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Cerca de 130 alunos de uma escola católica da Nigéria foram entregues às autoridades nesta segunda-feira, um dia depois de o governo anunciar que havia garantido a libertação do grupo. Seis vans com as crianças foram escoltadas por forças de segurança em veículos blindados até a sede do governo do estado de Níger. No final de novembro, centenas de crianças e funcionários do internato misto Saint Mary’s haviam sido sequestrados. 
Veja: Autoridades libertam 130 estudantes sequestrados na Nigéria
Contexto: Cem crianças das mais de 300 sequestradas em escola na Nigéria são libertadas após 16 dias em cativeiro
As autoridades informaram que este era o último grupo de alunos mantidos em cativeiro após o sequestro em massa ocorrido no internato misto Saint Mary’s, no centro-norte do país. No domingo, um porta-voz da Presidência havia confirmado a libertação dos estudantes.  
“Outros 130 alunos sequestrados do estado de Níger foram libertados; não resta ninguém em cativeiro”, afirmou Sunday Dare em publicação na rede social X, acompanhada de uma foto que mostra crianças sorrindo.
O anúncio ocorreu após a libertação de outros 100 alunos no início do mês.  O número exato de pessoas levadas e mantidas em cativeiro nunca foi oficialmente confirmado, mas a Associação Cristã da Nigéria (CAN) declarou que 315 estudantes e funcionários foram sequestrados na ação. 
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Uma década
Os sequestros em massa de estudantes se tornaram recorrentes na Nigéria na última década. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 2014, quando jihadistas do Boko Haram capturaram 300 estudantes na cidade de Chibok. Dez anos depois, o paradeiro de 90 delas permanece desconhecido. 
A Nigéria, país mais populoso da África, com cerca de 230 milhões de habitantes, é dividida entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, de predominância cristã.
Um homem de 21 anos foi acusado de tentativa de homicídio após sacar uma arma e tentar atirar contra um policial dentro de uma loja Walmart em Canton, no estado de Ohio. O episódio ocorreu na tarde da última quinta-feira e foi registrado em vídeo.
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Segundo a polícia, Shane Newman e Katerina Jeffrey, de 23 anos, haviam sido detidos sob suspeita de furto na loja. Durante o procedimento no escritório da equipe de prevenção de perdas, a ação tomou um rumo inesperado.
Veja o momento:
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As imagens mostram Jeffrey perguntando ao policial se os dois seriam levados para a cadeia. — “Só se acontecer alguma loucura”, respondeu o agente. Antes de Newman se sentar, ele foi revistado e negou portar qualquer objeto que pudesse ferir alguém.
Minutos depois, no entanto, Newman sacou uma arma de fogo. De acordo com o comunicado oficial, ele tentou disparar contra o policial, mas a arma falhou. O agente e um funcionário da segurança do Walmart conseguiram imobilizar o suspeito, que acabou largando a arma.
Ninguém ficou ferido. Jeffrey responderá por acusação de roubo, enquanto Newman enfrenta múltiplas acusações, incluindo agressão a um agente da lei e tentativa de homicídio. A polícia informou que o vídeo será usado como prova no processo.
O chanceler da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, afirmou nesta segunda-feira que o Camboja concordou em iniciar ainda nesta semana negociações sobre a disputa na fronteira entre os dois países. O anúncio ocorre após uma reunião regional realizada na Malásia para tentar encerrar os confrontos violentos entre os vizinhos do Sudeste Asiático, deixaram desde o começo deste mês pelo menos 23 mortos na Tailândia e 20 no Camboja. Além disso, mais de 900 mil pessoas foram deslocadas dos dois lados, segundo as autoridades. 
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O conflito surge de uma antiga disputa sobre a demarcação da fronteira de cerca de 800 quilômetros, definida durante o período colonial, além de divergências relacionadas a diversos templos antigos localizados ao longo da zona de fronteira.  
Segundo o chanceler tailandês, a discussão ocorrerá no âmbito do Comitê Conjunto de Fronteiras (JBC), mecanismo que já existe entre os dois países. Em declarações a jornalistas em Kuala Lumpur, Sihasak disse que a nova rodada de negociações está prevista para a próxima quarta-feira, por proposta da parte cambojana. O anúncio foi feito ao final de uma reunião com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual o Camboja também é membro. 
O Camboja não comentou o anúncio das negociações. Mais cedo, no entanto, o Ministério da Defesa do país informou que os combates foram interrompidos nesta segunda-feira e acusou a Tailândia de lançar projéteis de artilharia. Um civil de nacionalidade chinesa ficou ferido, segundo o Ministério do Interior cambojano. No contexto atual, Sihasak avaliou que a reunião desta semana pode não resultar em uma trégua imediata.  
— Nossa posição é que um cessar-fogo não se consegue com um anúncio, e sim com ações — afirmou. 
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Malásia convoca reunião
A reunião desta segunda-feira foi convocada pela Malásia, que preside a Asean. No final de outubro, o país havia sediado uma cúpula na qual uma declaração de trégua foi assinada com a mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chanceler tailandês, entretanto, acredita que a decisão de outubro foi apressada.
— Os Estados Unidos queriam que a declaração fosse assinada a tempo para a visita do presidente Trump. Às vezes, realmente precisamos sentar e discutir as coisas para que o que acordemos se mantenha e seja, de fato, respeitado — pontuou Sihasak Phuangketkeow. 
A declaração tinha como objetivo prolongar a frágil trégua alcançada após cinco dias de confrontos em julho. Desde então, cada lado passou a culpar o outro por instigar novos confrontos, alegando legítima defesa e fazendo acusações de ataques contra civis. 
Ao abrir o encontro da Asean nesta segunda-feira, o chanceler da Malásia, Mohamad Hasan, pediu aos países vizinhos que interrompam os combates e “considerem as ramificações mais amplas da escalada contínua da situação”, que representam riscos para a região.
A nomeação de um enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia pelo presidente americano, Donald Trump, provocou reação imediata e coordenada da Dinamarca e do governo groenlandês. Nesta segunda-feira, autoridades dos dois territórios afirmaram que Washington não tomará controle da ilha ártica e anunciaram medidas diplomáticas, incluindo a convocação do embaixador americano em Copenhague, em meio a uma nova escalada de tensões sobre o futuro do território autônomo dinamarquês.
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O governo da Dinamarca informou que chamará o embaixador dos EUA para pedir explicações após Trump anunciar, no domingo à noite, a nomeação do governador da Luisiana, Jeff Landry, como emissário especial americano para a Groenlândia. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, classificou a decisão e as declarações associadas a ela como “totalmente inaceitáveis” e disse estar “profundamente indignado”.
A Groenlândia é um território autônomo sob soberania da Dinamarca, que integra tanto a União Europeia quanto a Otan. Desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro, Trump tem reiterado que os Estados Unidos “precisam” da ilha, destacando sua localização estratégica e a riqueza em recursos naturais. O presidente americano chegou a se recusar a descartar o uso da força militar para assumir o controle do território.
Em declaração conjunta divulgada nesta segunda-feira, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmaram que “as fronteiras nacionais e a soberania dos Estados se baseiam no direito internacional”. Segundo o texto, “não se pode anexar outro país, nem mesmo com o argumento da segurança internacional”. Os dois líderes acrescentaram que esperam “respeito à integridade territorial conjunta”.
“A Groenlândia pertence aos groenlandeses, e os Estados Unidos não tomarão a Groenlândia”, diz a declaração enviada pelo Gabinete da primeira-ministra dinamarquesa. Em mensagem publicada no Facebook, Nielsen reforçou que a nomeação do emissário não muda “nada para nós aqui em casa” e afirmou que o futuro do território será decidido por seus próprios habitantes. “A Groenlândia é nosso país”, escreveu.
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Trump defendeu publicamente a escolha de Landry. Em postagem na rede Truth Social, afirmou que o governador “entende o quão essencial a Groenlândia é para nossa segurança nacional” e que atuará para promover os interesses americanos “em favor da segurança e da sobrevivência de nossos aliados e, de fato, do mundo”. Landry, por sua vez, agradeceu a nomeação e disse ser uma “honra” ocupar o cargo de forma voluntária, acrescentando que seu objetivo seria “fazer com que a Groenlândia faça parte dos Estados Unidos”. Ele também afirmou que a nova função não interfere em suas atribuições como governador.
A Comissão Europeia, por outro lado, manifestou apoio firme a Copenhague. Em Bruxelas, o porta-voz do serviço diplomático do bloco, Anouar El Anouni, declarou que preservar “a integridade territorial do Reino da Dinamarca, sua soberania e a inviolabilidade de suas fronteiras é essencial para a União Europeia”.
Relevância estratégica
A controvérsia ocorre em um contexto mais amplo de interesse crescente das grandes potências pelo Ártico. A Groenlândia ocupa posição estratégica entre a América do Norte e a Europa, em uma região onde EUA, China e Rússia disputam influência. O degelo provocado pelas mudanças climáticas abriu novas rotas marítimas e ampliou o interesse por terras raras e outros recursos naturais presentes na ilha. Além disso, a localização do território o coloca na rota mais curta em um eventual cenário de lançamentos de mísseis entre Rússia e Estados Unidos.
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Apesar de a maioria dos cerca de 57 mil habitantes da Groenlândia defender a independência em relação à Dinamarca, pesquisas indicam que a população não deseja se tornar parte dos Estados Unidos. As lideranças de Nuuk e Copenhague têm reiterado que a ilha não está à venda e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente aos groenlandeses.
Em agosto, autoridades dinamarquesas já haviam convocado o principal diplomata americano no país após denúncias de tentativas de influência na Groenlândia envolvendo pessoas ligadas a Trump. Também houve relatos da presença de altos funcionários americanos em Nuuk com o objetivo de identificar apoiadores e críticos de uma aproximação com Washington. Os Estados Unidos mantêm um consulado na ilha desde junho de 2020 e uma base militar em território groenlandês, visitada em março pelo vice-presidente JD Vance, que acusou a Dinamarca de investir menos do que o necessário na região.
Em comunicado enviado à AFP, Rasmussen afirmou que a nomeação do emissário “confirma o interesse contínuo dos Estados Unidos na Groenlândia”, mas reforçou que todos os países, “inclusive os Estados Unidos”, devem respeitar a integridade territorial do Reino da Dinamarca. (Com AFP)
Uma comissão de ministros de Israel aprovou nesta segunda-feira o avanço de um projeto de lei que cria uma investigação sobre o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023. A proposta, patrocinada pelo partido Likud, de Benjamin Netanyahu, daria ao governo do primeiro-ministro influência sobre a composição e o mandato da apuração. A iniciativa ocorre em paralelo à retomada, pela coalizão governista, de projetos centrais da controversa reforma judicial, incluindo mudanças na estrutura do Ministério da Justiça, na supervisão de investigações contra policiais e no papel do Ministério Público.
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Após a aprovação pela Comissão Ministerial de Legislação, o projeto deve ser submetido à votação no Knesset, o Parlamento israelense, na quarta-feira. A proposta estabelece um modelo alternativo às comissões estatais independentes tradicionalmente usadas em Israel para investigar falhas graves de segurança ou decisões governamentais em momentos de crise. No domingo, a procuradora-geral do país, Gali Baharav-Miara, criticou duramente o texto, afirmando que a iniciativa “prioriza considerações políticas em detrimento dos princípios de uma investigação independente, imparcial e profissional”.
“[O projeto] está repleto de falhas fundamentais”, escreveu ela em parecer público.
Paralelamente ao avanço legislativo, um grupo de ministros chefiado pelo próprio Netanyahu foi criado para definir os poderes da futura comissão de inquérito. O colegiado realiza nesta segunda-feira sua primeira reunião. Além do primeiro-ministro, participam os ministros Yariv Levin, Bezalel Smotrich, Itamar Ben-Gvir, Ze’ev Elkin, Avi Dichter, Gila Gamliel, Orit Strock, Amichai Eliyahu e Amichai Chikli — nomes centrais da ala mais conservadora e nacionalista da coalizão.
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Pelo texto do projeto, caberá ao presidente do Knesset, atualmente o deputado Amir Ohana, do Likud, escolher os integrantes da comissão em “consulta” com representantes da coalizão e da oposição. A composição precisaria então ser aprovada pelo Parlamento por uma maioria qualificada de 80 dos 120 deputados. Caso esse patamar não seja alcançado, o presidente da Comissão da Câmara indicaria três membros, enquanto o líder da oposição escolheria os outros três. Se uma das partes se recusasse a fazer as indicações, o próprio presidente do Knesset nomearia os integrantes restantes.
A proposta provocou reação de familiares das vítimas do ataque de 7 de outubro. Um grupo que representa israelenses mortos e feridos na ofensiva do Hamas convocou a população a se mobilizar contra o que classifica como uma “comissão de inquérito politizada”. Os familiares anunciaram um protesto em frente a prédios do governo, em Jerusalém, ainda nesta segunda-feira.
No mesmo dia, o Comitê da Câmara do Knesset aprovou mudanças importantes no comando de comissões parlamentares. Os deputados de extrema direita Tzvi Succot e Limor Son Har-Melech, ambos do partido Otzma Yehudit, foram indicados para presidir, respectivamente, as comissões de Educação e de Saúde. Succot substitui Yosef Taieb, do partido ultraortodoxo Shas, após meses de paralisação da Comissão de Educação em razão do boicote do Shas à coalizão, motivado pelo impasse em torno do projeto que trata da isenção do serviço militar para ultraortodoxos. Já Son Har-Melech assume no lugar de Yonatan Mishraki, também do Shas, que deixou o cargo.
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Enquanto isso, a coalizão governista voltou a discutir uma série de projetos associados à reforma judicial, que havia sido parcialmente suspensa após protestos em massa antes do ataque de outubro. Um dos textos avançou na Comissão Conjunta de Constituição e Segurança Nacional, que aprovou, antes da primeira leitura, um projeto que transfere para o ministro da Justiça o controle sobre a unidade responsável por investigar policiais.
A proposta, apresentada pelo deputado Moshe Saada, do Likud, prevê a retirada dessa unidade da estrutura do Ministério Público do Estado e sua reintegração ao Ministério da Justiça. O ministro passaria a ter influência direta sobre a comissão encarregada de nomear o chefe do órgão. Cinco parlamentares votaram a favor do avanço do projeto, e dois votaram contra. Atualmente, o responsável pela unidade é escolhido por um comitê da Comissão de Serviço Civil, um mecanismo concebido para garantir maior autonomia em relação ao poder político.
Outras frentes legislativas seguem abertas no Parlamento. A Comissão Especial de Comunicações continua nesta semana as discussões sobre um projeto de lei de radiodifusão promovido pelo ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, com novas audiências previstas para terça e quarta-feira. Já a Comissão de Segurança Nacional realiza nesta segunda-feira um debate sobre associações ligadas à Irmandade Muçulmana que operariam em Israel, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter designado o grupo como organização terrorista estrangeira no mês passado.
Ainda nos próximos dias, a Comissão de Constituição, Lei e Justiça deve retomar a análise de projetos que buscam dividir e enfraquecer o papel do Ministério Público do Estado, além de uma proposta que mira organizações críticas ao governo. No campo penal, o Knesset também avança na discussão de projetos que preveem a pena de morte para terroristas. A Comissão de Segurança Nacional prepara a segunda e a terceira leituras de um desses textos, enquanto a Comissão de Constituição examina uma proposta específica que prevê a aplicação da pena capital a integrantes do Hamas envolvidos no ataque de 7 de outubro, em sua primeira leitura.
Uma mulher de 51 anos foi presa na Flórida, nos Estados Unidos, sob acusação de matar dois ex-maridos a tiros no mesmo dia. Os crimes, segundo as autoridades, foram cometidos de forma premeditada e em sequência, em cidades diferentes. A suspeita, identificada como Susan Erica Avalon, responde por homicídio em segundo grau.
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De acordo com informações oficiais, os dois assassinatos ocorreram na quarta-feira. Avalon foi presa na quinta-feira seguinte, no condado de Citrus, onde residia, com base em um mandado expedido por outro condado. As autoridades afirmam que os casos estão diretamente relacionados, segundo informações da rede NBC News.
O primeiro crime detalhado pela investigação aconteceu no condado de Manatee. Na tarde de quarta-feira, a polícia recebeu uma chamada relatando um tiroteio no bairro Heritage Harbor. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um homem de 54 anos com dois ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, um deles no abdômen. Apesar da gravidade, ele ainda estava consciente e conseguiu conversar com os policiais.
Questionado sobre quem poderia ter atirado, o próprio homem indicou a ex-esposa como principal suspeita, ao responder: “possivelmente minha ex-esposa”. A informação foi considerada relevante desde o início da apuração.
No momento do ataque, a filha de 15 anos da vítima estava na residência. Ela contou ter ouvido os disparos e, ao olhar pela janela, visto uma pessoa usando moletom cinza e máscara, que entrou em uma minivan Honda Odyssey prata e deixou o local. O impacto emocional do episódio sobre a adolescente foi destacado pelas autoridades.
— Quero que vocês entendam o quão traumatizada ela está — declarou o xerife, referindo-se à jovem, que também é filha de Avalon.
O homem foi socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na noite de quarta-feira. Antes de morrer, informou às autoridades que havia sido baleado ao atender a porta de casa. Com base nesse relato, os investigadores passaram a trabalhar com a hipótese de que Avalon teria se apresentado como entregadora de comida para fazer com que a vítima abrisse a porta, o que indicaria um método deliberado de aproximação.
Documentos judiciais indicam que Avalon e esse ex-marido estavam divorciados havia quase dez anos e mantinham conflitos prolongados relacionados à guarda da filha e a pensão alimentícia, fatores considerados como possível motivação para o crime.
‘Qual deles?’
Ainda na quarta-feira, investigadores localizaram Avalon em sua residência no condado de Citrus. Ela foi observada limpando uma Honda Odyssey prata com panos e água sanitária, comportamento considerado suspeito por coincidir com a descrição do veículo feita pela filha da vítima. Ao ser informada de que os policiais estavam ali para falar sobre seu ex-marido, Avalon respondeu: “qual deles?”, declaração que chamou a atenção dos investigadores.
A partir dessa resposta, a polícia passou a apurar a situação de um segundo ex-marido, que morava em Tampa. O Escritório do Xerife do Condado de Manatee solicitou apoio ao Departamento de Polícia de Tampa, que encontrou o homem morto a tiros em sua residência. Em comunicado, a polícia de Tampa informou que o caso estava ligado a “uma investigação de homicídio em andamento conduzida pelo Escritório do Xerife do Condado de Manatee” e acrescentou que “os investigadores estão trabalhando para determinar a motivação, mas acredita-se que o autor dos disparos e a vítima se conheciam”.
Segundo a reconstrução dos fatos feita pelas autoridades, Avalon teria ido primeiro a Tampa, onde matou o segundo ex-marido, e depois seguiu para o condado de Manatee, onde atirou contra o ex-companheiro de 54 anos, que chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois.
Avalon foi presa por agentes do xerife no condado de Citrus. Até o sábado citado pelas autoridades, não havia registro público de advogado representando a suspeita.
O xerife Rick Wells afirmou que a investigação segue em andamento, com foco na localização da arma utilizada nos crimes e na análise do veículo da acusada em busca de novas evidências.
O eclipse solar de 2027 será o mais longo do século 21 e ocorrerá no dia 2 de agosto. O fenômeno terá sua duração máxima de escuridão total estimada em mais de seis minutos, sendo visível em diversas regiões do Hemisfério Oriental, incluindo partes da Europa, África e Ásia.
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Onde será possível ver o eclipse solar?
Embora grande parte da Europa, África e sul da Ásia conseguirá observar o eclipse de forma parcial, a fase de totalidade — quando a Lua cobre completamente o Sol — será visível apenas dentro de uma estreita faixa de sombra que atravessará dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália, segundo o site Eclipse Wise.
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oglobo
Quanto tempo vai durar o eclipse solar?
De acordo com o portal especializado Space, esse evento está sendo chamado de “o eclipse do século” devido à sua duração excepcional. Na data, a Lua cobrirá totalmente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, o que representa o maior período de totalidade sobre terra firme em todo o século XXI.
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Para comparação, o eclipse solar total de 8 de abril de 2024, que cruzou o México, os Estados Unidos e o Canadá, teve uma totalidade máxima de 4 minutos e 28 segundos, considerada longa. Ainda assim, o eclipse de 2027 deve superar amplamente esse tempo, oferecendo uma oportunidade única tanto para observadores quanto para pesquisadores.
Vale destacar que a faixa de totalidade do eclipse de 2027 — quando o céu escurece em um efeito semelhante a um crepúsculo de 360 graus — será mais larga do que o normal, já que a Lua estará em seu ponto mais próximo da Terra (o chamado perigeu).
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Os tipos de eclipse solar
Arte O GLOBO
No dia 2 de agosto de 2027, essa faixa terá aproximadamente 258 quilômetros de largura e se estenderá por 15.227 quilômetros sobre a superfície terrestre. No total, cobrirá cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados — uma área significativa, embora ainda pequena se comparada aos 510 milhões de km² da superfície total do planeta.
Como acontece um eclipse solar?
Como explica a Nasa, um eclipse é um fenômeno celeste capaz de causar admiração ao mudar drasticamente a aparência do Sol e da Lua, os dois corpos mais visíveis no céu. Na Terra, um eclipse solar ocorre quando Terra, Lua e Sol se alinham. Dependendo da forma como isso acontece, o fenômeno pode oferecer uma visão única e impressionante.
As etapas do Eclipse Solar Total
Arte O GLOBO
O eclipse solar acontece quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o planeta que bloqueia total ou parcialmente a luz solar em determinadas regiões. Isso só ocorre ocasionalmente, já que a órbita da Lua não está no mesmo plano exato da Terra e do Sol. O período em que esses alinhamentos são possíveis é conhecido como temporada de eclipses, que acontece duas vezes por ano.
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Os dois homens acusados do atentado antissemita que deixou 15 mortos na semana passada em uma praia de Sydney “planejaram meticulosamente” o ataque ao longo de vários meses e chegaram a organizar treinamentos “táticos” em campo, segundo documentos judiciais divulgados nesta segunda-feira pela polícia australiana.
Atirador da Austrália é acusado de 59 crimes, incluindo homicídio e terror, após assassinato de 15 pessoas em festividade judaica
Um homem e seu filho são acusados de abrir fogo contra uma multidão que celebrava a festa judaica do Hanukkah em 14 de dezembro, na famosa praia de Bondi, um dos pontos turísticos mais conhecidos do país.
Em meio ao luto, a Austrália observou um minuto de silêncio no domingo, exatamente uma semana após os primeiros disparos. De acordo com as autoridades, o crime foi motivado pela ideologia do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
Os documentos policiais indicam que os suspeitos promoveram um “treinamento com armas de fogo”, aparentemente em uma área rural do estado de Nova Gales do Sul, onde fica Bondi. A polícia afirma que os acusados “planejaram meticulosamente” o atentado durante meses. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram os dois homens disparando espingardas e realizando “movimentações táticas”.
Também foi encontrado no telefone de um dos suspeitos um vídeo em que ambos aparecem repudiando os “sionistas” diante de uma bandeira do EI, enquanto recitam um trecho do Alcorão e detalham suas motivações para o ataque.
As investigações revelam ainda que os atiradores fizeram uma viagem de “reconhecimento” à praia poucos dias antes do atentado, considerado um dos episódios de violência mais graves registrados no país em décadas.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, reiterou que apresentará projetos de lei mais rigorosos contra o discurso de ódio e o extremismo e pediu desculpas à comunidade judaica do país.
“Não vamos permitir que os terroristas inspirados pelo EI vençam. Não vamos deixar que dividam nossa sociedade e vamos superar isso juntos”, disse.
“O governo trabalhará todos os dias para proteger os judeus australianos, para proteger seu direito fundamental como australianos do orgulho de quem são, de praticar sua fé, de educar seus filhos e de participar da sociedade australiana da maneira mais plena possível”, prometeu.
Nesta segunda-feira, visitantes continuavam a prestar homenagens silenciosas em um memorial improvisado para as vítimas na praia de Bondi. Flores foram deixadas no local.
‘Reformas duras’
O governo federal australiano anunciou um pacote de mudanças nas leis sobre posse de armas e discurso de ódio, além de uma revisão dos serviços policiais e de inteligência. Albanese já havia anunciado um amplo plano de recompra para “retirar as armas” das ruas.
O governo de Nova Gales do Sul, estado mais populoso do país, convocou o Parlamento por dois dias a partir desta segunda-feira para apresentar o que definiu como as “reformas mais duras do país sobre armas de fogo”, além da proibição de símbolos terroristas.
“Não podemos fingir que o mundo é o mesmo de antes do incidente terrorista”, declarou o chefe do Executivo estadual, Chris Minns.
“Eu daria qualquer coisa para voltar uma semana, um mês, dois anos, para garantir que isso não tivesse acontecido, mas precisamos tomar medidas para que nunca mais aconteça”, acrescentou.
A nova regulamentação prevê limitar a quatro o número de armas por pessoa — ou até dez, no caso de indivíduos com permissões especiais, como agricultores. Segundo as autoridades, o estado possui mais de 1,1 milhão de armas registradas.
A legislação também proibiria a exibição de “símbolos terroristas”, incluindo a bandeira do EI, encontrada em um veículo ligado a um dos suspeitos. Além disso, permitiria às autoridades proibir protestos por até três meses após um atentado.
Um dos atiradores, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia durante o ataque. De nacionalidade indiana, ele entrou na Austrália com visto em 1998. O filho, Naveed, de 24 anos e cidadão australiano, foi transferido do hospital para a prisão nesta segunda-feira. Ele responde a diversas acusações, entre elas “terrorismo” e 15 homicídios.
Uma discussão entre um piloto da companhia aérea Emirates e um controlador de tráfego aéreo no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, ganhou repercussão após a divulgação de um áudio das comunicações entre a aeronave e a torre de controle. Na gravação, o piloto pede que o controlador seja “mais profissional e mais claro” ao transmitir instruções.
Avião ‘desaparecido’ há 13 anos é encontrado em aeroporto na Índia e gera multa de estacionamento para a companhia
O episódio ocorreu durante o pouso de um Airbus A380 da Emirates que chegava a Nova York vindo de Dubai, no dia 9 de dezembro. As comunicações foram publicadas no YouTube pelo canal You can see ATC, especializado em aviação.
Escute:
De acordo com o áudio, o controlador orientou a aeronave a seguir por uma pista específica e a dar passagem a um avião da British Airways. A tripulação da Emirates, no entanto, não teria compreendido a instrução e acabou desacelerando, o que irritou o profissional na torre.
— Eu disse para não parar. É preciso manter a velocidade. Há tráfego atrás de você — afirmou o controlador.
— Senhor, suas instruções anteriores não foram claras. Não há necessidade de ser grosseiro. Seja mais profissional e mais claro da próxima vez — respondeu o piloto, acrescentando que quatro pilotos na cabine, incluindo um falante nativo de inglês, não entenderam a orientação.
Após o pouso, o controlador tentou retomar a conversa, questionando o que teria faltado de clareza. A tripulação optou por encerrar a discussão. Minutos depois, em contato com outro controlador, o piloto explicou que havia recebido instruções conflitantes. O profissional, então, esclareceu que mudanças rápidas nas rotas e fechamentos de áreas do aeroporto podem gerar ajustes frequentes para manter o fluxo de tráfego.
Ao menos 16 pessoas morreram após um grave acidente envolvendo um ônibus interestadual na ilha de Java, na Indonésia, na madrugada desta segunda-feira. O veículo, que transportava 34 passageiros, perdeu o controle, colidiu contra uma barreira de concreto e tombou em uma rodovia pedagiada na cidade de Semarang, capital da província de Java Central.
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Segundo Budiono, chefe das equipes de busca e resgate, o ônibus entrou em uma alça de acesso em curva na rodovia Krapyak quando ocorreu o impacto. — A força da colisão lançou alguns passageiros para fora e deixou outros presos contra a estrutura do ônibus — afirmou.
O veículo havia partido de Jacarta com destino a Yogyakarta, cidade histórica considerada o centro cultural da ilha de Java. Seis vítimas morreram ainda no local. Outras dez não resistiram aos ferimentos durante o transporte ou após darem entrada em hospitais da região.
Dezoito sobreviventes seguem internados em duas unidades hospitalares próximas. De acordo com as autoridades, cinco estão em estado crítico, enquanto 13 apresentam ferimentos graves. Equipes de resgate e policiais chegaram ao local cerca de 40 minutos após o acidente.

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