, de 71 anos, transportava sucata metálica entre depósitos ferroviários. Segundo o Tribunal da Coroa de Peterborough, nesta semana, o equipamento não estava devidamente fixado ao veículo, o que fez com que a estrutura se deslocasse lateralmente e atingisse a vítima enquanto ela caminhava.
Em depoimentos apresentados à Justiça, familiares destacaram o gesto da vítima. A irmã, Natalie Rumbold, afirmou que o “último ato” de Rebecca foi proteger a filha ao absorver o impacto. O companheiro, Chris Tuczemskyi, disse que a morte poderia ter sido evitada com medidas básicas de segurança.
Imagens mostram risco antes do impacto
Registros divulgados pelo Ministério Público da Coroa, no mês de abril, mostram o caminhão trafegando com a lança do guindaste balançando e projetada para fora da lateral do veículo. As imagens indicam que a estrutura permaneceu instável por cerca de 30 a 40 segundos antes da colisão, em uma via com limite de 48 km/h.
Testemunhas relataram ter percebido o perigo antes do acidente. Um motorista que seguia pela mesma estrada afirmou que o equipamento parecia solto e descreveu a situação como “nada segura”. Pouco depois, ele viu pessoas correndo e a vítima caída no chão.
O tribunal também ouviu que Miller não percebeu o momento da colisão e só tomou conhecimento do ocorrido ao ser preso, mais de duas horas depois. Em depoimento à polícia, ele afirmou que teria parado caso soubesse do acidente.
O motorista se declarou culpado por causar morte por direção negligente e foi condenado a 13 meses de prisão. Ao proferir a sentença, o juiz Matthew Lowe afirmou que a falha em fixar corretamente o guindaste foi determinante para a morte e poderia ter sido evitada em poucos segundos.
Um espanhol de 31 anos luta pela vida após sofrer um ataque de tubarão durante sua lua de mel nas Maldivas, um dos destinos turísticos mais procurados do Oceano Índico. O incidente ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), nas proximidades de Kooddoo, nas Maldivas.
Buscas por lobo que fugiu de zoológico na Coreia do Sul passa de uma semana e mobiliza força-tarefa com mais de 300 pessoas
Entenda: Mulher mais rica da Austrália terá que dividir parte da fortuna de R$ 134 bi por determinação da Justiça
De acordo com relatos de familiares à imprensa espanhola, o homem teve a perna gravemente dilacerada durante o ataque. “Com uma mordida, arrancou toda a carne da perna do marido, do joelho para baixo”, afirmou um parente da esposa ao jornal El Periódico Mediterrâneo. A vítima sofreu intensa perda de sangue e precisou ser submetida à amputação.
Após o ataque, o turista foi socorrido e levado de helicóptero a um hospital local, sendo posteriormente transferido para Malé, capital do país, onde permanece internado em estado grave na unidade de terapia intensiva do Hospital ADK. Segundo pessoas próximas, as condições médicas iniciais eram limitadas. “Eles estão tentando salvá-lo, mas a estrutura é muito precária”, disse um amigo.
Área com alta presença de tubarões
O ataque aconteceu em um ponto popular para turistas, próximo a uma fábrica de processamento de peixe, conhecido pela presença frequente de tubarões. A vítima integrava um grupo que havia entrado na água no momento do incidente.
Autoridades locais apontam que a região é habitat comum de tubarões, incluindo espécies como o tubarão-rotador, embora a possibilidade de envolvimento de um tubarão-touro não tenha sido descartada. Relatos indicam ainda que resíduos de peixe não vinham sendo descartados na área há cerca de uma semana, o que pode ter alterado o comportamento dos animais.
“Os tubarões provavelmente estavam com muita fome e em estado de alerta. A entrada do grupo na água pode ter desencadeado uma resposta predatória”, afirmou uma fonte à mídia local.
O casal, natural de Alicante, havia viajado recentemente para celebrar o casamento. A família da esposa informou que entrou com um processo por negligência grave contra a empresa de turismo responsável pela atividade, questionando as condições de segurança oferecidas aos visitantes.
Israel destruiu uma ponte estratégica no sul do Líbano em dois ataques aéreos realizados nesta quinta-feira, informou a Agência Nacional de Notícias (ANI), estatal libanesa.
Guga Chacra: Após intervalo na guerra, qual será o próximo ato de Irã x EUA?
Sem o Hezbollah: Entenda a rodada de negociação histórica entre Israel e Líbano nos EUA e o passado conflituoso entre os países
“Aviões inimigos lançaram dois ataques consecutivos contra a ponte de Qasmiyeh, a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon, destruindo-a completamente”, informou a agência.
A estrutura era considerada um ponto-chave de ligação entre áreas do sul do país, em meio à escalada de confrontos na região.
Presidente do Líbano condiciona diálogo a cessar-fogo
O Exército israelense havia voltado a pedir nesta quinta-feira que a população civil evacuasse toda a região do sul do Líbano até o rio Zahrani, localizado a cerca de 40 quilômetros ao norte da fronteira.
A medida amplia a pressão sobre áreas civis e ocorre em meio ao avanço das operações militares israelenses no território libanês.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta quinta-feira que um cessar-fogo com Israel é condição prévia para a abertura de negociações diretas entre os dois países, cuja realização ainda não foi confirmada.
“O cessar-fogo que o Líbano exige de Israel é o ponto de partida natural para negociações diretas entre ambos os países”, declarou Aoun em comunicado oficial.
A posição do líder libanês ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, na noite de quarta-feira, que os “líderes” de Israel e do Líbano manteriam uma conversa nesta quinta-feira.
Apesar disso, não há confirmação formal do diálogo por parte de Beirute.
Do lado israelense, uma ministra indicou que o contato pode ocorrer. Segundo ela, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “falará” com Aoun, reforçando os sinais contraditórios sobre a possível abertura de negociações.
Um lobo de dois anos chamado Neukgu segue sumido há cerca de uma semana após escapar do zoológico O-World, em Daejeon, na Coreia do Sul, depois de cavar por baixo de uma cerca. Desde então, o animal é procurado por uma força-tarefa com mais de 300 pessoas, entre bombeiros, policiais e militares.
Vídeo: Baleia jubarte de 12 toneladas é resgatada após 24 horas encalhada na Austrália
Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha
Apesar da mobilização, as autoridades ainda não conseguiram capturá-lo. Um dia após a fuga, Neukgu foi identificado por câmeras térmicas como uma mancha em movimento nas proximidades do zoológico, mas o rastro foi perdido durante a troca de bateria de um drone usado na operação.
Na noite de segunda-feira, houve um novo possível avistamento após o corpo de bombeiros receber a informação de que o animal estava em uma montanha a cerca de 2 km do local de origem. Um vídeo que mostra o lobo correndo por uma estrada escura, iluminado por faróis, passou a circular nas redes sociais.
A partir dessas pistas, uma nova operação foi iniciada com drones militares e dezenas de policiais, mas, sempre que parecia próximo da captura, o animal voltava a desaparecer.
Relatos imprecisos e mobilização da população
O caso ganhou atenção nacional e mobilizou moradores, que passaram a enviar relatos de avistamentos às autoridades. Parte dessas informações, no entanto, se mostrou imprecisa. Crianças chegaram a confundir cães com o lobo, e um morador tentou colaborar levando um cão-lobo próprio, sem coordenação com as equipes oficiais.
Uma imagem que supostamente mostrava Neukgu também circulou amplamente e levou à ampliação das buscas, mas depois foi identificada como gerada por inteligência artificial.
O episódio reacendeu preocupações por causa de um caso anterior no mesmo local. Em 2018, um puma chamado Porongi, que também escapou do zoológico, foi morto a tiros pela polícia.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou: “Espero que não haja vítimas humanas e rezo para que Neukgu também volte para casa em segurança”.
Já o grupo Animal Freedom Solidarity declarou: “O local deste incidente é o mesmo O-World de onde Porongi escapou e foi morto em 2018” e acrescentou: “O mesmo acidente ocorreu novamente. Esperamos que Neukgu seja capturado com segurança sem repetir o destino de Porongi… a realidade de que a vida de um animal pode estar em risco devido a um acidente causado por má gestão e falhas estruturais da instalação é claramente injusta”.
Impacto cultural, econômico e incerteza sobre sobrevivência
O caso também teve repercussão cultural e econômica. Neukgu passou a ser descrito como “símbolo de independência” e “lobo que não quis permanecer enjaulado” por criadores de uma criptomoeda inspirada no animal. A chamada meme coin Neukgu registrou cerca de US$ 150.000 em volume de negociação nas últimas 24 horas.
Nascido em 2024, Neukgu integra um programa do zoológico voltado à restauração do lobo coreano, espécie considerada extinta na natureza. Um jornal americano descreveu o animal em 1916 como tendo “olhos penetrantes” e “agilidade extraordinária”, e relatou: “Ao atacar um homem, ele o seguirá por um tempo e ocasionalmente saltará sobre sua cabeça, buscando desestabilizá-lo e fazê-lo cair no chão, quando então atacará imediatamente e matará.”
Após a fuga, uma escola primária próxima foi fechada como medida preventiva. Ainda há incerteza sobre a capacidade de sobrevivência de Neukgu fora do cativeiro, já que não se sabe quanto de seus instintos selvagens foi preservado. Na natureza, lobos caçam animais com cascos, como cervos, vacas e porcos, e podem passar dias ou semanas sem se alimentar. A última refeição conhecida do animal foi duas galinhas, na noite anterior à fuga.
Como parte da estratégia de recaptura, o zoológico foi fechado ao público, e alto-falantes passaram a transmitir uivos de lobo e anúncios do parque, sons familiares ao animal.
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram Neukgu deitado sobre folhas na floresta antes de se levantar e caminhar. A legenda do vídeo pede: “Por favor, desejem uma captura segura de Neukgu”.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress