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O governo dos EUA declarou em dezembro que buscava “estabilidade estratégica com a Rússia”. O objetivo colidiu frontalmente com uma prioridade ainda maior de Donald Trump: demonstrar o poder americano. Na quarta-feira, Washington tomou uma de suas medidas mais provocativas contra Moscou desde que o republicano retornou à Casa Branca, apreendendo um navio petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte, em uma operação militar que envolveu uma aeronave P-8 da Marinha, especializada em caça a submarinos, e as poderosas aeronaves de ataque AC-130.
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Pressão militar: EUA apreendem petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela no Atlântico e outro no Caribe
Autoridades dos EUA disseram que a operação visava reforçar o bloqueio às exportações de petróleo venezuelano e descreveram o petroleiro, que fugia das autoridades americanas há mais de duas semanas, como “apátrida”. Mas para a Rússia, que havia solicitado formalmente aos Estados Unidos que interrompessem a perseguição ao navio, a medida representou a mais recente afronta de um presidente que não hesita em cercear os interesses russos quando lhe convém.
— Isto é pirataria do século XXI — disse Leonid Slutsky, um influente parlamentar russo, à agência de notícias estatal Tass.
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O episódio mostrou como os esforços de Trump para cortejar o líder russo, Vladimir Putin, ao mesmo tempo em que afirma a dominância global americana, são repletos de contradições e representam riscos para ambos os lados.
Por um lado, a adoção de Trump pelo uso da força para promover o que ele vê como interesses nacionais combina com a concepção de Putin de uma ordem mundial dominada e dividida por grandes potências. Mas o foco de Trump na força também escalou tensões com a Rússia em regiões como a América Latina, onde Putin tem buscado estender sua influência — e ressaltou as fraquezas globais de Moscou, atolada na Ucrânia.
— Quantos problemas Trump resolve para Putin? Para mim, pouquíssimos — disse Michael Kimmage, diretor do Instituto Kennan em Washington, um centro de pesquisa sobre a ex-União Soviética. — Parece que ele cria muito mais problemas do que resolve.
EUA apreendem petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela no Atlântico
Apesar de suas extensas conversas com Putin, Trump até agora não forçou a Ucrânia a capitular para uma vitória russa, e continuou a compartilhar inteligência americana valiosa com Kiev. Na Europa, argumentou Kimmage, a discórdia de Trump com os líderes ocidentais pode ser satisfatória aos olhos do Kremlin — mas o aumento do investimento europeu em sua própria defesa, como resultado disso, é um desenvolvimento menos agradável para Moscou.
Na Venezuela, aliada de longa data do Kremlin, o ataque de sábado validou a visão de mundo de esferas de interesse de Putin, mas também destacou a incapacidade da Rússia de ajudar seus parceiros. A captura de Nicolás Maduro, o líder venezuelano, foi o golpe mais recente contra um governante próximo a Moscou, ocorrendo logo após os ataques aéreos dos EUA no Irã e, antes de Trump retornar à presidência, a queda do líder sírio Bashar al-Assad em dezembro de 2024.
— Parece que aquelas defesas aéreas russas não funcionaram tão bem assim, não é? — disse o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um discurso no Estaleiro Naval de Newport News, na Virgínia, na segunda-feira, referindo-se ao armamento russo no arsenal da Venezuela.
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Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, disse que o relacionamento pessoal de Trump com Putin e com o presidente chinês, Xi Jinping, “continuará” apesar de quaisquer tensões sobre a Venezuela. Mas em uma postagem em redes sociais na quarta-feira, na qual criticava a Noruega por sua falta de um Prêmio Nobel da Paz, Trump deixou claro que via seus relacionamentos com esses líderes através das lentes do poder militar.
“A única nação que a China e a Rússia temem e respeitam são os EUA RECONSTRUÍDOS POR DJT”, escreveu Trump, usando suas iniciais.
Durante a maior parte de seu segundo mandato, Trump buscou uma acomodação com Putin, mesmo quando o líder russo rejeitou os esforços dos EUA para forjar um compromisso para interromper os combates na Ucrânia. Em dezembro, a Casa Branca codificou essa abordagem em sua atualização de seu principal documento de política externa, a Estratégia de Segurança Nacional, que descreveu o fim da guerra na Ucrânia e a conquista da “estabilidade estratégica com a Rússia” como uma prioridade máxima.
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No Hemisfério Ocidental, a abordagem dos EUA em relação à Rússia tem sido mais confrontadora. Autoridades americanas descreveram a Rússia como um dos adversários dos EUA que usou sua parceria com a Venezuela para expandir sua influência pela América Latina — uma dinâmica que a captura de Maduro pelos EUA supostamente deve interromper.
Os Estados Unidos estão pressionando o governo interino venezuelano para expulsar espiões e pessoal militar da China, Rússia, Cuba e Irã, informou o The New York Times. E, ao aplicar seu bloqueio naval às exportações de energia venezuelanas, Washington está desafiando o sistema de navios da “frota fantasma” em que a Rússia e outros países sancionados confiam para vender seu petróleo.
Na quarta-feira, os militares dos EUA tomaram medidas extraordinárias para apreender um petroleiro que havia escapado das autoridades americanas após ser parado no Caribe a caminho de buscar petróleo na Venezuela. Em um esforço de última hora para evitar a apreensão, o navio, anteriormente conhecido como Bella 1, começou a hastear a bandeira russa. A Rússia enviou pelo menos um navio militar para escoltar o petroleiro e fez um pedido diplomático formal pedindo aos EUA que parassem a perseguição.
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Mas essas medidas não dissuadiram os americanos, que enviaram aviões de guerra de bases no Reino Unido na operação para abordar o navio. Leavitt disse que a tripulação poderia ser levada aos EUA para processo judicial.
A Rússia protestou que a apreensão violou o direito internacional e exigiu que os cidadãos russos a bordo fossem libertados o mais rápido possível. No entanto, o governo russo não ameaçou com consequências, e Putin e seus militares não comentaram imediatamente sobre a captura do navio.
Foi um sinal de que Moscou estava tentando manter as tensões sob controle, como fez após as críticas de Trump a Putin no último ano ou após outras ações dos EUA que desafiaram a influência global da Rússia, como os ataques contra o Irã. Ao fazer isso, a Rússia buscou manter a porta aberta para um acordo favorável sobre a Ucrânia com Trump. Mas isso também revelou os limites de seu próprio poder.
— A Rússia não é o tipo de país que pode contar puramente com a força coercitiva — disse Kimmage. — Essa é a contradição de Putin e, ironicamente, Trump talvez esteja ajudando a revelar essa contradição.
O rei da Espanha, Felipe VI, foi o monarca europeu com mais dias de compromissos oficiais em 2025, ao somar 192 dias de trabalho ao longo do ano. Os dados constam de um relatório divulgado neste domingo (4) pela plataforma especializada Ufo No More, dedicada ao acompanhamento da atividade institucional das famílias reais europeias. O resultado contraria uma das críticas mais frequentes às monarquias, segundo a qual seus membros não manteriam uma agenda compatível com os recursos públicos que recebem.
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Felipe VI superou o príncipe Alberto II de Mônaco, que havia liderado o ranking no ano anterior, consolidando a monarquia espanhola como a mais ativa da Europa em número de dias oficiais de trabalho. Em comparação com 2024, o soberano espanhol ampliou sua agenda em quatro dias. Junho foi o mês de maior intensidade, com 24 dias dedicados a compromissos institucionais.
Ao considerar o conjunto da família real, a Espanha acumulou 216 dias de trabalho em um calendário de 253 dias úteis, reforçando o peso da Casa Real no cenário político e social do país. Confira o relatório completo aqui!
Letizia lidera entre as consortes europeias
Apesar de ocupar apenas a oitava posição no ranking geral, a rainha Letizia destacou-se como a consorte mais ativa entre todas as monarquias europeias. Em 2025, ela cumpriu 121 dias de compromissos oficiais, superando figuras como a princesa Victoria da Suécia, a rainha Mary da Dinamarca e a princesa de Gales, Kate. O estudo observa que sua posição mais baixa na lista geral decorre do fato de o ranking priorizar chefes de Estado e herdeiros diretos, mas ressalta o volume expressivo de funções exercidas pela consorte espanhola.
A princesa Leonor e a infanta Sofia não aparecem na lista principal. A herdeira do trono cumpre a formação militar obrigatória, enquanto a irmã mais nova cursa graduação em Lisboa. Ainda assim, ambas desempenharam, em média, cerca de dez dias de funções oficiais ao longo do ano. Já a rainha emérita Sofia manteve presença regular em eventos institucionais, com 36 dias de compromissos registrados.
O segundo lugar do ranking ficou com o príncipe Alberto II de Mônaco, que somou 165 dias de trabalho em 2025 — uma queda de 43 dias em relação ao ano anterior. A redução chama atenção por ocorrer justamente no ano em que o principado celebrou os 20 anos de seu reinado. A princesa Charlene contabilizou 72 dias de atividade, três a mais do que em 2024.
O pódio é completado pelo príncipe herdeiro Haakon, da Noruega, com 156 dias de compromissos oficiais. O aumento de sua atuação está diretamente ligado à redução permanente da agenda do rei Haroldo V, de 88 anos, por razões de saúde. O monarca norueguês registrou 108 dias de trabalho e ficou em posição intermediária no ranking. A princesa Mette-Marit teve apenas 59 dias de atividade, em um ano marcado por questões de saúde e por problemas judiciais envolvendo seu filho mais velho.
Na sequência aparecem o rei Philippe, da Bélgica, com 139 dias, e o rei Carlos XVI Gustavo, da Suécia, com 131. Entre as mulheres, além de Letizia, a princesa Victoria da Suécia destacou-se como a segunda mais ativa, com 119 dias de compromissos.
O levantamento inclui ainda os príncipes de Gales. William ocupou a 14ª posição, com 109 dias úteis, número significativamente maior do que em 2024, quando reduziu a agenda para acompanhar o tratamento oncológico de Kate. A princesa de Gales aparece no 25º lugar, com 52 dias de trabalho, mesmo ainda em recuperação após anunciar a remissão do câncer. O relatório não apresenta dados sobre o rei Charles III e a rainha Camilla, sem justificar a ausência, embora informações paralelas indiquem que o monarca britânico tenha alcançado em 2025 um recorde pessoal de compromissos.
A Ufo No More é uma plataforma europeia especializada no monitoramento sistemático das atividades públicas das casas reais, com base em agendas oficiais divulgadas por palácios e governos. O relatório anual reúne e compara os dias de compromissos institucionais cumpridos por reis, rainhas, herdeiros e consortes, oferecendo um panorama detalhado do nível de atuação das monarquias no espaço público europeu.
O último golpe ocorreu no bairro de Recoleta, em Buenos Aires, onde morava a mulher de quem ela deveria cuidar. Primeiro, a suspeita conquistou a confiança da vítima. Aproveitou os momentos em que realizava serviços de limpeza para identificar os locais onde a dona da casa guardava dinheiro e objetos de valor e, depois, no momento oportuno, roubou tudo o que conseguiu. Para não ser descoberta, como fazem as chamadas “viúvas-negras”, drogou a vítima com soníferos misturados aos medicamentos de uso regular e, em seguida, fugiu com o butim.
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Não era a primeira vez. Segundo fontes da Polícia da Cidade ouvidas pelo La Nacion, tratava-se de um modus operandi utilizado ao menos em outras três ocasiões.
A investigada, Soledad Verónica G., de 36 anos, foi detida nas últimas horas quando retornava à sua residência em Villa Albertina, no município de Lomas de Zamora. A prisão foi realizada por detetives da Divisão de Crimes contra a Saúde e a Segurança Pessoal da Polícia da Cidade, que já acompanhavam seus passos. O caso é conduzido pelo juiz nacional do foro criminal e correcional Martín Peluso.
— O modus operandi era sempre o mesmo. A suspeita chegava para trabalhar por recomendação de alguma pessoa. Primeiro fazia serviços de limpeza e, depois, também era contratada para cuidar de idosos. Uma vez que conquistava a confiança, roubava dinheiro e objetos de valor. Para concretizar o plano criminoso, drogava as vítimas e as deixava dormindo — disse um detetive que participou da investigação.
Os investigadores iniciaram as apurações no começo do mês passado, após o último roubo atribuído a Soledad Verónica G., ocorrido em Recoleta.
“A investigação permitiu estabelecer que a imputada utilizava uma modalidade criminosa reiterada, consistente em ganhar a confiança de pessoas da terceira idade, a quem assistia na condição de cuidadora e funcionária de limpeza, para depois lhes fornecer substâncias psicotrópicas e/ou soníferas, aproveitando-se do estado de indefesa das vítimas para se apropriar ilegalmente de bens e valores”, informou-se oficialmente.
Com o avanço das diligências, foi identificado o endereço da suspeita, em Villa Albertina. O juiz Peluso autorizou a busca no imóvel e decretou a prisão da investigada. A operação foi realizada no dia 23 de dezembro.
“No dia da operação, a suspeita não estava em casa, mas o pessoal policial apreendeu psicofármacos e prescrições médicas, elementos considerados de relevante interesse para a investigação”, disseram fontes do caso.
As investigações prosseguiram, com vigilância discreta nas imediações da residência. Anteontem, os policiais flagraram Soledad Verónica G. ao entrar no imóvel e efetuaram a prisão.
De acordo com informações obtidas pelo La Nacion junto a fontes da investigação, no caso de Recoleta — o mais recente atribuído à suspeita —, o contato entre vítima e cuidadora ocorreu por meio da indicação de uma pessoa ligada a uma operadora de saúde.
— A suspeita era contratada por indicação. Evidentemente, não roubou em todos os domicílios onde trabalhou — afirmou um investigador.
Nos próximos dias, o juiz Martín Peluso deverá definir a situação processual de Soledad Verónica G.
Três crianças ficaram gravemente feridas após caírem do andar superior de um ônibus escolar na tarde desta quarta-feira (7) em Ashton-in-Makerfield, na região metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Segundo a Polícia Metropolitana de Manchester (GMP), os alunos do ensino médio caíram por uma janela do último andar do veículo no período da tarde.
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De acordo com as autoridades, os ferimentos foram classificados como “potencialmente graves”, embora não haja, até o momento, indicação de risco de morte. As vítimas foram socorridas por equipes de emergência e levadas ao Hospital Infantil de Manchester; uma ambulância aérea chegou a pousar nas proximidades do local do acidente.
Investigação e atendimento às vítimas
O inspetor Simon Barrie, do distrito de Wigan da GMP, afirmou que a prioridade é garantir o atendimento adequado às crianças. “Este é um incidente grave que causará transtornos. Felizmente, não acreditamos que os ferimentos sejam fatais”, disse. Segundo ele, tudo indica, neste estágio inicial, tratar-se de “um acidente lamentável”, embora as circunstâncias ainda estejam sob investigação.
Em comunicado, a GMP informou que a apuração está em fase inicial e busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A Bolton Road chegou a ser interditada, provocando congestionamentos, especialmente no cruzamento com a Golborne Road, mas foi reaberta após as diligências iniciais dos agentes.
O vereador Danny Fletcher, do distrito de Ashton-in-Makerfield South, disse ter conversado com a polícia e relatou que algumas das crianças sofreram ferimentos que “podem mudar suas vidas”. Ele afirmou ainda ter entrado em contato com as escolas envolvidas para garantir apoio da prefeitura às famílias. “Meus pensamentos estão com as crianças e seus familiares”, declarou.
Moradores relataram a movimentação intensa de viaturas e ambulâncias no local. Uma vizinha disse ao Manchester Evening News que crianças contaram que a janela do último andar teria cedido antes da queda. A Transport for Greater Manchester (TfGM) confirmou o incidente, informou que três crianças foram levadas ao hospital e afirmou estar colaborando com a empresa de ônibus e com a polícia na investigação.
Uma auxiliar médica foi identificada como a excursionista morta após um ataque de puma no Colorado, nos Estados Unidos. Kristen Marie Kovatch, de 46 anos, caminhava nas proximidades de Glen Haven quando foi atacada pelo animal selvagem na trilha Crosier Mountain, na quinta-feira (1). A informação foi confirmada por autoridades locais na última semana.
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Segundo o Gabinete do Médico Legista do Condado de Larimer, a autópsia apontou que a causa da morte foi asfixia provocada pela compressão do pescoço. Dois pumas — um macho e uma fêmea jovens — foram encontrados nas imediações do corpo e acabaram sacrificados pelo Colorado Parks and Wildlife (CPW). A necropsia indicou a presença de DNA humano nas quatro patas do macho, enquanto a fêmea não apresentou vestígios. Ambos testaram negativo para raiva, de acordo com a porta-voz da agência, Kara Can Hoose.
Homenagens e trajetória profissional
O irmão da vítima, Jeffrey Kovatch, prestou homenagem nas redes sociais e afirmou que Kristen “morreu fazendo algo que amava profundamente”, ao caminhar e apreciar a natureza do Colorado. Em outra publicação, ele disse manter a esperança de que a tragédia seja “apenas um pesadelo”. Segundo ele, a irmã tinha diversos hobbies, era muito ligada à família e atuava como cuidadora dos pais idosos.
Kristen trabalhou como assistente médica em Fort Collins entre 2011 e 2021 e já havia atuado na Clínica Cardíaca e Vascular da UCHealth. Em nota à 9News, a instituição lamentou a morte e expressou solidariedade aos familiares. De acordo com a CBS News, ela também era corredora de ultramaratonas e gostava de cuidar de animais.
O CPW informou que dois excursionistas encontraram o puma sobre o corpo da vítima por volta do meio-dia do Ano Novo. Eles atiraram pedras para afastar o animal e, em seguida, constataram a morte. Um dos caminhantes era médico e não encontrou pulso. As três trilhas da região foram fechadas temporariamente para o trabalho das equipes de emergência e reabertas dias depois, com a manutenção de placas educativas sobre a presença de pumas.
As autoridades chegaram a procurar um terceiro animal, mas a operação foi encerrada. Segundo o CPW, este foi o primeiro ataque fatal de puma a um ser humano no Colorado em um século. Nos últimos 36 anos, foram registrados 28 ataques no estado. Nativos da região, os pumas podem se tornar mais visíveis no inverno. As orientações oficiais recomendam que caminhantes façam barulho, aparentem maior tamanho e se afastem lentamente caso encontrem o animal.
A morte de Drew Nickerson, de 13 anos, após um ataque de cães em Welshtown, na província canadense da Nova Escócia, provocou comoção na comunidade local e mobilizou homenagens nas redes sociais, nos últimos dias. O adolescente andava de bicicleta perto de uma residência quando foi atacado por dois cães da raça Cane Corso e um Rottweiler. Gravemente ferido, ele foi levado de helicóptero para um hospital em Halifax, mas não resistiu. Os três animais foram sacrificados após o episódio.
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Amigos e moradores organizaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a mãe do menino, Dawn Nickerson. A iniciativa foi criada por Trish Harris, amiga da família, na plataforma GoFundMe, com o objetivo de aliviar os custos financeiros e permitir que a mãe se concentre no luto. Até esta semana, a campanha havia ultrapassado 73 mil dólares em doações.
Mensagens de despedida e mobilização da comunidade
Desde a morte do filho, Dawn Nickerson tem compartilhado mensagens emocionantes nas redes sociais. Em uma das publicações, divulgou uma foto em que Drew beija sua bochecha, acompanhada da frase “Para sempre meu bebê”. Em outra, mostrou uma lata de refrigerante com um bilhete deixado pelo menino: “Oi mãe, eu te amo, tenha um bom dia”. Antes da tragédia, a mãe costumava publicar homenagens ao filho, descrevendo-o como respeitoso, atencioso e orgulhando-se do jovem que ele estava se tornando.
Na página da arrecadação, Harris descreveu Drew como um aluno popular e apaixonado por atividades ao ar livre. Segundo ela, o garoto compartilhava com a mãe o gosto por cavalos, corridas de caminhão, quadriciclos e esportes em contato com a natureza.
A polícia canadense informou que segue investigando o caso. De acordo com o sargento Mark Macpherson, as equipes analisam imagens de vídeo do dia do ataque, fazem buscas porta a porta e entrevistam moradores da região para compreender plenamente o que aconteceu. Em comunicado, ele afirmou que os donos dos cães têm cooperado com as autoridades, mas ainda não está definido se enfrentarão acusações criminais.
A morte de Drew abalou profundamente a pequena comunidade. O município do distrito de Shelburne declarou estar “profundamente consternado” com a perda e ofereceu condolências à família, amigos e colegas de classe. O Centro Regional de Educação dos Três Condados também se manifestou e informou que serviços de apoio psicológico e saúde mental serão disponibilizados aos estudantes e à comunidade escolar nos próximos dias.
A Justiça da Flórida retomou nesta semana o julgamento da pena de Harrel Braddy, de 76 anos, condenado pelo sequestro e assassinato de uma menina de cinco anos deixada em uma área infestada por jacarés nos Everglades. A seleção do júri começou nesta segunda-feira (5) no Tribunal do Circuito de Miami-Dade, após alterações recentes na lei estadual reabrirem a possibilidade de aplicação da pena de morte.
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Ex-ministro das Finanças de Gana é preso por agentes de imigração dos EUA
Braddy foi condenado em 2007 por homicídio em primeiro grau e sentenciado à morte pelo assassinato de Quatisha Maycock, ocorrido em novembro de 1998. Segundo o Miami Herald, o caso voltou à Justiça porque decisões posteriores da Suprema Corte dos Estados Unidos e da Suprema Corte da Flórida invalidaram sentenças impostas sem unanimidade do júri, exigindo um novo julgamento apenas sobre a pena.
Crime brutal nos Everglades
De acordo com os autos, Braddy conheceu Quatisha e a mãe da criança, Shandelle Maycock, em uma igreja. Após ter investidas românticas rejeitadas, ele sequestrou mãe e filha. Shandelle foi levada a um canavial isolado, onde foi estrangulada até perder a consciência e abandonada; ela sobreviveu ao conseguir pedir ajuda a um motorista.
A menina foi deixada viva nas proximidades da Interestadual 75, em um trecho conhecido como Alligator Alley, no condado de Broward. Braddy afirmou aos detetives que temia que a criança o identificasse e admitiu, segundo documentos judiciais, que “sabia” que ela provavelmente morreria. O corpo de Quatisha foi encontrado dois dias depois em um canal por pescadores.
A autópsia indicou que a criança sofreu mordidas de jacaré no peito e na cabeça enquanto ainda estava viva, embora possivelmente inconsciente. O braço esquerdo, ausente quando o corpo foi localizado, teria sido arrancado após a morte. O laudo concluiu que a causa do óbito foi traumatismo craniano contuso no lado esquerdo da cabeça.
No julgamento original, o então juiz Leonard E. Glick descreveu o crime como “uma traição às responsabilidades mais básicas dos adultos”, afirmando que “os adultos devem proteger as crianças dos monstros — não ser os monstros”.
Agora, Braddy pode novamente enfrentar a pena capital com base na lei estadual de 2023, que permite a condenação à morte com o voto de ao menos oito dos 12 jurados.
O ex-ministro das Finanças de Gana, Ken Ofori-Atta, considerado foragido pela Justiça ganesa, foi preso e colocado em detenção pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos). A informação foi confirmada nesta quarta-feira por seus advogados em Gana.
Segundo comunicado do escritório Menka-Premo, Osei-Bonsu, Bruce-Cathline and Partners, Ofori-Atta foi detido na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, em razão do status de sua permanência nos Estados Unidos. A defesa informou que a equipe jurídica americana do ex-ministro já está em contato com o ICE e espera que a situação seja resolvida “de forma expedita”.
Ele é alvo de 28 acusações de corrupção e crimes relacionados, apresentadas à revelia pelo Office of the Special Prosecutor. Ele vinha evitando a prisão em Gana e chegou a ser oficialmente declarado procurado pelas autoridades do país.
O Ministério Público de Gana já entrou com um pedido formal de extradição junto ao governo dos Estados Unidos, que aguarda resposta das autoridades americanas. Paralelamente, Ofori-Atta teve o nome incluído em um alerta vermelho da Interpol, medida que ele contesta judicialmente.
De acordo com seus advogados, o ex-ministro possui um pedido pendente de ajuste de status migratório, mecanismo que, pela legislação americana, permite a permanência legal no país mesmo após o vencimento do visto original. A defesa sustenta que esse procedimento é comum nos Estados Unidos.
Uma consulta ao sistema oficial de localização de detidos do ICE indica que Kenneth Nana Yaw Ofori-Atta está custodiado no ICE Caroline Detention Facility, localizado em Bowling Green, no estado da Virgínia.
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, ficaram feridos durante a incursão militar realizada pelos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro com o objetivo de capturá-los, afirmou nesta quarta-feira o ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano.
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De acordo com Diosdado Cabello, os dois sofreram ferimentos durante a operação.
“Naquele momento, Cilia foi ferida na cabeça e sofreu uma pancada no corpo, [e] o irmão Nicolás foi ferido em uma perna. Felizmente, eles estão se recuperando, mas as consequências do ataque traiçoeiro permanecem: 100 pessoas” mortas, disse o ministro em seu programa semanal de televisão.
Ministro ameaçado
Após a captura de Maduro, o governo dos Estados Unidos avisou a Cabello, que ele poderia estar no topo da lista de alvos de Washington caso não coopere com a presidente interina Delcy Rodríguez e não a ajude manter a ordem no país. A informação foi confirmada à agência Reuters por três pessoas familiarizadas com o assunto.
Considerado um dos principais nomes da ala dura do chavismo, Cabello controla as forças de segurança acusadas de abusos generalizados de direitos humanos. Apesar de ter sido acusado pela Justiça dos EUA de conspiração para o narcoterrorismo e de uso de armas para proteger o tráfico, o venezuelano ainda é um dos poucos leais a Maduro nos quais o presidente Donald Trump decidiu se apoiar para manter a estabilidade durante um período de transição.
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Raul ARBOLEDA / AFP
No entanto, autoridades americanas estariam especialmente preocupadas com a possibilidade de Cabello sabotar o processo, dado seu histórico de repressão e rivalidade com Delcy. Ao mesmo tempo, o governo americano também estaria avaliando maneiras de, mais adiante, afastá-lo do poder e empurrá-lo para o exílio, acrescentou a fonte. Cabello teria sido avisado que, se desafiar os EUA, poderá ter um destino semelhante ao de Maduro — levado às pressas para Nova York para responder a acusações de narcoterrorismo — ou correr risco de vida.
A eventual neutralização de Cabello, porém, é vista como arriscada porque poderia motivar grupos pró-governo a ir às ruas, desencadeando o caos que Washington deseja evitar. Dias após a detenção de Maduro, manifestantes já se reuniram na Venezuela exibindo bandeiras e símbolos da propaganda do governo. Na segunda, apoiadores do chavista marcharam até os arredores do Parlamento, onde Delcy era empossada como interina, para exigir a libertação dele.
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Cabello, de 62 anos, até agora sinalizou unidade, participando da cerimônia de posse de Delcy, que reuniu diferentes facções do partido socialista governista da Venezuela. Mas, naquela noite, Cabello apareceu empunhando um fuzil e incitando forças de segurança de uniforme preto antes de elas patrulharem Caracas para impedir que cidadãos protestassem. Ao grupo armado, o venezuelano afirmou: “Duvidar é traição. Agora, à batalha nas ruas pela vitória!”.
Sob o estado de emergência declarado pelo governo após a captura de Maduro, as forças de segurança receberam ordens para caçar simpatizantes dos EUA, segundo o Diário Oficial, onde o governo venezuelano publica novas leis e decretos. Segundo o Wall Street Journal, moradores da capital relataram novos bloqueios nas vias da cidade, nos quais homens armados e mascarados checavam os celulares de venezuelanos comuns em busca de mensagens antigoverno.
Autoridades da Cidade do México apreenderam, nesta quarta-feira, mais de 900 animais — a maioria cães — durante uma operação de grande porte em um estabelecimento que funcionava como abrigo. Segundo a Promotoria local, os animais viviam amontoados, com pouca ventilação e sem acesso à luz natural.
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O resgate mobilizou ao menos 200 policiais e integra um plano do governo da capital mexicana voltado à proteção animal, que inclui medidas como a proibição da morte de touros em touradas e a limitação da venda de animais de estimação em mercados populares.
Dos 936 animais encontrados no local, 708 “apresentavam condições compatíveis com maus-tratos”, afirmou, em entrevista coletiva, a promotora da Cidade do México, Bertha Alcalde.
“As inspeções permitiram constatar condições de superlotação extrema, com espaços reduzidos, gaiolas sem ventilação ou sem cobertura, acúmulo de fezes e urina, falta de luz natural”, informou a Promotoria em comunicado.
Os responsáveis pelo Refúgio Franciscano, onde os animais estavam, tentaram impedir a entrada da polícia, posicionando-se na porta do imóvel por várias horas. Simpatizantes do abrigo chegaram a bloquear a avenida Reforma, uma das principais vias do centro da capital.
Às 21h30 (horário local; 03h30 GMT), o traslado dos animais ainda estava em andamento.
“A narrativa de maus-tratos é falsa”, afirmou o abrigo em um comunicado publicado em sua conta na plataforma X, no qual também classificou a operação como “totalmente desproporcional”.
O imóvel já havia sido alvo de intervenção em meados de dezembro, quando a Justiça local determinou sua entrega a uma fundação que reivindicava a propriedade.
Desde então, 21 animais morreram “em consequência do grave estado de saúde em que se encontravam”, acrescentou a Promotoria.
A instituição informou ainda que, “devido à gravidade de seu estado de saúde”, 20 animais permaneciam hospitalizados na terça-feira. Após a operação, o número subiu para 57.
Segundo Bertha Alcalde, a investigação contra o abrigo teve início a partir de “múltiplas denúncias de cidadãos” sobre as condições em que os animais eram mantidos.
Entre as ações adotadas pela prefeitura da capital para proteger a fauna está a proibição da venda de animais no Mercado de Sonora, tradicional centro de comércio de animais de estimação da cidade. Legisladores locais também reformaram o Código Civil para regulamentar a guarda de animais de estimação em casos de divórcio.

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