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O presidente do Parlamento iraniano afirmou no domingo (11) que, caso os Estados Unidos lancem um novo ataque durante a atual onda de protestos no país, o Irã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
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“In the event of a military attack by the United States, both the occupied territories [referindo-se a Israel] and American military centers and ships will be our legitimate targets,” declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
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A declaração ocorre em um momento de forte escalada retórica entre Teerã e Washington, enquanto líderes iranianos enfrentam protestos em várias cidades e o presidente dos EUA tem ameaçado intervir.
No meio da tensa reunião em Brasília no sábado, dia 2, para discutir a invasão da Venezuela por Donald Trump, alguém perguntou: “E o Putin?.” Outra autoridade respondeu: “Ah, foi sequestrar o Zelensky.” Era uma tentativa de descontrair, mas também apontava para um dos efeitos colaterais da operação de Trump, a ideia de que, se um país é mais forte, não precisa respeitar a integridade territorial de outros estados nacionais. A liberdade de invadir países alegando a própria segurança libera Putin de condenação, e dá um salvo conduto para a China em relação a Taiwan. A investida, por enquanto apenas retórica, de Trump sobre a Groenlândia traz de volta lembranças sombrias da guerra dos mundos, que terminou em 1945. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV enfatizou nesta semana a importância de ouvir as vítimas de abuso sexual por membros do clero durante um encontro com cardeais de todo o mundo, segundo declarações divulgadas neste sábado. Em suas considerações finais no consistório de dois dias, realizado a portas fechadas, o pontífice peruano-americano afirmou que o abuso de crianças e adultos vulneráveis ​​por padres continua sendo uma “ferida” na Igreja Católica.
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“Ouvir é profundamente importante. Não podemos fechar os olhos nem o coração”, disse Leão, de acordo com uma transcrição do Vaticano.
Ele observou que a questão do abuso não estava especificamente na pauta das discussões do consistório, o primeiro desde que assumiu a liderança dos 1,4 bilhão de católicos do mundo em maio, após a morte do Papa Francisco. No entanto, ele quis abordar o assunto em suas considerações finais, afirmando que esse flagelo é “um problema que ainda hoje é verdadeiramente uma ferida na vida da Igreja em muitos lugares”.
“Gostaria de encorajá-los a compartilhar isso com os bispos: muitas vezes a dor das vítimas foi agravada por não serem acolhidas ou ouvidas”, disse ele. “O abuso em si causa uma ferida profunda que pode durar a vida toda. Mas muitas vezes o escândalo na Igreja se deve ao fato de a porta ter sido fechada e as vítimas não terem sido acolhidas. Uma delas me disse recentemente que o mais doloroso foi que nenhum bispo quis ouvi-la”, insistiu.
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Cerca de 170 cardeais estiveram presentes no Vaticano na quarta e quinta-feira para o consistório, durante o qual discutiram a direção futura da Igreja. Leão XIII os convidou a se reunirem novamente no final de junho, no que o Vaticano indicou que se tornará um encontro anual.
A Coreia do Norte exigiu neste domingo (11) uma ‘explicação’ oficial da Coreia do Sul sobre a suposta incursão de um drone em seu território, segundo informou a imprensa estatal norte-coreana.
De acordo com Pyongyang, a aeronave não tripulada teria cruzado a fronteira no sábado, partindo da cidade sul-coreana de Ganghwa em direção à localidade norte-coreana de Kaesong. As autoridades do Norte divulgaram imagens do que afirmam ser os destroços do equipamento, alegando que o aparelho foi abatido.
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Seul rejeitou a acusação. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul declarou que o modelo de drone apresentado por Pyongyang não é utilizado por suas Forças Armadas.
Em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou que o Exército da República da Coreia (RDC, nome oficial da Coreia do Sul) reconheceu que a suposta incursão não teve efeitos práticos nem intenção de provocar ou irritar o Norte.
“Mesmo assim, considero necessário apresentar uma explicação detalhada sobre o caso de um drone que cruzou a fronteira com a nossa República”, declarou Kim Yo Jong, segundo a KCNA.
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Em resposta, o Exército sul-coreano informou que sua própria investigação concluiu que não operou nem lançou qualquer veículo aéreo não tripulado no horário e na data mencionados pela Coreia do Norte.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, determinou no sábado a abertura de uma “investigação rápida e rigorosa”, conduzida conjuntamente por autoridades militares e policiais, para esclarecer o episódio.
Quando as primeiras bombas americanas caíram sobre Caracas, Jorge Suárez se despediu da família e partiu para o combate. Ele é militante de um dos chamados “colectivos”, considerados o braço armado da revolução chavista. Foi “como um best-seller, como coisa de cinema”, descreveu Suárez, de 50 anos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma fila com ao menos 80 venezuelanos já se formava na manhã de quarta-feira, em frente ao posto de ajuda humanitária do Exército a poucos metros da fronteira com o Brasil, em Pacaraima (RR), quando Antonio Ramón, de 40 anos, chegou com a filha de 10 anos. Ele deixara Caracas no domingo, um dia depois dos ataques dos EUA à capital da Venezuela, e percorreu os 1.200 quilômetros até o território brasileiro após cruzar trechos de ônibus, com caronas que conseguiu na estrada e parte a pé. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela no último 3 de janeiro levou a um processo inevitável de reconfiguração do poder dentro do regime venezuelano. Sem a dupla que entre 2013 e o início de 2026 governou o país com mão de ferro, formada pelo presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Fores, agora sob custódia das autoridades americanas e respondendo a um processo judicial nos tribunais de Nova York, fontes em Caracas asseguram que a presidente interina, Delcy Rodríguez, e seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional (o congresso venezuelano), são a nova dupla poderosa do chavismo. Mas eles não estão sozinhos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em Washington, as dúvidas sobre o futuro da relação entre os EUA de Donald Trump e o governo da Venezuela, agora comandado pela presidente interina Delcy Rodríguez, ainda são muitas. Sem rodeios, o embaixador Thomas Shannon, ex-secretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, afirma que um dos desafios de Trump é explicar como será sua relação com um governo que, até pouco tempo, considerava ilegal e criminoso. “Até agora, tudo parece muito improvisado. O presidente e [o secretário de Estado] Rubio tiveram dificuldades de explicar o que pretendiam fazer após o ataque”, aponta Shannon. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, instou os Estados Unidos a “pararem com a chantagem” que visa obter o controle direto da Groenlândia, em entrevista publicada neste sábado por diversos veículos de imprensa europeus. Barrot afirmou que “não acredita” em uma intervenção militar dos EUA para tomar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, como sugeriu o presidente Donald Trump, acrescentando que “nada a justificaria”.
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“A Groenlândia é um território europeu, sob proteção da OTAN […]. Eu acrescentaria que os europeus têm meios muito poderosos para defender seus interesses. Essa chantagem deve parar”, acrescentou Barrot na entrevista publicada pelo Ouest-France, pelo veículo de imprensa alemão Funke e pelo polonês Gazeta Wyborcza.
Trump disse na sexta-feira que a Rússia ou a China estão esperando para “ocupar a Groenlândia”, dizendo que “é isso que farão se não fizermos nada”. Durante uma reunião com executivos da indústria petrolífera focada na exploração de petróleo na Venezuela, Trump advertiu que cumpriria seu objetivo na Groenlândia “por bem ou por mal”.
Essa declaração teve resposta dos líderes dos cinco partidos no Parlamento da Groenlândia naquela mesma sexta-feira à noite: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”.
Colônia dinamarquesa até 1953, a Groenlândia, rica em recursos minerais e transformada em uma rota marítima estratégica pelo derretimento do gelo ártico, conquistou sua autonomia 26 anos depois. Desde 1951, existe um acordo de defesa entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que praticamente concede carta branca às forças americanas em território groenlandês, mediante notificação prévia às autoridades locais.
O proprietário francês do bar que pegou fogo na Suíça, matando 40 pessoas na véspera de Ano Novo, disse aos investigadores que uma “porta de serviço” estava trancada por dentro. A maioria dos mortos eram adolescentes, e outras 116 pessoas ficaram feridas na tragédia.
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Questionado pela promotoria de Valais, Jacques Moretti, um dos dois proprietários do bar Le Constellation, na estação de esqui suíça de Crans-Montana, disse que, ao chegar ao bar logo após o incêndio, “forçou a porta” porque estava “trancada por dentro”, segundo trechos do processo judicial publicados por diversos veículos de imprensa franceses e suíços, cuja autenticidade foi confirmada à AFP por uma fonte próxima ao caso.
Moretti, que está em prisão preventiva desde sexta-feira após a audiência, disse aos investigadores que se tratava de uma “porta de serviço” e que não estava sinalizada “como saída de emergência”.
O incêndio teria sido causado por sinalizadores colocados em garrafas de champanhe, segundo as investigações iniciais. Há também questionamentos sobre a presença e o acesso a extintores de incêndio, bem como sobre a segurança das rotas de fuga do bar.
“Costumamos colocar um sinalizador no bar quando servimos uma garrafa”, explicou Jessica Moretti, mulher do proprietário e coproprietária do estabelecimento, que foi liberada após a audiência na sexta-feira. “Fazemos isso há dez anos e nunca houve problema”, afirmou o marido.
Segundo ele, “não é impossível” que os sinalizadores tenham causado o incêndio, mas acredita que “deve haver algo mais”. Ele acrescentou que os sinalizadores “não eram potentes o suficiente para inflamar a espuma acústica” e afirmou: “Fiz testes”.
O casal é suspeito de “homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo”. Após a investigação, o Ministério Público do Valais decidirá se arquiva o caso ou apresenta uma denúncia para possível julgamento.

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