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Um funcionário do McDonald’s foi preso no Texas sob suspeita de aplicar um esquema de cobranças indevidas contra clientes da rede. Giovanni Primo Blount, de 19 anos, morador de Poolville — cidade a cerca de uma hora de Dallas —, foi detido neste domingo (18) após, segundo a polícia, cobrar o dobro do valor das compras realizadas em uma unidade do restaurante em Springtown.
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De acordo com o Departamento de Polícia de Springtown, Blount processava normalmente os pagamentos no caixa, mas, sem o conhecimento dos clientes, utilizava um dispositivo pessoal para passar os cartões novamente, acrescentando cobranças extras que variavam entre US$ 10 e US$ 20. O dinheiro era direcionado para uma conta sob seu controle. As investigações indicam que o prejuízo total chegou a cerca de US$ 680, cerca de R$ 3,6 mil.
Esquema foi descoberto após denúncia de cliente
O caso veio à tona depois que um cliente identificou transações suspeitas em seu cartão de débito e acionou as autoridades. Imagens das câmeras de segurança também flagraram o funcionário cobrando valores abusivos enquanto atendia no drive-thru, segundo informou Christina Derr, administradora assistente da cidade, em entrevista à emissora WFAA.
Durante interrogatório, Blount confessou o crime e devolveu imediatamente parte do dinheiro, ainda de acordo com Derr. Inicialmente, ele foi acusado de furto de propriedade avaliada entre US$ 100 e US$ 750 e teve fiança fixada em US$ 30 mil na Cadeia do Condado de Parker. Posteriormente, a polícia informou que a acusação foi agravada para uso ou posse fraudulenta de informações de identificação em mais de 50 itens, classificada como crime de primeiro grau, após a constatação do uso do dispositivo pessoal no golpe. O jovem pagou fiança e responde ao processo em liberdade.
Em comunicado publicado no Facebook, a polícia orientou clientes que possam ter sido afetados a entrarem em contato com o departamento, mesmo que já tenham recebido reembolso. A corporação também destacou que crimes financeiros podem ocorrer rapidamente e passar despercebidos, recomendando a verificação frequente de extratos bancários, o uso de alertas de transações e, sempre que possível, de carteiras digitais.
A proprietária e administradora da unidade, Verônica Ruano, afirmou à WFAA que o restaurante colaborou integralmente com as autoridades e realizou uma revisão interna completa. Segundo ela, todos os clientes prejudicados foram reembolsados integralmente e o funcionário não faz mais parte do quadro da empresa.
A prisão ocorre pouco mais de um mês após outro caso de fraude envolvendo um serviço essencial nos Estados Unidos. Na Califórnia, uma funcionária do Serviço Postal dos EUA, Mary Ann Magdamit, de 31 anos, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão federal por roubar cheques e cartões postais ao longo de anos. Segundo promotores, ela atuou entre 2022 e julho de 2025, usando dados pessoais e cartões para fazer compras de alto valor e viagens internacionais, incluindo destinos como Turks e Caicos e Aruba.
Um desentendimento por causa da fila do banheiro terminou em morte em um posto de gasolina da rede QuickTrip, em Phoenix, no Arizona. Danny Kaster, de 52 anos, foi baleado enquanto aguardava para usar o sanitário na manhã de sexta-feira (16), após confrontar outro cliente que teria furado a fila. A informação consta em boletim de ocorrência obtido pela AZFamily e em registros da polícia local.
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Segundo o relato, o suspeito, Deondre Franklin, de 25 anos, entrou no banheiro sem esperar e foi advertido por Kaster de que havia uma fila. Franklin teria respondido que sabia disso e, em seguida, elevado o tom da discussão, gritando “Que porra você está olhando?”. Testemunhas afirmaram que o jovem ameaçou levar a briga “para fora” do estabelecimento.
De acordo com a investigação, uma pessoa que estava no local disse ter visto Franklin armado. Imagens das câmeras de segurança também teriam registrado o momento em que ele aponta uma arma para Kaster. Ainda segundo a polícia, a vítima tentou desarmá-lo, mas Franklin disparou ao menos uma vez antes de fugir do posto em um sedã cinza dirigido por uma mulher.
A polícia foi acionada pouco antes das 8h e encontrou Kaster com ferimentos de bala. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. Após o crime, Franklin teria telefonado para os pais e confessado o ocorrido; a mãe, segundo os investigadores, o orientou a se entregar. No dia seguinte, ele se apresentou às autoridades.
Em depoimento, Franklin afirmou ser morador de rua e disse que queria apenas usar o banheiro, alegando não ter percebido a fila. Sustentou ainda que atirou por medo de ser espancado, afirmando ter agido em legítima defesa. A versão, porém, é contestada pela polícia. Ele foi indiciado por homicídio em segundo grau e permanece sob custódia, com fiança fixada em US$ 1 milhão.
A família de Danny Kaster lançou uma campanha no GoFundMe para custear despesas e prestar homenagem. “Sua morte repentina deixou um vazio na vida de todos que o conheciam”, escreveu a família. Nas redes sociais, Kaster costumava publicar vídeos de seus cães; uma de suas últimas postagens foi uma mensagem de aniversário para o cachorro Maxwell.
Equipes de engenharia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) lideraram a resposta científica à poluição causada pelos grandes incêndios que atingiram Los Angeles em janeiro de 2025. Desde os primeiros dias após os focos em Palisades e Eaton, pesquisadores passaram a avaliar riscos ambientais em solos residenciais, água e sistemas de infraestrutura essenciais.
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Os trabalhos, coordenados pelos professores Sanjay Mohanty e Jennifer Jay, identificaram níveis elevados de metais pesados — como chumbo, arsênio e cromo hexavalente — em áreas afetadas. Análises da UCLA indicam que quase 40% das casas avaliadas em Altadena e em outras regiões atingidas pelo incêndio de Eaton apresentaram concentrações de chumbo acima de 80 miligramas por quilograma, limite máximo definido pelo Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas da Califórnia.
Em Palisades, cerca de 10% das amostras residenciais superaram esse patamar. Ao todo, a equipe analisou mais de mil propriedades, além de dezenas de parques públicos e amostras de areia de praias próximas impactadas pelo escoamento superficial dos incêndios.
Ações comunitárias e mitigação de riscos
Segundo informações divulgadas pela UCLA em dezembro de 2025, testes em parques e praias apresentaram, em sua maioria, níveis baixos ou próximos aos limites recomendados. A ampliação do monitoramento contou com a colaboração da iniciativa CAP.LA e de organizações comunitárias.
Em parceria com a ONG TreePeople, a equipe de Jennifer Jay promoveu eventos itinerantes com testes gratuitos de solo. Em um único dia em Pasadena, mais de 80 moradores participaram, e mais de 200 amostras foram analisadas para chumbo e outros metais pesados com o uso de equipamentos portáteis de fluorescência de raios X.
Entre as primeiras medidas recomendadas pela UCLA estão o uso de composto orgânico e cobertura morta para reduzir a mobilidade dos contaminantes no solo e limitar sua absorção por plantas e cultivos. Mohanty avalia a eficácia dessas ações tanto na proteção das famílias quanto nos possíveis impactos sobre a produção local de alimentos.
Infraestrutura e preparação para novos desastres
A recuperação de infraestruturas críticas — como estradas, aquedutos, redes de gás e sistemas de esgoto — também foi prioridade. Engenheiros da UCLA, entre eles Idil Akin, Scott Brandenberg e Jonathan Stewart, atuaram em conjunto com especialistas da USC, do Caltech e do Serviço Geológico da Califórnia desde o início da emergência.
Com apoio da Fundação Nacional de Ciência, a equipe elaborou um relatório técnico voltado ao fortalecimento da resiliência urbana. Entre as inovações adotadas estão o uso de drones para monitoramento aéreo e a instalação de sensores de retenção de água nas encostas de Palisades, com o objetivo de antecipar deslizamentos de terra e processos de erosão nos próximos três a cinco anos.
O grupo liderado pelo professor Jiaqi Ma desenvolveu ainda um modelo digital da cidade que permitiu otimizar a remoção de entulhos em colaboração com o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. A experiência da UCLA incluiu ações de engajamento comunitário, como o programa “Rebuild LA”, reforçando a cooperação entre universidade, autoridades locais e moradores na resposta aos incêndios florestais recorrentes.
Microrganismos presentes na água do mar podem revelar, de forma precoce e não invasiva, doenças que afetam os corais, segundo um estudo liderado pela Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI) e pela Universidade das Ilhas Virgens. A pesquisa, publicada nesta terça-feira (20) na revista Cell Reports, aponta que o microbioma marinho funciona como um indicador sensível do estado de saúde desses ecossistemas.
Os recifes de coral concentram uma das maiores biodiversidades do planeta e sustentam cadeias alimentares marinhas em todos os níveis, além de protegerem comunidades humanas costeiras, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O aquecimento contínuo da superfície do mar, no entanto, tem intensificado episódios de branqueamento, colocando esses ambientes sob crescente ameaça.
O branqueamento ocorre quando o aumento prolongado da temperatura rompe a relação simbiótica entre os corais e as zooxantelas, algas essenciais à sua sobrevivência. Sem elas, os corais perdem a coloração, têm a vitalidade reduzida e tornam-se mais vulneráveis a doenças. Embora alguns consigam se recuperar, muitos morrem ou permanecem com o sistema imunológico enfraquecido, alerta a ONU.
Microbioma marinho como alerta precoce
Até agora, o diagnóstico de doenças dependia principalmente de inspeções visuais feitas por mergulhadores, método que costuma identificar problemas apenas em estágios avançados, segundo a WHOI. A nova abordagem analisa o microbioma da água ao redor dos recifes, permitindo detectar alterações sem contato direto com os corais ou interferência em seu ambiente.
Entre 2020 e 2024, os pesquisadores estudaram colônias de coral-cérebro (Colpophyllia natans) em recifes próximos à ilha de St. John, nas Ilhas Virgens Americanas. Amostras de água e de tecido dos corais foram analisadas com técnicas avançadas de sequenciamento genético, comparando as comunidades microbianas.
Os resultados mostraram que, enquanto os microrganismos nos tecidos variavam mesmo em corais saudáveis, o microbioma da água permanecia estável nesses casos e se alterava de forma significativa na presença de doenças. Para a autora principal do estudo, Jeanne Bloomberg, “a água do oceano ao redor de um coral pode revelar muito, inclusive quando ele está doente”.
A cientista Amy Apprill, do WHOI, afirmou que as alterações no microbioma marinho se mostraram marcadores mais confiáveis de doenças do que mudanças observadas nos próprios tecidos. Segundo ela, a combinação de amostragem automatizada e detecção genética acelerada pode viabilizar sistemas de alerta precoce, permitindo intervenções antes que os danos se tornem irreversíveis.
A técnica, descrita como não destrutiva e escalável, surge como uma alternativa promissora diante do avanço de doenças graves, como a perda de tecido em corais pétreos no Caribe. Para especialistas, a detecção antecipada pode ser decisiva para preservar recifes que sustentam mais de um quarto da vida marinha global e garantem a subsistência de milhões de pessoas.
Pelo menos quatro milhões de mortes prematuras por câncer e outras doenças foram causadas pelos testes de armas nucleares realizados em todo o mundo entre 1945 e 2017, afetando, direta ou indiretamente, todos os seres humanos do planeta. A conclusão é de um novo relatório da organização humanitária Norwegian People’s Aid (NPA), que analisa décadas de explosões conduzidas por países detentores de arsenais atômicos.
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Atualmente, nove países possuem armas nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. Segundo o estudo, as consequências desses testes continuam sendo sentidas globalmente, muito tempo depois das detonações.
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Ao comentar o último teste nuclear realizado pela França na Polinésia Francesa, em 1996, a parlamentar Hinamoeura Cross, hoje com 37 anos e natural do Taiti, relembrou o impacto ainda na infância. “Eles nos envenenaram”, disse ela, segundo a agência AFP. Na época, Cross tinha sete anos. Dezessete anos depois, foi diagnosticada com leucemia, em uma família na qual a avó, a mãe e uma tia já haviam enfrentado câncer de tireoide.
As detonações nucleares, de acordo com o relatório, causaram danos duradouros e de grande alcance à saúde humana, às comunidades e aos ecossistemas. O documento, com mais de 300 páginas, aponta que uma cultura persistente de sigilo, a limitada participação internacional e a falta de dados confiáveis deixaram muitas populações afetadas ainda em busca de respostas.
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“Os testes nucleares do passado continuam matando hoje”, afirmou o diretor da NPA, Raymond Johansen, ao expressar a esperança de que o relatório “fortaleça a determinação para impedir que armas nucleares sejam testadas ou usadas novamente”.
O maior peso desses testes recaiu sobre comunidades que vivem próximas aos locais das explosões, hoje situados em 15 países diferentes, muitos deles ex-colônias de Estados com armas nucleares. Sobreviventes continuam apresentando taxas mais elevadas de doenças, malformações congênitas e traumas psicológicos, com efeitos que se estendem muito além das áreas diretamente afetadas.
“Cada pessoa viva hoje carrega isótopos radioativos dos testes atmosféricos em seus ossos”, disse à AFP a coautora do relatório e professora de antropologia da Universidade da Carolina do Sul, Magdalena Stawkowski.
Segundo o estudo, centenas de milhares de pessoas já morreram em todo o mundo em decorrência de doenças associadas a antigas detonações nucleares. O texto cita fortes evidências científicas que relacionam a exposição à radiação — mesmo em níveis baixos — a danos no DNA, câncer, doenças cardiovasculares e efeitos genéticos herdados.
“Os riscos que a radiação representa são realmente muito maiores do que se pensava anteriormente”, afirmou à AFP o coautor Tilman Ruff. Apenas os testes atmosféricos realizados até 1980 devem resultar, ao longo do tempo, em pelo menos dois milhões de mortes adicionais por câncer, segundo Stawkowski.
Ruff, pesquisador de saúde pública da Universidade de Melbourne e cofundador da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican), vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2017, afirmou que um número semelhante de mortes prematuras por ataques cardíacos e derrames também é esperado.
A radiação ionizante — partículas capazes de romper ligações do DNA nas células e desencadear câncer — é “altamente danosa do ponto de vista biológico”, disse Ruff, acrescentando que “não existe um limite seguro”. Os riscos variam entre as populações: fetos e crianças pequenas são os mais vulneráveis, e meninas e mulheres apresentam cerca de 52% mais suscetibilidade a cânceres induzidos por radiação do que meninos e homens.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições parlamentares antecipadas, marcadas para 8 de fevereiro. Ela citou os altos índices de aprovação de seu gabinete como justificativa para a medida.
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O presidente da Câmara Baixa leu uma carta anunciando oficialmente a medida, enquanto os parlamentares entoavam o tradicional grito de guerra “banzai”.
Takaichi, que em outubro se tornou a primeira mulher a liderar o arquipélago japonês, é nacionalista e espera resultados eleitorais favoráveis ​​para fortalecer sua maioria parlamentar.
A Promotoria do Chile anunciou na noite dessa quinta-feira a captura do suposto autor do incêndio florestal que causou a maioria das 21 mortes no sul do país, onde bombeiros combatem as chamas desde o fim de semana.
As autoridades haviam informado, nos últimos quatro dias, a detenção de outros três suspeitos nas regiões de Biobío — a mais atingida pelo fogo — e da Araucanía.
Os incêndios também alcançaram a região de Ñuble. O governo estima em 20 mil o número de desabrigados.
Por ordem da Promotoria, a polícia deteve um quarto homem “que acabou provocando até agora as 20 mortes” em Biobío, disse a promotora regional Marcela Cartagena, em entrevista coletiva em Concepción, capital da região. A outra vítima faleceu em Ñuble.
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O detido é um chileno de 39 anos, que será apresentado à Justiça nesta sexta-feira. A Promotoria não especificou quais acusações serão feitas contra ele.
O homem tem “antecedentes policiais por lesões graves e infrações à lei de propriedade industrial e intelectual”, afirmou Claudia Chamorro, inspetora da Polícia de Investigações, ao lado da promotora.
Segundo as autoridades, um dos detidos pelos incêndios já foi colocado em liberdade.
Os incêndios começaram no sábado e avançaram rapidamente para áreas povoadas devido aos ventos do intenso verão austral no sul do Chile.
Em Biobío, a cerca de 500km de Santiago, as localidades mais afetadas são Penco, Lirquén e Tomé.
Mais cedo, as autoridades haviam anunciado a captura de um homem supostamente envolvido em queimadas no setor de Punta de Parra, em Biobío, durante o toque de recolher.
O suspeito, junto com outras pessoas, estava incendiando a floresta quando a polícia chegou após ser alertada por moradores. “O indivíduo portava um isqueiro, um bastão retrátil e cocaína base”, informou um comunicado da Polícia de Investigações.
‘É pura maldade’
Os bombeiros lutam contra 18 focos ativos, segundo o relatório mais recente do órgão estatal de atendimento a desastres (Senapred).
Em Punta de Parra, uma localidade de cerca de 3 mil habitantes, cercada por florestas de eucalipto, o fogo deixou apenas algumas residências de pé.
Os moradores acreditam que os incêndios foram provocados intencionalmente.
– É pura maldade, só para causar dano, não há outra explicação – disse Felicia Lara, de 68 anos, que conseguiu fugir apenas com a roupa do corpo.
Os incêndios já consumiram mais de 42 mil hectares de florestas e terrenos. Cerca de duas mil moradias foram afetadas, informou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, ao divulgar um novo balanço na noite de quinta-feira.
– A situação continua complexa. Ainda não podemos baixar a guarda – afirmou Elizalde. O presidente Gabriel Boric decretou dois dias de luto.
Em fevereiro de 2024, vários focos de incêndio eclodiram nos arredores da cidade de Viña del Mar, a 110km de Santiago, com um saldo de 138 mortos.
Investigações posteriores determinaram que bombeiros e brigadistas florestais iniciaram intencionalmente o fogo, que se espalhou rapidamente, também em razão das altas temperaturas do verão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta quinta-feira.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o presidente chinês afirmou que ambos os países devem aprofundar a cooperação estratégica e atuar juntos pela equidade internacional e o multilateralismo, fortalecendo o papel da ONU.
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A conversa acontece em meio às ameaças intervencionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, e do convite feiro tanto a Brasíli quanto a Pequim para participarem do Conselho da Paz – iniciativa de Trump que reunirá líderes internacionais e que é alvo de controvérsia por sua composição e por críticas quanto à sua efetividade.
Xi defendeu junto a Lula que Brasil e China se unam para promover uma ordem internacional mais justa, baseada no respeito ao desenvolvimento dos países emergentes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou nessa quinta-feira o convite que fez ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, para participar do Conselho da Paz que o norte-americano lançou recentemente. “Que esta carta sirva como notificação de que o Conselho da Paz retira o convite feito ao senhor em relação à adesão do Canadá”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
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Carney atraiu atenção internacional esta semana por seus comentários sobre um “colapso” no sistema de governança global liderado pelos EUA. Seu governo também afirmou que não pagaria para participar da entidade global de resolução de disputas idealizada por Trump.
O discurso do premier canadense, em Davos, não agradou ao todo-poderoso Trump. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”.
Em resposta aos ataques do presidente dos EUA, o primeiro-ministro afirmou que o Canadá “não existe por causa dos Estados Unidos”. E acrescentou: “O Canadá prospera porque somos canadenses. Nosso país é nosso, é o nosso país, é o nosso futuro”.
No dia seguinte ao contundente discurso de Carney, Trump reagiu, também em Davos. O norte-americano, que já havia sugerido transformar o Canadá no 51º estado dos EUA, afirmou que o país só “existe graças aos EUA” e que deveria ser “grato” por isso.
Em Nuuk, capital da Groenlândia, a decepção, a frustração e a raiva são evidentes um dia após o anúncio de um projeto de acordo sobre o futuro da ilha, negociado sem a participação deles por Donald Trump e pelo Secretário-Geral da Otan. Com duas xícaras pequenas de cappuccino de uma famosa marca de café americana nas mãos, Niels Berthelsen parou para conversar apesar do frio glacial que cobre as ruas de Nuuk.
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“Se quisermos chegar a um acordo sobre a Groenlândia, é necessário convidar a Groenlândia para a mesa de negociações”, disse o capitão de navio à AFP. “Nada sobre a Groenlândia sem a Groenlândia”, repete ele.
As conversas desta quarta-feira em Davos, na Suíça, entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, levaram a um “acordo-quadro”, segundo o presidente americano, que insiste na anexação deste território autônomo dinamarquês. Trata-se de um projeto sobre o qual pouco se sabe, mas que irrita os habitantes da Groenlândia, preocupados com seu direito à autodeterminação.
“É obviamente positivo que a ameaça militar esteja diminuindo”, observou Berthelsen. “Mas um acordo poderia ter sido alcançado convidando a Groenlândia para a mesa de negociações, em vez de Rutte negociar um acordo com Trump sozinho”, disse ele. “Acho que é uma falta de respeito com Rutte”, disse ele.
Por sua vez, Esther Jensen disse estar “muito desapontada com o fato de a Otan ter concluído qualquer tipo de acordo com Trump sem a Dinamarca ou a Groenlândia”.
“Se houver decisões a serem tomadas, elas devem ser tomadas em consulta com a Groenlândia”, disse.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, observou que Rutte coordenou as negociações com ela e com o governo da Groenlândia, embora o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, tenha salientado que “Rutte, obviamente, não pode negociar um acordo em nome da Dinamarca ou da Groenlândia”.
Um tempo “antes de Trump”
Com ou sem coordenação, o vice-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, reafirmou nesta quinta-feira o direito de aproximadamente 57 mil groenlandeses de decidirem seu futuro.
“Independentemente da pressão exercida por outros, nosso país não será cedido, nem nosso futuro estará sujeito a negociações”, escreveu Egede no Facebook. “É inaceitável tentar entregar nosso país a outros. Este é o nosso país, somos nós que moldamos o seu futuro”, insistiu ele.
Nuuk, capital da Groenlândia
AFP
Em Nuuk, os habitantes da Groenlândia questionam o que realmente aconteceu em Davos, a estância de esqui suíça onde Trump e Rutte participam no Fórum Econômico Mundial.
“Sabemos muito bem que Trump tende a interpretar certas coisas de forma exagerada”, comentou Arkalo Abelsen, um aposentado de 80 anos. “Quando Rutte […] confirmar que discutiram algumas soluções possíveis, então, na cabeça de Trump, isso se torna um acordo. Mas não é um acordo. Não há acordo nenhum”, diz ele, apoiando-se em uma muleta.
A turbulência dos atuais acontecimentos internacionais e o crescente interesse em seu território estão testando a calma dos groenlandeses.
“Desde que Trump foi reeleito presidente, nunca se sabe o que pode acontecer de um dia para o outro. Especialmente quando ele ataca nosso país, como se fosse um pedaço de gelo à deriva no mar. É muito desestabilizador. Você se sente impotente”, observou Abelsen. “Minha mulher e eu conversamos sobre isso todos os dias. Dizemos um ao outro que gostaríamos de poder voltar no tempo, para antes de Trump. Naquela época, era possível prever o que ia acontecer.”
Susan Gudmundsdottir Johnsen, de 52 anos, que trabalha para uma agência de viagens, também anseia por manhãs menos agitadas. “De agora em diante, precisamos de calma e serenidade”, disse ela.

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