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‘O governo Trump planeja controlar futuras vendas de petróleo venezuelano e manter os recursos arrecadados em contas nos Estados Unidos, afirmou o secretário de Energia, Chris Wright, no que representa a declaração mais clara até agora sobre a estratégia de Washington para levar o petróleo bruto do país ao mercado e administrar seu recurso mais valioso.
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Wright, que falou em uma conferência do Goldman Sachs em Miami nesta quarta-feira, disse que, inicialmente, os barris viriam do petróleo que a Venezuela mantém armazenado, cujos estoques vêm aumentando em meio ao bloqueio dos EUA e ameaçam forçar a paralisação de parte da produção.
“Vamos simplesmente fazer esse petróleo voltar a circular e vendê-lo”, disse Wright. “Vamos comercializar o petróleo que sai da Venezuela — primeiro esse petróleo estocado e represado e, depois, indefinidamente, venderemos a produção que sair da Venezuela.”
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Em entrevista também nesta quarta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que os Estados Unidos já começaram a comercializar o petróleo bruto venezuelano, e que vai manter a receita das vendas em contas do Tesouro dos EUA, “medida que protegeria os recursos dos credores da Venezuela. Os fundos beneficiarão os povos americano e venezuelano”, disse Leavitt.
Trump está pressionando empresas petrolíferas dos EUA, como Chevron, ConocoPhillips e Exxon Mobil , a reconstruírem a infraestrutura da Venezuela e reativarem a produção, agora que os EUA destituíram o ex-presidente Nicolás Maduro. Segundo um funcionário, o governo já manteve conversas com várias empresas do setor. O presidente deve se reunir com executivos de energia na sexta-feira, disse Leavitt.
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“É apenas uma reunião para discutir, obviamente, a imensa oportunidade que está diante dessas empresas de petróleo neste momento”, afirmou ela.
“Venda de volumes de petróleo”
Momentos depois das declarações, a Venezuela informou que negocia com os Estados Unidos a “venda de volumes” de petróleo.
“Está em curso uma negociação com os EUA para a venda de volumes de petróleo, no âmbito das relações comerciais que existem entre ambos os países”, indicou em comunicado a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), destacando que o modelo seria semelhante ao seu acordo com a Chevron, única grande empresa petrolífera dos EUA que ainda opera no país
“Esse processo se desenvolve sob esquemas semelhantes aos vigentes com empresas internacionais”, acrescentou a companhia.
Uma fonte do setor petrolífero disse, sob anonimato, à AFP que também está previsto o levantamento de certas sanções no setor.
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Na terça-feira, Trump havia anunciado que o governo interino de Delcy Rodríguez entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. As receitas serão “controladas” por ele, precisou.
“As autoridades interinas na Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sancionado, aos Estados Unidos”, avaliados em US$ 2,8 bi aos preços atuais de mercado, publicou o presidente americano em sua plataforma Truth Social.
Um agente federal de imigração da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) matou a tiros uma mulher de 37 anos em Minneapolis durante uma operação nesta quarta-feira, enquanto o governo do presidente Donald Trump intensifica a repressão à imigração ilegal. Os detalhes do tiroteio permanecem obscuros, com relatos conflitantes de autoridades locais e federais.
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Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna, afirmou em um comunicado que um agente abriu fogo depois que uma mulher “usar seu veículo como arma” numa tentativa de matar agentes federais. O prefeito Jacob Frey classificou o relato dela como “besteira” em uma coletiva de imprensa, descrevendo o tiroteio como “um agente usando seu poder de forma imprudente, o que resultou na morte de alguém”. Autoridades municipais contestaram essa versão, descrevendo o tiroteio como uma reação exagerada.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que “nada indicava que essa mulher era alvo de qualquer investigação ou atividade policial”. Ele afirmou que ela parecia estar usando seu carro para bloquear uma rua onde agentes de imigração estavam presentes.
Agentes federais de imigração estiveram envolvidos em vários tiroteios nos últimos meses, inclusive nas áreas de Chicago e Los Angeles. Pelo menos 10 incidentes deste tipo foram noticiados pela imprensa desde que Trump retornou à Presidência.
Trump afirmou que o disparo parece ter sido em legítima defesa e acusou a vítima de atropelar o agente “violentamente”. “A mulher que dirigia o carro estava muito desordeira, obstruindo e resistindo, e então, de forma violenta, intencional e cruel, atropelou o agente do ICE, que parece ter atirado nela em legítima defesa”, disse Trump no Truth Social.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, abordou brevemente o tiroteio durante uma coletiva de imprensa não relacionada em Brownsville, no Texas, e descreveu o incidente como “um ato de terrorismo doméstico”.
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Centenas de pessoas enfurecidas se reuniram no bairro onde ocorreu o tiroteio. Algumas assobiavam em sinal de desafio contra o ICE, enquanto outras gritavam com os policiais. Venus DeMars, moradora do quarteirão, disse que a violência foi devastadora.
— A gente se sente tão impotente — disse ela sobre a presença dos agentes do ICE na cidade.
Três vídeos do tiroteio, publicados nas redes sociais, mostram dois agentes federais tentando fazer com que uma mulher saia de um veículo que está parcialmente bloqueando um cruzamento. A motorista dá ré e, em seguida, avança. Um terceiro agente saca uma arma, aponta para a motorista e dispara três vezes.
Os Estados Unidos interceptaram e abordaram nesta quarta-feira dois navios-tanque da “frota fantasma”, um no Oceano Atlântico Norte e outro em águas internacionais perto do Caribe, informou a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem. Um dos petroleiros apreendidos vinha sendo perseguido pela Guarda Costeira americana havia cerca de duas semanas, desde que tentou escapar do bloqueio imposto pelos EUA a petroleiros sancionados que operam nas proximidades da Venezuela. A embarcação, anteriormente conhecida como Bella I e rebatizada de Marinera, tem bandeira russa e estava ligada à Venezuela.
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Segundo autoridades americanas ouvidas pela imprensa, a abordagem ocorreu sem resistência por parte da tripulação e não havia navios russos nas proximidades no momento da operação, o que evitou um possível confronto direto entre as forças dos dois países.
O Bella I foi apreendido no Atlântico Norte em uma operação conduzida pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio das Forças Armadas, e teve o controle transferido a autoridades americanas. Segundo Noem, as duas operações foram realizadas antes do amanhecer de hoje e ambas as embarcações — o navio-tanque Bella I e o navio-tanque Sophia — estavam atracadas na Venezuela ou a caminho do país sul-americano.
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Em uma publicação no X, a secretária classificou as operações como “duas abordagens seguras e eficazes com poucas horas de diferença”. “Os criminosos do mundo estão avisados. Podem fugir, mas não podem se esconder. Jamais desistiremos de nossa missão de proteger o povo americano e interromper o financiamento do narcoterrorismo onde quer que o encontremos, ponto final”, escreveu Noem.
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O Bella 1 foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por envolvimento no transporte de petróleo considerado ilícito, incluindo cargas associadas a empresas ligadas ao grupo Hezbollah, segundo autoridades americanas. O navio teria iniciado sua viagem no Irã e seguia em direção à Venezuela para carregar petróleo quando foi interceptado pela Guarda Costeira no Caribe, em dezembro. Na ocasião, os EUA afirmaram possuir um mandado judicial de apreensão, alegando que a embarcação navegava sem bandeira nacional válida. A tripulação recusou a abordagem e seguiu para o Atlântico, dando início à perseguição.
Durante a fuga, a embarcação pintou de forma improvisada uma bandeira russa no casco, mudou seu nome para Marinera e passou a constar no registro oficial de navios da Rússia — uma manobra que passou a complicar o enquadramento jurídico da operação americana. Moscou apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA interrompessem a perseguição e afirmou que o navio operava em conformidade com o direito marítimo internacional.
Pelo menos 3.000 turistas foram evacuados devido a incêndios que consumiram milhares de hectares de floresta em diversas partes da Patagônia argentina, informaram as autoridades nesta quarta-feira, um ano após os piores incêndios florestais da região em três décadas. O governador de Chubut, uma das províncias mais atingidas, afirmou que um dos maiores incêndios foi provocado intencionalmente.
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“Evacuamos mais de 3.000 turistas que estavam na área […] Os desprezíveis responsáveis ​​pelos incêndios irão para a cadeia”, disse o governador Ignacio Torres a repórteres, referindo-se à cidade turística de Puerto Patriada, ao norte do Lago Epuyén, a cerca de 1.700 km a sudoeste de Buenos Aires.
O incêndio começou nesta segunda-feira perto desta vila andina de cerca de 50 moradores permanentes e, em poucas horas, se alastrou rapidamente devido à seca e aos fortes ventos. Nesta quarta-feira, o incêndio já havia afetado pelo menos 2.000 hectares, informou o governo provincial em comunicado.
O fogo “foi iniciado com um acelerante ou gasolina, o que determina que alguém realmente teve a intenção de iniciar o incêndio”, disse o procurador Carlos Díaz Mayer. Torres anunciou uma recompensa de 50 milhões de pesos (cerca de R$ 184 mil) por informações que levem à descoberta do foco do incêndio.
Além de Chubut, há incêndios florestais nas províncias patagônicas de Neuquén, Santa Cruz e Río Negro, e na zona sul de Buenos Aires, de acordo com a Agência Federal de Emergências. Centenas de bombeiros combatem o incêndio com o apoio de helicópteros e seis aviões-tanque.
As altas temperaturas, os ventos fortes e a seca representam um cenário de risco no início de 2026, no verão do Hemisfério Sul, levando o Serviço Nacional de Gestão de Incêndios a emitir um alerta vermelho para incêndios florestais em oito províncias do centro e sul da Argentina até sexta-feira. Os moradores da Patagônia andina têm lembranças terríveis de janeiro e fevereiro de 2025, quando quase 32 mil hectares foram consumidos pelo fogo.
Naquele ano, “a área queimada quadruplicou em comparação com a temporada anterior e, devido à sua enorme magnitude e impacto, esses foram os piores incêndios florestais da região nas últimas três décadas”, disse à AFP Hernán Giardini, coordenador do Programa Florestal do Greenpeace Argentina.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira o general Javier Marcano Tábata, comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela e responsável pela segurança do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado no sábado em uma ação militar dos Estados Unidos em Caracas.
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Delcy foi empossada na segunda-feira como presidente interina da Venezuela e se tornou a primeira mulher a governar o país sul-americano. A líder chavista era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. Após a ação militar americana, a Suprema Corte venezuelana lhe ordenou que assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado, e as Forças Armadas reconheceram sua nomeação no domingo. A líder chavista afirmou em seu discurso que assume o cargo em “tempos terríveis de ameaça à estabilidade e à paz da nação”.
— Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos — disse Delcy em seu juramento, em referência a Maduro e Flores, detidos em Nova York. — Venho também com honra jurar em nome de todos os venezuelanos.
Ao assumir o poder como presidente interina, Delcy não dá seguimento à sucessão presidencial em si, de vice-presidente para chefe de Estado oficialmente. Isso significa que a líder chavista, aliada de Maduro, ocupa o cargo de forma transitória até que o presidente regresse ao poder. Especialistas jurídicos ressaltam que esse movimento faz parte da estratégia legal para que Maduro possa alegar no tribunal americano que é chefe de Estado de um país, portanto, imune às acusações da Justiça dos EUA.
Em atualização.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia “ativamente” com sua equipe a compra da Groenlândia da Dinamarca, segundo informou nesta quarta-feira a Casa Branca, que não descartou a opção militar para que os Estados Unidos anexem esse território rico em recursos e de grande interesse geoestratégico. A declaração ocorre após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar a parlamentares sobre a intenção de compra do presidente, e não de invasão do território.
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— É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento — respondeu a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, a uma pergunta sobre uma possível oferta dos Estados Unidos para comprar o território autônomo.
Perguntada sobre por que Trump não descartava uma ação militar contra um membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Leavitt respondeu:
— Isso não é algo que este presidente faça. O presidente Trump sempre tem todas as opções sobre a mesa.
Mais cedo, a reunião no Congresso de Rubio tinha como foco a Venezuela, mas parlamentares demonstraram preocupação com as intenções do líder republicano em relação à Groenlândia, após declarações consideradas agressivas feitas nesta semana pelo presidente e por um assessor de alto escalão, Stephen Miller, disseram duas autoridades. Rubio, porém, não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra da Groenlândia.
Trump passou décadas em Nova York como incorporador imobiliário, e um de seus principais enviados diplomáticos, Steve Witkoff, vem da mesma área. O republicano cobiça a Groenlândia desde o primeiro mandato, também por causa de seu potencial de riqueza em minerais críticos. A ilha é um território autônomo e pouco povoado, sob soberania da Dinamarca, país-membro da Otan, a aliança militar do Ocidente. A Dinamarca estabeleceu controle colonial sobre a região no século XVIII e concedeu autonomia ao território no século XX.
Na terça-feira, líderes de seis países da Otan divulgaram, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, uma declaração conjunta incomum para rebater as afirmações de Trump de que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia. Alinharam-se à Dinamarca Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia — todos aliados próximos de Washington —, afirmando:
“A segurança no Ártico deve ser alcançada de forma coletiva, em conjunto com aliados da Otan, incluindo os EUA, respeitando os princípios da Carta da ONU, entre eles a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Esses são princípios universais, e não deixaremos de defendê-los. A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre questões que digam respeito à Dinamarca e à Groenlândia”.
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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, por sua vez, afirmou que Trump não descartou uma invasão americana da Groenlândia. Em nota, ela destacou que o republicano “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos EUA”, sendo “vital para dissuadir” seus adversários na região do Ártico. Para isso, disse, Trump e sua equipe “discutem uma série de opções para perseguir esse importante objetivo de política externa e, claro, o uso das Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição”.
Alguns parlamentares manifestaram preocupação com os planos declarados por Trump. Na noite de terça-feira, a senadora Jeanne Shaheen, democrata de New Hampshire, e o senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, divulgaram uma declaração conjunta afirmando que o governo deve respeitar seus aliados. Eles disseram que, quando autoridades deixam claro que a Groenlândia não está à venda, “os EUA devem honrar suas obrigações decorrentes de tratados e respeitar a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca”:
“Qualquer sugestão de que nosso país submeteria um aliado da Otan a coerção ou pressão externa mina os próprios princípios de autodeterminação que a aliança existe para defender”, acrescentaram os dois, que lideram o Grupo de Observadores da Otan no Senado.
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No domingo, Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One que “a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte”, sem apresentar provas. Rússia e China são potências ativas no Círculo Polar Ártico, mas a Groenlândia não está cercada por embarcações desses países. Atualmente, são os EUA que mantêm uma base militar no território. O vice-presidente americano, JD Vance, visitou a base no ano passado, acompanhado da esposa, Usha.
A Estratégia de Segurança Nacional do segundo governo Trump afirma que a dominação do Hemisfério Ocidental é uma prioridade máxima. Isso ficou ainda mais evidente com a campanha de pressão militar de meses conduzida por Trump contra a Venezuela e a captura, no sábado, por tropas americanas, de Nicolás Maduro, líder do país, e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque letal. Trump também disse no início do ano passado que planejava adquirir o Canadá.
No domingo, após a captura de Maduro, a esposa de Stephen Miller, Katie, publicou um mapa com o contorno da Groenlândia coberto com a bandeira americana, e os dizeres “em breve”, sugerindo que o território seria o próximo alvo. A postagem levou o chefe do governo groenlandês, Jens Frederik Nielsen, a escrever: “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos às discussões. Mas isso deve ser feito pelos canais adequados e com respeito ao direito internacional”.
Em atualização.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que o governo americano estruturou um plano em três fases para a Venezuela após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado. Segundo Rubio, a primeira etapa do plano é a estabilização do país, com foco em evitar que a situação venezuelana se transforme em um cenário de caos. Em seguida, disse o secretário, ocorrerá a fase de recuperação, que incluirá a garantia de acesso justo de empresas americanas, ocidentais e de outros países ao mercado venezuelano, além de ações voltadas à reconciliação nacional.
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— O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos — disse, acrescentando que parte da estabilização inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional. — Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barras de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nas descontos que a Venezuela estava recebendo.
Durante essa segunda fase, explicou Rubio, a intenção é promover a libertação de opositores presos, conceder anistias e iniciar o processo de reconstrução da sociedade civil. Finalmente, de acordo com o ele, a terceira etapa será a transição política no país. O secretário destacou que o plano tem como objetivo estruturar um caminho claro após a recente intervenção que culminou com a remoção de Maduro do comando do governo venezuelano.
Rubio afirmou que os venezuelanos estão cooperando após apreensão de petroleiro no Caribe pelas forças americanas, que ainda apreenderam outra embarcação vazia pouco antes, no Atlântico. Segundo ele, a Venezuela solicitou que o óleo apreendido nesta quarta-feira seja incluído nas negociações com os EUA.
— [Caracas] quer que o petróleo apreendido faça parte do acordo para que Washington controle a venda de petróleo venezuelano — disse Rubio a jornalistas.
Um tribunal dos Países Baixos declarou inválido o matrimônio de um casal porque os votos, gerados por inteligência artificial (IA), não incluíam as fórmulas legais obrigatórias. O casamento foi realizado em abril do ano passado em Zwolle, no norte do país. Como queria uma cerimônia civil, o casal pediu a um amigo que a celebrasse. O amigo recorreu ao ChatGPT para redigir os votos.
No entanto, segundo uma sentença proferida na terça-feira (6) pelo tribunal de Zwolle, um requisito essencial foi ignorado: a inclusão de uma declaração legal na qual os contratantes afirmam que cumprirão todas as obrigações legais decorrentes do casamento.
“A declaração acima mencionada mostra que o homem e a mulher não fizeram referência ao artigo 1:67, nº 1, do Código Civil holandês”, destacou o tribunal.
O artigo diz, em tradução livre: “Os futuros cônjuges devem declarar perante o Oficial do Registro Civil e na presença de testemunhas que se aceitam mutuamente como marido e mulher e que cumprirão fielmente todos os deveres que a lei lhes impõe em seu estado civil”.
O texto, gerado por IA, incluía alusões a “rir juntos, crescer juntos e se amar, aconteça o que acontecer”, entre outras expressões, mas omitia a declaração legal obrigatória, razão pela qual o tribunal decidiu anular o matrimônio.
“Isso significa que a certidão de casamento foi registrada erroneamente no registro civil”, indicou o tribunal.
De acordo com o Dutch News, um portal do pais, o casal argumentou que o oficial civil presente na cerimônia não apontou o descumprimento na ocasião, enquanto o casamento era realizado. Os dois ainda negaram terem a intenção de cometer esse erro.
Apesar disso, o tribunal permitiu que o casal mantivesse a data inicial do casamento como a do seu matrimônio legal.
O interesse manifesto do presidente dos EUA, Donald Trump, em anexar a Groenlândia, embora possa parecer absurdo, revive antigas ambições de Washington, que já tentou anexar esse território estratégico nos séculos XIX e XX. Para o republicano, o controle da maior ilha do mundo é uma questão estratégica para o seu país, tendo insinuado inúmeras vezes que poderia apelar ao poder militar para tomar à força o território autônomo e pouco povoado, sob soberania da Dinamarca, país-membro da Otan(a Organização do Tratado do Atlântico Norte).
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Diante disso, o flerte expansionista de Trump, seja ele real ou bravata, esbarra mais uma vez em algo maior e mais complexo: a própria Otan. Fundada em 1949, a organização conta hoje com 32 membros, que desde a Segunda Guerra Mundial nunca se enfrentaram militarmente — em 2020, Grécia e Turquia tiveram uma tensa disputa de fronteira, mas a questão foi resolvida no âmbito diplomático. A postura de Trump traz um cenário inédito para o grupo transatlântico.
De acordo com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, não restam dúvidas, um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar do Ocidente. Os dinamarqueses estabeleceram controle colonial sobre a região no século XVIII e concedeu autonomia ao território no século XX.
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Na segunda-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente americano pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território, mesmo que este não esteja à venda. A declaração foi feita em uma reunião de esclarecimento com integrantes das principais comissões de serviços armados e de política externa da Câmara e do Senado, segundo relatos de autoridades americanas. No mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha. Rubio, porém, não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra.
O magnata o cobiça a Groenlândia desde o primeiro mandato, também por causa de seu potencial de riqueza em minerais críticos. Conhecida como “tesouro do Ártico” por suas riquezas naturais e posição geoestratégica, a ilha contém abundantes recursos naturais ainda inexplorados (como hidrocarbonetos e terras raras). Com uma área de quase 2,2 milhões de quilômetros quadrados — equivalente a quatro vezes o tamanho da Espanha —, dos quais cerca de 80% estão cobertos por uma camada de gelo, esse vasto território situado entre o Atlântico e o Ártico tem apenas 57 mil habitantes, sendo uma das regiões menos densamente povoadas do planeta.
O Serviço Geológico dos EUA estima que a região do Ártico abrigue até 90 bilhões de barris de petróleo, 47,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 44 bilhões de barris de gás natural liquefeito (GNL). Também é rica em terras raras, que podem ser aproveitadas na fabricação de chips de última geração, um mercado hoje dominado pela China.
O que diz o estatuto da Otan?
O Artigo 5 da Otan determina que um ataque contra um de seus integrantes deve ser considerado uma ofensiva contra toda a aliança, o que pressupõe uma reação conjunta. O dispositivo não faz referência direta a situações nas quais a agressão parte de um próprio membro, nem estabelece distinção clara entre ameaças internas e externas. Na prática, o tratado não inclui uma previsão específica para conflitos entre aliados, deixando esse cenário aberto a leituras e interpretações.
Segundo especialistas, como o Tratado do Atlântico Norte não traz disposições explícitas sobre a condução de um conflito entre países-membros, as consequências de uma escalada desse tipo não são totalmente claras. Eles afirmam, porém, que o próprio texto do acordo oferece diretrizes que poderiam embasar uma resposta possível — ainda que passível de controvérsia.
Avalia-se que, em um cenário hipotético no qual um país da Otan ataque outro membro da aliança, haveria a possibilidade de o Artigo 5 ser acionado. Ainda assim, os desdobramentos dependeriam de qual Estado fosse identificado como o “agressor”, isto é, o responsável por iniciar o confronto. Eles destacam que, na prática, atribuir com precisão quem deu o primeiro passo em uma escalada militar costuma ser um processo complexo — inclusive para os próprios atores envolvidos.
A aliança militar transatlântica
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Trump expressou dúvidas nesta terça-feira de que seus parceiros do tratado de defesa do Atlântico Norte apoiem os Estados Unidos caso precisem deles, de acordo com uma publicação na quarta-feira em sua rede Truth Social.
“Estaremos sempre lá para a OTAN, mesmo que eles não estejam lá para nós”, escreveu ele, um dia depois de a Casa Branca garantir que a via militar está entre as formas possíveis de conseguir a anexação da Groenlândia.
Ele repete em sua mensagem que os gastos militares de muitos membros da OTAN eram insuficientes até que ele interveio. “Os Estados Unidos pagavam tolamente por eles! Com todo o respeito, eu os fiz chegar a 5% do PIB” destinado ao orçamento de defesa, afirmou.
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Há anos, Trump é crítico à Otan. Ele reclamava, antes, da falta de investimento em defesa por parte do Canadá e dos países europeus, e durante o seu primeiro mandato ameaçou se retirar da aliança se os demais membros não aumentassem os gastos militares. Também disse durante a campanha presidencial de 2024 que não seguiria a cláusula de defesa coletiva se os sócios da aliança militar ocidental não cumprissem as metas de desembolso, afirmando que incentivaria a Rússia a fazer “o que diabos quiser” com a Ucrânia.
Ao longo da História, os Estados Unidos têm arcado com mais de 60% do orçamento da Otan. Durante muitos anos, poucos integrantes cumpriram a meta de destinar 2% do PIB à defesa — em 2014, apenas três países atingiam esse patamar. Esse quadro mudou em 2024: após dois anos de guerra na Ucrânia, 23 membros passaram a cumprir o objetivo.
Os defensores da aliança reconhecem que a Europa se beneficiou de décadas de gastos militares reduzidos, o que permitiu priorizar políticas de bem-estar social em vários países. Ao mesmo tempo, argumentam que Washington também foi favorecido pelo compartilhamento do esforço de segurança, pela queda nos custos de vigilância em meio ao mais longo período de paz do continente e pelo fortalecimento de sua posição como principal potência na Europa.
Um helicóptero privado caiu nesta quarta-feira em um centro recreativo de esqui na região de Perm, na Rússia, deixando duas pessoas mortas, segundo autoridades russas e imagens divulgadas pelas equipes de resgate.
O acidente ocorreu no Ashatli Park, no distrito de Bardymsky, quando a aeronave, ao tentar decolar sobre uma área com cabos de teleférico, ficou presa nos cabos e caiu violentamente na neve, quebrando sua estrutura. Equipes de emergência foram enviadas ao local, mas os ocupantes do helicóptero não sobreviveram ao impacto. Imagens que circulam nas redes sociais mostram momento da queda.
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As vítimas foram identificadas, em relatos da imprensa local, como Ilyas Gimadutdinov, 41 anos, fundador da transportadora Tattranskom, e Elmir Konrad, 40 anos, executivo da mesma empresa, que visitavam o resort no momento da tragédia.
Autoridades russas afirmaram que não houve danos relatados no solo e que as causas do acidente ainda estão sob investigação pelas equipes de segurança aérea, que trabalharão para determinar se fatores como condições climáticas ou autorização de voo influenciaram o episódio. O resort de esqui foi temporariamente fechado após o acidente.
O caso segue sob apuração, em meio à mobilização de equipes locais para coleta de provas e depoimentos enquanto familiares e colegas das vítimas começam a ser informados e assistidos pelas autoridades.

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