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A fotografia divulgada por Donald Trump, que mostra o presidente venezuelano Nicolás Maduro sendo detido no último sábado, em Caracas, ganhou repercussão internacional não apenas pelo impacto político, mas também por um detalhe inesperado: o vestuário usado pelo líder venezuelano.
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Na imagem, Maduro aparece com os olhos vendados, algemado e vestindo um conjunto esportivo cinza da Nike. O agasalho, identificado por internautas como o modelo Tech Fleece, rapidamente se tornou tema de conversas nas redes sociais e em fóruns de moda urbana.
De acordo com o jornal português S´C Notícias, dados do Google Trends indicam que, no dia da divulgação da foto, as buscas globais pelo termo “Nike Tech Fleece” registraram um aumento superior a 800%. O pico ocorreu poucas horas após a publicação da imagem por Trump.
Em Portugal, o fenômeno também foi perceptível, com o conjunto esportivo passando a circular em discussões sobre tendências de moda e cultura urbana, evidenciando como imagens de forte carga política podem produzir efeitos colaterais inesperados no consumo e no comportamento digital.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou nesta terça-feira que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela “erodiu um princípio fundamental do direito internacional: de que os Estados não devem ameaçar ou usar força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado”.
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Em um comunicado, a porta-voz da entidade, Ravina Shamdasani, rejeitou que uma das justificativas de Washington para lançar a operação — na qual o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, foram capturados em uma operação apoiada por bombardeios — era o antigo histórico de abuso dos direitos humanos cometidos pelo governo venezuelano. Mas, pontuou Shamdasani, a defesa desse princípio não pode ser feita por uma “intervenção militar unilateral”.
“A responsabilização por violações de direitos humanos não pode ser alcançada por uma intervenção militar unilateral em violação ao direito internacional. A população da Venezuela merece uma prestação de contas por meio de um processo justo centrado nas vítimas.”
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Shamdasani também lembrou que o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos produz há cerca de dez anos relatórios consistentes sobre a deterioração dos direitos na Venezuela, pontuando temer que a ação americana aprofunde os problemas.
“Tememos que a atual instabilidade e a militarização adicional no país como resultado da intervenção dos EUA só vá piorar a situação.”
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Segundo a Oficina das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), cerca de dois milhões de pessoas na Venezuela, ou seja, um quarto da população, necessita de ajuda humanitária.
Por sua parte, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) indicou que, até o momento, não havia observado nenhum indício de novos deslocamentos massivos da Venezuela.
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Mas “seguimos de perto a situação e os movimentos transfronteiriços”, declarou aos jornalistas Eujin Byun, porta-voz de Acnur. As agências das Nações Unidas estão preparadas para “apoiar os esforços de ajuda de emergência e proteger as pessoas deslocadas, se for necessário”, acrescentou.
Mesmo antes de invadir a capital da Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia decidido o que aconteceria depois que o líder do país, Nicolás Maduro, saísse de cena. Trump não daria seu apoio a María Corina Machado, a líder da oposição que comandou uma campanha eleitoral bem-sucedida contra Maduro em 2024 e que tinha maior legitimidade popular para liderar a nação. Nos bastidores, o americano chegou a essa conclusão com base em vários fatores decisivos, incluindo avaliações de inteligência americana, o desgaste da relação entre María Corina e autoridades em Washington e, segundo fontes próximas à Casa Branca, a decisão dela de aceitar o Prêmio Nobel da Paz, honraria que Trump cobiçou abertamente.
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— Se ela tivesse se recusado e dito: ‘não posso aceitar porque [o prêmio] é de Donald Trump’, ela seria hoje a presidente da Venezuela — disse uma das fontes ao Washington Post, acrescentando que, embora María Corina tenha dedicado a honraria a Trump, apenas o fato de tê-la aceitado foi um “pecado capital” para o presidente americano.
Ao invés disso, no fim de semana, após a invasão americana ter terminado com Maduro sob custódia, Trump disse achar que seria “muito difícil” para María Corina ser a líder no país. O americano não mediu palavras: “é uma mulher muito simpática, mas não tem respeito”, destacou ele, que, contrariando às expectativas, deixou no comando a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez. Para María Corina, os comentários de Trump foram um duro golpe — e representaram uma ruptura pública dos EUA com uma líder que passou mais de um ano tentando se aproximar do republicano.
Trump, por sua vez, foi convencido por argumentos de autoridades graduadas, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmaram que, se os EUA tentassem apoiar a oposição, isso poderia desestabilizar ainda mais o país e exigir uma presença militar mais robusta no território venezuelano. Uma análise sigilosa de inteligência da CIA também refletiu esse entendimento, segundo uma pessoa familiarizada com o documento. Soma-se a isso o fato de que, para Trump, o foco na Venezuela é o petróleo, não a promoção da democracia.
Relação desgastada
Ainda que María Corina tenha se esforçado para agradar Trump, na prática sua relação com a Casa Branca vinha se desgastando havia meses. Autoridades americanas de alto escalão ficaram frustradas com as avaliações dela sobre a força de Maduro, considerando que ela fornecia relatos imprecisos de que ele estava fraco e à beira do colapso. Também passaram a duvidar da capacidade dela de tomar o poder na Venezuela.
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Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, María Corina já era uma fonte de atrito dentro do governo Trump desde pouco depois de o presidente retornar ao cargo, em janeiro passado. Pouco antes de visitar Caracas em janeiro, o enviado de Trump Richard Grenell reuniu-se com representantes da opositora em Washington. Na ocasião, Grenell pediu que organizassem um encontro presencial com María Corina na capital venezuelana, além de uma lista de presos políticos que eles queriam ver libertados. Nada disso foi feito.
María Corina, apesar das garantias da delegação americana de que estaria protegida, recusou-se a se reunir com Grenell. Em vez disso, foi organizada uma ligação telefônica durante a visita dele, segundo várias pessoas informadas sobre a conversa. Na época, o contato foi visto como cordial. Com o tempo, porém, a relação se deteriorou: María Corina e sua equipe ignoraram o pedido da lista de presos políticos, aparentemente para evitar acusações de favorecimento ou de dar a entender que seu movimento participava das negociações.
Grenell também pressionou repetidamente María Corina a detalhar seu plano para levar ao poder seu candidato substituto, Edmundo González, depois que ela foi impedida de concorrer. Ele ficou frustrado quando ela não apresentou ideias concretas de como colocar no poder o governo eleito democraticamente, segundo pessoas informadas sobre as conversas. María Corina, por sua vez, também mostrou estar contrariada porque Grenell, ao contrário de Rubio, não denunciou de forma contundente a ilegitimidade de Maduro. Grenell disse a colegas que declarar algo nesse sentido minaria seus esforços diplomáticos.
‘Realidade imediata’
Por ora, Trump e Rubio dizem estar concentrados em trabalhar com Delcy. No domingo, o secretário de Estado americano disse que Washington está “lidando com a realidade imediata” — e que, “infelizmente, a grande maioria da oposição já não está presente dentro da Venezuela”. Ainda assim, Freddy Guevara, ex-deputado venezuelano que vive exilado em Nova York e é integrante da coalizão de María Corina, disse não entender por que a Casa Branca decidiu avançar com Delcy, mas que seu palpite é que esse tenha sido o caminho mais fácil.
— Acho que os americanos não estão apostando numa revolução, mas em reformas — disse ele, que, assim como outros membros da oposição, tem se concentrado primeiro em pressionar pela libertação de presos políticos na Venezuela e, depois, pela possibilidade de retornar ao país e disputar eleições abertas. — Vamos continuar organizando as pessoas e fazendo o nosso trabalho dentro da Venezuela. Mas quem está com a arma na mão agora é o governo americano. E esperamos que esses caras aprendam que os americanos não estão brincando.
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Em sua primeira entrevista televisionada desde que venceu o Nobel da Paz, em outubro, María Corina afirmou que não fala com Trump há meses. À rede conservadora Fox News, ela disse ter conversado com o americano no dia em que o prêmio foi anunciado, “mas não desde então”. Mesmo diante da postura do republicano, a opositora continuou demonstrando apoio à invasão dos EUA — e, sem provas, acusou Delcy de ser “uma das principais arquitetas da tortura, da perseguição, da corrupção e do narcotráfico” no país.
— Estou planejando voltar para casa o mais rápido possível — ressaltou.
Conexões enfraquecidas
Herdeira de um magnata conservador, María Corina construiu fortes conexões no Partido Republicano ao longo de décadas na política venezuelana, mas parecia pouco preparada para a transformação do partido em uma máquina política transacional e ideologicamente agnóstica sob Trump. A rejeição categórica a qualquer diálogo ou contato com o governo de Maduro é outro fator. Pilar da estratégia política de María Corina, a decisão lhe rendeu respeito e apoio da maioria dos venezuelanos, mas comprometeu sua capacidade de formar uma coalizão mais ampla capaz de viabilizar sua chegada ao poder.
O apoio inequívoco de María Corina às sanções também destruiu suas relações com a elite empresarial venezuelana, que havia construído um modus vivendi com Maduro para continuar operando no país após um quarto de século de domínio de seu governo. Assessores econômicos da opositora argumentaram que cada dólar que entrava na Venezuela era um dólar para Maduro — uma posição radical que afastou muitos integrantes da sociedade civil que atuam para melhorar as condições de vida no país. Sua mensagem passou a refletir cada vez mais as visões da diáspora e a se afastar da realidade de quem permaneceu na Venezuela.
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À medida que Trump apertou as sanções econômicas contra o país nos últimos meses, María Corina permaneceu em grande parte em silêncio, limitando suas declarações a elogios ao americano e à divulgação do sofrimento de centenas de presos políticos venezuelanos. Ela não comentou o cancelamento da maioria dos voos para a Venezuela, a deportação de dezenas de milhares de migrantes venezuelanos dos EUA, a disparada da inflação no país ou o colapso das receitas do petróleo, que financiam a importação de bens básicos.
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Em vez disso, integrantes da equipe de María Corina e aliados no exílio recorreram às redes sociais para atacar e desacreditar figuras públicas cujo trabalho destoava de suas visões. Essas atitudes custaram a ela o apoio de membros do Partido Democrata e de muitos empresários, americanos e venezuelanos, com interesses na Venezuela e influência no entorno de Trump. Para especialistas, o comentário de Trump reflete a inviabilidade de María Corina chegar ao poder sem uma presença militar americana significativa.
— A afirmação de que ela não é respeitada internamente, acho que não é verdadeira à primeira vista — disse ao New York Times Orlando J. Pérez, professor de ciência política na Universidade do Norte do Texas, em Dallas. — Ela é claramente a líder da oposição mais popular. Ela claramente tem a legitimidade que o Prêmio Nobel da Paz lhe confere. [Mas María Corina e Edmundo González] não têm as alavancas do poder. Eles não têm as instituições e, sem uma assistência nossa muito maior, não vão conseguir voltar ao poder na Venezuela.
(Com New York Times)
O julgamento de Paul Caneiro, acusado de matar o irmão Keith Caneiro, a cunhada e os dois sobrinhos, teve início nesta semana no Condado de Monmouth, em Nova Jersey. O caso, que remonta a novembro de 2018, envolve acusações de homicídio qualificado, incêndio criminoso e arrombamento. Aos 59 anos, o réu pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional caso seja considerado culpado pelas mortes.
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A seleção do júri abriu um processo que deve se estender por várias semanas, diante do volume de provas e testemunhos. Segundo o ex-promotor do Condado de Monmouth, Christopher J. Gramiccioni, Paul Caneiro teria incendiado a casa do irmão após os assassinatos para simular que toda a família estava sob ameaça. A defesa nega as acusações e afirma que o réu aguarda há mais de sete anos por um julgamento “justo e completo”, no qual as provas possam ser avaliadas em juízo.
Uma sequência de incêndios e mortes
Os fatos começaram na madrugada de 20 de novembro de 2018, quando um incêndio foi registrado na casa de Paul Caneiro, em Ocean Township. No local, bombeiros encontraram um galão de gasolina e uma luva carbonizada; a família do réu conseguiu escapar sem ferimentos.
Cerca de sete horas depois, outro incêndio atingiu a residência de Keith Caneiro, em Colts Neck. Keith foi encontrado morto no jardim, com ferimentos de bala nas costas e na cabeça. Dentro da casa, os filhos Jesse, de 11 anos, e Sophia, de 8, apresentavam múltiplos ferimentos de faca e sinais de inalação de fumaça, segundo as autópsias. A esposa, Jennifer Caneiro, foi localizada na escada, com ferimento de bala na cabeça e lesões por faca no torso. Peritos destacaram a brutalidade da cena.
As investigações apontaram um histórico de conflitos familiares e financeiros. Os irmãos administravam juntos uma empresa de controle de pragas, adquirida em 2011, e uma consultoria de tecnologia fundada por Keith.
De acordo com um processo movido em 2021 pela família de Jennifer, Paul teria mudado de comportamento após um acidente de carro em 2012, com suspeitas de dependência de analgésicos. O mesmo processo relata saques frequentes das empresas e de contas pessoais, estimados em cerca de US$ 11 mil mensais, sob a alegação de reembolsos de seguro.
A tensão teria se intensificado dias antes do crime. Keith começou a afastar o irmão do fundo fiduciário da família e, em 17 de novembro de 2018, informou parentes sobre o suposto desvio de US$ 90 mil destinados à educação universitária dos filhos. No mesmo dia, comunicou a suspensão do salário anual de Paul, de US$ 225 mil. O réu não comentou publicamente essas acusações, afirmando que estão relacionadas ao processo criminal.
Após a prisão de Paul Caneiro, surgiram disputas judiciais sobre o controle do fundo fiduciário e do seguro de vida da família de Keith. Um processo civil alega que o irmão mais novo, Corey Caneiro, assumiu a administração dos recursos e teria usado parte do dinheiro para comprar uma casa de US$ 1,8 milhão em Fair Haven. Corey nega as acusações, e a ação segue em tramitação.
O julgamento também tem sido marcado por debates técnicos. A defesa questiona a validade de provas forenses, como a identificação por DNA obtida por meio do sistema STRmix, e a legalidade da coleta de imagens de câmeras de segurança da casa de Paul.
Embora o juiz Marc Lemieux tenha inicialmente excluído essas gravações por falta de mandado judicial, um tribunal superior reverteu a decisão. As imagens mostram o réu entrando na garagem durante a madrugada, minutos antes de vizinhos relatarem ruídos semelhantes a tiros na casa de Keith; em seguida, o sistema deixou de gravar.
Paul Caneiro foi preso três dias após os crimes e responde como autor direto. Se condenado, poderá cumprir prisão perpétua sem direito à liberdade condicional.
Um grande vulcão submarino, o Monte Submarino Axial, pode entrar em erupção este ano. Localizado a cerca de 480 quilômetros da costa do Oregon, nos Estados Unidos, este gigante subaquático tem apresentado sinais de atividade que sugerem que um evento eruptivo pode ocorrer entre meados e o final de 2026. Embora a notícia possa causar preocupação no público, especialistas minimizaram sua importância e esclareceram que o risco para a vida humana é baixo.
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O que se sabe sobre o vulcão subaquático?
O Monte Submarino Axial é um dos vulcões submarinos mais ativos, com erupções documentadas em 1998, 2011 e 2015, embora se presuma uma atividade cada vez mais frequente. Ele está localizado no limite divergente da placa tectônica da Dorsal de Juan de Fuca, no meio do Oceano Pacífico Norte-Americano.
A iminente erupção foi confirmada por um pesquisador associado da Universidade Estadual do Oregon, que monitorou um período de alta sismicidade e inflação constante do fundo do mar.
Esses fenômenos, que vêm sendo registrados por especialistas, são resultado direto da ascensão do magma do fundo do mar até a superfície. Bill Chadwick, especialista nesse vulcão, disse à revista especializada Live Science que a erupção “deve ser observada ainda este ano”.
Quando um vulcão submarino entra em erupção, os processos abaixo da superfície são bastante diferentes dos que ocorrem em terra. À medida que a lava emerge, ela flui rapidamente para o fundo do mar, onde o contato com a água mais fria provoca um resfriamento acelerado, criando lavas em almofada e fluxos laminares. Esse processo químico é prejudicial aos organismos marinhos próximos, que sucumbem às altas temperaturas.
Simultaneamente, o calor do vulcão impulsiona a atividade nas fontes hidrotermais, o que pode resultar na liberação de grandes volumes de água quente e saturada de minerais, formando as chamadas “fumarias negras”.
O ciclo eruptivo do Monte Submarino Axial envolve a expansão do vulcão a cada vez que o magma sobe até a câmara magmática sob o leito marinho, formando uma protuberância para cima. Uma vez que uma quantidade significativa de magma tenha entrado em erupção e esfriado, a câmara magmática se esvazia, perdendo seu suporte estrutural.
Essa descompressão da estrutura faz com que a caldeira afunde. Em 1998, a caldeira afundou aproximadamente três metros; em 2011, 2,4 metros; e em 2015, 2,1 metros. A principal preocupação em relação ao risco de colapso do vulcão é a possibilidade de um “colapso catastrófico da encosta”, onde as laterais do vulcão cederiam para dentro.
Felizmente, o risco direto para os seres humanos é considerado extremamente baixo. Os especialistas enfatizam que um colapso lateral do Monte Submarino Axial, capaz de gerar um tsunami com repercussões catastróficas, é um evento “altamente improvável”.
Em resumo, a ameaça à vida humana é praticamente nula, a menos que o vulcão submarino se torne excepcionalmente instável e ocorra um colapso maciço de seus flancos, um cenário que não se prevê. Essa garantia científica baseia-se na compreensão dos mecanismos eruptivos submarinos e na considerável distância da costa dos EUA.
Da mesma forma, o vulcão submarino é constantemente estudado por cientistas para monitorar sua evolução, pois todos os dados coletados ajudam a entender melhor como essas estruturas se comportam no fundo do mar.
O presidente Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos podem subsidiar os esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera da Venezuela, numa tentativa de convencer companhias americanas a investir no país poucos dias após a derrubada de Nicolás Maduro pelas Forças Armadas americanas.
A médio prazo: EUA prometem aumentar produção de petróleo na Venezuela; qual é o impacto no Brasil e na Petrobras?
Analistas traçam cenário: Quando o petróleo venezuelano vai voltar para o mercado global?
Em entrevista à NBC News na noite de segunda-feira, Trump afirmou que o projeto para fazer empresas petrolíferas americanas expandirem suas operações no país poderia estar “em pleno funcionamento” em menos de 18 meses, um prazo que diverge das estimativas de especialistas do setor de energia. A maior parte das petrolíferas têm se mantido em silêncio sobre sua disposição de reinvestir na Venezuela.
— Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas será muito dinheiro — disse Trump à NBC. — Uma quantidade tremenda de dinheiro terá de ser gasta, e as empresas de petróleo vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou por meio de receitas.
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Os comentários ressaltam a visão do governo americano de que as vastas reservas de petróleo da Venezuela são centrais tanto para sua recuperação quanto para os interesses estratégicos dos EUA. Ainda assim, Trump ofereceu poucos detalhes sobre como a produção seria restaurada ou quem controlaria as receitas no período intermediário.
Conversas com executivos das petrolíferas
Questionado se havia conversado com os principais executivos da Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips, o presidente americano disse que era “cedo demais” para revelar se teve alguma conversa, acrescentando:
— Eu falo com todo mundo.
Míriam Leitão: Interesse de Trump vai além do petróleo
O plano do governo de realizar reuniões com altos executivos das petrolíferas americanas pode acontecer em breve. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja conversar nesta semana com executivos da indústria petrolífera, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Wright participará esta semana, em Miami, da conferência Goldman Sachs Energy, Clean Tech & Utilities, que contará com a presença de executivos da Chevron, ConocoPhillips e de outras empresas.
A CBS News, citando uma fonte não identificada, informou que executivos das três empresas poderiam se reunir com Wright na próxima quinta-feira.
As reuniões com os executivos das petrolíferas americanas são cruciais para as esperanças do governo dos EUA de trazer de volta à nação sul-americana as principais empresas petrolíferas americanas, depois que o governo venezuelano, há quase duas décadas, assumiu o controle das operações de energia lideradas por companhias dos EUA no país.
Info Produção de Petróleo na Venezuela – VALE ESSE
Arte O GLOBO
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou:
— Todas as nossas empresas de petróleo estão prontas e dispostas a fazer grandes investimentos na Venezuela que irão reconstruir sua infraestrutura petrolífera, a qual foi destruída pelo regime ilegítimo de Maduro. As empresas petrolíferas americanas farão um trabalho incrível para o povo da Venezuela e representarão bem os Estados Unidos.
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Um porta-voz da Chevron se recusou a comentar à CBS News se a empresa pretende aumentar a produção na Venezuela e voltou a dizer que “permanece focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos”.
A ConocoPhillips também repetiu a nota que já havia sido divulgada anteriormente, dizendo que é “prematuro especular sobre quaisquer atividades comerciais ou investimentos futuros”. A ExxonMobil não respondeu a um pedido de comentário.
Anos de corrupção, subinvestimento, incêndios e furtos deixaram as instalações de petróleo bruto da Venezuela em frangalhos. Grandes companhias petrolíferas disseram pouco sobre o desejo de retomar operações no país, e especialistas em energia afirmam que reativar a indústria petrolífera venezuelana pode ser um processo que leve uma década e custe mais de US$ 100 bilhões. A Chevron é a única superpetrolífera que ainda opera na Venezuela.
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Trump não detalhou quanto acredita que custaria um esforço para reconstruir e expandir a infraestrutura petrolífera da Venezuela, segundo a NBC News, dizendo apenas que “uma quantia muito substancial de dinheiro será gasta”.
O presidente dos EUA também disse prever que o aumento dos fluxos de energia provenientes do país latino-americano ajudaria a “reduzir os preços do petróleo”.
— Ter uma Venezuela que seja produtora de petróleo é bom para os Estados Unidos porque mantém o preço do petróleo baixo — acrescentou Trump.
O presidente dos EUA tem buscado convencer os eleitores, às vésperas das cruciais eleições legislativas de meio de mandato deste ano, de que seu governo está trabalhando para enfrentar questões que pesam no bolso, embora as preocupações com o custo de vida tenham se concentrado principalmente nos preços de alimentos e moradia.
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As declarações de Trump ocorrem em meio ao ceticismo que ele enfrenta sobre sua audaciosa intervenção militar na Venezuela, que resultou na captura de Maduro. O presidente dos EUA disse que a incursão foi necessária para prender um homem que autoridades americanas acusam de comandar uma operação de tráfico de drogas e para retomar ativos petrolíferos.
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Opositores afirmaram que os EUA podem ter violado o direito internacional e alertaram que Trump não tem aprovação do Congresso nem do público para que os EUA assumam um projeto de reconstrução nacional.
— Agora temos uma forma de persuasão, porque as exportações de petróleo deles, como vocês sabem, foram apreendidas. E acho que isso — isso levará o país a uma nova governança em muito pouco tempo — disse o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, a repórteres na noite de segunda-feira, no Capitólio.
Johnson minimizou as chances de um envolvimento maior dos EUA, ao mesmo tempo em que insistiu que “isto não é mudança de regime” e que o governo interino em Caracas já está em funcionamento.
— Não esperamos tropas em terra nem envolvimento direto, além de coagir o novo governo interino a fazer isso avançar — afirmou.
Desafiador, Maduro foi apresentado à Justiça em Nova York na segunda-feira e se declarou inocente das acusações de tráfico de drogas e armas, dizendo ser um homem “inocente” e “decente”.
O presidente dos EUA disse na segunda-feira que Delcy Rodríguez, que serviu como vice-presidente de Maduro e tomou posse como presidente interina após sua remoção, vinha cooperando com sua administração, e minimizou a possibilidade de eleições rápidas no país.
— Primeiro temos de consertar o país. Não dá para ter uma eleição. Não há como as pessoas sequer conseguirem votar — disse Trump, segundo a NBC, ao ser questionado sobre uma votação no próximo mês. —Não, vai levar um período de tempo. Nós temos — temos de devolver a saúde ao país — disse Trump.
A líder da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, disse à Fox News na noite de segunda-feira que não havia falado com Trump desde “10 de outubro, o mesmo dia em que o prêmio foi anunciado; desde então, não”.
No fim de semana, Trump foi desdenhoso ao ser questionado sobre um papel de María Corina na definição do futuro da Venezuela, chamando-a de uma “mulher simpática”, que carece de apoio e respeito no país. Ela não foi questionada sobre o comentário de Trump na entrevista à Fox News.
A Polícia de Gwent, no País de Gales, passou a alertar pais e responsáveis de que crianças e adolescentes podem ser presos se forem flagrados portando estilingues em locais públicos. A iniciativa ocorre após autoridades policiais e da área da educação identificarem um aumento no uso desses dispositivos por alunos, especialmente em áreas urbanas e no entorno de escolas, em ataques contra animais.
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Em parceria com o Conselho Municipal de Torfaen, a polícia começou a enviar cartas às famílias por meio das instituições de ensino. Segundo comunicado oficial, nas últimas semanas houve um crescimento no número de jovens carregando e utilizando estilingues — também conhecidos como catapultas — além de relatos envolvendo uma arma de pressão em espaços públicos. As autoridades afirmam que esses itens podem causar ferimentos, danos à propriedade e transtornos aos moradores.
Patrulhas após relatos de ferimentos à vida selvagem
De acordo com o jornal Wales Online, além das preocupações com a segurança pública, a Polícia de Gwent informou que agentes passaram a patrulhar áreas próximas a um canal em Pontypool após denúncias de que estilingues estariam sendo usados para ferir animais selvagens. No sábado (3), agentes comunitários realizaram rondas ao longo do canal, onde os relatos foram registrados, e a polícia anunciou que novas patrulhas serão feitas para garantir a proteção da fauna local.
Em nota, a corporação reforçou que as versões modernas de estilingues são mais potentes e têm sido associadas a comportamentos antissociais. O comunicado destaca que as catapultas podem ser enquadradas como armas ofensivas e lembra que portar uma arma em local público sem justificativa razoável pode resultar em prisão. A polícia afirmou ainda que não hesitará em apreender e destruir os dispositivos caso haja suspeita de uso criminoso.
A Polícia de Gwent também divulgou um novo alerta direcionado a pais e responsáveis em Cwmbran, após o aumento de relatos de comportamento antissocial no centro da cidade. As autoridades pedem que os adultos saibam onde seus filhos estão e o que estão fazendo, e orientam a população a denunciar qualquer incidente.
No País de Gales, a idade de responsabilidade criminal é de 10 anos. Isso significa que crianças a partir dessa idade podem ser presas e processadas criminalmente.
O avanço da investigação sobre casos de intoxicação letal por doses de cocaína adulteradas, que teriam causado a morte de dois consumidores na cidade de Neuquén, na Argentina, trouxe à tona uma revelação preocupante. Amostras apreendidas em um dos quatro mandados de busca e apreensão realizados no âmbito do processo indicaram que a droga estava “batizada” com um medicamento veterinário cujo consumo em humanos pode ser altamente tóxico
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De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público Fiscal em seu portal institucional, análises solicitadas pela promotora de Narcocriminalidade Silvia Moreira à Direção de Criminalística e Estudos Forenses da Gendarmaria Nacional concluíram que a cocaína havia sido adulterada com levamisol, um antiparasitário de uso veterinário.
A investigação teve início em 16 de dezembro passado, após o Ministério da Saúde da província emitir um alerta sobre três casos de pessoas que haviam consumido entorpecentes e apresentavam “sintomas não habituais para esse tipo de droga”. Todos os casos envolveram homens: dois morreram e um terceiro precisou ser internado.
Diante da situação, o Sistema de Saúde da província emitiu um alerta sanitário, motivado pela suspeita de circulação de cocaína presumivelmente adulterada na capital de Neuquén e em áreas vizinhas.
Segundo o Ministério Público Fiscal de Neuquén, a apuração “permitiu avançar em diversas medidas judiciais que resultaram na identificação de quatro pontos de venda distintos, onde foram realizados mandados de busca e apreensão e o recolhimento de drogas e de outros elementos de interesse para o processo”.
As operações ocorreram nos bairros Toma 7 de Mayo e Almafuerte, após a identificação dos locais onde duas das três pessoas afetadas pelo consumo da suposta cocaína adulterada teriam adquirido as doses potencialmente letais.
Como resultado das ações, foram apreendidos 20 gramas de cogumelos alucinógenos, mudas e flores de Cannabis sativa, cerca de 600 mil pesos em dinheiro, além de telefones celulares e uma balança, encontrados em outros domicílios investigados.
Em relação especificamente à cocaína, um dos imóveis revistados armazenava 85,1 gramas de cloridrato da droga, enquanto outra residência tinha 46 gramas da mesma substância. Em um desses endereços, o consumidor que sobreviveu à dose contaminada teria comprado a droga.
O levamisol é um medicamento veterinário de aparência semelhante à cocaína, frequentemente utilizado como substância de corte. Embora tenha propriedades imunomoduladoras, trata-se de um anti-helmíntico que, quando consumido por humanos de forma inadequada, pode provocar efeitos adversos graves, como vasculite.
A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e dimensionar a extensão dos fatos, tanto no que diz respeito à comercialização das drogas quanto à adulteração do entorpecente.
Um tribunal da Holanda condenou nesta segunda-feira (5) Khaled al Najjar, de 53 anos, a 30 anos de prisão pelo assassinato da própria filha, Ryan, de 18 anos, em um crime classificado pela Promotoria como “crime de honra”. Foragido desde maio de 2024, o pai foi julgado à revelia. Os dois filhos dele, Mohamed, de 23 anos, e Muhanad, de 25, também foram considerados culpados e sentenciados a 20 anos de prisão cada um.
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Ryan foi dada como desaparecida em 22 de maio de 2024 e teve o corpo encontrado seis dias depois por um pedestre em um pântano da reserva natural de Oostvaardersplassen, em Lelystad, cerca de 40 quilômetros a nordeste de Amsterdã. A jovem estava amordaçada, com mãos e tornozelos amarrados, submersa na água. Exames periciais identificaram DNA de Khaled sob as unhas da vítima, indicando que ela tentou se defender.
Julgamento e participação dos irmãos
Segundo o resumo oficial da sentença, Khaled amarrou a filha, a estrangulou e abandonou o corpo no local isolado. O tribunal concluiu que os irmãos tiveram participação relevante no crime ao buscarem Ryan em Rotterdam e levá-la até a reserva natural, cientes do que aconteceria. Embora não tenha sido possível determinar o papel específico de cada um, a juíza afirmou que isso era “irrelevante para a atribuição de culpa”.
De acordo com a imprensa local, Muhanad foi o único a comparecer à audiência, vestindo um moletom com capuz, e declarou após a leitura da sentença que pretendia “limpar seu nome”. Mohamed optou por permanecer na prisão. O advogado de Muhanad, John Muhren, informou que irá recorrer, alegando ausência de provas diretas contra seu cliente, tese rejeitada pelos promotores.
Ryan al Najjar foi assassinada em maio de 2024 por seu pai e dois irmãos
Divulgação/Polícia holandesa
Motivações e contexto do crime
De acordo com a acusação, o assassinato foi motivado pelo fato de Ryan ter desafiado regras rígidas impostas pela família. Ela se relacionava com rapazes, usava redes sociais, recusava-se a usar véu e teria “humilhado” os parentes, segundo mensagens analisadas pela investigação. Um vídeo publicado no TikTok, no qual aparecia sem lenço e usando maquiagem, é apontado como o estopim do crime.
Promotores classificaram o caso como feminicídio e reforçaram que crimes de honra são “completamente inaceitáveis”. Investigadores relataram que a jovem vivia sob um padrão de intimidação e controle dentro de casa.
Após o crime, Khaled fugiu para a Síria, onde permanece escondido. Durante a investigação, ele enviou dois e-mails ao jornal holandês De Telegraaf assumindo a autoria e tentando inocentar os filhos, versão rejeitada pela Promotoria. Os irmãos foram presos poucas horas após a localização do corpo e seguem sob custódia.
Dados apresentados no tribunal indicam que ao menos cinco mulheres por ano na Holanda necessitam de proteção policial reforçada devido a riscos de crimes de honra.
O bar Le Constellation, palco de um incêndio durante a festa de Ano Novo na estação de esqui de Crans-Montana, não passava por inspeções periódicas desde 2020. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo prefeito da cidade, Nicolas Feraud, em entrevista coletiva.
Suíça abre investigação criminal contra gerentes de bar incendiado no Ano Novo
Segundo Feraud, houve “uma falha na realização de inspeções” no período entre 2020 e 2025. Ele afirmou “lamentar profundamente” a constatação, feita após o incêndio que resultou na morte de 40 pessoas e deixou mais de uma centena de feridos.
O episódio ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro e provocou ainda 116 feridos, dos quais mais de dois terços seguem hospitalizados. No fim de semana, as autoridades suíças anunciaram a abertura de uma investigação criminal contra dois gerentes do estabelecimento.
De acordo com comunicado da polícia e do Ministério Público do cantão do Valais, os dois responsáveis — ambos de nacionalidade francesa — são investigados por homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio culposo. Até o momento, não foi decretada prisão preventiva.
Ao término da investigação, caberá ao Ministério Público decidir se o caso será arquivado ou se haverá apresentação de denúncia formal. A procuradora-geral do cantão, Béatrice Pilloud, destacou que a apuração segue em curso.
— A investigação foi aberta porque há suspeitas, mas enquanto não houver condenação, prevalece a presunção de inocência — afirmou Pilloud.

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