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Dois jovens que faziam uma transmissão ao vivo no TikTok acabaram registrando, de forma inesperada, bombardeios em Caracas na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026. O vídeo, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, já soma mais de 10 milhões de visualizações e cerca de 1 milhão de curtidas.
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A gravação ocorreu durante uma jornada descrita como histórica na Venezuela, marcada por uma operação militar de grande escala atribuída aos Estados Unidos. A ação, identificada como Operação Lança Sul, teria culminado na captura do líder do chavismo, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Imagens divulgadas em plataformas como X e TikTok mostram colunas de fumaça, intensos bombardeios, sobrevoo de aeronaves em diferentes pontos do país e focos de incêndio.
Um dos vídeos mais compartilhados é o do tiktoker conhecido como “Chuo”, que tem cerca de 7 mil seguidores e estava ao vivo no momento das detonações. A transmissão começou com um sorteio, mas logo mudou de tom quando ele e um acompanhante passaram a observar, em silêncio e visivelmente assustados, o que acontecia no céu.
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Pouco depois, um deles usou expressões para indicar medo, enquanto uma terceira pessoa se aproximava para ver a cena. Em meio à confusão, Chuo afirmou: “Os chineses se meteram aqui!”, atribuindo o ataque ao país asiático.
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Apesar da enorme repercussão, parte dos internautas criticou o fato de o jovem não ter mostrado diretamente o que via à frente da câmera. Em resposta, ele justificou: “Em pleno bombardeio, não me ocorreu virar a câmera, mas correr para me proteger. Acho que é algo para se pensar, não é?”.
As expressões de espanto dos jovens também renderam memes. Uma usuária comentou que o episódio poderia ser classificado como “a pior experiência”, ao que o autor do vídeo respondeu de forma irônica: “Não recomendo”.
Apesar de ter condenado a invasão da Venezuela, o governo brasileiro pisa em ovos para evitar um embate direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que a América “não pertence a uma doutrina ou a uma potência”, após a operação militar em que os Estados Unidos depuseram à força o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa. A declaração surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter descrito a ação na qual capturou o presidente venezuelano como uma atualização da Doutrina Monroe. 
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Formulada em 1823 pelo então presidente americano James Monroe, a doutrina defendia que a América Latina estaria vedada a outras potências, em referência, à época, sobretudo à Europa.  
— O México mantém sua convicção de que a América não pertence a uma doutrina ou a uma potência. O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem — afirmou Sheinbaum durante uma coletiva de imprensa. 
Após a captura de Maduro, Trump disse a repórteres que “a Doutrina Monroe é importante, mas já a superamos por muito, muito mesmo”. 
— Agora chamam de Documento Donroe. O domínio dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental jamais será questionado de novo — atestou Trump, fazendo um trocadilho com a inicial de seu nome. 
Maduro, de 63 anos, é acusado de traficar cocaína para os Estados Unidos, assim como sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos. Ambos foram capturados em Caracas no sábado, durante intensos ataques dos EUA que incluíram comandos terrestres, bombardeios aéreos e uma grande força naval.
A escalada militar dos EUA contra o regime chavista, que culminou na captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, na madrugada de sábado, levou Caracas, nos últimos meses, a adotar uma série de medidas para reforçar a segurança pessoal do então chefe de Estado. A mais emblemática delas foi a ampliação do papel de guarda-costas cubanos em sua equipe mais próxima, em meio ao temor de que pudesse ser traído pelos seus compatriotas. Além de ter designado mais oficiais de contra-espionagem de Havana para as forças armadas venezuelanas. Agora, de acordo com os governos da Venezuela e de Cuba, 32 militares cubanos foram mortos durante a operação americana.
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Desde os primeiros anos do governo Hugo Chávez, a cooperação entre Venezuela e Cuba — inicialmente centrada em áreas como saúde e educação — abriu espaço para a presença gradual de assessores e agentes cubanos em estruturas estratégicas do chavismo. Ao longo da última década, essa atuação se estendeu para os campos de inteligência, contrainteligência e segurança presidencial, em uma parceria sustentada por afinidade política e intercâmbio estratégico.
O arranjo ganhou ainda mais peso sob Maduro, que, em meio a crises internas e episódios de deserção nas Forças Armadas, passou a desconfiar da própria cúpula militar e ampliou o papel de cubanos em posições-chave de sua guarda e da segurança do Palácio de Miraflores.
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Ao mesmo tempo, o líder venezuelano, que afirmava com frequência ser alvo de planos de assassinato, levou sua equipe a reforçar o primeiro anel de proteção: a Guarda de Honra Presidencial, composta por agentes selecionados em conjunto entre os serviços de segurança da Venezuela e os de assessores cubanos. Esse núcleo sofreu mudanças na chefia após as eleições de 28 de julho de 2014, quando, diante da crise política e das denúncias de fraude, Maduro promoveu uma reformulação de sua estrutura de segurança e adotou protocolos mais rígidos de proteção.
A partir daí, as medidas ganharam caráter cada vez mais preventivo. Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, em dezembro, o presidente passou a alternar com frequência os locais onde dormia e os aparelhos de celular que utilizava, numa tentativa de reduzir o risco de uma ação cirúrgica ou de uma incursão de forças especiais americanas. Essas precauções teriam se intensificado a partir de setembro, quando os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Caribe e iniciaram ataques contra embarcações que, segundo a Casa Branca, estariam ligadas ao tráfico de drogas.
Agora, informações oficiais indicam que 32 desses cubanos teriam morrido quando as forças americanas invadiram o país no sábado. A Venezuela informou no domingo que o número preliminar total de mortos nos ataques era de 80, noticiou o New York Times.
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Quase dois dias depois da operação militar dos EUA na Venezuela, foi de Havana que veio a primeira confirmação de vítimas. Em uma nota oficial, o governo cubano confirmou a morte de 32 militares do país que integravam o anel de segurança de Maduro no momento em que o presidente foi capturado.
“Como resultado do ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a irmã República Bolivariana da Venezuela, realizado na madrugada de 3 de janeiro de 2026, perderam a vida em ações combativas 32 cubanos, que cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de órgãos homólogos do país sul-americano”, afirma um comunicado do Ministério do Interior de Cuba, publicado nas redes sociais.
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que as vítimas eram membros das Forças Armadas ou do Ministério do Interior que estavam em missão a pedido da Venezuela, segundo a mídia estatal cubana. Apesar de admitir publicamente, pela primeira vez, que seus agentes atuam no país aliado, Díaz-Canel não detalhou a função desempenhada pelas tropas ou sequer revelou a identidade dos mortos. Ele decretou dois dias de luto.
“Nossos compatriotas cumpriram seu dever com dignidade e heroísmo e caíram, após resistência feroz, em combate direto contra os agressores ou como resultado dos bombardeios”.
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‘Valentia e compromisso com a paz’, ressalta presidente interina
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, publicou nesta segunda-feira uma nota oficial em homenagem aos militares cubanos que integravam a guarda de Maduro e foram mortos durante o que o governo venezuelano classificou como uma “agressão criminosa” dos Estados Unidos contra o território nacional.
No texto, Rodríguez afirma que os soldados cubanos atuavam no âmbito da cooperação entre Estados soberanos e desempenhavam funções de proteção e defesa institucional. Segundo a nota, o grupo morreu na madrugada de 3 de janeiro, durante a ação militar dos EUA, considerada pelo governo venezuelano uma violação direta da soberania nacional.
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A presidente interina destacou a “valentia, disciplina e compromisso inquebrantável com a paz e a estabilidade regional” dos cubanos e expressou pesar ao governo e ao povo de Cuba.
Rodríguez também agradeceu publicamente ao presidente cubano e ao general Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, pelo apoio e “solidariedade” manifestados após os acontecimentos. (Com New York Times)
Três membros de uma família, incluindo uma criança, ficaram feridos em um raro ataque de urso polar no norte da Sibéria, informaram as autoridades russas nesta segunda-feira (5).
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A polícia local recebeu “relatos de que um urso polar feriu várias pessoas a 40 quilômetros ao norte da vila de Nosok”, em uma área de pesca, informou o Ministério do Interior regional pelo Telegram.
Nosok está localizada na região de Krasnoyarsk, dentro do Círculo Polar Ártico.
“Três cidadãos, nascidos em 1983, 2015 e 2006, ficaram feridos no ataque do urso polar”, acrescentou o ministério.
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Ataques de ursos polares a humanos são considerados muito raros, mas especialistas observam que a redução do gelo marinho devido ao aquecimento global está forçando-os a se aproximarem de áreas povoadas em busca de alimento.
A família foi evacuada e recebeu atendimento médico.
O ministério não forneceu informações sobre a gravidade dos ferimentos, mas observou que uma pessoa precisou ser hospitalizada.
Colocar em prática o plano do presidente americano Donald Trump para uma retomada da combalida indústria petrolífera venezuelana, liderada pelos Estados Unidos, pode ser um processo longo, de vários anos, e desafiador, com custo superior a US$ 100 bilhões. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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A polícia da Suíça anunciou nesta segunda-feira que já identificou os 40 mortos e os 116 feridos no incêndio ocorrido em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na noite de Ano-Novo.
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Em comunicado, a polícia do cantão de Valais, no sul do país, ajustou o número inicial de feridos de 119 para 116 e explicou que três pessoas atendidas em serviços de emergência hospitalar na noite da tragédia haviam sido associadas ao incêndio por engano.
As autoridades acrescentaram que 83 pessoas permaneciam hospitalizadas nesta segunda-feira. Os feridos com queimaduras mais graves foram transferidos para centros especializados na Suíça, Alemanha, França, Itália e Bélgica.
A grande maioria dos feridos é de cidadãos suíços, seguida por franceses e italianos. A polícia informou ainda que não divulgará mais detalhes sobre a identidade dos feridos, “por respeito às famílias”.
O incêndio, que destruiu o bar Le Constellation durante a celebração do Ano-Novo na última quinta-feira, teve início, segundo as primeiras investigações, por bengalas colocadas em garrafas de champanhe.
As autoridades apuram se a espuma que revestia o teto do porão do bar, utilizada como isolamento acústico, contribuiu para a rápida propagação das chamas.
Também foi aberta uma investigação criminal contra os dois gerentes do estabelecimento, um casal de franceses, pelos crimes de homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio culposo.
A apuração vai se concentrar nas obras realizadas no porão do bar em 2015, nos materiais utilizados, nas autorizações de funcionamento e nas medidas de segurança adotadas.
No domingo, apesar das temperaturas em torno de –9°C, centenas de pessoas participaram de uma missa em homenagem às vítimas na capela de São Cristóvão de Crans. Em seguida, a multidão seguiu em silêncio até o local do velório coletivo, próximo ao cenário da tragédia, tomado por flores e velas.
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O governo da Venezuela tenta demonstrar continuidade institucional e funcionamento regular do Estado nesta segunda-feira, em meio à crise política aberta após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana. A estratégia passa pela sessão anual de instalação da Assembleia Nacional, que, neste ano, foi organizada com foco na formalização de Delcy Rodríguez como presidente interina do país — embora, até o momento, a cerimônia oficial de posse ainda não tenha sido anunciada.
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Do ponto de vista do Palácio de Miraflores, a data tem como objetivo sinalizar a manutenção das rotinas institucionais apesar da instabilidade desencadeada pela retirada de Maduro do poder. A Assembleia Nacional, presidida por Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, é composta majoritariamente por aliados do governo e permanece sob controle do chavismo.
Delcy Rodríguez, de 56 anos, é uma das figuras mais influentes do núcleo dirigente venezuelano. Advogada, diplomata e política de longa trajetória, ela ocupava a Vice-Presidência desde 2018 e já havia exercido cargos estratégicos nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, incluindo os ministérios das Relações Exteriores, da Comunicação, da Fazenda e do Petróleo. Nos últimos anos, esteve à frente de iniciativas voltadas à reformulação da política econômica, mantendo o controle estatal sobre setores-chave ao mesmo tempo em que buscava diálogo com o setor privado.
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A nomeação de Rodríguez como presidente interina foi determinada pelo Supremo Tribunal no sábado à noite. No dia seguinte, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, reconheceu publicamente sua autoridade, afirmando que as Forças Armadas deveriam permanecer unidas “na missão de enfrentar a agressão imperial”. Além do apoio militar, Rodríguez conta com o respaldo de figuras centrais do governo, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
Mudança de tom
As primeiras manifestações públicas de Rodríguez após a deposição de Maduro revelaram mudanças de tom. Em um pronunciamento inicial, ela denunciou a operação americana e reiterou que Maduro continuava sendo “o único presidente” da Venezuela. Já em declaração divulgada no domingo à noite, adotou uma linguagem mais conciliadora, defendendo “coexistência pacífica” e afirmando que a Venezuela, os Estados Unidos e a região “merecem paz e diálogo, não guerra”.
“Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os EUA e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo”, escreveu Rodríguez nas redes sociais. “Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional”.
Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, em reunião com a cúpula do governo
Reprodução/Instagram
A relação com Washington permanece no centro das atenções. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Rodríguez teria demonstrado disposição para cooperar com seu governo, mas também fez ameaças públicas, dizendo que ela “pagaria um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, caso não agisse conforme o esperado por Washington. Em resposta, Rodríguez declarou estar aberta à cooperação, desde que dentro dos limites do direito internacional.
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Entre suas primeiras medidas como presidente interina, Rodríguez anunciou a criação de duas comissões governamentais: uma voltada à libertação de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e outra destinada a garantir e consolidar projetos de soberania alimentar e abastecimento no país. Ela também visitou feridos nos ataques que resultaram na deposição de Maduro, classificando-os como jovens que defenderam a soberania nacional.
Filha do dirigente político de esquerda Jorge Antonio Rodríguez, morto em 1976 durante um interrogatório por agentes de segurança, Delcy Rodríguez construiu sua trajetória política ao lado do irmão, Jorge, ambos profundamente ligados ao projeto chavista desde seus primórdios. Apesar de serem vistos por analistas como representantes de uma ala mais pragmática e modernizadora do governo, especialistas destacam que os principais centros de poder continuam concentrados nos ministérios responsáveis pela segurança e pelas Forças Armadas.

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