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Um homem de 37 anos morreu após ser baleado por policiais de Nova York na noite desta quinta-feira, no bairro de West Village, em Manhattan. Segundo a polícia, a ocorrência teve início após um incidente de trânsito envolvendo um automóvel BMW.
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Ainda de acordo com informações da polícia, dois cidadãos teriam se aproximado de policiais que faziam patrulhamento na região e relataram que haviam se envolvido em um conflito com o motorista do veículo. As autoridades não divulgaram detalhes sobre como o desentendimento ocorreu, informando apenas que, após o episódio, ele tentou deixar o local, mas acabou parado no trânsito.
O motorista do carro, um homem de 37 anos cujo nome não foi revelado, foi interceptado pelos agentes e, ao sair do veículo, segurava um objeto que aparentava ser uma arma de fogo. Em seguida, ele apontou o objeto na direção dos policiais.
Diante da situação, os agentes reagiram com disparos. De acordo com o subchefe James McCarthy, os policiais tentaram, antes de atirar, convencer verbalmente o homem a largar o objeto.
— Os policiais repetidamente, como mostrado pelas câmeras corporais, pediram que ele largasse a arma porque queriam prestar socorro — afirma McCarthy: — Ele não disse nada.
Após ser atingido, o homem recebeu atendimento emergencial e foi levado a um hospital próximo, onde a morte foi declarada oficialmente. Posteriormente, a polícia informou que o objeto recuperado no local não era uma arma de fogo real, e sim uma réplica.
O governo da Síria decretou nesta sexta-feira um cessar-fogo nos bairros curdos de Aleppo e anunciou que evacuará da região os combatentes rivais, após vários dias de confrontos que deixaram ao menos 21 mortos e forçaram milhares de civis a fugir.
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Os choques são os mais graves registrados na segunda maior cidade do país entre o governo central e os curdos — importante minoria étnica que controla vastas áreas no nordeste da Síria e alguns distritos de Aleppo. A escalada alimentou temores de um alastramento regional do conflito, depois de a Turquia declarar-se disposta a intervir ao lado das autoridades sírias e de Israel sair em defesa dos curdos.
“Com o objetivo de evitar uma nova escalada militar nos bairros residenciais”, foi ordenado um cessar-fogo “nos bairros de Sheikh Maqsud, Achrafieh e Bani Zeid”, anunciou na manhã de sexta-feira o Ministério da Defesa da Síria.
Segundo a direção de mídia de Aleppo, os combatentes curdos cercados pelo Exército sírio serão “transferidos com suas armas leves” para a zona autônoma curda no nordeste do país. O Exército comprometeu-se a “escoltá-los e garantir-lhes uma passagem segura até que cheguem ao nordeste do país”, conforme havia antecipado o Ministério da Defesa.
O objetivo, segundo o governo, é permitir que os moradores que fugiram dos combates possam “retornar e retomar o curso de uma vida normal em um clima de segurança e estabilidade”.
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Após o anúncio, a calma voltou aos bairros afetados, de acordo com um fotógrafo da AFP. Não houve registro da saída imediata de combatentes, enquanto civis aproveitaram a interrupção dos combates para deixar a área.
‘Balas de franco-atiradores’
Os Estados Unidos manifestaram preocupação com o custo humanitário do conflito e com o risco de desestabilização regional. O enviado americano para a Síria, Tom Barrack, declarou na rede social X sua “profunda gratidão a todas as partes (…) pela contenção e pela boa vontade que tornaram possível esta trégua vital”. “Estamos trabalhando ativamente para prolongar este cessar-fogo”, acrescentou. As forças curdas não comentaram os anúncios.
Na quinta-feira, o Exército sírio havia retomado os bombardeios aos bairros curdos de Aleppo, com confrontos que se estenderam até a noite, incluindo disparos de artilharia, segundo um correspondente da AFP. As autoridades concederam três horas para que civis deixassem a região por dois “corredores humanitários”. De acordo com o governo, cerca de 16 mil pessoas passaram por essas rotas apenas naquele dia.
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“Passamos por momentos muito difíceis (…) meus filhos estavam aterrorizados”, relatou Rana Issa, de 43 anos. “Saímos sob as balas de franco-atiradores; muita gente quer sair, mas tem medo.”
Governo e forças curdas trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo início dos confrontos, que começaram na terça-feira. A violência ocorre em meio às dificuldades para implementar um acordo firmado em março, que prevê a integração das instituições da administração autônoma curda e de seu braço armado, as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos Estados Unidos.
O chefe das FDS, Mazloum Abdi, afirmou na quinta-feira que “as tentativas de assaltar os bairros curdos, em plena fase de negociação, minam as possibilidades de se chegar a um acordo”.
A crise também aprofundou a rivalidade entre Israel e Turquia na Síria, países que disputam influência desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. A União Europeia pediu aos beligerantes que ajam com “contenção” e “protejam os civis”, às vésperas da visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a Damasco, prevista para esta sexta-feira.
A Venezuela já foi o sexto maior parceiro comercial do Brasil, há mais de duas décadas, mas hoje a vizinha representa apenas 0,24% das vendas do país no exterior, ocupando a 52ª posição no ranking de compradores. A retração da economia venezuelana, a perda de poder aquisitivo da população, bloqueio da remessa de dólares para o exterior e até questões políticas fizeram minguar o fluxo comercial entre os dois países.
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Especialistas avaliam que, no curto prazo, o cenário político e econômico ainda é nebuloso depois da prisão de Nicolás Maduro por forças militares dos EUA. Mas no médio prazo, se o país voltar a ser uma democracia legítima, recuperar a produção de petróleo e oferecer segurança legal para empresas, o fluxo comercial com o Brasil poderia voltar aos quase US$ 5 bilhões registrados em 2007, o pico da série histórica. Nesse cenário, dizem, com 28 milhões de habitantes, a Venezuela voltaria a ser um mercado consumidor importante para produtos brasileiros.
— A recuperação da produção de petróleo e de setores industriais básicos, por meio de reformas que revertam anos de desinvestimento e incentivem capital estrangeiro é condição necessária para restabelecer a capacidade de importação e gerar demanda por produtos brasileiros — diz Gerson Brilhante, analista da Levante Inside Corp..
Um dos principais problemas da Venezuela hoje é a falta de divisas em dólares, dizem os especialistas. No Brasil, as empresas não vendem para a Venezuela a prazo, só com pagamento antecipado. Dados da Ceic Data, uma plataforma global de dados econômicos e setoriais, apontam que as reservas internacionais em dólares da Venezuela seriam de apenas US$ 13 bilhões no final de 2025.
— Hoje, não se sabe exatamente quais são as reservas internacionais oficiais do país. Mas se a produção de petróleo crescer e o dinheiro da exportação ficar no país, a Venezuela pode voltar a crescer economicamente e voltar a ser o ótimo parceiro comercial que foi do Brasil no passado — diz José Augusto de Castro, especialista em comércio exterior e presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
Nesta semana, o presidente Donald Trump afirmou que a Venezuela comprará apenas produtos dos Estados Unidos com o dinheiro da venda de petróleo, incluindo itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e para infraestrutura da rede elétrica.
Produção de petróleo encolheu
Ele lembra que com a chegada do governo chavista, a partir de 1999, a produção de petróleo começou a ser estatizada. Empresas americanas tiveram as instalações confiscadas. Mas ao longo do anos, sem investimento em novas tecnologias e equipamentos, a produção de petróleo na Venezuela despencou de mais de 3 milhões barris por dia para perto de 900 mil atualmente.
Além disso, nos anos 2015 a 2016, o preço do petróleo despencou de US$ 100 para US$ 40 piorando a situação do país, que tem 70% de sua economia atrelada à produção de petróleo. Diante desse quadro, o governo passou a restringir a conversão de bolívares, a moeda local, em dólares, dificultando o pagamento de importações. Também pesam as sanções econômicas e o embargo sobre a venda de petróleo para os Estados Unidos, que afetam a exportação do óleo bruto e a importação de matérias-primas.
A mistura de baixo crescimento econômico e hiperinflação fez a renda dos venezuelanos encolher muito nas últimas décadas. A taxa de inflação anual na Venezuela foi em média de 3.527% de 1973 até 2025, segundo a Trending Economics, plataforma global de dados econômicos e financeiros. De 2012, início do governo Maduro após a morte de Hugo Chávez, até 2020, o PIB per capita desabou de US$ 12.607 para US$ 1.506. Isso significa que, em menos de uma década, a riqueza média do venezuelano encolheu quase 90%.
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Os números do comércio com o Brasil hoje são tímidos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No ano passado, as exportações brasileiras para o país vizinho totalizaram US$ 838,2 milhões, queda de 30% em relação a 2024. Já as importações de produtos venezuelanos recuaram 17,3% na comparação anual para US% 349,1 milhões. O Brasil, que já vendeu máquinas, muita carne e serviços de engenharia para a Venezuela, atualmente se limita a vender açúcar, arroz e farinha, principalmente.
O setor de aves, por exemplo, em 2014, exportou 202 mil toneladas para a Venezuela com receita de US$ 428 milhões. Desde então, as vendas foram encolhendo. No ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entre janeiro e novembro, foram embarcadas apenas 20 toneladas que geraram US$ 20 milhões em receita.
No caso da carne bovina, a Venezuela também se tornou um mercado muito pequeno. Até novembro do ano passado, foram exportadas 318 toneladas no valor US$ 476 mil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em 2014, a Venezuela ficou entre os cinco maiores importadores do produto comprando160 mil com receita de quase US$ 900 milhões.
No setor automotivo, o Brasil exportou mais de 500 mil veículos até novembro do ano passado, um crescimento de quase 40% em relação ao ano anterior. Desse total, apenas 2,7 mil veículos foram para a Venezuela, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), um número muito pequeno que vem se repetindo nos últimos anos.
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O professor de relações internacionais da ESPM, Roberto Uebel, lembra que questões políticas também pesaram no esfriamento do comércio entre os dois países. Enquanto nos governos Lula e Dilma, a corrente comercial se manteve em alta, nos governos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro, houve um afastamento. O professor aponta que as estradas ruins na fronteira entre Venezuela e Brasil também acabam sendo um limitador logístico para as exportações porque encarecem o frete.
— E temos que lembrar que a Venezuela faz parte do Mercosul, embora esteja suspensa. Se voltar a ser uma democracia, ela pode voltar ao bloco e os países teriam acesso a um petróleo com custo mais baixo, por exemplo — observa Uebel.
Insegurança jurídica
A expropriação de unidades de petroleiras americanas pelo governo chavista da Venezuela criou uma insegurança jurídica que afasta empresas estrangeiras do país, dizem os especialistas. Além da petroleiras, fábricas de veículos americanas como a GM e Chrysler foram estatizadas ou até mesmo abandonadas nos últimos anos.
— A crise política venezuelana e a deterioração institucional reduziram a confiança e a previsibilidade jurídica no país, afetando a demanda por produtos brasileiros e o pagamento de compromissos comerciais — explica Brilhante, da Levante.
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A retomada dos fluxos comerciais, diz Brilhante, exige uma combinação de fatores macroeconômicos e institucionais, entre eles estabilidade política reconhecida internacionalmente, garantias de segurança jurídica e de pagamentos, controle de inflação e acesso a financiamento externo para importar bens de consumo e insumos.
— Sem isso e, particularmente sem um ambiente econômico viável e confiável, a corrente de comércio dificilmente se restabelece em níveis históricos — afirma.
Dois gorilas-da-montanha gêmeos nasceram no Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo (RDC), uma área conhecida por sua biodiversidade, mas ameaçada por conflitos regionais, informaram nesta quinta-feira as autoridades da reserva.
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Nascimentos de gêmeos entre gorilas — e, em especial, entre gorilas-da-montanha, uma espécie ameaçada — são considerados muito raros, já que cientistas registram, em média, menos de 1% dos casos. Na RDC, no parque de Virunga, um caso semelhante já havia sido registrado em 2020.
— Os dois recém-nascidos são machos — afirmou Méthode Uhoze, um dos responsáveis pelo parque, em entrevista por telefone à AFP. Em 2025, foram contabilizados outros oito nascimentos, segundo Bienvenu Bwende, responsável pela comunicação.
— Apesar dos desafios, a vida triunfa — destacou na quarta-feira, nas redes sociais, o Instituto Congolês para a Conservação da Natureza (ICCN), que administra os parques nacionais do país.
A mensagem foi acompanhada por uma foto que mostrava uma gorila fêmea segurando nos braços dois bebês minúsculos, dos quais apenas as mãos e as orelhas eram visíveis. Uma equipe de rastreadores localizou os gêmeos no sábado, segundo os cuidadores. Medidas de vigilância e proteção foram colocadas em prática para aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes.
Nascimento de gêmeos no caso de gorilas é considerado raro
VIRUNGA NATIONAL PARK / AFP
O Parque Nacional de Virunga, a reserva natural mais antiga da África, inaugurada em 1925, está inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Situada na fronteira com Ruanda e Uganda, parte da reserva, que abrange 7.800 km², fica no território do leste da RDC, controlado pelo grupo armado antigovernamental M23, que tomou amplas áreas do território desde seu ressurgimento no fim de 2021.
A violência se intensificou no último ano, e o M23, apoiado por Kigali e seu Exército, ampliou recentemente sua influência territorial na região.
A população mundial de gorilas-da-montanha é estimada em 1.063 indivíduos vivendo em estado selvagem. Cerca de 350 gorilas viviam no Parque de Virunga em 2021, segundo as autoridades da área protegida.
Incêndios florestais ameaçam nesta sexta-feira dezenas de localidades rurais do sudeste de Austrália, informaram os bombeiros, enquanto fortes ventos alimentam condições “catastróficas” no campo, completamente árido pela seca.
A previsão é de que as temperaturas ultrapassem 40°C devido à onda de calor que atinge a região, criem condições meteorológicas favoráveis aos incêndios florestais mais perigosos no país desde os registradas no verão de 2019.
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Entenda: Onda de calor extrema coloca partes da Austrália sob risco ‘catastrófico’ de incêndios
As autoridades instaram dezenas de vilarejos rurais do estado de Victoria a evacuar enquanto ainda era possível.
– Se não saírem agora, podem perder a vida – disse aos jornalistas o comissário de Gestão de Emergências, Tim Wiebusch.
Há temor de que rajadas de vento superiores a 100km/h obriguem os aviões de combate às chamas a pousar temporariamente, dificultando os esforços para conter cerca de 30 incêndios diferentes, afirmou o funcionário.
O chefe da Autoridade de Incêndios Rurais, Jason Heffernan, acrescentou que o perigo de incêndio é “catastrófico”, a classificação mais grave possível.
– Os habitantes de Victoria devem se preparar para mais perdas materiais ou até algo pior. Hoje será um dia bastante intenso para os bombeiros, as autoridades de combate a incêndios e as comunidades – advertiu.
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A polícia informou que três pessoas, entre elas uma criança, estavam desaparecidas em um dos piores focos de incêndio do estado.
Um dos incêndios mais destrutivos já devastou cerca de 28 mil hectares perto da cidade de Longwood, a cerca de 150 quilômetros ao norte de Melbourne, capital de Victoria.
– Algumas propriedades ficaram sem nada – assegurou o capitão de bombeiros, George Noye. – Perderam seus meios de subsistência, perderam seus galpões de tosquia, seu gado, é absolutamente devastador – declarou à emissora nacional ABC.
Os piores incêndios florestais afetaram até agora áreas rurais pouco povoadas, onde as localidades podem ter no máximo algumas centenas de habitantes.
Milhões de pessoas nos dois estados mais populosos de Austrália, Victoria e Nova Gales do Sul, sofrem com a onda de calor, incluindo as principais cidades, Sydney e Melbourne.
Equipes de resgate procuram sobreviventes nesta sexta-feira em um aterro de lixo no centro das Filipinas, depois que o colapso da estrutura deixou ao menos um morto e 38 desaparecidos.
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Dezenas de trabalhadores de saneamento ficaram soterrados quando uma montanha de resíduos desabou no aterro sanitário de Binaliw, uma instalação administrada pelo governo local na turística cidade de Cebu.
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Imagem aérea mostra a dimensão da tragédia que matou uma pessoa e deixou 38 desaparecidos
Reprodução / redes sociais
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Pelo menos 12 funcionários foram resgatados do meio do lixo e hospitalizados, segundo comunicado publicado no Facebook por Néstor Archival, prefeito da cidade com mais de um milhão de habitantes.
As equipes de resgate estavam “plenamente dedicadas às operações de busca e recuperação para localizar as pessoas que continuam desaparecidas”, afirmou.
Equipes de resgate atuam no local na tentativa de achar sobreviventes
Reprodução / redes sociais
“Não sabemos o que causou o desabamento. Não chovia absolutamente nada”, acrescentou Marge Parcotello, integrante do quadro civil do departamento de polícia de Consolación, localidade que faz divisa com o aterro.
A Rússia lançou na madrugada desta sexta-feira um ataque maciço contra Kiev que deixou ao menos quatro mortos, poucas horas depois de rejeitar como “militarista” um plano europeu para a implantação de uma força multinacional na Ucrânia, após um possível fim da guerra.
Ucrânia e seus aliados ocidentais, que se apressam em encerrar o conflito à medida que se aproxima de quatro anos, acordaram nesta semana que Europa enviará tropas após um eventual cessar-fogo.
Mas Moscou, que lançou a invasão em fevereiro de 2022 em parte para impedir que Ucrânia ingressasse na Otan, rejeitou repetidamente a ideia de estacionar forças ocidentais no país.
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Essas tropas seriam “consideradas alvos militares legítimos”, advertiu na quinta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, ao classificar a coordenação entre Estados Unidos, Ucrânia e a coalizão de aliados como um “eixo da guerra”.
Enquanto diplomatas discutem para tentar avançar no que se tornou o conflito mais mortífero da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, Moscou continuou a pressionar com ataques em larga escala, bombardeando a Ucrânia diariamente, em meio às temperaturas gélidas do inverno.
Em Kiev, ataques com drones em toda a cidade mataram quatro pessoas nesta sexta-feira e feriram ao menos 19, informou o prefeito Vitali Klitschko.
Em um prédio residencial, um médico morreu enquanto atendia a uma ocorrência, já que o local foi atingido pela segunda vez. Alguns bairros ficaram às escuras durante o que Klitschko descreveu como um “ataque maciço com mísseis inimigos”.
O Exército do país advertiu que “toda Ucrânia” estava “sob ameaça de mísseis” após confirmar a presença de bombardeiros russos no espaço aéreo.
Na cidade ocidental de Lviv, a Força Aérea ucraniana disse que um míssil balístico viajando a velocidade hipersônica atingiu “instalações de infraestrutura” pouco antes da meia-noite.
O prefeito, Andrii Sadovyi, afirmou que cabia ao Exército determinar se havia sido utilizado um míssil Oreshnik com capacidade nuclear nesse bombardeio próximo à fronteira com Polônia.
A administração militar regional informou depois que os níveis de radiação estavam dentro dos limites normais.
Rússia utilizou um Oreshnik com ogiva convencional para atacar a cidade de Dnipro, no centro de Ucrânia, no fim de 2024.
‘Muito longe’ de um acordo
Essa nova onda de ataques russos ocorre depois que a embaixada dos Estados Unidos em Kiev alertou, na quinta-feira, que poderia haver um “ataque aéreo potencialmente significativo” a qualquer momento nos dias seguintes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ecoou esse aviso incomum.
A Ucrânia segue lutando para restabelecer aquecimento e abastecimento de água a centenas de milhares de residências após os ataques russos desta semana contra instalações energéticas nas regiões de Dnipropetrovsk e Zaporíjia.
Embora Zelensky tenha afirmado que o acordo entre Kiev e Washington sobre garantias de segurança dos Estados Unidos estava “praticamente pronto para ser finalizado”, o chanceler alemão, Friedrich Merz, reconheceu que o acordo de trégua ainda estava “bastante distante”, dada a posição da Rússia.
Moscou se opôs depois que líderes europeus e enviados dos Estados Unidos anunciaram, no início da semana, que as garantias do pós-guerra para Ucrânia incluiriam um mecanismo de supervisão liderado por Estados Unidos e uma força multinacional.
Em sua primeira reação após a cúpula de Paris, Rússia classificou o plano como “perigoso” e “destrutivo”.
As principais questões territoriais também parecem seguir sem solução.
Rússia, que ocupa cerca de 20% de Ucrânia, insiste no controle total da região de Donbass como parte de qualquer acordo, condição rejeitada por Kiev.
O Exército russo afirmou ter capturado outra aldeia na região de Dnipropetrovsk na quinta-feira, enquanto continua seu avanço.
A Força Aérea da Ucrânia relatou a ameaça de um possível lançamento de míssil balístico, de alcance intermediário, a partir de um local estratégico russo de testes nucleares, pouco antes da meia-noite dessa quinta-feira (hora local).
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Explosões ocorreram logo depois, perto da cidade ucraniana de Lviv, no oeste do país, mas Kiev não informou se um míssil nuclear desse local de testes foi o responsável. Se confirmado, o uso de tal arma — ainda que carregada com ogivas convencionais ou fictícias — seria uma ameaça contundente à Ucrânia e aos seus aliados ocidentais, além de uma escalada na guerra pelo presidente Vladimir Putin, da Rússia.
A ameaça foi detectada no local de Kapustin Yar, próximo ao Mar Cáspio, informou a Força Aérea ucraniana, em um comunicado na madrugada desta sexta-feira.
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Se um míssil com capacidade nuclear fosse responsável pelo ataque próximo a Lviv, seria a segunda vez na guerra que um armamento foi disparado de um local de testes para as forças nucleares estratégicas russas, longe das fronteiras da Ucrânia. Em 2024, a Rússia atacou a Ucrânia com um novo modelo de míssil de alcance intermediário, conhecido como Oreshnik, que também foi disparado a partir desse local.
A ameaça de mísseis e as explosões na noite de quinta-feira ocorreram em um momento de tensões, enquanto a Ucrânia rejeitou as exigências russas de ceder território em negociações de paz, e o governo Trump derrubou um aliado russo, o presidente Nicolás Maduro, na Venezuela.
Após a Rússia disparar um míssil de alcance intermediário contra a Ucrânia, em novembro de 2024, Putin identificou o míssil e expôs suas razões para seu uso. Ele disse ter disparado o míssil em retaliação à permissão dos Estados Unidos e do Reino Unido para que a Ucrânia atacasse com armas ocidentais no território russo.
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Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia
Na madrugada desta sexta-feira, a Força Aérea ucraniana informou que a ameaça de um lançamento veio da Rússia por volta das 23h30 de quinta-feira (hora local), antes das explosões serem ouvidas na região de Lviv. O prefeito da cidade, Andriy Sadovyi, escreveu em uma postagem no Telegram que explosões danificaram infraestrutura, mas ele não especificou qual.
No disparo de um míssil balístico Oreshnik contra a Ucrânia, em 2024, a Rússia atingiu uma fábrica aeroespacial na cidade central de Dnipro, mas causou apenas danos mínimos, pois carregava ogivas falsas, sugerindo um uso puramente simbólico da arma.
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Desta vez, as explosões que seguiram o aviso chegaram muito mais perto da fronteira com a Polônia. A Polônia é membro da Otan e da União Europeia, sugerindo uma possível intenção de sinalizar ameaça mais iminente.
Após aquele ataque anterior, Putin destacou a arma como um novo desenvolvimento da indústria armamentista russa e um motivo para o Ocidente recuar em sua assistência à Ucrânia na defesa contra a invasão, que começou em 2022, mas que em grande parte se travou em combates lentos, com a Rússia ganhando pouco terreno.
O Pentágono afirmou que o armament era um míssil intercontinental, o RS-26 Rubezh, que foi redesenhado com um alcance menor. O míssil carrega múltiplas ogivas que se separam durante o voo e despencam sobre um alvo. A Ucrânia não possui sistemas de defesa aérea capazes de derrubá-la.
O ex-candidato presidencial venezuelano Enrique Márquez foi solto da prisão na noite dessa quinta-feira, como parte da onda de libertações anunciada pelo governo interino, sob pressão de Estados Unidos. Imagens do momento da libertação de Márquez se espalharam nas redes sociais.
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A coalizão Mesa da Unidade informou no X a saída de Márquez e do dirigente Biagio Pilieri, um colaborador próximo da líder opositora María Corina Machado.
“Já terminou tudo”, disse Márquez à esposa, em um bairro de Caracas para onde foi levado por policiais junto com Pilieri, segundo um vídeo de um jornalista local que os acompanhou.
A ativista Rocío San Miguel e outros quatro espanhóis foram libertados mais cedo e partiram para a Espanha. San Miguel tem dupla nacionalidade.
“Esperamos que nos próximos minutos se concretizem mais libertações, até alcançar a liberdade de TODOS os presos políticos”, escreveu a Unidade, que até agora tem confirmação desses sete libertados.
O governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, defende a medida como um “gesto de paz unilateral”. Mas a Casa Branca insiste que ela faz parte da influência de Donald Trump na Venezuela após bombardear o país para capturar o mandatário deposto Nicolás Maduro.
Márquez foi candidato nas eleições de 2024, nas quais Maduro foi reeleito em meio a denúncias de fraude.
Sua candidatura foi vista como uma alternativa diante de uma eventual inabilitação do candidato de Machado, Edmundo González Urrutia, que ainda reivindica a vitória.
O início de 2026 marca a abertura de um período especial para quem acompanha fenômenos astronômicos. Entre 2026 e 2028, o planeta será palco de seis eclipses solares — três totais e três anulares — uma concentração rara em um intervalo tão curto de tempo. A última vez que algo semelhante ocorreu foi entre 2008 e 2010.
Nos próximos anos, tanto observadores experientes quanto curiosos terão múltiplas oportunidades de ver a sombra da Lua cruzar a Terra. O maior destaque será o eclipse total do Sol de 2027, já apelidado por astrônomos de “eclipse do século”, por ser o mais longo do século XXI: a fase de totalidade deve durar cerca de seis minutos e 23 segundos.
Um eclipse solar total acontece quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar e fazendo o dia virar noite por alguns minutos. Já o eclipse solar anular ocorre quando a Lua está mais distante da Terra e não cobre todo o disco solar, formando o chamado “anel de fogo” no céu.
Quando e onde serão os eclipses
Eclipses solares totais
• 12 de agosto de 2026 – Visível na Sibéria, passando pelo leste da Groenlândia, oeste da Islândia e norte da Espanha.
• 2 de agosto de 2027 – A faixa de totalidade cruzará o sul da Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia e Egito.
• 22 de julho de 2028 – Visível na Austrália, incluindo a capital, e na Nova Zelândia.
Eclipses solares anulares
• 17 de fevereiro de 2026 – Visível apenas na Antártida.
• 6 de fevereiro de 2027 – Poderá ser observado em partes do Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, além de países da África Ocidental como Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim e Nigéria.
• 26 de janeiro de 2028 – Cruzará as Ilhas Galápagos, o Equador continental, Peru, Brasil, Suriname, Guiana Francesa, Marrocos, Portugal e Espanha.
Astrônomos alertam que a observação dos eclipses deve ser feita com proteção adequada para os olhos, exceto durante a totalidade completa de um eclipse total.

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