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Após quatro dias de buscas que mobilizaram policiais, caçadores e helicópteros, um urso-negro que circulava por áreas urbanas da cidade de Utsunomiya, ao norte de Tóquio, foi capturado nesta terça-feira. O animal havia provocado uma onda de preocupação entre moradores e levado as autoridades a fechar as 94 escolas públicas de ensino fundamental e médio da cidade.
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Desde sábado, mais de uma dúzia de avistamentos havia sido registrada. O urso foi visto em diferentes pontos de Utsunomiya, incluindo um shopping center, uma universidade e um mercado atacadista. Em resposta, a prefeitura intensificou os alertas à população e montou uma operação de busca envolvendo policiais, funcionários municipais e caçadores.
Confira:
Urso que assustava cidade japonesa é capturado após quatro dias de buscas
— Mobilizamos veículos nas áreas onde um urso foi avistado para alertar a população e pedir às pessoas que permanecessem dentro de casa ou em seus carros — afirmou um representante do governo municipal à AFP.
A captura ocorreu após o animal ser localizado em uma residência. Segundo a imprensa japonesa, duas tentativas de tranquilização falharam antes que um terceiro disparo permitisse a contenção do urso.
Cidade japonesa fecha 94 escolas após relatos de ursos nas ruas; veja vídeo
Reprodução: AFP
Aumento dos conflitos
O episódio ocorre em meio ao crescimento dos encontros entre humanos e ursos no Japão. De abril de 2025 a março de 2026, o país registrou mais de 50 mil avistamentos desses animais, mais que o dobro do recorde anterior, segundo dados oficiais.
A preocupação foi reforçada nesta semana por outro caso em Fukushima, no nordeste do país, onde um urso feriu quatro pessoas após invadir uma área industrial. O animal continua foragido. Em 2025, o Japão registrou 20 mortes causadas por ataques de ursos, o maior número já contabilizado. Especialistas atribuem o aumento dos incidentes à expansão da população desses animais e à maior disponibilidade de alimentos, fenômeno que também tem sido associado às mudanças climáticas.
Um vídeo gravado por câmeras de segurança e compartilhado nas redes sociais, nesta segunda-feira (8), tem chamado a atenção ao registrar um momento de instinto e proteção durante o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul das Filipinas.
Segundo a emissora ABN TV, as imagens mostram uma criança sentada em um sofá quando a casa começa a tremer. Em poucos segundos, uma mulher, identificada como a avó do menino, corre em sua direção e o puxa para um local mais seguro.
O registro foi feito durante o terremoto que atingiu a ilha de Mindanao às 7h37 no horário local e deixou mais de 30 mortos e cerca de 200 feridos. Nas imagens, é possível ver móveis balançando enquanto a mulher abraça a criança e tenta protegê-la dos efeitos do tremor. O vídeo se espalhou pelas redes sociais.
Confira:
Tremor provocou destruição e alerta de tsunami
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a uma profundidade de 55 quilômetros e teve epicentro a cerca de 105 quilômetros a sudoeste de General Santos City, um importante centro comercial da região. O abalo causou danos em edifícios, residências e escolas, além de provocar deslizamentos de terra e a queda de estruturas em diferentes localidades.
As autoridades filipinas emitiram um alerta de tsunami para Mindanao logo após o terremoto. O aviso foi posteriormente cancelado após o monitoramento indicar que as oscilações do nível do mar não representavam mais risco significativo para as áreas costeiras. Antes disso, havia preocupação com a possibilidade de ondas de até três metros atingirem o litoral.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., pediu que a população das áreas vulneráveis deixasse imediatamente as regiões costeiras. “Não esperem. Sua vida é mais importante do que qualquer coisa deixada para trás”, afirmou.
As operações de busca e resgate continuam nas áreas mais afetadas. Segundo autoridades locais, diversos prédios e casas desabaram, enquanto equipes de emergência seguem procurando desaparecidos. Até o fim da manhã, o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia havia registrado cerca de 138 réplicas, algumas com magnitude de até 6,7, aumentando o temor entre moradores da região.
As imagens do resgate de um pastor alemão que ficou à deriva em um caiaque inflável no mar viralizaram nas redes sociais nesta segunda-feira (8). O vídeo foi publicado pela empresa Serenity Farne Island Boat Tours e mostra o momento em que Bruce é encontrado após ser arrastado pela correnteza na costa de Bamburgh, em Northumberland, no nordeste da Inglaterra.
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Segundo relatos divulgados pela companhia, o cão estava em um caiaque com seu tutor, Arran McArthur, durante um passeio na praia quando uma onda repentina arrancou a embarcação de suas mãos. McArthur ainda tentou nadar atrás do animal, mas ventos fortes empurraram o caiaque cada vez mais para longe da costa.
Após retornar à praia para acionar a guarda costeira, uma operação de buscas foi iniciada com o apoio da Royal National Lifeboat Institution (RNLI). O pedido de socorro também foi ouvido pelo capitão Jimmy Reid, da Serenity Farne Island Boat Tours, que decidiu participar das buscas ao lado do tripulante Aaron Fordy.
Encontro em alto-mar
Reid contou que a equipe optou por procurar mais distante da costa, acreditando que a correnteza poderia ter levado o caiaque para uma área mais afastada.
“O barco salva-vidas e outra embarcação estavam procurando mais perto da costa, então resolvi olhar mais para longe, onde imaginei que ele pudesse ter sido levado pela correnteza”, afirmou no Facebook. “Depois de cerca de meia hora, vimos um caiaque azul e branco. Para ser sincero, achávamos que encontraríamos apenas o barco vazio”.
O cão estava em um caiaque com seu tutor, Arran McArthur, durante um passeio na praia quando uma onda repentina arrancou a embarcação de suas mãos
Redes sociais
Ao se aproximarem, os tripulantes perceberam que Bruce estava encolhido dentro da embarcação. Durante a tentativa de resgate, o cão assustado escapou da coleira e saltou no mar, mas Fordy conseguiu alcançá-lo e puxá-lo para bordo. Tremendo de frio, o animal foi envolvido em toalhas e recebeu água.
Bruce foi encontrado após percorrer quase cinco quilômetros mar adentro. Depois de concluir o passeio com turistas nas Ilhas Farne, a tripulação retornou ao porto e reuniu o cão ao tutor.
“Já trabalho no mar há dez anos e vi muitas coisas incomuns, mas nunca um cachorro sozinho em um barco”, disse Reid.
Um vídeo que circula nas redes sociais, nesta semana, registrou o momento em que um prédio de três andares desabou durante o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul das Filipinas e deixou mais de 30 mortos e cerca de 200 feridos. As imagens, gravadas em General Santos City, na ilha de Mindanao, mostram uma unidade da rede de restaurantes Jollibee balançando antes de ruir em meio a uma nuvem de poeira e destroços, enquanto pessoas correm e gritam do outro lado da rua para escapar.
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O tremor ocorreu às 7h37 no horário local, nesta segunda-feira (8), a cerca de 105 quilômetros a sudoeste de General Santos, um dos principais centros urbanos da região. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto teve profundidade de 55 quilômetros. Autoridades locais informaram que pelo menos sete mortes foram registradas na cidade, enquanto outras vítimas foram contabilizadas em diferentes áreas de Mindanao, atingidas por queda de escombros, deslizamentos de terra e danos estruturais.
Assista:
Loja de fast-food desaba com terremoto de magnitude 7,8 no sul das Filipinas
Cenas de pânico
Além do desabamento do restaurante, outro vídeo compartilhado mostra estudantes da Escola Primária Deped Mahayahay durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira quando o solo começa a tremer. As crianças aparecem agachadas, protegendo a cabeça, enquanto funcionários da escola tentam retirá-las de uma cobertura metálica que balançava perigosamente. Pouco depois, a estrutura cede, provocando correria entre os alunos. Em outro registro, as crianças são vistas abraçando umas às outras enquanto professores tentam acalmá-las.
O terremoto também levou à emissão de um alerta de tsunami para Mindanao. O aviso foi posteriormente cancelado após monitoramento das condições do mar. Em comunicado, a agência sismológica filipina informou que pequenas alterações no nível da água continuaram sendo observadas, mas sem potencial para causar danos significativos. Antes da suspensão do alerta, havia preocupação com a possibilidade de ondas de até três metros atingirem áreas costeiras.
Momento em que um prédio de três andares desabou durante o terremoto de magnitude 7,8
Redes sociais
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., pediu que moradores de regiões vulneráveis buscassem áreas mais altas. “Não esperem. Sua vida é mais importante do que qualquer coisa deixada para trás”, afirmou.
As operações de busca e resgate continuam nas áreas mais afetadas. Segundo o sargento Robert Dagon, da polícia de General Santos, diversos edifícios e residências desabaram. “Muitos prédios foram afetados, mas não posso enumerá-los agora porque estamos ocupados com os resgates em andamento. Vários prédios desabaram. Algumas casas também desabaram”, disse.
As autoridades temem que o número de vítimas aumente à medida que as comunicações sejam restabelecidas nas regiões atingidas. Pelo menos 12 pessoas seguem desaparecidas em General Santos, onde equipes de emergência investigam relatos de estudantes que poderiam ter ficado presos em uma escola de dois andares. Até o início das operações desta terça-feira, o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia havia registrado cerca de 138 réplicas do terremoto, algumas com magnitude de até 6,7.
Um turista chinês de 39 anos sobreviveu a sete dias à deriva no mar após cair de um penhasco durante uma trilha na ilha de Hainan, no sul da China. Identificado apenas pelo sobrenome Qin, o homem foi arrastado, em 27 de maio, por fortes correntes para o Estreito de Qiongzhou, que separa a ilha do continente chinês, e passou quase uma semana lutando contra a fome, a desidratação e a exaustão até ser resgatado por pescadores.
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Segundo relatos divulgados pela imprensa local, nesta semana, Qin caiu no mar durante a noite e tentou nadar de volta à costa, mas acabou sendo levado cada vez mais para longe. Sem telefone, colete salva-vidas ou qualquer tipo de suprimento, ele se agarrou a objetos flutuantes para permanecer vivo enquanto observava embarcações passarem sem conseguir chamar atenção.
— O mar não tem nada a ver com uma piscina. Eu não conseguia tocar o fundo e ondas enormes continuavam me empurrando para mais longe. Cada vez que eu avançava um metro, era arrastado três ou quatro metros para trás — relatou posteriormente.
Dias de sobrevivência no mar
Com o passar dos dias, Qin abandonou roupas, sapatos e até o relógio para reduzir o peso e se manter flutuando. Em busca de abrigo, chegou a subir em uma boia à deriva e também se agarrou a uma estrutura metálica de navegação, mas acabou sendo lançado de volta à água pelas ondas.
A partir do quarto dia, a fome se tornou um dos maiores desafios. O turista passou a capturar pequenos caranguejos encontrados em estruturas flutuantes e os consumiu crus. Mais tarde, estimou ter ingerido entre 70 e 80 crustáceos durante os seis dias e sete noites em que permaneceu no mar. Ele também revelou ter bebido água do mar e tentado utilizar a própria urina para sobreviver.
— O sol me queimava durante o dia, mas a água roubava o calor do meu corpo. Depois de dois ou três dias à deriva, o mar parecia tão frio quanto uma geladeira — disse.
Já debilitado, Qin passou a sofrer episódios de desidratação severa e alucinações. Em um dos momentos de delírio, sonhou que participava dos preparativos de um casamento em sua cidade natal.
— Mal conseguia respirar, mas só havia um pensamento na minha cabeça: eu não posso morrer — afirmou.
O resgate ocorreu na manhã do sétimo dia, quando os pescadores Zheng Shizhong e Fu Tingsan avistaram o que parecia ser um corpo flutuando a cerca de 10 quilômetros da costa. Ao se aproximarem, encontraram Qin quase inconsciente. Como ele não conseguia enxergar uma corda lançada na sua direção, os pescadores utilizaram uma vara para alcançá-lo.
— Meu coração disparou quando o vi. Mas a correnteza o arrastava rapidamente — contou Zheng.
Ao ser içado para a embarcação, Qin teria murmurado:
— Acho que vou morrer.
— Você está conosco agora. Você não vai morrer — respondeu o pescador.
Levado ao Hospital Popular do Condado de Chengmai, o turista recebeu tratamento para queimaduras solares graves, desidratação, infecções e danos causados pela exposição prolongada à água do mar. Segundo os médicos, ele perdeu mais de 10 quilos e apresentou complicações decorrentes da ingestão de alimentos crus, mas seu quadro se estabilizou após atendimento intensivo.
A esposa de Qin, que já havia sido informada de que as chances de sobrevivência após tantos dias no mar eram mínimas, recebeu a notícia do resgate com emoção. Após a recuperação, o turista afirmou que sua prioridade será agradecer aos pescadores que o encontraram. Um profissional de saúde que acompanhou o caso classificou a sobrevivência como um episódio raro e extraordinário diante das condições extremas enfrentadas pelo homem.
O mundo está mergulhado em um nível elevado de violência, com o maior número de conflitos entre Estados desde o fim da Segunda Guerra Mundial e uma explosão de ataques contra civis em 2025, de acordo com um estudo norueguês publicado nesta terça-feira.
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“Infelizmente, não há muito de positivo a se extrair de tudo isso”, disse Siri Aas Rustad, do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo (PRIO), ao apresentar o relatório anual da organização.
Em 2025, foram registrados 65 conflitos envolvendo pelo menos um Estado, um novo recorde desde 1946. O número de conflitos interestatais também dobrou em um ano, chegando a oito, o maior número em 80 anos.
Esses conflitos incluem a retomada das tensões fronteiriças entre Índia e Paquistão, entre Afeganistão e Paquistão e entre Camboja e Tailândia; a invasão russa da Ucrânia; a operação militar israelense na Síria; e diversos conflitos ligados a tensões regionais no Oriente Médio.
2025 foi o terceiro ano mais letal desde o fim da Guerra Fria, com cerca de 245 mil mortes ligadas a combates e violência política, das quais aproximadamente 76.500 são atribuídas a ataques contra civis. O aumento acentuado deste último número deve-se ao conflito entre o exército e paramilitares no Sudão, onde os massacres em Darfur deixaram cerca de 60 mil mortos.
“O que aconteceu nos últimos cinco ou seis anos é que vários grandes conflitos se desenvolveram simultaneamente, e parece que estão se alternando. O mundo não teve descanso”, afirmou Rustad.
O estudo baseia-se em dados compilados pelo Programa de Dados sobre Conflitos de Uppsala (UCDP), afiliado à Universidade de Uppsala. Ele distingue três tipos de violência organizada: conflitos que envolvem pelo menos um Estado, conflitos não estatais e violência unilateral contra civis. Ela citou Israel como “um dos países mais agressivos do mundo atualmente”, bem como conflitos geralmente ignorados, como os do Haiti (gangues criminosas) ou da Tanzânia (violência pós-eleitoral).
“É evidente que há muito mais tensão no mundo. Pode-se afirmar com segurança que os Estados Unidos têm grande parcela de culpa nisso. Eles não se contentam em atacar e intensificar a violência; há também as barreiras comerciais que impuseram” desde o retorno de Donald Trump ao poder, acrescentou a pesquisadora.
Os gastos globais com armas nucleares atingiram um recorde de quase US$ 119 bilhões (cerca de R$ 615 bilhões) em 2025, segundo um estudo que alerta para “uma nova corrida armamentista nuclear” que pode “durar décadas”. Os nove países com esse tipo de armamento aumentaram seus gastos com os arsenais em quase US$ 17 bilhões (R$ 88 bilhões), aponta um relatório da Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican).
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Em um momento de tensão geopolítica crescente, “uma nova corrida armamentista nuclear se aproxima, cujos próprios responsáveis se preparam para que dure décadas”, adverte o documento. Susi Snyder, diretora de programas da Ican e coautora do relatório, alertou que essa escalada, somada ao medo de que a inteligência artificial possa aumentar o risco do uso de armas nucleares, é profundamente alarmante. “Estou apavorada”, disse à AFP.
Em um estudo sobre o mesmo tema divulgado nesta segunda-feira, o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri) alerta que “o nível de perigos e riscos nucleares está aumentando”. Segundo a pesquisa, o número total de ogivas nucleares no mundo se manteve em queda nas últimas décadas, atingindo 12.187, mas o número de munições disponíveis para uso subiu para 9.745.
‘Desconexão da realidade’
O estudo revela que todos os Estados com armas nucleares — Reino Unido, China, França, Índia, Israel, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia e Estados Unidos — aumentaram seus gastos nucleares no ano passado. Os Estados Unidos gastaram mais do que todos os países juntos, com um investimento de US$ 69,2 bilhões (R$ 358 bilhões) em 2025, segundo o relatório. Em seguida, vieram China (US$ 13,5 bilhões / R$ 70 bilhões), Reino Unido (US$ 12,6 bilhões / R$ 65,14 bilhões) e Rússia (US$ 9,5 bilhões / R$ 49 bilhões).
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A Ican, ganhadora do Nobel da Paz em 2017, ressaltou que esses nove países gastaram US$ 470 bilhões (R$ 2,43 trilhões) com seus arsenais nos últimos anos, e previu que esse gasto siga aumentando.
A organização citou como exemplo as projeções de crescimento de gastos a longo prazo de Reino Unido, França e Estados Unidos, que revelam planos de investimento de bilhões de dólares no desenvolvimento e na manutenção desses sistemas de armas até o próximo século. Outros países também estão introduzindo novos sistemas de armas com longa vida útil.
O relatório aponta que se espera que os novos mísseis balísticos intercontinentais Sentinel previstos pelos Estados Unidos permaneçam operacionais para além de 2100, e que o aumento da produção de núcleos de plutônio naquele país indica que suas ogivas vão durar até 2120, o que vai exigir investimentos significativos.
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Projeta-se que os gastos dos Estados Unidos com armas nucleares apenas na década entre 2025 e 2034 se aproxime do trilhão de dólares, segundo o relatório. Os pesquisadores destacam que essas grandes somas são especialmente impressionantes em um momento no qual o sistema humanitário mundial enfrenta cortes drásticos de financiamento.
“O que esses países gastaram em 2025 poderia ter financiado 32 anos do orçamento operacional da ONU”, disse Susi.
O valor gasto em armas nucleares em apenas um dia no ano passado poderia ter proporcionado segurança alimentar para mais de 2 milhões de pessoas. Em vez de fornecer ajuda ou garantir serviços essenciais às suas populações, os Estados com armas nucleares investem em “um arsenal que eles mesmos sabem que não podem usar sem cometer um crime de guerra”, ressaltou a diretora.
“Parece haver uma desconexão total da realidade.”
As autoridades chilenas apreenderam mais de 100 toneladas de cocaína e cetamina escondidas em carregamentos de madeira destinados à Europa, uma apreensão recorde de drogas, informou o governo chileno nesta segunda-feira. A operação, na qual não houve prisões, ocorreu nos portos de San Antonio e Valparaíso, no centro do Chile, e no porto de Arica, no norte.
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“Esta é a maior apreensão da história do país”, afirmou a Alfândega chilena em comunicado.
Após seis meses de investigação, 45 contêineres provenientes da Bolívia foram detectados contendo madeira impregnada principalmente com cocaína e cetamina.
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Caso as drogas tivessem chegado ao seu destino, teriam que ser extraídas utilizando “processos químicos avançados que exigem laboratórios especializados”, acrescentou o comunicado. Segundo a instituição, as drogas apreendidas poderiam ter gerado lucros criminosos superiores a US$ 8,334 bilhões nos mercados europeus.
As autoridades informaram que ainda há mais contêineres a serem inspecionados, portanto, a quantidade total de drogas apreendidas pode ser maior.
Quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã no final de fevereiro, alguns opositores iranianos da República Islâmica esperavam que isso pusesse fim a décadas de regime teocrático que consideravam opressivo. Agora, após ataques devastadores e em meio a um cessar-fogo instável, essas esperanças foram frustradas. Sentimentos de desilusão e desespero tomaram o seu lugar, impulsionados por um número estimado de 1.700 civis mortos, destruição em larga escala e um colapso econômico que tornou o cotidiano uma luta. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando a Fifa anunciou, em abril, a lista de árbitros escalados para a Copa do Mundo 2026, o nome de Omar Artan foi especialmente celebrado: ele seria o primeiro somaliano a apitar no principal torneio de futebol do planeta. Mas na segunda-feira, o Ministério dos Esportes da Somália disse que Artan, mesmo com um visto válido, foi barrado na imigração dos EUA. A Fifa emitiu nota dizendo que “não se envolve nos processos de imigração dos países-sede, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento”. Esse não foi um caso isolado em uma Copa já marcada por polêmicas antes mesmo do primeiro toque na bola.
— Negar-lhe a entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de arbitrar partidas agendadas prejudica não apenas a sua pessoa, mas também mina o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito do jogo limpo — disse Clise Aden Abshir, conselheiro do Ministério dos Esportes somaliano, à AFP.
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Segundo Abshir, Artan retornou a Istambul, onde obteve o visto, após ter sido barrado. Ele faz parte do quadro da Fifa desde 2018, e no ano passado recebeu o prêmio de melhor árbitro do continente africano. O governo americano não apresentou razões para a decisão. No passado, não se tem registro de problemas semelhantes com outros países-sede.
Outra vítima do sistema migratório americano foi a seleção do Iraque. No fim de semana, um fotógrafo que viajava com a delegação foi barrado em Chicago — segundo o serviço de fronteiras (CBP), Talal Saleh “foi considerado inadmissível e teve sua entrada negada devido a informações confidenciais, de acordo com a legislação dos EUA”. No mesmo voo, o principal atacante da equipe, Aymen Hussein, foi retido por sete horas por agentes da imigração antes de ser liberado.
Na semana passada, o meia haitiano Woodensky Pierre foi recebido com festa no aeroporto internacional de Miami, depois de finalmente conseguir o visto para entrar nos EUA e se juntar a seus colegas em um centro de treinamento na Flórida. Na seleção, ele é o único atleta que atua no Haiti, e percorreu uma verdadeira corrida de obstáculos para obter o documento. De acordo com a federação do país, há outros membros da delegação que ainda não sabem quando ou se receberão os vistos.
Pierre Woodensky, do Haiti
Reprodução / Instagram / @woodensky06
O presidente dos EUA, Donald Trump, encara a Copa do Mundo como um elemento crucial de sua agenda de celebrações dos 250 anos da independência do país, que incluem obras na capital, Washington, e um evento de MMA nos jardins da Casa Branca. E ao mesmo tempo em que promete realizar o maior Mundial de todos os tempos, suas pegadas políticas se confundem com um evento que faz de tudo para ao menos parecer apolítico.
— Vejo a Copa do Mundo de 2026 na interseção de duas realidades muito marcantes — disse Ashleigh Huffman, que foi chefe de diplomacia esportiva do Departamento de Estado, em entrevista à Associated Press..— Tudo o que está acontecendo tem o poder de nos unir, mas também está forçando conversas sobre acessibilidade, direitos humanos, imigração e quem será incluído nesta celebração.
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Agentes da polícia migratória americana, o ICE, participarão da segurança do evento, e muitos temem uma onda de prisões de estrangeiros nos estádios, uma hipótese que não foi descartada pelo Departamento de Segurança Interna. As restrições à emissão de vistos afetam, em graus diferentes, sete países classificados para a Copa — dois deles, Irã e Haiti, estão em uma lista de nações cujos cidadãos têm a entrada nos EUA praticamente proibida.
— Os Estados Unidos estão bem preparados para receber viajantes legítimos de todo o mundo para a maior e melhor Copa do Mundo da FIFA da História — disse um representante do Departamento de Estado ao site The Athletic. — Ao mesmo tempo, o governo não hesitará em defender a lei americana e os mais altos padrões de segurança nacional e pública na condução do nosso processo de vistos.
Nenhum caso é tão extremo como o do Irã. Em fevereiro, Trump lançou, ao lado de Israel, um conflito de grande porte contra o país, que transformou o Oriente Médio e provocou efeitos em escala global.
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AFP
Quando as bombas começaram a cair sobre Teerã, o “Team Melli” já estava classificado, e autoridades chegaram a anunciar que a equipe não viajaria à América do Norte, alegando razões de segurança. Em março, no auge da guerra, o presidente americano disse que a seleção iraniana era bem vinda nos EUA, mas que não acreditava “ser apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança e integridade física dos participantes”.
“Os EUA estão privando a seleção nacional do Irã do seu direito de participar da Copa do Mundo em condições normais e sem pressão e estresse desnecessários”, escreveu em comunicado a Embaixada do Irã em Ancara. “Esta é a pior forma possível de interferência política no esporte.”
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De acordo com o Departamento de Estado, os vistos para os jogadores já foram emitidos, mas as regras impostas são, no mínimo, peculiares. A delegação ficará baseada em Tijuana, no México, e viajará para os EUA na véspera (primeiro jogo) e na antevéspera (segundo e terceiro jogos). Todos precisarão sair do país no mesmo dia das partidas, e não está claro se serão submetidos ao mesmo tratamento dispensado aos iraquianos.
— Não sabemos até onde o obstrucionismo dos americanos vai continuar —disse Mehdi Taj, presidente da federação iraniana, à agência semiestatal Isna. —O que os Estados Unidos estão fazendo reflete malícia e falta de igualdade entre as equipes.
Se a chegada aos EUA foi uma corrida de obstáculos para os protagonistas da Copa, para muitos torcedores e profissionais ligados ao esporte, a única opção viável é a televisão. Além das restrições a certos passaportes, o elevado índice de rejeição de vistos, os preços elevados dos ingressos e o temor de ser barrado na fronteira reduziram o interesse externo em acompanhar os jogos in loco.
Na semana passada, a Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) escreveu uma carta à Fifa reclamando da rejeição de vistos para jornalistas do Irã e de países da África. Em resposta, a federação disse que a entrada nos países-sede é “em última análise, uma questão consular e de imigração”.
— O sistema de vistos é o guardião invisível da Copa do Mundo — diz Celine Atallah, advogada especializada em questões migratórias, em entrevista à rede BBC. — A Fifa pode vender um ingresso, mas o governo dos EUA decide quem recebe o visto, e a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) decide quem de fato entra.

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