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O lobo Neukgu, de dois anos, que havia escapado de um zoológico na Coreia do Sul e mobilizado autoridades e moradores, foi capturado após nove dias de buscas.
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Segundo o governo de Daejeon, cidade onde fica o parque O-World, o animal foi localizado perto de uma rodovia e capturado na sexta-feira às 00h44 no horário local (16h44 GMT).
Após passar por exame médico, Neukgu apresentou sinais vitais normais, com pulso e temperatura dentro dos parâmetros, informaram as autoridades.
Centenas de agentes participaram das buscas, que tiveram momentos em que o animal quase foi capturado, mas conseguiu escapar.
No início da semana, equipes chegaram perto após um avistamento em uma montanha a cerca de 2 km do zoológico. Um vídeo que mostrava o lobo correndo por uma estrada à noite também circulou nas redes sociais.
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Reprodução/X
As autoridades montaram operações sucessivas com drones e equipes em terra, mas Neukgu continuou escapando até a ação final.
Captura com dardo tranquilizante
A captura ocorreu após nova operação na região de Anyeong-dong, na noite de quinta-feira. O lobo foi atingido na coxa com um dardo tranquilizante a cerca de 20 metros de distância.
Segundo as autoridades, ele estava “se movendo muito rápido” e foi monitorado por drone. Levou cerca de seis minutos até que entrasse em condição considerada estável.
Imagens divulgadas mostram Neukgu sendo transportado por equipes de resgate e colocado em uma caixa, antes de receber atendimento médico.
Comoção e preocupações com o animal
O caso mobilizou a opinião pública no país. Parte da preocupação vinha do histórico do zoológico: em 2018, um puma que escapou do mesmo local foi morto durante a recaptura.
Desta vez, grupos de defesa animal temiam um desfecho semelhante. O próprio presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, chegou a se manifestar nas redes sociais desejando o retorno seguro do animal.
Nascido em 2024, Neukgu integra um programa de reintrodução do lobo coreano, espécie considerada extinta na natureza. Especialistas temiam que, após viver em cativeiro, ele não conseguisse sobreviver fora do zoológico.
As autoridades afirmaram que o animal não perdeu muito peso e “parecia ter se alimentado”. Um anzol encontrado em seu estômago foi retirado por cirurgia endoscópica.
“Obrigado a todos que trabalharam duro para trazer Neukgu de volta para casa”, afirmou o governo municipal.
“A todos que se preocuparam com a segurança de Neukgu e nos apoiaram, muito obrigado.”
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, busca nesta sexta-feira uma saída para a crise provocada por novas revelações sobre a nomeação do ex-embaixador nos Estados Unidos Peter Mandelson, apesar de seus vínculos com Jeffrey Epstein.
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Vários políticos passaram a pedir a renúncia de Starmer pela decisão de nomear Mandelson.
Após ser acusado de mentir ao Parlamento, o líder trabalhista decidiu, segundo a imprensa britânica, demitir durante a noite o principal funcionário do governo para os serviços diplomáticos, Olly Robbins.
Robbins atuava como principal assessor e chefe dos serviços diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores.
Revelações aumentam pressão sobre governo
A reviravolta ocorre no momento em que Starmer enfrenta um cenário delicado por ter nomeado Mandelson como embaixador em Washington.
O primeiro-ministro acusa o ex-diplomata do Partido Trabalhista de ter “mentido repetidamente” a Downing Street sobre a dimensão de seus vínculos com o falecido agressor sexual. Starmer demitiu Mandelson em setembro.
O jornal The Guardian revelou na quinta-feira que o Ministério das Relações Exteriores concedeu uma credencial de segurança a Peter Mandelson para o cargo em janeiro de 2025, apesar de uma avaliação desfavorável do serviço responsável pela verificação de antecedentes.
Funcionários de alto escalão do ministério foram “contrários à recomendação”, confirmou um porta-voz de Starmer. Segundo ele, nem o primeiro-ministro nem membros do governo “estavam a par” dessas informações “antes do início da semana”.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, afirmou na rede X que “Starmer traiu a segurança nacional” e, portanto, deve “renunciar”.
Já o líder dos liberal-democratas, Ed Davey, declarou que “se Keir Starmer induziu o Parlamento ao erro e mentiu ao povo britânico, ele tem que sair”.
O príncipe britânico Harry e sua esposa Meghan Markle visitaram nesta sexta-feira a praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, onde se reuniram com sobreviventes do ataque ocorrido em dezembro em um dos destinos mais conhecidos do surfe mundial.
Um pai e seu filho são acusados de assassinar 15 pessoas durante a festividade judaica de Hanucá em Bondi Beach, no ataque mais mortal do país em três décadas.
Harry e Meghan percorreram a praia no último dia de sua visita relâmpago ao país. Eles caminharam descalços pela areia, acompanhados por equipes de resgate do Clube de Salvamento de Surf de Bondi Beach.
O casal também se encontrou com líderes da comunidade judaica e com sobreviventes do ataque, que causou forte comoção na Austrália.
Em imagens divulgadas, os dois aparecem ouvindo relatos de vítimas, como o sobrevivente Elon Zizerb, que foi baleado várias vezes ao tentar proteger os filhos.
Recepção positiva e críticas
Harry e Meghan foram bem recebidos durante a visita, mas também enfrentaram críticas pelo uso de recursos públicos para garantir sua segurança.
O casal se afastou das funções reais em 2020 e se mudou para a Califórnia após uma ruptura com a família real britânica. Eles têm dois filhos e vivem nos Estados Unidos, enquanto Harry tenta reaproximação com seu pai, o rei Charles III, chefe de Estado da Austrália.
Naveed Akram e seu pai, Sajid, são acusados pelo ataque em Bondi Beach. Naveed responde por terrorismo, 15 acusações de assassinato, além de dezenas de acusações por ferimentos com intenção de matar e uso de explosivos.
Sajid morreu após ser baleado pela polícia durante a ação.
O Hezbollah afirmou ter “o dedo no gatilho” caso Israel viole o cessar-fogo em vigor no Líbano, em meio a um cenário de desconfiança poucas horas após o início da trégua. O acordo, mediado pelos Estados Unidos, entrou em vigor às 18h (horário de Brasília) desta quinta-feira e prevê uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos.
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Em um comunicado, o Hezbollah afirma ter realizado durante a guerra de 45 dias “2.184 operações militares” contra Israel e o Exército israelense em território libanês.
“Os combatentes manterão o dedo no gatilho porque desconfiam da traição do inimigo”, acrescenta.
A declaração do grupo ocorre após o Exército libanês acusar Israel de realizar ataques e “bombardeios intermitentes contra diversas aldeias” no sul do país logo após o início do cessar-fogo. Não houve confirmação de vítimas, e o governo israelense não comentou as acusações.
Do lado do Hezbollah, o grupo também afirmou ter atingido posições israelenses perto da cidade de Khiam, indicando que a trégua já enfrenta tensões no terreno.
Trégua sob pressão e impasses
O cessar-fogo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após conversas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A ofensiva israelense contra o Hezbollah, que antecedeu o acordo, deixou mais de 2 mil mortos e cerca de 1 milhão de deslocados no Líbano.
Pelos termos do acordo, Israel mantém o direito de autodefesa, mas não pode realizar ataques contra alvos no território libanês. A trégua pode ser prorrogada caso haja avanço nas negociações.
O acordo enfrenta desafios estruturais, especialmente em relação ao papel do Hezbollah. Os termos preveem que o Líbano deve garantir que apenas suas forças de segurança atuem na defesa nacional, o que implica limitar a atuação do grupo armado, que não participou das negociações, mas declarou que respeitaria a trégua.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já indicou que qualquer negociação passa pelo desarmamento do Hezbollah e por um acordo de paz “alcançado pela força”.
Outro ponto de tensão é a presença militar israelense no território libanês. Netanyahu afirmou que tropas permanecerão em uma faixa de 10 km dentro do Líbano durante o período da trégua, enquanto a definição da fronteira entre os países segue em aberto.
O cessar-fogo ocorre em meio a um cenário humanitário crítico, com mais de 2 mil mortos, cerca de 7 mil feridos e deslocamento em massa da população. Mesmo com a trégua, autoridades alertam que ainda não é seguro o retorno imediato às áreas afetadas.
Entre civis, o acordo é visto como um alívio após semanas de bombardeios. “Queremos paz e esperamos que o Irã não a obstrua. Estamos extremamente cansados. Vivemos muitas guerras e queremos descanso”, afirmou o trabalhador Kamal Ayad, em Beirute.
O acidente com um jatinho que caiu na Bolívia, nesta segunda-feira (13), após voar por cerca de duas horas em círculos, trouxe à tona um fenômeno pouco conhecido fora do setor aéreo: o chamado “voo fantasma”. O termo é utilizado quando uma aeronave segue em operação sem comando consciente da tripulação.
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A análise da trajetória do avião reforça a hipótese de que os pilotos tenham perdido a consciência ainda durante o voo. Mesmo sem intervenção humana, sistemas automáticos permitem que a aeronave mantenha altitude e direção por longos períodos, o que explicaria o comportamento registrado antes da queda.
Um dos principais sinais desse tipo de ocorrência é a ausência total de comunicação. No caso boliviano, segundo a imprensa internacional, não houve pedido de socorro nem acionamento de emergência, o que levanta dúvidas sobre as condições da tripulação ainda nas fases iniciais do incidente.
Hipóxia é a principal suspeita
Especialistas apontam a hipóxia como a causa mais provável para o acidente. A condição ocorre quando há redução do nível de oxigênio no organismo, afetando diretamente o funcionamento do cérebro. De acordo com a Federal Aviation Administration (FAA), o quadro pode comprometer funções cognitivas e levar à perda de consciência, especialmente em grandes altitudes.
O problema pode evoluir de forma silenciosa. Mesmo respirando normalmente, a oxigenação do corpo diminui progressivamente até provocar um “apagão”. Nesse estágio, o piloto perde a capacidade de reconhecer a situação e de adotar medidas de emergência, o que ajuda a explicar a falta de comunicação nesses casos.
O fenômeno já foi registrado em outros episódios da aviação. Um dos mais conhecidos é o Voo Helios Airways 522, ocorrido em 2005, na Grécia. Na ocasião, uma falha de pressurização levou à incapacitação da tripulação, e a aeronave seguiu em voo até cair após o esgotamento do combustível.
A causa oficial do acidente na Bolívia ainda será determinada. Ainda assim, especialistas destacam que o padrão observado é compatível com situações em que a tripulação perde a consciência, evidenciando que, apesar dos avanços tecnológicos, o fator humano continua sendo determinante para a segurança na aviação.
O que um hipopótamo estaria fazendo no País de Gales há 120 mil anos? A resposta começou a surgir a partir de uma descoberta considerada excepcional por arqueólogos que escavam uma caverna sob o Castelo de Pembroke, onde foram encontrados ossos do animal pré-histórico, um achado descrito como algo que “só acontece uma vez na vida”.
As escavações na Caverna Wogan, realizadas nos últimos anos, revelaram um sítio arqueológico incomum, com vestígios que vão muito além do período medieval associado ao castelo. Além do hipopótamo, os pesquisadores identificaram restos de mamutes-lanosos e evidências da presença de humanos primitivos, possivelmente incluindo neandertais.
Segundo o arqueólogo Rob Dinnis, da Universidade de Aberdeen, responsável pelas pesquisas iniciais, trata-se de um local sem paralelo na Grã-Bretanha. “Não existe outro sítio arqueológico como este, é uma descoberta que acontece uma vez na vida”, afirmou nesta semana à imprensa local.
Um arquivo raro da pré-história
A relevância do sítio foi reforçada após a identificação de diferentes camadas de ocupação humana. Há indícios tanto de Homo sapiens primitivos quanto de grupos mais antigos, o que pode permitir aos cientistas reconstruir uma longa sequência de presença humana na região.
Os ossos de hipopótamo, por exemplo, remontam ao último período interglacial, cerca de 120 mil anos atrás, quando o clima era significativamente mais quente do que hoje. Já os vestígios humanos mais recentes podem datar de cerca de 11,5 mil anos, logo após a última Era do Gelo.
Apesar de a caverna ser conhecida há séculos, acessível por uma escada em espiral a partir do castelo e possivelmente escavada na era vitoriana, acreditava-se que restava pouco material relevante. Essa percepção mudou após escavações limitadas realizadas entre 2021 e 2024, que revelaram sedimentos amplamente preservados e ricos em achados.
O novo conjunto de descobertas garantiu financiamento para um projeto de pesquisa mais amplo, com duração prevista de cinco anos. A expectativa é aprofundar o estudo das transformações ambientais e entender como diferentes espécies humanas se adaptaram às mudanças climáticas ao longo de mais de 100 mil anos.
Para Jon Williams, gerente do Castelo de Pembroke, a descoberta representa um marco. Ele destacou que a caverna revela uma história completamente distinta da tradicional narrativa medieval do local e que há interesse em preservar e compartilhar esse patrimônio com o público.
Novas escavações estão programadas para começar no fim de maio. Arqueólogos avaliam que a Caverna Wogan pode se tornar um dos mais importantes arquivos da pré-história britânica.
Uma casa considerada uma das mais isoladas do Reino Unido foi colocada à venda por £925 mil (cerca de R$ 6 milhões) na remota ilha de Soay, na Escócia. O imóvel, com dois quartos, ocupa uma área de 1.546 acres e tem como vizinhança mais próxima a ilha de Skye, a cerca de 130 quilômetros de distância, sendo acessível apenas por barco a partir da vila de Elgol.
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A propriedade pertenceu ao naturalista escocês Gavin Maxwell, que a vendeu em 1952 ao caçador de tubarões Ted Geddes. Geddes viveu na ilha, localizada no arquipélago das Hébridas Interiores, até sua morte, em 1998.
Segundo o censo de 2022, a população residente habitual da ilha era de apenas três pessoas. Além dos poucos moradores, o território é habitado por cervos-vermelhos e pelas ovelhas Soay, uma raça antiga que vive na região há milhares de anos, desde a Idade da Pedra. O nome da ilha deriva do nórdico antigo “Sauða-ey”, que significa “ilha das ovelhas”.
A casa fica às margens de Camus nan Gall e, de acordo com a imobiliária responsável pela venda, precisa de modernização completa. Construído em pedra e ardósia, o imóvel tem um andar e meio, com dois cômodos no térreo e dois quartos e um banheiro no piso superior.
— A propriedade residencial, desvinculada de atividades agrícolas tradicionais, está situada na costa e oferece uma oportunidade para projetos ambientais e de manejo florestal, além de aproveitar o potencial natural da área — informou um porta-voz da empresa responsável pelo anúncio.
A ilha conta com diversos lagos, que atraem interessados em pesca de trutas, além de um porto natural que favorece atividades de navegação.
O crescimento contínuo da população de hipopótamos, uma herança de um projeto audacioso do traficante Pablo Escobar, tem gerado preocupações sobre seus efeitos nos ecossistemas, na biodiversidade e nas comunidades locais, especialmente em regiões onde sua presença se expandiu. A espécie, originária da África, é exótica no país latino-americano, e não tem predadores naturais, o que fez com que não houvesse impeditivo para sua reprodução.
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Segundo estimativas recentes, existem atualmente 169 hipopótamos vivendo no país. Essa espécie é considerada o terceiro maior mamífero terrestre do mundo e tem uma expectativa de vida média de até 50 anos. A Colômbia tenta enviar ao menos alguns dos indivíduos para outros países, mas somente conseguiu recusas até agora.
Atualmente, a distribuição dessa população abrange aproximadamente 43.342 quilômetros quadrados, principalmente na bacia do rio Magdalena e nos complexos pantanosos da depressão de Momposina.
A maior concentração de indivíduos encontra-se em Napolés, com 114 exemplares, e em Cocorná, com 31, embora também estejam presentes em outros municípios. Nestas áreas, foram relatados impactos como restrições à circulação em estradas rurais, ataques a embarcações e perdas de gado.
O governo nacional tem pensado em alternativas para tentar frear o crescimento populacional. Intervenções em hipopótamos, no entanto, têm se mostrado um desafio, tanto quando dizem respeito à esterilização, como ao sacrifício de alguns dos exemplares.
Impactos na biodiversidade
Um dos principais efeitos da presença do hipopótamo é a competição por recursos com as espécies nativas.
Esse fenômeno pode deslocar mamíferos herbívoros semiaquáticos, como o peixe-boi, a lontra e a capivara, além de afetar herbívoros terrestres, como o veado. Sua presença também causa perturbações nas cadeias alimentares devido à competição por alimento.
Nos ecossistemas aquáticos, essa espécie influencia a dinâmica do plâncton e das plantas. Esses indivíduos ainda aumentam a densidade de cianobactérias, promovendo a proliferação de algas nocivas e processos de eutrofização em corpos d’água, o que representa um risco para as espécies nativas.
Descendentes de um pequeno rebanho introduzido por Pablo Escobar, esses hipopótamos vivem na natureza, em um lago próximo ao parque temático Hacienda Nápoles, antigo zoológico particular do narcotraficante, em Doradal, Colômbia
Alberto Gonzalez / AFP
Consumo de flora e efeitos sobre a vegetação
Um hipopótamo pode consumir até 50 quilos de grama por dia. Estima-se que sua dieta inclua aproximadamente 200 espécies de flora, sendo pelo menos três endêmicas.
Embora seu padrão de alimentação na Colômbia não seja conhecido com precisão, a busca intensiva por alimento pode afetar a vegetação nativa e os serviços ecossistêmicos associados.
O hipopótamo (Hippopotamus amphibius) é portador de doenças como tuberculose, paratuberculose e brucelose. Além disso, pode atuar como vetor de transmissão para humanos, animais domésticos e espécies selvagens, principalmente através da contaminação de fontes de água.
Transformações do ambiente físico
Devido ao seu tamanho — até três metros de comprimento e um peso próximo de 3,2 toneladas —, seu movimento entre a água e a terra gera transformações nas margens dos rios, abertura de novos canais e alterações na dinâmica hidrológica.
Também foram identificados processos de compactação do solo, perda da cobertura vegetal e erosão.
Os excrementos de hipopótamos em corpos d’água contribuem com grandes quantidades de matéria orgânica, o que afeta a qualidade da água e as espécies associadas.
Esse processo aumenta a eutrofização, o aumento de nutrientes no solo e alterações na produtividade primária dos ecossistemas.
Após retornar da Lua, Christina Koch acordou de suas primeiras noites na Terra com a sensação de ainda estar flutuando. A tripulação da Artemis II ainda se reacostuma à gravidade, uma semana após o fim da missão. Apesar de vários contratempos, Christina considera a nave Orion segura e acredita que ela está em condições de retornar ao espaço. Os quatro astronautas da missão — três americanos e um canadense — fizeram algumas revelações nesta quinta-feira, no Centro Espacial Johnson, localizado na cidade americana de Houston.
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“Nos primeiros dias após o retorno, quando eu acordava, achava realmente que estava flutuando, e tinha que me convencer de que não”, descreveu Christina, que já havia participado, em 2019, de uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
“Mesmo depois de passar 328 dias no espaço durante minha missão anterior, nunca me ocorreu achar que um objeto fosse flutuar na minha frente. Por algum motivo, isso aconteceu neste retorno. Por exemplo, eu jogava uma camiseta para cima e me surpreendia”, descreveu a astronauta.
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A tripulação ainda passa por exames médicos e não teve tempo para relaxar ou refletir, disse o comandante da missão, Reid Wiseman.
Preocupações na nave
Wiseman contou que houve um vazamento na pressão dos sistemas de combustível da nave, além dos contratempos com o banheiro e com um detector de fumaça que ligava e desligava no penúltimo dia da missão, o que preocupou os astronautas.
“Não foi assustador, mas foi tenso por alguns minutos, até conseguirmos reconfigurar as coisas. Mas o que martelamos em nossas cabeças antes do lançamento foi: nada de movimentos precipitados. Vamos avaliar esta máquina, ver o que a máquina e Houston estão nos dizendo, e então tomar uma decisão em conjunto”, descreveu o comandante.
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Wiseman elogiou o desenho da nave, que, embora “precise de melhorias, poderiam colocar a cápsula Orion da missão Artemis III na plataforma amanhã mesmo e lançá-la, e a tripulação estaria em excelentes condições”.
“Temos que estar dispostos a correr um pouco mais de risco do que estávamos dispostos no passado, e simplesmente acreditar que encontraremos a solução em tempo real”, acrescentou o canadense Jeremy Hansen.
Salto de um arranha-céu
O piloto Victor Glover descreveu a reentrada na atmosfera terrestre, onde o escudo térmico da nave os protegeu de temperaturas superiores a 2.700°C enquanto eles viajavam a 40.000 km/h, como “13 minutos e 36 segundos muito intensos”. Glover disse que se lembra de ter sentido um “efeito ioiô” no momento da abertura dos paraquedas.
“Nunca saltei de paraquedas, mas, se você se jogasse de costas de um arranha-céu, essa foi a sensação durante cinco segundos. Depois, os paraquedas principais se abriram e foi magnífico.”
A Artemis II foi a primeira missão tripulada do programa Artemis, da Nasa, cujo objetivo é levar americanos novamente à Lua, dessa vez para estabelecer uma base e se preparar para futuras missões a Marte. Os tripulantes expressaram confiança na capacidade da agência espacial americana de alcançar esse objetivo nos próximos anos. Os Estados Unidos trabalham para realizar um pouso lunar em 2028, antes do fim do mandato de Donald Trump.
“Se tivessem nos dado as chaves do módulo de pouso, teríamos aterrissado na Lua. É absolutamente factível”, afirmou Wiseman.
Durante a missão Artemis II, que deu a volta na Lua e bateu recorde de distância da Terra feita por uma missão tripulada, foi comum lermos e ouvirmos o termo astronauta para se referir aos quatro tripulantes da cápsula Orion. No entanto, esta palavra é usada apenas nas expedições espaciais da Nasa e dos Estados Unidos. Na Rússia, se usa cosmonauta. E, na China, eles são chamados de taikonautas. O motivo é simples: a “guerra de padrão linguístico” ou uma “batalha cultural” que corre paralelamente à corrida espacial.
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No século XX, a disputa entre Estados Unidos e União Soviética pelas conquistas espaciais dominou o cenário político da Guerra Fria e foi usada para mostrar os poderes militares das duas potências. Por isso, o primeiro homem a ir para o espaço foi o cosmonauta Yuri Gagarin. Já o primeiro homem a pisar na Lua foi o astronauta Neil Armstrong. A briga também acontecia em outro universo, o linguístico, e era para pautar como os termos que seriam usados.
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Nasa
O que é um cosmonauta?
O prefixo “cosmo” vem do grego, assim como “astro”. Enquanto o primeiro significa universo, o segundo se refere a estrelas. Já “nautas”, também do grego, é designado para falar de navegadores ou marinheiros, já que os antigos ainda não tinham a tecnologia da aviação, obviamente. Portanto, numa interpretação livre, os soviéticos brigaram para chamar estes agentes de “navegadores do universo”, enquanto os americanos preferiam “navegadores das estrelas”. Vale lembrar que os soviéticos partiram na frente e mantiveram a dianteira na corrida espacial durante bastante tempo, até os americanos equilibrarem o jogo com as missões Apollo.
O termo cosmonauta foi cunhado pelo engenheiro espacial soviético Mikhaíl Tikhonravov, que morreu ainda em 1974.
Cosmonautas no centro de treinamento Gagarin, em Moscou.
Gagarin Cosmonaut Training Center/AFP
O que é um taikonauta?
Já no século XXI, quem assumiu o lugar de principais adversários dos Estados Unidos na corrida espacial foi a China. Potência tecnológica também em outras áreas, os chineses começaram o seu programa espacial em 2003, quando tiveram também o seu primeiro taikonauta, Yang Liwei, que viajou a bordo da missão Shenzhou-5. Em chinês, taikong se refere a espaço. Portanto, os orientais também usam um termo próximo a “navegadores do espaço”, priorizando os seus fonemas.
Atualmente, a China tem um projeto espacial bastante ambicioso, no qual pretende ter uma base na Lua até o ano de 2030. Eles já apresentam conquistas como o fato de conseguirem um sinal de comunicação em cápsulas do lado escuro da Lua, algo que os americanos ainda não possuem. Como podemos ver, os astronautas da Artemis II ficaram por 40 minutos sem comunicação com a Terra, momento em que circundavam o astro.
Decolagem do Long March 2F levando a missão Shenzhou 16 com os taikonautas Jing Haipeng, Zhu Yangzhu, & Gui Haichao para a Estação Espacial Chinesa
Reprodução Twitter

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