Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Trabalhar como jornalista hoje na Venezuela significa trabalhar num cenário de guerra. A afirmação é da jornalista Patricia Rodríguez, diretora do veículo digital Notícias Ya, e membro da Associação de Imprensa Estrangeira no país. Um dia após a detenção de 14 jornalistas que tentaram cobrir a posse da presidente interina Delcy Rodríguez, na Assembleia Nacional na segunda-feira, o clima dentro do país está se tornando cada vez mais adverso para jornalistas venezuelanos e estrangeiros.
Entenda: Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela
‘Vamos, Nico!’: Chavistas entoam lema em apoio a Maduro durante posse do novo Parlamento da Venezuela; vídeo
— Trabalhar na Venezuela implica altíssimo risco. É um cenário de guerra — frisou a jornalista, que confirmou a deportação de pelo menos um jornalista estrangeiro na segunda-feira. — Ele estava entre os que tentaram cobrir a posse de Delcy, foi detido e depois deportado. Tem cidadania italiana.
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol) denunciou a detenção dos 14 jornalistas e informou que 13 deles trabalham em agências e meios internacionais. Na noite da mesma segunda-feira, 13 dos 14 detidos foram liberados, após terem seus celulares e equipamentos revistados. Durante o procedimento, informou o sindicato, foram rastejadas comunicações dos jornalistas e mensagens escritas por eles em suas redes sociais.
Initial plugin text
O SNTP também reportou a detenção de outros dois correspondentes internacionais na fronteira com a Colômbia, que também foram libertados após horas incomunicáveis, resultando em um total de 16 prisões.
A imprensa foi submetida a uma “revisão de equipamentos, desbloqueio de celulares, rastreamento de ligações e mensagens em plataformas de comunicação e redes sociais”, acrescentou o SNTP em nota.
‘Traidores nunca’: Venezuela vive sob vigilância de grupos armados leais ao chavismo após a deposição de Maduro
Mais de 400 veículos de comunicação, ainda de acordo com o SNTP, fecharam nos últimos 20 anos sob os governos de Maduro e de seu antecessor Hugo Chávez.
A ação no Parlamento coincidiu com uma manifestação chavista para exigir a libertação do líder chavista Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados em uma megaoperação dos Estados Unidos no último sábado. Agora, eles enfrentam acusações de narcotráfico e terrorismo em Nova York.
A presença policial e militar aumentou durante a sessão no Parlamento, que terminou à noite com o registro de disparos perto do palácio presidencial, o Miraflores. As autoridades explicaram que dispararam contra um drone que sobrevoava sem autorização.
(Com AFP)
O representante permanente do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador Benoni Belli, classificou como inaceitáveis os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a detenção do presidente Nicolás Maduro. Em reunião do Conselho Permanente do organismo, nesta terça-feira, ele reforçou a posição brasileira, que considera que o ataque à Venezuela “ultrapassa uma linha inaceitável”.
Belli destacou que o ato constitui uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. Segundo ele, trata-se de um precedente extremamente perigoso, que ameaça a ordem internacional e enfraquece o multilateralismo ao substituir o direito pela força.
— Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios — disse, ao advertir que esse raciocínio abre espaço para que os mais fortes imponham sua vontade aos mais fracos, em detrimento da autodeterminação dos povos.
Em sua intervenção, Belli afirmou que a Carta das Nações Unidas e as obrigações hemisféricas foram claramente violadas e lembrou resolução recente da Comissão Jurídica Interamericana que reafirma a proibição do uso da força nas relações internacionais, salvo em casos estritamente previstos pela Carta da ONU.
Para o diplomata, a ação contra a Venezuela — os bombardeios foram seguidos da captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores — remete aos piores momentos de interferência externa na América Latina. Disse que o contraria o compromisso regional com a paz.
— Se perdermos o edifício multilateral, perderemos não só a independência, mas também a dignidade nacional — afirmou, ao sustentar que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos e livre de ingerências externas, pode levar a uma solução que respeite a vontade popular e a dignidade humana no país.
Libertação se presos políticos
JÁ o representante permanente dos EUA na OEA, Leandro Rizzuto,  abriu sua intervenção exigindo a libertação imediata de cerca de mil presos políticos na Venezuela. Ele afirmou que esse é um passo indispensável para qualquer avanço democrático no país.
Segundo o embaixador, Washington está “exigindo a liberação imediata dos presos políticos” e apoia o pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para realizar uma visita aos centros de detenção, além de defender que a OEA ofereça apoio técnico ao povo venezuelano no campo eleitoral.
Em sua fala, Rizzuto negou que tenha havido uma invasão americana e sustentou que a operação teve caráter limitado e direcionado.
— Os Estados Unidos não invadiram a Venezuela. Essa foi uma ação bem direcionada para retirar um campo conspirador a fim de que pudesse enfrentar a justiça nos Estados Unidos.
Ele disse que Nicolás Maduro — que será julgado nos EUA por tráfico de drogas e outros crimes — teria recebido diversas oportunidades que recusou. Para o diplomata, a ação não configurou interferência na democracia venezuelana, mas sim a remoção de um obstáculo a ela, ao argumentar que Maduro “não representa a ordem democrática” e que sua atuação estaria associada a crimes como corrupção, tráfico de narcóticos e outras atividades ilícitas com impacto em toda a região.
Divisão regional
Como esperado, a reunião da OE|A
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada do último sábado deixou instalações militares em Caracas com graves danos materiais, além de ter provocado a morte de ao menos 32 pessoas, em sua grande maioria agentes de segurança cubanos. O GLOBO teve acesso através de fontes que se comunicam com militares ativos venezuelanos a fotos que mostram a destruição dentro da base militar de La Carlota e no Forte Tiuna, espécie de Pentágono venezuelano, onde, segundo confirmou o jornal The Washington Post, foram capturados o presidente Nicolás Maduro e a primeira dama, Cilia Flores.
Venezuela: ‘Não é a mesma coisa chamar o diabo e vê-lo chegar’, diz jornalista venezuelano após ataque dos EUA
Análise: Comparecimento de Maduro a corte em Nova York paira sobre reunião do Conselho de Segurança da ONU com críticas aos EUA
As imagens mostram a dimensão de um ataque que foi condenado por vários países, entre eles o Brasil, em reunião realizada na segunda-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Carros e caminhões queimados, caminhonetes com buracos de bala, corpos no chão, em alguns casos cobertos com lençóis, prédios destruídos.

A ação militar americana foi rápida e eficiente. Houve resistência do lado venezuelano, como também confirmam as fotos, mas ela foi incapaz de impedir a captura de Maduro e Flores, assim como de proteger um dos principais fortes militares do país.
Parte das imagens também mostra os danos em La Carlota, principal base da Força Aérea venezuelana em Caracas. O ataque a La Carlota foi um dos primeiros em ser confirmado na madrugada de sábado. O objetivo dos EUA, segundo fontes, foi impedir que aviões venezuelanos — em sua maioria comprados da Rússia — usassem a pista de La Carlota, localizada numa região central da capital venezuelana.
Initial plugin text
Nas últimas horas, há rumores em Caracas de que a presidente interina, Delcy Rodríguez, poderia fazer mudanças na cúpula militar. Uma das razões seria justamente o absoluto fracasso da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) na madrugada de sábado. Existe dúvidas sobre o futuro do ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, já que ele é uma figura central do regime chavista, conhecido por sua lealdade incondicional.
Em 2019, setores da oposição tentaram convencer Padrino a derrubar o governo Maduro, chegando a oferecer, confirmaram fontes opositoras, até mesmo o comando de um período de transição. Padrino recusou, depois de ter conversado e enrolado opositores e americanos.

Para a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, não restam dúvidas, um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan(a Organização do Tratado do Atlântico Norte) seria o fim da aliança militar. O posicionamento da dinamarquesa surge na esteira de uma nova leva de ameaças por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexação da Groenlândia, alegando ser um território vital para a segurança americana. Conhecida como “tesouro do Ártico” por suas riquezas naturais e posição geoestratégica, a maior ilha do mundo tem um governo autônomo, mas faz parte do Reino da Dinamarca, que, assim como os EUA, é sócio-fundador da aliança militar ocidental baseada nos princípios de defesa coletiva e assistência mútua.
‘Tesouro do Ártico’: Na mira de Trump, Groenlândia reflete velhas ambições expansionistas dos EUA e também é alvo de interesse de Rússia e China
‘Já chega!’: primeiro-ministro da Groenlândia reage após a nova ameaça de anexação de Trump
O flerte expansionista de Trump, com isso, seja ele real ou bravata, esbarra mais uma vez em algo maior e mais complexo: a Otan. Fundada em 1949, a organização conta hoje com 32 membros, que desde a Segunda Guerra Mundial nunca se enfrentaram militarmente — em 2020, Grécia e Turquia tiveram uma tensa disputa de fronteira, mas a questão foi resolvida no âmbito diplomático. A postura de Trump traz um cenário inédito para o grupo transatlântico.
O Artigo 5 da Otan determina que um ataque contra um de seus integrantes deve ser considerado uma ofensiva contra toda a aliança, o que pressupõe uma reação conjunta. O dispositivo não faz referência direta a situações nas quais a agressão parte de um próprio membro, nem estabelece distinção clara entre ameaças internas e externas. Na prática, o tratado não inclui uma previsão específica para conflitos entre aliados, deixando esse cenário aberto a leituras e interpretações.
“Como o próprio Tratado não tem disposições explícitas sobre como gerir uma guerra entre aliados da Otan, as consequências de tais ações não são perfeitamente claras”, diz Soner Korucu, professor do departamento de Direito da Universidade de Groningen, na Holanda, em artigo. “Entretanto, o Tratado dá diretrizes que poderiam fornecer uma resposta potencial, porém discutível.”
A aliança militar transatlântica
Editoria de Arte
De acordo com Korucu, um ataque de um país da Otan contra outro, em tese, poderia levar à ativação do Artigo 5. No entanto, os desdobramentos dependeriam de qual Estado fosse reconhecido como o “agressor”, isto é, o responsável por iniciar o confronto. Ele ressalta que, na prática, identificar quem deu início às hostilidades nem sempre é simples para os próprios envolvidos no embate.
França e Alemanha, também membros-fundadores da Otan, alertaram Trump contra o que classificaram como ameaças “às fronteiras soberanas” da Groenlândia, após as declarações do líder americano provocarem “incompreensão” dentro da União Europeia. A Rússia, por sua vez, afirmou estar “acompanhando de perto” as reivindicações relativas ao território dinamarquês no Ártico.
França e Alemanha, que também são sócios-fundadores da Otan, advertiram Trump contra as ameaças “às fronteiras soberanas” da Groenlândia depois que as declarações do líder americano há um ano desataram “incompreensão” na União Europeia. A própria Rússia declarou “seguir de perto” as reivindicações sobre o território dinamarquês no Ártico
Especialistas destacaram, à época, a possível intenção de Trump de desequilibrar a Dinamarca e a Groenlândia visando algum tipo de negociação sob pressão. Estima-se que a região do Ártico abrigue até 90 bilhões de barris de petróleo, 47,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 44 bilhões de barris de gás natural liquefeito (GNL), segundo o Serviço Geológico dos EUA. Também é rica em terras raras, que podem ser aproveitadas na fabricação de chips de última geração, um mercado hoje dominado pela China.
Initial plugin text
Há anos, Trump reclama da falta de investimento em defesa por parte do Canadá e dos países europeus, e durante o seu primeiro mandato ameaçou se retirar da aliança se os demais membros não aumentassem os gastos militares. Também disse durante a campanha presidencial de 2024 que não seguiria a cláusula de defesa coletiva se os sócios da aliança militar ocidental não cumprissem as metas de desembolso, afirmando que incentivaria a Rússia a fazer “o que diabos quiser” com a Ucrânia.
Ao longo da História, os Estados Unidos têm arcado com mais de 60% do orçamento da Otan. Durante muitos anos, poucos integrantes cumpriram a meta de destinar 2% do PIB à defesa — em 2014, apenas três países atingiam esse patamar. Esse quadro mudou em 2024: após dois anos de guerra na Ucrânia, 23 membros passaram a cumprir o objetivo.
Os defensores da aliança reconhecem que a Europa se beneficiou de décadas de gastos militares reduzidos, o que permitiu priorizar políticas de bem-estar social em vários países. Ao mesmo tempo, argumentam que Washington também foi favorecido pelo compartilhamento do esforço de segurança, pela queda nos custos de vigilância em meio ao mais longo período de paz do continente e pelo fortalecimento de sua posição como principal potência na Europa.
Segundo Giuseppe Spatafora, pesquisador associado do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, a política externa de Trump transforma o compromisso dos EUA com seus aliados tradicionais em uma relação essencialmente transacional. Ou seja, o apoio americano passa a depender do que o ex-presidente considera ser o interesse e a prioridade de Washington — como a agenda de reindustrialização dos EUA, que entra em choque com a concorrência chinesa.
— Isso não significa que os EUA irão necessariamente abandonar seus aliados, mas sim que, com Trump, os europeus deixam de ser essenciais e passam a ser secundários — afirmou o especialista em relações transatlânticas em entrevista ao GLOBO há um ano. — Não é uma política externa totalmente isolacionista, mas cria a sensação de que o relacionamento transatlântico tradicional, baseado em valores compartilhados e em um sentimento comum que não pode ser quebrado não existe mais.
Na visão do cientista político alemão Benedikt Franke, os países europeus avançaram muito nos últimos anos, mas ainda há um “longo e difícil” caminho a percorrer para garantirem sua própria segurança, disse ele ao GLOBO.
— Teremos eleições em vários países europeus nos próximos meses, e estamos em um momento de crescimento econômico lento. [Para criar uma força europeia] é preciso fazer escolhas, definir prioridades, que nem toda a população vai entender ou simpatizar com elas, causando mais tensão política — avalia o vice-presidente e CEO da Conferência de Segurança de Munique, realizada desde 1963. — Portanto, em teoria, [a criação de uma força europeia] é possível, mas será difícil de vender para parte da população e [é] um caminho difícil de percorrer.
Os Estados Unidos planejam interceptar ainda nesta semana um petroleiro sancionado por Washington e ligado à Venezuela que, após tentar escapar do bloqueio naval americano, passou a operar sob bandeira da Rússia — movimento que pode gerar tensão entre Washington e Moscou. Originalmente chamado de Bella 1, o petroleiro foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA em 2024 por operar em uma “frota paralela” de navios que transportavam petróleo ilícito. A informação foi revelada pela emissora americana CBS News e confirmada pela rede CNN, que ouviu quatro fontes familiarizadas com o caso.
Entenda: Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela
Veja: Ao menos 16 petroleiros sancionados deixaram as águas venezuelanas desde sábado, quando os EUA capturaram Maduro
Inicialmente, o navio se dirigia à Venezuela, mas retornou para evitar a apreensão pela Guarda Costeira dos EUA no mês passado, quando o presidente americano, Donald Trump, anunciou um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que tentassem entrar ou sair da Venezuela, como forma de pressionar economicamente o regime do então líder venezuelano, Nicolás Maduro. Após a captura do líder chavista em uma megaoperação americana no último sábado, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington continuará a aplicar o bloqueio como “moeda de pressão” sobre o governo interino venezuelano, agora liderado por Delcy Rodríguez.
O petroleiro estava no Atlântico Norte há dois dias, navegando para nordeste próximo à costa do Reino Unido, de acordo com dados de código aberto da Kpler, uma empresa de inteligência comercial. Em determinado momento durante a perseguição, a tripulação do petroleiro pintou uma bandeira russa em seu casco e alegou estar navegando sob proteção do Kremlin. Pouco depois, a embarcação apareceu no registro oficial de navios da Rússia com um novo nome: Marinera.
Initial plugin text
Também no mês passado, o jornal americano New York Times noticiou que a Rússia apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA parassem de perseguir o navio.
De acordo com a CBS, o plano dos EUA é apreender e afundar o Bella 1 nesta semana, em uma operação que poderia ser semelhante à realizada no dia 11 de dezembro, quando fuzileiros navais americanos e a Guarda Costeira apreenderam o Skipper, um grande petroleiro com bandeira da Guiana, depois que a embarcação deixou o porto da Venezuela.
‘Skipper’: como é o petroleiro apreendido pelos EUA na costa da Venezuela?
Divulgação / Vessel Finder
O Marinera era um navio anteriormente registrado no Panamá e foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2024, durante o governo de Joe Biden, devido ao seu envolvimento anterior no comércio de petróleo iraniano. Agora, porém, o navio navega sob bandeira russa, o que pode complicar as delicadas negociações entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o fim da guerra na Ucrânia.
Leia também: Trump anuncia bloqueio total a navios petroleiros da Venezuela e diz que país está ‘cercado’
Na segunda-feira, o New York Times revelou que, pelo menos, 16 petroleiros tentaram burlar o bloqueio naval dos EUA disfarçando suas localizações ou desligando seus GPS. Washington, de acordo com a CNN, também planeja interceptar outros petroleiros sancionados, além do Bella 1, que tentam escapar.
O governo Trump acusa o regime Maduro de usar diversas embarcações para transportar drogas para o norte, em direção à costa americana. Maduro, por sua vez, rejeita as alegações e acusa os Estados Unidos de saque aos recursos venezuelanos.
Caso o Bella 1 seja interceptado pelas forças americanas, será o terceiro petroleiro apreendido pelos Estados Unidos desde o início de sua campanha contra a Venezuela, no início de setembro, com uma grande mobilização militar no mar do Caribe.
Uma mulher turca entrou com uma ação judicial alegando ser filha biológica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exigindo a realização de um teste de DNA para comprovar a paternidade. O pedido foi considerado improcedente em primeira instância pela Justiça da Turquia, mas a autora já apresentou recurso.
Dia de Reis: por que celebração acontece em 6 de janeiro? É feriado? Entenda a origem da data
De acordo com o jornal inglês Daily Mail, a ação foi movida por Necla Ozmen, de 55 anos, moradora de Ancara. Segundo a imprensa local, o processo foi protocolado em 25 de setembro no 27º Tribunal de Família de Ancara, que rejeitou o pedido por ausência de elementos probatórios mínimos.
Necla afirma ter nascido em 1970 e estar oficialmente registrada como filha de Sati e Dursun Ozmen, casal que a criou. De acordo com seu relato, apenas em 2017 teria descoberto que havia sido adotada. Ela sustenta que sua mãe adotiva lhe contou que houve uma suposta “troca de bebês” em um hospital da capital turca, após Sati ter dado à luz um bebê natimorto.
Segundo a versão apresentada à Justiça, outra mulher que dava à luz no mesmo hospital — identificada apenas como Sophia e descrita como cidadã americana — teria entregue seu recém-nascido à família Ozmen. Necla alega que essa mulher teria dito que a criança era fruto de um relacionamento proibido com Trump e, por isso, não poderia criá-la.
No pedido, a autora solicitou que o tribunal reconhecesse a paternidade e determinasse a realização de um exame genético. A Justiça, no entanto, entendeu que não havia provas documentais ou indícios suficientes para dar prosseguimento ao processo.
Em entrevistas à imprensa turca, Necla afirmou que deseja apenas esclarecer sua origem biológica.
— Não quero causar nenhum problema a ele. Só quero saber a verdade — disse, em declarações à agência DHA. — Se ele concordar com um teste de DNA, posso provar que ele é meu pai — acrescentou.
Após a rejeição inicial, Necla entrou com recurso e também afirmou ter enviado petições à Embaixada dos Estados Unidos na Turquia e a tribunais americanos. Até o momento, não há manifestação pública de Trump ou de seus representantes legais sobre o caso.
O Dia de Reis Magos é celebrado em 6 de janeiro e rememora um dos episódios centrais da tradição cristã: a visita de Melquior, Gaspar e Baltasar ao Menino Jesus, poucos dias após o nascimento, em Belém. A data simboliza a epifania — a manifestação divina — vivenciada pelos três sábios, que reconheceram em Jesus o “Rei dos Reis” e o proclamaram como profeta.
Embora reúna elementos de confraternização, troca de presentes e práticas culturais transmitidas entre gerações, a celebração não integra o calendário de feriados, ao contrário de outras datas do cristianismo, como o Natal e a Semana Santa.
Por que se celebra o Dia de Reis Magos?
A tradição cristã descreve os Reis Magos como homens sábios capazes de interpretar os astros. Segundo a narrativa, Melquior vinha da Europa, Gaspar da Ásia e Baltasar da África, representando diferentes povos. Ao observarem um fenômeno celestial no Oriente, o trio teria vivido uma epifania — entendida como uma manifestação do Espírito Santo — que anunciava o nascimento do Salvador.
Convencidos de que se tratava da vontade de Deus, os três partiram em viagem, guiados pela Estrela de Belém, em busca do recém-nascido. No caminho, passaram pela Judeia e procuraram o rei Herodes para obter informações. Ao serem informados de que um novo rei estava prestes a nascer, o monarca teria reagido com desconfiança, temendo perder o poder, e ordenado que os magos descobrissem o paradeiro da criança.
A jornada prosseguiu até Belém, onde encontraram Maria e José com o Menino Jesus. O episódio é relatado no Evangelho de São Mateus:
“A estrela que tinham visto aparecer voltou a guiá-los até que parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao verem a estrela, ficaram tomados de imensa alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; depois, abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.”
As oferendas carregam forte simbolismo: o ouro representa o reconhecimento da realeza; o incenso, a natureza divina; e a mirra, associada ao sofrimento e à morte, antecipa o destino do Messias.
A Igreja antiga passou a celebrar o Natal em 25 de dezembro. A partir daí, consolidou-se a tradição de contar 12 dias entre o Natal e a Epifania. O 12º dia após 25 de dezembro é 6 de janeiro, que passou a marcar liturgicamente a visita dos Magos.
Tradições mantidas até hoje
Foi na Idade Média, com a expansão do cristianismo entre povos não judeus, que o Dia de Reis Magos ganhou maior projeção. Os três sábios passaram a simbolizar esses povos, reforçando o caráter universal da mensagem cristã.
Atualmente, a data permanece ligada à vivência familiar e religiosa. Em algumas tradições, na noite de 5 de janeiro, crianças deixam sapatos acompanhados de água e pasto, em referência aos camelos dos reis, como forma de acolhimento e pedido por presentes. Entre os costumes gastronômicos, destaca-se a rosca de Reis, pão doce em formato circular, tradicionalmente partilhado entre familiares e amigos.
Trabalhar no Palácio de Buckingham e assinar cartas em nome da Família Real Britânica pode parecer ficção, mas é uma oportunidade real — e está aberta. A Casa Real do Reino Unido anunciou a abertura de uma vaga para oficial sênior de correspondência, com contrato de dois anos e salário anual de 32 mil libras, o equivalente a cerca de R$ 20 mil por mês.
Foto de Maduro detido viraliza e dispara buscas por agasalho da Nike
De acordo com a revista Forbes, o profissional selecionado será responsável por redigir respostas personalizadas a parte das milhares de cartas enviadas anualmente ao Rei Charles III e a outros membros da realeza. As mensagens tratam de temas variados, que vão de questões sociais e comunitárias a assuntos de relevância nacional, exigindo sensibilidade, precisão institucional e domínio da linguagem formal.
Divulgado no canal oficial de empregos civis do governo britânico, o anúncio descreve a função como a chance de “escrever uma carta que alguém jamais esquecerá”. O trabalho é realizado em equipe e envolve contato permanente com outros oficiais seniores de correspondência.
A vaga é baseada em Londres, dentro do Palácio de Buckingham, e oferece benefícios como 25 dias de férias, plano de previdência, licença parental remunerada e almoço gratuito no local de trabalho.
Restrita a cidadãos do Reino Unido, a posição exige experiência administrativa, excelente comunicação escrita e verbal, além de capacidade de organização e liderança. As inscrições ficam abertas até 11 de janeiro.
Na Venezuela, a repressão não terminou com a deposição de Nicolás Maduro. Pelo contrário, intensificou-se. Nas ruas de Petare, em Caracas, há “homens encapuzados e armados patrulhando”, segundo informou a líder comunitária Katiuska Camargo à rede britânica BBC. Além do aumento da presença militar e policial, integrantes de coletivos, grupos leais ao chavismo, estão percorrendo as ruas — sob ordem do governo —, reprimindo qualquer comemoração da megaoperação americana do último sábado que resultou na captura de Maduro.
Com controle de milícias: ministros da Defesa e do Interior emergem como figuras centrais no pós-Maduro: ‘Eles controlam a Venezuela’
‘Estou feliz, mas e amanhã?’: Venezuelanos vivem entre alívio pela queda de Maduro e medo do que vem a seguir
O perigo de se manifestar contra Maduro ainda é real na Venezuela, já que a Assembleia Nacional – dominada por apoiadores do líder chavista – aprovou uma lei que declara “traidor” qualquer pessoa que expresse apoio aos bloqueios navais dos EUA.
Initial plugin text
Dezenas de postos dos coletivos, de acordo com a BBC, surgiram na capital. Na noite de segunda-feira, o ministro do Interior Diosdado Cabello publicou fotos e vídeos que mostram policiais armados nas ruas de Caracas, como parte das medidas de segurança na cidade. Em um dos vídeos, é possível ver os membros da segurança gritando “leais sempre, traidores nunca”.
Ministro do Interior Diosdado Cabello aparece à direita do centro, usando um boné preto com inscrições em vermelho
Reprodução / Redes sociais
Sem Maduro, o papel de Cabello e do ministro da Defesa Vladimir Padrino determinará, em grande parte, se a Venezuela manterá um nível de estabilidade ou se mergulhará no caos. Eles comandam a polícia e as Forças Armadas da Venezuela, as mesmas instituições que mantiveram Nicolás Maduro no poder por mais de uma década. O país continua repleto de grupos armados, incluindo guerrilheiros colombianos de esquerda que criticaram, agora, a captura do líder chavista.
Initial plugin text
Na cidade de Guayana, em Bolívar, uma mulher que concedeu entrevista à BBC sob condição de anonimato contou que nos últimos dois dias viu poucas pessoas nas ruas e nenhum carro.
Initial plugin text
— No sábado (dia da megaoperação dos EUA que capturou Maduro), os supermercados estavam lotados e havia filas enormes. Tem militares nas ruas, alguns vigiando supermercados, porque os proprietários têm medo de roubos — afirmou a mulher. — Eu, minha família e meus amigos estamos todos com medo de sair de casa.
Padrino e Cabello
Para Brian Naranjo, ex-diplomata dos Estados Unidos que atuou em Caracas, os ministros do Interior e da Defesa “controlam a Venezuela agora”, após a deposição de Maduro. Embora Delcy Rodríguez tenha sido nomeada como presidente interina — e advertida pelo presidente americano, Donald Trump, de que “pagará um preço muito alto” caso “não faça a coisa certa” —, Naranjo avalia que Cabello e Padrino “poderiam facilmente tomar medidas contra ela e marginalizá-la imediatamente”.
— São esses caras que comandam pessoas armadas — disse o ex-diplomata, em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal.
‘Com dor pelo sequestro de dois heróis’: Delcy Rodríguez toma posse como presidente interina da Venezuela
Cabello e Padrino têm muito a perder se o regime cair após mais de um quarto de século no poder, liderado primeiro pelo falecido Hugo Chávez, que governou de 1999 a 2013, e depois por Maduro. Juntamente com Maduro, Cabello e Padrino são acusados ​​de serem os líderes de uma rede de narcotráfico composta por altos oficiais militares, chamada Cartel de los Soles, que o governo Trump classificou como uma organização terrorista estrangeira.
Sob o regime de Maduro, Cabello era amplamente considerado o segundo homem mais poderoso da Venezuela. Ele é conhecido por seus discursos inflamados contra rivais políticos e os Estados Unidos em seu programa noturno na televisão estatal, “Batendo com uma Marreta”, onde aparece segurando um porrete com pregos.
Entre o alívio e o medo
Assim como muitos venezuelanos, José, um empresário radicado na Cidade do México, votou contra Nicolás Maduro nas eleições de 2024. O homem de 35 anos ficou consternado quando Maduro se manteve no poder, em meio a acusações de fraude e protestos da oposição em todo o país. Ao acordar no último sábado com a notícia de que Maduro havia sido deposto em uma megaoperação militar dos EUA em Caracas, teve uma mistura de sentimentos entre pavor, alegria e incerteza.
— É uma sensação agridoce — classificou José, que preferiu não revelar seu sobrenome por medo de represálias do governo contra sua família na Venezuela. — A primeira coisa que me vem à mente é: “Somos livres e estou muito feliz, mas o que acontecerá amanhã?” Maduro é apenas uma peça de uma máquina muito maior.
‘Ocupação virtual’: Após derrubar Maduro, EUA buscam gerenciar Venezuela e chavismo por coerção
Maduro, de fato, era um líder profundamente impopular e foi acusado de fraudar as eleições de 2024. Na época, uma pesquisa de boca de urna independente e uma apuração dos votos pela oposição pareciam indicar que ele sofreu uma derrota decisiva , com 66% dos votos contra 31%.
Assim como muitos outros venezuelanos, José deseja a saída definitiva de Maduro, mas se preocupa com o futuro político do país. Ele teme que, sem um plano claro dos EUA para a transição de poder, a Venezuela possa mergulhar no caos — com grupos guerrilheiros disputando território e facções rivais lutando entre si.
(Com The New York Times)
A Chevron era a última grande petrolífera dos Estados Unidos ainda produzindo petróleo no país, muitos anos depois de outras, como a Exxon Mobil e a ConocoPhillips, terem saído. Durante anos, a empresa seguiu operando com dificuldade graças a isenções de curto prazo às políticas de sanções dos Estados Unidos. Então, no fim de fevereiro, o presidente Donald Trump disse que bloquearia, na prática, a produção da empresa na Venezuela. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress