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O Pentágono teria empregado um avião militar pintado para se passar por aeronave civil em um ataque contra uma suposta embarcação de contrabando de drogas no ano passado, que resultou na morte de 11 pessoas. A informação foi revelada nesta segunda-feira pelo The New York Times.
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Segundo o jornal, a operação pode ter violado as leis internacionais dos conflitos armados, que proíbem combatentes de “fingir status civil para enganar adversários (…) um crime de guerra chamado ‘perfídia’”.
O ataque foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais em 2 de setembro de 2025. Na ocasião, ele afirmou que os alvos eram integrantes da organização criminosa Tren de Aragua, “operando sob o controle de Nicolás Maduro, responsáveis por assassinatos em massa, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e atos de violência e terror”.
De acordo com o Times, a aeronave utilizada na operação foi pintada para aparentar ser civil, e seu armamento foi ocultado dentro da fuselagem, em vez de ficar visível sob as asas, como ocorre em aviões militares convencionais.
A Casa Branca confirmou que um almirante dos Estados Unidos, atuando sob a autoridade do secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou uma operação militar de “duplo impacto”, que atingiu a embarcação em duas ocasiões.
“Dois sobreviventes do ataque inicial depois pareceram acenar” para o avião disfarçado enquanto se agarravam aos destroços da embarcação, antes de serem mortos em um segundo ataque, informou o The New York Times.
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Desde então, outras aeronaves claramente militares, incluindo drones MQ-9 Reaper, passaram a ser empregadas em ações contra embarcações suspeitas.
Ao todo, pelo menos 107 pessoas morreram em ao menos 30 ataques desde setembro. Desses, 19 ocorreram no Pacífico Oriental, seis no Caribe e cinco em locais não especificados.
Ainda segundo o Times, o Congresso americano levantou questionamentos sobre a possível “perfídia” durante sessões informativas a portas fechadas com líderes militares. Até o momento, porém, não houve debates públicos sobre o tema.
A líder de extrema direita Marine Le Pen volta a colocar em jogo, a partir desta terça-feira, sua candidatura à eleição presidencial da França de 2027, durante um julgamento em grau de apelação em Paris por desvio de fundos públicos europeus.
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Em março, um tribunal de primeira instância a condenou a cinco anos de inelegibilidade com aplicação imediata, decisão que sacudiu o cenário político francês e foi classificada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma “caça às bruxas”.
“Espero poder convencer os magistrados da minha inocência”, disse na segunda-feira à imprensa a política de 57 anos, cuja “única linha de defesa” será “dizer a verdade”. “Esperando que me escutem melhor do que em primeira instância”, acrescentou.
O julgamento em apelação começa às 13h30 (12h30 GMT) e deve se estender até 11 de fevereiro. O processo ocorre num momento em que Le Pen ou seu pupilo, Jordan Bardella, lideram as pesquisas para suceder o centrodireitista Emmanuel Macron, impedido constitucionalmente de disputar um novo mandato em 2027.
Marine Le Pen
Dimitar Dilkoff/AFP
Além de Le Pen, outras 23 pessoas — entre ex-eurodeputados, dirigentes e funcionários do antigo Frente Nacional (FN), rebatizado de Reagrupamento Nacional (RN) — também foram condenadas, assim como o próprio partido. Doze réus e a legenda recorreram da sentença.
A Presidência da França é o principal objetivo político de Le Pen desde 2011, quando assumiu o comando do FN, herdado do pai, Jean-Marie Le Pen. Desde então, buscou suavizar a imagem extremista da legenda e ampliar seu eleitorado.
A condenação de março, porém, a afastou da disputa ao impor dois anos de prisão em regime fechado, multa de 100 mil euros (US$ 117 mil) e, sobretudo, a inelegibilidade imediata. Os juízes justificaram a decisão pela necessidade de “zelar para que os cargos eletivos (…) não se beneficiem de um regime de favor, incompatível com a confiança que os cidadãos buscam na vida política”.
Segundo o tribunal, Le Pen foi responsável por um “sistema” montado entre 2004 e 2016 para que assistentes parlamentares pagos pelo Parlamento Europeu trabalhassem, “na realidade”, para o partido — prática proibida pelas regras da instituição. A Justiça não identificou enriquecimento pessoal e determinou a devolução de 3,2 milhões de euros (US$ 3,72 milhões) ao Parlamento Europeu.
‘Preocupante’
Na apelação, os advogados Rodolphe Bosselut e Sandra Chirac-Kollarik devem adotar uma estratégia distinta, evitando negar integralmente os fatos e sustentando que Le Pen não teve intenção criminosa, segundo aliados da dirigente.
O objetivo é obter, em caso de nova condenação, uma pena que não a impeça de disputar a eleição presidencial de 2027 e de fazer campanha. Se o tribunal mantiver a sentença, ainda caberá recurso à Corte de Cassação. O presidente da corte, Christophe Soulard, afirmou que, nesse cenário, tentariam se pronunciar antes do pleito, “se for possível”.
“Seria muito preocupante para a democracia que a Justiça privasse os franceses de uma candidata à eleição presidencial que já se classificou duas vezes para o segundo turno e hoje aparece como favorita”, afirmou Bardella na segunda-feira.
Nove meses após a condenação, porém, a imagem de Le Pen — finalista das eleições presidenciais de 2017 e 2022 — se deteriorou na opinião pública. Cresce, assim, a possibilidade de que Bardella, de 30 anos, seja o candidato da extrema direita.
Segundo pesquisa do instituto Verian para o jornal Le Monde, publicada no domingo, 49% dos franceses consideram que, entre os dois, o presidente do RN é quem tem “mais chances de ganhar a eleição presidencial”.
O corte de internet no Irã, imposto pelas autoridades em 8 de janeiro, já dura mais de 108 horas, segundo informou na terça-feira a ONG Netblocks, especializada em monitoramento de redes. Manifestantes afirmam que a medida tem como objetivo ocultar a repressão aos protestos em curso no país.
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“Já se passaram 108 horas desde que o Irã impôs um apagão nacional da internet, deixando os iranianos isolados do resto do mundo e entre si”, afirmou a Netblocks em uma publicação no X.
A internet foi cortada em todo o território iraniano no 12º dia do movimento de protestos que desafia o poder, que é acusado de intensificar a repressão contra os manifestantes.
Os protestos no Irã eclodiram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã organizaram uma manifestação contra o aumento dos preços no país e o colapso do rial, o que desencadeou uma onda de ações semelhantes em outras cidades.
Desde então, os atos se espalharam por pelas províncias iranianas e deixaram centenas de mortos, incluindo membros das forças de segurança.
De acordo com vídeos cuja autenticidade foi verificada pela AFP, os manifestantes entoavam slogans como “é a batalha final, Pahlavi voltará”, em alusão à dinastia derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, ou “Seyyed Ali será destituído”, em referência ao líder supremo Ali Khamenei, no poder desde 1989.
O Irã está “atualmente sujeito a um corte de internet em escala nacional”, afirmou a ONG de vigilância de segurança cibernética Netblocks, com base em “dados em tempo real” e referindo-se a “uma série de medidas de censura digital (…) contra as manifestações”.
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, voltou a pedir na última quinta-feira “a máxima moderação” frente aos manifestantes, bem como o “diálogo” e a escuta às “reivindicações do povo”.
Estas manifestações, inicialmente ligadas ao custo de vida, são as maiores no Irã desde as que ocorreram após a morte, em 2022, de Mahsa Amini, presa por supostamente violar as rígidas normas de vestuário para mulheres.
Por mais de um milênio, permaneceram protegidos do tempo e de saqueadores. Agora, escavações arqueológicas realizadas em uma área rural da Hungria revelaram três tumbas intactas de guerreiros de elite com cerca de 1.100 anos, oferecendo novas pistas sobre a hierarquia social e os vínculos familiares das tribos magiares. A descoberta foi coordenada por pesquisadores do Museu do Soldado József, em Kecskemét.
Os sepultamentos foram encontrados nas proximidades de Akasztó, a cerca de 92 quilômetros ao sudeste de Budapeste, e datam das décadas de 920 e 930, período em que os magiares consolidavam seu domínio na Bacia dos Cárpatos. Segundo os arqueólogos, a preservação excepcional dos túmulos permitiu recuperar não apenas armas e joias, mas também materiais orgânicos raramente conservados em sítios do período.
Riqueza funerária e rituais da nobreza guerreira
A tumba principal pertencia a um jovem entre 17 e 18 anos e continha objetos associados à mais alta elite militar, como uma rara placa tarsal de prata — da qual existem menos de 30 exemplares conhecidos na região —, anéis de ouro, braceletes de prata e um arreio de cavalo ricamente ornamentado. O sepultamento incluiu partes do animal, um ritual reservado à nobreza guerreira, o que, de acordo com o Museu do Soldado József, coloca o achado entre os mais importantes da região do rio Tisza no século X.
O segundo túmulo era de um adolescente entre 15 e 16 anos, enterrado com arco, flechas e um cinto decorado, enquanto o terceiro pertencia a um adulto de 30 a 35 anos, acompanhado por um sabre, moedas e equipamentos de montaria. No total, foram encontradas 81 moedas, em sua maioria cunhadas no norte da Itália durante o reinado de Berengário (888–924), bisneto de Carlos Magno, possivelmente obtidas em expedições militares, segundo os pesquisadores.
Análises genéticas indicaram que os três indivíduos compartilhavam a mesma linhagem paterna. Para a equipe arqueológica, em declaração à Live Science, os dados sugerem que se tratava de parentes próximos, possivelmente integrantes de um mesmo séquito familiar, uma forma comum de organização militar durante a conquista húngara. Estudos isotópicos também apontaram uma dieta rica em proteína animal, compatível com um grupo social privilegiado.
Descrita como uma “sensação arqueológica” pelo Museu do Soldado József em Kecskemét, a descoberta segue em fase de análise e restauração. Os especialistas afirmam que os artefatos e tecidos preservados poderão esclarecer aspectos pouco conhecidos das vestimentas, dos costumes e da estrutura social da elite guerreira magiar, lançando nova luz sobre a organização militar e familiar do início da Idade Média na Europa Central.
O que parece miragem ao longo da rodovia logo se revela um dos maiores canteiros de obras do mundo. Em meio ao deserto da Arábia Saudita, a cerca de 45 quilômetros de Riade, guindastes e máquinas anunciam a transformação de Qiddiya, cidade planejada para abrigar cerca de 500 mil moradores e gerar 300 mil empregos, no novo polo de entretenimento e esportes do país.
Durante a pausa do Rali Dakar, jornalistas foram convidados a visitar a região onde está em construção o Speed Park Track, circuito que deve receber o Grande Prêmio da Arábia Saudita de Fórmula 1 a partir de 2028. No local, trabalham cerca de 6 mil operários, em um projeto orçado em US$ 500 milhões, segundo informações apresentadas aos visitantes. Próximo dali, no topo de uma montanha, será erguido o estádio Mohammed Bin Salman, com capacidade para 47 mil pessoas, que sediará partidas da Copa do Mundo de 2034, marcando o retorno do torneio ao Oriente Médio após o Catar-2022.
Uma pista desenhada para o espetáculo
Idealizado em 2017, o circuito de Qiddiya tem 4,5 quilômetros de extensão, 21 curvas e combina trechos fechados com áreas que lembram circuitos de rua. O traçado foi desenvolvido por Hermann Tilke em parceria com os ex-pilotos de Fórmula 1 Jenson Button, campeão mundial em 2009, e Alexander Wurz. Um dos pontos mais ousados é a curva Blade, sustentada por colunas em “V” e com elevação de 70 metros — o equivalente a um prédio de 20 andares. As corridas serão noturnas, seguindo o modelo do GP de Jeddah, que continuará no calendário até 2027. Simulações indicam velocidades próximas de 330 km/h, e há negociações para receber provas da MotoGP e do Mundial de Endurance (WEC).
O autódromo terá infraestrutura permanente, com até 80 boxes, e incluirá um edifício da Mercedes que pretende replicar, em escala local, a experiência temática do Ferrari World, em Abu Dhabi. Embora dedicado ao automobilismo, o espaço também poderá receber outras atividades ao longo do ano.
Fora das pistas, Qiddiya reforça a ambição de se consolidar como destino turístico global. O parque temático Six Flags, inaugurado em dezembro, abriga a montanha-russa mais longa, alta e rápida do mundo, alcançando 250 km/h. Estão previstos ainda um parque aquático com praias artificiais e surfe, um parque inspirado no anime Dragon Ball, campos de golfe, centro equestre e estúdios de cinema. A expectativa é atrair cerca de 10 milhões de visitantes por ano, embora os responsáveis não divulguem o investimento total da cidade.
Apelidada de “Cidade do Futuro”, Qiddiya sintetiza a estratégia saudita de diversificar sua economia por meio do entretenimento e do esporte. Ao reunir eventos como o Rali Dakar, a Fórmula E, a Fórmula 2 e, em breve, a Fórmula 1, o megaprojeto se consolida como a principal vitrine dessa aposta inédita em pleno deserto.
O homem encara a câmera com firmeza, segundos antes do disparo. Ao seu redor, soldados alemães observam em silêncio, enquanto uma vala comum já aberta antecipa o desfecho. Feita em 1941, na Ucrânia ocupada, a fotografia atravessou décadas como um dos registros mais perturbadores do genocídio judeu sob o nazismo — e agora volta ao centro do debate histórico com uma revelação inédita.
O historiador alemão Jürgen Matthäus conseguiu identificar o executor que aparece na imagem: Jakobus Onnen, integrante dos esquadrões da morte nazistas. A conclusão, publicada na revista Zeitschrift für Geschichtswissenschaft, foi possível graças ao uso de inteligência artificial e à colaboração de parentes de Onnen, que forneceram fotografias do período da guerra. As análises de reconhecimento facial apontaram taxas de similaridade entre 98,5% e 99,9%, números considerados elevados para imagens históricas de baixa resolução.
Confira a foto:
‘O Último Judeu em Vinnytsia’, uma das fotografias mais famosas do Holocausto
Reprodução
Uma imagem, novas certezas
Conhecida mundialmente como “O Último Judeu de Vinnitsa”, a fotografia foi divulgada pela primeira vez em 1961, durante o julgamento de Adolf Eichmann, pela agência United Press International (UPI). Durante décadas, acreditou-se que o massacre retratado havia ocorrido em Vinnitsa. Matthäus, porém, já havia corrigido essa versão ao analisar documentos doados ao Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, onde atuou como pesquisador. Um diário de guerra do oficial da Wehrmacht Walter Materna, datado de 28 de julho de 1941, confirmou que a execução ocorreu na Cidadela de Berdychiv, também na Ucrânia, e evidenciou o conhecimento do exército regular alemão sobre os assassinatos em massa promovidos pelos Einsatzgruppen.
Comparação entre diferentes fotografias que permitiram a identificação de Jakobus Onnen, na sequência de uma investigação do historiador alemão Jürgen Matthäus
Divulgação
Jakobus Onnen tinha 34 anos quando participou do crime. Nascido em 1906, em Tichelwarf, perto da fronteira com a Holanda, vinha de uma família de classe média, era professor e falava vários idiomas. Ingressou cedo na SA, depois na SS, e acabou integrado aos Einsatzgruppen, responsáveis pela morte de centenas de milhares de civis — em sua maioria judeus — nos territórios ocupados da União Soviética. Segundo Matthäus, a imagem “mostra claramente que o assassino era membro da Polícia de Segurança Alemã e do SD, sob as ordens diretas de Heinrich Himmler”.
A vítima, no entanto, segue sem nome. De acordo com Matthäus, essa ausência é comum mesmo após décadas de investigação. O banco de dados do Yad Vashem, em Jerusalém, reúne cerca de 4,7 milhões de nomes de mortos no Holocausto, mas ainda registra aproximadamente 1,3 milhão de vítimas não identificadas. “Ainda tenho esperança de que, no futuro, possam surgir pistas concretas que ajudem a responder quem era o homem que estava prestes a ser baleado”, afirmou o historiador ao jornal El País.
Onnen morreu em agosto de 1943, durante um ataque de guerrilheiros na Ucrânia, o que o impediu de responder judicialmente por seus crimes. Entre milhares de imagens que documentam as atrocidades nazistas, apenas cerca de dez mostram execuções em andamento. Muitas foram destruídas deliberadamente; outras, analisadas por pesquisadoras como Wendy Lower, autora de The Pit, tornaram-se provas centrais na reconstrução do maior crime da história contemporânea. Ainda assim, como resume Matthäus, a identificação das vítimas continua sendo o elo mais frágil entre a memória, os arquivos e a justiça histórica.
O universo voltou a surpreender a comunidade astronômica com uma descoberta que parece saída de uma simulação de computador, mas que é uma realidade física. Uma equipe de pesquisadores conseguiu observar o sistema J1218+1035, um fenômeno sem precedentes no qual três galáxias estão em pleno processo de união gravitacional enquanto seus respectivos buracos negros supermassivos se alimentam simultaneamente.
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A descoberta, publicada na revista científica The Astrophysical Journal Letters, oferece uma janela única para entender como crescem as estruturas mais massivas do cosmos. Segundo a teoria do modelo hierárquico, as galáxias evoluem ao se fundirem ao longo de bilhões de anos. Captar, porém, um evento triplo com tamanho nível de atividade representa um marco tecnológico e científico.
Evidências de uma dança gravitacional
O sistema identificado não é uma simples coincidência visual a partir da Terra. Astrônomos confirmaram que as três galáxias interagem fisicamente após analisar diversos indicadores de alta precisão. Entre as evidências que confirmam essa fusão estão:
A presença de caudas de maré, estruturas de gás e estrelas que se estendem entre as galáxias devido à força gravitacional.
Medições de velocidade que mostram que os três corpos celestes se movem de forma coordenada.
Uma distribuição espacial em que duas galáxias estão separadas por cerca de 22 mil anos-luz, enquanto a terceira se encontra a aproximadamente 97 mil anos-luz.
Esse cenário está de acordo com modelos teóricos que descrevem encontros próximos nos quais as galáxias se aproximam, se afastam temporariamente e voltam a se unir até formar um único sistema massivo.
Três núcleos ativos revelados
O que torna o sistema J1218+1035 realmente especial é o comportamento de seus centros. No coração de quase toda galáxia existe um buraco negro supermassivo. Durante uma fusão, o gás perde energia e cai em direção a esses núcleos, “alimentando-os” e gerando uma liberação intensa de radiação.
A pesquisa começou com a detecção de poeira quente pelo telescópio infravermelho WISE, da Nasa. A confirmação final de que os três buracos negros estavam ativos ao mesmo tempo veio com observações do Very Large Array (VLA), nos Estados Unidos.
O observatório identificou fontes compactas de rádio e radiação síncrotron (emissão de energia produzida quando partículas carregadas, como elétrons, se movem quase à velocidade da luz e são desviadas por campos magnéticos intensos) em cada um dos centros — um sinal inequívoco de partículas aceleradas por campos magnéticos extremos.
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Esse tipo de observação permite validar o que a astronomia moderna sustenta por meio de cálculos: as galáxias não são ilhas estáticas. Ao interagir, a gravidade empurra o material para o centro, ativando o núcleo galáctico e influenciando diretamente a formação de novas estrelas e a forma final do sistema unificado.
Embora simulações já previssem que, em ambientes densos, poderiam ocorrer fusões múltiplas com vários núcleos ativos, detectar um evento desse tipo em plena atividade no universo próximo era extremamente difícil.
A descoberta permite aos cientistas estudar em detalhe como o crescimento dos buracos negros se sincroniza com o das galáxias que os abrigam.
Ynys Enlli, mais conhecida como Bardsey Island, uma pequena ilha ao largo da costa do País de Gales com apenas três moradores permanentes, anunciou a abertura de três vagas de emprego com moradia gratuita, em uma oferta que atrai atenção global por sua singularidade.
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A ilha, situada cerca de três quilômetros da ponta da Península de Llŷn, é acessível apenas por barco, possui 15 residências e não tem eletricidade da rede pública, carros ou banheiros dentro das propriedades. Apesar das condições desafiadoras, a proposta combina trabalho com experiência de vida em um ambiente natural e histórico, com aproximadamente 2,5 km de extensão.
A primeira vaga é para assistente de guarda de visitantes, com início previsto em março e deadline para envio de currículos na próxima sexta-feira (16). O contratado integrará a equipe responsável por receber turistas durante a temporada, em um local que recebe visitantes interessados em sua natureza e história. A posição inclui moradia compartilhada gratuita, com internet e espaço para cultivo de alimentos, e remuneração de 12,71 libras por hora (R$ 92, na cotação atual).
Os turistas chegam à ilha por meio de uma viagem de barco de 20 minutos, partindo de Porth Meudwy, com tarifa de cerca de 50 libras esterlinas (R$ 362). A embarcação funciona diariamente, dependendo do clima e da demanda.
Ilha de Ynys Enlli possui apenas 15 propriedades
Divulgação | Ynys Enlli
A segunda vaga destina-se a um casal ou família com experiência em agricultura para trabalhar nas fazendas da ilha. Esse contrato começa em setembro de 2026, com períodos de transição ao longo do ano com os ocupantes atuais. Os selecionados receberão rebanho para pastagem e maquinário, além de uma casa de fazenda fora da rede elétrica, com três quartos e banheiro externo de compostagem.
A terceira posição é para oficial de projetos, que coordenará atividades de divulgação e engajamento entre a ilha e o continente. O trabalho será em regime parcial, em home office, com salário anual de 26 mil libras (R$ 191, 4 mil), proporcional à carga horária.
Paisagem e história
Ynys Enlli é reconhecida por sua beleza natural e patrimônio cultural. A ilha foi certificada como o primeiro Santuário Internacional de Céu Escuro da Europa, atraindo observadores do céu noturno, e abriga uma Reserva Natural Nacional e uma Área de Especial Interesse Científico.
Aurora boreal vista em Ynys Enlli
Divulgação | Ynys Enlli
Ela também tem profunda tradição histórica: conhecida como “Ilha dos 20 mil Santos”, a lenda local remonta à Idade Média, quando se acreditava que ali estavam enterrados milhares de santos, e peregrinações eram realizadas ao local.
Além de seus poucos habitantes humanos, a ilha abriga cerca de 200 focas-cinzentas e 300 ovelhas, resultando em uma proporção de animais por pessoa maior do que em muitos lugares do mundo. Outros moradores são voluntários, ou contratados que trabalham por períodos sazonais.
Um ataque russo contra a cidade de Kharkiv, no nordeste de Ucrânia, deixou quatro mortos e vários feridos, informou nesta terça-feira o governador regional.
“O número de pessoas mortas pelo ataque inimigo nos arredores de Kharkiv chegou a quatro”, publicou no Telegram o governador Oleg Sinegubov.
Rússia diz ter usado míssil com capacidade nuclear em ataque contra a Ucrânia
Ele afirmou que outras seis pessoas ficaram feridas no ataque noturno.
O prefeito de Kharkiv, Igor Terejov, disse que um drone russo de longo alcance atingiu uma instalação médica para crianças, provocando um incêndio.
Nos últimos meses, Moscou tem atingido a Ucrânia com ataques diários de drones e mísseis direcionados à infraestrutura energética, com o objetivo de cortar o fornecimento de eletricidade em pleno inverno.
A Austrália anunciou nesta terça-feira que seu embaixador nos Estados Unidos deixará o cargo após três anos, em decorrência do comentário do presidente Donald Trump sobre ele: “Eu também não gosto de você”. O momento da crítica foi registrado e amplamente compartilhado nas redes sociais.
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O embaixador Kevin Rudd, ex-primeiro-ministro, deixará o cargo em 31 de março para assumir a presidência do think tank Asia Society, em Nova York. Rudd já era crítico de Trump antes de se tornar embaixador.
Trump expressou desprezo por Rudd durante uma reunião televisionada entre os líderes dos dois países, o que levou algumas figuras da oposição australiana a pedirem sua renúncia.
O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou, na época, que a decisão de deixar o cargo antecipadamente caberia a Rudd.
Com ataque dos EUA à Venezuela, China ganha argumento para endurecer posição na Ásia
Sob ameaça de Trump, Irã diz que está pronto para negociar, mas ‘preparado para a guerra’, enquanto intensifica repressão
Antes de assumir o cargo em Washington, Rudd descreveu Trump como “o presidente mais destrutivo da História” e alguém que “arrasta a América e a democracia pela lama”.
Rudd apagou os comentários de suas redes sociais depois que Trump venceu a eleição para retornar à Casa Branca, em novembro de 2024.
Rudd, um diplomata de carreira que fala mandarim, foi nomeado embaixador durante a presidência de Joe Biden, quando a Austrália esperava que seu conhecimento sobre a China lhe desse influência em Washington.

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