Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
De imagens falsas criadas com inteligência artificial (IA) a fotos antigas reaproveitadas, um fluxo de desinformação envolve a recente captura do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Estes registros, vistos milhões de vezes na internet, são ratificam como conteúdos falsos podem se beneficiar — ante os verdadeiros — ao tornarem-se virais nas redes sociais.
EUA x Venezuela: Veja imagens dos aviões usados em operação que prendeu Nicolás Maduro
Estruturas destruídas, vítimas e mudanças no governo pós-Maduro: Os resultados dos ataques dos EUA na Venezuela
Pouco depois da captura de Maduro, em Caracas, durante uma operação relâmpago ordenada por Donald Trump, no sábado, a equipe de verificação digital da AFP comprovou a existência de mentiras em muitas publicações que afirmavam compartilhar a primeira imagem dele em solo norte-americano.
Uma das imagens falsas sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, fabricada por IA, que viralizou nas redes sociais
Reprodução / X
Há, inclusive, uma suposta foto na qual se via um Maduro mais jovem, que havia sido gerada por IA: a ferramenta Gemini, do Google, detectou nela uma marca d’água característica desse tipo de conteúdo.
Nas redes sociais, usuários divulgaram outra imagem que supostamente mostrava um soldado americano posando ao lado de Maduro, que aparentemente usava um saco na cabeça. No entanto, tratava-se de uma foto da captura do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein pelos Estados Unidos, em 2003, segundo artigos da época.
No Conselho de Segurança: Brasil condena na ONU intervenção militar dos EUA na Venezuela e alerta para riscos à ordem internacional
A agência de monitoramento da desinformação NewsGuard afirmou ter identificado sete imagens e vídeos totalmente fabricados ou apresentados de forma enganosa em relação à operação americana na Venezuela. Esses conteúdos somaram mais de 14 milhões de visualizações em menos de dois dias na plataforma X — antigo Twitter.
Os grandes números evidenciam como a combinação de criações em massa por IA e imagens distorcidas pode contribuir para borrar a fronteira entre ficção e realidade.
‘Próximas da realidade’
— Embora muitas dessas imagens não distorçam radicalmente os fatos no terreno, o uso de IA e de vídeos espetaculares retirados de contexto representa mais uma tática no arsenal dos desinformadores —, afirma Chiara Vercellone, analista da NewsGuard.
Segundo a especialista, trata-se de uma fraude “mais difícil de ser revelada pelos verificadores, porque as imagens costumam ser próximas da realidade”.
Segundo autoridades americanas: EUA pressionam Venezuela a expulsar assessores oficiais de China, Cuba, Irã e Rússia
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alimentou a desinformação em torno da captura de Maduro ao compartilhar em sua plataforma Truth Social um vídeo que supostamente mostrava venezuelanos de roupa íntima comemorando sua queda nas ruas.
O serviço de verificação digital da AFP descobriu que esse vídeo, publicado inicialmente no TikTok, no mês passado, era de estudantes durante a “corrida em roupa íntima da UCLA”, uma tradição da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
E os fatos não competem apenas com imagens autênticas, porém distorcidas. Conteúdos fictícios e humorísticos, também gerados por IA, inundaram as plataformas, abafando ainda mais a informação.
Nas redes sociais, é possível ver Donald Trump e Nicolás Maduro dançando juntos no Salão Oval, ou o presidente venezuelano deposto vestido com o uniforme laranja dos presidiários americanos ao lado de outros detentos.
Levado à força aos Estados Unidos para responder a várias acusações, Nicolás Maduro declarou-se inocente, na segunda-feira, diante de um tribunal de Nova York, das acusações de tráfico de drogas e “narcoterrorismo”.
A polícia do Texas solucionou, mais de cinco décadas depois, o caso de pessoa desaparecida mais antigo do estado e trouxe um desfecho aguardado por 52 anos pelo irmão de uma das vítimas. Norman Prater, que tinha 16 anos, foi dado como desaparecido em 16 de janeiro de 1973, após sair à noite com amigos em Dallas e não retornar para casa. À época, as investigações não encontraram pistas relevantes.
Jovem morre ao cair em rio; colega tenta salvá-lo e também perde a vida na Argentina
Resgate nas falésias: cachorro é salvo após cair de penhasco de 30 metros na Inglaterra; vídeo
O Departamento de Polícia de Dallas anunciou na sexta-feira que conseguiu identificar positivamente Norman como um adolescente não identificado que morreu em um atropelamento em 9 de julho de 1973. O jovem foi vítima de um acidente na rodovia Highway 35, na cidade de Rockport, cerca de 380 quilômetros ao sul de Dallas. Naquele momento, autoridades do condado de Aransas e a imprensa local não conseguiram confirmar a identidade da vítima, e o caso acabou caindo no esquecimento.
A reviravolta ocorreu quando o detetive Ryan Dalby, da Unidade de Pessoas Desaparecidas da polícia de Dallas, foi procurado por um médico-legista do condado de Aransas. Ao revisar arquivos antigos, o legista encontrou o registro do atropelamento de 1973 e levantou a hipótese de uma ligação com o desaparecimento de Norman.
“Eu abro o arquivo e olho para aquilo e penso: ‘Você só pode estar brincando?!’” contou Dalby à emissora local NBC Dallas-Fort Worth.
Compra em grupo: cerca de 50 ovelhas invadem supermercado alemão e viralizam; assista
O médico-legista reuniu o dossiê completo do caso, e, com o apoio de um analista forense, a equipe passou a comparar “pontos de referência no rosto” da vítima, o que indicou “uma alta probabilidade de a pessoa encontrada lá ser Norman Prater”, segundo o detetive.
“Eu fico olhando as fotos lado a lado e penso: ‘Sim, concordo com eles. Há uma grande probabilidade de ser quem estamos procurando’”, afirmou Dalby.
Mesmo assim, o detetive decidiu não correr o risco de uma identificação equivocada, especialmente porque o adolescente morto não teve um enterro adequado por mais de meio século. Dalby então entrou em contato com Isaac Prater, irmão mais velho de Norman, na esperança de esclarecer os últimos detalhes.
“Ele atende o telefone e pergunta: ‘Quem é?’ Eu digo: ‘É o detetive Dalby, do Departamento de Polícia de Dallas’. Ele responde: ‘Esperei 52 anos por essa ligação. Por favor, diga que você tem alguma coisa’”, relembrou o investigador.
No dia seguinte, Isaac esteve na sede da polícia em Dallas. Ao ver as imagens e os resultados do software de reconhecimento facial utilizado na investigação, não teve dúvidas.
“Mostrei a ele o sistema de reconhecimento que foi usado, e ele apenas olha para mim e diz: ‘Você pode encerrar o caso. Esse é meu irmão. Caso encerrado’”, contou Dalby. “Ele finalmente teve um desfecho. Teve um desfecho depois de 52 anos se perguntando onde estava o irmão”, acrescentou.
Em entrevista à Fox 4, Dalby afirmou que Isaac conseguiu identificar cada detalhe do rosto do caçula, incluindo uma cicatriz no lábio, causada por um ataque de cachorro, e outra na sobrancelha, resultado de uma briga.
Ainda não se sabe exatamente o que Norman fez nos cerca de seis meses entre o desaparecimento e a morte, nem como acabou tão longe de casa. Segundo Dalby, uma das hipóteses é que o adolescente tenha viajado de carona pelo estado — uma prática comum nos Estados Unidos durante a década de 1970.
Os Estados Unidos tentam interceptar no Atlântico Norte um petroleiro que passou a ostentar bandeira russa após ser alvo de sanções americanas e de uma perseguição naval iniciada nas proximidades da Venezuela. A embarcação, anteriormente chamada Bella 1 e agora registrada como Marinera, tornou-se foco de tensão entre Washington e Moscou, com o envio, pela Rússia, de navios de guerra — e ao menos um submarino — para escoltá-la.
Segundo autoridades americanas ouvidas pela imprensa dos EUA, o petroleiro integra a chamada “frota fantasma”, usada para transportar petróleo iraniano, russo e venezuelano em violação a sanções internacionais. O navio havia iniciado sua viagem no Irã e seguia em direção à Venezuela, onde pretendia carregar petróleo, mas não conseguiu atracar após o anúncio, pelo presidente Donald Trump, de um “bloqueio completo” a petroleiros sancionados que entrem ou saiam do país sul-americano.
A Guarda Costeira dos EUA tentou abordar o Bella 1 no Caribe em dezembro, alegando que a embarcação navegava sem bandeira nacional válida e estava sujeita a um mandado judicial de apreensão. A tripulação, no entanto, recusou a abordagem e seguiu para o Atlântico, passando a ser monitorada de perto por forças americanas.
Após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana no último sábado, o governo dos Estados Unidos avisou ao ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, que ele poderia estar no topo da lista de alvos de Washington caso não coopere com a presidente interina Delcy Rodríguez e não a ajude manter a ordem no país. A informação foi confirmada à agência Reuters por três pessoas familiarizadas com o assunto.
Entenda: EUA pressionam Venezuela a expulsar assessores oficiais de China, Cuba, Irã e Rússia, dizem autoridades
Estruturas destruídas, vítimas e mudanças no governo pós-Maduro: Os resultados dos ataques dos EUA na Venezuela
Considerado um dos principais nomes da ala dura do chavismo, Cabello controla as forças de segurança acusadas de abusos generalizados de direitos humanos. Apesar de ter sido acusado pela Justiça dos EUA de conspiração para o narcoterrorismo e de uso de armas para proteger o tráfico, o venezuelano ainda é um dos poucos leais a Maduro nos quais o presidente Donald Trump decidiu se apoiar para manter a estabilidade durante um período de transição.
No entanto, autoridades americanas estariam especialmente preocupadas com a possibilidade de Cabello sabotar o processo, dado seu histórico de repressão e rivalidade com Delcy. Ao mesmo tempo, o governo americano também estaria avaliando maneiras de, mais adiante, afastá-lo do poder e empurrá-lo para o exílio, acrescentou a fonte. Cabello teria sido avisado que, se desafiar os EUA, poderá ter um destino semelhante ao de Maduro — levado às pressas para Nova York para responder a acusações de narcoterrorismo — ou correr risco de vida.
A eventual neutralização de Cabello, porém, é vista como arriscada porque poderia motivar grupos pró-governo a ir às ruas, desencadeando o caos que Washington deseja evitar. Dias após a detenção de Maduro, manifestantes já se reuniram na Venezuela exibindo bandeiras e símbolos da propaganda do governo. Na segunda, apoiadores do chavista marcharam até os arredores do Parlamento, onde Delcy era empossada como interina, para exigir a libertação dele.
Segurança pessoal: Captura de Maduro na Venezuela põe em xeque status de ‘invencibilidade’ da inteligência cubana
Cabello, de 62 anos, até agora sinalizou unidade, participando da cerimônia de posse de Delcy, que reuniu diferentes facções do partido socialista governista da Venezuela. Mas, naquela noite, Cabello apareceu empunhando um fuzil e incitando forças de segurança de uniforme preto antes de elas patrulharem Caracas para impedir que cidadãos protestassem. Ao grupo armado, o venezuelano afirmou: “Duvidar é traição. Agora, à batalha nas ruas pela vitória!”.
Sob o estado de emergência declarado pelo governo após a captura de Maduro, as forças de segurança receberam ordens para caçar simpatizantes dos EUA, segundo o Diário Oficial, onde o governo venezuelano publica novas leis e decretos. Segundo o Wall Street Journal, moradores da capital relataram novos bloqueios nas vias da cidade, nos quais homens armados e mascarados checavam os celulares de venezuelanos comuns em busca de mensagens antigoverno.
Avaliação americana
Também figura na lista de alvos potenciais o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que, assim como Cabello, responde a acusações de tráfico de drogas nos EUA e tem uma recompensa multimilionária por sua captura, segundo duas fontes. A colaboração de Padrino é considerada crucial para evitar um vácuo de poder, já que ele comanda as Forças Armadas. Autoridades americanas, porém, avaliam que Padrino é menos ideológico do que Cabello e mais propenso a seguir as diretrizes dos EUA enquanto busca uma saída segura para si próprio.
Regime pós-Maduro: Familiares de presos políticos vivem dias de angústia e incerteza na Venezuela
À Reuters, um alto integrante do governo Trump afirmou que o presidente americano está empenhado em “exercer a máxima alavancagem com os elementos remanescentes na Venezuela”, exigindo cooperação em temas como contenção da migração irregular, combate ao narcotráfico, revitalização da infraestrutura petrolífera e ações “em favor do povo venezuelano”, sem detalhes.
Trump descartou a possibilidade de entregar a condução imediata do país à oposição, liderada pela vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado. A avaliação em Washington é que a oposição não teria capacidade de manter a paz interna no curto prazo, num momento em que Trump busca estabilidade suficiente para permitir o retorno de empresas americanas ao setor de petróleo venezuelano e evitar o envio de tropas dos EUA ao país.
Em vez disso, o republicano teria endossado uma avaliação confidencial da CIA segundo a qual os principais assessores de Maduro estariam mais bem posicionados para administrar o país de forma interina. O receio, segundo uma das fontes, é que uma tentativa de impor uma transição democrática imediata leve a Venezuela ao caos ou estimule um golpe por parte de integrantes excluídos do círculo de poder. Apesar disso, autoridades americanas afirmam que o objetivo final continua sendo a realização de novas eleições, ainda sem prazo definido.
Futuro do país
Trump não explicou como Washington pretende supervisionar a Venezuela após a maior intervenção americana na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989. A ação foi duramente criticada por opositores, que a classificam como neocolonialista e uma violação do direito internacional. No desenho atual, Delcy Rodríguez é vista por Washington como peça central. Para os EUA, ela representa a melhor opção para ocupar temporariamente o poder enquanto os planos para o pós-Maduro seguem em elaboração.
Fotos: Veja imagens de destruição em base La Carlota e no Forte Tiuna, onde EUA capturaram Maduro e Cilia Flores
Entre as exigências americanas estão a abertura da indústria de petróleo em termos favoráveis a empresas dos EUA, o reforço no combate ao narcotráfico, a expulsão de agentes de segurança cubanos e o fim da cooperação venezuelana com o Irã. Washington espera avanços nessas frentes em questão de semanas. Os EUA também estudam usar como alavanca os ativos financeiros de Delcy, que, segundo uma fonte, estariam identificados e protegidos no Catar.
Paralelamente, autoridades americanas e intermediários tentam cooptar outros membros do alto escalão venezuelano e quadros intermediários para viabilizar um governo alinhado aos interesses de Washington. A promessa de Trump de “administrar” a Venezuela, segundo as fontes, reflete mais a intenção de exercer controle externo e forte influência política do que de ocupar o país com tropas, hipótese considerada impopular internamente nos EUA.
Operador da repressão
Embora Rodríguez e outros aliados de Maduro tenham demonstrado unidade até agora, fontes ressaltam que essa coesão é frágil. Ela e Cabello atuam há anos no núcleo do governo, mas nunca foram aliados próximos. Capitão do Exército, Cabello é visto como o principal operador da repressão no governo Maduro e exerce influência direta sobre os serviços de contrainteligência civil e militar, responsáveis por ampla espionagem interna.
Temores de caos e relação desgastada: Por que Trump não apoiou María Corina após retirada de Maduro na Venezuela
O papel de Cabello como principal operador da repressão ficou evidente após a eleição presidencial de julho de 2024, quando Maduro proclamou vitória apesar de os resultados indicarem uma derrota ampla para o candidato da oposição, o diplomata aposentado Edmundo González Urrutia. Poucas semanas depois, Cabello foi nomeado ministro do Interior, em meio a uma ofensiva do regime que envolveu forças paramilitares, prisões de ativistas de direitos humanos e o exílio forçado de adversários políticos.
A denúncia apresentada pela Justiça americana afirma que, desde o início do regime chavista, Maduro, Cabello e o ex-ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín, associaram-se a membros dos grupos guerrilheiros colombianos Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) para apoiar o tráfico de cocaína. Também estariam envolvidos grupos criminosos no México, como o cartel de Sinaloa e o grupo Los Zetas, além do líder da facção venezuelana Tren de Aragua, Hector Guerrero Flores.
— Cabello tem muito a perder — disse ao WSJ o analista Daniel Lansberg-Rodriguez, da Aurora Macro Strategies. — Provavelmente ele reconhecerá que, entre as exigências de Washington, sua remoção pode surgir mais cedo do que tarde.
Os Estados Unidos estão pressionando o governo interino da Venezuela a expulsar do país assessores oficiais de China, Rússia, Cuba e Irã, afirmaram autoridades americanas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhou as demandas apresentadas pelo governo do presidente Donald Trump à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, em uma reunião fechada com líderes do Congresso na segunda-feira. Autoridades americanas ouvidas em anonimato pelo New York Times afirmaram que espiões e militares dos países vistos como adversários por Washington seriam expulsos, enquanto alguns diplomatas teriam permissão para ficar no país.
Guarda pessoal de Maduro: Captura de presidente da Venezuela põe em xeque status de ‘invencibilidade’ da inteligência cubana
Resultado dos ataques: Venezuela tem estruturas destruídas, vítimas e mudanças no governo pós-Maduro
Homens de elite da Força Delta do Exército americano entraram em uma intense troca de tiros com forças de segurança cubanas, que protegiam o líder venezuelano deposto, Nicolás Maduro, no sábado, fora do complexo em que ele foi localizado em Caracas. Maduro usava forças cubanas como guarda-costas em vez de seus próprios militares por considerá-los mais confiáveis.
Initial plugin text
Rubio também afirmou ter dito a Delcy Rodríguez que queria que a Venezuela reabrisse o comércio de petróleo com os EUA, uma demanda que Trump fez publicamente. A Venezuela provavelmente teria que flexibilizar ou encerrar a nacionalização da indústria petrolífera para atrair de volta as empresas americanas que deixaram o país. Também poderia ter que pagar algum tipo de indenização.
Minutos depois de soldados da Força Delta capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os levarem para um navio de guerra americano, Rubio telefonou para Delcy, disseram dois funcionários americanos. Não está claro se ele expôs as exigências do governo nessa primeira ligação ou durante conversas subsequentes.
O passo a passo do ataque americano à Venezuela
Editoria de Arte/O Globo
A vice de Maduro tem tentado defender a soberania de seu país diante da prisão do líder chavista, ao mesmo tempo em que adota um tom conciliatório. Em sua nova função, ela precisa manter um equilíbrio delicado — proteger seu futuro político sem antagonizar os EUA, dada a presença da frota naval americana na costa e as ameaças diretas de Trump contra ela.
Rubio disse aos parlamentares que o governo não queria ver animosidade contra os EUA por parte da liderança interina, disseram os funcionários, ressaltando a difícil posição de Delcy. Na reunião de segunda-feira, o secretário de Estado não fez nenhum comentário substancial sobre um cronograma para a realização de eleições ou para a restauração da democracia na Venezuela.
Dois homens foram encontrados mortos por afogamento no rio Gualeguay, na província de Entre Ríos, nesta quarta-feira (7). O mais jovem, de 26 anos, caiu na água e não sabia nadar. Seu colega de trabalho, de 41 anos, pulou no rio para tentar ajudá-lo, mas nenhum dos dois conseguiu retornar à superfície com vida.
ONU acusa Israel de impor ‘apartheid’ na Cisjordânia e intensificar discriminação
Tragédia de Ano Novo na Suíça: dono de bar onde incêndio matou 40 pessoas já havia sido condenado por agenciamento de prostituição
O corpo da vítima mais jovem, identificada como Pablo Zacarías, natural da província de Corrientes, foi localizado por agentes da Prefeitura Naval Argentina (PNA) na tarde de terça-feira, na área conhecida como Pozo Las Taruchas, informou o jornal local Uno. Horas antes, os restos mortais de Ricardo Franco, morador de Rosario del Tala, haviam sido encontrados a cerca de 600 metros do ponto onde ambos entraram no rio.
“A segunda pessoa que estava sendo procurada no rio Gualeguay foi encontrada morta na área conhecida como Las Flores”, informaram os bombeiros voluntários de Gualeguay.
Segundo relatos oficiais, os dois homens trabalhavam havia vários meses em um rancho da região e, no momento do trágico episódio, aproveitavam atividades recreativas ao lado de familiares. A chefia da Polícia do Departamento de Tala ressaltou que o trecho do rio onde ocorreu o incidente não é destinado à prática de natação.
Buscas por adolescente no rio Paraná
Paralelamente, mergulhadores da Prefeitura Naval participam há várias horas de uma intensa operação de busca no rio Paraná, na província de Santa Fé. O objetivo é localizar um adolescente de 16 anos que desapareceu na água nesta terça-feira após entrar no rio próximo ao acesso Bella Vista, na cidade de Puerto General San Martín.
Pouco antes das 17h30 desta terça-feira (6), o Corpo de Bombeiros Voluntários de San Lorenzo foi acionado para iniciar as buscas pelo menor, que nadava no rio Paraná, segundo informou o jornal local La Capital.
De acordo com depoimentos colhidos no local, o adolescente estava acompanhado de um grupo de amigos quando decidiu mergulhar na água.
Um cachorro foi resgatado com vida após cair de um penhasco de cerca de 30 metros durante um passeio com a família na região de Trebarwith Strand, na Cornualha, sudoeste da Inglaterra. O animal, um springer spaniel chamado Bruno, desapareceu neste domingo (4) à tarde, o que levou os donos a fazerem um apelo público por ajuda. Ele só foi localizado na manhã seguinte, quando moradores avistaram o cão preso em uma estreita saliência rochosa, a meia altura da falésia.
Compra em grupo: cerca de 50 ovelhas invadem supermercado alemão e viralizam; assista
Enquanto não derrete: escultura de neve de rei barbudo vira atração inesperada em esquina dos EUA
Imagens gravadas no local mostram equipes da Guarda Costeira reunidas no topo do penhasco enquanto um socorrista especializado em resgates em áreas íngremes descia de rapel até o animal. Visivelmente assustado, Bruno caminhava de um lado para o outro na saliência, mas acabou se acalmando após o contato do resgatista, que ganhou sua confiança antes de colocar uma coleira e conduzi-lo em segurança de volta ao topo.
Confira o resgate:
Cachorro é salvo após cair de penhasco de 30 metros na Inglaterra
Operação mobilizou duas equipes da Guarda Costeira
Segundo um porta-voz da Guarda Costeira de Boscastle, a corporação foi acionada após relatos de um cachorro preso em um penhasco de aproximadamente 30 metros de altura. Devido à complexidade da ocorrência, a equipe de Polzeath também foi chamada para apoiar o resgate. “Um técnico qualificado foi descido até o local. Felizmente, o cachorro não estava ferido e reagiu bem à presença da equipe”, afirmou o porta-voz.
O springer spaniel foi devolvido aos seus donos
Reprodução/Facebook/Equipe da Guarda Costeira de Boscastle
Após uma avaliação inicial, constatou-se que Bruno estava milagrosamente ileso, apesar da queda e do tempo em que permaneceu preso. Fotografias divulgadas após a operação registram o momento do reencontro com os donos, que se mostraram visivelmente emocionados. Em nota, a família agradeceu o apoio recebido durante as buscas e destacou o trabalho da Guarda Costeira. “Ele já está em casa, em segurança”, disseram.
Bruno foi resgatado por equipes especializadas
Reprodução/Facebook/Equipe da Guarda Costeira de Boscastle
O caso se soma a outros resgates recentes envolvendo animais no Reino Unido. No fim de semana, em Essex, um pedestre rastejou sobre um lago congelado em Connaught Water, na Floresta de Epping, ao tentar ajudar um homem que caiu na água gelada enquanto tentava salvar um cachorro. Em outro episódio, um pequeno terrier foi retirado do subsolo após ficar preso por três dias. As autoridades reforçam o alerta para os riscos em áreas naturais e a importância de acionar equipes especializadas em situações de emergência.
Não é brincadeira. Nem IA. Um episódio inusitado surpreendeu clientes e funcionários de um supermercado na vila de Burgsinn, no estado da Baviera, na Alemanha, nesta segunda-feira (5). Um grupo de cerca de 50 ovelhas invadiu uma unidade da rede de Penny, correu pelos corredores, derrubou produtos e deixou um rastro de fezes antes de sair em fila organizada pelas portas automáticas. A cena foi registrada em vídeo e rapidamente ganhou repercussão online.
Enquanto não derrete: escultura de neve de rei barbudo vira atração inesperada em esquina dos EUA
As imagens mostram os animais circulando entre prateleiras de garrafas e caixas de cereais enquanto clientes observam, atônitos. Em meio ao caos, um homem tenta se proteger subindo até o topo de uma esteira rolante. Funcionários relataram que o rebanho permaneceu por aproximadamente 20 minutos na área dos caixas e nas seções de doces, antes de deixar o local de forma ordeira.
Confira o momento da invasão:
Initial plugin text
Desvio do rebanho durante travessia
Segundo o pastor Dieter Michler, responsável por um rebanho de cerca de 500 ovelhas, o grupo se separou enquanto era conduzido por uma trilha entre uma área industrial e o rio Sinn. Em entrevista ao jornal Main-Post, ele afirmou acreditar que uma das ovelhas teria seguido um cliente que entrou na loja carregando uma sacola, possivelmente com comida ou sal, o que levou as demais a imitarem o movimento.
A rede Penny informou que a loja foi completamente higienizada após o incidente. “Para a Penny, a qualidade impecável de seus produtos é claramente a principal prioridade”, afirmou o porta-voz Andreas Krämer à mídia local, acrescentando que itens sem embalagem foram cuidadosamente verificados. Ele também negou relatos de que o pastor teria arcado com custos de limpeza e descartou a hipótese de ação de marketing, apesar de o slogan da marca — “Vamos primeiro à Penny” — ter sido amplamente citado nos comentários do vídeo.
Nas redes sociais, o episódio virou motivo de piada. Um internauta sugeriu a abertura de um caixa exclusivo para o rebanho, enquanto outro comentou que as ovelhas “se comportaram melhor do que alguns compradores bípedes em dias de promoção”. Até o momento, não se sabe exatamente o que os animais procuravam dentro do supermercado.
Não é brincadeira. Nem IA. Um episódio inusitado surpreendeu clientes e funcionários de um supermercado na vila de Burgsinn, no estado da Baviera, na Alemanha, nesta segunda-feira (5). Um grupo de cerca de 50 ovelhas invadiu uma unidade da rede de Penny, correu pelos corredores, derrubou produtos e deixou um rastro de fezes antes de sair em fila organizada pelas portas automáticas. A cena foi registrada em vídeo e rapidamente ganhou repercussão online.
Enquanto não derrete: escultura de neve de rei barbudo vira atração inesperada em esquina dos EUA
As imagens mostram os animais circulando entre prateleiras de garrafas e caixas de cereais enquanto clientes observam, atônitos. Em meio ao caos, um homem tenta se proteger subindo até o topo de uma esteira rolante. Funcionários relataram que o rebanho permaneceu por aproximadamente 20 minutos na área dos caixas e nas seções de doces, antes de deixar o local de forma ordeira.
Confira o momento da invasão:
Initial plugin text
Desvio do rebanho durante travessia
Segundo o pastor Dieter Michler, responsável por um rebanho de cerca de 500 ovelhas, o grupo se separou enquanto era conduzido por uma trilha entre uma área industrial e o rio Sinn. Em entrevista ao jornal Main-Post, ele afirmou acreditar que uma das ovelhas teria seguido um cliente que entrou na loja carregando uma sacola, possivelmente com comida ou sal, o que levou as demais a imitarem o movimento.
A rede Penny informou que a loja foi completamente higienizada após o incidente. “Para a Penny, a qualidade impecável de seus produtos é claramente a principal prioridade”, afirmou o porta-voz Andreas Krämer à mídia local, acrescentando que itens sem embalagem foram cuidadosamente verificados. Ele também negou relatos de que o pastor teria arcado com custos de limpeza e descartou a hipótese de ação de marketing, apesar de o slogan da marca — “Vamos primeiro à Penny” — ter sido amplamente citado nos comentários do vídeo.
Nas redes sociais, o episódio virou motivo de piada. Um internauta sugeriu a abertura de um caixa exclusivo para o rebanho, enquanto outro comentou que as ovelhas “se comportaram melhor do que alguns compradores bípedes em dias de promoção”. Até o momento, não se sabe exatamente o que os animais procuravam dentro do supermercado.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente americano, Donald Trump, pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território. A declaração foi feita em uma reunião de esclarecimento com integrantes das principais comissões de serviços armados e de política externa da Câmara e do Senado na segunda-feira, segundo relatos de autoridades americanas. No mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha.
Entenda: Groenlândia e Dinamarca querem reunião com Rubio após ameaças de Trump
Contexto: Trump estuda ‘várias opções’ para Groenlândia, inclusive a militar, diz Casa Branca
A reunião no Congresso tinha como foco a Venezuela, mas parlamentares demonstraram preocupação com as intenções do líder republicano em relação à Groenlândia, após declarações consideradas agressivas feitas nesta semana pelo presidente e por um assessor de alto escalão, Stephen Miller, disseram duas autoridades. Rubio não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra da Groenlândia. Trump passou décadas em Nova York como incorporador imobiliário, e um de seus principais enviados diplomáticos, Steve Witkoff, vem da mesma área.
Trump cobiça a Groenlândia desde o primeiro mandato, também por causa de seu potencial de riqueza em minerais críticos. A ilha é um território autônomo e pouco povoado, sob soberania da Dinamarca, país-membro da Otan, a aliança militar do Ocidente. A Dinamarca estabeleceu controle colonial sobre a região no século XVIII e concedeu autonomia ao território no século XX.
Na terça-feira, líderes de seis países da Otan divulgaram, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, uma declaração conjunta incomum para rebater as afirmações de Trump de que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia. Alinharam-se à Dinamarca Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia — todos aliados próximos de Washington —, afirmando:
“A segurança no Ártico deve ser alcançada de forma coletiva, em conjunto com aliados da Otan, incluindo os EUA, respeitando os princípios da Carta da ONU, entre eles a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Esses são princípios universais, e não deixaremos de defendê-los. A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre questões que digam respeito à Dinamarca e à Groenlândia”.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, por sua vez, afirmou que Trump não descartou uma invasão americana da Groenlândia. Em nota, ela destacou que o republicano “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos EUA”, sendo “vital para dissuadir” seus adversários na região do Ártico. Para isso, disse, Trump e sua equipe “discutem uma série de opções para perseguir esse importante objetivo de política externa e, claro, o uso das Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição”.
Alguns parlamentares manifestaram preocupação com os planos declarados por Trump. Na noite de terça-feira, a senadora Jeanne Shaheen, democrata de New Hampshire, e o senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, divulgaram uma declaração conjunta afirmando que o governo americano deve respeitar seus aliados. No texto, eles dizem que, quando deixam claro que a Groenlândia não está à venda, “os EUA devem honrar suas obrigações decorrentes de tratados e respeitar a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca”:
“Qualquer sugestão de que nosso país submeteria um aliado da Otan a coerção ou pressão externa mina os próprios princípios de autodeterminação que a aliança existe para defender”, acrescentaram os dois, que lideram o Grupo de Observadores da Otan no Senado.
No domingo, Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One que “a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte”, sem apresentar provas. Rússia e China são potências ativas no Círculo Polar Ártico, mas a Groenlândia não está cercada por embarcações desses países. Atualmente, são os EUA que mantêm uma base militar no território. O vice-presidente americano, JD Vance, visitou a base no ano passado, acompanhado da esposa, Usha.
A Estratégia de Segurança Nacional do segundo governo Trump afirma que a dominação do Hemisfério Ocidental é uma prioridade máxima. Isso ficou ainda mais evidente com a campanha de pressão militar de meses conduzida por Trump contra a Venezuela e a captura, no sábado, por tropas americanas, de Nicolás Maduro, líder do país, e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque letal. Trump também disse no início do ano passado que planejava adquirir o Canadá.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress