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Ao menos 16 pessoas morreram após um grave acidente envolvendo um ônibus interestadual na ilha de Java, na Indonésia, na madrugada desta segunda-feira. O veículo, que transportava 34 passageiros, perdeu o controle, colidiu contra uma barreira de concreto e tombou em uma rodovia pedagiada na cidade de Semarang, capital da província de Java Central.
General russo morre em atentado a bomba contra carro em Moscou; vídeo
Segundo Budiono, chefe das equipes de busca e resgate, o ônibus entrou em uma alça de acesso em curva na rodovia Krapyak quando ocorreu o impacto. — A força da colisão lançou alguns passageiros para fora e deixou outros presos contra a estrutura do ônibus — afirmou.
O veículo havia partido de Jacarta com destino a Yogyakarta, cidade histórica considerada o centro cultural da ilha de Java. Seis vítimas morreram ainda no local. Outras dez não resistiram aos ferimentos durante o transporte ou após darem entrada em hospitais da região.
Dezoito sobreviventes seguem internados em duas unidades hospitalares próximas. De acordo com as autoridades, cinco estão em estado crítico, enquanto 13 apresentam ferimentos graves. Equipes de resgate e policiais chegaram ao local cerca de 40 minutos após o acidente.
Um atentado a bomba matou nesta segunda-feira o tenente-general Fanil Sarvarov, de 56 anos, em Moscou. Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, um artefato explosivo foi instalado no carro do militar e detonou pouco depois de ele iniciar o trajeto para o trabalho, em uma área residencial da capital.
Plataforma petrolífera no Mar do Norte é convertida em depósito de CO₂ na Dinamarca
Inicialmente, de acordo com o The Sun, as autoridades informaram que Sarvarov havia ficado gravemente ferido. Horas depois, confirmaram a morte do oficial, que chefiava o Departamento de Treinamento Operacional das Forças Armadas russas. O veículo, um Kia Sorento, explodiu por volta das 7h (horário local) em um estacionamento da rua Yaseneva, segundo a imprensa russa.
Vídeo:
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Em comunicado, a porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko, afirmou que diversas linhas de apuração estão em curso, incluindo a possibilidade de um assassinato premeditado. Uma das hipóteses consideradas é o envolvimento dos serviços de inteligência da Ucrânia. Até o momento, Kiev não comentou o caso.
Sarvarov havia sido promovido no ano passado pelo presidente Vladimir Putin e era descrito por veículos locais como próximo ao chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov. De acordo com relatos preliminares, o general seguia para o escritório do Ministério da Defesa quando ocorreu a explosão.
O ataque se soma a uma série de ações recentes contra figuras ligadas ao aparato militar e industrial da Rússia. Autoridades ucranianas já declararam, em ocasiões anteriores, que operações em território russo miram pessoas envolvidas em crimes de guerra, consideradas “alvos legítimos” por Kiev.
Uma antiga plataforma petrolífera no Mar do Norte está prestes a se transformar em um depósito de dióxido de carbono. O projeto Greensand, que entra em operação em 2026, pretende armazenar CO₂ em uma área antes perfurada pela Dinamarca em busca de petróleo, agora convertida em uma das iniciativas mais avançadas da Europa em captura e armazenamento do gás.
A tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) é apoiada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU e pela Agência Internacional de Energia (AIE) como ferramenta para frear o aquecimento global. O método é considerado especialmente relevante para setores difíceis de descarbonizar, como as indústrias de cimento e aço, mas ainda é caro e complexo.
Leia mais: Dá para acreditar em Baba Vanga? Veja as previsões que não se cumpriram e colocam a vidente em xeque
Liderado pela gigante britânica Ineos, o Greensand está localizado a 170 quilômetros da costa dinamarquesa. O plano é utilizar um reservatório profundo sob uma antiga plataforma petrolífera no Mar do Norte. Na fase inicial, prevista para começar nos próximos meses, o projeto deverá armazenar 400 mil toneladas de CO₂ por ano.
— É uma boa oportunidade para inverter o processo: em vez de extrair petróleo, agora podemos injetar CO₂ no subsolo — afirmou à AFP Mads Gade, diretor de operações na Europa da Ineos.
O dióxido de carbono liquefeito, vindo principalmente de usinas de biomassa, será transportado de diversos países europeus até o terminal de Esbjerg, no sul da Dinamarca, e de lá seguirá para a plataforma Nini, localizada sobre um reservatório petrolífero esvaziado.
Segundo Ann Helen Hansen, coordenadora de captura e armazenamento de carbono da Autoridade Norueguesa de Atividades Marinhas (Sodir), o Mar do Norte oferece condições ideais para esse tipo de operação. — Temos uma enorme quantidade de dados geológicos acumulados ao longo de mais de 50 anos de produção de petróleo — explicou.
Entenda: Após decisão da Austrália, país europeu também avalia regular redes sociais para adolescentes
A região é repleta de campos petrolíferos esgotados e bacias rochosas profundas. Apenas na parte norueguesa, a capacidade teórica de armazenamento geológico chega a 70 bilhões de toneladas de CO₂, de acordo com o Sodir. No território britânico, o governo estima 78 bilhões de toneladas. A Dinamarca não tem números consolidados, mas o projeto Bifrost calcula que o país poderia armazenar 335 milhões de toneladas.
Para efeito de comparação, as emissões da União Europeia somaram cerca de 3,2 bilhões de toneladas no ano passado.
Uma solução ainda muito cara
A União Europeia estabeleceu, por meio da Lei da Indústria de Zero Emissões Líquidas, a meta de alcançar capacidade de armazenamento de ao menos 50 milhões de toneladas de CO₂ até 2030. As instalações, porém, avançam lentamente.
O Greensand pretende ampliar sua capacidade para milhões de toneladas por ano até o fim da década. Na Noruega, o Northern Lights, primeiro serviço comercial de transporte e armazenamento de CO₂ do mundo, realizou sua primeira injeção em agosto, a 110 quilômetros de Bergen. A iniciativa, conduzida por Equinor, Shell e TotalEnergies, planeja aumentar o armazenamento anual de 1,5 para 5 milhões de toneladas até 2030.
No Reino Unido, o governo acaba de abrir uma segunda rodada de licitações, após conceder 21 permissões de armazenamento em 2023.
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O grande desafio, porém, é atrair clientes. Para a indústria, capturar, transportar e armazenar suas emissões ainda sai muito mais caro do que comprar créditos de carbono no mercado — especialmente quando o gás precisa ser enterrado offshore.
— Provavelmente será mais caro no mar do que em terra, mas, no geral, deve ter maior aceitação pública — diz Hansen.
O consórcio Northern Lights fechou apenas três contratos comerciais com empresas europeias. Segundo especialistas, o projeto provavelmente não existiria sem o forte subsídio do governo norueguês.
A ONG Friends of the Earth (FoE) na Noruega defende o uso do armazenamento de CO₂ apenas para setores de difícil descarbonização e critica o que considera um discurso enganoso da indústria petrolífera. “A ideia de que a região responsável pelo problema pode agora fazer parte da solução é muito sedutora”, afirma Truls Gulowsen, diretor da entidade.
— Os combustíveis fósseis e as emissões geradas no Mar do Norte são muito maiores do que qualquer quantidade que possamos capturar e armazenar — conclui.
Ela teria previsto o 11 de Setembro, Chernobyl e até o fim do mundo. Todos os anos, especialmente na virada do calendário, o nome de Baba Vanga ressurge nas redes sociais como uma espécie de “spoiler” do que estaria por vir. Mas, diante de tantas previsões atribuídas à vidente búlgara, fica a pergunta: dá mesmo para acreditar que ela enxergava o futuro — ou estamos diante de um fenômeno alimentado por interpretações vagas e desinformação?
Baba Vanga, nascida Vangelia Pandeva Dimitrova, morreu em 1996, mas continua sendo citada como autora de profecias que atravessariam séculos. Entre guerras globais, contatos com extraterrestres e colapsos ambientais, suas supostas visões costumam ganhar força no mundinho online sempre que um novo ano se aproxima, como se oferecessem pistas sobre o destino da humanidade.
A biografia da mística ajuda a explicar o fascínio. Nascida em 1911, em uma região que hoje faz parte da Macedônia do Norte, Vanga perdeu a visão aos 12 anos após um episódio atribuído a um tornado. A partir daí, passou a ser vista como clarividente, recebendo visitantes em busca de orientações espirituais, previsões e curas alternativas, especialmente durante e após a Segunda Guerra Mundial.
O problema começa quando se observa que Baba Vanga nunca deixou registros escritos. Analfabeta, todas as previsões que lhe são atribuídas foram documentadas por terceiros, sobretudo familiares e seguidores, depois de sua morte. Não há um conjunto oficial, verificável ou consensual de profecias, o que abre espaço para versões contraditórias, adaptações posteriores e até invenções completas.
Baba Vanga ficou cega misteriosamente quando criança após uma grande tempestade
Reprodução
O que Baba Vanga teria previsto e não ocorreu
Entre as previsões que claramente não se concretizaram está a da Terceira Guerra Mundial. Segundo relatos recorrentes, Baba Vanga teria afirmado que um conflito global começaria em novembro de 2010 e se estenderia até outubro de 2014. O período passou sem que a guerra anunciada ocorresse, apesar de conflitos regionais e tensões diplomáticas.
Outra profecia frequentemente citada como falha envolve a Copa do Mundo de 1994. A vidente teria previsto uma final disputada por “duas seleções que começam com a letra B”, interpretação que alimentou expectativas na Bulgária — que, no entanto, não chegou à decisão do torneio realizado nos Estados Unidos.
Há ainda a previsão de que o 45º presidente dos Estados Unidos seria o último do país. Donald Trump, que ocupou o cargo entre 2017 e 2021, foi sucedido por Joe Biden, desmontando a narrativa atribuída à vidente.
Mais recentemente, previsões atribuídas a Baba Vanga para 2023 também não se confirmaram. Entre elas estavam uma grande explosão nuclear em uma usina, uma alteração na órbita da Terra, uma tempestade solar devastadora, o uso de uma arma biológica por uma superpotência e até o fim das gestações naturais. Nenhum desses cenários se concretizou.
O fato é: há fragilidade nessas narrativas. Um artigo publicado pelo Washington Post em 2012 apontou que muitas das previsões associadas a Baba Vanga surgiram ou se popularizaram em fóruns conspiracionistas russos, sem qualquer base documental que comprove sua origem direta na vidente.
Há também quem diz que a linguagem atribuída a Baba Vanga segue um padrão comum a outros clarividentes famosos, como Nostradamus: frases vagas, simbólicas e abertas a múltiplas interpretações. Esse tipo de discurso facilita a associação retrospectiva com eventos reais, mesmo quando não há correspondência objetiva.
Isso não significa que todas as previsões atribuídas a ela sejam consideradas falsas por seus seguidores. Entre as mais citadas como “acertos” estão interpretações sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, o desastre nuclear de Chernobyl, a eleição de Barack Obama e a queda da União Soviética. Em todos os casos, no entanto, as associações foram feitas depois dos fatos, sem registros contemporâneos que comprovem as declarações.
E para 2026?
Para 2026, circulam previsões sobre contato com extraterrestres, desastres naturais em larga escala, conflitos globais e avanços tecnológicos radicais. Nenhuma delas tem respaldo científico ou institucional, e não há evidência de que Baba Vanga tenha, de fato, antecipado qualquer evento com precisão comprovável.
Sem provas, sem registros diretos e com uma longa lista de erros, Baba Vanga permanece menos como uma profeta do futuro e mais como um fenômeno cultural — que, apesar de popular, merece ser encarado com cautela.
“A Suíça precisa fazer mais para proteger as crianças dos riscos das redes sociais”, afirmou neste domingo a ministra do Interior do país, Élisabeth Baume-Schneider. Após a recente proibição das redes sociais para menores de 16 anos na Austrália, ela defendeu que a Suíça deveria estudar medidas semelhantes.
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“O debate na Austrália e na União Europeia é importante. Ele também deve ocorrer na Suíça. Estou aberta a uma proibição das redes sociais”, declarou ao jornal SonntagsBlick a ministra, integrante dos social-democratas de centro-esquerda. “Precisamos proteger melhor nossos filhos”, acrescentou.
A ministra afirmou que as autoridades precisam analisar o que deve ser restringido para conter conteúdos nocivos e enfrentar os algoritmos que se aproveitam da vulnerabilidade dos jovens.
Segundo ela, o debate começará no próximo ano, com o apoio de um relatório que está em elaboração. Baume-Schneider enumerou que há diferentes aspectos a serem enfrentados, como a eventual restrição do uso por adolescentes ou a distribuição de conteúdos perigosos. “Não devemos esquecer as próprias plataformas de redes sociais: elas devem assumir a responsabilidade pelo que crianças e jovens consomem”, destacou.
Na Austrália, a medida busca tirar de pais e escolas a responsabilidade pela restrição do uso das redes sociais e transferi-la ao Estado. Desde a meia-noite de 10 de dezembro, entrou em vigor a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, regulamentação aprovada pelo Parlamento do país em novembro passado, por meio da Lei de Emenda à Segurança Online.
A norma obriga as empresas de tecnologia a desativar ou eliminar contas de usuários com 16 anos ou menos e a impedir a criação de novos perfis por adolescentes nessa faixa etária. A responsabilidade por eventual descumprimento recairá sobre as empresas, que estarão sujeitas a multas de até 49,5 milhões de dólares australianos, o equivalente a cerca de R$ 181,5 milhões.
A lei abrange todas as plataformas consideradas redes sociais autorizadas a operar na Austrália, como TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat, X, Reddit e Twitch, entre outras. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou em diversas ocasiões que o principal objetivo da norma é garantir aos adolescentes mais tempo para crescer sem uma potencial dependência das redes sociais e sem as pressões sociais que essas plataformas podem intensificar.
A proibição recebeu elogios de muitos pais e de grupos que defendem o bem-estar infantil, mas também provocou críticas de grandes empresas de tecnologia e de defensores da liberdade de expressão.
O debate também ocorre na Argentina. A ministra da Educação da cidade de Buenos Aires, Mercedes Miguel, convocou uma mesa de especialistas para avançar em diferentes frentes no desenvolvimento de medidas de proteção digital infantil. Ela prometeu apresentar ao Conselho Federal de Educação uma proposta para impulsionar, em nível nacional, um programa conjunto de ações consensuadas. A iniciativa prevê desde mudanças normativas e mais pesquisas até a avaliação conjunta de medidas de restrição semelhantes às da Austrália.
A convocação da mesa de especialistas, que contou com a participação de cerca de 30 referências nacionais, entre pesquisadores do Conicet, da Flacso e do Unicef, foi um primeiro passo para avançar no debate e tentar alcançar consensos sobre a proteção digital infantil, conceito sintetizado na sigla “PDI”, que a cidade busca consolidar e do qual pretende se tornar impulsionadora da discussão.
O Ministério da Educação da cidade de Buenos Aires proibiu de forma absoluta, em agosto do ano passado, o uso de celulares nas salas de aula da educação infantil e do ensino fundamental, além de regulamentar o uso no ensino médio.
A Assembleia Legislativa da província de Buenos Aires também avançou nessa direção e, em setembro deste ano, aprovou uma lei que proíbe o uso de telas durante o período em que os alunos estiverem em instituições de ensino públicas ou privadas, sempre que o uso não seja exigido por profissionais docentes.
A Justiça de El Salvador, onde o presidente Nayib Bukele conduz uma intensa “guerra” contra as gangues, condenou dezenas de integrantes da Mara Salvatrucha (MS-13) a longas penas de prisão, incluindo uma sentença que ultrapassa mil anos, informou a Promotoria neste domingo (22).
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Desde março de 2022, o governo salvadorenho opera sob um regime de exceção que permite prisões sem ordem judicial. Mais de 90 mil pessoas foram detidas nesse período, enquanto mais de 8 mil acabaram liberadas por falta de evidências, segundo dados oficiais.
Em publicação no X, a Promotoria afirmou que 248 membros da MS-13 foram condenados por 43 homicídios, 42 desaparecimentos e outros crimes. O órgão não detalhou a data das sentenças nem esclareceu se elas fazem parte de julgamentos coletivos.
Um dos integrantes da gangue, classificado como “terrorista” pelos Estados Unidos, recebeu pena de 1.335 anos de prisão. Outros dez foram condenados, respectivamente, a 958, 880, 745, 739, 739, 702, 639, 543, 530 e 463 anos de encarceramento.
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Entre os crimes cometidos entre 2014 e 2022 estão o assassinato de um estudante universitário, de um jogador de futebol, além de extorsão e tráfico de drogas. Segundo a Promotoria, os condenados mantinham bases em diferentes regiões da província de La Libertad, usadas para planejar ações criminosas.
O grupo também extorquia comerciantes locais, exigindo quantias variadas de dinheiro, muitas vezes sem recorrer à violência direta, acrescentou o órgão.
Samuel Ramírez, líder de um movimento de familiares de detidos que afirmam ser inocentes, disse à AFP que concorda que “a lei deve ser aplicada aos criminosos”, mas questiona se os processos têm ocorrido com o devido respeito às garantias legais.
— Lamentavelmente, até o momento não há transparência nos processos judiciais em El Salvador — afirmou. Para ele, as penas elevadas fazem parte de “uma estratégia populista de marketing” em favor de Bukele.
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A campanha do presidente reduziu os homicídios a níveis históricos, mas organizações de direitos humanos criticam a política, denunciando abusos das forças de segurança. Desde 2022, ao menos 454 salvadorenhos morreram sob custódia do Estado, segundo entidades de vítimas.
Apesar das críticas, outros governos da região já anunciaram que pretendem adotar iniciativas semelhantes. Recentemente, Bukele se comprometeu a compartilhar sua experiência com o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, que enfrenta aumento da criminalidade e planeja construir um presídio nos moldes do megacomplexo penitenciário salvadorenho Cecot, símbolo da ofensiva contra as gangues.
A polícia da Austrália informou nesta segunda-feira (22) que o único suspeito sobrevivente do tiroteio ocorrido na semana passada em Bondi foi transferido do hospital para uma unidade prisional. A informação foi divulgada pela corporação em comunicado oficial.
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Naveed Akram, de 24 anos, permanecia internado sob custódia policial e agora está detido em uma prisão do estado. Ele enfrenta múltiplas acusações, incluindo terrorismo e 15 homicídios.
Imagens de satélite analisadas pelo jornal israelense Haaretz mostraram que militares israelenses continuaram a demolir prédios e outras estruturas em áreas sob seu controle na Faixa de Gaza, apesar de um cessar-fogo assinado em outubro seguir em vigor. Segundo estimativas da ONU, 81% de todas as construções em Gaza foram danificadas durante a guerra iniciada em 2023, incluindo estruturas cruciais para a população.
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Um dos locais onde houve grande número de demolições foi a Cidade de Gaza: na parte leste da cidade e no distrito de Shujayeh, centenas de prédios, alguns deles que pareciam intocados, foram abaixo nas últimas semanas, já com o cessar-fogo em vigor. Desde maio de 2024, com a adoção de uma nova política por parte de Israel, empreiteiros civis passaram a ser contratados para demolir ruas e bairros inteiros no enclave — em locais como Rafah, no sul, e o campo de refugiados de Jabalya, no norte, praticamente todos os edifícios e casas foram demolidos.
Além deles, 80% das estradas, 87% de terras agricultáveis e 80% das estufas não existem mais, afetando diretamente a vida de centenas de milhares de pessoas. Segundo especialistas, há 61 milhões de toneladas de escombros em Gaza, cuja retirada pode levar anos e envolve perigos ocultos, como explosivos não detonados e materiais tóxicos.
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Em paralelo, as imagens de satélite mostram a construção de novos acampamentos para refugiados em áreas controladas pelo Hamas Pelo acordo firmado em outubro entre Israel e Hamas, mediado pelos EUA, os israelenses seguem no controle de 53% de Gaza. Antes da guerra, um milhão de palestinos viviam nessa área, e os novos acampamentos sugerem que eles não conseguirão voltar para o que restou de suas casas tão cedo.
De acordo com um estudo da ONG israelense B’Tselem, em média, 90% dos palestinos perderam suas casas, e em média precisaram mudar de teto seis vezes desde 2023. O texto afirma que foram emitidas 161 ordens de retirada pelo Exército israelense, deixando os civis vulneráveis a doenças e à violência.
Ao longo da linha que delimita as áreas sob controle israelense do restante de Gaza, a chamada Linha Amarela, foram identificados ao menos 13 novos postos de controle militar. Ao todo são 48 postos em operação, ligados por estradas ao território israelense. O governo de Israel afirma que não tem planos para anexar Gaza, embora alguns membros do governo de Benjamin Netanyahu insistam na ideia.
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Desde a assinatura da primeira etapa do acordo de paz, promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, Israel e Hamas têm violado de maneira recorrente o compromisso de suspender os combates. Ataques israelenses deixaram dezenas de mortos no território, e a ação de milícias rivais do Hamas, algumas com apoio indireto de Israel, transformaram o ambiente de segurança em Gaza.
Mesmo assim, Trump parece disposto a seguir com as próximas etapas do plano, que envolvem a governança do território e a eventual reconstrução. Na semana que vem, Netanyahu se encontrará com o presidente americano nos Estados Unidos, e deve abordar pontos ainda em aberto, como sua demanda para que o Hamas se desarme por completo (o grupo palestino exige manter ao menos algumas armas).
Há divergências também sobre quem sucederá o Hamas no comando de Gaza e, em um ponto ainda mais sensível, em relação a um futuro Estado palestino, ao qual Netanyahu disse se opor, mas que encontra cada vez mais apoio internacional.
Para Donald Trump, o próximo ano decididamente não será igual ao que quase já passou. Devem ser mais raras as mudanças radicais implantadas em tempo recorde pelo Executivo, com a aplicação da cartilha do Projeto 2025, descumprimento de ordens judiciais e ataques sem paralelo à democracia americana. No lugar do caos programado, apontam analistas ouvidos pelo GLOBO, 2026 será, no que depender da Casa Branca, de olho no pleito de novembro, quando as duas casas do Congresso estarão em jogo, o ano da lei e da ordem.
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O governo Trump atravessa dezembro ciente de que perdeu o trunfo da economia, crucial para a vitória sobre os democratas no ano passado. Ela segue em marcha lenta, com alta do custo de vida, do desemprego e, consequentemente, da insatisfação dos eleitores. Com os primeiros registros da popularidade do republicano abaixo dos 40% em pesquisas de opinião de referência, a principal estratégia para recuperar terreno até o pleito e evitar mais fissuras internas é demonstrar força, em três eixos principais.
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Washington aumentará a ênfase na militarização do policiamento, prioritariamente em cidades e governos administrados pelo Partido Democrata, que serão apresentados como exemplos de ineficiência na segurança pública. As batidas dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) serão incrementadas, com mais deportações de pessoas sem documentação necessária para permanecer no país. Trump já anunciou que considera mais investidas das Forças Armadas contra alvos caracterizados como narcotraficantes, como já se vê nas embarcações atacadas no Caribe e no Pacífico, com possível expansão para ataques no México e Colômbia. A escalada da tensão com a Venezuela, com o objetivo de derrubar a ditadura de Nicolás Maduro, também preocupa Brasília.
Em junho, os EUA irão sediar, com Canadá e México, a Copa do Mundo. Em seguida, no 4 de Julho, serão celebrados os 250 anos da independência, com a vitória na Revolução Americana. O evento global e a efeméride maiúscula serão usados para anabolizar narrativas ufanistas e de união nacional. Mas estrategistas republicanos reconhecem, de modo reservado, ser este um movimento defensivo, cientes de que 2026 nos EUA será definido pela percepção dos americanos sobre a saúde econômica do país.
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Quando decidiram, há pouco mais de um ano, que uma segunda temporada de Trump na Casa Branca seria uma boa ideia, os eleitores tinham em mente a inflação alta do governo Joe Biden, do Partido Democrata, com pico de 9,1%. Uma enormidade em comparação com o primeiro mandato do republicano, especialmente antes da pandemia. O dólar, apostaram, voltaria a comprar mais e melhores itens com o retorno do retrato do magnata de 79 anos ao Salão Oval. A decepção com as sequelas dos tarifaços, que devem seguir na estratégia trumpista, e a inexistência de uma política direcionada a engordar o bolso dos cidadãos já é detectada nas pesquisas.
— Com o aumento do custo de vida e a queda de popularidade de Trump, trabalhamos com um cenário em que os democratas retomarão o controle da Câmara em novembro, ainda que, por conta do redesenho de vários distritos eleitorais, em uma onda azul [referência à cor do partido] menor do que a vista no meio do primeiro mandato do republicano, conquistando agora de 15 a 20 cadeiras. Mas, se a popularidade do presidente cair ainda mais, da média hoje de 42% para 38%, por exemplo, suas chances de perder também o Senado aumentarão — afirmou ao GLOBO Cristopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, a maior consultoria de risco global.
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Em seu discurso de posse, em janeiro, Trump vislumbrou uma era de ouro para os EUA. Mas os eleitores não viram em seu cotidiano brilho algum. A mais recente edição da tradicional pesquisa semestral do Instituto Marista, feita para as redes públicas de rádio (NPR) e televisão (PBS), divulgada na última quarta-feira, cravou recorde negativo para o republicano. Apenas 34% dos entrevistados afirmaram aprovar a maneira como ele comanda a economia. Pela primeira vez em décadas, mais americanos confiam no Partido Democrata do que no Republicano no quesito, 37% a 33%. A diferença parece pífia, mas, na mesma enquete, a direita tinha vantagem de 16 pontos percentuais em 2022.
Ao esmiuçar estratos do eleitorado, o Marista registra desaprovação do direcionamento da economia por 49% dos moradores de áreas rurais, especialmente afetados pelos tarifaços, de 48% das mulheres sem educação universitária, e de impressionantes 60% dos que vivem nos subúrbios. Enquanto os dois primeiros grupos são protagonistas da coalizão trumpista, o terceiro concentra eleitores sem fidelidade partidária, os mais disputados para as eleições de novembro.
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O pessimismo é tamanho que, para 52% dos entrevistados, o país já vive em recessão. Entre os latinos, que vivem a realidade das batidas constantes e assustadoras do ICE, o número é ainda maior, de 68%. Fraturas no trumpismo também foram identificadas na pesquisa, com metade dos que votam nos republicanos afirmando que pagar as contas no fim do mês ficou mais complicado no Trump 2.0. E isso se traduz em menos incentivo a sair de casa para votar.
Na avaliação geral, Trump alcançou outro mínimo histórico: somente 38% dos entrevistados veem seu governo de forma positiva. Entre os independentes, 30%. Um dia antes, outra pesquisa de peso, a bimensal da NBC News, cravara 42% de apoio à Casa Branca, com aumento contínuo da insatisfação desde junho.
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Os retratos de fim de ano do Marista e da NBC são alvissareiros para os democratas, vencedores nas principais disputas deste ano. Retomaram o governo da Virgínia, ampliaram a vantagem em Nova Jersey nos bolsões de população de origem latina, onde Trump havia avançado, elegeram um imigrante socialista para a prefeitura de Nova York, retomaram, após três décadas, o comando em Miami, e confirmaram nas urnas o radical projeto de redesenho de distritos eleitorais defendido pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, percebido como líder futuro mais provável de uma oposição ainda acéfala.
Também na quarta-feira, o presidente fez um balanço oficial da economia. Afirmou, entre outras inverdades, ter retornado ao poder com a inflação mais alta desde o governo Gerald Ford, nos anos 1970, quando na verdade era de 3% e terminou o ano no mesmo patamar. Disse que o galão da gasolina recuara para US$ 1,99, mas a média nacional, mostram dados de seu governo, é de US$ 2,90. E teve pouco a celebrar além do fim da taxação de gorjetas, de horsa extras trabalhadas e das contribuições para a Previdência, além de anunciar bônus de US$ 1.776 (cerca de R$ 9,8 mil) para os militares. O valor remete à certidão de nascimento do país.
Embora não tenha repetido o equívoco de classificar o desalento dos americanos como reação à“narrativa trapaceira dos democratas”, o presidente pareceu, uma vez mais, duvidar da percepção dos cidadãos da realidade. Na The Atlantic, o jornalista Tom Nichols viu na prestação de contas, feita em “tom rabugento”, uma “demonstração de pânico”, com sinais de que o avanço da agenda do trumpismo deverá ser interrompido em 2026.
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Enquanto não transformam em realidade a aposta no aumento de postos de trabalho a partir da reindustrialização financiada pelos tarifaços, sublinha Cristopher Garman, restará aos republicanos a estratégia da lei e da ordem, que impacta inclusive o enfrentamento a Maduro.
— O xadrez eleitoral de 2026 explica o envolvimento direto de Stephen Miller, assessor especial para Segurança Interna e Imigração, na Venezuela. Imagens de militares tomando petroleiros e bombardeando o país tendem a ser lidas como demonstração de força, sem o custo político de uma invasão e das complexas negociações para uma transição democrática — afirma o diretor da Eurasia.
Autoridades da Nigéria conseguiram libertar 130 estudantes sequestrados por homens armados em uma escola católica em novembro, informou neste domingo um porta-voz da Presidência. O anúncio foi feito após a libertação de outros 100 alunos no começo do mês. “Outros 130 alunos sequestrados do estado de Niger foram libertados; não resta ninguém em cativeiro”, afirmou Sunday Dare no X, em publicação acompanhada de uma foto que mostra crianças sorrindo.
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No fim de novembro, centenas de estudantes e funcionários foram sequestrados no internato misto Saint Mary’s, no centro-norte do estado de Niger.
O número exato de sequestrados e dos que permanecem em cativeiro é desconhecido, mas a Associação Cristã da Nigéria (CAN) declarou que 315 estudantes e funcionários foram levados.
Crianças resgatadas são vistas durante uma recepção no gabinete do governador, em Minna
LIGHT ORIYE TAMUNOTONYE / AFP
Um dos primeiros sequestros em massa na Nigéria ocorreu em 2014, quando jihadistas do Boko Haram capturaram 300 estudantes em Chibok. Uma década depois, o paradeiro de 90 delas é desconhecido.
A Nigéria, país mais populoso da África, com 230 milhões de habitantes, é dividida entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul de predominância cristã.

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