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O governo israelense anunciou nesta terça-feira que revogará a licença de 37 organizações humanitárias para operar em Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Caritas e ActionAid, por não cumprirem as novas regras para a verificação de organizações internacionais que atuam no enclave palestino. O Ministério da Diáspora afirmou que as organizações que enfrentarão a suspensão em 1º de janeiro teriam cometido supostas violações dos padrões de segurança e transparência exigidos por Israel para atuar na região ao não compartilharem informações sobre funcionários, financiamento e operações.
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“A principal falha identificada foi a recusa em fornecer informações completas e verificáveis ​​sobre seus funcionários”, diz um comunicado do Ministério da Diáspora, que acusa membros de Médicos Sem Fronteiras de cooperar com o Hamas e outros grupos palestinos armados. “Análises de segurança revelaram que funcionários de certas organizações estavam envolvidos em atividades terroristas”.
Por sua vez, Médicos Sem Fronteiras declarou que se recusava a cooperar com a política israelense porque a lei francesa a impedia de fornecer informações sobre seus funcionários. Em 2024, Israel já havia acusado funcionários da organização de envolvimento com grupos armados em Gaza. Na época, o grupo afirmou que jamais empregaria, conscientemente, pessoas envolvidas em atividades militares.
A decisão significa que escritórios de diversas organizações em Israel e Jerusalém Oriental serão fechados e que elas não poderão enviar funcionários ou ajuda humanitária internacional para Gaza. Apesar da mudança, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o fluxo de ajuda para o enclave não será afetado pela mudança, visto que mais de 20 organizações receberam permissão para operar em Gaza e continuarão atuando na região. Segundo o COGAT, órgão de defesa israelense responsável pela supervisão da ajuda humanitária a Gaza, as organizações listadas contribuem com menos de 1% do total da ajuda destinada ao enclave palestino.
“O processo de registro visa impedir a exploração da ajuda pelo Hamas, que no passado operou sob o disfarce de certas organizações internacionais de ajuda, consciente ou inconscientemente”, afirmou o COGAT em comunicado.
No início de 2025, Israel alterou seu processo de registro para organizações humanitárias, passando a exigir o envio de uma lista de funcionários que atuam em Gaza, incluindo palestinos que no enclave. Algumas organizações já haviam declarado que não enviaram a lista de funcionários palestinos por medo de que eles se tornassem alvos de Israel e devido às leis de proteção de dados na Europa.
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Omar Al-Qattaa / AFP
Autoridades que representam as organizações humanitárias expressaram preocupação com o uso que Israel poderia fazer dos dados solicitados — para fins de auxiliar medidas de inteligência ou militares —, visto que Tel Aviv não se confirmou publicamente que não usaria as informações para estes objetivos.
— A questão é legal e de segurança. Em Gaza, vimos centenas de trabalhadores humanitários serem mortos — afirmou Shaina Low, assessora de comunicação do Conselho Norueguês para Refugiados, à AP.
Essas organizações humanitárias prestam diversos serviços sociais na Faixa de Gaza, incluindo distribuição de alimentos, assistência médica, serviços para pessoas com deficiência, educação e saúde mental. Centenas de trabalhadores humanitários patrocinados por essas organizações estão atualmente em Gaza e precisarão deixar o território até 1º de março.
Autoridades israelenses afirmam estar cumprindo os compromissos de ajuda humanitária estabelecidos no acordo de cessar-fogo firmado com o Hamas, que entrou em vigor em 10 de outubro. No entanto, organizações humanitárias contestam os números apresentados por Israel e afirmam que mais ajuda é urgentemente necessária para seguir salvando vidas no território palestino, que atualmente abriga mais de 2 milhões de pessoas e ainda sofre com as graves consequências da devastação provocada pela guerra, como a destruição de estruturas hospitalares e escassez de recursos básicos.
— A mensagem é clara: a assistência humanitária é bem-vinda — a exploração de mecanismos humanitários para fins terroristas, não — afirmou Amichai Chikli, ministro dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo.
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Preocupação internacional
Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores de dez países expressaram, nesta terça-feira, sua “grave preocupação” com a “deterioração ainda maior da situação humanitária” na Faixa de Gaza, classificando-a como “catastrófica”.
“Com a chegada do inverno, a população civil de Gaza enfrenta condições terríveis, com fortes chuvas e temperaturas em queda livre”, afirmaram os ministros das Relações Exteriores de Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido em uma declaração conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores britânico.
Os chanceleres acrescentaram que “1,3 milhão de pessoas ainda precisam urgentemente de abrigo” e que “mais da metade das instalações de saúde estão operando apenas parcialmente e enfrentam escassez de equipamentos e suprimentos médicos essenciais”.
(Com AFP)

A transferência da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, para a residência oficial fez ressurgir antigas lendas associadas a um dos endereços mais emblemáticos do poder japonês. Inaugurado em 1929 e situado ao lado do gabinete do primeiro-ministro, no centro da capital, o edifício é descrito por histórias e relatos históricos como “assombrado” pelos espíritos de soldados e autoridades falecidas durante as tentativas de golpe de Estado na década de 1930. A transferência aconteceu nesta segunda-feira, mais de dois meses depois de Takaichi ter assumido o cargo, e trouxe uma discussão que acompanha o imóvel há décadas. 
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Primeira mulher a governar o Japão, Takaichi, de 64 anos, vivia até então em uma residência destinada a membros do Parlamento. A demora na mudança, no entanto, gerou críticas após ela levar cerca de 35 minutos para chegar ao gabinete depois de um forte terremoto registrado no início de dezembro. A nova moradia é perto do prédio do governo, o que reduz o tempo de deslocamento e aumenta a segurança em situações de emergência. 
O projeto do edifício, erguido em pedra e tijolo, foi inspirado no antigo Hotel Imperial, projetado pelo arquiteto americano Frank Lloyd Wright, que foi demolido posteriormente. Embora possua uma arquitetura imponente, o local tem um passado marcado por violência política. Durante a década de 1930, a casa foi cenário de duas tentativas de golpe conduzidas por jovens oficiais do Exército. Ao longo dos anos, diversos funcionários de alto nível, entre eles um primeiro-ministro, foram mortos. Um buraco de bala ainda presente na estrutura contribui para as histórias que envolvem o local.  
“Tradição popular”  
Segundo a tradição popular, os espíritos dos envolvidos nesses episódios vagariam até hoje pelos corredores da mansão, especialmente durante a noite. A lenda ganhou força ao longo das décadas, contribuindo para que alguns chefes de governo optassem por morar em outros endereços. 
Takaichi, que assumiu o cargo com a promessa de “trabalhar, trabalhar e trabalhar”, declarou recentemente que dorme, em média, de duas a quatro horas por noite em razão da sua agenda lotada. Apesar de não ter se pronunciado diretamente sobre as histórias de fantasmas, aliados afirmam que a primeira-ministra vê a mudança de forma pragmática. 
O antecessor da primeira-ministra, Shigeru Ishiba, morou na residência — reformada em 2005 — e declarou não ter medo de fenômenos sobrenaturais. Antes dele, Fumio Kishida também afirmou que nunca viu fantasmas no local e que conseguia dormir tranquilamente. Já Shinzo Abe, mentor político de Takaichi e assassinado em 2022, assim como Yoshihide Suga, preferiu viver em outras residências oficiais, deixando o imóvel desocupado por longos períodos. 
Com a chegada da nova primeira-ministra, a antiga mansão volta a ser habitada. E, ao menos simbolicamente, divide espaço entre o poder político do presente e os fantasmas de um passado turbulento da história japonesa. 
*(Com AFP)
Um veado invadiu uma estação de trem na cidade de Varese, localizada ao norte da Itália, na região da Lombardia, e assustou os passageiros presentes no local. Durante o episódio, que ocorreu neste domingo, o animal conseguiu desviar do veículo sem sofrer nenhum ferimento, e correu em direção à mata.
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Em um vídeo publicado no X, antigo Twitter, é possível ver o momento em que o trem chega ao túnel, em baixa velocidade, e apita três vezes como uma forma de emitir um aviso. Os passageiros que aguardavam nas plataformas inclinam-se para frente, a fim de ver o que está acontecendo, e se deparam com o cervo, que corre entre os trilhos, à frente do veículo. Segundos depois, o animal dá um salto de mais de um metro em direção à plataforma, seguindo rumo à área de vegetação.
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O incidente ocorreu às 10h, na estação de Induno Olona — que possui linhas férreas com destino à capital de Varese, Milão, Valceresio, e até mesmo à comuna Lugano, na Suíça. Na ocasião, algumas das viagens de trem foram canceladas e outras tiveram suas rotas alteradas, com trajetos atrasados em 20 minutos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse não estar preocupado com os exercícios militares com munição real realizados pela China ao redor de Taiwan, que nesta terça-feira entraram no segundo dia de atividades com disparos de mísseis e mobilização de dezenas de jatos e embarcações, simulando um bloqueio total dos principais portos da ilha autogovernada por um sistema democrático — mas exigida por Pequim como parte indivisível de seu território.
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— Eu não acredito que ele vá fazer isso [invadir Taiwan] — afirmou Trump na segunda-feira, após o início dos exercícios militares, batizados por Pequim de “Missão Justiça 2025”, referindo-se ao líder chinês, Xi Jinping, com quem disse ter “uma grande relação” e afirmou não ter sido avisado sobre nada neste sentido.
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A China anunciou os exercícios como parte de um alerta a forças pró-independência, que acusa de ameaçar a soberania chinesa sobre o território. A mobilização militar, porém, acontece em meio a uma escalada de tensões com atores estrangeiros, incluindo Japão e EUA, que nos últimos meses fizeram declarações e gestos considerados hostis por Pequim — incluindo declarações de Tóquio sobre apoiar forças de Taipé em caso de um avanço militar chinês, e um pacote bilionário de venda de armas de Washington.
O Exército de Libertação Popular da China (ELP) informou em comunicado que realizou exercícios de fogo real de longo alcance nas águas ao norte da ilha de Taiwan neste segundo dia de mobilização, e que “alcançou os efeitos desejados”. Autoridades chinesas confirmaram que o deslocamento militar incluiu equipamentos como contratorpedeiros, fragatas, caças e bombardeiros, em exercícios com foco em identificação e ataque, bem como operações antiaéreas e antissubmarinas.
Autoridades taiwanesas contabilizaram 27 foguetes disparados pelas forças chinesas, enquanto jornalistas com base na ilha de Pingtan — ponto mais próximo entre a China e a principal ilha de Taiwan — relataram que os disparos começaram por volta das 09h00 (22h de segunda-feira em Brasília), em rápida sucessão e provocando um som estrondoso. Rastros de fumaça branca marcaram o céu.
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O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, expressou sua “mais forte condenação” aos exercícios chineses, e disse que Pequim tenta minar “a estabilidade regional através da intimidação militar”. Em um post no Facebook, Lai classificou a mobilização como uma “provocação flagrante”, acrescentando que Taipé não iria escalar a situação.
Apesar da condenação aos exercícios, qualificados como “altamente provocativos e imprudentes”, as autoridades em Taipé afirmaram que a manobra falhou em impor um bloqueio à ilha. Um alto oficial militar afirmou nesta terça que a China não conseguiu realizar o bloqueio total pretendido — segundo a TV estatal CCTV, um tema central dos exercícios seria um bloqueio dos principais portos taiwaneses, incluindo Keelung, no norte, e Kaohsiung, no sul.
— Quanto à intenção de impor um bloqueio, acredito que nossa Guarda Costeira já deixou claro que esse bloqueio, na essência, não ocorreu — disse Hsieh Jih-sheng, vice-chefe do Estado-Maior de Inteligência do Ministério da Defesa de Taiwan.
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O Ministério da Defesa de Taiwan relatou nesta terça-feira ter detectado pelo menos 130 aeronaves militares chinesas perto da ilha, bem como mais de 50 embarcações, incluindo 27 navios de guerra, ao longo do exercício. A guarda costeira taiwanesa informou ter mobilizado 14 navios para monitorar a atividade naval, “empregando uma abordagem de monitoramento individual (um para um) para dissuadir as embarcações com força”.
Taiwan afirmou que as zonas, algumas das quais ficam a menos de 12 milhas náuticas de sua costa, afetaram rotas internacionais de navegação e aviação. Centenas de voos foram cancelados ou atrasados, de acordo com a Administração de Aviação Civil da ilha.
Disputa mais abrangente
Em meio aos exercícios militares, autoridades chinesas subiram o tom contra movimentos de atores estrangeiros, vistos como hostis à China e favoráveis a forças independentistas. O principal diplomata da China, Wang Yi, disse nesta terça-feira que Pequim iria “contra-atacar com força” a venda de armas em larga escala dos EUA para Taiwan, acrescentando que qualquer tentativa de obstruir a unificação da China com a ilha “terminará inevitavelmente em fracasso”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, chamou os exercícios de uma “resposta punitiva às forças separatistas de independência de Taiwan e uma ação necessária para defender a soberania nacional”.
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No arquipélago, muitos habitantes reagiram de forma estoica, e minimizaram a chance real de uma ocupação chinesa total.
— Guerra? Impossível. São apenas ameaças — disse Tseng Chang-chih, um vendedor de frutas de 80 anos, ouvido pela AFP.
Em um mercado de Taipé, o peixeiro Chiang Sheng-ming, de 24 anos, também disse não ver motivos para grande comoção.
— Houve tantos exercícios como este ao longo dos anos que já estamos acostumados — afirmou.
O primeiro ataque dos EUA contra o território da Venezuela foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA), afirmaram fontes de Washington à imprensa americana, após o presidente Donald Trump tratar publicamente sobre o suposto ataque em uma entrevista na sexta-feira. Autoridades de segurança consultadas por New York Times e CNN afirmaram que o ataque — um bombardeio a drone — teve como alvo um porto, supostamente utilizado pelo Tren de Aragua, grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas, equiparado pelo governo americano a uma organização terrorista.
O bombardeio teria acontecido no começo do mês, mas não havia sido tratado publicamente pelas fontes americanas até segunda-feira, quando repercutiu uma entrevista concedida por Trump à rádio WABC na última sexta-feira, em que o republicano afirmou que uma operação destruiu uma “grande instalação” na Venezuela. Trump não identificou explicitamente o alvo ou sua localização.
Fontes ouvidas em separado por CNN e New York Times — sob condição de anonimato, por tratarem de um tema sensível — afirmaram que o bombardeio foi realizado com drones contra um porto no litoral venezuelano. A estrutura seria utilizado pela gangue Tren de Aragua para estocar e embarcar drogas com destino aos EUA. Ainda de acordo com as autoridades, não havia ninguém no local no momento do ataque.
*Matéria em atualização
A Rússia anunciou nesta terça-feira que vai endurecer sua postura nas negociações de paz quanto à guerra na Ucrânia, após a suposta tentativa de ataque a drone de Kiev contra a residência do líder russo, Vladimir Putin. O governo ucraniano rejeitou qualquer envolvimento com o caso, e aponta que Moscou não apresentou qualquer prova sobre o ataque. O Kremlin se negou a apresentar qualquer prova.
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— As consequências se traduzirão em um endurecimento da postura de negociação da Federação da Rússia — disse o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em sua entrevista coletiva diária com a imprensa.
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O suposto ataque teria sido lançado entre o domingo e a segunda-feira, segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que denunciou o caso na segunda-feira. O alvo, de acordo com o ministro, seria uma residência de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo, e teria envolvido 91 drones de longo alcance, destruídos pelas defesas aéreas do país. Lavrov já havia antecipado que o ataque faria o Kremlin revisar sua posição nas atuais negociações de paz.
Em Kiev, autoridades do governo ucraniano negaram ter realizado qualquer ataque em larga escala contra o endereço ligado a Putin. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu-se ao caso como típicas “mentiras russas”. Em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, afirmou que a Rússia não havia apresentado nenhuma “evidência plausível” para apoiar as alegações sobre o ataque.
“Quase um dia se passou e a Rússia ainda não apresentou nenhuma evidência plausível para suas acusações sobre o suposto ‘ataque da Ucrânia à residência de Putin’. E não apresentarão. Porque não há nenhuma. Nenhum ataque do tipo aconteceu”, escreveu.
Questionado sobre a apresentação de evidências, Peskov afirmou que Moscou não estava disposta a comprovar suas alegações.
— Não acredito que deva haver qualquer evidência de que um ataque em larga escala com drones tenha sido executado e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, foi derrubado.
Ainda na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, que tenta mediar um acordo de paz para o conflito, criticou o suposto ataque ucraniano.
— Sabe quem me contou? O presidente Putin, hoje de manhã. Ele disse que foi atacado. Isso não é legal — afirmou Trump a repórteres em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, acrescentando que estava “muito irritado com isso”. — É um momento delicado. Não é o momento certo. (Com AFP)
Um homem de Oklahoma estava praticando tiro ao alvo na quinta-feira (25), dia de Natal, com uma pistola que ele mesmo havia comprado, quando atirou fatalmente em uma mulher que estava sentada com duas crianças na varanda da frente de uma casa vizinha, informaram autoridades.
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O homem, Cody Wayne Adams, de 33 anos, foi acusado de homicídio culposo de primeiro grau depois que a vítima, que morava a menos de um quilômetro de distância, desmaiou e morreu após ser atingida enquanto estava com familiares em Comanche, Oklahoma, a cerca de 155 quilômetros a sudoeste da cidade de Oklahoma.
O advogado do Sr. Adams não pôde ser contatado imediatamente para comentar o caso no domingo.
Equipes de emergência médica foram enviadas à casa da vítima por volta das 15h16 de quinta-feira, informou o Gabinete do Xerife do Condado de Stephens em comunicado nas redes sociais. Os paramédicos realizaram reanimação cardiopulmonar em Sandra Phelps antes de ela ser declarada morta às 15h53, de acordo com um depoimento de causa provável.
Circunstâncias do disparo
O tiroteio ocorreu enquanto a Sra. Phelps estava com dois familiares adultos em uma varanda frontal coberta, e eles ouviram disparos nas proximidades, segundo o depoimento.
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A vítima estava sentada em um sofá de dois lugares com uma criança no braço esquerdo, enquanto outra criança estava em um carrinho à sua frente. Segundo o depoimento, a Sra. Phelps comentou que alguém havia recebido uma arma nova de presente de Natal, disse “ai” e desmaiou logo em seguida.
De acordo com o depoimento, a Sra. Phelps foi atingida uma vez no braço direito e a bala entrou em seu peito, logo abaixo da axila. As autoridades não divulgaram a idade da vítima.
Os investigadores entrevistaram pessoas na área, descobriram que havia várias casas onde pessoas disparavam armas de fogo e verificaram as residências. Segundo a declaração juramentada, todas as casas, exceto uma, possuíam “anteparos ou locais de tiro adequados”. O caso atípico era a residência do Sr. Adams.
O homem havia ganhado uma pistola Glock .45 de presente de Natal, e vizinhos disseram tê-lo ouvido atirar naquela tarde. Adams informou aos investigadores que havia comprado a arma alguns dias antes como presente de Natal e mostrou uma lata de energético Red Bull usada para praticar tiro no quintal de sua casa.
Confissão e consequências
Do ponto de vista de onde o Sr. Adams estava atirando, havia uma linha clara até o local onde a vítima foi atingida, segundo o depoimento. Um investigador disse a Adams que ele poderia ter disparado fatalmente contra Sandra Phelps, e ele ficou “visivelmente perturbado e começou a chorar”.
Adams permitiu que os policiais revistassem sua casa e compareceu ao Gabinete do Xerife do Condado de Stephens para ser entrevistado por um advogado. Ele afirmou ter usado munição Winchester calibre .45, com cerca de oito cartuchos no primeiro carregador e dez no segundo.
Na entrevista, um capitão da polícia disse que as evidências sugeriam que Adams havia disparado fatalmente contra a vítima e perguntou se ele tinha algo a dizer. “Sinto muito”, respondeu o homem.
Liberação e pena
Segundo registros judiciais, Adams foi liberado da custódia policial após pagar fiança de US$ 100 mil na sexta-feira. Ele deverá comparecer ao tribunal em 25 de fevereiro.
Se condenado por homicídio culposo de primeiro grau, poderá enfrentar pelo menos quatro anos de prisão.
Um britânico que passou quase três décadas caminhando ao redor do mundo teme que o último obstáculo de sua jornada não possa ser vencido a pé pelos próximos dias. O ex-paraquedista Karl Bushby, de 56 anos, está próximo de concluir a travessia iniciada em 1998, no Chile, com destino final em Hull, no norte da Inglaterra, mas enfrenta a possibilidade de não receber autorização para usar o Eurotúnel.
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Após cerca de 58 mil quilômetros percorridos exclusivamente a pé, Bushby teme que as regras de segurança do Túnel da Mancha impeçam sua passagem por um túnel de serviço. Pelas normas que ele próprio estabeleceu ao iniciar a aventura, o britânico se comprometeu a não utilizar nenhum meio de transporte mecanizado, o que inclui balsas ou trens.
Caso o pedido seja negado, a alternativa extrema seria atravessar o Canal da Mancha a nado. “Ainda não entramos em contato oficialmente. Tenho uma carta pronta para enviar, só preciso encontrar a pessoa certa”, afirmou Bushby, em declarações à imprensa britânica. Ele diz estar otimista, mas admite não saber quão difícil será obter a permissão.
Travessias improváveis marcaram a jornada
Ao longo dos 27 anos de caminhada, Bushby já enfrentou desafios semelhantes. Para evitar entrar no Irã ou na Rússia, ele nadou mais de 270 quilômetros pelo Mar Cáspio, em uma travessia que durou 31 dias, do Cazaquistão ao Azerbaijão. Também precisou enfrentar trechos de água no Estreito de Bering, entre a Ásia e a América do Norte.
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Apesar disso, o britânico admite desconforto com a ideia de encarar o Canal da Mancha. “É um tipo diferente de água, muito mais fria. Espero nunca ter que pensar seriamente nisso”, disse, em tom de brincadeira, ao afirmar que nadar seria a última das opções.
Atualmente na Hungria, Bushby afirma que a jornada lhe trouxe uma visão ampla das culturas ao redor do mundo. Segundo ele, as diferenças entre os povos são, em grande parte, superficiais, e a receptividade foi uma constante ao longo do caminho, embora cite a Rússia como um dos países onde sentiu maior frieza inicial com estrangeiros.
Com a chegada iminente a Hull e à casa da mãe, o aventureiro reconhece que o maior desafio pode começar após o fim da caminhada. “É assustador. O propósito da minha vida nos últimos 27 anos vai acabar de forma abrupta”, afirmou. Ele diz ter ideias para o futuro, mas admite incertezas sobre como será a vida longe da estrada, agora sob os holofotes da mídia e diante da necessidade de “arrumar um emprego” e começar uma nova fase.
Uma mulher de 50 anos e sua filha de 15 morreram na Itália após apresentarem um quadro grave de mal-estar que surgiu depois do jantar da véspera de Natal. As mortes ocorreram no Hospital Cardarelli, em Campobasso, na região de Molise, e são investigadas como suspeita de intoxicação alimentar. O pai da adolescente, de 55 anos, segue internado em estado grave na UTI, em Roma.
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Gianni Di Vita, a esposa Antonella e a filha Sara procuraram um pronto-socorro no dia de Natal, relatando vômitos e fortes cólicas estomacais. Segundo relatos da imprensa local, eles receberam alta após atendimento inicial, com suspeita de gastroenterite. O quadro, no entanto, persistiu, e a família voltou ao hospital na sexta-feira (26), sendo novamente liberada.
No sábado (27), os três foram internados pela terceira vez no Hospital Cardarelli. Sara morreu poucas horas depois da internação. Em seguida, Antonella também não resistiu. Gianni foi transferido no domingo para Roma em um helicóptero médico e permanece na UTI. A outra filha do casal, de 20 anos, não participou do jantar e não apresentou sintomas, assim como os demais convidados.
Investigadores analisam os alimentos consumidos na ceia, entre eles peixe, marisco e cogumelos. A polícia recolheu itens da residência da família para exames laboratoriais. Amigos da adolescente relataram à mídia local que falaram com Sara pela última vez no Boxing Day, quando ela acreditava que o tratamento hospitalar seria suficiente e não imaginava uma piora tão rápida.
Inicialmente tratada como um caso de gastroenterite, a investigação médica passou a considerar hipóteses mais graves, como botulismo, listeriose, hepatite fulminante ou até um possível envenenamento químico. O chefe da UTI do Hospital Cardarelli, Dr. Vincenzo Cuzzone, afirmou que os sintomas começaram após uma refeição e que houve insuficiência hepática seguida por uma “cascata de eventos em velocidade extraordinária”, culminando em falência múltipla de órgãos.
Em nota, o prefeito de Campobasso, Antonio Tommasone, lamentou as mortes e declarou que a cidade vive “horas de grande tristeza”. As autoridades aguardam os resultados das análises para determinar a causa exata do ocorrido.
O proprietário de um Mercedes-Benz 230 SL Pagoda atravessava um dia difícil. Ele havia acabado de retirar o veículo branco, avaliado em US$ 180 mil, cerca de R$ 1,3 milhão, de uma oficina mecânica quando se envolveu em um acidente de trânsito na Rodovia Pan-Americana, que deixou o carro seriamente danificado.
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Por volta das 9h30 (horário local) do sábado (27), no quilômetro 23 da rodovia, no cruzamento da via de acesso norte com a Camino del Buen Ayre, em Buenos Aires, Argentina, o Mercedes perdeu o pneu traseiro esquerdo em pleno tráfego. O carro ficou preso ao asfalto e imobilizado na faixa da esquerda.
Impacto violento e imagens registradas por testemunhas
A má sorte do dono do veículo, um operário têxtil de 67 anos, não parou por aí. Segundos depois, um Peugeot 408, em alta velocidade, bateu na traseira do Pagoda. O impacto foi tão violento que o Mercedes atravessou todas as faixas e colidiu contra o guarda-corpo à direita. Nesse movimento repentino, outro veículo, um Renault Sandero vermelho, também se chocou com o carro clássico. A sequência foi registrada por celulares de diversas testemunhas e confirmada pelo jornal La Nación com fontes policiais.
Apesar do caráter dramático das imagens, não houve registro de ferimentos graves. Apenas o passageiro do Peugeot sofreu lesões leves. O mais afetado foi o proprietário do Mercedes clássico, cujo chassi ficou bastante danificado. Ele também passou a ser alvo de uma investigação da promotoria de San Isidro por danos leves. Segundo informações iniciais, o veículo havia acabado de sair da oficina mecânica naquele mesmo dia, após passar por reparos.
O Mercedes-Benz Pagoda é considerado um ícone do design automotivo dos anos 1960. O modelo se distingue pelo capô côncavo, inspirado na arquitetura dos templos asiáticos — característica que deu origem ao seu nome.
Uma pessoa morreu em uma colisão envolvendo um veículo parado na Rodovia Pan-Americana. Em agosto passado, um motorista morreu no trecho de Escobar em direção ao centro de Buenos Aires, após colidir frontalmente com um caminhão semirreboque que estava estacionado no acostamento.
O veículo de carga havia sido atingido anteriormente na traseira por um Toyota Corolla preto, conduzido por um homem de 58 anos, morador da cidade de Escobar, na província de Buenos Aires. A colisão ocorreu no quilômetro 48,6 da Rodovia Pan-Americana e resultou na morte do motorista no local.

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