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Um helicóptero de turismo com três pessoas a bordo desapareceu nesta terça-feira nas proximidades do Monte Aso, um dos vulcões mais ativos do Japão. A aeronave decolou de um zoológico na cidade de Aso às 10h52 (horário local) para um passeio de cerca de dez minutos, mas não retornou, segundo a polícia local.
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Horas depois, por volta das 16h, um helicóptero da polícia avistou um objeto semelhante a uma aeronave dentro da cratera do Nakadake, um dos cinco picos do complexo vulcânico. As autoridades ainda não confirmaram se o objeto é o helicóptero desaparecido.
O piloto, de 64 anos, era um veterano com cerca de 40 anos de experiência, de acordo com a imprensa japonesa. Os passageiros eram um homem e uma mulher, ambos de Taiwan. A aeronave — um Robinson R44, de fabricação americana — realizava seu terceiro voo turístico do dia. Os dois passeios anteriores ocorreram sem intercorrências, informou a operadora Takumi Enterprise.
A região do Nakadake registrava tempo nublado na terça-feira. As buscas foram interrompidas no início da noite por questões de segurança e retomadas na manhã desta quarta-feira. Após o incidente, a Takumi Enterprise decidiu suspender todas as operações de helicópteros, segundo a agência Jiji.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a líderes europeus que “não há volta atrás” em suas ameaças de assumir o controle da Groenlândia, elevando o grau de tensão às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A declaração ocorreu, segundo o periódico inglês Daily Mail, pouco antes de sua viagem à Europa, marcada por um contratempo: o Air Force One precisou retornar à base após uma falha elétrica, atrasando a chegada da delegação americana.
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O Boeing 747 que transportava Trump decolou na noite de terça-feira, mas, cerca de uma hora após iniciar a travessia do Atlântico, a tripulação decidiu regressar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, devido ao que autoridades descreveram como um “pequeno problema elétrico”.
Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada “por excesso de cautela”. O presidente seguiu viagem em outra aeronave e deve chegar a Davos com cerca de três horas de atraso, de acordo com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Apesar do episódio, Trump manteve o tom desafiador. Ao embarcar, disse aos repórteres que esperava uma viagem “interessante” e “bem-sucedida”, mesmo após semanas de atritos com aliados da Otan por suas declarações sobre a Groenlândia.
A insistência do republicano em adquirir a ilha estratégica do Ártico — território autônomo sob soberania da Dinamarca — rendeu críticas de autoridades europeias, que alertam para o risco de uma deterioração nas relações entre Estados Unidos e União Europeia.
Em coletiva na Casa Branca, ao ser questionado até onde estaria disposto a ir para alcançar seus objetivos, Trump respondeu: “Vocês vão descobrir”. Em Davos, o presidente deve usar o palco internacional para reforçar sua agenda e pressionar parceiros europeus.
O confronto verbal se estendeu a líderes do continente. Trump afirmou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, precisa “colocar a casa em ordem” e criticou a situação de imigração e energia no Reino Unido. Também atacou o presidente francês Emmanuel Macron, dizendo que Paris enfrenta “muitos problemas”. O americano voltou a defender que Londres interrompa o uso de turbinas eólicas e explore gás e petróleo do Mar do Norte.
Nas redes sociais, Trump reiterou o recado ao desembarcar para a segunda tentativa de voo. “Os Estados Unidos estarão bem representados em Davos — por mim”, escreveu na Truth Social. O presidente também relacionou sua ofensiva sobre a Groenlândia a decisões recentes do Reino Unido no cenário internacional, classificadas por ele como sinais de “fraqueza” estratégica.
Um novo acidente ferroviário na Espanha, desta vez na região da Catalunha, causou uma morte e cerca de 30 feridos na noite de terça-feira, enquanto o país atravessava o segundo dia de luto pela colisão de dois trens que deixou 42 mortos na Andaluzia.
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Às 21h00 locais (20h00 GMT), “um muro de contenção desabou sobre os trilhos, provocando um acidente no qual esteve envolvido” um trem de cercanias no município de Gelida, a 40 quilômetros a oeste de Barcelona, informou a agência de Proteção Civil catalã nas redes sociais.
A conselheira de Interior e Segurança Pública da Catalunha, Núria Parlon, explicou que uma pessoa morreu e 37 ficaram feridas, das quais “cinco estão em estado grave”.
Integrantes dos serviços de emergência usaram lanternas na escuridão para inspecionar os restos do vagão descarrilado, que havia se transformado em uma massa de metal amassado, segundo constatou um repórter da AFP na noite de terça-feira.
A operadora espanhola de infraestruturas ferroviárias Adif afirmou que uma tempestade provocou a queda do muro, gerando os escombros contra os quais o trem se chocou. Os trens de cercanias da Catalunha permanecerão suspensos, acrescentou o órgão.
Esse novo acidente ocorreu poucas horas depois de os reis da Espanha visitarem a região da Andaluzia, onde a colisão de dois trens com 500 passageiros a bordo deixou ao menos 42 mortos no domingo, em uma das piores tragédias ferroviárias do país.
Os últimos carros de um trem da operadora privada italiana Iryo descarrilaram na rota de Málaga a Madri. Dois vagões acabaram sobre a via contígua justamente quando passava um trem da empresa pública espanhola Renfe, que seguia no sentido contrário, de Madri a Huelva, e acabou colidindo com eles.
Vestidos de preto, Felipe VI e Letizia foram à localidade de Adamuz, ponto zero desse acidente, na província meridional de Córdoba. Ali, aproximaram-se do local onde ainda se encontram os restos dos dois trens e onde continuam os trabalhos de busca por corpos.
Em seguida, visitaram um hospital de Córdoba para conversar com feridos e suas famílias “com a vontade de transmitir-lhes o carinho de todo o país, porque foi um impacto muito forte (…), foi um golpe”, indicou o monarca à imprensa.
Segundo as autoridades regionais, 37 pessoas continuam internadas nos diversos hospitais andaluzes.
Trilho danificado no foco da investigação
Em Adamuz, as equipes de resgate tentam, em especial, levantar os vagões de um dos trens, que caíram em um barranco a partir de uma altura de 4 metros. Para isso, contarão com a ajuda de vários guindastes.
Descartados inicialmente o excesso de velocidade dos trens — que, além disso, colidiram em um trecho reto — e um erro humano, as explicações agora são buscadas nos trilhos e nos próprios trens.
Em particular, uma foto da Guarda Civil em que se pode ver agentes inspecionando um trilho ao qual falta um trecho concentrou muitas das especulações.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que ainda era cedo para saber se a ausência desse segmento da via foi “causa ou consequência” do acidente.
Por sua vez, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, rejeitou categoricamente a hipótese de sabotagem.
“Nunca se considerou a possibilidade de sabotagem, mas, em todo momento e em todas as circunstâncias, questões técnicas e relativas ao que é o transporte ferroviário”, explicou em entrevista coletiva após uma reunião do Conselho de Ministros.
‘Tudo se quebrou’
Emil Jonsson, um sueco que vive na Espanha, contou emocionado à imprensa a experiência do acidente, após receber alta do hospital em Córdoba.
“Havia uma mulher inconsciente ao meu lado, e eu e outro homem tentamos ajudá-la. Ela tinha o rosto coberto de sangue”, contou Jonsson. Segundo ele, telefonou para a mãe desde o trem. “Tudo se quebrou em 2–3 segundos”, concluiu.
Santiago Salvador, um cidadão português ferido no acidente, explicou em um vídeo no Instagram que a cena do sinistro era “um inferno”.
“Saí andando por conta própria”, contou, com o rosto cheio de arranhões e a perna quebrada. É “um milagre estar vivo”, afirmou.
Em julho de 2013, a Espanha já havia sofrido uma grave tragédia ferroviária com o descarrilamento de um trem pouco antes de chegar à cidade de Santiago de Compostela, que deixou 80 mortos.
A Europol anunciou nesta quarta-feira o desmantelamento de uma rede internacional de produção e distribuição de drogas sintéticas que atuava em diversos países europeus, na que classificou como a “maior operação” desse tipo já realizada no continente.
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A ofensiva levou ao fechamento de 24 laboratórios que operavam em escala industrial e à apreensão de cerca de mil toneladas de produtos químicos usados na fabricação de substâncias como MDMA, anfetamina e metanfetamina.
— Trabalho nisso há bastante tempo. Esta é, de longe, a maior operação que já realizamos contra a produção e distribuição de drogas sintéticas — afirmou à AFP Andy Kraag, diretor do Centro Europeu de Combate ao Crime Organizado da Europol: — Acredito que se trata de um golpe realmente duro para os grupos do crime organizado envolvidos no tráfico de drogas, em especial as drogas sintéticas.
A investigação durou cerca de um ano e contou com a atuação conjunta das polícias da Bélgica, República Tcheca, Alemanha, Países Baixos, Polônia e Espanha.
Ao todo, mais de 85 pessoas foram presas, incluindo dois supostos líderes da organização, ambos de nacionalidade polonesa.
Investigação
As suspeitas surgiram em 2024, quando autoridades da Polônia identificaram uma rede que importava grandes volumes de produtos químicos legais da China e da Índia.
Segundo a investigação, o material era posteriormente redistribuído pela Europa com rotulagem enganosa e destinado a laboratórios clandestinos de drogas sintéticas.
A maioria dos detidos é polonesa, mas a organização também contava com a participação de cidadãos belgas e neerlandeses.
De acordo com Kraag, a operação integra uma estratégia mais ampla de desmantelamento da “cadeia de suprimentos” para enfraquecer a indústria das drogas sintéticas.
— Esses grupos criminosos já não têm fornecimento — disse à AFP.
O diretor da Europol destacou ainda que esse tipo de droga representa não apenas graves riscos à saúde pública, mas também está associado à violência, à corrupção, à lavagem de dinheiro e a danos ambientais.
Durante a operação, foram apreendidos mais de 120 mil litros de resíduos químicos tóxicos, normalmente descartados de forma ilegal em terrenos ou cursos d’água.
— Hoje é lucro para os criminosos, amanhã será contaminação — resumiu Kraag.
A maior usina nuclear do mundo voltará a entrar em operação nesta quarta-feira no Japão, anunciou a empresa responsável pela instalação.
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A usina de Kashiwazaki-Kariwa estava paralisada, assim como os demais reatores do país, desde que um terremoto seguido de tsunami provocou o desastre nuclear de Fukushima Daiichi, em 2011.
“Estamos realizando os preparativos para a entrada em operação do reator” da instalação, localizada ao norte de Tóquio, e “prevemos (…) colocá-lo em funcionamento após as 19h00” no horário local (10h00 GMT), informou a Tokyo Electric Power (Tepco) em comunicado.
O Japão, país com escassez de recursos naturais, busca agora reativar a energia nuclear como forma de reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
Até o momento, 14 reatores — a maioria localizada nas regiões leste e sul do arquipélago — já retomaram as atividades, após a adoção de rigorosas normas de segurança.
Kashiwazaki-Kariwa será a primeira usina que a Tepco, operadora também da central de Fukushima, colocará novamente em funcionamento desde o desastre.
O complexo passou por uma série de reforços, incluindo a construção de um dique de 15 metros de altura contra tsunamis, a instalação de novos sistemas elétricos de emergência em áreas elevadas e a adoção de outros dispositivos de segurança.
Um tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quinta-feira o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo a 23 anos de prisão por ajudar e instigar a declaração de lei marcial que, no fim de 2024, suspendeu brevemente o comando civil no país.
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Ao proferir a sentença no Tribunal do Distrito Central de Seul, o juiz Lee Jin-gwan afirmou que a medida, decretada pelo então presidente Yoon Suk Yeol em dezembro daquele ano, teve o “propósito de subverter a ordem constitucional” e configurou uma insurreição.
Segundo o magistrado, Han “negligenciou até o fim seu dever e responsabilidade como primeiro-ministro”.
A pena imposta foi oito anos superior à solicitada pela promotoria.
Após a decisão, o tecnocrata de 76 anos recebeu ordem de se apresentar imediatamente à prisão.
Durante a crise, Yoon enviou soldados à sede do Parlamento e à Comissão Nacional Eleitoral, mas o Legislativo, dominado pela oposição, conseguiu se reunir e revogar a lei marcial.
Posteriormente, o presidente foi destituído pelo Parlamento, decisão confirmada em abril pelo Tribunal Constitucional, e o país realizou uma nova eleição em junho.
Segundo o juiz, Han “teria desempenhado um papel significativo nos atos de insurreição de Yoon e de outros ao assegurar, ao menos formalmente, o cumprimento do requisito procedimental”.
Ele observou que, embora Han “tenha expressado sua preocupação” a Yoon em relação à medida, não se opôs explicitamente nem instou outros membros do gabinete a dissuadir o então presidente.
Han negou ter cometido ilegalidades e insistiu que nunca apoiou nem ajudou na declaração da lei marcial.
Após o afastamento de Yoon, Han assumiu como presidente interino e chegou a ser visto como um forte aspirante conservador na eleição antecipada.
Em maio, ele renunciou ao cargo para promover sua candidatura presidencial, mas esta entrou em colapso quando o partido de Yoon se recusou a indicá-lo.
Como um fragmento achado no chão virou tesouro imperial? Foi essa a pergunta que passou a ecoar em janeiro de 1905, quando um brilho fora do comum interrompeu a rotina da Mina Premier, perto de Pretória, na África do Sul. O mineiro Thomas Evan Powell recolheu do solo uma pedra translúcida que, à primeira vista, parecia vidro. Minutos depois, no escritório do gerente Frederick Wells, ficava claro: tratava-se de um diamante sem precedentes, com 3.106 quilates — cerca de 620 gramas — e pureza excepcional.
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De acordo com reportagem do Infobae, batizado de Cullinan, em referência ao empresário Thomas Cullinan, dono da mina, o achado superava em mais de três vezes o maior diamante conhecido até então. Estudos posteriores revelaram sua origem extraordinária: formado há cerca de 1,18 bilhão de anos nas profundezas do manto terrestre, entre 410 e 660 quilômetros de profundidade, o cristal chegou intacto à superfície após uma violenta erupção vulcânica, algo considerado geologicamente raro.
As nove pedras principais. Acima: Cullinan II, I e III. Abaixo: Cullinan VIII, VI, IV, V, VII e IX
Reprodução/Wikimedia Commons
A descoberta rapidamente ultrapassou os limites da mineração e ganhou contornos políticos. Exibido ao público em Joanesburgo, o diamante passou a ser tratado como ativo estratégico pela Colônia do Transvaal. Em 1907, o governo local decidiu comprá-lo por 150 mil libras esterlinas e oferecê-lo como presente ao rei Eduardo VII, numa tentativa de estreitar laços com o Império Britânico. A aceitação só ocorreu após articulações políticas — entre elas, a intervenção de Winston Churchill, então subsecretário para as Colônias.
Uma viagem cercada de estratégias
O transporte do Cullinan tornou-se um capítulo à parte. Enquanto jornais noticiavam que a pedra cruzaria o oceano escoltada em um navio fortemente vigiado, o verdadeiro diamante seguia discretamente pelo correio comum, escondido dentro de uma simples lata de biscoitos. O cofre a bordo do navio serviu apenas como distração.
O diamante bruto Cullinan
Reprodução
Apresentado oficialmente ao rei em novembro de 1907, o diamante iniciou então sua etapa mais delicada: a lapidação. A tarefa foi confiada aos irmãos Asscher, de Amsterdã. Após semanas de estudo, Joseph Asscher conseguiu dividir a pedra com precisão. O processo resultou em nove grandes diamantes e dezenas de gemas menores.
A rainha Mary usa os diamantes Cullinan I e II como broche, o III como pingente em seu colar de coroação e o IV na base de sua coroa, sob o Koh-i-Noor
Divulgação/Coleção Real
As duas maiores peças tornaram-se símbolos do poder monárquico. O Cullinan I, com 530 quilates, passou a ornamentar o cetro real; o Cullinan II, com 317 quilates, foi incrustado na Coroa Imperial do Estado. Ambos seguem expostos na Torre de Londres como parte das Joias da Coroa Britânica. As demais gemas foram distribuídas entre membros da família real e incorporadas a broches, colares e tiaras usados ao longo de gerações.
Mais de um século depois, o Cullinan transcende seu valor material. Da profundidade da Terra à vitrine do império, o diamante que viajou escondido em uma lata tornou-se um dos maiores símbolos históricos da monarquia britânica — e uma prova de como natureza, poder e narrativa podem se fundir em uma única joia.
A multinacional de mineração suíça Glencore anunciou ontem a descoberta, no início de dezembro de 2025, de um vaso de cerâmica indígena de grande valor histórico, datado de culturas pré-hispânicas. O achado ocorreu durante um levantamento de biodiversidade no projeto El Pachón, um depósito de cobre e molibdênio localizado no Vale de Calingasta, na província de San Juan. Segundo a empresa, a peça é significativa por fornecer evidências diretas das comunidades que habitaram esse território há centenas de anos, além de contribuir para a compreensão de seu modo de vida e de sua relação com o meio ambiente.
Após a descoberta, a Glencore Pachón acionou o protocolo previsto na lei provincial 571-F, que regula a conservação, proteção, preservação, restauração, valorização e divulgação do patrimônio cultural e natural de San Juan. A empresa também notificou as autoridades da Diretoria de Patrimônio Cultural, chefiada pela professora Gladys González, vinculada à Secretaria Provincial de Cultura.
“A descoberta da embarcação no projeto de mineração El Pachón é significativa por diversos motivos”, afirmou Claudia Mallea, mestre em História e diretora do Instituto de Pesquisa Arqueológica e do Museu Professor Mariano Gambier da Universidade Nacional de San Juan, em entrevista ao jornal LA NACION. “Por um lado, a peça integra a pré-história de San Juan; é raro encontrar uma embarcação praticamente completa como esta. Por outro, comprova que o patrimônio arqueológico pode ser tratado de forma eficaz quando uma entidade privada, neste caso a Glencore, fornece aos arqueólogos tudo o que é necessário para a extração do material.”
Segundo Mallea, em declarações a este jornal, o protocolo das empresas de mineração determina que, após a descoberta de uma peça arqueológica ou paleontológica, seja acionada a Direção Provincial do Patrimônio Cultural ou uma força de segurança, como a Gendarmaria Nacional, “que normalmente é o braço direito dos trabalhos arqueológicos”.
“Além disso, as empresas de mineração geralmente contam com um arqueólogo ou consultor em seus quadros, o que permite uma notificação mais rápida”, acrescentou. Neste caso, a empresa de consultoria especializada Arqueo Ambiental apresentou a denúncia formal à Direção do Patrimônio Cultural e coordenou o trabalho com o Instituto de Pesquisas Arqueológicas e o Museu Professor Mariano Gambier para a recuperação do artefato. A operação foi conduzida no local com a participação de Mallea e de sua equipe técnica, além de especialistas em arqueologia, responsáveis pela escavação controlada e pela posterior transferência da peça para o laboratório, onde será estudada e catalogada.
De acordo com análises iniciais, estima-se que o vaso date do final da cultura Calingasta, entre os séculos X e XV, período pré-hispânico que abrange três culturas em San Juan. O estado de conservação da peça despertou particular interesse entre os pesquisadores. Estudos em andamento deverão aprofundar o entendimento sobre seu uso e sobre as condições que permitiram sua preservação ao longo do tempo.
A embarcação será encaminhada ao Instituto de Pesquisa Arqueológica para estudo e, por enquanto, não será exibida ao público.
Fernando Cola, chefe de Estudos Ambientais da Glencore Pachón, destacou que os procedimentos padrão da empresa foram adotados após a descoberta. “Esse tipo de situação demonstra que os protocolos e os programas de treinamento funcionam”, afirmou. “As autoridades foram notificadas imediatamente, especialistas foram consultados, um relatório foi enviado à autoridade competente e trabalhamos juntos no local para a recuperação. Ver todo esse processo se concretizar é muito gratificante e confirma o compromisso da Glencore Pachón com o cuidado e a preservação do patrimônio cultural.”
Em Glencore Pachón, estudos arqueológicos já identificaram mais de duzentos sítios de valor arqueológico dentro da área do projeto, com evidências que vão de antigos assentamentos humanos a vestígios das épocas inca e hispânica.
El Pachón é um depósito de cobre e molibdênio situado a 3.600 metros acima do nível do mar, a cinco quilômetros da fronteira internacional com o Chile, e atualmente encontra-se em estágio avançado de exploração. Ambientalistas disseram a este jornal que, de acordo com a atual lei de proteção de geleiras, o projeto não poderia avançar.
Sue Jacquot é uma mulher do Arizona, Estados Unidos, que aos 81 anos decidiu se tornar gamer e abrir um canal no YouTube para pagar as despesas médicas de seu neto Jack, que foi diagnosticado com câncer.
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Embora a idosa tenha aparecido em plataformas digitais há algumas semanas, em seu primeiro vídeo ela revelou que Austin, outro parente seu, a apresentou ao mundo do Minecraft e que ela praticou durante quatro meses até se sentir pronta para mostrar suas habilidades no videogame.
— Nos primeiros meses, me senti um pouco intimidada e joguei pouco, mas nos últimos meses tenho jogado intensamente e tenho gostado muito. Convido vocês a se juntarem a mim nesta nova aventura — disse a avó no vídeo.
Na gravação, Jacquot, também conhecida como “GrammaCrakers”, explicou a importância de coletar recursos no jogo para construir estruturas criativas e se proteger das criaturas “realmente ruins”.
Diferentemente de outros canais de jogos, o conteúdo dessa avó americana cativou os usuários com seu tom amigável e a maneira como ela se surpreende com as coisas simples que o Minecraft oferece, como galinhas ou flores.
Sue Jacquot, de 81 anos, faz vídeos enquanto joga Minecraft e publica em seu canal no YouTube
Reprodução / YouTube / GrammaCrakers
Embora a idosa não tenha dado muitos detalhes sobre a situação de Jack, sabe-se que ele foi o principal motivo pelo qual ela decidiu se aventurar no mundo digital, já que o jovem de 17 anos foi diagnosticado com sarcoma, um tipo de câncer que se origina nos ossos ou músculos.
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‘GrammaCrakers’ já conta com 370 mil inscritos
Segundo o que Jacquot afirmou em outra publicação, seu neto está recebendo quimioterapia intensiva há mais de um ano, e toda a renda de seu canal foi investida no tratamento do adolescente.
No entanto, para que sua família pudesse arcar integralmente com as despesas hospitalares não cobertas pelo seguro, a mulher também decidiu criar uma campanha no GoFundMe.
Atualmente, o canal do YouTube “GrammaCrackers” tem 370 mil inscritos, mas a avó não pretende parar, já que sua carreira como gamer não só lhe permitiu ajudar o neto, como também demonstrar que nunca é tarde para aprender algo novo.
“Planejei vários vídeos de Minecraft muito interessantes para este mês. Espero que gostem. Amo vocês!”, escreveu Jacquot na descrição do vídeo em que comemorava o crescimento de sua conta.
Um estudo recente realizado por uma equipe de pesquisadores franceses apontou que os cavalos conseguem sentir o cheiro do medo em humanos e ficam mais vigilantes na presença desse sinal químico.
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“A primeira vez que entrei em um estábulo, me disseram: ‘Cuidado, não tenha medo, os cavalos conseguem sentir o seu medo'”, lembra a etóloga Léa Lansade, diretora de pesquisa do Instituto Nacional Francês de Pesquisa Agrícola, Alimentar e Ambiental (INRAE). “Mas isso é figurativo ou literal? Parece ser literal”, questionou a cientista, autora principal do estudo publicado na PLOS Biology.
O olfato é provavelmente o sentido mais utilizado pelos animais para se comunicarem uns com os outros, especialmente em situações de perigo. Em humanos, diversos estudos recentes apontam para o papel do suor produzido pelas glândulas axilares, com compostos como adrenalina, androstadienona e ácido hexadecanoico. Outros estudos mostraram que os cães são capazes de detectar esses sinais humanos.
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Em relação aos cavalos, “sabemos que eles conseguem decifrar nossas expressões faciais, reconhecendo se estamos tristes, felizes ou com raiva” e “também são muito hábeis em reconhecer nossas vozes”, explicou à AFP Lansade, que estuda a percepção das emoções humanas por esses animais há uma década.
Seu estudo sobre o medo foi conduzido após a coleta de odores associados ao medo e à alegria de 30 voluntários, que assistiram a trechos de filmes de terror e comédia com absorventes internos colocados sob as axilas. Em seguida, ela realizou, em colaboração com o Instituto Francês de Cavalos e Equitação, uma série de testes com 43 éguas galesas.
“Contágio Emocional”
Os cavalos receberam focinheiras contendo as amostras coletadas de “medo”, “alegria” ou nenhuma amostra (para servir como controle). Dois testes foram então conduzidos para observar as interações do animal com um humano: se ele se aproximava de uma pessoa próxima e como reagia durante a escovação.
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Outros dois testes visavam observar as reações do animal na ausência de um humano: quando um guarda-chuva era aberto repentinamente à sua frente e quando um objeto desconhecido era colocado em seu espaço. Em todos os casos, os cavalos expostos a um odor de “medo” exibiram sinais acentuados de medo.
Nos testes de interação, eles tocaram menos o humano. E quando o guarda-chuva foi aberto, eles se assustaram mais e também ficaram mais atentos ao objeto desconhecido. O odor do medo humano “os coloca em estado de alerta, de vigilância”, mesmo sem a presença de um humano. “Há um contágio emocional”, insiste Lansade, embora “não saibamos se ele é adquirido por meio do aprendizado após observar pessoas assustadas ou se é um comportamento inato”.
Os cavalos são animais que levam muito tempo para serem domesticados, explica ela. Todos os cavalos domésticos modernos “descendem de uma única manada” originária de uma região ao norte do Cáucaso. “Talvez esse grupo tivesse a capacidade de reconhecer nossas emoções”, sugere ela.
Outra hipótese aponta para o fato de que a comunicação química provavelmente surgiu no início da história evolutiva. Em humanos e equinos — mamíferos que compartilham um ancestral comum muito distante —, as moléculas ligadas ao cheiro do medo podem ser “bastante semelhantes”, explica ela. Uma melhor compreensão desses mecanismos é um elemento importante para o bem-estar, a segurança e a eficácia do treinamento equino, reitera a etóloga.

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