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Especialistas da ONU denunciaram nesta quarta-feira o bloqueio naval ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os navios petroleiros sancionados que partam ou sigam para a Venezuela, medida que consideraram um “ataque armado” contrário ao direito internacional.
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Desde agosto, o governo dos Estados Unidos mantém um dispositivo militar no Caribe, oficialmente para combater o narcotráfico, e ataca supostas lanchas do tráfico na região e no Pacífico oriental, com um balanço até o momento de 105 mortos. Além disso, o presidente Trump ordenou o bloqueio de todos os petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela. Ao menos dois navios foram apreendidos e um terceiro navio estaria em fuga em direção à África do Sul.
“Não existe direito de impor sanções unilaterais por meio de um bloqueio armado”, afirmaram os especialistas, com mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não se expressam em nome da organização. “É um uso tão grave da força que também está expressamente reconhecido como agressão armada ilegal na Definição de Agressão adotada pela Assembleia Geral em 1974”.
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Washington acusa Caracas de utilizar a venda de petróleo para financiar “o narcoterrorismo, o tráfico de pessoas, os assassinatos e os sequestros”. O governo americano estabeleceu um preço pela captura do presidente Nicolás Maduro — US$ 50 milhões (R$ 276 milhões) de recompensa por qualquer informação que facilite sua detenção —, sob a acusação de que o líder chavista dirige o Cartel de los Soles. A Venezuela nega qualquer envolvimento no tráfico de drogas e considera que Washington quer derrubar Maduro para assumir o controle das reservas petrolíferas do país, as maiores do planeta.
Os especialistas também criticaram os ataques de Washington a embarcações supostamente usadas tráfico, em particular porque não foram apresentadas evidências de que as lanchas transportavam drogas. Eles também afirmam que o Congresso dos Estados Unidos deveria intervir para evitar novos ataques e suspender o bloqueio
“Segundo os relatos, nenhuma das pessoas assassinadas representava uma ameaça imediata que justificasse o uso de força letal”, apontaram. “Os assassinatos constituem violações do direito à vida. Devem ser investigados e os responsáveis levados à Justiça. Trata-se de um ataque armado nos termos do artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que a princípio concede ao Estado vítima o direito à legítima defesa”.
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Na terça-feira, durante uma reunião do Conselho de Segurança, Rússia e China criticaram duramente a pressão militar e econômica exercida pelos Estados Unidos sobre a Venezuela, que chamaram de “comportamento de caubói” e “intimidação”.
— Estamos diante de uma potência que atua à margem do direito internacional, exigindo que nós, venezuelanos, abandonemos nosso país e o entreguemos — afirmou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, ao Conselho de Segurança.
Desde que o Japão registrou um aumento nos ataques fatais de ursos, Koji Suzuki tem tido dificuldades para atender à crescente demanda por cortes grelhados desse animal em seu restaurante. Cozida sobre uma placa de pedra ou em uma panela quente com legumes, a carne vem de ursos abatidos para conter as agressões que já mataram um número recorde de 13 pessoas neste ano.
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O restaurante de Suzuki, localizado na cidade montanhosa de Chichibu, perto de Tóquio, também serve carne de cervo e de javali, mas o urso ganhou popularidade após meses de manchetes sobre a invasão desses mamíferos em residências, sua presença perto de escolas e incursões em supermercados.
Chef Kiyoshi Fujimoto segura bandejas de carne de urso em restaurante
GREG BAKER / AFP
— Com o aumento das notícias sobre ursos, cresceu muito o número de clientes que querem comer a carne deles —, explicou à AFP o cozinheiro de 71 anos.
Como forma de respeito pela vida do urso, “é melhor utilizar a carne em um restaurante como este, em vez de enterrá-la”, avaliou Suzuki, que também é caçador.
Sua esposa, Chieko, de 64 anos, administra o restaurante e contou que agora eles precisam recusar clientes com frequência, embora tenha se negado a dizer quanto o negócio cresceu.
Um dos clientes que conseguiu uma mesa, o compositor Takaaki Kimura, de 28 anos, provou carne de urso pela primeira vez.
— É muito suculenta e, quanto mais você mastiga, mais saborosa ela fica — disse sorridente, ao lado dos amigos, em volta da pedra quente e de uma panela fumegante.
Com o abate dos ursos — que pesam até meia tonelada e correm mais rápido que um ser humano —, as autoridades esperam conter a ameaça no norte do Japão.
As 13 mortes registradas neste ano nesses encontros com animais selvagens dobram o recorde anterior, quando ainda faltam quatro meses para o fim do ano fiscal.
Segundo cientistas, a crise se deve ao rápido crescimento da população de ursos, combinado com a diminuição da população humana e a baixa colheita de bolotas, o que leva esses animais a buscar alimento em outros lugares.
Em resposta, o governo mobilizou militares para fornecer apoio logístico à captura e à caça dos ursos.
A polícia de choque também foi encarregada de abatê-los. Na primeira metade deste ano fiscal, já foi superado o total de 9.100 exemplares abatidos em todo o período de 2023-2024.
Esgotada
Embora esteja longe de ser um prato do dia a dia, a carne de urso é consumida há muito tempo em vilarejos de montanha no Japão.
O governo espera que a carne se torne uma fonte de renda para as comunidades rurais.
Pessoas cozinham carne de urso com legumes, no Japão
YUICHI YAMAZAKI / AFP
“É importante transformar a fauna silvestre problemática em algo positivo”, afirmou o Ministério da Agricultura no início deste mês.
As autoridades locais receberão 118 milhões de dólares (18,4 bilhões de ienes) em subsídios para controlar as populações de ursos e promover seu consumo sustentável.
Alguns restaurantes não precisam de muitos argumentos.
Katsuhiko Kakuta, de 50 anos, que administra um negócio de alimentação em Aomori — uma das regiões mais afetadas pelos ataques de ursos —, disse que, no início de dezembro, sua carne de urso se esgotou.
— Ela é muito popular desde que começamos a servi-la em 2021, mas este ano nosso restaurante recebeu muita atenção, especialmente depois que um influenciador fez uma publicação sobre nós — afirmou.
Em um restaurante francês em Sapporo, a maior cidade da ilha de Hokkaido, o chef Kiyoshi Fujimoto doura carne enrolada de urso-pardo antes de colocá-la em uma panela com molho de vinho tinto.
— Acho que é bom usar ingredientes de origem local — conta à AFP, no elegante estabelecimento, onde uma refeição de vários pratos que inclui um consomê de urso custa cerca de 70 dólares (cerca de R$ 387, na cotação atual).
— Agora há mais pessoas que querem comer esse prato, e tenho feito estoque para aproveitar a oportunidade. A maioria de quem experimenta diz que é delicioso — afirma.
Os ursos-pardos são encontrados apenas em Hokkaido, onde sua população dobrou em três décadas, ultrapassando 11.500 exemplares em 2023. Já os ursos-negros japoneses são comuns em grande parte do país.
No ano passado, o governo incluiu os ursos na lista de animais sujeitos a controle populacional, ao reverter uma proteção que havia contribuído para sua proliferação.
No entanto, grande parte da carne é desperdiçada, em parte devido à escassez de instalações de processamento aprovadas pelo governo.
O Japão conta com 826 matadouros em todo o país, mas apenas alguns ficam nas prefeituras do norte, as mais afetadas pelos ataques.
O restaurante de Kakuta possui seu próprio açougue e fornece cortes de urso a um hotel próximo: “Utilizamos algo que, de outra forma, seria jogado fora”.
Um cidadão britânico de 43 anos teve o visto cancelado e pode ser deportado da Austrália após ser acusado de divulgar símbolos nazistas e promover ideologia de ódio nas redes sociais. O homem, que vivia no estado de Queensland, foi preso e formalmente acusado no início do mês.
Segundo a polícia, ele utilizava uma conta em rede social para publicar a suástica nazista, defender ideias pró-nazismo e incitar violência contra a comunidade judaica. As investigações começaram em outubro, após denúncias sobre o conteúdo publicado.
O britânico foi levado nesta semana para um centro de detenção migratória em Brisbane e deve comparecer ao tribunal em janeiro. As autoridades avaliam se a deportação será adiada para que ele responda ao processo criminal em território australiano.
O ministro do Interior, Tony Burke, afirmou que o país não tolera esse tipo de conduta por estrangeiros.
— Ele veio aqui para espalhar ódio. Não tem o direito de ficar — disse Burke em entrevista à Australian Broadcasting Corporation. — Quem entra na Austrália com visto está aqui como convidado.
O caso ocorre em meio a uma ofensiva das autoridades contra o uso de símbolos proibidos, diante do aumento de episódios de antissemitismo e extremismo de direita no país. Neste ano, a Austrália endureceu sua legislação sobre crimes de ódio, passando a prever penas obrigatórias de prisão para quem exibir símbolos nazistas ou fizer a saudação associada ao regime.
No mês passado, Burke também revogou o visto de Matthew Gruter, cidadão sul-africano que vivia no país desde 2022 e foi flagrado participando de um ato neonazista em frente ao Parlamento de New South Wales.
Assim como Gruter, o britânico pode recorrer da decisão administrativa. Ele pode deixar o país voluntariamente ou aguardar a deportação. A polícia analisa se a saída será postergada para garantir sua presença na audiência judicial.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que as equipes negociadoras de seu país e dos Estados Unidos não chegaram a um consenso sobre as questões territoriais durante as conversas em andamento para encerrar a guerra contra a Rússia.
Segundo Zelenski, pontos considerados sensíveis, como o controle da região de Donetsk e da usina nuclear de Zaporíjia, não foram resolvidos nas negociações técnicas e precisam ser debatidos diretamente entre líderes.
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— Não foi alcançado um consenso com a parte americana em relação ao território da região de Donetsk e à central nuclear de Zaporíjia — declarou o presidente. E acrescentou: — Estamos buscando uma reunião com os Estados Unidos em nível de chefes de Estado para tratar dessas questões delicadas.
Zelenski não especificou se esse diálogo incluiria o presidente russo, Vladimir Putin. No entanto, o líder ucraniano indicou que estava prestes a realizar uma reunião com o chefe do Kremlin, em meio aos esforços diplomáticos para avançar em um possível plano de paz.
Ucrânia como membro da OTAN
Caberá exclusivamente à OTAN decidir se aceita ou não a Ucrânia como membro, sem que Kiev assuma compromissos jurídicos prévios para abrir mão dessa possibilidade.
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— A decisão sobre a adesão à OTAN cabe à própria aliança, e a nossa posição permanece inalterada. Não renunciamos à Constituição ucraniana nem aceitaremos alterá-la para declarar que o país não ingressará na OTAN — afirmou o presidente, em declarações feitas nesta quarta-feira (24).
Zelenski lembrou que uma versão anterior do plano, elaborada por Washington, previa que a Ucrânia assumisse um compromisso legal de não aspirar à entrada na aliança atlântica, exigência considerada inaceitável por Kiev e alinhada às condições impostas pelo Kremlin.
Eleições na Ucrânia
Ainda em declarações a jornalistas, incluindo a agência AFP, Zelenski disse que o documento encaminhado à Rússia, estabelece de forma explícita a realização de eleições após o fim do conflito.
— O texto afirma que a Ucrânia deve realizar eleições o mais rápido possível depois da assinatura do acordo — declarou o presidente.
As eleições presidenciais ucranianas estão suspensas desde o início da guerra, em razão da lei marcial em vigor no país. A eventual retomada do processo eleitoral está condicionada à normalização da situação de segurança e ao encerramento formal das hostilidades.
Uma das cenas mais conhecidas do imaginário cristão — viajantes ajoelhados diante do menino Jesus, oferecendo ouro, incenso e mirra — pode não ser tão definida quanto sugere a tradição. Fontes cristãs antigas divergem sobre quantos eram os chamados magos do Oriente, se eram reis e até mesmo sobre sua origem. A única referência canônica está no Evangelho de Mateus, que menciona visitantes “vindos do Oriente”, guiados por uma estrela, mas não informa quantos eram, de onde vinham, se eram reis ou como viajaram.
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Mateus se refere a eles como magos (do grego magoi), termo usado na Antiguidade para designar sacerdotes persas, intérpretes de sonhos, especialistas religiosos ou astrólogos. A menção explícita à estrela sugere que o evangelista os via como astrólogos. No relato bíblico, eles consultam o rei Herodes em Jerusalém, seguem a estrela até Belém, oferecem seus presentes ao menino Jesus e retornam por outro caminho após serem alertados em sonho.
A tradição posterior fixou o número em três por causa dos três presentes, mas os primeiros relatos cristãos variaram bastante: alguns falam em dois magos, outros em quatro e há textos que mencionam até doze.
A ideia de que eles eram reis também não está no texto bíblico. Segundo o teólogo Raymond Brown, essa interpretação surgiu de leituras cristãs de passagens como Isaías 60 e o Salmo 72, que falam de reis trazendo presentes. No século III, o escritor cristão Tertuliano afirmou que “o Oriente geralmente considerava os magos como reis”, visão que se consolidou no mundo cristão até o século VI.
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Textos apócrifos ampliaram ainda mais a narrativa. Um dos mais elaborados é a Revelação dos Magos, preservada em um manuscrito sírio do século VIII. Nela, os magos vêm de uma terra distante chamada “Shir”, possivelmente localizada além da Pérsia, e seriam descendentes de Sete, filho de Adão e Eva.
A estrela aparece como um ser luminoso que fala e os guia, transformando a viagem em uma peregrinação visionária. Após o encontro com Jesus, eles retornam e anunciam sua mensagem em sua terra natal.
Para Brent Landau, professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e tradutor da obra para o inglês, o texto “não é simplesmente uma ‘fanfic’ criada para entretenimento. O autor parece acreditar que, já que Jesus pode aparecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar e tempo, isso significa que potencialmente todas as revelações religiosas da humanidade se baseiam em aparições de Jesus”. Segundo ele, essa visão contrasta com outros escritos cristãos antigos, geralmente mais críticos em relação a religiões não cristãs.
Outras tradições também transformaram os magos em embaixadores reais e missionários. A obra A Lenda de Afroditiano, do século III, descreve-os como reis que levaram até um retrato de Jesus a um templo de Hera, na Pérsia. Já os nomes Melquior, Gaspar e Baltazar só aparecem em textos latinos medievais; fontes mais antigas registram nomes e reinos diferentes, variando conforme a região e a língua.
Até mesmo os camelos, hoje inseparáveis da cena do presépio, são fruto de convenções artísticas. Representações romanas de embaixadas orientais frequentemente incluíam esses animais, comuns no comércio e no transporte de longa distância, o que levou artistas cristãos a adotá-los como símbolo dos visitantes do Oriente.
Para o historiador Eric Vanden Eykel, autor de uma série de livros sobre o conto dos reis magos, essas variações mostram como diferentes comunidades cristãs moldaram a história de acordo com seus valores.
Para alguns, os magos eram “personificações da realeza global”; para outros, astrólogos cuja ciência confirmava a revelação divina; e para outros ainda, santos missionários cuja fé antecedeu a dos apóstolos.
Apesar das incertezas históricas, os magos continuam fascinando porque representam buscadores da verdade por meio da fé. No relato sucinto de Mateus, eles observam um sinal no céu, interpretam seu significado e partem em direção ao desconhecido. Nas tradições posteriores, tornam-se reis, sábios, místicos e visionários — figuras que atravessam culturas e séculos em busca de sentido e revelação.
Uma descoberta considerada inédita está obrigando astrônomos a repensar conceitos básicos sobre a formação e a evolução dos planetas. Com o auxílio do Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, cientistas identificaram o exoplaneta PSR J2322-2650b, um corpo celeste que se destaca por características extremas jamais observadas entre os quase 6 mil exoplanetas já catalogados. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, selo de validação científica rigorosa.
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À primeira vista, o PSR J2322-2650b poderia ser classificado como um gigante gasoso comum: sua massa é semelhante à de Júpiter. Mas a semelhança termina aí. Diferentemente do formato quase esférico esperado para planetas desse tipo, ele apresenta uma geometria alongada, descrita pelos pesquisadores como semelhante à de um limão.
A explicação para essa deformação está na órbita extrema do planeta.
Ele completa uma volta ao redor de seu astro hospedeiro em apenas 7,8 horas — um período excepcionalmente curto. O corpo central do sistema é uma estrela de nêutrons em rápida rotação, objeto ultradenso que emite radiação intensa. A proximidade gera forças gravitacionais violentas, capazes de “esticar” o planeta, além de provocar um aquecimento intenso.
As temperaturas variam de forma drástica entre os dois hemisférios: cerca de 650 °C no lado noturno e até 2.040 °C na face constantemente voltada para a estrela. Trata-se de um ambiente considerado altamente hostil e raro para a sobrevivência de um planeta desse porte.
Ainda mais intrigante do que o formato e o calor extremo é a composição da atmosfera. Observações do James Webb indicam um cenário completamente fora do padrão. Em vez de vapor d’água ou metano, comuns em gigantes gasosos, a atmosfera é dominada por hélio e por carbono molecular, nas formas C₂ e C₃. Praticamente não há sinais de oxigênio ou nitrogênio.
A química exótica levou os cientistas a levantar hipóteses sobre o interior do planeta, onde a pressão pode ser tão elevada que o carbono se condense em forma sólida, possivelmente como diamantes.
Uma das teorias propõe que, à medida que o núcleo esfria, cristais de carbono puro poderiam migrar para a superfície. Misturados ao hélio, formariam a atmosfera rica em carbono e explicariam a presença de nuvens de fuligem detectadas nas observações.
O PSR J2322-2650b pertence a um tipo raro de arranjo cósmico conhecido como sistema “viúva-negra”, no qual pulsares — estrelas de nêutrons em rápida rotação — costumam destruir lentamente seus companheiros. O diferencial deste caso é que se trata do único exemplo conhecido de um gigante gasoso que conseguiu sobreviver a uma interação tão extrema.
Um tubarão-branco macho de dimensões inéditas no oceano Atlântico foi identificado recentemente próximo à costa dos Estados Unidos. Batizado de Contender, o animal é considerado o maior exemplar macho já registrado na região e passou a ser acompanhado por cientistas como parte de um programa de monitoramento da espécie.
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A identificação foi feita pela organização de rastreamento de tubarões Ocearch. O primeiro registro do animal ocorreu em 17 de janeiro, nas proximidades da fronteira entre a Flórida e a Geórgia. Nesta semana, novos sinais indicaram que o tubarão se deslocou para o sul, ao longo da costa da Flórida, o que permitiu aos pesquisadores confirmar sua rota e iniciar o acompanhamento de seus padrões migratórios em tempo real.
Com cerca de 4,21 metros de comprimento e peso estimado em 750 quilos, Contender se destaca como um marco nos registros de tubarões-brancos machos no Atlântico. Segundo a Ocearch, o animal “fornecerá dados valiosos em tempo real por aproximadamente cinco anos”, graças a um dispositivo de rastreamento instalado durante o procedimento de marcação.
Além do monitoramento por satélite, a equipe coletou “amostras biológicas importantes”, incluindo “material urogenital”, que serão analisadas para ampliar o conhecimento sobre a saúde e a fisiologia desses predadores.
O nome Contender foi escolhido em homenagem à empresa Contender Boats, parceira de longa data da Ocearch e responsável por fornecer embarcações utilizadas nas missões de pesquisa em mar aberto.
A organização divulgou nas redes sociais um vídeo que mostra o momento da captura, marcação e liberação do animal. Na publicação, destacou-se que “Contender é o maior tubarão-branco macho já capturado, com etiqueta SPOT, solto e agora estudado na população de tubarões-brancos do Atlântico Noroeste!”. As imagens geraram grande repercussão entre os usuários, que classificaram o animal como “lindo” e uma “criatura impressionante”.
Nos 25 dias seguintes à marcação, “Contender” percorreu cerca de 450 quilômetros. Diante de questionamentos sobre o impacto da captura, a Ocearch afirmou que o procedimento teve finalidade exclusivamente científica e ressaltou a importância do monitoramento para a conservação da espécie.
Embora estabeleça um recorde entre os machos no Atlântico, Contender ainda fica abaixo do maior exemplar da espécie já registrado: uma fêmea que media aproximadamente 5,82 metros e pesava cerca de duas toneladas.
Em geral, machos de tubarão-branco medem entre 3,35 e 3,96 metros, enquanto as fêmeas costumam ser maiores, alcançando de 4,57 a 4,88 metros. Um estudo de 2014 estima que a expectativa de vida da espécie seja de cerca de 70 anos ou mais, o que indica que Contender pode permanecer por décadas contribuindo com dados relevantes para a ciência.
Dois policiais morreram em uma explosão registrada na madrugada desta quarta-feira (data), em Moscou, enquanto tentavam abordar uma pessoa suspeita, informou o Comitê de Investigação da Rússia em comunicado oficial.
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De acordo com a nota, um dispositivo explosivo foi acionado no momento em que os agentes se aproximavam do suspeito, que estava próximo a uma viatura policial. As circunstâncias exatas do ataque ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.
A explosão ocorreu nas proximidades do local onde um general russo foi morto no início desta semana, o que levanta preocupações sobre a segurança na região. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade do suspeito ou se há outros feridos.
A autoridade eleitoral de Honduras deu início aos trâmites para a proclamação do vencedor das eleições presidenciais realizadas no mês passado. A apuração, que alcançou 99,2% das urnas, é liderada pelo conservador Nasry Asfura, apoiado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Segundo os dados divulgados, Asfura mantém uma vantagem inferior a um ponto percentual sobre o apresentador de televisão Salvador Nasralla, também de direita, que continua a exigir a revisão de milhares de atas de votação por supostas irregularidades.
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O plenário do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) aprovou na noite de segunda-feira (data) um relatório que propõe declarar o vencedor “com base nos dados disponíveis até o momento”. A data oficial do anúncio ainda não foi informada, mas o Partido Nacional (PN), legenda de Asfura, afirmou que a proclamação pode ocorrer a qualquer momento.
O CNE tem prazo até 30 de dezembro para proclamar oficialmente o novo presidente do país. Ainda está pendente a revisão de cerca de 600 atas com inconsistências apontadas durante o processo de apuração.
A resolução foi aprovada por dois dos três conselheiros do órgão, apesar de diversas impugnações apresentadas, o que abriu caminho para a declaração do vencedor.
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— Não aceito essa proclamação. Estão impedindo a contagem voto por voto — afirmou Nasralla, do Partido Liberal, em vídeo publicado nesta terça-feira (data) em suas redes sociais.
O Conselho Nacional Eleitoral enfrenta críticas por sua politização, já que seus três principais conselheiros representam os maiores partidos políticos do país, refletindo divisões internas no organismo e no tribunal eleitoral.
— Não posso participar de um ato ilícito, pois me tornaria cúmplice. O que está em curso é um golpe de Estado eleitoral — declarou o conselheiro Marlon Ochoa, representante da esquerda governista, após se recusar a votar a resolução.
Segundo Ochoa, ainda precisam ser analisadas 288 impugnações, pedidos de nulidade e reclamações formais. O conselheiro também informou que apresentou, na noite de segunda-feira, uma denúncia ao Ministério Público para que sejam investigadas possíveis irregularidades eleitorais.
Ao menos duas pessoas morreram e outras permanecem desaparecidas após uma explosão que provocou o desabamento parcial de uma residência para idosos no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (23), segundo informou o governador estadual.
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De acordo com autoridades do condado de Bucks, ao norte da cidade da Filadélfia, um vazamento de gás pode ter causado a explosão na casa de repouso Silver Lake. Com o impacto, parte da estrutura do prédio cedeu, deixando moradores presos sob os escombros.
— Neste momento, sabemos que há mortos e um número ainda indefinido de pessoas desaparecidas — afirmou o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, durante entrevista coletiva.
O chefe do Corpo de Bombeiros de Bristol, município onde está localizada a instituição, informou que pelo menos cinco pessoas são consideradas desaparecidas. O número, segundo ele, é preliminar, já que alguns residentes podem ter deixado o local com familiares após o incidente.
— Quando as equipes chegaram, sentiram um forte odor de gás — acrescentou o comandante dos bombeiros.
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A explosão ocorreu às 14h19 no horário local (15h19 em Brasília) e causou um “colapso estrutural significativo”. Partes do primeiro andar desabaram sobre o subsolo, e houve relatos de pessoas presas em escadas e elevadores.
O governador elogiou a atuação das equipes de resgate, destacando que bombeiros chegaram a carregar vítimas nas costas para retirá-las do prédio com segurança.
Shapiro também informou que o edifício havia passado a ter novos proprietários neste mês. Inspetores de saúde do estado realizaram uma visita ao local em 10 de dezembro e se reuniram com a equipe da residência para elaborar um plano de adequação às normas vigentes.

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