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Uma nova regulamentação na cidade de The Dalles, cidade americana localizada no estado de Oregon, limita quantos cães adultos cada domicílio pode ter e obriga que todos estejam licenciados, vacinados contra a raiva e com coleira em espaços públicos.
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A medida, que busca reduzir conflitos entre vizinhos e melhorar o controle animal, acendeu o debate entre famílias que veem seus cães como parte da família e temem que esses limites mudem para sempre a forma de convivência com seus animais de estimação.
A nova lei estabelece um teto claro para o número de cães adultos por residência: até quatro em casas unifamiliares e apenas dois em apartamentos ou edifícios multifamiliares, além de permitir somente uma fêmea destinada à reprodução por domicílio. Essa regulamentação, que pode soar exagerada para muitas famílias latinas nos Estados Unidos, abre um debate que envolve tanto o afeto pelos animais quanto o peso das normas locais no cotidiano.
Em um país onde milhões de hispânicos transformaram seus cães em parte central da dinâmica familiar, qualquer tentativa de regular quantos podem viver sob o mesmo teto é percebida quase como uma interferência na intimidade do lar.
As autoridades insistem que a medida busca prevenir superlotação, conflitos com vizinhos e situações de negligência, em um contexto de convivência urbana cada vez mais tensa, no qual governos locais tentam impor ordem sem romper completamente o vínculo emocional entre a comunidade e seus animais.
Como é a nova lei no Oregon?
A nova lei atualiza o código municipal de controle de cães, e vigora desde 7 de janeiro de 2026. Na prática, estabelece uma distinção clara entre tipos de moradia: em casas unifamiliares, são permitidos até quatro cães adultos; já em duplex, prédios e outras residências multifamiliares, o limite cai para dois cães adultos por unidade, com apenas uma cadela destinada à reprodução em cada endereço.
O que acontece com quem já ultrapassa o limite?
Um dos pontos mais delicados diz respeito aos donos que, antes da vigência da norma, já conviviam com mais cães do que o permitido atualmente. A cidade criou uma regulamentação especial para esses casos, semelhante ao que nos Estados Unidos é conhecido como “grandfathering”, que permite manter os animais existentes sem sanções imediatas, desde que sejam cumpridos prazos e condições específicas.
Os proprietários devem informar formalmente sua situação ao serviço de controle animal dentro de 60 dias após o início da ordenança, com prazo final em 8 de março de 2026, e depois obter uma licença para cada cão até, no máximo, 1º de julho de 2026. Há um detalhe central: os cães registrados nesse regime não podem ser substituídos; à medida que morram, sejam doados ou deixem o domicílio por qualquer motivo, o número total deverá diminuir até se adequar ao limite legal. Para famílias que costumam resgatar cães de rua ou de abrigos, essa cláusula funciona como um freio, mesmo que, por ora, possam manter toda a “matilha”.
Licenças, vacinas e obrigações
A norma também reforça o sistema de licenciamento obrigatório de cães dentro da cidade. Para obter a licença, os donos precisam apresentar comprovante de vacinação antirrábica válida e pagar uma taxa definida na tabela municipal, em linha com o que já ocorre em outros condados do Oregon. Concluído o processo, cada cão recebe uma placa de identificação, que deve estar presa à coleira sempre que o animal não estiver sob supervisão direta do tutor, servindo como prova de registro e vacinação.
A lei não se limita ao ambiente doméstico e endurece as regras para cães nas ruas e em outros espaços públicos. A partir de agora, os animais devem estar sempre com coleira quando estiverem fora da propriedade do dono, exceto em áreas específicas destinadas a cães soltos. Aqueles que estiverem sem controle podem ser considerados “em circulação”, o que permite sua apreensão pelas autoridades.
Além disso, a lei prevê a apreensão de cães sem licença ou que fiquem sem supervisão. Esse ponto gerou críticas de defensores dos direitos dos animais, que temem que alguns acabem em abrigos superlotados ou até sejam sacrificados caso não encontrem adotantes a tempo.
Tendência em outras cidades e debate cultural
A atualização do código em The Dalles faz parte de uma tendência mais ampla nos Estados Unidos: um número crescente de cidades vem regulamentando de forma mais rigorosa a posse responsável de animais, com limites de quantidade, exigências de licenças e regras estritas sobre uso de coleira e circulação em espaços públicos. Entre moradores e organizações, as opiniões se dividem. Há quem comemore o combate à superlotação, aos maus-tratos e aos cães soltos que colocam pedestres e outros animais em risco; outros veem a medida como uma interferência na vida privada de famílias que cuidam bem de vários cães, mas não se enquadram no novo modelo.
A Rússia lançou ataques aéreos contra as duas maiores cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv, na madrugada deste sábado (24), deixando ao menos um morto e 23 feridos, segundo autoridades ucranianas. Um hospital, uma maternidade e um centro de alojamento para pessoas também foram atingidos.
Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko informou que uma pessoa morreu vítima do bombardeio. Os ataques provocaram incêndios em distritos localizados em ambos os lados do rio Dnipro, que corta a capital. De acordo com Klitschko, o fornecimento de água e de energia elétrica foi interrompido em áreas da cidade situadas a leste do rio.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a ofensiva contra a capital envolveu o uso de drones e mísseis. Já o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, relatou que ao menos quatro distritos foram atingidos, incluindo uma unidade de saúde entre os prédios danificados.
Desde o início do ano, Kiev foi alvo de dois ataques noturnos de grande escala que deixaram milhares de edifícios residenciais sem energia elétrica e aquecimento em meio a um inverno rigoroso, com temperaturas chegando a -15 ºC. Equipes de emergência ainda trabalhavam na restauração dos serviços neste sábado, quando o ataque provocou novos incêndios.
Em Kharkiv, cidade que fica a cerca de 30 quilômetros da fronteira com a Rússia e também é alvo frequente de bombardeios, o prefeito Ihor Terekhov informou que 25 drones atingiram diferentes distritos ao longo de duas horas e meia. De acordo com os relatos iniciais, pelo menos 11 pessoas ficaram feridas. Uum hospital, uma maternidade e um centro de acolhimento para pessoas desabrigadas estão entre os prédios danificados.
O ataque começou horas depois do primeiro encontro trilateral entre representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos desde o início da guerra, em 2022. Na tarde desta sexta-feira, delegações dos três países se reuniram sob a mediação dos Emirados Árabes Unidos para tentar uma negociação de cessar-fogo. Inicialmente, as conversas estão previstas para continuar ao longo do fim de semana.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, contou a influenciadores digitais venezuelanos que ela e outros líderes chavistas foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia da captura de Nicolás Maduro, e que tiveram 15 minutos para escolher entre a colaboração ou a morte. As declarações de Delcy vieram à tona após o vazamento de uma gravação em vídeo de uma reunião presidida pelo então ministro das Comunicações e Informação venezuelano, Freddy Ñáñez, com influenciadores simpáticos ao regime — em um indicativo de que o governo tenta manter a narrativa interna, enquanto estabiliza a situação com os EUA. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma forte tempestade de inverno, com “temperaturas congelantes”, começa a se formar nesta sexta-feira e deve afetar cerca de dois terços dos Estados Unidos continentais nos próximos dias. O fenômeno deve levar uma combinação de neve, granizo e chuva congelante desde o Texas e as Grandes Planícies, no centro do país, até os estados do Meio-Atlântico e do nordeste. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS, na sigla em inglês), mais de 180 milhões de pessoas podem ser impactadas, com riscos como estradas cobertas de gelo, interrupções no fornecimento de energia, cancelamento de milhares de voos, dificuldades no transporte e risco de hipotermia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que dois supostos narcotraficantes morreram em um ataque contra uma embarcação no Pacífico oriental, e que a Guarda Costeira procura uma terceira pessoa que sobreviveu.
“A inteligência confirmou que a embarcação transitava por rotas conhecidas do narcotráfico no Pacífico oriental e que estava envolvida em operações de tráfico de drogas”, informou o Comando Sul dos Estados Unidos em uma publicação no X.
O ataque marca a primeira ação registrada após a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, em território venezuelano. Antes disso, a última ofensiva divulgada havia ocorrido em 31 de dezembro, quando dois barcos foram atingidos por bombardeios, deixando cinco mortos.
Desde setembro de 2025, as forças americanas já conduziram ao menos 35 ataques contra embarcações no Pacífico e no Caribe, que somam 117 mortes. As operações têm sido alvo de críticas de especialistas e de questionamentos por parte da ONU.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira que pedirá ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos que verifique o número de presos políticos libertados nas últimas semanas, um processo que avança a passos de tartaruga devido à pressão dos Estados Unidos.
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O governo alega que mais de 600 presos foram libertados desde dezembro, mas esse número contrasta com os relatórios de ONGs, em meio a protestos de familiares em frente às prisões, que denunciam a lentidão das libertações.
Nesta sexta-feira, Delcy afirmou que 626 pessoas foram libertadas da prisão até o momento como parte de um processo de soltura em andamento, mas não especificou o cronograma das solturas relatadas.
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A organização venezuelana Foro Penal confirmou a soltura de apenas 154 presos políticos desde 8 de janeiro. Na última atualização publicada em 19 de janeiro, o grupo afirma que ainda há 777 pessoas detidas sob essas condições no país.
Na segunda-feira, “terei uma conversa telefônica com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk”, e “pedirei a ele que seu escritório verifique as listas de pessoas libertadas na Venezuela”, anunciou Rodríguez em um pronunciamento televisionado.
* Matéria em atualização
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira estar “indignado com o que aconteceu na Venezuela”, em referência à intervenção militar dos Estados Unidos no país caribenho que capturou o então líder do regime venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Nos dias seguintes, o governo de Donald Trump passou a respaldar a presidência da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. O ex-ditador está preso em Nova York, onde responde à Justiça americana por suposto envolvimento com o narcotráfico.
— Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão num forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levam o Maduro embora. E ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz — disse Lula durante discurso em Salvador.
O presidente falou a uma plateia de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) durante um evento do movimento social, próximo ao PT e simpático ao chavismo.
Logo no início do evento, com Lula no palco, militantes do MST leram uma carta que também condenava o “a agressão à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores (esposa de Maduro também capturada por militares americanos), foi uma mensagem atroz para os povos de todo o mundo, em especial de nossa América Latina. Seus interesses são os saques dos nossos bens comuns da natureza: petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas, mas também a tentativa de impedir o avanço do multilateralismo e da soberania dos povos”, afirma o documento.
A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela é amplamente classificada como ilegal por especialistas, entre outros motivos, porque não obteve o respaldo da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump tampouco obteve o aval do Congresso americano para conduzir os bombardeios a Carecas, sob o argumento de que a informação poderia vazar.
O governo Lula tem condenado a ação militar americana no país vizinho e o presidente brasileiro tem articulado com demais chefes de Estado na América Latina uma defesa conjunta à soberania nacional dos países e à autodeterminação dos povos.
Apesar de já ter sido próximo de Maduro, a ponto de gravar um vídeo aos venezuelanos pedindo votos ao chavista, em 2013, Lula se distanciou do regime chavista nos últimos anos e o governador brasileiro não reconheceu a reeleição do venezuelano em 2024. A última eleição presidencial na Venezuela foi marcada por denúncias de fraude massiva cometida pelo regime de Maduro.
A chefe de governo da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta sexta-feira (23) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acabe com a guerra na Ucrânia para poder indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz. Meloni considera ter uma boa relação com o mandatário republicano, que expressou sua frustração por não ter sido contemplado com o prêmio.
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— Espero que algum dia possamos conceder um Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump — afirmou a dirigente em coletiva de imprensa após se reunir com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
— Acredito que, se ele conseguir fazer uma diferença (…) para alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, então finalmente nós também poderíamos nomear Donald Trump para esta premiação — indicou Meloni.
Em uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, divulgada na segunda-feira, o presidente americano afirmou que não obter tal prêmio significava que não se sentia mais obrigado a “pensar puramente na paz”.
O Nobel da Paz foi concedido à opositora venezuelana María Corina Machado, que o dedicou a Trump e entregou-lhe sua medalha na semana passada.
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Na quinta-feira, o republicano apresentou seu “Conselho da Paz”, inicialmente concebido para supervisionar a trégua em Gaza, mas que se transformou em um mecanismo destinado a resolver todo tipo de conflitos internacionais.
O mandatário americano convidou, entre outros, a Itália a se unir a esta entidade, mas Meloni ressaltou que tal adesão suscitaria “problemas constitucionais”. As normas constitucionais da Itália impedem que o país integre qualquer organização liderada por um único líder estrangeiro, segundo a imprensa local.
Trump preside o “Conselho da Paz”, além de ser o representante dos Estados Unidos e liderar seu conselho executivo.
Meloni afirma ter pedido ao magnata que faça mudanças “para atender às necessidades não apenas da Itália, mas também de outros países europeus”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta do líder americano Donald Trump de criar o chamado Conselho da Paz, iniciativa supostamente voltada à resolução de conflitos internacionais, em paralelo à Organização das Nações Unidas (ONU). Lula disse que Trump quer “ser dono da ONU”.
Lula discursou durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.
— Vocês estão acompanhando e percebendo que nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. E ao invés de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente (pela primeira vez) em 2003, reforma da ONU com a entrada de novos países (no Conselho de Segurança), com a entrada de México, do Brasil, de países africanos, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU — disse Lula.
O presidente do Brasil também afirmou que tem conversado com líderes de outros países na tentativa de fortalecer o multilateralismo. — Estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo. Já falei com muitos países. Já falei com as figuras mais importantes. Já falei com o Putin (líder da Rúsia), com o Xi Jinping (da China), já falei com o primeiro-ministro da Índia (Narendra Modi), com o presidente da Hungria e com muitos outros presidentes, com a Claudia (Sheinbaum), do México, tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão e que predomine a força da arma e da intolerância de qualquer país do mundo — disse Lula.
Nas últimas duas semanas, Lula falou com chefes de Estado ou de Governo de China, Rússia, Índia, Turquia, Panamá, Portugal, Espanha, México, Canadá, Colômbia.
Lula também citou o discurso de Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial, que ressaltou o poder militar dos EUA. O presidente disse que, no Brasil, as Forças Armadas têm restrições orçamentárias e afirmou querer fazer “guerra com o poder do convencimento”:
— Toda vez que o presidente Trump fala na televisão, ele fala: “eu tenho o exército mais forte do mundo, tenho os melhores aviões do mundo, os navios mais fortes do mundo”. Ele agora falou em Davos (cidade suíça onde é realizado o Fórum Econômico Mundial): “eu tenho armas que vocês nem sabem o poder”. Eu fico olhando e eu falo: “eu não tenho nada”. Tenho um Exército, uma Marinha, Aeronáutica que muitas vezes não têm dinheiro nem para comprar bala para treinar. Então, eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Não quero fazer guerra armada com a China. Não quero fazer guerra armada com a Rússia. Não quero nem com o Uruguai e com a Bolívia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível.
O Conselho da Paz foi lançado por Trump nesta semana em Davos, cidade suíça que sedia o Fórum Econômico Mundial. Criada no contexto das negociações entre Israel e Hamas sobre a Faixa de Gaza, a instituição levanta preocupações entre autoridades e analistas pela abrangência que pode tomar, uma vez que não deve ficar restrita ao Oriente Médio, apontando a medida como uma forma de concorrência ao sistema da ONU.
Apesar da clara tentativa de remodelação da ordem mundial por parte de Trump, países aliados de longa data dos EUA — como o Reino Unido e a França — estão relutantes sobre o arranjo e já rejeitaram a proposta, sobretudo após o convite ter sido estendido a líderes antidemocráticos como o presidente russo, Vladimir Putin. O Kremlin, por sua vez, ainda analisa sua participação no órgão, condicionando-a ao descongelamento de ativos russos mantidos nos Estados Unidos por conta da guerra na Ucrânia.
A Justiça suíça ordenou, nesta sexta-feira (23), a libertação sob fiança do coproprietário do bar que pegou fogo na noite de Ano Novo na estação de esqui de Crans-Montana, que deixou um saldo de 40 mortos e 116 feridos.
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Após o pagamento de uma fiança de 200 mil francos suíços (R$ 1,14 milhão, na cotação atual), o tribunal do cantão de Valais (sudoeste) anunciou em um comunicado que “suspendeu a detenção provisória” de Jacques Moretti, sem detalhar se ele já foi libertado.
Moretti é coproprietário do bar com sua esposa, Jessica, que havia sido libertada após a primeira audiência.
O tribunal aplicou a Moretti “medidas clássicas”, como a proibição de deixar o território suíço, a obrigação de entregar todos os seus documentos de identidade ao Ministério Público, bem como de apresentar-se diariamente a um posto de polícia, além do pagamento da fiança.
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O coproprietário havia sido colocado em prisão preventiva durante três meses e detido em 9 de janeiro depois que ele e sua esposa, donos do bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, foram interrogados por promotores judiciais do cantão suíço.
O incêndio começou nas primeiras horas de 1º de janeiro, quando o local estava cheio de pessoas comemorando, e causou a morte de 40 delas, deixando, ainda, 116 feridos, a maioria adolescentes.
Os Moretti são alvo de uma investigação criminal e enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência.
No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.
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As perícias iniciais sugerem que as chamas foram causadas por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica instalada no teto do subsolo do estabelecimento.
Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar.

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