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Alejandrina Guasorna só descobriu já adulta que ao nascer tinha sido submetida a uma mutilação genital, prática pouco conhecida na Colômbia que persiste em algumas comunidades indígenas e que provocou a morte de muitas bebês por hemorragia ou infecções.
Negligência investigada: Mulher é presa no Reino Unido após menina autista de 7 anos morrer afogada em lago
Mistério desvendado: Após mais de 60 anos, exame de DNA confirma identidade de família desaparecida em 1958 nos EUA; entenda
Nas montanhas cafeeiras do departamento de Risaralda (oeste), território ancestral dos povos Embera Chamí e Katío, a ablação do clitóris afeta centenas de meninas.
Embora a origem do costume não seja conhecida com certeza, acredita-se que esteja ligado a crenças enraizadas na África e transmitidas para algumas comunidades indígenas durante o colonialismo.
Em quartos fechados, as parteiras usam uma navalha ou um prego em água fervente. Assim, realizam a mutilação genital em recém-nascidas, contam à AFP mulheres do território indígena Embera Chamí de Pueblo Rico, território sob jurisdição indígena.
Guasorna soube que havia sido vítima da mutilação quando começou a ouvir rumores. Falar sobre o assunto é um tabu, embora tenha crescido rodeada de mulheres ligadas a esta prática.
“Traziam meninas mortas a todo momento”. Pensávamos “que era normal”, conta esta agricultora de 74 anos que atuava como parteira, principalmente para mulheres de sua família, mas que não realizava mutilações genitais.
Para erradicar a prática, algumas líderes Embera e parlamentares apresentaram pela primeira vez um projeto de lei que está sendo discutido atualmente no Congresso.
Seu objetivo é proibir a mutilação, embora sem penas de prisão para as parteiras, que são consideradas vítimas da “falta de informação”.
Indígenas colombianos fazem mutilação nas meninas recém nascidas
Diana Sanchez / AFP
A iniciativa contempla especialmente planos de prevenção. Não enfrenta oposição, mas corre contra o relógio: precisa passar por seu último debate no Senado antes de 20 de junho, quando termina o período legislativo.
Apenas entre 2020 e 2025 foram realizadas 204 mutilações genitais na Colômbia, único país da América Latina onde são praticadas, segundo a ONG Equality Now. Oficialmente, não existem dados consolidados.
Enterradas sem registro
Nas comunidades onde são realizadas, ainda se acredita que as meninas sem mutilação serão “fáceis” com os homens ou que o clitóris crescerá até se transformar em um pênis, explicam as Embera.
Sem este órgão, cuja função é o prazer, as relações sexuais são, às vezes, associadas ao sofrimento.
Etelbina Queragama tem o rosto adornado com desenhos tradicionais. Esta dona de casa de 63 anos conta que “nunca sentiu nada” durante as relações sexuais, apenas dores. Um de seus sete filhos traduz suas palavras do embera para o espanhol.
A remoção total ou parcial do clitóris provoca graves danos à saúde, pode causar a morte e viola os direitos fundamentais das meninas, segundo a OMS.
A distância das comunidades e o sigilo que envolve a mutilação genital dificultam a contagem dos casos na Colômbia.
“Há uma subnotificação incrível”, explica Sarita Patiño, médica de um dos hospitais que recebe mais casos de ablação, em Pueblo Rico. Este ano, o total já chega a seis.
Ela atendeu a última em fevereiro: uma bebê de seis meses que chegou com febre.
“A menina tinha uma mutilação no clitóris, parecia pequena, como se fosse uma queimadura”, relata.
Francia Giraldo, líder Embera, diz que muitas meninas morrem sem sequer chegar ao hospital, sem registro de nascimento, nem de óbito.
Elas “sangram até morrer” e “algumas (mães) não as levam ao hospital, as enterram”, disse.
Indígenas colombianos fazem mutilação nas meninas recém nascidas
Diana Sanchez / AFP
Giraldo foi a primeira mulher governadora de sua comunidade e é um dos rostos mais visíveis do projeto de lei.
Seu desejo é que “mulheres que defendem os direitos das mulheres” cheguem aos territórios mais remotos para sensibilizar contra a mutilação.
Silêncio sobre o assunto
Ao abordar o tema, muitas desviam o olhar ou se calam, visivelmente desconfortáveis.
Sob a jurisdição indígena, a mutilação é punida com o cepo (um instrumento de tortura física), mas os casos são mantidos em sigilo.
Para Carolina Giraldo, congressista criadora do projeto de lei e historiadora, a teoria mais sólida sustenta que a prática veio da África, onde, segundo a ONU, ocorre em 33 países.
O órgão calculou, em 2024, que haviam 230 milhões de mulheres submetidas à mutilação.
Estas características culturais “ficaram aqui primeiro na população afro, mas depois também foram transmitidas à população indígena”, afirma.
Francia Giraldo alega que as parteiras apenas seguem um costume e defende um plano estatal de formação pedagógica nas comunidades indígenas.
“Me dói muito quando somos rotuladas como assassinas, como ignorantes”, afirma.
Horas após o início de um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que Israel não voltará a atacar o território libanês por ordem de Washington, em um tom imperativo poucas vezes usado para se dirigir em público ao principal aliado na região e sócio na guerra contra o Irã. A declaração de Trump ocorre enquanto milhares de pessoas deslocadas pelo conflito retornam para o sul do Líbano, contrariando as recomendações das Forças Armadas israelenses e libanesas e do movimento Hezbollah, que mantêm desconfianças mútuas sobre um acordo definitivo.
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Trégua em vigor: Cessar-fogo no Líbano promete alívio aos civis e espaço para diplomacia, mas caminho para a paz ainda é longo
“Israel não vai mais bombardear o Líbano. Eles estão PROIBIDOS pelos EUA de fazer isso. Já basta é já basta!!!”, escreveu o presidente americano em uma publicação na rede social Truth Social, um dia após anunciar o cessar-fogo pelo mesmo canal.
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A interrupção dos combates no Líbano repercutiu de forma divergente nos EUA e em Israel, mostrando uma inconsistência na unidade entre os aliados. Enquanto Trump comemorou publicamente o acordo, afirmando que seria a 10ª guerra que solucionaria, as declarações partindo do governo israelense não acompanharam o tom otimista sobre uma paz duradoura — com autoridades precisando explicar o porquê de parar uma operação militar vista pela maioria dos eleitores israelenses, segundo pesquisas, como necessária para manter a segurança no norte do país, alvo prioritário de ataques do Hezbollah.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta daria uma chance para avançar com uma “solução diplomática e militar” com o governo libanês a pedido de Trump, com a ressalva de que a ameaça às comunidades no norte do país não foi eliminada e que ” trabalho não terminou”. Em uma declaração em separado, antes da declaração de Trump, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a desmilitarização do sul do Líbano teria que ser feito “por via diplomática ou pela retomada das atividades militares”, e indicou que as forças do país, que seguem em território libanês, continuarão a demolir estruturas ligadas ao Hezbollah. As declarações não calaram as críticas.
Blindados de Israel trafegam por vila destruída após bombardeios israelenses no Sul do Líbano
Jack Guez/AFP
Avichai Stern, prefeito de Kiryat Shmona, cidade no extremo norte de Israel, anunciou que as escolas e os serviços municipais ficartão fechados no domingo — dia útil no Estado judeu — em protesto contra o acordo de cessar-fogo com o Líbano. O prefeito é uma das vozes que exige o desmantelamento do Hezbollah como organização militar e civil, o estabelecimento de linhas defensivas eficazes ao longo da fronteira libanesa e a proteção integral para moradores e instituições públicas.
Embora o acordo tenha destravado outra frente de guerra no Oriente Médio — o Irã concordou com a reabertura total do Estreito de Ormuz após o cessar-fogo ser alcançado no Líbano, abrindo caminho para uma possível solução duradoura para a guerra com os EUA —, o impacto interno para o governo Netanyahu, ao menos de forma imediata, foi negativo. Críticos e mesmo aliados à direita, aproveitaram o momento para acusar a aparente incapacidade do premier de resistir à pressão de Trump, que já tinha forçado a pausa dos ataques ao Irã.
— Um cessar-fogo deve vir de uma posição de força e ser uma decisão israelense, refletindo uma vantagem que sirva às negociações — disse Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior cujo novo partido de oposição centrista, Yashar, está ganhando nas pesquisas. — Tem surgido um padrão no qual tréguas estão sendo impostas a nós: em Gaza, no Irã e agora no Líbano.
Volta para casa
Mesmo sem um acordo definitivo, milhares de famílias libanesas contrariam recomendações feitas por autoridades do país e de Israel e começaram a retornar a suas cidades a sul do rio Litani e em bairros de Beirute considerados redutos do Hezbollah. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito — com estimativas menos conservadoras falando em mais de 2 milhões de afetados.
Um fluxo de pessoas tomou a principal rodovia rumo ao sul do Líbano na sexta-feira, após a entrada em vigor do cessar-fogo. Motoristas esperaram durante horas em engarrafamentos que se formaram na ponte Qasmiyeh, única que ainda permite atravessar o rio Litani. Escavadeiras trabalharam para reabrir estrutura, bombardeada por Israel horas antes do início da trégua. Assim que a passagem foi liberada, motocicletas e depois carros começaram a atravessar em fila, com alguns buzinando em comemoração e acenando bandeiras amarelas do Hezbollah.
Milhares de deslocados retornam ao sul do Líbano horas após início de trégua
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— Saímos uma hora antes de o cessar-fogo entrar em vigor para podermos chegar à ponte assim que ela abrisse, permitindo que retornássemos à nossa cidade — disse Amani Atrash, de 37 anos, que fugiu para o norte no início da guerra e aguardava em uma fila que se estendia por quilômetros a nordeste de Tiro. — A espera é muito difícil porque queremos chegar lá o mais rápido possível.
A rodovia que liga as cidades de Sidon e Tiro, no sul, estava congestionada por quilômetros por volta das 09h (03h em Brasília), com dezenas de milhares de carros seguindo para o sul, muitos carregados com colchões, utensílios de cozinha e cobertores. Muitas das pessoas deslocadas não tinham ideia do que havia acontecido com suas casas ao longo das últimas seis semanas de guerra.
— Quando fugimos, levamos 16 horas na estrada, e hoje é a mesma coisa — disse Ghufran Hamzeh, que aguardava na ponte de Qasmiyeh com seu filho, após viajar de Beirute, em entrevista à AFP. — Mas isso não importa. O importante é que estamos voltando para nossa aldeia e nossa terra. Não sei se minha casa foi destruída ou não. Se foi destruída, isso não muda nada: vou montar uma tenda na frente dela e ficar lá.
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Incertezas
As comemorações pelo cessar-fogo e o retorno apressado para casa ocorrem sob desconfiança no cessar-fogo. Muitos dos que voltavam para o sul demonstravam cautela e sinais de esgotamento com as idas e vindas da guerra, que começou em 2023, foi interrompida em 2024 e retomada em março deste ano.
Ayman Sojod, de 55 anos, que morava nos subúrbios do sul de Beirute antes de fugir para a cidade portuária de Biblos, ao norte da capital libanesa, onde aluga uma casa desde os ataques israelenses contra o Líbano em 2024, voltou aos arredores da cidade para avaliar a situação nesta sexta. Ele disse que planejava levar a família em dois ou três dias.
Meninos acenam com bandeiras do Líbano e do Hezbollah enquanto passam por prédio danificado em meio a retorno de deslocados no sul de Beirute
Fadel Itani/AFP
— Continuarei pagando o aluguel porque não se pode confiar no inimigo — disse Sojod sobre a casa em Biblos. — Ainda estamos preocupados que algo possa acontecer, então esses 10 dias não serão fáceis.
A perspectiva de retorno do conflito foi apontada por Israa Jaber, de 54 anos, como uma possibilidade “devastadora”. Ela deixou sua casa na cidade de Srifa durante os bombardeios no mês passado às pressas. Sua filha, Lamis, de 9 anos, ainda sente falta do ursinho de pelúcia e do estojo de maquiagem que teve de deixar para trás.
— Se tivermos que partir novamente, eu não posso descrever o quão frustrante seria. Seria devastador — afirmou Israa (Com NYT e AFP)
França e Alemanha divergem sobre o papel da Europa na segurança do Estreito de Ormuz, enquanto mais de uma dezena de países manifestaram nesta sexta-feira disposição para lançar uma missão multinacional na região. A iniciativa avança em meio a um cessar-fogo ainda instável no Oriente Médio, com divergências sobre a participação dos Estados Unidos e após o Irã anunciar a reabertura da rota sob condição de manutenção da trégua.
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Reunidos em Paris, o presidente Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz e a premiê italiana Giorgia Meloni defenderam a “reabertura total, imediata e incondicional” da via marítima, essencial para o comércio global de petróleo. Cerca de 50 países participaram das discussões, presencialmente ou por videoconferência, incluindo nações europeias, asiáticas, do Oriente Médio e da América Latina.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (4ª à esquerda), o primeiro-ministro britânico Keir Starmer (ao centro), o presidente francês Emmanuel Macron (ao centro) e o chanceler alemão Friedrich Merz (6º à direita) participam de uma cúpula internacional sobre os esforços para reabrir o Estreito de Ormuz no Palácio do Eliseu, em Paris
Michel Euler / AFP
A iniciativa, articulada por Paris e Londres, prevê garantir a liberdade de navegação e apoiar operações de desminagem na região, após o Irã anunciar que o estreito voltou a ser navegável durante a trégua. Ainda não está claro, no entanto, se o anúncio se refere ao cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã — previsto para durar até 22 de abril — ou à trégua de 10 dias entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
Missão avança, mas impasse político persiste
Apesar do consenso sobre a necessidade de atuação, o papel de Washington segue sendo o principal ponto de divergência. Enquanto a Alemanha defende a inclusão dos EUA, a França insiste que apenas países “não beligerantes” integrem a missão.
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Os Estados Unidos, assim como Irã e Israel, não foram convidados para o encontro por serem partes diretamente envolvidas no conflito. Ainda assim, Macron afirmou que uma eventual operação contará com “coordenação” com Washington e Tel Aviv, além de diálogo com armadores e seguradoras. O presidente francês também tem mantido contato com autoridades americanas e levou essa posição ao governo iraniano.
As divergências refletem ainda críticas anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, aos europeus, que ele acusou de não ajudar Washington no confronto com o Irã. O republicano também já propôs a cobrança de pedágios para navios no estreito, medida rejeitada pela França.
Trump celebrou o anúncio iraniano em publicação na Truth Social, mas indicou que manterá o bloqueio aos portos do país e rejeitou o apoio da Otan para garantir a segurança na região. “Agora que a situação no Estreito de Ormuz foi resolvida, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de ajuda. Eu disse que ficassem de fora, a menos que queiram apenas carregar seus navios de petróleo”, afirmou.
A proposta europeia foi descrita por Londres como “estritamente de natureza defensiva” e deve ser implementada “assim que as condições permitirem”, segundo comunicado do governo britânico. Mais de dez países já se ofereceram para “contribuir” com a missão, que será liderada por França e Reino Unido assim que houver condições no terreno.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz divulgaram uma declaração conjunta após uma cúpula internacional sobre os esforços para reabrir o Estreito de Ormuz no Palácio do Eliseu, em Paris
AFP
A Itália também indicou que está pronta para participar, mas ressaltou que a operação depende de “um cessar das hostilidades, em coordenação com todos os atores regionais e internacionais”.
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Merz, por sua vez, afirmou a jornalistas em Berlim que qualquer participação alemã dependerá de um mandato internacional, preferencialmente da ONU, além de aprovação do governo e do Parlamento. — Ainda estamos longe de um cenário assim — disse. Antes da reunião, ele também reconheceu divergências entre os países sobre o papel dos EUA e afirmou que o tema ainda será discutido.
Segurança energética e riscos globais
O bloqueio do estreito — imposto após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel — gerou preocupação entre europeus, diante do risco de alta nos preços de energia, inflação, escassez de alimentos e impactos no transporte aéreo.
A reabertura anunciada por Teerã ajudou a aliviar os mercados de petróleo, mas permanece condicionada à manutenção do cessar-fogo. Segundo Trump, o Irã já iniciou a remoção de minas no estreito “com a ajuda dos Estados Unidos”.
A França já deslocou meios militares para a região, incluindo fragatas, um porta-aviões, aeronaves e sistemas de defesa aérea. A Alemanha avalia contribuir com embarcações de desminagem ou reconhecimento, mas dificilmente enviará fragatas, devido a compromissos com a Otan em outras regiões.
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O Palácio do Eliseu definiu como prioridades da missão a desminagem do estreito, a garantia de que não haja cobrança de pedágios para a passagem de navios e a proteção das regras internacionais de liberdade de navegação.
Uma nova reunião para tratar do planejamento militar está prevista para a próxima semana, em Londres, quando devem ser apresentados mais detalhes sobre a composição da missão. O formato da iniciativa lembra a chamada “coalizão dos dispostos”, utilizada para coordenar ações militares em outros conflitos recentes.
Em meio às negociações com o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz estava “completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”, um mês e meio depois de ter sido bloqueado por Teerã. Como de hábito, suas declarações não refletem o cenário real: a passagem, por onde transitam 20% das exportações globais de petróleo, ainda tem restrições, conta com áreas vetadas à navegação, e as empresas de transporte naval seguem incertas quanto a enviar seus navios para a área.
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O primeiro choque de realidade, ou ajuste de expectativas, veio do chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Na rede social X (proibida no Irã), ele declarou que o tráfego de navios estará aberto durante o período do cessar-fogo firmado com os americanos (que expira na quarta-feira que vem), mas que a navegação deve ocorrer “na rota coordenada, conforme já anunciado pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã.”
— Do ponto de vista do transporte marítimo, é certamente promissor [o anúncio sobre Ormuz], mas não oferece, de imediato, clareza suficiente para que alguém tome decisões definitivas — disse Richard Meade, editor-chefe da Lloyd’s List, jornal britânico especializado no setor naval, ao Wall Street Journal.
Recentemente, ao liberar a passagem de embarcações por Ormuz, mediante autorização da Guarda Revolucionária e potencial pagamento de um pedágio de até US$ 2 milhões, os iranianos estabeleceram uma rota que passava ao largo da Ilha Larak, próxima à costa, e que lhes dá poder sobre quem por ali transita. Antes da guerra ordenada por Trump, respondida com o fechamento do estreito por Teerã, os navios que entravam ou saíam do Golfo Pérsico usavam duas rotas em águas territoriais de Omã e Irã.
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Em comunicado, a Guarda Revolucionária disse que apenas embarcações civis terão a passagem liberada, mediante autorização militar prévia, e excluindo o trânsito de embarcações militares, termos similares aos que estavam em vigor nos últimos dias. Não há detalhes sobre a cobrança do pedágio, mas segundo um membro da equipe de negociadores, ouvido pela agência Isna, haverá algum tipo de cobrança. Mais cedo, um artigo na agência Tasnim, ligada à Guarda, criticou a maneira como a forma como Araghchi anunciou a reabertura, acusando-o de gerar “diversas ambiguidades sobre as condições de passagem, os detalhes e os mecanismos envolvidos”
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Ao mesmo tempo em que declarou Ormuz aberto, Trump reiterou que um bloqueio a navios iranianos, ou que tenham o país como origem ou destino, segue em vigor. O Comando Central dos EUA declarou que 19 navios receberam a ordem de retornar aos portos iranianos, e 10 tiveram as jornadas rumo ao Irã interrompidas desde a segunda-feira.
De acordo com o funcionário do governo ouvido pela Tasnim, a manutenção do bloqueio pode ser considerada uma quebra do acordo de cessar-fogo, sob ameaça de nova interrupção do tráfego em Ormuz. As mesmas informações foram dadas por uma fonte do Conselho de Segurança Nacional à agência Fars. Mais cedo, Trump havia dito no Truth Social que o Irã “concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz”.
Mesmo sem a ameaça dos mísseis e drones, especialistas apontam para o risco das minas navais. Segundo o governo americano, o Irã as instalou de maneira errática, muitas vezes sem marcar suas posições, e hoje não sabe exatamente onde estão — aos navegadores, a Guarda Revolucionária cita áreas próximas à costa de Omã como “potencialmente perigosas”, sugerindo a presença dos armamentos. Trump declarou que estava removendo, ao lado de Teerã, os explosivos, mas os militares dos dois países não têm meios para retirá-los e desativá-los em um curto intervalo de tempo, como deseja o republicano.
“O status da ameaça representada pelas minas no EST (Esquema de Separação de Tráfego, modelo usado em rotas navais congestionadas, como Ormuz) não foi totalmente compreendido. Considere evitar essa área”, diz um alerta enviado aos navegadores pela Agência de Cooperação e Orientação Naval para Navegação da Marinha dos EUA, obtido pela agência Reuters.
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Desde março, o tráfego no estreito, por onde passam cerca de 100 navios diariamente em tempos de paz, caiu mais de 90%, e poucos foram convencidos, neste primeiro momento, pelas garantias de segurança vindas de Washington e Teerã.
“A segurança de nossa tripulação, embarcações e da carga de nossos clientes continua sendo nossa prioridade. Desde o início do conflito, temos seguido as orientações de nossos parceiros de segurança na região, e a recomendação até o momento tem sido evitar a travessia do Estreito de Ormuz”, afirmou a Maersk em comunicado à rede CNN.
Segundo estimativas, há cerca de dois mil navios, com 20 mil tripulantes e 21 bilhões de litros de petróleo nos arredores de Ormuz. Mesmo se o tráfego fosse retomado sem restrições, levaria meses para normalizar todo o sistema.
“Estamos começando a avaliar a nova situação e os riscos envolvidos”, disse um porta-voz da gigante alemã Hapag-Lloyd,em um comunicado à Reuters. “Por enquanto, portanto, ainda estamos evitando atravessar o estreito.”
Companhias de seguros, que chegaram a suspender apólices em vigor e rejeitar novos pedidos, tampouco parecem apressadas para aceitar novos contratos ou reduzir os valores cobrados.
— O anúncio incentivou brevemente as seguradoras a retornarem ao mercado, particularmente para cotações de seguros contra riscos de guerra para embarcações que transitam por áreas de alto risco, como o Estreito de Ormuz — disse, em entrevista ao portal Argus Media, George Grishin, presidente da corretora Oakeshott Insurance Group. — O que realmente está acontecendo é que as seguradoras estão reavaliando o risco em tempo real e, em alguns casos, simplesmente não podem aceitá-lo.
Uma passageira da Carnival Cruise Line deve receber indenização de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) após um júri federal em Miami, nos Estados Unidos, concluir que a empresa foi negligente ao servir bebida alcoólica em excesso antes de uma queda que deixou a cliente ferida.
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Segundo a ação judicial, Diana Sanders, de 45 anos, enfermeira da Califórnia, consumiu ao menos 14 doses de tequila entre 14h58 e 23h37 durante viagem realizada em janeiro de 2024 a bordo do navio Carnival Radiance. Pouco depois, entre 23h45 e 0h20, ela sofreu uma queda em uma área restrita da embarcação. De acordo com documentos apresentados no processo, a passageira teve concussão, dores de cabeça persistentes, possível lesão cerebral traumática, problemas nas costas e outros ferimentos.
O júri atribuiu 60% da responsabilidade à Carnival e 40% à própria passageira. Ainda assim, fixou a indenização em US$ 300 mil, valor superior aos US$ 250 mil inicialmente pedidos pela autora da ação, segundo o jornal The Washington Times.
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A defesa da empresa argumentou que não havia provas suficientes de sinais visíveis de embriaguez e contestou a decisão. Em nota, a Carnival informou que discorda do veredito e pretende pedir novo julgamento ou recorrer.
Durante o julgamento, também foi mencionado que haveria cerca de 30 minutos de imagens de segurança ausentes no período entre a saída de Sanders de um bar do cassino e o momento em que ela foi encontrada desacordada.
Uma mulher de aproximadamente 30 anos foi presa nesta sexta no Reino Unido sob suspeita de homicídio culposo por negligência grave e negligência infantil após a morte de Nyla May Bradshaw, menina autista de 7 anos encontrada em um lago na cidade de Doncaster, no norte da Inglaterra. A criança, que era não verbal, desapareceu enquanto estava sob os cuidados de uma cuidadora.
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Segundo a polícia de South Yorkshire, a suspeita foi liberada sob fiança enquanto as investigações continuam. Inicialmente, as autoridades haviam tratado o caso como morte sem circunstâncias suspeitas, mas disseram que aprofundaram a apuração sobre os eventos que antecederam o incidente.
A oficial de justiça Jane McDonnell disse que Nyla havia sido levada pela babá a um parque na região de Owston, em Doncaster, no dia 30 de março. Durante o passeio, ela passou por uma abertura em uma cerca e seguiu em direção a uma área de mata próxima. Após o desaparecimento, a cuidadora acionou a polícia e a família da menina.
Horas depois, a criança foi encontrada inconsciente, de bruços, em um lago no campo de golfe Owston Hall. Ela chegou a ser levada ao Doncaster Royal Infirmary, mas morreu no hospital.
Uma audiência completa sobre o caso foi marcada para 8 de dezembro. Em homenagens publicadas nas redes sociais, familiares descreveram Nyla como uma criança alegre e carinhosa, que levava felicidade às pessoas ao redor.
Uma francesa de 85 anos, detida no início de abril pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos), retornou à França nesta sexta-feira, anunciou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot. A idosa decidiu se mudar para os Estados Unidos em 2025 para se casar com um ex-coronel da Força Aérea americana e veterano da guerra do Vietnã, que faleceu de maneira inesperada em janeiro. Para além da questão migratória, uma disputa por herança está por trás da denúncia, de acordo com uma juíza de sucessões do Alabama.
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Quando foi detida, tendo os pés e as mãos algemados, segundo relatos de vizinhos, a mulher aguardava a oficialização de seu documento de residência permanente. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos explicou à AFP na terça-feira que a mulher entrou no país em junho de 2025 com um visto de turista que lhe permitia permanecer 90 dias no território, onde continuava “sete meses depois”.
— Houve atos de violência que suscitaram nossa preocupação. Mas o essencial é que ela tenha retornado à França — ressaltou Barrot, sem explicar ao que se referia.
A disputa por herança
Há alguns anos, Ross-Mahé retomou o contato com Bill Ross, que conheceu quando era uma jovem secretária e ele estava na França pelo Exército dos Estados Unidos. Mas a história de amor que atravessou continentes teve outro desfecho em janeiro, após a morte de Ross, desencadeando uma disputa acirrada por herança entre seus dois filhos e Ross-Mahé.
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A juíza de sucessões do condado de Calhoun, Shirley A. Millwood, republicana eleita em 2024, afirmou em decisão na sexta-feira que o governo federal deve investigar o caso, “especialmente à luz dos acontecimentos nacionais em curso envolvendo a desconfiança em relação aos agentes federais de segurança e das diversas investigações sobre corrupção dentro do governo”.
Na decisão, a juíza nomeou um administrador independente para o espólio de Ross e determinou temporariamente que os filhos devolvessem as chaves da casa do pai. A juíza escreveu que acredita que o filho mais novo, Tony Ross — ex-policial estadual do Alabama que hoje trabalha em um tribunal federal em Anniston — usou sua posição como funcionário público para provocar a prisão de Ross-Mahé.
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O filho afirmou em tribunal que não pediu aos colegas que a prendessem. No entanto, segundo a juíza, agentes o avisaram um dia antes de que ela seria detida, e ele recebeu uma mensagem confirmando a prisão menos de uma hora depois. Duas horas após a detenção, o outro filho, Gary, foi até a casa do pai e trocou as fechaduras.
Antes de ser presa, Ross-Mahé afirmou em um documento judicial que tentava obter cidadania americana. O Departamento de Segurança Interna informou apenas que ela havia permanecido cerca de quatro meses além do prazo de um visto de 90 dias e foi presa por agentes de imigração.
História de amor com final triste
Segundo um dos filhos de Ross-Mahé, ela conheceu Ross no fim dos anos 1950, quando trabalhava em uma base militar no oeste da França. Ele depois se casou com uma amiga dela e voltou aos Estados Unidos, onde construiu sua vida no Alabama. Ross-Mahé também se casou e teve três filhos.
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Ela, depois de décadas, já viúva, deixou sua vida na França, incluindo a aposentadoria, para viver em Anniston, uma cidade de cerca de 21 mil habitantes. O casal se casou no civil em abril de 2025 e realizou uma cerimônia religiosa no verão, acompanhada online pelos filhos.
A casa onde Ross viveu por quase 50 anos se tornou o lar do casal. Mas, em 24 de janeiro, Ross morreu inesperadamente, aos 85 anos. A disputa pelos bens — incluindo a casa avaliada em cerca de US$ 173 mil (R$ 850 mil, na cotação atual), dois carros e uma conta bancária com cerca de US$ 1.500 (R$ 7,5 mil, na atual cotação) — começou logo depois.
Como não havia testamento, Ross-Mahé teria direito à metade da herança, enquanto os filhos dividiriam a outra metade, segundo a lei do Alabama.
Tony Ross, porém, afirmou que ela teria dito que não queria nada da herança, apenas recursos para voltar à França. Após a morte, os filhos ofereceram US$ 10 mil (R$ 49,7 mil, na cotação atual) para que ela abrisse mão de seus direitos.
Ross-Mahé e a juíza descreveram atitudes mais agressivas. No dia seguinte à morte, os filhos foram à casa e levaram os dois veículos do pai. Eles negaram ter retirado outros bens e acusaram Ross-Mahé de esconder ou se desfazer de itens. Também disseram que ela não queria alguns itens, como armas, e o cachorro de Ross, mas depois os acusou de tê-los levado injustamente.
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Ross-Mahé afirmou que o filho mais velho redirecionou todas as correspondências da casa, fazendo com que ela perdesse um compromisso com autoridades de imigração. Sem acesso à conta bancária do marido, disse não ter dinheiro para despesas básicas. Segundo seu filho, serviços como internet e energia foram cortados.
Em 30 de março, a juíza proibiu temporariamente a venda ou doação de bens do espólio. Dois dias depois, em 1º de abril, agentes de imigração foram até a casa e prenderam Ross-Mahé, que estava apenas de camisola, segundo relato de uma vizinha.
Segundo o filho, ela relatou que, enquanto estava detida, outros prisioneiros cuidaram dela, oferecendo cobertores e a apelidando de “Molly inafundável”, em referência a Margaret Brown, sobrevivente do Titanic.
(Com The New York Times e AFP)
Um monumento apelidado informalmente de “Arco de Trump” ganhou nome oficial nesta semana e segue avançando em meio a controvérsias nos Estados Unidos. A estrutura, agora chamada de “Arco Triunfal dos Estados Unidos”, foi anunciada pela Casa Branca como parte das celebrações dos 250 anos da independência americana.
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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, revelou o nome na quarta-feira (15), destacando o simbolismo do projeto. “Em homenagem a essa ocasião histórica, o presidente Trump e o Departamento do Interior apresentarão planos para o Arco Triunfal dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz a jornalistas.
O projeto, idealizado pelo presidente Donald Trump, também deu um passo importante na quinta-feira, ao receber aprovação preliminar de um painel formado por aliados do governo. A decisão foi tomada apesar de forte oposição pública e de grupos de preservação histórica.
Trump levanta molde arco do triunfo
Reprodução
Com cerca de 76 metros de altura, o monumento, se aprovado em definitivo, será mais alto que o Capitólio dos Estados Unidos e o Lincoln Memorial. O projeto prevê ainda uma estátua dourada semelhante à Estátua da Liberdade, com tocha e coroa, além de inscrições como “Uma Nação Sob Deus”, águias no topo e quatro leões dourados na base.
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Apesar do avanço, o projeto enfrenta resistência significativa. Durante o período de consulta pública conduzido pela Comissão de Belas Artes, cerca de mil comentários foram registrados — todos contrários à proposta, segundo o secretário do órgão, Thomas Luebke.
Uma das principais preocupações levantadas por críticos é a possível instalação do arco entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington, área considerada sensível do ponto de vista histórico e simbólico.
Ainda assim, o projeto segue em tramitação, com nova reunião prevista para discutir ajustes. A proposta já foi formalmente submetida à comissão e inclui plantas detalhadas divulgadas pela administração.
Em publicação nas redes sociais, Trump defendeu a iniciativa. “Será o MAIOR e MAIS BONITO Arco Triunfal, em qualquer lugar do mundo. Será uma adição maravilhosa à área de Washington DC para todos os americanos desfrutarem por muitas décadas”, escreveu.
O financiamento também gera debate. De acordo com um plano de gastos do governo, contribuintes americanos ajudarão a custear a obra. O National Endowment for the Humanities destinará US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 9 milhões) em fundos especiais e outros US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 64 milhões) em recursos de contrapartida.
O arco faz parte de uma série de mudanças promovidas por Trump na capital americana. Entre elas estão a construção de um novo salão de eventos na Casa Branca, reformas internas e a reestruturação do Kennedy Center, que será fechado por dois anos para obras e passou a incluir o nome do presidente.
Outro projeto em andamento é o “Jardim Nacional de Heróis Americanos”, um novo monumento planejado para Washington.
Segundo a Casa Branca, o arco terá função simbólica. Em nota, o porta-voz Davis Ingle afirmou que o monumento servirá “como um lembrete visual dos nobres sacrifícios feitos por tantos heróis americanos ao longo de nossos 250 anos de história para que possamos desfrutar das liberdades hoje”.
A iniciativa, no entanto, enfrenta desafios legais, com ações judiciais movidas por grupos de preservação histórica que buscam barrar as mudanças propostas para a capital americana.
O presidente Lula disse se perguntar todo dia “onde é que a democracia errou?”, diante do avanço do “extremismo negacionista”. A declaração foi feita em coletiva com o presidente espanho, Pedro Sánchez, na primeira Cúpula Brasil-Espanha, em Barcelona. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz está completamente aberto para a navegação comercial durante o período restante do cessar-fogo no Líbano. Em publicação no X, Araghchi disse que a medida segue a trégua anunciada no país vizinho e que a passagem será feita por uma rota coordenada previamente definida pelas autoridades marítimas iranianas.
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“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta pelo período restante da trégua, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, escreveu.
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Na sequência, o presidente americano, Donald Trump, publicou na rede Truth Social agradecendo ao Irã. Em pronunciamento feito em letras maiúsculas, o líder republicano escreveu: “O IRÃ ACABA DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA PASSAGEM COMPLETA. OBRIGADO!”.
Trump havia feito da reabertura da crucial rota comercial uma condição para o cessar-fogo, embora depois tenha imposto um bloqueio aos portos iranianos após Teerã não reabrir o Estreito e as duas partes não conseguirem chegar a um acordo de paz.
Ao mesmo tempo, líderes do Reino Unido e da França realizam uma cúpula virtual para discutir formas de restabelecer o transporte marítimo pela via estratégica, diante da ameaça de minas.
Em atualização.

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