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A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Groenlândia anunciaram nesta segunda-feira a intenção de cooperar para reforçar a defesa deste vasto território autônomo dinamarquês, com o objetivo de dissuadir o presidente americano, Donald Trump, decidido a assumir seu controle sob o argumento da ameaça chinesa e russa. O presidente dos Estados Unidos aumentou os temores ao declarar no domingo que tomaria a Groenlândia “de uma forma ou de outra” e descartou a possibilidade de um arrendamento afirmando que precisam “da propriedade”.
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Diante da possibilidade, cada vez mais verossímil, de uma tentativa de anexação pela força, o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, depositou suas esperanças na Aliança Atlântica, da qual os Estados Unidos são o membro mais poderoso.
— Nossa segurança e defesa são responsabilidade da Otan. Este é um princípio fundamental e inabalável — declarou nesta segunda.
Estreita colaboração com a Otan
Assim, o governo groenlandês “se empenhará para garantir que o desenvolvimento da defesa na Groenlândia e em seus arredores seja realizado em estreita colaboração com a Otan, por meio do diálogo com nossos aliados, incluindo os Estados Unidos, e em cooperação com a Dinamarca”, acrescentou.
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Essa afirmação parece fazer parte de um esforço conjunto com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, para convencer Trump de que a Groenlândia está segura diante da Rússia e da China, os argumentos apresentados pelo presidente americano para justificar seu desejo de controle.
Os Estados-membros da Otan discutiram o tema na semana passada em Bruxelas e cogitaram várias opções, como aumentar o número de navios no Ártico, mas não foram tomadas decisões concretas.
No entanto, é incerto se esse esforço prometido convencerá Trump, que reconheceu na semana passada que provavelmente teria de escolher entre preservar a integridade da Aliança Atlântica e assumir o controle da Groenlândia.
Uma anexação significaria o fim da Otan, advertiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, no início de janeiro.
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No último ano, a Dinamarca aumentou significativamente seus investimentos na Groenlândia para apaziguar Washington. Em 2025, Copenhague destinou 1,2 bilhão de euros (R$ 7,5 bilhões) à segurança na região, lembrou Frederiksen.
Essa vasta ilha ártica, com uma população de 57 mil habitantes, possui importantes recursos minerais, a maioria ainda inexplorados, e é considerada um local estratégico.
Os Estados Unidos já mantêm uma base militar ali — chegaram a operar cerca de dez durante a Guerra Fria — e, segundo Rutte, “os dinamarqueses não teriam nenhum problema” se os Estados Unidos estabelecessem “uma presença maior do que a atual”.
Desde 1951, um acordo de defesa, atualizado em 2004, concedeu às Forças Armadas americanas praticamente plena liberdade em território groenlandês, com a única condição de informarem previamente as autoridades.
Preparativos diplomáticos
A Dinamarca também tentará jogar a carta diplomática com uma reunião prevista para esta semana, possivelmente em Washington, entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, publicou nesta segunda-feira uma foto de uma reunião de trabalho preparatória com sua homóloga groenlandesa, Vivian Motzfeldt.
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A diplomacia dinamarquesa busca apresentar uma frente unida com as lideranças da Groenlândia, após a imprensa ter noticiado, na semana passada, uma tensa videoconferência entre parlamentares dinamarqueses e groenlandeses sobre como negociar com os Estados Unidos.
Diante das reiteradas ameaças de Trump, o primeiro-ministro groenlandês reconheceu em sua mensagem de segunda-feira entender que exista “preocupação” entre a população e reiterou que o governo não aceitaria “sob nenhuma circunstância” cair em mãos americanas. Essa posição é amplamente compartilhada pelos moradores da capital, Nuuk.
— Americanos? Não! Fomos uma colônia durante tantos anos. Não estamos preparados para voltar a ser uma colônia, para ser colonizados — declarou à AFP o pescador e caçador Julius Nielsen, de 48 anos.
Uma violenta briga entre vendedores de churros e smoothies surpreendeu turistas e moradores locais que aproveitavam um dia ensolarado em uma das praias de Mar Azul, no município argentino de Villa Gesell. “Não permitiremos que um grupo de intrusos interfira nas vendas e cause perturbações”, afirmou a prefeitura em comunicado.
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“Não há lugar para violência ou pessoas indesejáveis ​​em nossas praias. Portanto, assim que tomamos conhecimento da briga em Mar Azul, a equipe de segurança iniciou uma investigação para encontrar os envolvidos. Nosso destino é para que os turistas se divirtam e para que os trabalhadores o façam seguindo regras claras. Aqueles que agirem dessa forma não serão mais permitidos em nossas praias”, enfatizou a prefeitura de Villa Gesell.
O incidente viralizou depois que uma testemunha gravou a briga e expressou sua indignação. “Todo mundo está trocando socos aqui. É uma loucura. Cadê a polícia? Nós pagamos por segurança aqui na praia. É uma vergonha”, é possível ser ouvido no vídeo.
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As imagens mostram como a discussão verbal escalou rapidamente, transformando-se em uma briga física que pareceu envolver cada vez mais pessoas. Tudo isso aconteceu diante de dezenas de adultos e crianças atônitos. A briga só pareceu parar quando um salva-vidas interveio. Ainda não se sabe se houve feridos graves ou se a polícia foi acionada.
Esse tipo de incidente tem se tornado cada vez mais comum durante o período de férias de verão. Há apenas um ano, também em Villa Gesell, dois vendedores ambulantes se envolveram em uma briga violenta. Os homens começaram a discutir, e a briga se transformou em violência física. Poucos segundos depois, um terceiro vendedor e uma mulher se juntaram à confusão.
Nesse caso, os envolvidos na briga foram presos por policiais por perturbação da ordem pública, e o município de Villa Gesell decidiu revogar a licença de venda das quatro pessoas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, adicionou um guarda-costas do ex-presidente Nicolás Maduro ao seu gabinete nesta segunda-feira, nas primeiras mudanças ministeriais de seu governo. Delcy nomeou o Capitão Juan Escalona como ministro do Gabinete da Presidência, responsável pela gestão da agenda presidencial e pela ligação com as diversas agências estatais.
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Escalona fazia parte da equipe de segurança de Maduro, que foi capturado em 3 de janeiro junto com sua esposa, Cilia Flores, durante um bombardeio americano em Caracas. Nesse ataque, morreram cerca de 55 membros das forças de segurança, incluindo 32 cubanos, da rede que protegia Maduro.
A presença de Escalona em 4 de janeiro na primeira reunião de gabinete com Rodríguez no comando dissipou os rumores de que ele teria morrido no ataque. Escalona faz parte das primeiras mudanças do novo governo, que está sob pressão de Washington.
Além de Escalona, ​​ele nomeou outro oficial militar, Aníbal Coronado, como ministro do Ecossocialismo (Meio Ambiente).
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Delcy anunciou ambas as nomeações em sua conta no Telegram.
“Sei que sua lealdade, capacidade e comprometimento levarão adiante o acompanhamento do desenvolvimento dos planos do nosso Governo Bolivariano junto ao povo”, escreveu Rodríguez sobre Escalona, ​​que foi assessor de Chávez. Após a morte do popular presidente em 2013, ele trabalhou na equipe de segurança de Maduro.
Escalona tomou posse como membro do Parlamento em 5 de janeiro. Ele conquistou uma cadeira nas eleições de maio passado. “Leal à Revolução Bolivariana, a Chávez e Maduro”, diz sua biografia em sua conta do Instagram.
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Há poucos dias, a presidente interina substituiu o chefe da guarda presidencial, que por sua vez chefia o temido corpo de contraespionagem, e nomeou um novo czar da economia.
O novo governo de Rodríguez provocou uma mudança drástica na relação de Caracas com Washington. O presidente Donald Trump chegou a expressar satisfação com a sucessora de Maduro e insinuou sua intenção de se encontrar com ela.
Na última semana, o jornal espanhol ABC publicou que a líder chavista teria enviado pedidos a diversos órgãos da administração federal americana em Washington para uma série de reuniões políticas — que poderiam coincidir com uma já anunciada viagem da líder da oposição, María Corina Machado.
Maduro e sua esposa foram capturados em 3 de janeiro, em meio a intensos bombardeios militares americanos contra Caracas e outras cidades venezuelanas. Eles foram imediatamente transferidos para Nova York para serem julgados por narcotráfico e terrorismo. Após a operação, Delcy denunciou o que classificou como uma “agressão criminosa” por parte dos EUA, mas assegurou que a enfrentará pela “via diplomática” e que estuda retomar os vínculos com Washington.
O governo brasileiro acompanha com atenção e monitora a escalada de pressões dos Estados Unidos sobre Cuba, em meio ao endurecimento da política de Washington após a intervenção militar americana na Venezuela. Para interlocutores de Brasília, Cuba entrou em um beco sem saída diante do aumento da pressão econômica e política, agravada pelo colapso do apoio venezuelano que sustentou a ilha por décadas.
A avaliação no governo Lula é que a combinação entre o corte do fluxo de petróleo de Caracas, as ameaças explícitas do presidente Donald Trump e o precedente aberto pela ação militar americana na Venezuela colocou Havana em uma posição de vulnerabilidade inédita no atual contexto regional. Nesse cenário, o Brasil considera que Cuba se tornou o país com maior risco de sofrer uma nova intervenção por parte de Washington, diante da preocupação compartilhada por diversos governos da região com a possibilidade de expansão de ações unilaterais no continente.
Esse diagnóstico está diretamente ligado à cooperação entre Havana e Caracas ao longo de mais de duas décadas, iniciada ainda nos primeiros anos do governo de Hugo Chávez, com programas voltados às áreas de saúde e educação, e posteriormente ampliada para setores estratégicos, como a guarda presidencial de Nicolás Maduro, além de inteligência e contrainteligência venezuelanas. Para Brasília, essa relação tornou Cuba particularmente exposta no atual redesenho do equilíbrio regional.
A pressão americana se intensificou neste domingo, quando Trump afirmou que Cuba deveria “fazer um acordo” ou enfrentar consequências. O presidente americano declarou que o envio de petróleo e recursos financeiros da Venezuela à ilha será interrompido, encerrando um fluxo estimado em cerca de 35 mil barris de petróleo por dia, fundamental para a economia cubana.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que Cuba viveu por anos de “grandes quantidades de petróleo e dinheiro” venezuelanos em troca de serviços de segurança aos governos de Caracas. Advertiu que esse arranjo chegou ao fim.
A retórica se intensificou após Trump voltar sua atenção para Cuba na esteira da operação militar e de inteligência que resultou na prisão do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, em Caracas. Para integrantes do governo brasileiro, a ofensiva contra Havana deve ser entendida como parte de uma estratégia mais ampla de pressão regional, cujo objetivo declarado é enfraquecer regimes aliados ao chavismo.
Nesse contexto, pesa ainda o papel do secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e crítico histórico do regime de Havana. Em Brasília, a leitura é que Rubio exerce influência central na formulação da política americana para Cuba e Venezuela, contribuindo para o endurecimento do discurso e das medidas adotadas por Washington.
Para o governo brasileiro, o cerco a Cuba reforça a percepção de que a crise venezuelana não é um episódio isolado, mas um sinal de inflexão mais ampla na política dos EUA para a América Latina, em um ambiente regional marcado por fragmentação política, enfraquecimento dos mecanismos de coordenação e crescente normalização do uso da força como instrumento de política externa.
Duas semanas após o início da onda de protestos que se espalharam por todo o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende conversar com o bilionário sul-africano Elon Musk sobre a possibilidade de restaurar o acesso à internet no país por meio do serviço de satélite Starlink, operado pela empresa SpaceX. A declaração, feita no domingo, ocorre em meio a um apagão quase total das comunicações na República Islâmica, alimentando a preocupação da comunidade internacional com a possibilidade de repressões violentas aos manifestantes.
— Ele é muito bom nesse tipo de coisa, tem uma empresa muito boa — disse Trump a repórteres, ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de dialogar com a SpaceX.
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Musk e Trump mantiveram uma relação marcada por aproximações e afastamentos depois que o bilionário ajudou a financiar a campanha presidencial vitoriosa de Trump e, posteriormente, orquestrou cortes significativos no governo federal. A dupla teve um rompimento público no ano passado, quando Musk se opôs ao principal projeto de lei tributária de Trump, mas o empresário parece ter reatado a relação com o governo republicano. Os dois foram vistos jantando juntos neste mês no resort Mar-a-Lago, do presidente.
Embora o sul-africano e a SpaceX não tenham comentado o assunto, Musk tem apoiado a disponibilização do Starlink a iranianos para ajudá-los a contornar as restrições impostas pelo governo, inclusive durante protestos anteriores, em 2022. Naquele ano, a Casa Branca, ainda sob comando do democrata Joe Biden, dialogou com o bilionário para implementar os serviços da Starlink no Irã, depois que o país foi tomado por protestos após a morte, sob custódia policial, de Masha Amini, de 22 anos. Os protestos atuais seriam os maiores desde então.
Atividades rastreadas
A dimensão das ocorrências no país, no entanto, é limitada. Autoridades iranianas bloquearam serviços de internet e telecomunicações, o que restringe o acesso a redes sociais, aplicativos de mensagens e até chamadas telefônicas. A interrupção, segundo organizações de direitos humanos e veículos internacionais, dificulta a verificação independente do número de mortos, feridos e presos, restringindo o contato entre familiares e o envio de informações ao exterior. Segundo a agência de monitoramento NetBlocks, o apagão no Irã já dura mais de 84 horas.
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De acordo com a empresa de segurança digital Cloudflare, interrupções generalizadas de serviços vêm ocorrendo desde quinta-feira. Ainda que apagões de internet sejam comuns no país, Amir Rashidi, diretor de segurança da internet e direitos digitais da ONG Miaan Group, disse à BBC que nunca tinha visto condições como essa. Outro pesquisador da área, Alireza Manafi, afirmou que a única forma provável de conexão seria via satélite Starlink, mas alertou que os usuários devem ter cautela, porque as atividades podem ser rastreadas pelo governo.
— Eu nem quero pensar nisso. A ideia me assusta. Eu poderia ser acusado de espionagem — disse um morador ao ser questionado sobre o que as autoridades iranianas fariam se descobrissem que ele estava conectado. — [Mas] essa dor e essa fúria não deveriam ficar escondidas. O mundo precisa saber o que está acontecendo conosco aqui dentro.
Repressão e vigilância
Outros moradores conseguiram, em janelas curtas de conexão, relatar a situação em diferentes cidades. Em mensagens enviadas à BBC Persian, leitores descrevem um cenário de repressão e vigilância. Um morador de Karaj afirmou que, em um único dia, dezenas de mortos e muitos feridos foram levados a apenas um hospital. Segundo ele, manifestantes passaram a sair às ruas usando máscaras e roupas escuras para evitar identificação por câmeras de segurança.
Em Fardis, na região metropolitana de Teerã, um leitor relatou que forças de segurança passaram a usar apenas munição real. De acordo com o depoimento, agentes teriam se posicionado em telhados para atirar contra a população. “Em cada rua morreram duas ou três pessoas”, escreveu, acrescentando que a internet estava completamente fora do ar. O mesmo relato diz que integrantes da Guarda Revolucionária e da milícia Basij substituíram a tropa de choque, armados com fuzis e apoiados por veículos com metralhadoras pesadas.
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Outros testemunhos apontam para a presença de agentes em hospitais, onde feridos seriam presos, e para a recusa das autoridades em entregar corpos às famílias. Em Ardabil, no noroeste do país, um morador afirmou que agentes de segurança se instalaram em uma unidade de saúde para deter manifestantes feridos. Em Mashhad, no leste do Irã, relatos mencionam um número elevado de mortos e o uso de rajadas de tiros, além da circulação de veículos armados em cidades vizinhas. “Atiram contra a multidão com espingardas”, escreveu um leitor.
Mensagens recebidas pelo veículo indicam que serviços de telefonia e SMS também sofrem interrupções, sobretudo à noite, e que até aplicativos nacionais deixam de funcionar. Um leitor relatou que, após determinado ponto, sair de casa passou a ser visto como risco de morte. Sem correspondentes estrangeiros no país, não é possível verificar de forma independente os relatos, embora descrições semelhantes tenham sido enviadas à imprensa de diferentes regiões.
Medida calculada
Organizações de direitos humanos alertam que o apagão prolongado impede a confirmação de dados sobre vítimas. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, afirma ter confirmado ao menos 192 mortes, mas considera que o número real pode ser muito maior. A Hrana, outra organização com sede nos EUA, por sua vez, disse ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança, além da prisão de mais de 10,6 mil pessoas em duas semanas de protestos. O Irã não divulgou um balanço oficial de mortos.
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A Anistia Internacional declarou que o corte da internet parece ter como objetivo ocultar a dimensão de violações graves de direitos humanos durante a repressão, uma acusação que as autoridades iranianas rejeitam. O comandante-chefe da polícia, Ahmadreza Radan, afirmou que o “nível de repressão” foi elevado e que prisões importantes foram realizadas. Segundo ele, parte das mortes teria ocorrido por golpes de faca ou disparos feitos por “elementos treinados”, e não pelas forças de segurança. O governo também acusa os EUA e Israel pelos distúrbios.
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, motivados pela disparada dos preços e pelo agravamento da crise econômica. Com o passar dos dias, as manifestações ganharam um caráter mais amplo e passaram a questionar diretamente a elite clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. A insatisfação também se voltou contra a Guarda Revolucionária, força poderosa com interesses bilionários em setores estratégicos da economia iraniana.
(Com agências internacionais)
Cerca de 15 mil enfermeiros entraram em greve nesta segunda-feira em três grandes grupos hospitalares privados da cidade de Nova York, reivindicando melhores salários e condições de trabalho. As autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades, que, segundo a Associação de Enfermeiras do Estado de Nova York (NYSNA), ocorreu após meses de negociações para um novo contrato que chegaram a um impasse.
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A associação afirma que esta é a maior greve de enfermeiros da história da cidade. Foram instaladas linhas de piquete em diversos hospitais particulares de Nova York, incluindo unidades do New York-Presbyterian, Montefiore Bronx e Mount Sinai.
“Infelizmente, executivos gananciosos de hospitais decidiram priorizar o lucro em detrimento da segurança do atendimento ao paciente e forçar os enfermeiros a entrar em greve quando preferiríamos estar ao lado de nossos pacientes”, disse Nancy Hagans, presidente da NYSNA. “A administração do hospital se recusa a abordar nossas questões mais importantes: a segurança dos pacientes e dos enfermeiros.”
Autoridades declararam estado de emergência devido à paralisação das atividades em Nova York
Timothy A. Clary/AFP
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou seu apoio às enfermeiras na segunda-feira, dizendo: “Sabemos que durante o 11 de setembro foram as enfermeiras que cuidaram dos feridos”.
“Sabemos que, durante a pandemia global, foram os enfermeiros que foram trabalhar, mesmo à custa da própria saúde”, disse ele, usando um lenço vermelho da NYSNA.
Mamdani apelou a todas as partes para que “retornem imediatamente à mesa de negociações e não a abandonem. Devem negociar de boa fé”. Os grupos hospitalares envolvidos deram alta ou transferiram vários pacientes, cancelaram algumas cirurgias e contrataram pessoal temporário.
Um porta-voz do Mount Sinai disse à CBS News que “infelizmente, a NYSNA decidiu prosseguir com a greve, recusando-se a ceder em suas exigências econômicas extremas, com as quais não podemos concordar, mas estamos prontos com 1.400 enfermeiros qualificados e especializados — e preparados para continuar a fornecer atendimento seguro aos pacientes enquanto durar esta greve.”
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, nesta segunda-feira, que a presença de tropas americanas no México “não está em discussão”, em meio a novas ameaças do magnata republicano sobre uma intervenção no país latino.
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Em ligação telefônica, realizada dias após as últimas ameaças de Trump, na quinta-feira, de “atacar os cartéis de drogas no México por terra”. A fala do presidente americano ocorreu poucos dias depois de liderar ataques à Venezuela em operação militar que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Durante a conversa, que Sheinbaum descreveu como respeitosa, Trump perguntou sua opinião sobre a deposição de Maduro.
— Eu disse a ele que esta é a nossa posição pública, que temos uma Constituição: que somos contra intervenções militares — relatou a presidente, acrescentando que não discutiram mais o assunto.
Resumindo a conversa em sua coletiva de imprensa habitual, a presidente mexicana reiterou que Trump sugeriu a presença de tropas americanas no México para combater os cartéis.
— Eu disse a ele: “Não, isso não está em discussão, mas continuaremos a colaborar dentro da estrutura da nossa soberania”, disse Sheinbaum, reforçando uma posição que já havia expressado em outras ocasiões.
Anteriormente, a presidente afirmou nas redes sociais que a conversa abordou “segurança com respeito às nossas soberanias, a redução do narcotráfico, comércio e investimento”. Sheinbaum explicou que solicitou a reunião depois que Trump ameaçou realizar ataques terrestres contra os cartéis, que, segundo ele, “controlam o México”. A presidente lembrou ao líder republicano os resultados alcançados por sua administração na luta contra o narcotráfico.
— O fluxo de fentanil do México para os Estados Unidos foi reduzido em 50% (…). Mesmo as mortes relacionadas ao fentanil nos Estados Unidos diminuíram em aproximadamente 43% — disse ela.
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Sheinbaum pediu ainda ao governo vizinho que controle o consumo e destacou a apreensão de laboratórios de drogas, a prisão de indivíduos ligados ao crime organizado e a redução dos homicídios no México.
A questão da segurança tem sido repetidamente usada por Trump para ameaçar impor tarifas ao México e interromper as negociações do acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá (USMCA), previsto para 2026. Esse acordo é crucial para a economia mexicana, que destina 80% de suas exportações aos Estados Unidos.
O Ministério do Serviço Penitenciário venezuelano informou nesta segunda-feira a libertação de 116 presos políticos, embora o número reportado até agora pela ONG especializada Foro Penal seja de 40. Isso faz parte de um processo de solturas anunciado na semana passada, após a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, num bombardeio dos EUA, na madrugada de 3 de janeiro. Desde então, o mandatário americano, Donald Trump, afirma que está no comando do país latino. No domingo, o republicano disse estar satisfeito com a sucessora do chavista, a presidente interina Delcy Rodríguez, e indicou que está disposto a se reunir com ela. Em paralelo, o republicano publicou em sua rede social uma imagem alterada de seu perfil no Wikipedia em que aparece como “presidente encarregado da Venezuela”.
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O número de adversários do regime que foram libertados pode subir para 48 se forem incluídos partidos da oposição e outras ONGs. De acordo com o presidente da Foro Penal, Alfredo Romero, ao menos 24 presos políticos foram soltos na manhã desta segunda-feira, dentre eles 9 mulheres e 15 homens, e incluindo o cidadão italiano Alberto Trentini.
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Antes, durante a noite, a mesma organização noticiou 15 solturas, mas os libertados não saíram pela porta principal. Familiares relatam que eles estão sendo levados para a sede do serviço de contrainteligência em Caracas para serem soltos.
Este tem sido um processo lento e angustiante desde o primeiro anúncio na última quinta-feira. As famílias dos presos políticos se aglomeram em frente ao Helicoide, em Caracas, e ao Rodeo I, nos arredores da capital, à espera das libertações.
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— O que outros familiares nos contam é que os levam para um lugar perto de El Rodeo, pedem que tirem o uniforme, dão roupa comum e até colocam perfume neles — disse à AFP Daniela Camacho, cujo marido, José Daniel Mendoza, foi detido há dois anos e meio.
Seu pai, Manuel Mendoza, também estava lá. Ele viaja seis horas do estado de Yaracuy para ver o filho por apenas 20 minutos, uma vez por semana.
— Se eles deram o passo de oferecer a libertação de todos os presos políticos, estamos apenas pedindo que cumpram a palavra que puseram sobre a mesa. Já são quatro dias ao relento, passando por dificuldades — protestou.
No domingo, dia de visita, os familiares mantiveram o protocolo que cumpriram por anos. Levaram produtos de higiene, entraram na prisão encapuzados e depois viram seu familiar preso por meio de um vidro.
— Estou muito feliz e esperançosa — contou Mireya Sierra, cujo marido e filho estão detidos em El Rodeo I há 11 meses por criticar o governo, acrescentando depois da visita que: — [Os detentos] estão muito contentes, mantendo a calma porque já sabem que a qualquer momento todos vão sair.
Ainda nesta segunda-feira, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, disse que transmitiu para Delcy “a necessidade de continuar libertando presos políticos”, durante um telefonema na semana passada.
Oposição vai ao Papa
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, pediu na segunda-feira ao Papa Leão XIII, durante uma audiência no Vaticano, que “intercedesse” em favor de mais de mil presos políticos em seu país.
Papa Leão XIV durante uma audiência privada com a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz da Venezuela, María Corina Machado, no Vaticano
VATICANO MEDIA / VATICANO MEDIA / AFP
“Pedi a ele que intercedesse por todos os venezuelanos que continuam sequestrados e desaparecidos”, disse Machado após a reunião, que ocorreu pouco mais de uma semana depois da deposição do líder autoritário Nicolás Maduro pelas forças armadas americanas.
“Com o acompanhamento da Igreja e a pressão sem precedentes do Governo dos Estados Unidos, a derrota do mal no país está mais próxima”, acrescentou ela em um comunicado publicado no X por sua equipe. (Com AFP)
A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em português) divulgou que a tripulação da Crew-11 da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) retorna à Terra na próxima quinta-feira (15), num pouso na água próximo à Califórnia. A agência federal emitiu comunicados na última semana sobre a possibilidade de antecipar essa volta, decisão inédita do órgão. Isso ocorreu devido a um problema de saúde de uma dos astronautas na missão.
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A Crew-11 chegou à estação internacional em 1º de agosto do ano passado a bordo de uma cápsula Crew Dragon da Space X. A previsão era de que a missão continuasse até meados de fevereiro, quando seriam substituídos pela tripulação Crew-12. Essa é a primeira vez, em 25 anos da ISS, que uma equipe retorna mais cedo devido a um problema médico.
Em comunicado divulgado na última sexta-feira (9), a Nasa anunciou que a previsão de chegada da Crew-11 é para a próxima quinta-feira (15). O cronograma de retorno começa um dia antes, na quarta, com uma série de etapas a serem seguidas. A primeira delas é o início da cobertura do fechamento da escotilha, às 15h no horário da Califórnia, no EUA (19h no horário de Brasília).
As etapas seguem com fechamento da escotilha, início da cobertura da operação de desencaixe e desacoplamento, esta às 17h (21h em Brasília). Já na quinta-feira, às 2h15 (6h15 em Brasília) é previsto o início da cobertura de retorno, queima de desorbitação e, por fim, aterrissagem na água, às 3h40 (7h40 em Brasília). Uma conferência é prevista para cerca de duas horas depois.
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A Nasa não deu detalhes sobre a situação médica e nem sobre qual astronauta foi acometido, mas disse que a condição do paciente afetado é estável. Segundo a agência, o retorno antecipado não é uma emergência, mas uma decisão a que se chegou pelo “risco persistente”, disse no comunicado na última quinta-feira (8).
A tripulação Crew-11 da Nasa-SpaceX é composta por quatro astronautas: os americanos Michael Fincke e Zena Cardman, o japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. Eles normalmente passam períodos de seis a oito meses na estação espacial, onde há acesso a equipamentos médicos básicos e medicamentos para alguns tipos de emergências, destaca a Reuters.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou no domingo o tom contra Cuba ao instar o governo da ilha a “alcançar um acordo antes que seja tarde demais”, sob a ameaça de interromper o fluxo de petróleo e recursos financeiros vindos da Venezuela. A resposta de Havana veio nesta segunda-feira, quando o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que não há negociações políticas em andamento com Washington, mas sim apenas contatos técnicos limitados à área migratória, descartando qualquer diálogo mais amplo com o governo americano. 
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O alerta veio uma semana após forças dos Estados Unidos capturarem o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, aliado histórico do regime cubano. Em mensagem publicada em sua rede Truth Social, o republicano foi direto: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA: ZERO! Sugiro enfaticamente que cheguem a um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”. 
O presidente americano não detalhou que tipo de acordo estaria propondo nem quais seriam as consequências concretas de uma recusa por parte de Havana. Ainda assim, indicou no domingo que seu governo estaria em diálogo com Cuba, afirmação prontamente negada por Díaz-Canel. 
“Não há negociações com o governo dos EUA, exceto por contatos técnicos na área de migração”, escreveu o presidente cubano na rede X, ao reforçar que a ilha não está discutindo qualquer entendimento político com Washington. 
E Díaz-Canel ainda reafirmou que Cuba “segue à risca” qualquer negociação com os Estados Unidos. 
“Existem acordos migratórios bilaterais em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente. Como demonstra a história, as relações entre EUA e Cuba, para avançarem, devem se basear no direito internacional, e não na hostilidade, na ameaça e na coerção econômica”, acrescentou no X. 
Aliada da Venezuela há décadas e governada por um regime comunista, Cuba tem sido alvo de uma retórica cada vez mais agressiva por parte de Trump desde a queda de Maduro. Pouco antes de enviar sua mensagem a Havana, o presidente dos Estados Unidos fez novamente um comentário que sugeriu que seu secretário de Estado, Marco Rubio, poderia assumir a presidência de Cuba, acrescentando: “Parece bom para mim!”. 
Questionado mais tarde por jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma de suas prioridades é lidar com a situação de cubanos expulsos do país ou que “saíram sob coerção”. Segundo ele, o foco imediato é atender cidadãos americanos ou pessoas que vivem nos Estados Unidos, sem esclarecer de que forma isso estaria ligado a um eventual acordo com Havana. 
A escalada verbal acontece durante a mais grave crise econômica que Cuba enfrentou em trinta anos, caracterizada pela alta da inflação, apagões constantes e falta de alimentos, medicamentos e combustíveis. A partir do início dos anos 2000, a ilha passou a depender significativamente do petróleo venezuelano, disponibilizado por meio de acordos estabelecidos durante o governo de Hugo Chávez. 
“Até a última gota de sangue” 
Um total de 32 cubanos morreram nos ataques militares americanos na Venezuela, assim como dezenas de integrantes das forças de segurança venezuelanas. A ilha tenta há mais de 60 anos combater o estrangulamento de sua economia provocado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962 e reforçado desde então. 
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer”, respondeu no X Miguel Díaz-Canel, ao sublinhar que a ilha “está se preparando” e “disposta a defender a Pátria até a última gota de sangue”. 
Nas ruas de Havana, a aposentada Mercedes Simón, de 65 anos, minimizou as ameaças do presidente americano: “Trump não vai tocar em Cuba, não vai tocar (…) Veja que todos os presidentes dizem, dizem, dizem, mas não agem”. 
Para Marcos Sánchez, um trabalhador do setor gastronômico de 21 anos, “seria bom” que entre Cuba e Estados Unidos “pudesse haver algum tipo de relação”. “Deveria haver um acordo e não recorrer à violência nem a nenhum tipo de ação negativa contra o país”, disse à AFP.  
Temendo uma ação militar, Regla González, dona de casa de 54 anos, anunciava que “as bombas não têm nomes e os conflitos, de uma forma ou de outra, afetam todo o mundo”. 
“O princípio do fim” 
Desde 2000, Havana passou a depender cada vez mais do petróleo venezuelano, recebido como parte de um acordo firmado com o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, morto em 2013. 
Na publicação na Truth Social, Trump afirmou que “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO provenientes da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, MAS ISSO ACABOU!”. 
E acrescentou: “A maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos Estados Unidos na semana passada, e a Venezuela já não precisa da proteção dos capangas e extorsionistas que a mantiveram refém por tantos anos”. 
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou no X após o comentário de Trump que “Cuba não recebe nem nunca recebeu compensação monetária ou material pelos serviços de segurança que tenha prestado a qualquer país. Ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados”. 
Rodríguez ainda disse que seu país “tem o direito absoluto de importar combustível de qualquer mercado disposto a exportá-lo”. As falas vêm depois de Trump utilizar uma linguagem provocadora sobre Cuba após insinuar que outros países também estariam em sua mira depois da captura de Maduro. Recentemente, ameaçou Colômbia, México, Irã e Groenlândia. 
Alguns parlamentares republicanos elogiaram no domingo os comentários agressivos de Trump sobre Cuba, entre eles Mario Díaz-Balart, representante da Flórida de origem cubana. 
“Estamos presenciando o que, estou convencido, será o princípio do fim do regime em Havana. A tirania em Cuba não sobreviverá ao segundo mandato do presidente Trump, e Cuba será finalmente livre após décadas de miséria, tragédia e dor”, escreveu Díaz-Balart em espanhol no X.

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