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Os Estados Unidos tomaram uma decisão equivocada ao impor novas tarifas comerciais, na semana passada, para parceiros comerciais amigos, incluindo o Brasil, país que tem muito mais coisas em comum com os americanos do que com a China. A avaliação é de Nicholas Burns, ex-embaixador dos EUA na China e na OTAN, professor da Universidade de Harvard e um dos mais experientes diplomatas americano. Para Burns, o livre comércio é benéfico para todos e durante a globalização mais de 2 bilhões de pessoas no mundo saíram da pobreza e ascenderam à classe média. Para ele, é preciso reconstruir a relação entre os EUA e o Brasil e seus líderes precisam falar mais.
— Pessoalmente, eu não me sinto bem sobre isso (tarifas impostas pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais). Fui educado na cartilha do livre comércio. Eu penso que menos tarifas e livre comércio são benéficos a todos: para o Brasil, grande exportador agrícola, e para meu próprio país. Houve muita prosperidade durante a globalização, talvez perto de 2 bilhões de pessoas saíram da pobreza para a classe média. Eu acho que (taxar) não é inteligente e espero que os Estados Unidos voltem ao livre comércio no futuro. É preciso reconstruir as relações entre os dois países e seus líderes precisam falar mais — disse Bruns, que participou nesta terça-feira de um evento organizado pelo Instituto Diálogos, fundado pela senadora e ex-ministra da agricultura Tereza Cristina (PP-MS) e realizado no Teatro do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
O encontro discutiu a situação geopolítica mundial e como o Brasil se insere no atual contexto. Participaram empresários, autoridades, diplomatas e representantes do setor produtivo.​ O Instituto Diálogos foi criado com o objetivo de promover o debate com diferentes visões, e difundir conhecimento sobre grandes temas presentes nos cenários nacional e internacional.
Burns lembrou que, além do Brasil, outros países taxados pelos EUA são parceiros comerciais amigos dos americanos, como Japão, Coreia do Sul, Índia.
— Parceiros comerciais crescem mais próximos uns dos outros e não distantes. Eu não acho que nós fazemos um bom trabalho tratando nossos amigos mal, considerando nosso interesse pessoal, e erguendo barreiras ao redor do mundo — avaliou.
O ex-embaixador disse que EUA e Brasil têm muito mais coisas em comum do que Brasil e China.
— Nós somos duas democracias. Espero que isso não pareça arrogante, mas somos as duas nações mais importantes no hemisfério ocidental, o Brasil e os Estados Unidos, pela virtude das nossas economias, pela virtude da nossa população, pela virtude da nossa história. Os dois países competem em algumas áreas, mas ambos têm que ser amigos — defendeu ele, que reconhece, entretanto, que os chineses são os grandes competidores global dos americanos.
— A China produz 33% de todos os bens manufaturados do mundo. E, em 2030, produzirá 40%. Então temos que admirar o fato de que a China construiu essa economia extraordinária. Mas não é sustentável para o Brasil, os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão, a Coreia do Sul e a Índia, que a China tenha 40% de toda a fabricação do mundo — ponderou.
Ele defendeu que os Estados Unidos trabalhem em parceria com os chineses, inclusive para reduzir as emissões de CO2, já que a China é responsável por 30% e os EUA por 10%.
— Eu acho que não importa quem seja eleito presidente nos EUA em 2028, republicano ou um democrata, homem ou mulher. O eleito nos levará de volta para a cooperação com a China — previu.
Burns disse que o mundo passou de uma relativa ordem para o estado de desordem.
— Nós tínhamos o Acordo General sobre Terrorismo e Comércio, e nós tínhamos a Organização Mundial de Comércio. Havia disputas de comércio, que são normais e você ganha ou perde. Mas o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está completamente congelado. EUA, a França, o Reino Unido, vetam tudo o que a China e a Rússia querem, e vice-versa. Precisamos da reforma do Conselho e o Brasil precisa fazer como membro permanente. Não podemos ter instituições multilaterais que não podem funcionar — avaliou
Ao mesmo tempo, disse Burns, poderes autoritários como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, estão trabalhando juntos e estão confiantes.
— Nós estamos falhando. Não queremos viver em um mundo onde os poderes autoritários estão em ascendência.
Ricardo Zúñiga, ex-subsecretário do Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, diplomata e ex-cônsul dos EUA em São Paulo, que também participou do evento, concorda que o mundo que existiu antes de janeiro de 2025 (quando o presidente Donald Trump tomou posse) não vai existir mais. Mas é otimista é diz que o mundo atual não vai ser o mesmo em 2030.
— Os Estados Unidos vão mudar de novo. Esta administração é muito diferente de qualquer outra dos últimos 100 anos dos Estados Unidos. E o próximo governo provavelmente vai ser um pouco mais ortodoxo, mais alinhado com a política tradicional — observou.
Zúñiga também defendeu que EUA e Brasil precisam trabalhar juntos, e lembrou que o Brasil é um dos mais produtores do agro mundial e detentor de reservas importantes de terras raras.
— O Brasil pode construir, junto com os Estados Unidos, mas também com a Europa, com a Coreia do Sul, com o Japão, com a Índia uma cadeia da produção de terras raras totalmente independente da China, que domina (o mercado) hoje. O Brasil e os Estados Unidos têm um futuro que precisa ser construído agora e planejado não para os próximos dois anos, mas para 20 ou 30 anos — disse.
Marcos Jank, professor e coordenador do centro Insper Agro Global, disse em sua participação no debate que há muitas oportunidades para o Brasil se inserir nessa nova ordem global através das commodities. Para ele, depois do episódio de fechamento do Estreito de Ormuz na guerra entre EUA e Irã o mundo vai ser diferente e os países vão buscar segurança alimentar e de energia em outras geografias.
Ele lembrou que poucos países dominam o setor de commodities — e o Brasil é um deles, especialmente nos produtos agropecuários.
— É preciso fazer um mapeamento do que está acontecendo no mundo em comodities. Elas são uma grande oportunidades e são poucos os países que dominam petróleo, terras raras, minerais, produto agropecuários. É preciso discutir o valor adicionado que pode ser gerado nas commodities através de parcerias internacionais. Esta poderia ser uma agenda de cooperação entre Estados Unidos e Brasil na questão dos minerais críticos, e não de ataques entre os dois países. É preciso construir valor adicionado nas matérias primas, o Brasil é bom nisso e pode fazer — disse
Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, afirmou no debate, que mesmo com 200 anos de relações comerciais com os EUA, os próximos cinco anos serão mais importantes. Isso porque o mundo entrou num módulo de operação das relações políticas, econômicas e internacionais, que é muito perigoso, na avaliação do especialista.
— Tem um professor da Universidade de Columbia, o Adam Tooze, que diz que quando você tem uma crise internacional, as pragas vêm uma depois da outra, como se fosse na Bíblia. Veio a Covid, a situação no Oriente Médio, a guerra no coração da Europa, as duas superpotências (China e EUA) numa situação que muita gente chama de Guerra Fria 2. Então, é nessa moldura que o Brasil não apenas tem que se inserir, mas tem que se relacionar também com os Estados Unidos — disse Troyjo.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que um helicóptero militar dos Estados Unidos foi abatido pelo Irã e que os Estados Unidos “devem” responder. Em um comunicado, Trump afirmou ter sido informado de que, “na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache, altamente sofisticados, enquanto realizava patrulha sobre o Estreito de Ormuz”.
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Embora os pilotos não tenham sofrido ferimentos, “os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a esse ataque”. A queda do helicóptero AH-64 Apache do Exército americano ocorreu durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
Mais cedo, em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que abriu uma investigação sobre o incidente. Segundo a corporação, a aeronave caiu no mar por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira, no horário local, na costa de Omã, enquanto realizava uma missão de patrulha em águas regionais e acabou sendo perdida.
O resgate da tripulação foi concluído em aproximadamente duas horas. De acordo com o Centcom, um drone da Marinha americana localizou os militares na água e auxiliou na operação, que também envolveu efetivos da Marinha, da Força Aérea e da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
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Durante a madrugada, Trump havia confirmado que os ocupantes do helicóptero não sofreram ferimentos.
— Os pilotos estão bem. Ninguém ficou ferido — disse a jornalistas em Nova York.
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A queda ocorreu em uma das regiões mais sensíveis do atual conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e tem sido palco de tensões crescentes desde a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
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Os helicópteros AH-64 Apache têm desempenhado papel importante nas operações americanas na região. Equipados com mísseis Hellfire, eles são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones.
Nos últimos meses, essas aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA também intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano da passagem estratégica.
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Além dos helicópteros Apache, os militares americanos têm utilizado drones armados MQ-9 Reaper e caças F/A-18 e F-35 como parte de uma estratégia agressiva do Centcom para enfrentar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
(Com New York Times e AFP)
A Agência Espacial americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira os próximos quatro astronautas que darão um passo importante rumo ao retorno dos humanos à superfície da Lua, como parte da missão Artemis III: Andre Douglas e Frank Rubio, os especialistas da missão; Luca Parmitano, da Agência Espacial Italiana, o piloto; e Randy Bresnik, o comandante.
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A missão testará dois módulos lunares, além de outros dispositivos tecnológicos, que serão utilizados na missão de retorno à Lua, programada para 2028. O voo espacial da Artemis III, previsto para 2027, será realizado em uma órbita mais baixa, perto de onde está a Estação Espacial Internacional, e terá duração de duas semanas.
Um dos objetivos da missão é “reduzir os riscos” do pouso lunar, antes do voo final ser lançado. Parte central do teste na Artemis III será observar como o módulo lunar Orion se acoplará a um módulo lunar.
Parmitano iniciou sua carreira como piloto de testes e depois como coronel da Força Aérea Italiana, tendo passado 367 dias no espaço desde então. Bresnik, por sua vez, ingressou na Nasa em 2004 e é o único que voou em um ônibus espacial antes da aposentadoria dessas naves. Rubio, que esperava ficar na Estação Espacial Internacional por seis meses em 2022, teve que permanecer por 371 dias devido a um vazamento de líquido de arrefecimento, o período mais longo de permanência contínua no espaço por um astronauta da Nasa. Douglas, por fim, era um membro da tripulação reserva da missão Artemis II.
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Jeremy Parsons, gerente do programa Artemis, apresentou uma atualização otimista sobre o progresso do programa e uma descrição da missão. Ele disse que o módulo de pouso da Blue Origin será lançado primeiro, seguido pela tripulação em uma cápsula Orion acoplada ao foguete Space Launch System.
A Orion e o módulo de pouso da Blue Origin ficarão acoplados em órbita por vários dias, enquanto estiverem conectados. Após o desacoplamento, a Starship da SpaceX será lançada e acoplará com a Orion por um dia. A missão terá duração de aproximadamente duas semanas, terminando com o pouso da tripulação na água a bordo da Orion.
Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V.
*Matéria em atualização
O Papa Leão XIV teve um encontro surpresa com o astro da música porto-riquenho Bad Bunny no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, na segunda-feira, informou o Vaticano nesta terça-feira. O Pontífice chegou hoje à Barcelona para a etapa catalã de sua visita de sete dias à Espanha, marcada pela celebração de uma missa na Basílica da Sagrada Família e pela bênção da nova Torre de Jesus Cristo, estrutura que transformou o templo na igreja mais alta do mundo.
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— Sim… confirmo. Ele (Bad Bunny) estava com a família e algumas outras pessoas (e Leão) os cumprimentou brevemente antes de deixar o estádio — disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a jornalistas.
A possibilidade de um encontro entre o Papa, que esteve em Madri de sábado a terça-feira, e o astro porto-riquenho, que se apresenta na capital espanhola nestes dias, foi tema de discussão na imprensa espanhola.
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De fato, o Papa mencionou os shows do cantor no voo que o levou a Madri, ao ser questionado sobre as notícias que falam de um maior interesse dos jovens pela religião.
— Se você tiver que escolher entre ver Bad Bunny ou ver o Papa, acho que muitos irão ver Bad Bunny. Mas também acho que haverá alguns que virão ver o Papa. E isso diz muito — disse Leão XIV, de 70 anos, na ocasião.
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O Papa, que nasceu nos Estados Unidos, e Bad Bunny têm em comum o fato de ambos terem sido alvo de críticas do presidente americano Donald Trump.
Os Estados Unidos investigam a queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército americano, ocorrida durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável, mas as autoridades ainda não determinaram se a aeronave foi atingida por disparos iranianos, sofreu uma falha mecânica ou enfrentou outro tipo de problema, informaram o jornal New York Times, a rede BBC e a emissora CNN.
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Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que abriu uma investigação sobre o incidente. Segundo a corporação, a aeronave caiu no mar por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira, no horário local, na costa de Omã, enquanto realizava uma missão de patrulha em águas regionais e acabou sendo perdida.
O resgate da tripulação foi concluído em aproximadamente duas horas. De acordo com o Centcom, um drone da Marinha americana localizou os militares na água e auxiliou na operação, que também envolveu efetivos da Marinha, da Força Aérea e da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército.
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O presidente americano, Donald Trump, comentou o caso durante a madrugada de terça-feira e afirmou que os ocupantes do helicóptero não sofreram ferimentos.
— Os pilotos estão bem. Ninguém ficou ferido — disse a jornalistas em Nova York.
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Sem fornecer mais detalhes, ele afirmou que um relatório sobre o incidente será divulgado em breve.
A queda ocorreu em uma das regiões mais sensíveis do atual conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e tem sido palco de tensões crescentes desde a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.
Segundo informações divulgadas pelo New York Times, ainda não está claro se o Apache foi derrubado por fogo inimigo ou se o acidente teve origem em problemas técnicos.
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Os helicópteros AH-64 Apache têm desempenhado papel importante nas operações americanas na região. Equipados com mísseis Hellfire, eles são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones.
Nos últimos meses, essas aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA também intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano da passagem estratégica.
Análise: Ataques de Israel ao Irã mostram temor de Netanyahu de que acordo pelo fim da guerra restrinja liberdade de ação israelense na região
Além dos helicópteros Apache, os militares americanos têm utilizado drones armados MQ-9 Reaper e caças F/A-18 e F-35 como parte de uma estratégia agressiva do Centcom para enfrentar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Caso seja confirmado que a queda teve relação com as hostilidades na região, esta será a primeira perda de um helicóptero Apache pelos EUA desde o início do conflito com o Irã.
(Com New York Times e AFP)
Uma pessoa foi atingida por um tiro na cabeça durante confrontos entre a polícia queniana e manifestantes contrários à construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos em uma cidade turística.
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O centro médico, instalado em uma base aérea na cidade de Nanyuki, perto do Monte Quênia, será utilizado para isolar americanos procedentes da República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta um surto de Ebola.
O Quênia nunca registrou um caso de Ebola e muitos se opõem à ideia de transportar ao país possíveis portadores dessa doença altamente contagiosa.
Confrontos foram registrados em diferentes pontos de Nanyuki. Os manifestantes estabeleceram barricadas e atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água.
Tiros foram disparados e correspondentes da AFP observaram um homem caído, imóvel, depois de ser atingido na cabeça. A Cruz Vermelha informou que outra pessoa ficou ferida devido ao gás lacrimogêneo.
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Dezenas de pessoas foram detidas, inclusive por policiais à paisana. “Laikipia não é um lixão… Não estou feliz com a decisão dos Estados Unidos de construir um centro de quarentena em nosso país”, declarou Priscilla Waimani, 47 anos, enrolada em uma bandeira queniana.
Policiais quenianos carregam um manifestante gravemente ferido em confronto com manifestantes em protesto contra um controverso centro de quarentena para Ebola construído pelos EUA na cidade turística de Nanyuki
Luis Tato / AFP
O centro, que estava quase concluído no fim da semana passada, deve ter 50 leitos de isolamento e será administrado por americanos.
O governo do presidente William Ruto insiste que tem uma dívida com Washington por anos de ajuda econômica.
Os Estados Unidos, por sua vez, prometeram 13,5 milhões de dólares para os esforços de prevenção do Quênia contra o Ebola.
O Papa Leão XIV chegou nesta terça-feira a Barcelona para a etapa catalã de sua visita de sete dias à Espanha, marcada pela celebração de uma missa na Basílica da Sagrada Família e pela bênção da nova Torre de Jesus Cristo, estrutura que transformou o templo na igreja mais alta do mundo.
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O avião do Pontífice pousou às 12h45, no horário local (7h45 em Brasília), no aeroporto de El Prat. A visita à capital catalã ocorre após compromissos em Madri, onde Leão XIV discursou diante do Parlamento espanhol, reuniu-se com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero e celebrou uma missa que reuniu 1,5 milhão de pessoas, segundo os organizadores.
No quarto dia de sua viagem ao país, o Papa seguiu para a catedral de Barcelona, onde presidiu uma oração ao meio-dia. Em sua primeira aparição pública na cidade, alternou entre o espanhol e o catalão. Embora ambos os idiomas sejam falados lado a lado na Catalunha, eles frequentemente se tornam instrumentos de disputa política.
— Queridos irmãos e irmãs, é com grande alegria que inicio minha visita realizando a oração do meio-dia nesta catedral — afirmou em catalão.
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Falado por cerca de 10 milhões de pessoas, o catalão foi reprimido durante a ditadura espanhola do século XX sob o general Francisco Franco, segundo os catalães, que continuam bastante protetores em relação ao idioma. Sua preservação foi um elemento importante do sentimento separatista no recente movimento pela independência da região, que atingiu seu auge com a tentativa de secessão em 2017.
A escolha do idioma pelo Papa teve repercussão na região, onde parte da população defende uma presença mais ampla do catalão em atos públicos da Igreja. Os Papas João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI (1927-2022) usaram algumas palavras em catalão quando visitaram Barcelona, em 1982 e 2010, respectivamente. O rei da Espanha também fala catalão quando está na Catalunha, mas é raro que políticos espanhóis oriundos de regiões onde o idioma não é falado façam o mesmo.
— Ele agora faz parte da nossa cultura — disse Nelly Leiva, que carregava uma bandeira do Peru, nacionalidade também compartilhada por Leão XIV, nascido nos Estados Unidos.
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À noite, o Pontífice deverá presidir uma vigília com jovens no Estádio Olímpico de Barcelona. Na segunda-feira, milhares de católicos lotaram o estádio do Real Madrid para um encontro com o Papa que contou com dançarinos chutando bolas de futebol enquanto vestiam as cores branca e amarela da Santa Sé. Leão XIV, que se alinhou ao Real Madrid durante os eventos na capital espanhola, disse: “Hoje a Igreja em Madri marcou um grande gol que será lembrado para sempre!”.
O Papa também visitou o museu do clube para conhecer sua extensa coleção de troféus ao lado do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, que lhe entregou uma camisa do clube com o nome “Robert F. Prevost” nas costas. Os moradores de Barcelona perceberam.
— Uma figura tão importante quanto ele não deveria tomar partido. Agora que disse que apoia o Real Madrid, bem, sinto muito, mas ele estragou tudo — afirmou Eduard Modroño, funcionário de escritório e torcedor do Barcelona.
Sagrada Família
Na quarta, Leão XIV visitará uma penitenciária e a abadia de Montserrat antes de seguir para a Sagrada Família, principal compromisso de sua passagem pela segunda maior cidade da Espanha. A missa será celebrada exatamente 100 anos após a morte de Antoni Gaudí, ocorrida em 10 de junho de 1926. O arquiteto catalão, responsável pelo projeto da basílica, morreu após ser atropelado por um bonde quando se dirigia a uma igreja para rezar. Seu processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Ainda inacabada, a Sagrada Família recebeu quase cinco milhões de visitantes no ano passado e segue como uma das obras arquitetônicas mais conhecidas do mundo.
Após a celebração, o Papa abençoará a Torre de Jesus Cristo, peça central do conjunto arquitetônico concluída em fevereiro. A estrutura elevou a altura total da basílica para 172,5 metros, tornando-a a igreja mais alta do planeta. A expectativa é que a construção da Sagrada Família seja concluída dentro de aproximadamente dez anos.
(Com AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado ruidosamente na noite de segunda-feira (madrugada de terça em Brasília) no ginásio Madison Square Garden, em Nova York, ao comparecer para assistir ao Jogo 3 das Finais da NBA entre o New York Knicks e o San Antonio Spurs. O caso ocorreu em meio a críticas de torcedores da franquia ao republicano, cuja presença afetou a programação ao redor da arena por motivos de segurança — criando uma nova situação de desconforto para Trump em frente às câmeras nos últimos dias.
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As vaias aconteceram antes do início da partida. Enquanto o hino nacional dos EUA era executado na arena, a imagem do presidente apareceu no telão, provocando a reação adversa da torcida. Em fala a jornalistas após o jogo, o republicano minimizou o caso, e disse que percebeu a manifestação em sua cidade natal como “na maioria aplausos”. Também destacou que foi uma reação muito “barulhenta” e “entusiasmada”.
Trump é vaiado no Madison Square Garden, em Nova York, antes do jogo das finais da NBA
Integrante da alta sociedade nova-iorquina antes de entrar na vida política, a ida de Trump ao jogo dos Knicks — equipe de Manhattan que não vence um título da NBA desde 1973 —, não chega a ser uma novidade, considerando que o Madison Square Garden é um palco acostumado à presença de grandes estrelas na plateia. As adaptações exigidas pela segurança presidencial, porém, provocaram desconforto.
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Para que Trump pudesse assistir à partida, foi estabelecido um amplo perímetro de segurança ao redor da arena. Torcedores com ingressos para o jogo foram orientados a chegar com pelo menos duas horas antes do início da partida para verificações de segurança semelhantes a de aeroportos. Não foi permitida a entrada de bolsas no ginásio, enquanto a tradicional área reservada aos fãs na parte externa do ginásio, que os times da liga costumam montar para que torcedores sem ingressos possam viver a atmosfera da partida, foi cancelada.
Torcedores do New York Knicks protestam contra a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, do lado de fora do Madison Square Garden
Charly Triballeau/AFP
A resposta adversa em um ambiente familiar acontece em um momento em que o presidente enfrenta uma crise de popularidade entre os americanos. Pesquisas recentes indicaram que a desaprovação ao republicano chegou a 62% no começo de maio. Temas como a continuidade da guerra contra o Irã, que virou alvo de questionamentos inclusive dentro da base mais radical do movimento Maga, corroem a popularidade do presidente.
Em meio aos cenários de pressão nos contextos interno e externo, o presidente demonstrou irritação em aparições públicas recentes. No domingo, Trump se retirou de uma entrevista durante o programa “Meet the Press”, da emissora americana NBC, ao ser questionado sobre a falta de evidências de que as eleições presidenciais de 2020 (em que ele foi derrotado por Joe Biden) foi roubada — uma teoria que o republicano continua usando para mobilizar apoiadores.
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Na ocasião, Trump xingou a apresentadora Kristen Welker e acusou o programa e outras emissoras dos EUA, como ABC, CBS e CNN, de serem “uma fraude”. Alguns telespectadores afirmaram que o presidente teria tido dificuldade de se retirar do palco.
Sob olhares de Trump na madrugada de terça, o New York Knicks perdeu para o Spurs pelo placar de 115 a 111. (Com AFP
O guia nepalês Dowa Sherpa, que sobreviveu sozinho durante seis dias no Everest após ser dado como morto, deixou a unidade de terapia intensiva (UTI), informou sua família nesta terça-feira.
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O alpinista, de 57 anos, segue internado em Katmandu, mas apresenta sinais de melhora. Segundo parentes, ele já consegue conversar e se alimentar.
— Ele foi transferido da UTI para uma unidade comum e o tratamento continua. Já consegue falar um pouco e se alimentar — declarou à AFP o familiar Nuru Sherpa: — Os médicos estão observando suas mãos e pernas para verificar se há melhora.
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AFP
Dowa Sherpa foi encontrado com vida em 4 de junho, enquanto se arrastava em direção ao acampamento-base do Everest. Dias antes, em 29 de maio, ele havia alcançado o cume da montanha mais alta do mundo, com 8.849 metros de altitude, ao lado do britânico Chris Thrall.
Guia sobreviveu com chocolates e lanches
Vítima de congelamento, desidratação e de uma fratura no fêmur, Dowa Sherpa precisou ser retirado da montanha de helicóptero e levado para tratamento na capital nepalesa.
Abandonado à própria sorte em temperaturas abaixo de zero, próximo à chamada “zona da morte” — região onde os níveis de oxigênio são extremamente baixos —, ele afirma ter sobrevivido praticamente sem comida e água.
Em entrevista à edição nepalesa da BBC, o guia contou que conseguiu se manter vivo graças a chocolates e pequenos lanches que carregava nos bolsos. Também relatou ter escapado de uma fenda antes de rastejar até o acampamento-base.
Caso provoca pedidos de investigação
A recuperação do montanhista foi celebrada por colegas e familiares, mas também reacendeu críticas à condução das buscas.
— Houve negligência no caso dele — afirmou à AFP Maya Sherpa, presidente da Associação de Alpinistas do Everest: — Uma investigação deve ser aberta para entender o que aconteceu, com o objetivo de evitar que incidentes como esse voltem a ocorrer.
A Associação de Montanhismo do Nepal também pediu a criação de uma comissão governamental para apurar as circunstâncias do caso.
O desaparecimento de Dowa Sherpa já havia provocado indignação entre parentes, que questionaram a demora das equipes de resgate em localizá-lo.
Nesta temporada, ao menos cinco alpinistas — dois indianos e três nepaleses — morreram durante expedições ao Everest.
Segundo números preliminares do governo do Nepal, mais de mil montanhistas alcançaram o cume neste ano, tornando esta a temporada mais movimentada já registrada na montanha.
Apenas um dia após o Irã ameaçar retomar os ataques contra Israel caso o país mantivesse suas operações no Líbano, bombardeios israelenses mataram ao menos 14 pessoas no sul do país, incluindo um adolescente de 16 anos. As ofensivas atingiram cidades e vilarejos em diferentes partes do sul libanês, colocando novamente sob pressão o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Pela primeira vez, ordens de evacuação emitidas pelo Estado judeu citaram toda a cidade de Tiro, incluindo bairros cristãos anteriormente preservados.
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Militares israelenses afirmaram, sem apresentar provas, que integrantes do Hezbollah estavam operando no local. No X, o porta-voz em língua árabe das Forças Armadas de Israel, Avichai Adraee, disse que, diante das “ações de agentes do Hezbollah dentro do bairro cristão da cidade”, o Exército seria “obrigado a agir contra suas atividades terroristas na área em um futuro próximo”. O órgão militar já havia ameaçado atacar o bairro na semana passada, levando autoridades libanesas a visitarem a região para tranquilizar os moradores.
Situada na costa do Mediterrâneo, Tiro é a maior cidade localizada ao sul do rio Litani, uma linha de demarcação importante nos conflitos entre Israel e o Hezbollah. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial, a cidade abriga sítios arqueológicos preservados, incluindo ruínas da época romana, e tinha cerca de 100 mil habitantes antes do início da guerra atual. A cidade possui maioria muçulmana xiita, além de comunidades sunitas e cristãs. Três campos oficiais administrados pela agência das ONU para refugiados palestinos (UNRWA) ficam próximos à cidade, assim como outras áreas com grande população palestina.
Nos últimos meses, Tiro serviu como refúgio para moradores que deixavam áreas mais próximas da fronteira com Israel. Ao mesmo tempo, a cidade passou a ser alvo recorrente de ataques aéreos, levando parte da população a buscar segurança em regiões mais ao norte do Líbano. Com a nova ordem de evacuação, abrigos de emergência ficaram rapidamente lotados, enquanto equipes de resgate atuavam para retirar moradores idosos da área.
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Nesta terça, líderes de várias igrejas de Tiro fizeram um apelo ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, e ao comandante das Forças Armadas libanesas, Rodolphe Haykal, para que salvem a Cidade Antiga.
“Qualquer ataque contra ela seria uma catástrofe nacional”, diz o comunicado, acrescentando que a área abriga civis inocentes e um patrimônio cultural e religioso com séculos de história. “Pedimos esforços políticos e de segurança imediatos para preservar a capacidade de permanecer firmes, e conclamamos a comunidade internacional e as agências da ONU a cumprir sua responsabilidade moral de proteger a população de acordo com o direito humanitário internacional”.
Citado pelo jornal israelense Haaretz, Georges Iskandar, arcebispo melquita de Tiro, afirmou que permanecerá ao lado de sua comunidade apesar da ordem de evacuação:
— Permanecemos na cidade de Tiro, entre nosso povo. Assim como nossos pais e avós fizeram antes de nós, e assim como os perseverantes filhos do sul permanecem hoje em sua terra, em suas aldeias e cidades.
Aumento das tensões
O agravamento da situação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel e Irã. No domingo, um ataque israelense ao bairro de Dahiyeh, na periferia sul de Beirute, onde o Hezbollah exerce forte influência, desencadeou uma troca direta de ataques entre os dois países pela primeira vez desde a entrada em vigor de uma trégua em abril.
Na segunda-feira, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas anunciou a suspensão de ataques ofensivos, mas advertiu que novas “agressões e atos hostis” de Israel e de seus aliados, incluindo no sul do Líbano, seriam respondidos com medidas “muito mais severas e devastadoras do que antes”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel continuará suas operações contra o Hezbollah no território libanês e declarou que o país exercerá seu direito à autodefesa “em toda a extensão necessária”. O ministro da Defesa, Israel Katz, rejeitou as ameaças iranianas e afirmou que qualquer tentativa de Teerã de atacar Israel será respondida “com grande força”.
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Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça que Israel e Irã concordaram em interromper os ataques mútuos e disse acreditar que um acordo entre Washington e Teerã poderá ser concluído nos próximos dias. Autoridades iranianas não responderam às declarações. Os mais recentes bombardeios evidenciaram como o Líbano se tornou um dos principais pontos de divergência nas negociações para encerrar a guerra travada entre os EUA, Israel e Irã.
Teerã tem insistido que qualquer acordo de paz inclua garantias de segurança para o Líbano, enquanto Israel rejeita essa vinculação e afirma que continuará realizando ataques no país para atingir o Hezbollah. O grupo, por sua vez, rejeitou qualquer cessar-fogo com Israel e continua lançando ataques contra território israelense a partir de suas posições no sul do Líbano. Israel ocupa amplas áreas da região, argumentando que a medida é necessária para se defender dos ataques do grupo.
Trump tem afirmado repetidamente que Estados Unidos e Irã estão próximos de um acordo para encerrar a guerra, resolver o impasse em torno do programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio aos esforços diplomáticos, o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, declarou à emissora al-Jadeed que o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, concordou com um cessar-fogo. Segundo ele, as negociações entre Israel e Líbano deverão ser retomadas em 22 de junho, em Washington.
Segundo dados apresentados pelo Ministério da Defesa do Líbano, entre 17 de abril e 7 de junho, Israel realizou 3.491 ataques aéreos considerados violações do cessar-fogo. O relatório registra ainda 407 bombardeios, seis operações com tratores e máquinas de remoção e seis incursões terrestres de tropas israelenses. Pelo menos 3.526 pessoas foram mortas no país, enquanto outras 10.733 ficaram feridas.
(Com AFP e New York Times)

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