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Mais de 400 mulheres influentes, incluindo quatro ganhadoras do Prêmio Nobel e várias ex-presidentes e primeiras-ministras, exigiram nesta terça-feira que o Irã libertasse imediatamente a engenheira e ativista Zahra Tabari, temendo que ela enfrente uma execução iminente. O apelo público urgente alegava que Tabari, uma mãe de 67 anos, foi condenada à morte em outubro após “um julgamento simulado de 10 minutos, realizado remotamente por videoconferência sem a presença de um advogado de sua escolha”.
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A carta, organizada por uma associação de famílias de vítimas sediada em Londres, chamada Justiça para as Vítimas do Massacre de 1988 no Irã, afirmava que Tabari enfrentava “a pena de morte unicamente por segurar uma faixa com os dizeres ‘Mulher, Resistência, Liberdade'”.
A faixa era uma aparente brincadeira com “Mulher, Vida, Liberdade”, um slogan popular durante os protestos nacionais de 2022, desencadeados pela morte sob custódia iraniana de Mahsa Amini, de 22 anos .
Não houve menção ao caso dela na mídia oficial iraniana, nem confirmação de que ela havia sido condenada à morte. No entanto, um grupo de oito especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas também emitiu uma declaração exigindo que o Irã “pare imediatamente a execução” de Tabari, afirmando que ela foi considerada culpada de “baghi”, ou rebelião armada, com base unicamente na faixa e em uma mensagem de áudio não divulgada.
“O caso de Tabari demonstra um padrão de graves violações do direito internacional dos direitos humanos no que diz respeito às garantias de um julgamento justo e ao uso inadequado da pena capital para crimes de segurança nacional amplos e mal definidos”, afirmaram.
Segundo a organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, as autoridades iranianas executaram mais de 40 mulheres somente este ano.
Com agências internacionais.
O Parlamento de Israel anunciou nesta terça-feira a prorrogação de uma lei que permite proibir a transmissão no país de qualquer veículo de comunicação estrangeira considerado prejudicial à segurança nacional. Essa legislação, aprovada em abril de 2024 durante a guerra em Gaza, tinha como alvo principal a emissora catari Al Jazeera, acusada pelas autoridades israelenses de servir como “canal de propaganda” para milicianos palestinos.
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A lei estava originalmente limitada ao estado de emergência declarado no início da guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas ao território israelense em 7 de outubro de 2023. No entanto, em 1º de dezembro, o Knesset — como se denomina a assembleia legislativa do país — votou pelo fim desse estado de emergência.
A emenda aprovada recentemente significa que a lei permanecerá em vigor por mais dois anos.
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De acordo com um comunicado divulgado pelo Knesset nesta terça-feira, a emenda “permite, sob uma disposição temporária válida até 31 de dezembro de 2027, a restrição de restrições de veículos de comunicação estrangeiros que ameacem a segurança nacional”.
Segundo a lei, se o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinar que um veículo de comunicação estrangeira representa uma ameaça à segurança nacional, o Ministério das Comunicações pode ordenar que cesse as suas transferências.
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A pasta também está autorizada a fechar as instalações da mídia sancionada, confiscar seus equipamentos de transmissão e bloquear seu site, conforme o projeto de lei publicado pelo jornal israelense Haaretz.
A legislação exige que o premier consulte os órgãos de segurança, incluindo a polícia, antes de emitir uma exclusão, embora um único parecer favorável seja suficiente.
A liberdade de imprensa em Israel piorou desde o início do conflito em Gaza, caindo 11 posições no índice mundial da liberdade de imprensa de 2025 da organização Repórteres Sem Fronteiras, passando da 101ª para a 112ª posição entre 180 países avaliados em 2024.
A barca solar do rei Quéops, apresentada como “o maior e mais antigo artefato de madeira da história da humanidade”, foi transferida nesta terça-feira para o Grande Museu Egípcio, onde sua restauração será realizada à vista do público durante os próximos quatro anos. No vestíbulo do pavilhão dedicado à barca, uma área de cerca de 4.000 m², os restauradores instalaram a primeira das 1.650 tábuas de madeira que voltarão a compor a embarcação funerária real.
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Este museu anexo também expõe outra barca da mesma época, descoberta em 1987. Ambas são consideradas “os barcos arqueológicos mais antigos conhecidos e o maior vestígio orgânico descoberto na história da humanidade”, segundo Isa Zidan, diretor-geral de restaurações do GEM.
“Assistimos hoje a um dos projetos de restauração mais importantes do século XXI”, resumiu o ministro do Turismo, Sherif Fathi. “É um projeto importante para o museu, para a história e para a humanidade”, acrescentou.
No vestíbulo do pavilhão dedicado à barca, uma área de cerca de 4.000 m², os restauradores instalaram a primeira das 1.650 tábuas de madeira que voltarão a compor a embarcação funerária real
Ahmed Hasan/AFP
O programa é financiado pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional, que concedeu uma subvenção de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19,5 milhões, na cotação atual), além do envio de especialistas japoneses para trabalhar junto às equipes egípcias.
Construída há cerca de 4.600 anos, durante o reinado do rei Queóps, construtor da Grande Pirâmide, a embarcação, feita de madeira de cedro e acácia e com cerca de 43,5 metros de comprimento, foi descoberta em 1954 em Gizé. No entanto, as escavações só começaram em 2011.
Zidan indicou que as tábuas de madeira “sofreram uma degradação térmica e estavam muito fragilizadas, por isso as missões arqueológicas hesitavam em empreender o projeto”. Os arqueólogos trataram as tábuas da embarcação e seus remos de madeira com “materiais orgânicos reconhecidos a nível mundial, como a nanocelulose e a hidroxipropilcelulose”, indicou.
As tropas ucranianas se retiraram da cidade de Siversk, no leste do país, informou o Estado-Maior nesta terça-feira, em meio à intensificação dos avanços russos na frente de batalha nos últimos meses. Localizada na região de Donetsk, Siversk vinha sendo alvo constante de bombardeios e ataques terrestres. O anúncio de Kiev, porém, foi feito horas após a Rússia lançar ataques em larga escala com drones e mísseis durante a madrugada.
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“Para preservar a vida de nossos soldados e a prontidão de combate de nossas unidades, os defensores ucranianos se retiraram da localidade”, declarou o Estado-Maior ucraniano em comunicado no Telegram. Segundo a nota, as forças russas têm atualmente “uma vantagem significativa” em termos de efetivos e equipamentos na área.
A Rússia anunciou a captura de Siversk quase duas semanas antes. Na ocasião, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, informou o avanço ao presidente Vladimir Putin durante uma reunião transmitida pela televisão estatal. Kiev, no entanto, afirmou nesta terça-feira que as forças ucranianas continuam combatendo nos arredores da cidade e que Siversk permanece ao alcance do fogo ucraniano.
Localizada a cerca de 30 quilômetros a leste de Kramatorsk e Sloviansk — as duas últimas grandes cidades ainda sob controle ucraniano em Donetsk —, Siversk tinha cerca de 11 mil habitantes antes da guerra. A região, de perfil industrial e minerador, é considerada estratégica por Moscou e está no centro da disputa territorial no leste do país.
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O avanço russo em Donetsk ocorre de forma gradual, mas constante, segundo avaliações ucranianas e ocidentais. Tropas de Kiev, em menor número e com menos armamento pesado, enfrentam dificuldades para conter a ofensiva. Algumas das batalhas mais violentas do conflito têm ocorrido justamente nessa região.
Em coletiva de fim de ano na semana passada, Putin, fortalecido pelos recentes ganhos no campo de batalha, afirmou que a Rússia poderá tomar mais território. Donetsk é apontada como o principal entrave nas negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos, e autoridades ucranianas dizem estar sob pressão para ceder as áreas remanescentes da região ainda sob controle de Kiev.
Nova escalada
A retirada ocorre em um contexto de forte escalada militar russa, marcada por ataques em larga escala com drones e mísseis em diversas regiões da Ucrânia. Na madrugada desta terça, Moscou lançou mais de 650 drones e dezenas de mísseis em ofensivas que atingiram áreas residenciais e a infraestrutura energética do país, deixando ao menos três civis mortos — entre eles uma criança — e provocando apagões em meio a temperaturas abaixo de zero.
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De acordo com autoridades ucranianas, os bombardeios mais recentes afetaram ao menos 13 regiões, com danos significativos no oeste, no centro e no sul do país. A Força Aérea da Ucrânia afirmou ter interceptado a maioria dos projéteis, mas confirmou impactos em redes elétricas, usinas termelétricas e instalações portuárias. O Ministério da Energia e a operadora Ukrenergo impuseram cortes emergenciais de eletricidade em várias áreas, classificando os ataques como parte de uma estratégia russa de pressionar a população durante o inverno.
No sul, a região de Odessa foi atingida por bombardeios contra infraestrutura energética, portuária, industrial e residencial. Autoridades locais relataram danos a mais de uma centena de casas e a um navio mercante. No oeste e no norte do país, regiões como Lviv, Rivne, Ternopil, Zhytomyr e Sumy também registraram impactos, com mortes de civis e destruição de edifícios residenciais.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que os ataques ocorreram “em meio às negociações” diplomáticas em curso para tentar encerrar a guerra, que se aproxima de completar quatro anos. Nas redes, o líder ucraniano classificou os bombardeios como um sinal claro das prioridades de Moscou. “Um ataque antes do Natal, quando as pessoas querem estar com suas famílias, em casa, em segurança”, escreveu.
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No campo diplomático, representantes ucranianos, russos e aliados europeus participaram recentemente de conversas mediadas pelos EUA. O enviado americano Steve Witkoff descreveu os encontros como “produtivos e construtivos”, enquanto Trump afirmou que “as conversas estão avançando”, embora sem indicar resultados concretos. Autoridades ucranianas e europeias têm dito que a Rússia não demonstra engajamento efetivo para um acordo, enquanto Moscou afirma que só aceitará um entendimento que trate do que chama de “causas profundas” do conflito.
A retirada de Siversk se insere nesse cenário de pressão militar contínua no leste da Ucrânia, onde as forças russas vêm avançando gradualmente em algumas frentes. A cidade, próxima a outras localidades estratégicas de Donetsk, era considerada um ponto defensivo relevante para Kiev. O Estado-Maior não informou se novas linhas defensivas já foram estabelecidas, mas reiterou que a decisão teve como objetivo preservar tropas para combates futuros.
Enquanto isso, a Ucrânia enfrenta o que autoridades e empresários do setor energético descrevem como o inverno mais difícil desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. Com bombardeios frequentes ao sistema elétrico e temperaturas negativas, o país tenta manter serviços essenciais funcionando ao mesmo tempo em que lida com perdas territoriais e a continuidade dos combates no front oriental.
(Com Bloomberg e AFP)
Após duas apreensões de navios petroleiros ligados à Venezuela, a Guarda Costeira dos Estados Unidos tenta desde domingo apreender uma terceira embarcação identificada como Bella 1, que navegava na costa do país latino. Agora, o portal TankerTrackers indicou que o navio estaria se dirigindo para sudeste, em direção à África do Sul. O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu na segunda-feira que o alvo de buscas está em movimento e prometeu que os americanos “acabariam o capturando”.
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Em publicação no X, o TankerTrackers afirmou que o Bella 1 está “em trânsito há 39 dias” e, a uma velocidade média de 11 nós, pode ter “mais 28 a 35 dias de combustível restante, a menos que sua velocidade diminua”.
Segundo relatos na imprensa americana, o navio, que trafegava sob bandeira do Panamá e seguia para o porto venezuelano, está incluído na lista de sanções dos EUA. A escalada de apreensões sugere uma ampliação do bloqueio naval imposto pela Casa Branca há alguns dias e integra mais uma frente da campanha de Washington para pressionar o regime de Caracas, chefiado por Nicolás Maduro.
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Dados de rastreamento de navios mostraram que o Bella 1 estava a caminho para carregar petróleo bruto venezuelano e não transportava carga. O navio está sob sanções dos EUA desde o ano passado por transportar petróleo iraniano, que, segundo as autoridades, foi usado para financiar o terrorismo. Ele ainda não havia entrado em águas venezuelanas e não estava sob escolta naval. A carga que ele deveria pegar havia sido comprada pelo empresário panamenho Ramón Carretero, sancionado pelos EUA por ligações com a família Maduro, de acordo com dados da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA.
As forças americanas aproximaram-se do Bella 1 no final do sábado. Mas este recusou-se a ser abordado, virando em vez disso e criando o que um oficial americano descreveu como “uma perseguição ativa”.
Imagens de satélite e dados de rastreamento de navios confirmaram que o petroleiro Skipper — o primeiro navio apreendido pelos EUA por supostamente transportar petróleo sancionado da Venezuela — está agora ao largo da costa do Texas. O satélite da Vantor registrou em 21 de dezembro que o petroleiro está perto de Galveston, enquanto os dados de rastreamento de navios AIS da MarineTraffic colocam atualmente o Skipper a cerca de 80 km (50 milhas) da costa.
O Skipper foi apreendido pelas autoridades americanas em 10 de dezembro e foi sancionado por vários governos. No momento da apreensão, ele navegava falsamente sob a bandeira da Guiana. A apreensão foi seguida pela interceptação de um segundo petroleiro, o Centuries. Ao contrário do Skipper, ele não estava sob sanções quando foi levado sob custódia dos EUA.
Petróleo na mira de Trump
Trump afirmou que o seu governo pretende manter para si — ou eventualmente vender — o petróleo bruto encontrado em petroleiros apreendidos recentemente ao largo da Venezuela, assim como as próprias embarcações. A declaração foi feita na segunda-feira, na Flórida, em meio à intensificação da pressão americana sobre Maduro. Segundo o republicano, o destino do óleo ainda está em avaliação: ele disse que o material pode ser comercializado, mantido sob controle dos EUA ou até incorporado às reservas estratégicas do país, acrescentando que os navios também permanecerão apreendidos.
Fuzileiro naval americano acompanha de helicóptero mobilização no Mar do Caribe
Staff Sgt. Brett Norman/ US MARINE CORPS/ AFP
A Casa Branca sustenta que o regime venezuelano utiliza receitas do setor petrolífero para financiar crimes ligados ao tráfico de drogas. Caracas, por sua vez, reagiu às acusações, classificando as apreensões como atos de “pirataria”. Neste mês, forças americanas já confiscaram dois petroleiros, incluindo uma embarcação interceptada no último sábado, segundo autoridades dos EUA.
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Trump também comentou a perseguição em curso a um terceiro navio-tanque, descrito pela Guarda Costeira americana como parte de uma “frota fantasma” venezuelana, supostamente usada para driblar sanções impostas por Washington.
— Ele está em movimento, e nós vamos acabar capturando — garantiu o presidente.
Em outro episódio divulgado separadamente na segunda-feira, o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou ter realizado um ataque, em águas internacionais no Pacífico oriental, contra o que classificou como uma embarcação suspeita de envolvimento com tráfico. De acordo com os militares, uma pessoa morreu na operação.
(Com New York Times)
O policial Jack Hibbert, de 22 anos, que foi atingido por um tiro na cabeça durante o ataque terrorista em Bondi Beach, na Austrália, recebeu alta hospitalar e já está em processo de recuperação em casa, conforme informou sua família. Hibbert, em período probatório e com apenas quatro meses de serviço na corporação, foi ferido durante a patrulha de um evento de Hanucá, que acabou sendo alvo de dois indivíduos armados. O ataque resultou em 15 mortes e mais de 40 feridos, sendo classificado pelas autoridades como um ato de terrorismo motivado por extremismo islâmico. 
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Além do disparo na cabeça, o agente também foi ferido no ombro e perdeu a visão de um dos olhos. Apesar da gravidade dos ferimentos, a família comemorou o retorno do jovem para casa, especialmente às vésperas do Natal. 
“Como família, não poderíamos pedir nada além disso. Ter o nosso Jack em casa, especialmente neste período, realmente parece um milagre”, diz o comunicado. 
No mesmo texto, os parentes expressaram gratidão pelo apoio recebido pelas pessoas e elogiaram o trabalho das equipes médicas, considerando o atendimento “excepcional”. De acordo com a família, mesmo após deixar o hospital, Hibbert ainda passa por um processo de recuperação que requer cuidados constantes. “Ele vai precisar de espaço, apoio e pensamentos positivos enquanto se restabelece”, afirmaram. 
Relatos de colegas reforçam a atuação do policial durante o ataque. Hibbert continuou ajudando os participantes do evento mesmo após ser baleado, até que não teve mais condições físicas de fazê-lo.  
— Ele se moveu em direção às pessoas que precisavam de ajuda, e não para longe do perigo — comentaram policiais que estavam no local e o visitaram durante a internação. 
Hibbert foi um dos dois agentes atingidos durante o tiroteio. Scott Dyson, de 25 anos, outro policial ferido, permanece hospitalizado e em processo de recuperação, conforme informações da polícia do estado de Nova Gales do Sul. 
Na semana passada, o comissário da corporação, Mal Lanyon, visitou Hibbert no hospital e o descreveu como um “jovem positivo”. Segundo ele, a polícia dará total apoio ao agente e deverá definir funções compatíveis com sua condição após a recuperação. 
As investigações indicam que os atiradores foram influenciados pela ideologia do Estado Islâmico e optaram de forma intencional por ter como alvo o evento judaico. Naveed Akram, de 24 anos, foi indiciado por 59 delitos, incluindo 15 homicídios e um por terrorismo. O segundo suspeito, seu pai, Sajid Akram, foi morto pela polícia no local do ataque. 
Documentos judiciais divulgados nesta semana indicam que pai e filho planejaram o atentado por meses e chegaram a visitar Bondi dois dias antes do ataque para fazer reconhecimento da área.
Documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein indicam que o presidente Donald Trump aparece listado como passageiro em pelo menos oito voos no jato particular do financista entre 1993 e 1996. O material faz parte dos chamados arquivos de Epstein, cuja liberação começou na semana passada por determinação do Congresso. Diante da repercussão, Trump criticou a divulgação e afirmou que ela pode prejudicar pessoas que “conheceram inocentemente” Epstein, enquanto o Departamento de Justiça declarou que os arquivos contêm alegações “falsas e sensacionalistas” envolvendo o presidente.
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A informação sobre os voos consta de um e-mail enviado em 7 de janeiro de 2020, incluído em uma troca de mensagens com o assunto “RE: Registros de voos de Epstein”. No texto, o autor afirma que “Donald Trump viajou no jato particular de Epstein muitas mais vezes do que havia sido relatado anteriormente (ou do que tínhamos conhecimento)”. O remetente e o destinatário do e-mail tiveram os nomes suprimidos, mas, ao final da mensagem, aparece a identificação de um procurador-assistente dos Estados Unidos do Distrito Sul de Nova York, também com o nome ocultado.
Segundo o e-mail, Trump aparece como passageiro em ao menos oito voos realizados entre 1993 e 1996, incluindo pelo menos quatro viagens nas quais Ghislaine Maxwell, associada de longa data de Epstein, também estava presente. O documento afirma ainda que Trump teria viajado, em diferentes ocasiões, com Marla Maples, sua filha Tiffany e seu filho Eric.
O registro descreve um voo ocorrido em 1993 no qual Trump e Epstein seriam os únicos dois passageiros listados, além de outro em que os três únicos ocupantes do avião seriam Epstein, Trump e uma pessoa então com 20 anos de idade, cujo nome foi ocultado. Em duas outras viagens, segundo o e-mail, mulheres que mais tarde poderiam se tornar possíveis testemunhas em um processo envolvendo Maxwell também estariam a bordo.
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Ghislaine Maxwell foi condenada em 2022 a 20 anos de prisão por crimes que incluem conspiração para aliciar menores a viajar com o objetivo de praticar atos sexuais ilegais e tráfico sexual de menor.
‘Destruir reputações’
Após o início da divulgação dos arquivos, Trump comentou publicamente o caso pela primeira vez em declarações a jornalistas em sua residência em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. O presidente afirmou que a exposição de fotos e documentos pode destruir reputações de pessoas que mantiveram contato social com Epstein antes de suas condenações.
Trump expressou simpatia por figuras públicas que voltaram a ser alvo de escrutínio, incluindo o ex-presidente Bill Clinton, que aparece em fotos divulgadas no primeiro lote de documentos.
— Eu gosto do Bill Clinton. Sempre me dei bem com ele; fui gentil com ele, ele foi gentil comigo. Odeio ver fotos dele sendo divulgadas — disse Trump, acrescentando que muitas pessoas tinham relações sociais com Epstein. — Todo mundo era amigável com esse cara. Não gosto de ver fotos de outras pessoas sendo exibidas, acho que é uma coisa terrível.
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O presidente disse ainda que podem estar sendo divulgadas imagens de pessoas que, segundo ele, “não tinham nada a ver com Epstein”, mas que aparecem em fotos por terem estado em eventos sociais. Trump citou o caso de Larry Summers, professor de Harvard e ex-secretário do Tesouro pelo Partido Democrata, que anunciou em novembro que se afastaria da vida pública após a divulgação de trocas de e-mails com Epstein.
‘Alegações falsas’
Trump manteve uma relação social com Epstein por anos, mas afirma que os dois romperam relações por volta de 2004, antes da primeira prisão do financista. O presidente tem negado de forma reiterada qualquer irregularidade relacionada a Epstein e afirma que sua presença nos voos não indica prática de crimes.
Nesta terça-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um comunicado afirmando que os novos arquivos do governo sobre Epstein contêm alegações “falsas e sensacionalistas” envolvendo Trump. Segundo o departamento, algumas das afirmações teriam sido apresentadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020.
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“Alguns desses documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020”, declarou o Departamento de Justiça, sem especificar a quais alegações se referia. “Se tivessem ao menos um resquício de credibilidade, sem dúvida já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”.
A divulgação dos documentos ocorre em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein (Epstein Files Transparency Act, EFTA), aprovada quase por unanimidade pelo Congresso e sancionada pelo próprio Trump. A legislação determinou a liberação completa dos arquivos até a sexta-feira da semana passada. Até agora, porém, apenas um lote de documentos foi tornado público, o que provocou críticas de parlamentares.
Na segunda-feira, o porta-voz de Bill Clinton, Angel Urena, pediu que o Departamento de Justiça divulgue qualquer material remanescente que faça referência ao ex-presidente, incluindo fotografias. Em nota, afirmou haver “suspeita generalizada” de que o departamento esteja promovendo divulgações seletivas.
Jeffrey Epstein, financista rico e bem relacionado, morreu em 2019 em uma cela em Nova York enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte foi oficialmente classificada como suicídio.
Após a retirada de quase 30 embaixadores e outros diplomatas seniores que chefiavam missões dos Estados Unidos no exterior, o governo do presidente Donald Trump planeja promover servidores considerados leais à nova administração a postos mais altos do Departamento de Estado. As informações foram confirmadas nesta terça-feira ao jornal britânico The Guardian por fontes diplomáticas e por diplomatas atuais e aposentados.
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A decisão é considerada incomum por atingir principalmente diplomatas de carreira do Serviço Exterior americano que ocupavam cargos de chefes de missão. Tradicionalmente, esse grupo tende a ser mantido nos postos após transições de governo, justamente por atuar sob o princípio da neutralidade política. Ainda assim, o atual governo vinha sinalizando a intenção de reformular o corpo diplomático, em linha com a promessa do presidente de eliminar o que chama de “estado profundo” dentro da burocracia federal — uma estratégia criticada por opositores como uma expurgação de servidores profissionais.
Em resposta a questionamentos da imprensa, um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que o processo segue padrões usuais de qualquer administração. Segundo ele, os embaixadores atuam como representantes pessoais do presidente e, por isso, cabe ao chefe do Executivo assegurar que os ocupantes desses cargos promovam a agenda “America First”. O mesmo funcionário confirmou que os diplomatas chamados de volta não serão demitidos, mas realocados para outras funções.
Os planos de recall foram noticiados inicialmente pelo site Politico, enquanto uma lista parcial das remoções foi divulgada pela Associated Press. A reorganização, no entanto, não foi anunciada publicamente. Funcionários do Departamento de Estado passaram o fim de semana compilando, de forma discreta, os nomes dos diplomatas que receberam ordens de retorno a Washington. Um ex-alto funcionário ouvido pelo Guardian descreveu o processo como “aleatório”, afirmando que muitos dos afetados não receberam explicações claras sobre a decisão.
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A reação mais contundente veio da American Foreign Service Association (AFSA), sindicato que representa diplomatas dos EUA. Em nota, a entidade disse estar “profundamente preocupada” com o processo e afirmou que mudanças nos critérios de promoção estariam sendo aplicadas de forma retroativa. Para a associação, servidores que executaram políticas de administrações anteriores não deveriam ser penalizados por novas diretrizes impostas após o fato consumado.
A AFSA também cobrou esclarecimentos sobre o impacto das promoções aceleradas para alguns diplomatas em detrimento de outros que haviam sido recomendados, mas não promovidos neste ciclo. Diplomatas ouvidos relataram ao Guardian a percepção de que o sistema de promoções foi ajustado para favorecer profissionais considerados próximos ou simpáticos à atual administração, o que, segundo eles, pode levar à politização do serviço exterior americano.
A África foi a região mais atingida. Cerca de uma dúzia de embaixadores ou chefes de missão foram chamados de volta de países como Níger, Uganda, Senegal, Somália, Costa do Marfim, Maurício, Nigéria, Gabão, Congo, Burundi, Camarões e Ruanda. No Oriente Médio, houve recall de chefes de missão no Egito e na Argélia. Na Europa, foram afetadas missões na Eslováquia, Montenegro, Armênia e Macedônia do Norte.
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A movimentação também provocou críticas no Congresso. A senadora Jeanne Shaheen, principal democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado, destacou que os Estados Unidos já enfrentam cerca de 80 postos de embaixador vagos. Em declaração, afirmou que a retirada de diplomatas de carreira qualificados enfraquece a liderança americana e abre espaço para a influência de países como China e Rússia, tornando os EUA “menos seguros, menos fortes e menos prósperos”.
Na semana passada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em entrevista coletiva de fim de ano que havia encaminhado uma nova lista com centenas de diplomatas indicados para promoção, após a administração revisar os critérios e os painéis responsáveis pelo processo. Segundo ele, as mudanças fazem parte de uma reavaliação mais ampla, que inclui o questionamento de políticas de “Diversidade, Equidade e Inclusão” adotadas em diversas agências federais.
Autoridades influentes da Casa Branca, como o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, defendem a nomeação de aliados para cargos estratégicos no Departamento de Estado, especialmente para executar políticas ligadas ao endurecimento das regras de imigração. Para a AFSA, a promoção de diplomatas alinhados politicamente à atual administração aprofunda o risco de politização do corpo diplomático americano, historicamente estruturado para atuar de forma profissional e apartidária.
Um ex-vereador do Partido Conservador tornou-se réu em um amplo processo judicial por crimes sexuais graves contra a própria ex-mulher no Reino Unido. Philip Young, de 49 anos, compareceu nesta semana ao Tribunal de Magistrados de Swindon, no sudoeste da Inglaterra, acusado de ter cometido 56 crimes ao longo de um período de 13 anos, incluindo múltiplos estupros e a administração de substâncias com o objetivo de entorpecer a vítima antes dos abusos.
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Trata-se de uma etapa preliminar do processo. Na audiência, Young limitou-se a confirmar seu nome e endereço e não se declarou culpado, nem inocente. Ele já teve a prisão preventiva decretada anteriormente e deverá voltar a se apresentar à Justiça no dia 23 de janeiro, quando comparecerá ao Tribunal da Coroa de Swindon para uma fase mais avançada do caso.
Segundo a acusação, os crimes teriam sido cometidos de forma reiterada e continuada contra Joanne Young, hoje com 48 anos. Diferentemente do que ocorre na maioria dos processos envolvendo violência sexual no Reino Unido, a vítima optou por abrir mão do direito legal ao anonimato, autorizando a divulgação de seu nome.
Philip Young teve atuação política local entre 2007 e 2010, quando foi vereador conservador no distrito de Swindon, representando as áreas de Covingham e Nythe. O histórico público do acusado confere maior repercussão ao caso, que mobiliza a Justiça britânica e a opinião pública.
Além do ex-vereador, outros cinco homens também são acusados de crimes contra Joanne Young, em investigações que correm em paralelo. Norman Macksoni, de 47 anos, responde por estupro e posse de imagens extremas. Dean Hamilton, também de 47 anos, é acusado de estupro, agressão sexual por penetração e duas acusações de contato sexual.
Conner Sanderson Doyle, de 31 anos, enfrenta acusações de agressão sexual por penetração e contato sexual. Richard Wilkins, de 61 anos, é acusado de estupro e contato sexual. Já Mohammed Hassan, de 37 anos, responde por contato sexual.
Todos deverão comparecer posteriormente ao Tribunal de Magistrados de Swindon para responder formalmente às acusações.

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