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A China afirmou nesta segunda-feira que iniciou exercícios militares com fogo real ao redor de Taiwan, horas depois de anunciar “grandes” manobras em águas e no espaço aéreo próximos à ilha de governo democrático.
O Exército chinês “emprega destróieres, fragatas, caças, bombardeiros e drones” nas manobras desta segunda-feira, que incluem “treinamento com fogo real contra alvos marítimos no norte e no sudoeste de Taiwan”, segundo comunicado do Comando do Teatro Oriental do Exército Popular de Libertação (EPL).
Taiwan confirmou que detectou quatro navios da guarda costeira chinesa perto de suas águas.
Uma amiga do colégio costumava comemorar os aniversários convidando a turma para o cinema. Em uma dessas tardes, a escolha foi Bernardo e Bianca. A animação da Disney acompanhava dois ratinhos que, com a ajuda dos animais de um pântano, tentavam resgatar uma órfã das garras da vilã Madame Medusa. Entre os personagens estava uma libélula capaz de impulsionar, com o frenesi das asas, uma folha que servia de embarcação. Chamava-se Evinrude — nome que divertia por ser também uma famosa marca de motores de popa.
Meu pai, talentoso no desenho, passou a retratar o personagem a pedido meu, enchendo folhas brancas com a libélula em acrobacias. Eu, que tinha medo de insetos, acabei me afeiçoando aos aguacis: resgatava-os da piscina quando caíam e cresci acreditando que um céu de verão tomado por eles era sinal certeiro de chuva. Ao vê-los voando em bando no jardim, eu corria para conferir o outro “serviço meteorológico” da casa: o barquinho do tempo, um objeto de vidro que mudava de cor conforme o clima. Não se podia tocá-lo — perderia a magia. Restava observar e comparar o prognóstico com o balé dos aguacis.
Sempre pensei que aguacis fossem os de corpo robusto e que libélulas fossem mais finas, com caudas turquesa. Descobri depois que, na linguagem comum, tratamos como iguais coisas diferentes: aguacis (libélulas) e caballitos-do-diabo são espécies distintas dentro dos odonatos. Uma diferença visível está no repouso: libélulas mantêm as asas abertas; caballitos-do-diabo, fechadas. Em ambos, as asas são um prodígio de bioengenharia — membranas transparentes, nervuras como caligrafia, força sem peso.
Mas há base científica para o “aviso de chuva”? Não é um sim absoluto, nem um não. Especialistas explicam que libélulas voam mais em dias quentes e evitam chuva intensa, que prejudica aerodinâmica e visibilidade. Com ventos fortes, os caballitos-do-diabo tendem a não voar; libélulas, mais robustas, toleram melhor. Antes de uma chuva, muitas abandonam o espelho d’água onde vivem e reduzem o voo.
E a pressão atmosférica? Há estudos antigos sugerindo relação, mas sem evidência conclusiva. O consenso mais aceito é indireto: ar quente e úmido aumenta a atividade de insetos menores, o que muda o padrão de caça das libélulas — e isso costuma coincidir com condições pré-chuva.
A Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) convocou afegãos residentes nos EUA para apresentar seus documentos durante as festas de fim de ano, marcando a mais recente iniciativa do governo Donald Trump para reprimir migrantes do país asiático. O ICE está marcando compromissos para uma “verificação programada de relatório” — um deles no dia de Natal e outro no Ano Novo. Outras notificações foram agendadas de 27 e 30 de dezembro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O diplomata americano Gabriel Escobar só havia pisado uma única vez em solo brasileiro, em uma breve passagem pelo Rio anos atrás, quando foi nomeado, em janeiro, encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Desde então, tornou-se o principal representante do governo de Donald Trump no posto diplomático, que segue sem embaixador desde a posse do presidente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Após reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que as conclusões das negociações sobre um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia poderão ser conhecidas em “semanas”, e anunciou possíveis novas conversas com líderes europeus em Washington. Mas ainda existem obstáculos para destravar o acordo que pretende pôr um fim ao conflito de quase quatro anos entre os dois países, sendo o principal deles a disposição do presidente Vladimir Putin, da Rússia, em aderir ao acordo de paz proposto por Kiev. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A China anunciou nesta segunda-feira (29, noite de domingo no Brasil) que realizará “grandes” exercícios militares na terça-feira ao redor de Taiwan. As manobras militares incluirão atividades com fogo real em cinco zonas marítimas e aéreas próximas à ilha autogovernada, que Pequim reivindica como sua.
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“A partir de 29 de dezembro, o Comando do Teatro Oriental do EPL (Exército Popular de Libertação) mobilizará tropas do Exército, da Marinha, da Força Aérea e da Força de Foguetes para realizar manobras militares conjuntas denominadas ‘Missão Justiça 2025′”, afirmou em comunicado o porta-voz militar, coronel Shi Yi.
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Em um comunicado separado, o EPL exibiu um mapa com cinco grandes zonas ao redor de Taiwan, onde “serão organizadas atividades com fogo real” das 8h às 18h de terça-feira (hora local).
“Por razões de segurança, recomenda-se que qualquer navio ou aeronave não relacionados evitem ingressar nas águas e no espaço aéreo mencionados”, acrescenta o comunicado.
A mobilização em larga escala ocorre após semanas de tensões entre a China e o Japão, iniciadas por comentários que sugerem um potencial apoio japonês a Taiwan no caso de um futuro conflito armado.
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Também ocorre após a mais recente venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, a qual provocou uma resposta irada de Pequim, que na semana passada impôs sanções contra 20 empresas bélicas dos Estados Unidos.
As manobras desta semana são “um firme alerta contra as forças separatistas pela independência de Taiwan” e constituem “uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”, acrescentou Shi no comunicado.
O descarrilamento de um trem interoceânico neste domingo deixou 13 mortos e 98 feridos no México, na região de Nizanda, no estado de Oaxaca, informou a Marinha do país. É o segundo acidente nesta rede ferroviária em menos de um mês. Segundo o órgão, o acidente ocorreu na Linha Z, quando o trem — composto por duas locomotivas e quatro vagões, com 241 passageiros e nove tripulantes — sofreu o descarrilamento da locomotiva principal.
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Imagens divulgadas nas redes sociais mostram vagões fora dos trilhos em uma área rural. O trem fazia a rota do chamado Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec, que liga o Golfo do México ao Pacífico e costuma transportar carga e passageiros. A via foi inaugurada em 2023.
Trata-se de uma das obras de infraestrutura mais importantes do governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), como parte de uma estratégia para impulsionar o desenvolvimento econômico no sudeste do México.
Em nota, o Corredor Interoceânico afirmou que, desde os primeiros momentos após o acidente, foi prestado atendimento imediato aos passageiros, com apoio e coordenação das autoridades locais. Também estão em andamento os trabalhos de levantamento de informações técnicas e operacionais para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Seis pessoas, incluindo um bebê de cerca de dois anos, morreram neste domingo em frente a uma praia turística no sudoeste do Equador durante um ataque armado com fuzis que também deixou três feridos, informou a polícia. O ataque ocorreu na cidade de Puerto López, na província de Manabí, um destino turístico popular para a observação de baleias, e em meio a uma onda de violência neste fim de semana que deixou ao menos nove mortos na região, segundo a imprensa local.
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Segundo informações preliminares, vários homens armados abriram fogo em uma área de pesca, deixando várias pessoas feridas, algumas em estado grave. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram corpos em uma casa, cercados de sangue. As vítimas foram levadas para diferentes unidades médicas.
No sábado, dois irmãos foram baleados e mortos dentro de um consultório médico em Puerto López. Horas depois, foram relatadas trocas de tiros em diferentes partes da cidade. Muitos moradores preferiram não sair de casa e vários estabelecimentos comerciais fecharam por precaução.
As autoridades atribuem os incidentes a confrontos entre grupos criminosos organizados. Um relatório recente da International Crisis Group (ICG) revela que o país — outrora o país mais seguro da América Latina — vive sua pior crise de segurança em décadas, consolidando-se como um dos principais centros do narcotráfico para a Europa.
O relatório associa a explosão da criminalidade à reconfiguração das rotas do tráfico após o acordo de paz na Colômbia em 2016, que “favoreceram a transformação do Equador em uma plataforma de exportação de drogas” — especialmente dos portos do Pacífico, como Guayaquil, hoje um dos principais pontos de saída dos traficantes rumo à Europa e aos Estados Unidos.
O documento descreve um cenário de colapso institucional e corrupção generalizada em portos, forças de segurança e no sistema prisional, que se transformou em um dos principais centros de comando das facções. Massacres dentro das penitenciárias — mais de 500 mortos desde 2021 — revelam, segundo a ICG, o domínio de gangues como Los Choneros e Los Lobos, que controlam alas inteiras e administram extorsões e tráfico a partir das celas.
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Os grupos mantêm alianças com cartéis internacionais, como o de Sinaloa e o Jalisco Nueva Generación, do México, e com máfias dos Bálcãs e da Colômbia, o que ampliou a disputa violenta por rotas e territórios.
O relatório reconhece que o governo de Daniel Noboa conseguiu reduzir brevemente os homicídios em 2024, mas alerta que a violência voltou a crescer neste ano, alcançando níveis recordes. A estratégia de recorrer às Forças Armadas em comunidades e presídios, afirma a ICG, tem tido efeitos efêmeros e colaterais graves, como denúncias de detenções arbitrárias e execuções extrajudiciais.
O presidente americano, Donald Trump, disse que um acordo para o fim da guerra na Ucrânia está muito perto de acontecer, após um encontro de cerca de duas horas com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky neste domingo em Mar-a-Lago, na Flórida.
— Tivemos uma ótima conversa com os líderes europeus e e avançamos em 95%. Fizemos muitos avanços — disse Trump.
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Trump recebeu Zelensky para conversas sobre uma nova proposta de paz destinada a encerrar o conflito de quase quatro anos da Ucrânia com a Rússia. O ucraniano disse antes da reunião a portas fechadas que as conversas já avançaram “em 90% dos pontos” da proposta, e Trump garantiu que as negociações continuarão com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
— Temos que respeitar nosso povo e o território que controlamos. Temos posições diferentes quanto a isso — afirmou o líder ucraniano ao ser questionado sobre a cessão de territórios à Rússia.
O plano, de 20 pontos, foi articulado após semanas de negociações entre Washington e Kiev, mas ainda não recebeu o aval de Moscou e ganha peso após um ataque maciço de mísseis e drones russos contra Kiev na véspera. Elaborado por equipes dos dois países, o documento aborda desde mecanismos de segurança para prevenir novas agressões até impasses sensíveis — entre eles, o futuro da região estratégica de Donbass e o controle da usina nuclear atualmente sob ocupação russa.
— Muitas pessoas estão morrendo e queremos fechar um acordo de paz. Acredito que em breve teremos um acordo que seja bom para todos. Já consegui acabar com oito guerras e essa é a mais difícil de todas — disse Trump ao receber o ucraniano. — Zelensky trabalhou muito duro. Temos um encontro importante hoje. E após o encontro vamos continuar as negociações [com Putin]. Não tenho um prazo final, mas quero acabar com a guerra.
Trump também afirmou que a Ucrânia contará com “fortes” garantias de segurança no caso de prosperar um plano para acabar com a guerra, algo que Zelensky declarou, na véspera, ser o foco das negociações deste domingo.
— Haverá garantias de segurança. Elas serão fortes. E os países europeus estão muito envolvidos — disse o mandatário.
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A reunião ocorre em sua residência em Mar-a-Lago, Palm Beach — o primeiro encontro entre os dois desde outubro, quando o republicano recusou o pedido de Zelensky por mísseis Tomahawk de longo alcance. A Ucrânia vinha pressionando por essa reunião há semanas, desde que os Estados Unidos retomaram seus esforços diplomáticos para intermediar um acordo.
Antes de Zelensky chegar, Trump disse em sua plataforma Truth Social que havia acabado de ter uma “conversa telefônica muito boa e produtiva com o presidente da Rússia”.
O principal assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, confirmou a ligação e disse que os dois líderes concordaram que um acordo de paz de longo prazo “seria melhor do que o cessar-fogo temporário proposto pelos ucranianos e europeus”. Kiev, acrescentou, deve tomar uma “decisão política corajosa e responsável” em relação ao Donbass, região que Moscou quer que a Ucrânia ceda totalmente. Atualmente, a Rússia controla cerca de 75% de Donetsk e aproximadamente 99% da vizinha Luhansk; juntas, as duas regiões formam o Donbass.
— Dada a situação na linha de frente, Kiev não deve adiar essa decisão — disse Ushakov em entrevista coletiva. — Seria sensato tomar sem demora essa decisão sobre Donbass.
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Garantias de segurança
Zelensky disse durante uma escala no Canadá no sábado que esperava que as negociações fossem “muito construtivas”. Ao mesmo tempo, ele questionou repetidamente se Moscou estava realmente empenhada em buscar a paz ou simplesmente ganhando tempo. Os ataques da Rússia contra alvos civis, incluindo uma enorme barragem disparada contra a capital da Ucrânia no sábado, provaram, segundo Zelensky, que o Kremlin não tinha interesse real em acabar com a guerra.
“A Rússia continua atormentando nossas cidades e nosso povo. Moscou rejeitou até mesmo as propostas de um cessar-fogo no Natal e está intensificando a brutalidade de seus ataques com mísseis e drones”, disse ele nas redes sociais enquanto estava a caminho da Flórida. “Este é um sinal claro de como eles realmente encaram a diplomacia lá. Até agora, não com a seriedade necessária.”
Analistas afirmam que Putin, encorajado pelos avanços lentos, mas constantes, de suas forças no campo de batalha, provavelmente não aceitará a proposta de paz e, em vez disso, manterá suas exigências maiores. Entre elas, a cessão de uma parte significativa do território ucraniano e a redução das Forças Armadas da Ucrânia.
‘Meios militares’
A Rússia acusa a Ucrânia e seus aliados europeus de tentarem “sabotar” um plano anterior mediado pelos EUA para interromper os combates. Aumentando a pressão no campo de batalha, o Kremlin anunciou no sábado que havia tomado mais duas cidades no leste do país vizinho, Myrnograd e Guliaipole.
— Se as autoridades em Kiev não quiserem resolver este assunto pacificamente, resolveremos todos os problemas que temos pela frente por meios militares — disse Putin no sábado.
Ele também foi citado pela agência de notícias estatal Tass dizendo que “os líderes do regime de Kiev não têm pressa em resolver este conflito pacificamente”.
Os líderes da União Europeia, Ursula von der Leyen e António Costa, que participaram de uma reunião virtual com Zelensky, garantiram que o apoio da União Europeia à Ucrânia nunca vacilará e prometeram manter a pressão sobre o Kremlin para que chegue a um acordo.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, rejeitou no domingo a ideia de enviar forças de paz europeias para a Ucrânia, uma possibilidade levantada anteriormente por alguns apoiadores ucranianos. Tropas da UE na Ucrânia seriam um “alvo legítimo” para as Forças Armadas russas, disse Lavrov em entrevista à Tass. Ele insistiu que “não havia motivo para temer” que a Rússia atacasse a Europa.
— Após a mudança de governo nos EUA, a Europa e a União Europeia se tornaram o principal obstáculo à paz — acusou Lavrov no sábado à agência. — Eles não escondem seus planos de se preparar para a guerra com a Rússia, as ambições dos políticos europeus estão literalmente cegando-os. Não só não se importam com os ucranianos, como também parecem não se importar com sua própria população.
Zelensky flexível
As negociações abordarão um plano que interromperia a guerra ao longo das linhas de frente atuais e poderia exigir que a Ucrânia retirasse suas tropas do leste, permitindo a criação de zonas tampão desmilitarizadas. Como tal, contém o reconhecimento mais explícito de Kiev até agora de possíveis concessões territoriais. No entanto, não prevê a retirada da Ucrânia dos 20% da região oriental de Donetsk que ainda controla — a principal exigência territorial da Rússia.
Trump fez do fim das guerras na Ucrânia e em Gaza o ponto central de seu segundo mandato como autoproclamado “presidente da paz”. Mas a guerra na Ucrânia, segundo ele mesmo admitiu, provou ser muito mais difícil do que ele esperava.
Zelensky tem se empenhado em mostrar que está totalmente comprometido com a iniciativa de paz de Trump, sendo flexível e disposto a fazer concessões. Nos últimos dias, ele também pareceu, em alguns momentos, estar tentando desafiar o blefe do Kremlin.
Ele disse aos repórteres na terça-feira que estava disposto a retirar as tropas ucranianas das áreas da região de Donbass ainda sob controle de Kiev e transformar essas áreas em uma zona desmilitarizada — desde que a Rússia retire suas forças de uma área equivalente. A Rússia tem insistido em manter todas as terras que conquistou desde sua invasão em grande escala há quase quatro anos e também exigiu as partes de Donbass que a Ucrânia ainda controla.
Zelensky também se mostrou aberto a realizar as primeiras eleições gerais de seu país desde 2019 — uma exigência russa que Trump abraçou — desde que a segurança possa ser garantida. Isso transferiu a responsabilidade dele de volta para a Casa Branca e a Rússia.
Enquanto isso, o Kremlin parece ter tomado cuidado para não rejeitar abertamente a proposta de paz, talvez para evitar irritar Trump. Em vez disso, as autoridades russas pediram mais discussões e diálogo.
Financiamento
A Ucrânia insiste que precisa de mais financiamento e armas da Europa e dos Estados Unidos, especialmente drones.
O primeiro-ministro canadense Mark Carney, que se reuniu com Zelensky no sábado, anunciou US$ 1,82 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões, na cotação atual) em nova assistência econômica para ajudar a Ucrânia a se reconstruir após o fim da guerra.
O último ataque russo, no qual 500 drones e 40 mísseis bombardearam Kiev, deixou centenas de milhares de residentes sem energia elétrica e aquecimento durante temperaturas congelantes. Desde então, a energia foi restaurada “em todas as casas da capital”, disse a DTEK, o maior investidor privado do setor de energia da Ucrânia, no domingo.
A administração militar da cidade de Kherson, ao sul de Kiev, disse que a Rússia lançou um ataque durante a noite que também deixou parte da cidade sem eletricidade.
Com AFP e New York Times.
Um monumento chinês instalado na entrada do Canal do Panamá foi derrubado na noite de sábado por ordem de uma autoridade local, em meio às pressões dos Estados Unidos para reduzir a presença do gigante asiático na via interoceânica. Nos últimos meses, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou retomar o controle do canal, pois garante que está sob o controle de Pequim porque a empresa Hutchison Holdings, de Hong Kong, opera sob concessão dois portos no Pacífico e no Atlântico.
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Em uma ação surpreendente e rechaçada pelos governos do Panamá e da China, a Prefeitura da cidade de Arraiján ordenou a demolição com maquinário pesado de um Paifang ou portal, construído em um mirante da Ponte das Américas, que passa sobre a via.
A Prefeitura alegou, em nota, que a obra, construída em 2004 e que simbolizava a amizade entre os dois países, tinha danos estruturais que representavam um “risco”. Mas o próprio presidente panamenho, José Raúl Mulino, disse, neste domingo, que “não há nenhuma justificativa para a barbaridade cometida” e reforçou que é um “ato de irracionalidade imperdoável”.
Após constatar pessoalmente a demolição, a embaixadora chinesa no Panamá, Xu Xueyuan, expressou que este é um “dia sombrio” para os 300 mil sino-panamenhos e de “grande dor para a amizade” binacional, do qual “a história vai lembrar”.
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A indignação, à qual se somaram ex-presidentes e líderes políticos panamenhos, levou o governo de Mulino a ordenar a “imediata restauração do monumento no mesmo local”, em coordenação com a comunidade chinesa no Panamá.
O presidente também solicitou uma investigação imediata sobre a derrubada do monumento, que incluía duas esculturas de leões e um obelisco, este último ainda de pé.
Os Estados Unidos e a China são os principais usuários do canal, de 80 km, por onde transitam 5% do comércio marítimo mundial.
A via esteve sob o controle americano entre 1914 e 1999, quando passou para mãos panamenhas.
Em meio às ameaças para retomar sua administração, Trump exige do Panamá condições preferenciais para seu uso por parte de embarcações americanas.
Com estas pressões, a Hutchison Holdings aceitou vender os dois terminais que administra para um conglomerado liderado pela americana BlackRock, mas a China vê com desconfiança a operação e agora empresas do pais estão interessadas em adquirir duas novas obras portuárias que serão licitadas.

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