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Na comunidade diplomática de Pequim, Honduras ocupa uma posição singular. Para começar, tem uma das embaixadas mais novas da capital chinesa. Só foi aberta em 2023, quando o país estabeleceu relações com a China e desfez os laços com Taiwan, a ilha que Pequim considera uma província rebelde. Passados dois anos, a mudança provou ter sido a decisão acertada, garante o embaixador de Honduras, Salvador Moncada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No fim de outubro, o Partido Comunista da China delineou o seu plano de ação para os próximos cinco anos, uma prática repetida desde que refundou o país em 1949. No estilo chinês, foi um acontecimento sem fogos de artifício, mas cheio de significado. A lista oficial de recomendações antecipa que o país tem adiante “oportunidades estratégicas ao lado de riscos e desafios, enquanto incertezas e fatores imprevisíveis estão em alta”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Colômbia começará a pulverizar o herbicida glifosato com drones voando em baixa altitude “esta semana”, anunciou o governo nesta segunda-feira, em meio à pressão dos Estados Unidos para fortalecer suas políticas antidrogas. Após recomendação do Ministério da Saúde e uma ordem judicial, o país suspendeu a pulverização aérea de glifosato em 2015 devido a preocupações com seu impacto na saúde humana e nos recursos hídricos.
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A nova medida estipula que os drones voarão a uma altitude máxima de 1,5 metro acima das plantações de coca e realizarão uma pulverização “controlada” para evitar que o produto químico afete comunidades ou ecossistemas, disse o ministro interino da Justiça, Andrés Idárraga, em coletiva de imprensa.
As comunidades se opõem ao glifosato devido a preocupações com a saúde e porque ele destrói plantações legais. Elas também relataram defeitos congênitos após a pulverização. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os potenciais efeitos cancerígenos do herbicida. O anúncio surge em um momento em que as relações entre a Colômbia e os Estados Unidos se encontram no seu ponto mais baixo, após décadas de cooperação no combate às drogas.
Washington revogou a designação do país como aliado no combate às drogas e impôs duras sanções ao presidente Gustavo Petro, considerando-o demasiado leniente com os grupos armados que produzem cocaína. A fumigação ocorrerá em redutos do narcotráfico onde organizações armadas “estão forçando os agricultores a plantar folhas de coca”, afirmou Idárraga.
O presidente de esquerda, que criticou consistentemente o uso do glifosato quando era senador da oposição, reverteu a sua política oito meses antes de deixar o cargo, justamente quando a Colômbia bate recordes de cultivo de coca. O ministro assegurou que todos os procedimentos necessários estão sendo agilizados para que “a Polícia Nacional inicie estas operações no país até quinta ou sexta-feira, no máximo”.
O ex-presidente Iván Duque (2018-2022) tentou retomar a pulverização aérea do herbicida, mas o Tribunal Constitucional bloqueou a medida em uma decisão favorável às comunidades camponesas, afro-colombianas e indígenas que haviam entrado com ações judiciais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira que a Marinha americana construirá dois novos navios de guerra da “classe Trump”, com o objetivo final de adquirir 25 novas embarcações. O anúncio do presidente, que já havia criticado a aparência dos navios de guerra da Marinha, foi o exemplo mais recente de Trump reformulando um aspecto do governo federal à sua imagem.
Os navios da classe Trump “serão os maiores navios de guerra da História do nosso país, os maiores navios de guerra já construídos na História do mundo”, disse o presidente a jornalistas em sua residência em Mar-a-Lago, no estado americano da Flórida.
— Elas ajudarão a manter a supremacia militar americana, revitalizar a indústria naval americana e inspirar medo nos inimigos dos Estados Unidos em todo o mundo — disse Trump ao lado dos secretários Pete Hegseth (Defesa) e Marco Rubio (Estado).
*Em atualização.
O presidente da Finlândia confirmou nesta segunda-feira que a idade máxima para reservistas será elevada de 60 para 65 anos em 2026, a fim de reforçar a prontidão militar contra a ameaça representada pela vizinha Rússia. O ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkanen, afirmou que a reforma, que entrará em vigor em 1º de janeiro, resultará em um aumento de 125 mil recrutas ao longo de um período de cinco anos.
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“O número de reservistas finlandeses será de cerca de um milhão até 2031”, disse Häkkanen em um comunicado.
Atualmente, a reserva finlandesa conta com cerca de 900 mil cidadãos, e o país membro da OTAN possui uma força de combate de 280 mil soldados.
“Esta e outras medidas para fortalecer nossa defesa demonstram que a Finlândia está garantindo sua segurança agora e no futuro”, declarou Häkkanen.
O serviço militar é obrigatório para todos os homens finlandeses ao completarem 18 anos e voluntário para as mulheres no país, qu tem 5,6 milhões de habitantes. Os recrutas podem servir por seis, nove ou doze meses, dependendo do treinamento. O novo limite de idade será aplicado quando a lei entrar em vigor.
De acordo com as novas regras, a disponibilidade de recrutas será estendida em 15 anos para praças e em 5 anos para sargentos e oficiais. A Finlândia compartilha uma fronteira de 1.340 km com a Rússia e encerrou décadas de não alinhamento militar ao ingressar na Otan em abril de 2013, pouco mais de um ano após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A Finlândia fechou sua fronteira leste com a Rússia em dezembro de 2013, suspeitando que Moscou estivesse orquestrando a chegada de migrantes para desestabilizar o país.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, declarou nesta segunda-feira que a Rússia “reafirmou seu total apoio” ao governo de Caracas diante do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos navios petroleiros sancionados pelo governo do presidente Donald Trump. Em meio à escalada militar no Caribe, os EUA apreenderam dois navios-tanque carregados com petróleo venezuelano, que qualificou os confiscos das embarcações como atos de pirataria e um “roubo descarado”.
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A autoridade afirmou que seu homólogo russo, Serguei Lavrov, “expressou firmemente a solidariedade da Rússia ao povo da Venezuela e ao presidente Nicolás Maduro, e reafirmou seu total apoio diante das hostilidades contra o nosso país”, segundo uma mensagem no Telegram.
“O chanceler russo afirmou que a Rússia dará toda a sua cooperação e apoio à Venezuela contra o bloqueio, manifestando total apoio às ações empreendidas no âmbito do Conselho de Segurança da ONU”, acrescentou o ministro venezuelano.
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“Os ministros expressaram sua profunda preocupação com a escalada das ações de Washington no mar do Caribe, que poderiam ter graves consequências para a região e ameaçar a navegação internacional”, informou em nota do Ministério das Relações Exteriores russo, na qual “reafirmou seu apoio total e sua solidariedade aos dirigentes e ao povo venezuelano”.
Moscou e Caracas acordaram continuar com sua estreita colaboração e coordenar suas ações no cenário internacional, em particular na ONU, para “garantir o respeito à soberania dos Estados e a não interferência em seus assuntos internos”, apontou o governo russo.
Rússia e Venezuela têm 26 anos de cooperação que abrange a área de equipamento militar.
O apoio russo ao governo Maduro não é preocupante para os Estados Unidos porque Moscou está com “as mãos ocupadas” com a guerra na Ucrânia, assegurou na semana passada o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante coletiva de imprensa no Departamento de Estado.
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Trump afirmou que o bloqueio será mantido até que a Venezuela devolva o petróleo roubado dos Estados Unidos, em sua avaliação. Maduro, por sua vez, disse que a apreensão de navios-tanque “é uma pretensão belicosa e colonialista”.
Desde agosto, os Estados Unidos realizam manobras inéditas que envolvem o maior porta-aviões do mundo com o argumento de combater o tráfico de drogas. Maduro afirma que o objetivo real é promover uma “mudança de regime” para se apropriar do petróleo venezuelano.
O governo dos Estados Unidos retirará dezenas de embaixadores nomeados durante a administração anterior do presidente Joe Biden, como parte de uma ampla reestruturação destinada a alinhar o corpo diplomático com as prioridades de política externa do presidente Donald Trump. Os chefes de missão, em sua maioria diplomatas de carreira, foram informados de que deveriam deixar seus cargos até meados de janeiro, de acordo com a Associação Americana do Serviço Exterior (AFSA), que representa os funcionários do Departamento de Estado.
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Segundo informações da imprensa, embaixadores de 30 países, principalmente da África, serão afetados.
Embora seja comum um governo reorganizar os embaixadores em missões ou capitais estratégicas e nomear doadores ou apoiadores do presidente, é incomum que diplomatas de carreira se aposentem antes do término de seu mandato ou que seu sucessor seja nomeado.
“Nenhuma explicação foi dada para essas remoções”, disse a AFSA no Facebook. “Remover diplomatas de alto escalão sem justa causa mina a credibilidade dos Estados Unidos no exterior e envia um sinal preocupante ao corpo diplomático profissional”.
Um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou na segunda-feira que a troca de embaixadores é “um processo padrão em qualquer governo”.
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— Um embaixador é um representante pessoal do presidente, e é direito do presidente garantir que haja indivíduos nesses países que promovam a agenda América Primeiro — disse o funcionário sob condição de anonimato, aludindo ao slogan da campanha e do governo Trump.
Em seu segundo mandato, Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, reformaram a diplomacia americana para se concentrarem no combate à imigração ilegal, no corte da ajuda externa e em políticas de diversidade. Rubio supervisionou a demissão de centenas de funcionários dentro do Departamento de Estado.
Uma assembleia regional japonesa apoiou nesta segunda-feira um plano para reiniciar a maior usina nuclear do mundo pela primeira vez desde o desastre de Fukushima em 2011, dando um passo importante rumo à sua retomada. A mudança ocorreu depois que o governador da província de Niigata, Hideyo Hanazumi, aprovou o reinício da fábrica de Kashiwazaki-Kariwa no mês passado.
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A usina foi desativada quando o Japão interrompeu a geração de energia nuclear após um terremoto e tsunami colossais que causaram o derretimento de três reatores na usina atômica de Fukushima em 2011.
No entanto, a nação com poucos recursos naturais agora quer revitalizar a energia atômica para reduzir sua forte dependência de combustíveis fósseis, alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e atender às crescentes necessidades energéticas da inteligência artificial.
A assembleia de Niigata, onde fica Kashiwazaki-Kariwa, votou na segunda-feira um projeto de lei orçamentária regional suplementar, que incluía uma resolução complementar para endossar a decisão do governador.
— A medida foi aprovada por maioria de votos — disse o presidente da assembleia, enquanto a maioria dos 53 membros se levantava para expressar seu apoio.
Superado esse obstáculo, espera-se que a Tokyo Electric Power (TEPCO) se dirija à agência reguladora nuclear do Japão para obter a permissão final para a retomada das operações. A TEPCO submeterá o pedido à Autoridade de Regulação Nuclear antes do final do ano, segundo a imprensa japonesa.
Segundo a emissora nacional NHK e o jornal de negócios Nikkei, a empresa está considerando reativar um dos sete reatores de Kashiwazaki-Kariwa por volta de 20 de janeiro.
Segundo a emissora de TV local Broadcasting System of Niigata (BSN), espera-se que Hanazumi se encontre com o Ministro da Indústria, Ryosei Akazawa, na terça-feira, para manifestar seu apoio à retomada das atividades da fábrica.
O reator já atendeu aos padrões de segurança nuclear do país, e a TEPCO aguardava a aprovação das comunidades locais para a ativação da usina.
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A primeira-ministra Sanae Takaichi manifestou seu apoio ao uso da energia nuclear.
O Japão é o quinto maior emissor de dióxido de carbono do mundo, depois da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Rússia, e depende fortemente da importação de combustíveis fósseis.
Em 2023, quase 70% de suas necessidades energéticas foram atendidas por usinas que queimam carvão, gás e petróleo — um número que Tóquio quer reduzir para 30-40% nos próximos 15 anos.
Antes do terremoto e tsunami de 2011, que matou cerca de 18 mil pessoas, a energia nuclear gerava cerca de um terço da eletricidade do Japão, sendo que os combustíveis fósseis contribuíam com a maior parte do restante.
Após o desastre, a TEPCO desligou gradualmente suas instalações nucleares, mas 14 reatores, principalmente nas regiões oeste e sul, retomaram a operação sob rigorosos padrões de segurança.
A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reprimir os navios que transportam petróleo da Venezuela, uma parte crescente de sua campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro, teve uma reviravolta inusitada no fim de semana. No sábado, a Guarda Costeira dos EUA tentou interceptar o petroleiro Bella 1, que, segundo as autoridades, não arvorava uma bandeira nacional válida, tornando-o um navio apátrida sujeito a abordagem sob o direito internacional. Autoridades americanas obtiveram um mandado de apreensão para a embarcação com base em seu envolvimento anterior no comércio de petróleo iraniano, mas disseram que o navio se recusou a se submeter e zarpou.
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Aqui está o que se sabe sobre a situação.
Fuga no Atlântico
Dados de rastreamento de navios mostraram que o Bella 1 estava a caminho para carregar petróleo bruto venezuelano e não transportava carga. O navio está sob sanções dos EUA desde o ano passado por transportar petróleo iraniano, que, segundo as autoridades, foi usado para financiar o terrorismo. Ele ainda não havia entrado em águas venezuelanas e não estava sob escolta naval. A carga que ele deveria pegar havia sido comprada pelo empresário panamenho Ramón Carretero, sancionado pelos EUA por ligações com a família Maduro, de acordo com dados da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA.
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As forças americanas aproximaram-se do Bella 1 no final do sábado. Mas este recusou-se a ser abordado, virando em vez disso e criando o que um oficial americano descreveu como “uma perseguição ativa”.
No domingo, o Bella 1 continuava a fugir das Caraíbas e a transmitir sinais de socorro para navios próximos, de acordo com mensagens de rádio analisadas pelo The New York Times e publicadas pela primeira vez online por um blogueiro marítimo. O navio estava viajando para nordeste em direção ao Oceano Atlântico, a mais de 300 milhas de Antígua e Barbuda, segundo as mensagens. No domingo à noite, o Bella 1 havia enviado mais de 75 alertas.
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Não está claro quais medidas os Estados Unidos estão tomando para perseguir o navio. A Casa Branca disse que Trump faria um anúncio nesta segunda-feira com seu secretário de Defesa e seu secretário da Marinha, mas não deu nenhuma indicação sobre o assunto.
Dois navios interceptados
Fuzileiro naval americano acompanha de helicóptero mobilização no Mar do Caribe
Staff Sgt. Brett Norman/ US MARINE CORPS/ AFP
No sábado, a Guarda Costeira parou e abordou o Centuries, um petroleiro que havia carregado recentemente petróleo venezuelano, supostamente para um comerciante chinês. As autoridades não tinham um mandado de apreensão para o navio com bandeira do Panamá e disseram que estavam verificando a validade de seu registro. Não ficou claro por quanto tempo o navio ficaria detido.
Em 10 de dezembro, os Estados Unidos apreenderam outro petroleiro, o Skipper, que transportava petróleo venezuelano, mas anteriormente havia transportado petróleo iraniano. O navio foi escoltado até Galveston, no Texas.
Maduro respondeu ordenando que a Marinha venezuelana escoltasse alguns petroleiros, aumentando o risco de um confronto armado no mar.
Objetivo: estrangular finanças
O governo Trump tem procurado justificar os esforços para restringir o tráfego de petroleiros que entram e saem da Venezuela, argumentando que é necessário cortar as receitas da exportação de petróleo que financiam o narcoterrorismo, de acordo com autoridades. Trump acusou Maduro de roubar petróleo de empresas americanas e usar as receitas do petróleo para financiar atividades criminosas, embora não tenha apresentado provas para essas alegações.
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A ameaça de apreensões adicionais já está influenciando as rotas dos petroleiros. Alguns navios que pareciam estar indo para a Venezuela deram meia-volta, de acordo com monitores globais de transporte marítimo. Grande parte do petróleo da Venezuela é vendida para a China, parte por meio de Cuba, e parte é licenciada para os Estados Unidos.
As ações alimentaram a incerteza sobre os objetivos finais do governo. Permitir que a maioria dos navios continue operando não seria um verdadeiro bloqueio — um ato de guerra —, mas sim uma série de operações de aplicação da lei.
Escalada contra Maduro
O governo Trump passou os últimos meses aumentando a presença militar no Caribe sob o pretexto de uma campanha contra o narcotráfico. Os Estados Unidos atacaram barcos que, segundo a Casa Branca, estavam contrabandeando drogas, matando pelo menos 104 pessoas. Trump acusou Caracas de inundar os EUA com fentanil. Mas a Venezuela não é produtora de drogas e não tem nenhum papel conhecido no comércio de fentanil. A maior parte da cocaína que transita pelo país tem destino na Europa, e muitos especialistas jurídicos afirmam que os ataques aos barcos são ilegais.
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Em particular, autoridades americanas dizem que a campanha tem como objetivo menos coibir o tráfico de drogas do que remover Maduro, há muito acusado por sucessivos governos democratas e republicanos de fraudar eleições, reprimir dissidentes e cometer violações dos direitos humanos.
Mais recentemente, Trump e seus assessores apontaram outro objetivo: ganhar influência sobre as vastas reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo e a espinha dorsal de sua economia. A Venezuela já recebeu empresas de energia americanas, e Trump indicou que deseja ter acesso a esses recursos novamente.
A ‘frota fantasma’
Especialistas estimam que até 20% dos petroleiros globais transportam petróleo do Irã, da Venezuela e da Rússia, violando as sanções dos EUA. Esses navios costumam disfarçar sua localização e apresentar documentos falsos. O Bella 1, por exemplo, falsificou seu sinal de localização em uma viagem anterior.
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Autoridades americanas afirmam ter identificado outros petroleiros que transportam petróleo venezuelano e que, por terem se envolvido anteriormente no comércio de petróleo iraniano, estão sujeitos às sanções dos EUA. Trump disse na semana passada que mais apreensões podem ocorrer, anunciando um “bloqueio total” dos “petroleiros sancionados” que viajam de e para a Venezuela. Mas pelo menos um navio abordado pelas forças americanas, o Centuries, não aparece na lista pública de sanções do Departamento do Tesouro.
O governo da Venezuela condenou a abordagem do Centuries como roubo e sequestro, acusando os Estados Unidos de desaparecer à força com a tripulação.
Ataques em alto-mar sem precedentes
Trump ordenou o uso das Forças Armadas para atacar embarcações que, segundo ele, estariam envolvidas no contrabando de drogas, ao reivindicar autoridade para tratar o tráfico como um conflito armado. Historiadores ouvidos pela imprensa americana afirmam que os precedentes mais próximos desse tipo de ação em águas internacionais se limitam a operações contra piratas, como as ofensivas do presidente Thomas Jefferson contra corsários da Barbária, no início do século XIX, e o uso da força autorizado por Barack Obama contra piratas somalis, em 2009. No último caso, voltado sobretudo a missões de resgate, enquanto Jefferson reagia à captura de navios americanos.
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— Desde a década de 1970, os presidentes reivindicam o direito de tomar medidas militares, incluindo ataques mortais, contra atores não estatais que ameaçam os Estados Unidos — disse Jeremi Suri, professor da Universidade do Texas em Austin.
Segundo ele, no entanto, o país “em geral não tem como alvo traficantes de drogas dessa maneira”.
Para Manisha Sinha, professora de História Americana da Universidade de Connecticut, os EUA historicamente atuaram no apoio a governos da América Central para prender traficantes, não para matá-los:
— Nenhum presidente matou unilateralmente supostos traficantes de drogas em águas internacionais — afirmou.
Cerca de 130 alunos de uma escola católica da Nigéria foram entregues às autoridades nesta segunda-feira, um dia depois de o governo anunciar que havia garantido a libertação do grupo. Seis vans com as crianças foram escoltadas por forças de segurança em veículos blindados até a sede do governo do estado de Níger. No final de novembro, centenas de crianças e funcionários do internato misto Saint Mary’s haviam sido sequestrados. 
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As autoridades informaram que este era o último grupo de alunos mantidos em cativeiro após o sequestro em massa ocorrido no internato misto Saint Mary’s, no centro-norte do país. No domingo, um porta-voz da Presidência havia confirmado a libertação dos estudantes.  
“Outros 130 alunos sequestrados do estado de Níger foram libertados; não resta ninguém em cativeiro”, afirmou Sunday Dare em publicação na rede social X, acompanhada de uma foto que mostra crianças sorrindo.
O anúncio ocorreu após a libertação de outros 100 alunos no início do mês.  O número exato de pessoas levadas e mantidas em cativeiro nunca foi oficialmente confirmado, mas a Associação Cristã da Nigéria (CAN) declarou que 315 estudantes e funcionários foram sequestrados na ação. 
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Uma década
Os sequestros em massa de estudantes se tornaram recorrentes na Nigéria na última década. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 2014, quando jihadistas do Boko Haram capturaram 300 estudantes na cidade de Chibok. Dez anos depois, o paradeiro de 90 delas permanece desconhecido. 
A Nigéria, país mais populoso da África, com cerca de 230 milhões de habitantes, é dividida entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, de predominância cristã.

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